Questões de Concurso Sobre português

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Q3951633 Português
Texto 2


Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1993. p. 199-200.
Considerando que o neologismo proposto pelo eu lírico “teadoro” seja uma única palavra, os dois vocábulos do verso “Teadoro, Teodora” constituem, segundo a ordem em que aparecem,
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Q3951632 Português
Texto 2


Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1993. p. 199-200.
O neologismo proposto pelo eu lírico “teadorar” é formado pela junção de duas palavras que, originalmente, têm respectivamente as seguintes propriedades morfossintáticas: 
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Q3951631 Português
Texto 2


Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1993. p. 199-200.
Em Neologismo, o eu lírico toma o ato de inventar palavras como objeto de referência. Nesse sentido, o poema é construído a partir de um procedimento 
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Q3951630 Português

Texto 1






SANSIL, Madu. Às vezes esqueço como respirar. Goiânia: Mondru, 2024. p. 88.



Lançamento da Mondru Editora, às vezes esqueço como respirar é a estreia na poesia da professora, pesquisadora e multiartista pernambucana Madu Sansil, que nos convida a um mergulho intenso na complexidade do sentir humano.

O título já é explicativo: o corpo do eu lírico deixa de respirar pela pletora de emoções que o atingem de uma vez só. Na poesia de Sansil, isso é mais do que evidente, já que os textos perpassam temas como ansiedade, síndrome da impostora, perdas e relações abusivas. Entretanto, o leitor vai percebendo que, conforme a obra vai se concebendo, a voz poética passa a comportar o ar e os mecanismos respiratórios perdidos pelo corpo.

Isso se vê, por exemplo, no poema “parestesia” (p. 23), que diz: “na loucura / vou me abraçar a todos os demônios que me invadem. / faremos nossas juras e morreremos assim: / fantasiando sonho de realidade”.

[...]

O tom bem-humorado está presente ao longo de todo o livro, refletindo uma poética ferida, marcada, mas em busca de se reconstruir. Não se trata de uma mera tentativa de equilibrar a obra, mas de testar outros pontos de vista para nossas falhas, como exercício de elaboração.

às vezes esqueço como respirar revela as muitas camadas entre o trágico e o cômico, sendo um livro que dialoga, certamente, com as questões de nossos tempos. Madu Sansil busca, na formulação poética, meios de se “lembrar de respirar” – ou talvez, mais do que isso, de se lembrar do próprio corpo.


Laura Redfern Navarro

Poeta, jornalista e pesquisadora.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/miscelanea-64/. Acesso em: 18 fev. 26. [Adaptado].

No trecho “o corpo do eu lírico deixa de respirar pela pletora de emoções que o atingem de uma vez só”, o termo “pletora” pode ser substituído, sem prejudicar a coesão e o sentido, por
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Q3951629 Português

Texto 1






SANSIL, Madu. Às vezes esqueço como respirar. Goiânia: Mondru, 2024. p. 88.



Lançamento da Mondru Editora, às vezes esqueço como respirar é a estreia na poesia da professora, pesquisadora e multiartista pernambucana Madu Sansil, que nos convida a um mergulho intenso na complexidade do sentir humano.

O título já é explicativo: o corpo do eu lírico deixa de respirar pela pletora de emoções que o atingem de uma vez só. Na poesia de Sansil, isso é mais do que evidente, já que os textos perpassam temas como ansiedade, síndrome da impostora, perdas e relações abusivas. Entretanto, o leitor vai percebendo que, conforme a obra vai se concebendo, a voz poética passa a comportar o ar e os mecanismos respiratórios perdidos pelo corpo.

Isso se vê, por exemplo, no poema “parestesia” (p. 23), que diz: “na loucura / vou me abraçar a todos os demônios que me invadem. / faremos nossas juras e morreremos assim: / fantasiando sonho de realidade”.

[...]

O tom bem-humorado está presente ao longo de todo o livro, refletindo uma poética ferida, marcada, mas em busca de se reconstruir. Não se trata de uma mera tentativa de equilibrar a obra, mas de testar outros pontos de vista para nossas falhas, como exercício de elaboração.

às vezes esqueço como respirar revela as muitas camadas entre o trágico e o cômico, sendo um livro que dialoga, certamente, com as questões de nossos tempos. Madu Sansil busca, na formulação poética, meios de se “lembrar de respirar” – ou talvez, mais do que isso, de se lembrar do próprio corpo.


Laura Redfern Navarro

Poeta, jornalista e pesquisadora.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/miscelanea-64/. Acesso em: 18 fev. 26. [Adaptado].

Considere o seguinte trecho citado no Texto 1: “na loucura / vou me abraçar a todos os demônios que me invadem. / faremos nossas juras e morreremos assim: / fantasiando sonho de realidade”. Nesse trecho, o uso do sinal gráfico barra oblíqua ou inclinada (/) serve para
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Q3951628 Português

Texto 1






SANSIL, Madu. Às vezes esqueço como respirar. Goiânia: Mondru, 2024. p. 88.



Lançamento da Mondru Editora, às vezes esqueço como respirar é a estreia na poesia da professora, pesquisadora e multiartista pernambucana Madu Sansil, que nos convida a um mergulho intenso na complexidade do sentir humano.

O título já é explicativo: o corpo do eu lírico deixa de respirar pela pletora de emoções que o atingem de uma vez só. Na poesia de Sansil, isso é mais do que evidente, já que os textos perpassam temas como ansiedade, síndrome da impostora, perdas e relações abusivas. Entretanto, o leitor vai percebendo que, conforme a obra vai se concebendo, a voz poética passa a comportar o ar e os mecanismos respiratórios perdidos pelo corpo.

Isso se vê, por exemplo, no poema “parestesia” (p. 23), que diz: “na loucura / vou me abraçar a todos os demônios que me invadem. / faremos nossas juras e morreremos assim: / fantasiando sonho de realidade”.

[...]

O tom bem-humorado está presente ao longo de todo o livro, refletindo uma poética ferida, marcada, mas em busca de se reconstruir. Não se trata de uma mera tentativa de equilibrar a obra, mas de testar outros pontos de vista para nossas falhas, como exercício de elaboração.

às vezes esqueço como respirar revela as muitas camadas entre o trágico e o cômico, sendo um livro que dialoga, certamente, com as questões de nossos tempos. Madu Sansil busca, na formulação poética, meios de se “lembrar de respirar” – ou talvez, mais do que isso, de se lembrar do próprio corpo.


Laura Redfern Navarro

Poeta, jornalista e pesquisadora.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/miscelanea-64/. Acesso em: 18 fev. 26. [Adaptado].

O Texto 1, considerando-se a forma composicional e o conteúdo temático, pertence ao gênero 
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Q3951505 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?


CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026.
Considerando a colocação pronominal que ocorre na forma "defendê-los" em "[...] e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus", observe o valor morfológico do pronome oblíquo, os fatores que condicionam sua posição em relação ao verbo e a justificação normativa para o emprego da ênclise após verbo no infinitivo, e assinale a alternativa CORRETA. 
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Q3951460 Português

Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas


A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.


Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.


Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando as estratégias de leitura voltadas à identificação da ideia central, das ideias secundárias e das informações implícitas, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta e adequada do posicionamento argumentativo desenvolvido pelo autor.
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Q3951459 Português

Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas


A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.


Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.


Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Com base nas características estruturais e funcionais dos tipos textuais narrativo, descritivo, argumentativo, expositivo e injuntivo, assinale a alternativa que classifica adequadamente o texto e justifica essa classificação de modo coerente com sua construção interna.
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Q3951458 Português

Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas


A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.


Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.


Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando o texto, analise os trechos a seguir quanto à ocorrência de vícios de linguagem e assinale a alternativa em que a classificação apresentada está correta, de acordo com a tradição gramatical normativa.
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Q3951454 Português

Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas


A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.


Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.


Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

No período "O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.", analise a estrutura do termo "entre as partes" sob a perspectiva da regência nominal e assinale a alternativa correta, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Q3951397 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Na análise fonológica das palavras, deve-se considerar que o número de fonemas nem sempre corresponde ao número de letras, além de identificar a presença de dígrafos vocálicos ou consonantais. Considerando as palavras birra, máquina, conservadorismo e confesso, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3951396 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

A palavra “que” pode desempenhar diferentes funções na língua portuguesa, dependendo da relação sintática que estabelece na oração. No trecho “música é a chave que sempre me escancara a alma”, o vocábulo destacado classifica-se como: 
Alternativas
Q3951395 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao final da crônica, o narrador não oferece uma condenação simplista da tecnologia nem adere sem reservas à lógica algorítmica. Ao contrário, sua posição resulta de uma tensão entre o fascínio provocado pela precisão das associações musicais e a necessidade de preservar, na experiência estética, certa margem de ________ e de ________ pessoal, que ele entende como parte constitutiva da vida interior.


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 

Alternativas
Q3951394 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

No texto, o algoritmo é apresentado ora como instância quase mágica, ora como mecanismo técnico que opera a partir de rastros anteriores deixados pelo próprio usuário. Essa oscilação contribui para uma reflexão mais ampla sobre a experiência contemporânea com a tecnologia. Considerando esse aspecto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3951393 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao narrar a sequência de músicas sugeridas pela plataforma, o cronista não se limita a relatar um episódio cotidiano de consumo digital, mas desenvolve uma reflexão sobre tecnologia, subjetividade e autonomia individual. Considerando a progressão argumentativa do texto, analise as assertivas a seguir.


I. A experiência descrita revela uma ambivalência do narrador diante do algoritmo, pois ele reconhece o poder de acerto das sugestões musicais e, ao mesmo tempo, desconfia do alcance dessa inteligência sobre sua interioridade.


II. Ao afirmar que o algoritmo “só fez reuni-las, por um critério temático”, o narrador sustenta que a tecnologia apenas organiza dados previamente fornecidos por ele, embora o efeito produzido pareça tocar dimensões íntimas de sua sensibilidade.


III. O texto defende de modo categórico a superioridade da curadoria algorítmica sobre a escolha humana, já que a sequência automática se mostra mais refinada do que qualquer seleção deliberada do usuário.


Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3951267 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



O brilho não vai embora



    Tem dias em que a gente acorda achando que vai encontrar cansaço no espelho. Você já passou por isso? Aquela expectativa silenciosa de crítica antes mesmo de abrir os olhos por completo?  


    Mas e se, em vez de procurar defeitos, você resolvesse procurar sinais de vida?


    Olhe de novo. Não é só um corpo. É alguém que atravessou fases, sobreviveu a quedas, suportou silêncios e ainda está aí. Talvez o brilho não seja mais o da ingenuidade (e ainda bem!), agora ele carrega experiência. Já reparou como o olhar amadurecido tem uma luz diferente? Não grita, sustenta.  


    “Ah, mas o passado…”, você pode dizer. Ele ainda incomoda às vezes, não é? Só que repare: o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido. Ele existe, claro, mas não tem mais o poder de narrar o presente. Quem escreve agora é você.


    E os erros? Eles ainda sussurram? Talvez. Mas escute melhor: o tom mudou. O que antes era acusação hoje pode ser aprendizado. Nenhuma história interessante é feita apenas de acertos. Você não é a soma dos seus tropeços. Levante! Como diz a música: já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar!


    Emoções não são soldados em formação perfeita. Às vezes elas bagunçam mesmo. A diferença é que agora você sabe respirar antes de reagir. Já percebeu isso? Há uma pausa nova entre o sentir e o agir. E essa pausa é crescimento.


    Não é preciso fugir de si mesmo. O mundo não precisa ser esconderijo. Ele pode ser palco. Você pode ocupar espaços sem se explicar o tempo todo, sem carregar culpa como sobrenome.


    Talvez a maior virada seja essa: entender que você não é o problema a ser resolvido, mas a construção em andamento. Obras fazem barulho, levantam poeira, parecem caóticas, ainda assim estão evoluindo.


    Então, quando a tristeza tentar sentar novamente no sofá da sua sala, experimente convidar a esperança para o outro lado. Elas até podem dividir o ambiente, mas quem decide o volume da conversa é você.


    E se alguém perguntar onde foi parar aquele brilho, você já sabe a resposta: ele não foi embora. Só estava amadurecendo.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).  

A identificação da sílaba tônica é fundamental para a correta classificação das palavras quanto à tonicidade. Considerando vocábulos presentes no texto, analise as assertivas.

I. A palavra espelho é paroxítona, com sílaba tônica em pe.  

II. A palavra você é oxítona, com sílaba tônica em cê. 

III. A palavra capítulo é paroxítona, com sílaba tônica em pí. 

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3951266 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



O brilho não vai embora



    Tem dias em que a gente acorda achando que vai encontrar cansaço no espelho. Você já passou por isso? Aquela expectativa silenciosa de crítica antes mesmo de abrir os olhos por completo?  


    Mas e se, em vez de procurar defeitos, você resolvesse procurar sinais de vida?


    Olhe de novo. Não é só um corpo. É alguém que atravessou fases, sobreviveu a quedas, suportou silêncios e ainda está aí. Talvez o brilho não seja mais o da ingenuidade (e ainda bem!), agora ele carrega experiência. Já reparou como o olhar amadurecido tem uma luz diferente? Não grita, sustenta.  


    “Ah, mas o passado…”, você pode dizer. Ele ainda incomoda às vezes, não é? Só que repare: o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido. Ele existe, claro, mas não tem mais o poder de narrar o presente. Quem escreve agora é você.


    E os erros? Eles ainda sussurram? Talvez. Mas escute melhor: o tom mudou. O que antes era acusação hoje pode ser aprendizado. Nenhuma história interessante é feita apenas de acertos. Você não é a soma dos seus tropeços. Levante! Como diz a música: já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar!


    Emoções não são soldados em formação perfeita. Às vezes elas bagunçam mesmo. A diferença é que agora você sabe respirar antes de reagir. Já percebeu isso? Há uma pausa nova entre o sentir e o agir. E essa pausa é crescimento.


    Não é preciso fugir de si mesmo. O mundo não precisa ser esconderijo. Ele pode ser palco. Você pode ocupar espaços sem se explicar o tempo todo, sem carregar culpa como sobrenome.


    Talvez a maior virada seja essa: entender que você não é o problema a ser resolvido, mas a construção em andamento. Obras fazem barulho, levantam poeira, parecem caóticas, ainda assim estão evoluindo.


    Então, quando a tristeza tentar sentar novamente no sofá da sua sala, experimente convidar a esperança para o outro lado. Elas até podem dividir o ambiente, mas quem decide o volume da conversa é você.


    E se alguém perguntar onde foi parar aquele brilho, você já sabe a resposta: ele não foi embora. Só estava amadurecendo.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).  

Na ortografia da língua portuguesa, o emprego de ss e rr obedece a regularidades específicas no interior das palavras, o que exige atenção à formação e à escrita correta dos vocábulos. Considerando esse aspecto, assinale a alternativa em que o conjunto de palavras apresenta uma grafia incorreta. 
Alternativas
Q3951265 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



O brilho não vai embora



    Tem dias em que a gente acorda achando que vai encontrar cansaço no espelho. Você já passou por isso? Aquela expectativa silenciosa de crítica antes mesmo de abrir os olhos por completo?  


    Mas e se, em vez de procurar defeitos, você resolvesse procurar sinais de vida?


    Olhe de novo. Não é só um corpo. É alguém que atravessou fases, sobreviveu a quedas, suportou silêncios e ainda está aí. Talvez o brilho não seja mais o da ingenuidade (e ainda bem!), agora ele carrega experiência. Já reparou como o olhar amadurecido tem uma luz diferente? Não grita, sustenta.  


    “Ah, mas o passado…”, você pode dizer. Ele ainda incomoda às vezes, não é? Só que repare: o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido. Ele existe, claro, mas não tem mais o poder de narrar o presente. Quem escreve agora é você.


    E os erros? Eles ainda sussurram? Talvez. Mas escute melhor: o tom mudou. O que antes era acusação hoje pode ser aprendizado. Nenhuma história interessante é feita apenas de acertos. Você não é a soma dos seus tropeços. Levante! Como diz a música: já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar!


    Emoções não são soldados em formação perfeita. Às vezes elas bagunçam mesmo. A diferença é que agora você sabe respirar antes de reagir. Já percebeu isso? Há uma pausa nova entre o sentir e o agir. E essa pausa é crescimento.


    Não é preciso fugir de si mesmo. O mundo não precisa ser esconderijo. Ele pode ser palco. Você pode ocupar espaços sem se explicar o tempo todo, sem carregar culpa como sobrenome.


    Talvez a maior virada seja essa: entender que você não é o problema a ser resolvido, mas a construção em andamento. Obras fazem barulho, levantam poeira, parecem caóticas, ainda assim estão evoluindo.


    Então, quando a tristeza tentar sentar novamente no sofá da sua sala, experimente convidar a esperança para o outro lado. Elas até podem dividir o ambiente, mas quem decide o volume da conversa é você.


    E se alguém perguntar onde foi parar aquele brilho, você já sabe a resposta: ele não foi embora. Só estava amadurecendo.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).  

Na análise fonológica das palavras, é necessário observar que o número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas, além de identificar a presença de dígrafos. Considerando as palavras arquivo, brilho e vencedor, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3951264 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



O brilho não vai embora



    Tem dias em que a gente acorda achando que vai encontrar cansaço no espelho. Você já passou por isso? Aquela expectativa silenciosa de crítica antes mesmo de abrir os olhos por completo?  


    Mas e se, em vez de procurar defeitos, você resolvesse procurar sinais de vida?


    Olhe de novo. Não é só um corpo. É alguém que atravessou fases, sobreviveu a quedas, suportou silêncios e ainda está aí. Talvez o brilho não seja mais o da ingenuidade (e ainda bem!), agora ele carrega experiência. Já reparou como o olhar amadurecido tem uma luz diferente? Não grita, sustenta.  


    “Ah, mas o passado…”, você pode dizer. Ele ainda incomoda às vezes, não é? Só que repare: o passado não é mais um fantasma correndo atrás de você. É arquivo. É capítulo lido. Ele existe, claro, mas não tem mais o poder de narrar o presente. Quem escreve agora é você.


    E os erros? Eles ainda sussurram? Talvez. Mas escute melhor: o tom mudou. O que antes era acusação hoje pode ser aprendizado. Nenhuma história interessante é feita apenas de acertos. Você não é a soma dos seus tropeços. Levante! Como diz a música: já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar!


    Emoções não são soldados em formação perfeita. Às vezes elas bagunçam mesmo. A diferença é que agora você sabe respirar antes de reagir. Já percebeu isso? Há uma pausa nova entre o sentir e o agir. E essa pausa é crescimento.


    Não é preciso fugir de si mesmo. O mundo não precisa ser esconderijo. Ele pode ser palco. Você pode ocupar espaços sem se explicar o tempo todo, sem carregar culpa como sobrenome.


    Talvez a maior virada seja essa: entender que você não é o problema a ser resolvido, mas a construção em andamento. Obras fazem barulho, levantam poeira, parecem caóticas, ainda assim estão evoluindo.


    Então, quando a tristeza tentar sentar novamente no sofá da sua sala, experimente convidar a esperança para o outro lado. Elas até podem dividir o ambiente, mas quem decide o volume da conversa é você.


    E se alguém perguntar onde foi parar aquele brilho, você já sabe a resposta: ele não foi embora. Só estava amadurecendo.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).  

A acentuação gráfica das palavras na língua portuguesa está relacionada à posição da sílaba tônica e à estrutura fonológica do vocábulo. Considerando as palavras música, só e sofá, presentes no texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente o motivo da acentuação de cada uma delas. 
Alternativas
Respostas
17081: B
17082: C
17083: A
17084: B
17085: B
17086: D
17087: B
17088: A
17089: A
17090: B
17091: C
17092: D
17093: C
17094: B
17095: D
17096: B
17097: A
17098: B
17099: C
17100: B