Questões de Concurso Sobre português

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Q4356654 Português

Consciência coletiva


O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem por substrato um órgão único; ela é, por definição, difusa em toda a extensão da sociedade, mas tem, ainda assim, características específicas que fazem dela uma realidade distinta. Do mesmo modo, ela não muda a cada geração, mas liga umas às outras as gerações sucessivas. Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos. Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.


(DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1893.)

Considerando o efeito de sentido produzido pelo emprego dos vocábulos no contexto apresentado, é correto afirmar que, em relação às ocorrências do vocábulo “ela”: 
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Q4356653 Português

Consciência coletiva


O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem por substrato um órgão único; ela é, por definição, difusa em toda a extensão da sociedade, mas tem, ainda assim, características específicas que fazem dela uma realidade distinta. Do mesmo modo, ela não muda a cada geração, mas liga umas às outras as gerações sucessivas. Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos. Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.


(DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1893.)

No trecho “Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.”, é possível observar:
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Q4355937 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No trecho “[...] o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar.” (4º§), a conjunção “mas também”, no contexto, estabelece relação sintático-semântica de:
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Q4355936 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Considerando a estrutura do trecho Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, [...] (9º§), é correto afirmar que o autor optou pelo discurso:
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Q4355935 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Na palavra “processo” (9º§), o número de fonemas é: 
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Q4355934 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No trecho “Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: [...]” (4º§), a expressão destacada exerce, no período, a função sintática de:
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Q4355933 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Considerando o excerto “O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado [...]” (3º§), assinale a reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original do trecho destacado.
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Q4355931 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Com base na leitura do texto “Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?”, depreende-se que a metodologia da “aprendizagem criativa” ou “mão na massa” busca: 
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Q4355930 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
A expressão “educação bancária” (3º§), criada por Paulo Freire, é exemplo de figura de linguagem que:
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Q4355929 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
De acordo com a visão exposta no último parágrafo do texto, a eficácia da implementação das metodologias ativas no sistema educacional depende, fundamentalmente, da:
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Q4355928 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No 5º§, ao discutir a aplicação da aprendizagem “mão na massa”, a professora Fraulein Vidigal de Paula faz uma ressalva importante para que a metodologia não seja interpretada de forma equivocada. Segundo a especialista, o objetivo NÃO é:
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Q4355753 Português
A lógica de argumentação é um conjunto de técnicas usadas para construir raciocínios lógicos sólidos e persuasivos. Analisando a frase: “Assim como a raiz sustenta a árvore, a educação sustenta a sociedade.” Podemos afirmar que a lógica de argumentação utilizada foi:
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Q4355747 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Em: "Já “gandular” é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem...", a palavra destacada recebe o acento indicativo de crase porque:
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Q4355746 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Assinale o par de vocábulos extraídos do texto que representam, em ordem de aparecimento, um antônimo para "rápido" (no contexto do tempo de jogo) e um sinônimo para "garoto":
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Q4355745 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Observe a concordância na frase: "...cones de plástico são espalhados ao redor do gramado...". Caso alterássemos a palavra "cones" para o singular "cone", mantendo a correção exigida pelas normas gramaticais, o trecho correto seria: 
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Q4355744 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
No trecho: "...os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa...", os verbos destacados encontram-se estruturados em qual voz verbal?
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Q4355743 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Considere a oração: “A palavra, porém, já era usada antes...”. A palavra destacada estabelece uma relação de coordenação com valor semântico de:
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Q4355742 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Assinale a opção em que a palavra retirada do texto está acentuada graficamente pelo mesmo motivo (regra gramatical) que a palavra "árbitro":
Alternativas
Q4355741 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
No trecho: "A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.", a palavra destacada pertence a qual classe gramatical?
Alternativas
Q4355740 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Com base na leitura global do texto, conclui-se que o autor considera a etimologia da palavra "gandula" injusta porque:
Alternativas
Respostas
1341: B
1342: A
1343: B
1344: C
1345: C
1346: C
1347: D
1348: C
1349: C
1350: D
1351: D
1352: B
1353: A
1354: B
1355: E
1356: B
1357: D
1358: B
1359: C
1360: B