Questões de Concurso Sobre português

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Q4341939 Português
Leia o texto e responda a questão:

 Mulheres leem mais, mas homens ainda dominam as listas de mais vendidos

Apesar de representarem 61% dos leitores, mulheres ainda são minoria nas listas de mais vendidos As mulheres representam a maioria dos consumidores de livros no Brasil, correspondendo a 61% do total, enquanto os homens respondem por apenas 39%. Apesar disso, quando se observam as listas de livros mais vendidos, são os escritores homens que dominam — uma contradição que revela desigualdades enraizadas no mercado editorial e na própria formação cultural desde a infância.
Uma das explicações para essa disparidade está nos estímulos recebidos ainda na infância. Enquanto as meninas são incentivadas a desenvolver hábitos ligados ao conhecimento, à leitura e à calma, os meninos são direcionados para atividades físicas e de ação, que acabam sendo incompatíveis com a prática da leitura. Esse condicionamento precoce contribui para que, na vida adulta, muitos homens demonstrem resistência em ingressar no universo da literatura, especialmente no campo dos romances e da ficção.
Masculinidade e resistência à ficção
A resistência masculina à leitura de ficção está também associada a questões de masculinidade. Para Pedro Pacífico, o Bookster, em geral, os homens foram pouco estimulados a lidar com seus sentimentos e com histórias que envolvem amor, intrigas e emoções. Isso gerou uma visão equivocada de que a leitura de romances e ficção seria uma atividade associada ao universo feminino. "A literatura ensina sobre o outro, sobre nós mesmos, sobre a capacidade de respeitar o diferente", e isso, como se destaca, não tem relação com gênero.
O papel do marketing editorial
O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário. Como as mulheres são o público consumidor predominante, as estratégias de marketing são majoritariamente voltadas para elas, deixando de lado iniciativas que poderiam atrair o público masculino. Esse ciclo reforça ainda mais a distância dos homens em relação à literatura de ficção.
O que os homens leitores consomem
Quando leem, os homens tendem a optar por livros mais utilitários, com temáticas como empreendedorismo, liderança e biografias de grandes empresários. A literatura e a ficção ficam frequentemente de lado, o que evidencia que a chamada "masculinidade frágil" impacta até mesmo as escolhas no universo da leitura.
A expectativa é de que esse cenário se transforme, com mais autoras mulheres nas listas de mais vendidos e com homens superando o preconceito em relação aos romances e à ficção — um aprendizado que, segundo a análise, dificilmente se encontra em obras de caráter puramente utilitarista.

(https://www.cnnbrasil.com.br/pop/mulheres-leem-mais-mashomens-ainda-dominam-as-listas-de-maisvendidos/#goog_rewarded)
Na oração “A cidade-luz é considerada romântica.”, há a presença de qual figura de linguagem?
Alternativas
Q4341938 Português
Leia o texto e responda a questão:

 Mulheres leem mais, mas homens ainda dominam as listas de mais vendidos

Apesar de representarem 61% dos leitores, mulheres ainda são minoria nas listas de mais vendidos As mulheres representam a maioria dos consumidores de livros no Brasil, correspondendo a 61% do total, enquanto os homens respondem por apenas 39%. Apesar disso, quando se observam as listas de livros mais vendidos, são os escritores homens que dominam — uma contradição que revela desigualdades enraizadas no mercado editorial e na própria formação cultural desde a infância.
Uma das explicações para essa disparidade está nos estímulos recebidos ainda na infância. Enquanto as meninas são incentivadas a desenvolver hábitos ligados ao conhecimento, à leitura e à calma, os meninos são direcionados para atividades físicas e de ação, que acabam sendo incompatíveis com a prática da leitura. Esse condicionamento precoce contribui para que, na vida adulta, muitos homens demonstrem resistência em ingressar no universo da literatura, especialmente no campo dos romances e da ficção.
Masculinidade e resistência à ficção
A resistência masculina à leitura de ficção está também associada a questões de masculinidade. Para Pedro Pacífico, o Bookster, em geral, os homens foram pouco estimulados a lidar com seus sentimentos e com histórias que envolvem amor, intrigas e emoções. Isso gerou uma visão equivocada de que a leitura de romances e ficção seria uma atividade associada ao universo feminino. "A literatura ensina sobre o outro, sobre nós mesmos, sobre a capacidade de respeitar o diferente", e isso, como se destaca, não tem relação com gênero.
O papel do marketing editorial
O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário. Como as mulheres são o público consumidor predominante, as estratégias de marketing são majoritariamente voltadas para elas, deixando de lado iniciativas que poderiam atrair o público masculino. Esse ciclo reforça ainda mais a distância dos homens em relação à literatura de ficção.
O que os homens leitores consomem
Quando leem, os homens tendem a optar por livros mais utilitários, com temáticas como empreendedorismo, liderança e biografias de grandes empresários. A literatura e a ficção ficam frequentemente de lado, o que evidencia que a chamada "masculinidade frágil" impacta até mesmo as escolhas no universo da leitura.
A expectativa é de que esse cenário se transforme, com mais autoras mulheres nas listas de mais vendidos e com homens superando o preconceito em relação aos romances e à ficção — um aprendizado que, segundo a análise, dificilmente se encontra em obras de caráter puramente utilitarista.

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Analise:
“Eu sou engenheiro.”
Assinale a opção que apresenta a classificação correta do termo em destaque: 
Alternativas
Q4341937 Português
Leia o texto e responda a questão:

 Mulheres leem mais, mas homens ainda dominam as listas de mais vendidos

Apesar de representarem 61% dos leitores, mulheres ainda são minoria nas listas de mais vendidos As mulheres representam a maioria dos consumidores de livros no Brasil, correspondendo a 61% do total, enquanto os homens respondem por apenas 39%. Apesar disso, quando se observam as listas de livros mais vendidos, são os escritores homens que dominam — uma contradição que revela desigualdades enraizadas no mercado editorial e na própria formação cultural desde a infância.
Uma das explicações para essa disparidade está nos estímulos recebidos ainda na infância. Enquanto as meninas são incentivadas a desenvolver hábitos ligados ao conhecimento, à leitura e à calma, os meninos são direcionados para atividades físicas e de ação, que acabam sendo incompatíveis com a prática da leitura. Esse condicionamento precoce contribui para que, na vida adulta, muitos homens demonstrem resistência em ingressar no universo da literatura, especialmente no campo dos romances e da ficção.
Masculinidade e resistência à ficção
A resistência masculina à leitura de ficção está também associada a questões de masculinidade. Para Pedro Pacífico, o Bookster, em geral, os homens foram pouco estimulados a lidar com seus sentimentos e com histórias que envolvem amor, intrigas e emoções. Isso gerou uma visão equivocada de que a leitura de romances e ficção seria uma atividade associada ao universo feminino. "A literatura ensina sobre o outro, sobre nós mesmos, sobre a capacidade de respeitar o diferente", e isso, como se destaca, não tem relação com gênero.
O papel do marketing editorial
O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário. Como as mulheres são o público consumidor predominante, as estratégias de marketing são majoritariamente voltadas para elas, deixando de lado iniciativas que poderiam atrair o público masculino. Esse ciclo reforça ainda mais a distância dos homens em relação à literatura de ficção.
O que os homens leitores consomem
Quando leem, os homens tendem a optar por livros mais utilitários, com temáticas como empreendedorismo, liderança e biografias de grandes empresários. A literatura e a ficção ficam frequentemente de lado, o que evidencia que a chamada "masculinidade frágil" impacta até mesmo as escolhas no universo da leitura.
A expectativa é de que esse cenário se transforme, com mais autoras mulheres nas listas de mais vendidos e com homens superando o preconceito em relação aos romances e à ficção — um aprendizado que, segundo a análise, dificilmente se encontra em obras de caráter puramente utilitarista.

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Analise:
“Se você me contar o problema, serei um ótimo ouvinte.”
Assinale a opção que apresenta a classificação correta da oração abaixo:
Alternativas
Q4341936 Português
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 Mulheres leem mais, mas homens ainda dominam as listas de mais vendidos

Apesar de representarem 61% dos leitores, mulheres ainda são minoria nas listas de mais vendidos As mulheres representam a maioria dos consumidores de livros no Brasil, correspondendo a 61% do total, enquanto os homens respondem por apenas 39%. Apesar disso, quando se observam as listas de livros mais vendidos, são os escritores homens que dominam — uma contradição que revela desigualdades enraizadas no mercado editorial e na própria formação cultural desde a infância.
Uma das explicações para essa disparidade está nos estímulos recebidos ainda na infância. Enquanto as meninas são incentivadas a desenvolver hábitos ligados ao conhecimento, à leitura e à calma, os meninos são direcionados para atividades físicas e de ação, que acabam sendo incompatíveis com a prática da leitura. Esse condicionamento precoce contribui para que, na vida adulta, muitos homens demonstrem resistência em ingressar no universo da literatura, especialmente no campo dos romances e da ficção.
Masculinidade e resistência à ficção
A resistência masculina à leitura de ficção está também associada a questões de masculinidade. Para Pedro Pacífico, o Bookster, em geral, os homens foram pouco estimulados a lidar com seus sentimentos e com histórias que envolvem amor, intrigas e emoções. Isso gerou uma visão equivocada de que a leitura de romances e ficção seria uma atividade associada ao universo feminino. "A literatura ensina sobre o outro, sobre nós mesmos, sobre a capacidade de respeitar o diferente", e isso, como se destaca, não tem relação com gênero.
O papel do marketing editorial
O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário. Como as mulheres são o público consumidor predominante, as estratégias de marketing são majoritariamente voltadas para elas, deixando de lado iniciativas que poderiam atrair o público masculino. Esse ciclo reforça ainda mais a distância dos homens em relação à literatura de ficção.
O que os homens leitores consomem
Quando leem, os homens tendem a optar por livros mais utilitários, com temáticas como empreendedorismo, liderança e biografias de grandes empresários. A literatura e a ficção ficam frequentemente de lado, o que evidencia que a chamada "masculinidade frágil" impacta até mesmo as escolhas no universo da leitura.
A expectativa é de que esse cenário se transforme, com mais autoras mulheres nas listas de mais vendidos e com homens superando o preconceito em relação aos romances e à ficção — um aprendizado que, segundo a análise, dificilmente se encontra em obras de caráter puramente utilitarista.

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Assinale a alternativa que apresenta o tipo de sujeito presente na oração abaixo:
“Comemos maçã de manhã.”
Alternativas
Q4341935 Português
Leia o texto e responda a questão:

 Mulheres leem mais, mas homens ainda dominam as listas de mais vendidos

Apesar de representarem 61% dos leitores, mulheres ainda são minoria nas listas de mais vendidos As mulheres representam a maioria dos consumidores de livros no Brasil, correspondendo a 61% do total, enquanto os homens respondem por apenas 39%. Apesar disso, quando se observam as listas de livros mais vendidos, são os escritores homens que dominam — uma contradição que revela desigualdades enraizadas no mercado editorial e na própria formação cultural desde a infância.
Uma das explicações para essa disparidade está nos estímulos recebidos ainda na infância. Enquanto as meninas são incentivadas a desenvolver hábitos ligados ao conhecimento, à leitura e à calma, os meninos são direcionados para atividades físicas e de ação, que acabam sendo incompatíveis com a prática da leitura. Esse condicionamento precoce contribui para que, na vida adulta, muitos homens demonstrem resistência em ingressar no universo da literatura, especialmente no campo dos romances e da ficção.
Masculinidade e resistência à ficção
A resistência masculina à leitura de ficção está também associada a questões de masculinidade. Para Pedro Pacífico, o Bookster, em geral, os homens foram pouco estimulados a lidar com seus sentimentos e com histórias que envolvem amor, intrigas e emoções. Isso gerou uma visão equivocada de que a leitura de romances e ficção seria uma atividade associada ao universo feminino. "A literatura ensina sobre o outro, sobre nós mesmos, sobre a capacidade de respeitar o diferente", e isso, como se destaca, não tem relação com gênero.
O papel do marketing editorial
O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário. Como as mulheres são o público consumidor predominante, as estratégias de marketing são majoritariamente voltadas para elas, deixando de lado iniciativas que poderiam atrair o público masculino. Esse ciclo reforça ainda mais a distância dos homens em relação à literatura de ficção.
O que os homens leitores consomem
Quando leem, os homens tendem a optar por livros mais utilitários, com temáticas como empreendedorismo, liderança e biografias de grandes empresários. A literatura e a ficção ficam frequentemente de lado, o que evidencia que a chamada "masculinidade frágil" impacta até mesmo as escolhas no universo da leitura.
A expectativa é de que esse cenário se transforme, com mais autoras mulheres nas listas de mais vendidos e com homens superando o preconceito em relação aos romances e à ficção — um aprendizado que, segundo a análise, dificilmente se encontra em obras de caráter puramente utilitarista.

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Analise e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do termo em destaque:
“Jorge parecia feliz.”
Alternativas
Q4341934 Português
Leia o texto e responda a questão:

 Mulheres leem mais, mas homens ainda dominam as listas de mais vendidos

Apesar de representarem 61% dos leitores, mulheres ainda são minoria nas listas de mais vendidos As mulheres representam a maioria dos consumidores de livros no Brasil, correspondendo a 61% do total, enquanto os homens respondem por apenas 39%. Apesar disso, quando se observam as listas de livros mais vendidos, são os escritores homens que dominam — uma contradição que revela desigualdades enraizadas no mercado editorial e na própria formação cultural desde a infância.
Uma das explicações para essa disparidade está nos estímulos recebidos ainda na infância. Enquanto as meninas são incentivadas a desenvolver hábitos ligados ao conhecimento, à leitura e à calma, os meninos são direcionados para atividades físicas e de ação, que acabam sendo incompatíveis com a prática da leitura. Esse condicionamento precoce contribui para que, na vida adulta, muitos homens demonstrem resistência em ingressar no universo da literatura, especialmente no campo dos romances e da ficção.
Masculinidade e resistência à ficção
A resistência masculina à leitura de ficção está também associada a questões de masculinidade. Para Pedro Pacífico, o Bookster, em geral, os homens foram pouco estimulados a lidar com seus sentimentos e com histórias que envolvem amor, intrigas e emoções. Isso gerou uma visão equivocada de que a leitura de romances e ficção seria uma atividade associada ao universo feminino. "A literatura ensina sobre o outro, sobre nós mesmos, sobre a capacidade de respeitar o diferente", e isso, como se destaca, não tem relação com gênero.
O papel do marketing editorial
O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário. Como as mulheres são o público consumidor predominante, as estratégias de marketing são majoritariamente voltadas para elas, deixando de lado iniciativas que poderiam atrair o público masculino. Esse ciclo reforça ainda mais a distância dos homens em relação à literatura de ficção.
O que os homens leitores consomem
Quando leem, os homens tendem a optar por livros mais utilitários, com temáticas como empreendedorismo, liderança e biografias de grandes empresários. A literatura e a ficção ficam frequentemente de lado, o que evidencia que a chamada "masculinidade frágil" impacta até mesmo as escolhas no universo da leitura.
A expectativa é de que esse cenário se transforme, com mais autoras mulheres nas listas de mais vendidos e com homens superando o preconceito em relação aos romances e à ficção — um aprendizado que, segundo a análise, dificilmente se encontra em obras de caráter puramente utilitarista.

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Analise a citação:
“O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário.”
Assinale a opção que apresenta, respectivamente, a classificação correta dos termos destacados:
Alternativas
Q4341933 Português
Leia o texto e responda a questão:

 Mulheres leem mais, mas homens ainda dominam as listas de mais vendidos

Apesar de representarem 61% dos leitores, mulheres ainda são minoria nas listas de mais vendidos As mulheres representam a maioria dos consumidores de livros no Brasil, correspondendo a 61% do total, enquanto os homens respondem por apenas 39%. Apesar disso, quando se observam as listas de livros mais vendidos, são os escritores homens que dominam — uma contradição que revela desigualdades enraizadas no mercado editorial e na própria formação cultural desde a infância.
Uma das explicações para essa disparidade está nos estímulos recebidos ainda na infância. Enquanto as meninas são incentivadas a desenvolver hábitos ligados ao conhecimento, à leitura e à calma, os meninos são direcionados para atividades físicas e de ação, que acabam sendo incompatíveis com a prática da leitura. Esse condicionamento precoce contribui para que, na vida adulta, muitos homens demonstrem resistência em ingressar no universo da literatura, especialmente no campo dos romances e da ficção.
Masculinidade e resistência à ficção
A resistência masculina à leitura de ficção está também associada a questões de masculinidade. Para Pedro Pacífico, o Bookster, em geral, os homens foram pouco estimulados a lidar com seus sentimentos e com histórias que envolvem amor, intrigas e emoções. Isso gerou uma visão equivocada de que a leitura de romances e ficção seria uma atividade associada ao universo feminino. "A literatura ensina sobre o outro, sobre nós mesmos, sobre a capacidade de respeitar o diferente", e isso, como se destaca, não tem relação com gênero.
O papel do marketing editorial
O mercado editorial também contribui para perpetuar esse cenário. Como as mulheres são o público consumidor predominante, as estratégias de marketing são majoritariamente voltadas para elas, deixando de lado iniciativas que poderiam atrair o público masculino. Esse ciclo reforça ainda mais a distância dos homens em relação à literatura de ficção.
O que os homens leitores consomem
Quando leem, os homens tendem a optar por livros mais utilitários, com temáticas como empreendedorismo, liderança e biografias de grandes empresários. A literatura e a ficção ficam frequentemente de lado, o que evidencia que a chamada "masculinidade frágil" impacta até mesmo as escolhas no universo da leitura.
A expectativa é de que esse cenário se transforme, com mais autoras mulheres nas listas de mais vendidos e com homens superando o preconceito em relação aos romances e à ficção — um aprendizado que, segundo a análise, dificilmente se encontra em obras de caráter puramente utilitarista.

(https://www.cnnbrasil.com.br/pop/mulheres-leem-mais-mashomens-ainda-dominam-as-listas-de-maisvendidos/#goog_rewarded)
Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o texto:
Alternativas
Q4341887 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Considere os seguintes pares de elementos do texto.

I - que (l. 07) e que (l. 17).
II - com (l. 19) e com (l. 33).
III - assim (l. 21) e assim (l. 43).

Em quais pares os dois elementos pertencem à mesma classe gramatical?  
Alternativas
Q4341886 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Considere as seguintes expressões do texto.

I - todo agente público (l. 03) e o agente público (l. 16).
II - uma atuação íntegra (l. 04) e a construção de um ambiente de integridade (l. 32).
III - da relevância da sua função (l. 18) e sobre os interesses privados no setor público (l. 28-29).

Quais desempenham, no contexto em que ocorrem, a mesma função sintática? 
Alternativas
Q4341885 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Assinale a alternativa que apresenta a correta passagem de segmento do texto da voz ativa para a voz passiva. 
Alternativas
Q4341884 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Abaixo são feitas algumas afirmações acerca de ideias veiculadas pelo texto.

I - Segundo o texto, o princípio da responsabilidade relaciona-se ao compromisso do agente público com o interesse público e com a relevância da função que exerce.
II - Segundo o texto, a construção de um ambiente de integridade na Administração Pública depende exclusivamente de mecanismos de repressão aos atos de corrupção.
III - Segundo o texto, a ocupação de cargos públicos por influência política fortalece a impessoalidade e privilegia o mérito profissional.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4341883 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas das linhas 14, 15, 26 e 43, nesta ordem. 
Alternativas
Q4341842 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico", o uso do travessão e dos dois-pontos contribui para a construção do ponto de vista da autora porque: 
Alternativas
Q4341841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde", o emprego do acento indicativo de crase em "à saúde" justifica-se porque:
Alternativas
Q4341840 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos", o vocábulo "que" exerce papel relevante na articulação sintática do período. Considerando sua classificação e função, analise as assertivas.

I. O vocábulo "que" classifica-se como pronome relativo, pois retoma o termo antecedente convenções.
II. A oração "que nos desviam de nós mesmos" funciona como subordinada adjetiva restritiva, delimitando o tipo de convenções a que a autora se refere.
III. O vocábulo "que" exerce função de conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva ligada ao nome convenções.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4341839 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No período "Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda", as orações introduzidas por "se" estabelecem com a oração principal uma relação de: 
Alternativas
Q4341838 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
Em "Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?", a função da linguagem que se sobressai é a:
Alternativas
Q4341837 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
A expressão "um prazer desavergonhado", usada para caracterizar a forma como Tamara enfrenta os riscos da expedição, produz sentido que ultrapassa a descrição objetiva. No contexto, essa expressão sugere que a navegadora:
Alternativas
Q4341836 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No quarto parágrafo, após mencionar que "a necessidade de estar com os outros a qualquer custo" se alimenta da "desonestidade social", a autora afirma: "Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos." O conectivo "Ora", nesse contexto, contribui para:
Alternativas
Q4341835 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
A crônica apresentada parte de uma experiência de leitura e de uma figura pública para desenvolver uma reflexão sobre solidão, convivência e autonomia subjetiva. A organização predominante do texto combina:
Alternativas
Respostas
1901: C
1902: B
1903: A
1904: C
1905: D
1906: A
1907: D
1908: D
1909: C
1910: C
1911: A
1912: B
1913: C
1914: A
1915: A
1916: C
1917: C
1918: E
1919: B
1920: C