Questões de Concurso Sobre português

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Q3825701 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
A crônica é um gênero textual em que frequentemente é utilizada uma linguagem mais informal, próxima da oralidade. No texto 12A1-I, um exemplo do uso da linguagem informal está presente em
Alternativas
Q3825700 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No que diz respeito ao emprego dos sinais de pontuação no texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No quarto período do primeiro parágrafo, a vírgula empregada após “qualquer” separa a oração de função adverbial da oração a que ela se subordina.
II O trecho “estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício” (penúltimo período do texto) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual, da seguinte maneira: estes são lidos por puro deleite; aqueles, por puro vício.
III As aspas na expressão ‘tacam peito’ (terceiro período do segundo parágrafo) assinalam o emprego de gíria.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3825699 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
Em relação ao emprego de figuras de linguagem no texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No trecho “recorrer ao assunto da falta de assunto” (último período do primeiro parágrafo), observa-se o uso do paradoxo.
II O trecho “Uns afagam vaidades, outros as espicaçam” (penúltimo período do texto) apresenta antítese.
III Em “a estes se lê” (segundo período do segundo parágrafo), observa-se a ocorrência de metonímia.

Assinale a opção correta.
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Q3825698 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No texto 12A1-I, o termo “coisa”, na expressão “a coisa fia mais fino” (terceiro período do primeiro parágrafo), remete, conotativamente,
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Q3825697 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No segundo período do primeiro parágrafo do texto 12A1-I, por meio da forma verbal “digo”, o autor do texto enuncia
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Q3825577 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ordem na Casa


Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.


Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.  


Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.


Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e desamor.  


Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera. 


Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos. 


Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger. 


A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E as vezes você precisa escutá-la. Às vezes tem que abrir a jaula e deixá-la sair. 


Porque ninguém é de ferro.


E você tem que aprender a se aceitar.  


A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é... 


Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você? 


Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida? 


Ou você mesma? O Super que há em você? 


Coloque ordem na casa.


Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusável", que não da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.


Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.  


Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.


Nem por isso terá menos amor.


Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.


(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)  


O trecho que reproduz uma marca linguística recorrente na oralidade nacional é: 
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Q3825512 Português
        John Dewey estava convencido de que a educação havia falhado porque ela era culpada de um tremendo erro de categoria: confundir os produtos finais da investigação — refinados e acabados — com a matéria inicial da investigação — crua e bruta —, tentando fazer com que os estudantes aprendessem as soluções em vez de investigar os problemas e se engajassem por si mesmos na investigação. Assim como os cientistas aplicam o método científico para explorar situações problemáticas, os estudantes também devem fazer o mesmo se quiserem aprender a pensar por si mesmos. Em vez disso, pedimos a eles que estudem os resultados finais daquilo que os cientistas descobriram; negligenciamos o processo e nos fixamos no produto. Quando os problemas não são explorados em primeira mão, nenhum interesse ou motivação é gerado — e o que continuamos chamando de educação é uma charada e um arremedo. O caminho que Dewey propôs é que o processo educacional em sala de aula deve tomar como modelo o processo de investigação científica.

Matthew Lipman. Thinking in education [O pensar na educação].
Cambridge: Cambridge University Press, 2003, p. 20 (com adaptações). 
Assinale a opção correta, a partir do texto apresentado.
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Q3825507 Português
Texto 5A1-I

Em torno a Zeus, os deuses, no paço
assoalhado de ouro, vão deliberando.
E olham para Troia. Zeus fala:
“Cabe a nós decidir que curso dar às coisas.
Incitar a guerra cruel e a discórdia atroz,
ou, sobre os dois lados, fazer que a paz
impere? Se todos aprovarem esta última saída,
a cidade de Troia continuará a existir
e Menelau terá de volta Helena, sua mulher.”

Homero. Ilíada. Haroldo de Campos (Trad.).
São Paulo: Editora Arx, 2008, p. 147 (com adaptações).

Texto 5A1-II

Bem primeiro nasceu Caos, depois Terra (Gaia), a
                                                  [origem de todos.
Terra pariu Céu (Urano) constelado, para cercá-la toda
                                                                    [ao redor.
Pariu altas Montanhas, belos abrigos das Deusas ninfas.
E pariu a infecunda planície impetuosa de ondas: o
                                                                    [Mar.
Hesíodo. Teogonia. Jaa Torrano (Trad.).
São Paulo: Editora Iluminuras, 2006, p. 109 (com adaptações). 

Texto 5A1-III

      Tales de Mileto: “A água é o princípio (arkhé).”
      Xenófanes de Colofão: “Tudo vem da terra e na terra
termina.”
      Anaximandro de Mileto: “O princípio dos seres é o
ilimitado.”
Os pré-socráticos. Seleção de textos e supervisão de José Cavalcante de Souza.
Coleção Os Pensadores, v. 1. 1.ª ed., São Paulo: Abril Cultural, 1973 (com adaptações)
Com base na leitura do texto 5A1-I, assinale a opção correta.
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Q3825394 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
No último período do texto CB1A1, o advérbio “tacitamente” é empregado com o mesmo sentido de
Alternativas
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Q3825393 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
No sétimo parágrafo do texto CB1A1, a locução “desde que” expressa circunstância de
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Q3825392 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
No primeiro período do sexto parágrafo do texto CB1A1, o pronome “nos” funciona sintaticamente como
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Q3825391 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
Assinale a opção em que a proposta de reescrita do primeiro período do segundo parágrafo do texto CB1A1 é gramaticalmente correta e coerente com as ideias originais. 
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Q3825390 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
No primeiro parágrafo do texto CB1A1, o emprego das aspas em ‘sabe’ (segundo período) tem por finalidade
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Q3825389 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
Consideradas a estrutura e a função do texto CB1A1, é correto afirmar que ele se caracteriza como 
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Q3825388 Português
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        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
No quarto parágrafo do texto CB1A1, a autora lamenta o fato de milhões de brasileiros
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Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEDUC-SE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Arte | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Ensino Religioso | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Filosofia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: História | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Informática/Computação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Espanhola | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Portuguesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo II - Conservatório de Música - Disciplina: Cargos 16 a 41 | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo III - Educação Especial - Disciplina: Libras |
Q3825387 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
Uma das principais ideias veiculadas no texto CB1A1 é a de que
Alternativas
Q3824911 Português
"Mercosul defende medidas para proteção de crianças no ambiente digital. Declaração foi aprovada em cúpula de líderes, em Foz do Iguaçú. Os países do Mercosul — bloco formado por Argentina, Bolivia, Brasil, Paraguai e Uruguai — aprovaram neste sabado (20) uma declaração especial conjunta sobre protegdo da infancia e adolescéncia em ambientes digitais." (Fonte: Dol.com). Nesta declaragdo mencionada na reportagem, os paises manifestaram preocupagdo com o aumento da incidéncia de crimes cibernéticos envolvendo criangas e adolescentes, como:
I- assédio e intimidação (cyberbullying);
II- violação de privacidade e dados pessoais;
Ill- abuso e exploração sexual (grooming);
IV- incitação a automutilagéo e suicidio, influenciados por tendéncias e desafios disseminados em ambientes digitais.
Pode-se afirmar que completam o comando da questéo os itens:
Alternativas
Q3824907 Português
"Fux libera que beneficiarios do Bolsa Familia voltem para as bets. Decisão foi do ministro do STF Luiz Fux, nesta sexta-feira (19)."(Fonte: Dol.com). Leia as afirmagdes seguintes relacionadas ao assunto da reportagem do comando da questão e marque a alternativa correta:
I- O ministro atendeu ao pedido liminar da Associagdo Nacional de Jogos e Loterias e determinou o desbloqueio de contas ativas e a reativação das contas que foram encerradas após a publicagdo da norma, que { proibiu o cadastro de beneficiarios do Bolsa Familia e Beneficio de Prestação Continuada (BPC) nas plataformas.
II- O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, com a decisdo, parte da norma do Ministério da Fazenda que impede o cadastro de beneficiarios de programas sociais em sites de apostas eletronicas, conhecidas como bets.
Ill- O pedido liminar da Associagao nacional de Jogos e Loterias foi deferido integralmente, determinando a liberagéo para novos cadastros ou aberturas de novas contas para beneficiarios de programas sociais em sites de apostas eletronicas. 
Alternativas
Q3824901 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.

Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.

Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.

Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.

Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.

Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.

Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.

A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.

Porque ninguém é de ferro.

E vocé tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?

Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?

Ou vocé mesma?O Super que há em vocé?

Coloque ordem na casa.

Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.

Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.

Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.

Nem por isso terá menos amor.

Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
"Você também erra, também se atrasa, (...) também tem vontade de mandar tudo praquele lugar.". Falhou a analise do excerto em:
Alternativas
Q3824893 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.

Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.

Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.

Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.

Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.

Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.

Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.

A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.

Porque ninguém é de ferro.

E vocé tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?

Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?

Ou vocé mesma?O Super que há em vocé?

Coloque ordem na casa.

Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.

Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.

Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.

Nem por isso terá menos amor.

Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
Preencha os parênteses com Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa correta.
A cronica é tecida em forma de conversa em que o emissor, de forma didatica, instrui o receptor, ( ) que fica na postura de ouvinte (__), sobre como esse deve se posicionar, sendo uma pessoa isenta de falhas em relação a vida, (__) colocando ordem na casa -existéncia - () e livrando-se, assim, de somatizagdo de patologias.( ).  
Alternativas
Respostas
17161: E
17162: D
17163: E
17164: E
17165: A
17166: A
17167: C
17168: E
17169: B
17170: E
17171: E
17172: E
17173: C
17174: D
17175: D
17176: E
17177: A
17178: D
17179: C
17180: C