Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 248.609 questões

Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145142 Português
Imagem associada para resolução da questão
Considerando as condições de produção, circulação e recepção desse texto, infere-se que essa postagem 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145141 Português
TEXTO 1


Lançamento de Liberdade de Maria Crioula, passada por sua Senhora Dona Jacinta Maria de Alvarenga


Saibaó quantos este publico instrumento de lançamento de Liberdade viren que no Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil seteCentos e noventa e Cinco, aos desaseis dias do mez de Setembro do dito anno, nesta Villa Real de Nossa Senhora da Conceiçaó do Sabara, tractey com a Crioula Maria conferir lhe Liberdade pella quantia de trezentos e vinte mil reis e Como me fez entrega della lhe dou por esta inteira Liberdade como se fosse ingenua com a Condiçaó de que ser(á) obrigada a Criar pello tempo de dous annos a filha que tem de peito sem que posa pedir pella criaçaó pagamento algum e naó sahirá desta Villa para fora durante o dito tempo e sahindo ficara de nenhun efeito a Liberdade e poderey chamala a Captiveiro, e por verdade mandey passar este en que me asigney.


IBRAM. Sabará (MG). LN(CPON) 34(81). Carta de liberdade de Maria Crioula, 1795, f. 93 (adaptado).


TEXTO 2


REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Comarca de Sabará – Estado de Minas Gerais



Cartório do 3º Ofício
Tabeliã: Joana da Silva
Escrevente: José da Silva

Livro n. 033 Folhas 209
Escritura Pública de Compra e Venda


Saibam quantos esta pública escritura virem, que no dia 16 (dezesseis) do mês de setembro: ano 1.996 (mil novecentos e noventa e seis), nesta cidade e Comarca de Sabará, Estado de Minas Gerais, neste cartório, no Fórum, perante mim Tabeliã, compareceram partes entre si justas e contratadas, a saber como OUTORGANTE VENDEDOR JOÃO DA SILVA, CPF 000.000.000- 00 e de outro lado como OUTORGADA COMPRADORA MARIA DA COSTA, CPF 111.111.111-11, SOLTEIRA, PORTADORA DA CARTEIRA DE IDENTIDADE M-0.000.000, RESIDENTE E DOMICILIADA NA RUA DO AMOR, No 240, NESTE MUNICÍPIO DE SABARÁ; que assim se identificaram do que dou fé. E pelo outorgante me foi dito que a justo título é senhor e legítimo possuidor do imóvel constituído pela casa na rua do Amor, n. 240, neste município de Sabará.


SABARÁ (MG). Cartório do 3º Ofício. Escritura de compra e venda de imóvel. Reg. set. 1996 (adaptado).
De acordo com a leitura dos textos 1 e 2, pode-se afirmar que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145140 Português
TEXTO 1


Lançamento de Liberdade de Maria Crioula, passada por sua Senhora Dona Jacinta Maria de Alvarenga


Saibaó quantos este publico instrumento de lançamento de Liberdade viren que no Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil seteCentos e noventa e Cinco, aos desaseis dias do mez de Setembro do dito anno, nesta Villa Real de Nossa Senhora da Conceiçaó do Sabara, tractey com a Crioula Maria conferir lhe Liberdade pella quantia de trezentos e vinte mil reis e Como me fez entrega della lhe dou por esta inteira Liberdade como se fosse ingenua com a Condiçaó de que ser(á) obrigada a Criar pello tempo de dous annos a filha que tem de peito sem que posa pedir pella criaçaó pagamento algum e naó sahirá desta Villa para fora durante o dito tempo e sahindo ficara de nenhun efeito a Liberdade e poderey chamala a Captiveiro, e por verdade mandey passar este en que me asigney.


IBRAM. Sabará (MG). LN(CPON) 34(81). Carta de liberdade de Maria Crioula, 1795, f. 93 (adaptado).


TEXTO 2


REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Comarca de Sabará – Estado de Minas Gerais



Cartório do 3º Ofício
Tabeliã: Joana da Silva
Escrevente: José da Silva

Livro n. 033 Folhas 209
Escritura Pública de Compra e Venda


Saibam quantos esta pública escritura virem, que no dia 16 (dezesseis) do mês de setembro: ano 1.996 (mil novecentos e noventa e seis), nesta cidade e Comarca de Sabará, Estado de Minas Gerais, neste cartório, no Fórum, perante mim Tabeliã, compareceram partes entre si justas e contratadas, a saber como OUTORGANTE VENDEDOR JOÃO DA SILVA, CPF 000.000.000- 00 e de outro lado como OUTORGADA COMPRADORA MARIA DA COSTA, CPF 111.111.111-11, SOLTEIRA, PORTADORA DA CARTEIRA DE IDENTIDADE M-0.000.000, RESIDENTE E DOMICILIADA NA RUA DO AMOR, No 240, NESTE MUNICÍPIO DE SABARÁ; que assim se identificaram do que dou fé. E pelo outorgante me foi dito que a justo título é senhor e legítimo possuidor do imóvel constituído pela casa na rua do Amor, n. 240, neste município de Sabará.


SABARÁ (MG). Cartório do 3º Ofício. Escritura de compra e venda de imóvel. Reg. set. 1996 (adaptado).
Os textos 1 e 2 são documentos que apresentam 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145139 Português
TEXTO 1


Lançamento de Liberdade de Maria Crioula, passada por sua Senhora Dona Jacinta Maria de Alvarenga


Saibaó quantos este publico instrumento de lançamento de Liberdade viren que no Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil seteCentos e noventa e Cinco, aos desaseis dias do mez de Setembro do dito anno, nesta Villa Real de Nossa Senhora da Conceiçaó do Sabara, tractey com a Crioula Maria conferir lhe Liberdade pella quantia de trezentos e vinte mil reis e Como me fez entrega della lhe dou por esta inteira Liberdade como se fosse ingenua com a Condiçaó de que ser(á) obrigada a Criar pello tempo de dous annos a filha que tem de peito sem que posa pedir pella criaçaó pagamento algum e naó sahirá desta Villa para fora durante o dito tempo e sahindo ficara de nenhun efeito a Liberdade e poderey chamala a Captiveiro, e por verdade mandey passar este en que me asigney.


IBRAM. Sabará (MG). LN(CPON) 34(81). Carta de liberdade de Maria Crioula, 1795, f. 93 (adaptado).


TEXTO 2


REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Comarca de Sabará – Estado de Minas Gerais



Cartório do 3º Ofício
Tabeliã: Joana da Silva
Escrevente: José da Silva

Livro n. 033 Folhas 209
Escritura Pública de Compra e Venda


Saibam quantos esta pública escritura virem, que no dia 16 (dezesseis) do mês de setembro: ano 1.996 (mil novecentos e noventa e seis), nesta cidade e Comarca de Sabará, Estado de Minas Gerais, neste cartório, no Fórum, perante mim Tabeliã, compareceram partes entre si justas e contratadas, a saber como OUTORGANTE VENDEDOR JOÃO DA SILVA, CPF 000.000.000- 00 e de outro lado como OUTORGADA COMPRADORA MARIA DA COSTA, CPF 111.111.111-11, SOLTEIRA, PORTADORA DA CARTEIRA DE IDENTIDADE M-0.000.000, RESIDENTE E DOMICILIADA NA RUA DO AMOR, No 240, NESTE MUNICÍPIO DE SABARÁ; que assim se identificaram do que dou fé. E pelo outorgante me foi dito que a justo título é senhor e legítimo possuidor do imóvel constituído pela casa na rua do Amor, n. 240, neste município de Sabará.


SABARÁ (MG). Cartório do 3º Ofício. Escritura de compra e venda de imóvel. Reg. set. 1996 (adaptado).
Considerando as transformações no sistema linguístico evidenciadas pela comparação entre os dois textos, pode-se afirmar que 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145138 Português
TEXTO 1


Composição de bases presas


No português, é muito comum a formação de palavras ou radicais a partir de combinações com bases presas. Citamos como exemplo a forma agricultura, em que agri- é uma forma presa.

Nesse tipo de composição, que envolve pelo menos uma base presa, o segundo termo é o núcleo e o primeiro é o especificador; ao contrário do que encontramos na composição de bases livres, em que o primeiro é o núcleo e o segundo é o especificador.


BASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 1987 (adaptado).



TEXTO 2






Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 25 maio 2025.

Quais conhecimentos devem ser mobilizados para explicar o uso da palavra “ecoansiedade” no Texto 2? 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145137 Português
TEXTO 1


Composição de bases presas


No português, é muito comum a formação de palavras ou radicais a partir de combinações com bases presas. Citamos como exemplo a forma agricultura, em que agri- é uma forma presa.

Nesse tipo de composição, que envolve pelo menos uma base presa, o segundo termo é o núcleo e o primeiro é o especificador; ao contrário do que encontramos na composição de bases livres, em que o primeiro é o núcleo e o segundo é o especificador.


BASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 1987 (adaptado).



TEXTO 2






Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 25 maio 2025.

Durante uma aula de Língua Portuguesa, um professor apresenta o Texto 2 e propõe uma atividade sobre o processo de formação da palavra “ecoansiedade”. Para garantir uma análise coerente com os princípios observados no Texto 1, o professor deve orientar, nessa atividade, que os estudantes
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145136 Português
TEXTO 1


Composição de bases presas


No português, é muito comum a formação de palavras ou radicais a partir de combinações com bases presas. Citamos como exemplo a forma agricultura, em que agri- é uma forma presa.

Nesse tipo de composição, que envolve pelo menos uma base presa, o segundo termo é o núcleo e o primeiro é o especificador; ao contrário do que encontramos na composição de bases livres, em que o primeiro é o núcleo e o segundo é o especificador.


BASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 1987 (adaptado).



TEXTO 2






Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 25 maio 2025.

Comparando os textos 1 e 2, compreende-se que a palavra “ecoansiedade” exemplifica um caso de composição por base presa porque o elemento “eco” 
Alternativas
Q4135627 Português
Montanha


Rachel de Queiroz


Há homens do mar e homens do rio, homens da terra plana e homens da montanha, tão diversos uns dos outros como se fossem de raças diferentes. Nativa da praia e da catinga, confesso que, por mim, tenho medo de montanha. Tão altas, tão brutas, com suas rampas de pedra inacessíveis, e até a beleza dos vales lá embaixo é rodeada pela traição dos despenhadeiros.

Não é a cidade, nem as fábricas, nem nenhuma das formas do progresso mecânico que mais me demonstram o atrevimento do homem; é a montanha. Está um homenzinho cá embaixo, na planície, munido apenas das suas duas pernas, e lá em cima vê torrear os monstros, ásperos e verdes, vê os precipícios temerosos, vê azular de encontro às nuvens os picos altíssimos. Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano. E vive feliz, e atrai outros atrevidos para o seu lado – e quando se vê está constituído todo um povo de montanheses – fato, afinal, tão admirável quanto se de nossa espécie se constituísse de repente um povo de anfíbios...

Vê-se, pois, que foi exagero euclidiano dizer que o sertanejo é que é antes de tudo um forte. Qual, o sertanejo é principalmente um sofredor. É o fatalista, que recebe como lhe caem por cima as pragas e as poucas bênçãos do destino; enquanto o montanhês é o agressivo, o domador da fera. O sertanejo foi se chegando aos poucos – cada dia, cada ano, caminhava mais uma légua, seguindo no rastro do boi; enquanto o candidato a montanhês teve necessariamente o seu momento de decisão, na hora em que se resolve a enfrentar o salto que o levará cá de baixo às altitudes da serra, e, através da trilha difícil que ele mesmo tem que construir, marcar o seu lugar numa riba de cordilheira, nele se empoleirar e de lá olhar o mundo como um vitorioso.

Isto não é um apólogo. Será quando muito um débil aviso de perigo. Durante anos e anos tivemos o domínio dos homens do planalto e não se deve confundir planalto com montanha; os do planalto só têm da montanha as vantagens, que é a altitude sem a aspereza de picos e morros. O planalto faz trabalhadores e aristocratas, não forja guerrilheiros. Depois subiram os do pampa, a planície por definição. Ficaram também muito tempo – tanto tempo que tem sido difícil desalojá-los, e para os contentar ainda foi preciso entregar-lhes um bom quinhão dos despojos.

(...)


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9252/montanha. Acesso em: 28 de out. 2025.
Em relação ao seu tipo e gênero, o texto “Montanha” se enquadra como 
Alternativas
Q4116646 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


SONHO REAL


— Mãe, eu quero ser rei, amado por todo mundo.

Com muita fama e muito dinheiro.

Quando não estiver reinando, apareço na tevê, nos jornais e nas revistas, dou entrevista, faço comercial, gravo disco e jogo na Seleção.

— Rei administra o seu povo e não fica só no oba-oba, meu filho.

E, depois, nem tem rei mais, quase só presidentes ...

— Xi! Já vi que você ta boiando! ...

Não quero ser rei da pátria, não quero nada disso.

Quero ser um rei mais importante quero ser rei do futebol!!.

JOSÉ, Elias. Segredinhos de amor. São Paulo: Moderna, 1991, p. 18


A palavra "pátria", destacada no trecho acima, recebe acento gráfico de acordo com uma regra específica da acentuação que considera a tonicidade e a estrutura vocálica da palavra. Com base na norma culta e na classificação silábica, assinale a alternativa que justifica corretamente a presença do acento.
Alternativas
Q4116546 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


SONHO REAL


— Mãe, eu quero ser rei, amado por todo mundo.

Com muita fama e muito dinheiro.

Quando não estiver reinando, apareço na tevê, nos jornais e nas revistas, dou entrevista, faço comercial, gravo disco e jogo na Seleção.

— Rei administra o seu povo e não fica só no oba-oba, meu filho.

E, depois, nem tem rei mais, quase só presidentes ...

— Xi! Já vi que você ta boiando! ...

Não quero ser rei da pátria, não quero nada disso. 

Quero ser um rei mais importante quero ser rei do futebol!!.

JOSÉ, Elias. Segredinhos de amor. São Paulo: Moderna, 1991, p. 18

Na frase "Mãe, eu quero ser rei, amado por todo mundo.", qual é a função da vírgula colocada logo após a palavra "Mãe"?
Alternativas
Q4113296 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).

Leia os textos a seguir.



TRECHO DO TEXTO I “


Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante.”



TEXTO III

  Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/159508335599/tirinha-original. Acesso em: 11 ago. 2025.



Com base no uso dos sinais de pontuação empregados nos dois textos, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q4113295 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Leia os textos a seguir.

TRECHO DO TEXTO I
“[O caderno de receitas da minha mãe] sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.”

TEXTO II   Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://digofreitas.com/tag/chef/. Acesso em: 11 ago. 2025.

Considere o trecho do texto I e o texto II e preencha as lacunas da afirmativa a seguir.
De acordo com Cegalla (2010, p. 259), “Advérbio é uma palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio. A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescentam uma circunstância”. Segundo esse postulado, no trecho do texto I, a palavra __________ modifica o verbo “esteja”, atribuindo‑lhe um sentido de dúvida ou possibilidade. Já no texto II, o termo __________ introduz uma interrogativa direta e tem a função de modificar o verbo “arranjar”, indicando localidade.

Assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem correta e respectivamente as lacunas da afirmativa anterior. 
Alternativas
Q4113294 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Releia o trecho do texto I a seguir.
“Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.”

Qual é a função da linguagem predominante no referido trecho, e somente nele?
Alternativas
Q4113293 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Releia o trecho do texto I a seguir.
“Ninguém se incomoda ou anota nada à mão. Aliado a isso, quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.”

Com base no trecho apresentado, analise as afirmativas a seguir sobre concordância, regência e colocação pronominal.

I. Em “Ninguém se incomoda”, o uso de “se” está correto, porque a palavra “ninguém” atrai o pronome para antes do verbo (próclise).
II. O emprego de “são tocados” está incorreto; o certo é grafar “é tocada” para concordar com o termo “culinária”.
III. Em “Aliado a isso”, há crase antes de “isso”; portanto, o certo é escrever: “à isso”.
IV. O verbo “recorrer” pede a preposição “a”; por isso, está certo escrever “recorre à mídia física”.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q4113292 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Releia o trecho do texto I a seguir.
“Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.”

Considere a coesão, a coerência, a argumentação e outros fatores de textualidade e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4113291 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Analise as afirmativas a seguir sobre a linguagem e a construção de sentido e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

(    ) A expressão “preencher lacunas” é empregada de forma literal, indicando que o autor está copiando receitas esquecidas em espaços deixados em branco.
(    ) A frase “Sou um cara das antigas” sugere que o autor utiliza linguagem conotativa, expressando sua identificação com valores e hábitos do passado.
(    ) As palavras “experiência” e “gosto” são sinônimos no contexto em que aparecem, pois ambas indicam preferências pessoais ligadas ao ato de cozinhar.
(    ) A expressão “memória sensorial” é usada em sentido denotativo, referindo‑se às lembranças concretas ativadas pelos sentidos, como cheiro, paladar e visão.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q4113290 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Analise as afirmativas a seguir, relativas ao texto I, considerando a tipologia, o gênero textual e os aspectos linguísticos.

I. O autor usa uma lembrança pessoal para refletir, de forma crítica, sobre como a tecnologia vem tomando o lugar de experiências humanas.
II. O texto é uma reportagem informativa, com linguagem neutra, que apresenta soluções para o fim dos cadernos de receitas.
III. O texto é uma crônica, escrita em tom coloquial e opinativo, com ironia e subjetividade, discutindo os efeitos da tecnologia no dia a dia.
IV. O texto é uma narrativa de ficção, com personagens inventados, criada apenas para divertir o leitor.

Estão corretas as afirmativas 
Alternativas
Q4113289 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
No texto I, o autor utiliza expressões como “um cara”, “um troço”, “a parada” e outras marcas da linguagem informal.

Identifique o que esse desvio revela nesse contexto e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4113288 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
Analise as afirmativas a seguir sobre informações implícitas e explícitas presentes no texto, assim como o ponto de vista do autor, e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

(    ) No trecho “A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.”, o autor expressa ironia ao destacar a ausência de criatividade na IA.
(    ) No início do texto, o efeito de sentido da lembrança do caderno de receitas da mãe associa‑se a uma memória afetiva que contrasta com a impessoalidade da IA.
(    ) Na frase “Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos.”, veicula‑se a convicção de que as novas tecnologias podem criar receitas culinárias inovadoras.
(    ) Na passagem “Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães.”, está claro que as pessoas ignoram ser questão de tempo a inteligência artificial substituir os cadernos de receitas.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q4113287 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
O título “Inteligência artificial vai substituir sua mãe” contém uma afirmação provocativa e irônica para 
Alternativas
Respostas
17841: D
17842: D
17843: B
17844: B
17845: C
17846: A
17847: A
17848: E
17849: B
17850: C
17851: D
17852: C
17853: B
17854: B
17855: D
17856: C
17857: B
17858: D
17859: C
17860: A