Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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Analise a frase abaixo:
“Eu amo o Lucas e a Maria”.
Assinale a alternativa que substitui corretamente os substantivos sublinhados pelo pronome átono correspondente.
O setor público enfrenta o desafio particular de oferecer serviços públicos cada vez melhores a uma população gradualmente mais bem informada, mais consciente de seus direitos e com expectativas crescentes quanto ao papel do Estado. Devido aos recursos limitados, desenvolver serviços públicos inovadores tem sido visto crescentemente como fator fundamental para sustentar um alto nível de serviços para cidadãos e negócios, bem como para enfrentar desafios sociais e aprimorar o bem-estar social da população.
Diante desse cenário, o discurso científico sobre inovação em compras públicas ganhou maior atenção nas últimas décadas. A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos, definindo-as como compras de bens e serviços que ainda não existem, que precisam ser aperfeiçoados ou que requerem pesquisa e inovação para atender às necessidades especificadas pelos usuários.
As compras públicas representam grande parte da execução da despesa pública. Entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média de gastos públicos representa 12% do GDP (equivalente ao PIB) por ano. No Brasil, anualmente o governo federal gasta, em média, 5% do PIB em compras apenas de bens e serviços. Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais, o percentual chega próximo a 15% do PIB, ou R$ 900 bilhões.
Internet: <www.realp.unb.br> (com adaptações).
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.
O trecho “A União Europeia reconheceu as compras públicas
como instrumento de inovação e de provimento de mercados
pioneiros para novos produtos” (segundo período
do segundo parágrafo) poderia ser reescrito, mantendo-se a
correção e os sentidos do texto, da seguinte forma: A União
Europeia concebe as compras públicas como forma de
inovar e de provir mercados pioneiros para novos
produtos.

“Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio”.
“Para o trabalho que gostamos, levantamo-nos cedo e fazêmo-lo com alegria”.
“Ame-me ou odeie-me, ambas estão ao meu favor. Se você me ama, eu vou estar sempre no seu coração, se você me odeia, eu vou estar sempre na sua mente".
“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”.
fonte: https://www.pensador.com/frases_fortes_shakespeare/
Observe a frase a seguir:
“É forçoso reconhecer que razão cabe ao magistrado.”
É possível, portanto, reescrever a frase acima sem que haja prejuízos substituindo o termo sublinhado por:
Texto 1A9
O rito consiste em um conjunto de atos formalizados, expressivos e portadores de uma dimensão simbólica. É caracterizado por uma configuração espaço-temporal específica, por sistemas de linguagem e comportamentos específicos e por signos emblemáticos cujo sentido codificado constitui um dos bens comuns do grupo. O uso do rito é paralelo ao aparecimento da humanidade.
Em todas as sociedades, os grupos sociais participam de acontecimentos ou eventos especiais e únicos. Porém, para cada um desses grupos, os eventos têm um significado diferente. No Brasil, por exemplo, a Copa do Mundo e uma formatura são eventos com rituais reconhecidos por diferentes classes sociais e culturais. Um rito bem executado é mais que uma mera apresentação teatral. Usa elementos e símbolos e evoca a cultura e as crenças dos povos envolvidos.
Os ritos podem ser vistos como algo que não se resume a repetições das coisas reais e concretas do mundo rotineiro. Como coisa real e concreta, consistem no que pode ser materializado e simbolizado. Exemplo disso é a troca de presentes entre personalidades de diferentes culturas ou o aperto de mão entre duas pessoas que se saúdam. Este protocolo é uma forma de comunicação na qual os participantes do processo denotam uma mensagem diplomática. Remete, ainda, ao protocolo elementar significativo de boas relações entre povos, governos ou grupos.
Texto 1A8
Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da
manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de
status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade
toma é um brunch no roof top de seu residence club.
A classe média, quando chega ao paraíso, adora
gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português
tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas
para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que
diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion,
haters, job, like, e por aí vai.
O discurso empresarial e corporativo também está repleto
desses enunciados carregados de expressões tomadas de
empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão
de audiência nas interações verbais de uma parte considerável
das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing,
workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no
vocabulário de muitos profissionais brazucas.
Não que isso seja um problema ou uma ameaça à
integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua
origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical
do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos
de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram
incorporados ao falar brasileiro.
A questão a ser abordada não é o quanto o uso de
estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a
hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode
exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas
linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A
censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser
muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou)
expressões de origem estrangeira.
Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos
vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica,
porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas
raízes históricas, linguísticas e culturais.
A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos
hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes,
embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas
quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as
línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de
interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
Texto 3

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-etarismo/
Acesso em: 29 jul. 2024. Adaptado
Visão do Correio: Lei Maria da Penha completa 18 anos sem comemoração
O país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%
Postado em 07/08/2024 06:00
1 Completando 18 anos de sua sanção hoje, a Lei Maria da Penha é um inquestionável marco no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial e/ou moral. Logo em seu primeiro título, o texto de 2006 ressalta que "cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados" na legislação.
2 Os 18 anos da lei, no entanto, convivem com um cenário ainda muito cruel contra a mulher. De acordo com o mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicado no mês passado, o país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%.
3 A efeméride e os números deixam claro que a Lei Maria da Penha ainda é muito recente — mesmo que reconhecida internacionalmente por sua ampla redação. Chama a atenção como um problema social tão grave da sociedade brasileira só foi alvo de prevenção por meio de uma política pública específica há menos de duas décadas. Essa morosidade até a criação da legislação evidencia uma população que ainda mata ou tenta matar uma mulher a cada duas horas, simplesmente pela questão de gênero, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
4 A mudança da cultura violenta da sociedade brasileira, sobretudo dos homens, deve passar por uma transformação drástica de comportamento e pela intensificação do debate social sobre o tema, até mesmo promovendo atualizações constantes na Maria da Penha. Desde que foi criada, a lei recebeu adendos importantes, como a medida protetiva de urgência sem a necessidade de registro de boletim de ocorrência ou abertura de inquérito e o acompanhamento psicossocial do agressor.
5 Essas atualizações, na toada do "antes tarde do que nunca", são peças-chave do complexo quebra-cabeça da violência contra a mulher no Brasil. O fato de o descumprimento de medida protetiva se tornar crime no país somente em 2018 é representativo para o cenário. A morosidade do Legislativo para discutir e aprovar as necessárias atualizações da Maria da Penha e criar novas políticas públicas sobre o tema tem como fator principal a predominância de homens no Congresso Nacional. Apesar de formarem 48,52% da população nacional, conforme o Censo de 2022, eles ocupam 85% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 81% das vagas do Senado Federal, segundo dados das próprias casas.
6 Toda jovialidade da Maria da Penha, representada por sua maioridade completada hoje, é refletida na sociedade. Parte dela ainda não entendeu que todos têm o dever, como deixa claro o primeiro título da legislação em vigor desde 2006, de combater a violência contra a mulher. É fundamental reafirmar mais uma vez que em briga de homem e mulher é preciso, sim, meter a colher.
7 Os indicadores acompanhados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública destacam a necessidade de mudança comportamental da população brasileira — especialmente dos homens — para além dos 46 artigos da Lei Maria da Penha. Entre 2022 e 2023, o total de mulheres estupradas cresceu 5,5%; as ameaças contra elas aumentaram 16,5%; e as lesões corporais se intensificaram em cerca de 10%.
8 Se há crescimento nos mais diferentes indicadores de violência contra a mulher, é preciso refletir o papel da sociedade, não só do poder público, nesse contexto. Torna-se urgente o combate a cada flagrante e a denúncia a cada suspeita, independentemente de vínculos familiares, para o Brasil poder, de fato, ter o que comemorar no enfrentamento a esse tipo de crime.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/08/6914867-visao-do-correio-lei-maria-da-penha-completa-18-anos-sem-comemoracao.html
Texto 2
As enchentes
As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam, no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.
De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral. Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva.
Uma vergonha! Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais procrastinando a solução da questão. O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.
Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações. Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.
Vida Urbana, 19-01-1915.
BARRETO, Lima. Crônicas escolhidas. São Paulo: Ática, 1995. Adaptado.
I. Em: “Além disso, 70% não realizaram formação continuada” (4º parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída por “Ademais” ou “Outrossim”, sem prejuízo de sentido. II. Em: “66% dos professores da rede apontam o número insuficiente de equipamentos” (9º parágrafo), o sujeito é simples. III. Em: “No caso da rede pública, há um problema ainda anterior à apropriação das novas tecnologias” (9º parágrafo), o emprego da crase é facultativo. IV. Em: “insuficiente” e “desconfiança”, há derivação sufixal.
Assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a opção em que a mudança mudou o sentido original da frase.
Assinale a opção que apresenta a frase em que a substituição por um outro vocábulo mais específico foi feita de forma inadequada.