A correção gramatical do último parágrafo do texto CG4A2-I ...
Texto CG4A2-I
Pindaíba: do tupi pindá (“anzol”) e íua (“haste”). É o nome de várias árvores e arbustos brasileiros usados por indígenas para fabricar a vara do anzol. Uma dessas árvores dá um fruto parecido com uma pinha.
Pindá também era o nome, na língua tupi, dado por indígenas ao ouriço-do-mar, um bicho muito espinhento.
No Brasil, emprega-se a expressão “estar na pindaíba” ou “andar na pindaíba” para falar de uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira. A origem da expressão até hoje divide os estudiosos. Para alguns, ela tem a ver com a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar para conseguir comida. Para outros, como o indígena dependia de sua vara de pescar para comer, quando o anzol era ruim e não apanhava nada, a pessoa ficava com fome e na miséria. Outros, enfim, dizem que os ouriços-do-mar dão muito trabalho para serem apanhados e, depois de arrancados os espinhos, têm muito pouca carne a oferecer. A pessoa que só come o ouriço-do-mar, portanto, estaria na pindaíba. Seja qual for a origem, a verdade é que ninguém gosta de estar na pindaíba!
Marcos Bagno e Orlene Carvalho. Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi. São Paulo: Parábola, 2014, p. 101-102 (com adaptações).
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O comando pede identificar a reescrita que mantém a correção gramatical de trechos do último parágrafo, especialmente “uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira”, “Seja qual for a origem”, “têm muito pouca carne a oferecer” e “a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar”. Nesse critério, apenas a alternativa A preserva a norma-padrão; B, C e D introduzem, respectivamente, “seje”, “menas” e “ifeliz”, formas incorretas.
- Leia primeiro o comando para identificar se o critério é sentido global ou correção gramatical da reescrita.
- Em reescritas, procure desvios pontuais de norma-padrão: uma única forma como “seje”, “menas” ou grafia errada já elimina a alternativa.
- Não descarte uma opção correta só porque ela troca várias palavras; se a estrutura continuar regular e sem erro, a reescrita pode ser válida.
- Separe equivalência de sentido de correção formal: nesta questão, sentido aproximado sem norma-padrão não basta.
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Comentários
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essa questão foi de lascar kkkkkkkkk Parece questão de concurso dos anos 90.
A)
o trecho “uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira” fosse reescrito da seguinte maneira: uma pessoa que está sem recursos ou vai mal de finanças.
Gabarito
Possíveis erros gramaticais das demais questões:
B
o trecho “Seja qual for a origem” fosse reescrito da seguinte maneira: Qualquer que seje a origem.
C
o trecho “têm muito pouca carne a oferecer” fosse reescrito da seguinte maneira: têm muito menas carne para ofertar.
D
o trecho “a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar” fosse reescrito da seguinte maneira: a situação ifeliz de quem possui apenas uma vara de pescar.
EU LI SEJA A ORIGEM POR ISSO QUE ERREI KKK
A reescrita é gramaticalmente correta:
- sem recursos = sem dinheiro;
- vai mal de finanças = está em dificuldade financeira.
A construção é aceitável na norma-padrão e mantém a correção gramatical.
O correto é:
O verbo ser no presente do subjuntivo é:
- que eu seja
- que tu sejas
- que ele seja
"seje" não existe na norma culta.
O erro está em menas.
O correto é:
A palavra menos é invariável.
O erro está em ifeliz.
O correto é:
A palavra ifeliz não existe na norma-padrão.
É você mesmo cespe ?
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