Questões de Concurso Sobre português

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Q4357967 Português
Leia o trecho a seguir, extraído da obra de literatura infantil das escritoras baianas Cássia Valle e Luciana Palmeira.
Calu já ia começar a escrever uma nova história no seu bloquinho, quando, de repente, lembrou-se de que, na ilha onde tinha nascido e morava, não existia um museu para que todos pudessem entrar, percorrer, ver, ouvir, perceber, entender, sentir, e tocar. A menina pensou na possibilidade de a prefeitura transformá-la na criadora do Museu da Ilha chamada Boca do Rio. Ela imaginou logo que não ia prender a história numa única casa. Ela ia transformar vários cantos da ilha num pedaço de um grande museu. VALE, C. e PALMEIRA, L. Calu - uma menina cheia de histórias. Rio de Janeiro: Editora Malê Mirim, 2019.
Considerando que o objetivo pedagógico da atividade é levar os alunos a compreender os sentidos que as palavras assumem no contexto em que são empregadas, a análise do verbo “prender”, em “não ia prender a história numa única casa”, possibilita desenvolver a habilidade de
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Q4357966 Português
Foram dez letras que chegaram de repente, e o Menino Maluquinho achou até que tivesse levado um choque! “O que foi isso?”, pensou ele. “Será que entrou alguma coisa na minha panela?” Dentro dela não havia nada, mas na cabeça dele tinha nascido uma novidade. Uma maluquice? Uma nova ideia? Uma filosofia do avô? Não, pelo contrário, ou quase. Vai saber o que é sonho verdade ou fantasia? O fato é que na mente do menino haviam entrado letras inesperadas e ele estava considerando aquilo bastante divertido: E A M P P A E R R S. FILHO, M. M M M M M - Mônica e Menino Maluquinho na Montanha Mágica. São Paulo: Melhoramentos, 2018. p. 4.
Considerando como objetivo pedagógico da prática de leitura levar os alunos a compreender como os recursos de pontuação participam da construção dos sentidos do texto, uma habilidade a ser desenvolvida com alunos dos Anos Iniciais seria a de
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Q4357964 Português
O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros: o verbo ‘amar’... o verbo ‘sonhar’... Bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: ‘Me ame!’ ‘Sonhe!’ ‘Leia!’ ‘Leia logo, que diabo, estou mandando você ler!’ ー Vá para o seu quarto e leia! Resultado? Nulo. , D. Como um romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. p. 13.
A reflexão construída no trecho apoia-se, principalmente, na ideia de que 
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Q4357963 Português
As pesquisas mostram uma tendência natural da criança para a poesia, e várias são as razões disso. É muito comum compararmos a criança e o poeta. Realmente, o mundo infantil é cheio de imagens, como o campo da poesia. A fantasia e a sensibilidade caracterizam a ambos. A todo momento surpreendemos nas crianças falas altamente poéticas. O predomínio da linguagem afetiva existe na poesia e na criança. A primeira forma de expressão do homem em sua história é a primeira a encontrar ressonância na alma infantil CUNHA, M. A. A. Literatura infantil - teoria e prática. São Paulo: Ática, 2006. p. 118-119 A progressão argumentativa do trecho se constrói principalmente pela 
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Q4357909 Português
A exposição "Carybé e o povo da Bahia" tem o mérito de apresentar publicamente, pela primeira vez, 227 desenhos originais em nanquim sobre papel de Carybé, que ilustraram seis, dos dez cadernos da Coleção Recôncavo. Carybé (Hector Julio Páride Bernabó, 1911-1997) veio à Bahia, pela quarta vez, em 1950 para fixar residência e sua atuação foi decisiva para a consolidação da linguagem plástica moderna na arte da Bahia. Os desenhos de Carybé apresentam sínteses formais dos tipos sociais, dos costumes e da paisagem citadina de Salvador (lida como Bahia), onde buscava captar um frescor por meio da criação de imagens singulares. Os originais da Coleção Recôncavo foram reunidos em seis seções, dentre as nove que compõem a mostra, e a esse conjunto acresceram-se pinturas inéditas de vestes processionais (08), de desenhos de torços (12) e xilogravuras do álbum Sete Lendas Africanas da Bahia, de 1979 (07). Adaptado de https://www.guiademuseus.com.br/detalheponto.aspx?fk_ponto=2177
Na abordagem contextualizada da pontuação, o professor de Língua Portuguesa poderia utilizar as ocorrências de parênteses no texto para levar os estudantes a reconhecer que elas
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Q4357907 Português
As mulheres já estão na linha de frente dos efeitos da crise climática. Mas não apenas como vítimas. Em muitos territórios, são elas que percebem primeiro os sinais de risco, reorganizam a rotina da casa e da comunidade, mobilizam redes de cuidado, orientam saídas em situações de emergência e sustentam a reconstrução quando o evento passa. Tratá-las apenas como as mais afetadas por enchentes, secas, deslizamentos, ondas de calor e insegurança alimentar é reduzir uma realidade muito mais complexa e desperdiçar experiências que deveriam orientar políticas públicas. https://diplomatique.org.br/mulheres-como-agentes-da-resiliencia-climatica-quedeveriam-estar-no-centro-das-decisoes/
Em uma atividade avaliativa, para verificar a habilidade de compreender como recursos sintáticos e coesivos participam da construção argumentativa, um professor de Língua Portuguesa dos Anos Finais poderia, com base no texto, 
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Q4357903 Português
CONFIRA PÚBLICO E RENDA DE VITÓRIA X PALMEIRAS PELA 21ª RODADA DA SÉRIE A Nesta quarta-feira (29), o Vitória perdeu para o Palmeiras por 4 a 0, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Ao todo, 14.818 torcedores estiveram presentes no Barradão, proporcionando uma renda de R$ 416.546,00. O público rubro-negro foi formado por 12.538 associados do Sou Mais Vitória, 710 ingressos corporativos e 1.412 pagantes na bilheteria, totalizando 14.660 torcedores pagantes. Além disso, 158 crianças (não pagantes) acompanharam a partida, elevando o público presente para 14.818 pessoas.
https://www.bahianoticias.com.br/esportes/vitoria/31334-confira-publico-e-rendade-vitoria-x-palmeiras-pela-21a-rodada-da-serie-a
Ao analisar esse texto em uma turma dos Anos Finais do Ensino Fundamental, uma atividade adequada à compreensão do funcionamento do gênero notícia consistiria em orientar os estudantes a
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Q4357902 Português
Quando retirei a faca da mala de roupas, embrulhada em um pedaço de tecido antigo e encardido, com nódoas escuras e um nó no meio, tinha pouco mais de sete anos. Minha irmã, Belonísia, que estava comigo, era mais nova um ano. Pouco antes daquele evento, estávamos no terreiro da casa antiga, brincando com bonecas feitas de espigas de milho colhidas na semana anterior. Aproveitávamos as palhas que já amarelavam para vestir feito roupas nos sabugos. Falávamos que as bonecas eram nossas filhas, filhas de Bibiana e Belonísia. Ao percebermos nossa avó se afastar da casa pela lateral do terreiro, nos olhamos em sinal de que o terreno estava livre, para em seguida dizer que era a hora de descobrir o que Donana escondia na mala de couro, em meio às roupas surradas com cheiro de gordura rançosa. Donana notava que crescíamos e, curiosas, invadíamos seu quarto para perguntar sobre as conversas que escutávamos e sobre as coisas de que nada sabíamos, como os objetos no interior de sua mala. A todo instante éramos repreendidas por nosso pai ou nossa mãe. Minha avó, em particular, só precisava nos olhar com firmeza para sentirmos a pele arrepiar e arder, como se tivéssemos nos aproximando de uma fogueira. VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019. p. 13
No fragmento inicial do romance Torto arado, a construção literária da memória da infância apoia-se, entre outros recursos, na alternância entre formas verbais do pretérito. 
Esse recurso contribui para a organização da narrativa ao 
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Q4357901 Português

Leia a tirinha a seguir. 

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Na fala do menino no último quadrinho, o efeito de humor e de ironia indireta é produzido porque a personagem 

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Q4357900 Português
Construir sociedades mais pacíficas, justas e sustentáveis começa pela educação. Ela influencia todos os aspectos da vida cotidiana e nossas perspectivas futuras, ao mesmo tempo em que é impactada pela saúde e pelo meio ambiente. No cenário global de agravamento da mudança climática, retrocessos democráticos, desigualdades persistentes, aumento da discriminação, discurso de ódio, violência e conflitos, a educação pode ser uma ferramenta para enfrentar e prevenir esses problemas. E pode também constituir um investimento a longo prazo com rendimentos crescentes, se for concebido e implementado de forma eficaz. https://www.unesco.org/pt/global-citizenship-peace-education/
Na construção argumentativa do texto, o emprego de “pode” e da oração “se for concebido e implementado de forma eficaz” contribui para apresentar a educação como 
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Q4357898 Português
POR QUE O GENTÍLICO DE SALVADOR É SOTEROPOLITANO E NÃO ALGO COMO “SALVADORENSE”?
Entenda a origem do gentílico cunhado no século 19
Soteros significa “salvador” em grego. O sufixo “politano” deriva de polis, que é “cidade”. Não se sabe por que optou-se pelo gentílico helênico em vez do intuitivo “salvadorense”. Segundo Deonísio da Silva, autor do livro De Onde Vêm as Palavras, não há outra explicação que não seja “esnobação erudita”. “Soteropolitano” foi cunhado em 1817, pelo padre e geógrafo português Manuel Aires de Casal. A palavra apareceu pela primeira vez no livro Corografia Brasílica. Também é comum que algumas cidades tenham dois gentílicos: um formado naturalmente, pelo uso diário, e outro artificialmente, com palavras derivadas do grego ou do latim. É o caso do “ludovicense”, que designa quem nasceu em São Luís, no Maranhão. O termo deriva do latim Ludovicus, que posteriormente deu origem ao aportuguesado “Luís”. No entanto, o gentílico “são-luisense” também é aceito. Em alguns casos, a forma erudita é a mais usual. Você nunca ouviu falar de nenhum “rio-de-janeirense”. “Fluminense”, o gentílico para quem nasceu no estado do Rio de Janeiro, é latim puro. Flumen significa “rio” em latim – uma referência geograficamente imprecisa para a Baía da Guanabara. Vale lembrar que o termo “salvadorense” é o gentílico de quem nasceu em Salvador das Missões, no Rio Grande do Sul. E “sãoluizense”, o de São Luiz Gonzaga, no mesmo estado. https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-o-gentilico-de-salvador-esoteropolitano-e-nao-algo-como-salvadorense/
Ao comparar gentílicos como “soteropolitano”, “salvadorense”, “ludovicense” e “são-luisense”, o texto evidencia que a formação do léxico da língua portuguesa 
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Q4357896 Português
“Viva o povo brasileiro”, exuberante e complexa metáfora da formação de nossa identidade nacional, é obra monumental que já nasceu clássica, instaurando novo olhar ficcional sobre o passado do Brasil. A violência física e simbólica, os abismos sociais e os privilégios que os acentuam, a constituição de uma elite autoritária são encenados ao longo desta narrativa polifônica e lírica, muitas vezes irônica, que cobre quatrocentos anos de história. Poucas obras atingiram esse mesmo nível de complexidade, e pouquíssimas alcançaram êxito semelhante ao de “Viva o povo brasileiro”. “Viva o povo brasileiro”, obra de João Ubaldo Ribeiro, vencedor do prêmio Jabuti, em 1984, é um dos mais importantes romances surgidos na literatura brasileira no século XX. https://www.revistaprosaversoearte.com/joao-ubaldo-ribeiro-viva-o-povobrasileiro/
De acordo com o texto, a importância, para a literatura brasileira, da obra Viva o povo brasileiro do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro está relacionada à capacidade do romance de 
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Q4357895 Português
A ODISSEIA 16 de julho de 2026 No cinema | 2h 53min | Ação, Fantasia Direção: Christopher Nolan |Roteiro Christopher Nolan Elenco: Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway Título original The Odyssey
Sinopse Não recomendado para menores de 14 anos Uma das histórias mais antigas da literatura ocidental ganha uma adaptação cinematográfica pelas mãos do cineasta Christopher Nolan. A Odisseia é um poema épico atribuído a Homero que acompanha as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) em sua volta para casa após a Guerra de Tróia. O guerreiro enfrenta criaturas míticas e deuses em sua jornada épica de retorno onde sua esposa Penélope (Anne Hathaway) o aguarda. O rei de Ítaca descreve sua trajetória esbarrando com seres como o Ciclope Polifemo, as sereias e a feiticeira/deusa Circe. https://www.adorocinema.com/filmes/filme-1000013045/
Considerando a organização das informações sobre o filme “A Odisseia”, a ficha técnica e a sinopse apresentam, respectivamente,
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Q4357893 Português

'Carinho, consentimento e camisinha': Prefeitura de Salvador lança campanha bem-humorada e incentiva 'conchinha' durante frente fria

No Instagram, a gestão municipal orienta também a proteção nas relações íntimas 

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No comunicado, a expressão “Se o clima esquentar” participa da construção do humor porque 

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Q4357892 Português
Voltando ao japonês, a língua campeã das palavras intraduzíveis. Wabi-sabi significa encontrar beleza na imperfeição. Kintsugi, colar uma cerâmica quebrada, valorizando a imperfeição, ou seja, valorizando o wabi-sabi. (Eita povo que curte uma imperfeição. Logo esse país em que tudo é tão perfeitinho – seria o japonês um imperfeccionista?) Bakku-shan, ainda em japonês, é uma pessoa que parece atraente de costas, mas não de frente. DUVIVIER, G. Aos pés da letra. São Paulo: Companhia das Letras, 2026, p. 137.
No texto, a criação e o emprego do neologismo “imperfeccionista” contribuem para o sentido crítico do trecho ao
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Q4357890 Português

Não existe criatura sobre a face da terra que não reflita todo dia sobre a própria língua, embora nem sempre se dê conta disso. Às vezes até “colocamos no ar” pedaços dessa reflexão. Certamente você já se pilhou dizendo ao seu interlocutor: “me deixa dizer isso de outro modo”, “esse assunto, digamos assim, terá outros desdobramentos”, “por assim dizer, tudo o que preciso agora é que você me empreste uma grana”, “agora estou pensando em calar a boca”, etc., etc.

https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/wp-content/uploads/2017/09/


Os exemplos de fala empregados no texto contribuem para demonstrar que a metalinguagem 

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Q4357807 Português
A era da abundância de inteligência


    Em julho, a OpenAI publicou um relato incomum: admitiu ter suspendido temporariamente o uso interno de um de seus modelos mais avançados após observar comportamentos imprevistos, e descreveu como reconstruiu seus sistemas de segurança a partir do episódio. Meses antes, OpenAI e Anthropic, concorrentes diretas, haviam avaliado publicamente os modelos uma da outra em testes de alinhamento. Quando os próprios criadores de uma tecnologia passam a discutir abertamente novas formas de controle e supervisão, a mensagem não é de alarme, e sim de escala. Não estamos diante de mais uma onda de novidades tecnológicas, mas de uma transformação histórica.
        
    Pela primeira vez na história da humanidade, a inteligência deixou de ser um recurso escasso. A Revolução Agrícola democratizou a produção de alimentos, a Revolução Industrial multiplicou a força física humana, a internet democratizou o acesso à informação e a inteligência artificial dá o passo seguinte: democratiza capacidades intelectuais! Durante milênios, a inteligência especializada foi privilégio de poucos, do escriba ao advogado, do engenheiro ao médico. Hoje, milhões de pessoas produzem textos, programam, analisam documentos, traduzem idiomas e resolvem problemas complexos em segundos, com o apoio de sistemas inteligentes. É o que chamo de Era da Abundância de Inteligência.

    Não se trata de substituir o especialista, mas de ampliar o alcance de cada pessoa que pensa, cria e decide e essa abundância terá seu impacto mais profundo sobre uma geração que ainda nem chegou à escola! Chamo essas crianças de “IA Born”: nascerão e crescerão em um mundo onde a inteligência artificial sempre existiu, assim como os nativos digitais jamais conheceram um mundo sem internet. Essa geração não vai “aprender IA”, ela simplesmente viverá em um ambiente onde a inteligência estará presente em praticamente toda atividade intelectual, tão invisível e onipresente quanto a eletricidade e isso mudará por completo sua forma de aprender, trabalhar, criar e tomar decisões.

    Aqui surge o paradoxo que deveria nos tirar o sono. Enquanto a transformação avança em ritmo acelerado, continuamos formando crianças segundo um modelo educacional concebido para um mundo em que o conhecimento era raro. Boa parte da escola ainda opera sobre pressupostos do século XIX: memorizar, repetir, responder corretamente, trabalhar sozinho, evitar consulta, desconfiar de ferramentas externas. O mundo profissional, enquanto isso, valoriza exatamente o oposto: formular boas perguntas, pensar criticamente, criar, colaborar, atravessar disciplinas, resolver problemas inéditos e, cada vez mais, usar ferramentas inteligentes com julgamento, sabendo validar respostas em vez de apenas aceitá-las. O conhecimento continua essencial, pois sem repertório não há pensamento crítico. Mas memorizar deixou de ser o principal diferencial competitivo.

    O desafio, porém, não se encerra na escola. Nós, pais, teremos uma responsabilidade igualmente decisiva: criar filhos emocionalmente estáveis e menos ansiosos em um mundo veloz, de estímulos constantes e acesso instantâneo a tudo. Uma geração acostumada a respostas imediatas precisará aprender, em casa, o valor da paciência, da frustração bem vivida, do tédio criativo e do tempo longe das telas. De pouco adiantará formar mentes brilhantes, se não formarmos também emoções sólidas! O equilíbrio emocional será tão importante quanto a competência intelectual para viver e prosperar nesse novo cenário.

    Porque toda abundância cria novas carências. Quando a inteligência se torna acessível a todos, o que passa a ser raro e valioso é justamente aquilo que a máquina não entrega: julgamento, ética, criatividade, curiosidade, imaginação, empatia, responsabilidade e visão estratégica. A capacidade de formular a pergunta certa vale mais do que a de recitar a resposta pronta e o discernimento para identificar quando a IA está certa e quando está errada torna-se, talvez, a competência definidora do profissional deste século.

    A pergunta, então, é inevitável: estamos preparando nossos filhos para o passado ou para o futuro? Continuamos ensinando habilidades que eram fundamentais quando a informação era escassa, mas que deixarão de representar vantagem em um mundo de inteligência abundante? Não se trata de ensinar as pessoas a utilizar a inteligência artificial, pois essa é a parte fácil e as ferramentas mudarão muitas vezes. O verdadeiro desafio do século XXI é preparar a primeira geração que jamais conhecerá um mundo sem ela. A educação precisará ir além de formar pessoas que sabem responder. Terá de formar pessoas capazes de decidir, interpretar, criar e liderar sistemas inteligentes, e não de competir com eles.

    A inteligência artificial não é apenas mais uma inovação. Ela inaugura uma nova etapa da civilização, comparável à agricultura, à máquina a vapor e à internet, talvez até maior. A grande pergunta não é se a IA substituirá pessoas, mas sim: que competências continuarão sendo exclusivamente humanas quando a inteligência deixar de ser um recurso escasso? A maior responsabilidade da nossa geração não é construir inteligências artificiais cada vez mais poderosas, mas sim, preparar seres humanos, a começar pelas crianças que já estão nascendo, capazes de usá-las com sabedoria e serenidade!


(Por Diego Teixeira. Disponível em: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigosl. Acesso em: julho de 2026.)
No 3º§, ao caracterizar a presença da inteligência artificial nas atividades intelectuais por meio dos adjetivos “invisível” e “onipresente”, o autor atribui à tecnologia um sentido que extrapola sua referência literal. Nesse contexto, o emprego desses adjetivos contribui para representá-la como um recurso:
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Q4357806 Português
A era da abundância de inteligência


    Em julho, a OpenAI publicou um relato incomum: admitiu ter suspendido temporariamente o uso interno de um de seus modelos mais avançados após observar comportamentos imprevistos, e descreveu como reconstruiu seus sistemas de segurança a partir do episódio. Meses antes, OpenAI e Anthropic, concorrentes diretas, haviam avaliado publicamente os modelos uma da outra em testes de alinhamento. Quando os próprios criadores de uma tecnologia passam a discutir abertamente novas formas de controle e supervisão, a mensagem não é de alarme, e sim de escala. Não estamos diante de mais uma onda de novidades tecnológicas, mas de uma transformação histórica.
        
    Pela primeira vez na história da humanidade, a inteligência deixou de ser um recurso escasso. A Revolução Agrícola democratizou a produção de alimentos, a Revolução Industrial multiplicou a força física humana, a internet democratizou o acesso à informação e a inteligência artificial dá o passo seguinte: democratiza capacidades intelectuais! Durante milênios, a inteligência especializada foi privilégio de poucos, do escriba ao advogado, do engenheiro ao médico. Hoje, milhões de pessoas produzem textos, programam, analisam documentos, traduzem idiomas e resolvem problemas complexos em segundos, com o apoio de sistemas inteligentes. É o que chamo de Era da Abundância de Inteligência.

    Não se trata de substituir o especialista, mas de ampliar o alcance de cada pessoa que pensa, cria e decide e essa abundância terá seu impacto mais profundo sobre uma geração que ainda nem chegou à escola! Chamo essas crianças de “IA Born”: nascerão e crescerão em um mundo onde a inteligência artificial sempre existiu, assim como os nativos digitais jamais conheceram um mundo sem internet. Essa geração não vai “aprender IA”, ela simplesmente viverá em um ambiente onde a inteligência estará presente em praticamente toda atividade intelectual, tão invisível e onipresente quanto a eletricidade e isso mudará por completo sua forma de aprender, trabalhar, criar e tomar decisões.

    Aqui surge o paradoxo que deveria nos tirar o sono. Enquanto a transformação avança em ritmo acelerado, continuamos formando crianças segundo um modelo educacional concebido para um mundo em que o conhecimento era raro. Boa parte da escola ainda opera sobre pressupostos do século XIX: memorizar, repetir, responder corretamente, trabalhar sozinho, evitar consulta, desconfiar de ferramentas externas. O mundo profissional, enquanto isso, valoriza exatamente o oposto: formular boas perguntas, pensar criticamente, criar, colaborar, atravessar disciplinas, resolver problemas inéditos e, cada vez mais, usar ferramentas inteligentes com julgamento, sabendo validar respostas em vez de apenas aceitá-las. O conhecimento continua essencial, pois sem repertório não há pensamento crítico. Mas memorizar deixou de ser o principal diferencial competitivo.

    O desafio, porém, não se encerra na escola. Nós, pais, teremos uma responsabilidade igualmente decisiva: criar filhos emocionalmente estáveis e menos ansiosos em um mundo veloz, de estímulos constantes e acesso instantâneo a tudo. Uma geração acostumada a respostas imediatas precisará aprender, em casa, o valor da paciência, da frustração bem vivida, do tédio criativo e do tempo longe das telas. De pouco adiantará formar mentes brilhantes, se não formarmos também emoções sólidas! O equilíbrio emocional será tão importante quanto a competência intelectual para viver e prosperar nesse novo cenário.

    Porque toda abundância cria novas carências. Quando a inteligência se torna acessível a todos, o que passa a ser raro e valioso é justamente aquilo que a máquina não entrega: julgamento, ética, criatividade, curiosidade, imaginação, empatia, responsabilidade e visão estratégica. A capacidade de formular a pergunta certa vale mais do que a de recitar a resposta pronta e o discernimento para identificar quando a IA está certa e quando está errada torna-se, talvez, a competência definidora do profissional deste século.

    A pergunta, então, é inevitável: estamos preparando nossos filhos para o passado ou para o futuro? Continuamos ensinando habilidades que eram fundamentais quando a informação era escassa, mas que deixarão de representar vantagem em um mundo de inteligência abundante? Não se trata de ensinar as pessoas a utilizar a inteligência artificial, pois essa é a parte fácil e as ferramentas mudarão muitas vezes. O verdadeiro desafio do século XXI é preparar a primeira geração que jamais conhecerá um mundo sem ela. A educação precisará ir além de formar pessoas que sabem responder. Terá de formar pessoas capazes de decidir, interpretar, criar e liderar sistemas inteligentes, e não de competir com eles.

    A inteligência artificial não é apenas mais uma inovação. Ela inaugura uma nova etapa da civilização, comparável à agricultura, à máquina a vapor e à internet, talvez até maior. A grande pergunta não é se a IA substituirá pessoas, mas sim: que competências continuarão sendo exclusivamente humanas quando a inteligência deixar de ser um recurso escasso? A maior responsabilidade da nossa geração não é construir inteligências artificiais cada vez mais poderosas, mas sim, preparar seres humanos, a começar pelas crianças que já estão nascendo, capazes de usá-las com sabedoria e serenidade!


(Por Diego Teixeira. Disponível em: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigosl. Acesso em: julho de 2026.)
Ao longo do artigo, o autor sustenta que a inteligência artificial representa uma transformação histórica. A proposição que melhor sintetiza sua visão sobre os efeitos dessa tecnologia na condição humana é:
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Q4357805 Português
A era da abundância de inteligência


    Em julho, a OpenAI publicou um relato incomum: admitiu ter suspendido temporariamente o uso interno de um de seus modelos mais avançados após observar comportamentos imprevistos, e descreveu como reconstruiu seus sistemas de segurança a partir do episódio. Meses antes, OpenAI e Anthropic, concorrentes diretas, haviam avaliado publicamente os modelos uma da outra em testes de alinhamento. Quando os próprios criadores de uma tecnologia passam a discutir abertamente novas formas de controle e supervisão, a mensagem não é de alarme, e sim de escala. Não estamos diante de mais uma onda de novidades tecnológicas, mas de uma transformação histórica.
        
    Pela primeira vez na história da humanidade, a inteligência deixou de ser um recurso escasso. A Revolução Agrícola democratizou a produção de alimentos, a Revolução Industrial multiplicou a força física humana, a internet democratizou o acesso à informação e a inteligência artificial dá o passo seguinte: democratiza capacidades intelectuais! Durante milênios, a inteligência especializada foi privilégio de poucos, do escriba ao advogado, do engenheiro ao médico. Hoje, milhões de pessoas produzem textos, programam, analisam documentos, traduzem idiomas e resolvem problemas complexos em segundos, com o apoio de sistemas inteligentes. É o que chamo de Era da Abundância de Inteligência.

    Não se trata de substituir o especialista, mas de ampliar o alcance de cada pessoa que pensa, cria e decide e essa abundância terá seu impacto mais profundo sobre uma geração que ainda nem chegou à escola! Chamo essas crianças de “IA Born”: nascerão e crescerão em um mundo onde a inteligência artificial sempre existiu, assim como os nativos digitais jamais conheceram um mundo sem internet. Essa geração não vai “aprender IA”, ela simplesmente viverá em um ambiente onde a inteligência estará presente em praticamente toda atividade intelectual, tão invisível e onipresente quanto a eletricidade e isso mudará por completo sua forma de aprender, trabalhar, criar e tomar decisões.

    Aqui surge o paradoxo que deveria nos tirar o sono. Enquanto a transformação avança em ritmo acelerado, continuamos formando crianças segundo um modelo educacional concebido para um mundo em que o conhecimento era raro. Boa parte da escola ainda opera sobre pressupostos do século XIX: memorizar, repetir, responder corretamente, trabalhar sozinho, evitar consulta, desconfiar de ferramentas externas. O mundo profissional, enquanto isso, valoriza exatamente o oposto: formular boas perguntas, pensar criticamente, criar, colaborar, atravessar disciplinas, resolver problemas inéditos e, cada vez mais, usar ferramentas inteligentes com julgamento, sabendo validar respostas em vez de apenas aceitá-las. O conhecimento continua essencial, pois sem repertório não há pensamento crítico. Mas memorizar deixou de ser o principal diferencial competitivo.

    O desafio, porém, não se encerra na escola. Nós, pais, teremos uma responsabilidade igualmente decisiva: criar filhos emocionalmente estáveis e menos ansiosos em um mundo veloz, de estímulos constantes e acesso instantâneo a tudo. Uma geração acostumada a respostas imediatas precisará aprender, em casa, o valor da paciência, da frustração bem vivida, do tédio criativo e do tempo longe das telas. De pouco adiantará formar mentes brilhantes, se não formarmos também emoções sólidas! O equilíbrio emocional será tão importante quanto a competência intelectual para viver e prosperar nesse novo cenário.

    Porque toda abundância cria novas carências. Quando a inteligência se torna acessível a todos, o que passa a ser raro e valioso é justamente aquilo que a máquina não entrega: julgamento, ética, criatividade, curiosidade, imaginação, empatia, responsabilidade e visão estratégica. A capacidade de formular a pergunta certa vale mais do que a de recitar a resposta pronta e o discernimento para identificar quando a IA está certa e quando está errada torna-se, talvez, a competência definidora do profissional deste século.

    A pergunta, então, é inevitável: estamos preparando nossos filhos para o passado ou para o futuro? Continuamos ensinando habilidades que eram fundamentais quando a informação era escassa, mas que deixarão de representar vantagem em um mundo de inteligência abundante? Não se trata de ensinar as pessoas a utilizar a inteligência artificial, pois essa é a parte fácil e as ferramentas mudarão muitas vezes. O verdadeiro desafio do século XXI é preparar a primeira geração que jamais conhecerá um mundo sem ela. A educação precisará ir além de formar pessoas que sabem responder. Terá de formar pessoas capazes de decidir, interpretar, criar e liderar sistemas inteligentes, e não de competir com eles.

    A inteligência artificial não é apenas mais uma inovação. Ela inaugura uma nova etapa da civilização, comparável à agricultura, à máquina a vapor e à internet, talvez até maior. A grande pergunta não é se a IA substituirá pessoas, mas sim: que competências continuarão sendo exclusivamente humanas quando a inteligência deixar de ser um recurso escasso? A maior responsabilidade da nossa geração não é construir inteligências artificiais cada vez mais poderosas, mas sim, preparar seres humanos, a começar pelas crianças que já estão nascendo, capazes de usá-las com sabedoria e serenidade!


(Por Diego Teixeira. Disponível em: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigosl. Acesso em: julho de 2026.)
A leitura do 5º§ e 6º§ permite concluir que a abundância de capacidades intelectuais proporcionadas pela inteligência artificial gera novas demandas sociais. Nesse contexto, o texto atribui à família e às competências humanas o papel de:
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Q4357804 Português
A era da abundância de inteligência


    Em julho, a OpenAI publicou um relato incomum: admitiu ter suspendido temporariamente o uso interno de um de seus modelos mais avançados após observar comportamentos imprevistos, e descreveu como reconstruiu seus sistemas de segurança a partir do episódio. Meses antes, OpenAI e Anthropic, concorrentes diretas, haviam avaliado publicamente os modelos uma da outra em testes de alinhamento. Quando os próprios criadores de uma tecnologia passam a discutir abertamente novas formas de controle e supervisão, a mensagem não é de alarme, e sim de escala. Não estamos diante de mais uma onda de novidades tecnológicas, mas de uma transformação histórica.
        
    Pela primeira vez na história da humanidade, a inteligência deixou de ser um recurso escasso. A Revolução Agrícola democratizou a produção de alimentos, a Revolução Industrial multiplicou a força física humana, a internet democratizou o acesso à informação e a inteligência artificial dá o passo seguinte: democratiza capacidades intelectuais! Durante milênios, a inteligência especializada foi privilégio de poucos, do escriba ao advogado, do engenheiro ao médico. Hoje, milhões de pessoas produzem textos, programam, analisam documentos, traduzem idiomas e resolvem problemas complexos em segundos, com o apoio de sistemas inteligentes. É o que chamo de Era da Abundância de Inteligência.

    Não se trata de substituir o especialista, mas de ampliar o alcance de cada pessoa que pensa, cria e decide e essa abundância terá seu impacto mais profundo sobre uma geração que ainda nem chegou à escola! Chamo essas crianças de “IA Born”: nascerão e crescerão em um mundo onde a inteligência artificial sempre existiu, assim como os nativos digitais jamais conheceram um mundo sem internet. Essa geração não vai “aprender IA”, ela simplesmente viverá em um ambiente onde a inteligência estará presente em praticamente toda atividade intelectual, tão invisível e onipresente quanto a eletricidade e isso mudará por completo sua forma de aprender, trabalhar, criar e tomar decisões.

    Aqui surge o paradoxo que deveria nos tirar o sono. Enquanto a transformação avança em ritmo acelerado, continuamos formando crianças segundo um modelo educacional concebido para um mundo em que o conhecimento era raro. Boa parte da escola ainda opera sobre pressupostos do século XIX: memorizar, repetir, responder corretamente, trabalhar sozinho, evitar consulta, desconfiar de ferramentas externas. O mundo profissional, enquanto isso, valoriza exatamente o oposto: formular boas perguntas, pensar criticamente, criar, colaborar, atravessar disciplinas, resolver problemas inéditos e, cada vez mais, usar ferramentas inteligentes com julgamento, sabendo validar respostas em vez de apenas aceitá-las. O conhecimento continua essencial, pois sem repertório não há pensamento crítico. Mas memorizar deixou de ser o principal diferencial competitivo.

    O desafio, porém, não se encerra na escola. Nós, pais, teremos uma responsabilidade igualmente decisiva: criar filhos emocionalmente estáveis e menos ansiosos em um mundo veloz, de estímulos constantes e acesso instantâneo a tudo. Uma geração acostumada a respostas imediatas precisará aprender, em casa, o valor da paciência, da frustração bem vivida, do tédio criativo e do tempo longe das telas. De pouco adiantará formar mentes brilhantes, se não formarmos também emoções sólidas! O equilíbrio emocional será tão importante quanto a competência intelectual para viver e prosperar nesse novo cenário.

    Porque toda abundância cria novas carências. Quando a inteligência se torna acessível a todos, o que passa a ser raro e valioso é justamente aquilo que a máquina não entrega: julgamento, ética, criatividade, curiosidade, imaginação, empatia, responsabilidade e visão estratégica. A capacidade de formular a pergunta certa vale mais do que a de recitar a resposta pronta e o discernimento para identificar quando a IA está certa e quando está errada torna-se, talvez, a competência definidora do profissional deste século.

    A pergunta, então, é inevitável: estamos preparando nossos filhos para o passado ou para o futuro? Continuamos ensinando habilidades que eram fundamentais quando a informação era escassa, mas que deixarão de representar vantagem em um mundo de inteligência abundante? Não se trata de ensinar as pessoas a utilizar a inteligência artificial, pois essa é a parte fácil e as ferramentas mudarão muitas vezes. O verdadeiro desafio do século XXI é preparar a primeira geração que jamais conhecerá um mundo sem ela. A educação precisará ir além de formar pessoas que sabem responder. Terá de formar pessoas capazes de decidir, interpretar, criar e liderar sistemas inteligentes, e não de competir com eles.

    A inteligência artificial não é apenas mais uma inovação. Ela inaugura uma nova etapa da civilização, comparável à agricultura, à máquina a vapor e à internet, talvez até maior. A grande pergunta não é se a IA substituirá pessoas, mas sim: que competências continuarão sendo exclusivamente humanas quando a inteligência deixar de ser um recurso escasso? A maior responsabilidade da nossa geração não é construir inteligências artificiais cada vez mais poderosas, mas sim, preparar seres humanos, a começar pelas crianças que já estão nascendo, capazes de usá-las com sabedoria e serenidade!


(Por Diego Teixeira. Disponível em: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigosl. Acesso em: julho de 2026.)
A expressão “Era da Abundância de Inteligência”, utilizada no título e retomada no 2º§, sintetiza a ideia de que a inteligência artificial:
Alternativas
Respostas
1301: A
1302: B
1303: B
1304: D
1305: E
1306: B
1307: A
1308: C
1309: A
1310: C
1311: A
1312: E
1313: A
1314: C
1315: B
1316: C
1317: A
1318: B
1319: A
1320: B