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Q3951458 Português

Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas


A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.


Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.


Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando o texto, analise os trechos a seguir quanto à ocorrência de vícios de linguagem e assinale a alternativa em que a classificação apresentada está correta, de acordo com a tradição gramatical normativa.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A decisão depende da classificação normativa de vícios de linguagem: só há vício quando existe desvio efetivo de clareza, eufonia, concisão ou propriedade vocabular. No trecho "Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados", não se identifica nenhum desses desvios; por isso, a alternativa correta é a B.

Tema central: Vícios de linguagem
Análise das alternativas
A
Errada
A classificação está errada porque, em "A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos", não há estrangeirismo. "Vínculos" é vocábulo usual e legítimo do português, empregado com sentido compatível no texto. A alternativa atribui indevidamente ao termo a condição de empréstimo lexical inadequado.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o trecho "Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados" não apresenta vício de linguagem segundo a tradição gramatical normativa. A formulação é clara e não envolve ambiguidade, redundância viciosa, eco, estrangeirismo ou impropriedade lexical. Assim, a única classificação compatível com o comando é a que reconhece a ausência de vício nesse segmento.
C
Errada
A alternativa erra ao classificar como pleonasmo vicioso o trecho "Quando afirmamos diretamente que alguém está errado". O advérbio "diretamente" não repete inutilmente o sentido de "afirmamos"; ele acrescenta valor de modo, indicando frontalidade na forma de afirmar. Portanto, há especificação semântica, não redundância viciosa.
D
Errada
A classificação também está errada porque não há eco em "Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida". Eco, na tradição normativa cobrada, depende de repetição sonora terminal ou muito semelhante em proximidade. "voz" e "recebida" não apresentam esse padrão fônico, então o vício apontado não se configura.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre estranheza estilística e vício de linguagem normativamente reconhecido. Por isso, induz o candidato a enxergar problema onde não há, especialmente no item B, e a aceitar classificações técnicas indevidas nas demais alternativas.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de marcar um vício, verifique se há desvio efetivo de clareza, eufonia, concisão ou propriedade vocabular, e não apenas uma formulação que pareça forte ou opinativa.
  • Não classifique uma palavra como estrangeirismo sem confirmar se ela realmente é empréstimo estranho ao uso regular do português.
  • Em possíveis casos de pleonasmo, confira se o termo repetido é realmente inútil ou se acrescenta nuance de modo, intensidade ou sentido.
  • Para reconhecer eco, procure repetição sonora terminal clara; mera proximidade entre palavras no mesmo período não basta.

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