Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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I. Quase um bilhão de pessoas vivia com um transtorno mental.
II. Os 14% de adolescentes do mundo vivia com um transtorno mental.
III. Em 2019, um bom número de pessoas vivia com um transtorno mental.
IV. Sabe-se que 14% dos adolescentes do mundo viviam com um transtorno mental.
Observando-se a correção gramatical e a coerência de acordo com o período destacado no enunciado, estão corretas apenas
Através deste serviço, é possível imprimir (se você possuir guias em aberto) as guias para recolhimento das parcelas referentes ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).
(Disponível em: https://colombo.atende.net/?pg=autoatendimento#!/tipo/servico/valor/49/padrao/1/. Adaptado.)
O trecho em destaque pode ser reescrito, mantendo-se o sentido, por:
Assinale a opção CORRETA quanto à pontuação, mantendo o sentido original da frase.

Texto CG4A2-I
Pindaíba: do tupi pindá (“anzol”) e íua (“haste”). É o nome de várias árvores e arbustos brasileiros usados por indígenas para fabricar a vara do anzol. Uma dessas árvores dá um fruto parecido com uma pinha.
Pindá também era o nome, na língua tupi, dado por indígenas ao ouriço-do-mar, um bicho muito espinhento.
No Brasil, emprega-se a expressão “estar na pindaíba” ou “andar na pindaíba” para falar de uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira. A origem da expressão até hoje divide os estudiosos. Para alguns, ela tem a ver com a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar para conseguir comida. Para outros, como o indígena dependia de sua vara de pescar para comer, quando o anzol era ruim e não apanhava nada, a pessoa ficava com fome e na miséria. Outros, enfim, dizem que os ouriços-do-mar dão muito trabalho para serem apanhados e, depois de arrancados os espinhos, têm muito pouca carne a oferecer. A pessoa que só come o ouriço-do-mar, portanto, estaria na pindaíba. Seja qual for a origem, a verdade é que ninguém gosta de estar na pindaíba!
Marcos Bagno e Orlene Carvalho. Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi. São Paulo: Parábola, 2014, p. 101-102 (com adaptações).
Médica Angelita Gama entra na lista dos cientistas mais influentes do
mundo
Uma das cientistas mais premiadas do país, a pesquisadora brasileira e professora emérita da Universidade de São Paulo (USP) Angelita Habr-Gama foi reconhecida pela Universidade de Stanford (EUA) como uma das médicas que mais contribuíram para o desenvolvimento da ciência no mundo. A universidade americana, em parceria com a Editora Elsevier BV, divulgou recentemente uma atualização da lista que representa os 2% de cientistas mais citados em várias disciplinas. O relatório foi preparado por uma equipe de especialistas liderada pelo professor John Ioannidis, professor eminente da Universidade de Stanford.
Com relevantes trabalhos na área da Coloproctologia, área que estuda doenças do intestino grosso, do reto e do ânus, Angelita foi a primeira mulher residente em cirurgia geral, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Pioneira, criou a disciplina de Coloproctologia na mesma instituição e foi a primeira a chefiar o departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP.
(Ítalo Lo Re - Estadão – 05-04-22- adaptado)

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O vocábulo “há”, em “há bastante tempo” (linha 6), poderia ser substituído por faz, sem prejuízo para a coerência do texto.

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Mantendo‐se a correção gramatical e os sentidos do texto, o trecho “Apesar de presos ao fundo do oceano, os equipamentos giram com o movimento das marés e produzem eletricidade.” (linhas 15 e 16) poderia ser reescrito da seguinte maneira: Os equipamentos, apesar de presos ao fundo do oceano, giram com o movimento das marés e produzem eletricidade.

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do penúltimo parágrafo do texto caso fosse inserido o vocábulo que logo antes do termo “consegue” (linha 24).

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
em prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o trecho “Uma outra tecnologia baseada em uma enzima carbônica encontrada em moluscos tem transformado gás carbônico em pedra calcária, que pode ser utilizada na construção civil.” (linhas 25 e 26) poderia ser reescrito da seguinte forma: Uma outra tecnologia, que pode ser utilizada na construção civil, baseada em uma enzima carbônica encontrada em moluscos tem transformado gás carbônico em pedra calcária.

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
No trecho “mais de 90% do gás carbônico que passa pelas chaminés de fábricas” (linhas 24 e 25), caso fosse inserida uma vírgula logo antes de “que”, seria mantida a correção gramatical do trecho, mas seu sentido seria alterado.

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A correção gramatical do quinto parágrafo seria mantida caso, no trecho “se tornou” (linha 14), a forma pronominal “se” fosse deslocada para logo após a forma verbal — escrevendo‐se tornou‐se.
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O trecho ‘A divisão física entre ambiente público e privado, que costumava ser definida pela arquitetura, não existe mais’ (linhas 30 e 31) poderia ser reescrito da seguinte forma, sem prejuízo de sua coerência e de sua correção gramatical: A arquitetura costumava definir a divisão física entre ambiente público e ambiente privado, mas essa divisão não existe mais.
“Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas.
Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente.
Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único.
No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma.
Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné.
Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%.
Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%.
Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie.
O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades.
Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Mantém a correção gramatical e a coerência do texto a
seguinte reescrita para o trecho “O estudo ajuda a mostrar
que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas”
(último parágrafo): O estudo ajuda a mostrar que cada língua
e cultura indígenas têm percepções únicas.