Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 253.695 questões

Q4362000 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

Assinale a alternativa que apresenta a divisão silábica CORRETA das palavras, de acordo com a norma culta do português. 
Alternativas
Q4361999 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

A palavra “fotografia” é formada pelo processo denominado 
Alternativas
Q4361998 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

No trecho “[...] ciúmes de um fantasma.”, a palavra “fantasma” foi usada no sentido
Alternativas
Q4361997 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

O efeito de sentido produzido pela repetição da palavra “sempre” no início de várias frases 
Alternativas
Q4361996 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

Quando o pai diz que “algumas perguntas não precisam de resposta”, o efeito de sentido dessa fala é que ele 
Alternativas
Q4361995 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

Assinale a alternativa que apresenta a tipologia textual predominante no texto.
Alternativas
Q4361974 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02

Captura_de tela 2026-10-07 070732.png (315×362)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/. Acesso em: 24 jul. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, colocando em comparação os termos “sem sentido” e “sem sentir”, tendo em vista o contexto em que foram empregados.

I- O termo “sem sentido” é uma locução adjetiva com função de adjunto adnominal do substantivo “textos”.
II- O termo “sem sentido” exerce a função sintática de complemento nominal do substantivo concreto “textos”.
III- O termo “sem sentir” é uma locução adjetiva e funciona como adjunto adnominal do substantivo “textos”.
IV- O termo “sem sentir” relaciona-se ao verbo “criar” e exerce a função sintática de adjunto adverbial de modo.
V- O termo “sem sentido” assim como o termo “sem sentir”, gramaticalmente, igualam-se em classe e função.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4361973 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02

Captura_de tela 2026-10-07 070732.png (315×362)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/. Acesso em: 24 jul. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística “de escrever com IA”, presente na composição do texto 02.

I- O termo “de escrever” foi usado para completar sintática e semanticamente o substantivo abstrato “medo”.
II- O termo “com IA” expressa, semanticamente, uma circunstância, portanto exerce função de adjunto adverbial.
III- O termo “de escrever” foi usado para completar o verbo transitivo direto “Tenho”, portanto exerce a função de objeto direto.
IV- O termo “de escrever com IA” foi introduzido pela preposição “de”, portanto, exerce a função de objeto indireto do termo “medo”.
V- O termo “de escrever” contém um verbo e completa o substantivo abstrato “medo”, sendo, portanto, um complemento nominal oracional.

Estão CORRETAS apenas afirmativas 
Alternativas
Q4361972 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02

Captura_de tela 2026-10-07 070732.png (315×362)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/. Acesso em: 24 jul. 2026.
Assinale a afirmativa CORRETA, tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto 02.
Alternativas
Q4361971 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Considere a passagem “Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor.”

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.

I- A expressão “por decisão própria” encontra-se separada por vírgula, de acordo com a norma, para separar um adjunto adverbial deslocado.
II- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de tempo; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
III- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de lugar; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
IV- Os verbos da passagem foram flexionados no tempo pretérito, já que esse tempo constitui uma característica do texto narrativo.
V- Os verbos da passagem foram usados no tempo presente do modo indicativo, com exceção da forma “resolvi”, que se encontra no pretérito perfeito do modo indicativo.

Estão CORRETAS apenas afirmativas 
Alternativas
Q4361970 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Considere a passagem “E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...”

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.

I- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, foi usado em posição proclítica obrigatória.
II- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, funciona como objeto indireto do verbo “dão”.
III- A locução conjuntiva “desde que” foi usada para expressar ideia de condição.
IV- A conjunção “porque” constrói o recurso denominado paralelismo sintático.
V- O pronome “me”, nos dois usos, encontra-se em posição enclítica obrigatória.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4361969 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o termo “best-seller”, usado na passagem “Primeiro, o sonho de ser um best-seller.”

I- Trata-se de um estrangeirismo.
II- Trata-se de um arcaísmo.
III- Trata-se de um empréstimo vocabular.
IV- É uma expressão com valor positivo.
V- É uma expressão com valor pejorativo.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4361968 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de linguagem usados pelo autor na construção do texto.

I- Metalinguagem.
II- Subjetividade.
III- Intertextualidade.
IV- Conotatividade.
V- Coloquialidade.

Estão CORRETOS os itens
Alternativas
Q4361967 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que o cronista reconhece
Alternativas
Q4361966 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que o cronista 
Alternativas
Q4361965 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Analise os itens a seguir, tendo em vista o significado da palavra “narcisismo”, no contexto em que foi empregada.

I- Incapacidade de se importar com os sentimentos das outras pessoas.
II- Desejo de ter o reconhecimento e a validação das outras pessoas.
III- Necessidade de ser admirado pelas pessoas e ter a atenção delas.
IV- Comportamento arrogante em relação às outras pessoas.
V- Sentimento de superioridade em relação às outras pessoas.

Estão CORRETOS apenas os itens 
Alternativas
Q4361704 Português
Analise o seguinte trecho do quarto parágrafo: “Cada um tem seu devido sistema federal para envio e acompanhamento”. De acordo com a estrutura de coesão do parágrafo, a expressão destacada retoma
Alternativas
Q4361703 Português

Leia o texto para responder a questão.


32 municípios podem perder verba do Fundeb, revela TCE


No início deste mês, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) emitiu um alerta para 32 municípios do estado que ainda estão com pendências no envio de informações para habilitar um mecanismo do Fundo de Manutenção da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação de valor anual total por aluno (VAAT) para o ano de 2027. Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas da União ao Fundeb.

Considerando o total de 399 prefeituras, apenas 8% não registraram a documentação necessária até o dia 23 de junho, quando foi feito o último levantamento.

Ainda conforme o TCE, para garantir o recebimento, os municípios precisam cumprir principalmente duas exigências: transmitir ou retificar a sua Matriz de Saldos Contábeis (MSC) e também enviar os dados do Anexo da Educação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). Cada um tem seu devido sistema federal para envio e acompanhamento.

A orientação do órgão é que os gestores também se atentem a inconsistências nos dados que já foram encaminhados aos sistemas, para não correrem o risco de perderem a complementação de verba para a educação básica. O prazo para regularização é 31 de agosto.

“O Tribunal destaca que a ausência de informações obrigatórias compromete o direito da população à educação e pode gerar impactos na Prestação de Contas Anual (PCA) dos prefeitos”, ressalta o TCE.

Execução do VAAT da Fundeb

O VAAT foi desenvolvido em 2024. Na ocasião, o Fundeb esclareceu que a modalidade de complementação permite que recursos federais seja destinado às redes de ensino com “baixa disponibilidade fiscal”. O objetivo é que os recursos do Fundeb sejam mais bem distribuídos.

Além disso, é feito um cálculo de recursos para cada município. Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.

Do montante recebido, o município deve aplicar 15% para despesas de capital e 50% deve ser destinada para a educação infantil. O restante deve ser utilizado para ações de manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).


Disponível em https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/tce-pr-alertou32-municipios-podem-perder-complementacao-fundeb/

No período “Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação...”, o sujeito da forma verbal “faltam” é classificado como
Alternativas
Q4361702 Português

Leia o texto para responder a questão.


32 municípios podem perder verba do Fundeb, revela TCE


No início deste mês, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) emitiu um alerta para 32 municípios do estado que ainda estão com pendências no envio de informações para habilitar um mecanismo do Fundo de Manutenção da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação de valor anual total por aluno (VAAT) para o ano de 2027. Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas da União ao Fundeb.

Considerando o total de 399 prefeituras, apenas 8% não registraram a documentação necessária até o dia 23 de junho, quando foi feito o último levantamento.

Ainda conforme o TCE, para garantir o recebimento, os municípios precisam cumprir principalmente duas exigências: transmitir ou retificar a sua Matriz de Saldos Contábeis (MSC) e também enviar os dados do Anexo da Educação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). Cada um tem seu devido sistema federal para envio e acompanhamento.

A orientação do órgão é que os gestores também se atentem a inconsistências nos dados que já foram encaminhados aos sistemas, para não correrem o risco de perderem a complementação de verba para a educação básica. O prazo para regularização é 31 de agosto.

“O Tribunal destaca que a ausência de informações obrigatórias compromete o direito da população à educação e pode gerar impactos na Prestação de Contas Anual (PCA) dos prefeitos”, ressalta o TCE.

Execução do VAAT da Fundeb

O VAAT foi desenvolvido em 2024. Na ocasião, o Fundeb esclareceu que a modalidade de complementação permite que recursos federais seja destinado às redes de ensino com “baixa disponibilidade fiscal”. O objetivo é que os recursos do Fundeb sejam mais bem distribuídos.

Além disso, é feito um cálculo de recursos para cada município. Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.

Do montante recebido, o município deve aplicar 15% para despesas de capital e 50% deve ser destinada para a educação infantil. O restante deve ser utilizado para ações de manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).


Disponível em https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/tce-pr-alertou32-municipios-podem-perder-complementacao-fundeb/

Analise: “Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.” E assinale a alternativa que classifica corretamente a oração em destaque.
Alternativas
Q4361701 Português

Leia o texto para responder a questão.


32 municípios podem perder verba do Fundeb, revela TCE


No início deste mês, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) emitiu um alerta para 32 municípios do estado que ainda estão com pendências no envio de informações para habilitar um mecanismo do Fundo de Manutenção da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação de valor anual total por aluno (VAAT) para o ano de 2027. Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas da União ao Fundeb.

Considerando o total de 399 prefeituras, apenas 8% não registraram a documentação necessária até o dia 23 de junho, quando foi feito o último levantamento.

Ainda conforme o TCE, para garantir o recebimento, os municípios precisam cumprir principalmente duas exigências: transmitir ou retificar a sua Matriz de Saldos Contábeis (MSC) e também enviar os dados do Anexo da Educação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). Cada um tem seu devido sistema federal para envio e acompanhamento.

A orientação do órgão é que os gestores também se atentem a inconsistências nos dados que já foram encaminhados aos sistemas, para não correrem o risco de perderem a complementação de verba para a educação básica. O prazo para regularização é 31 de agosto.

“O Tribunal destaca que a ausência de informações obrigatórias compromete o direito da população à educação e pode gerar impactos na Prestação de Contas Anual (PCA) dos prefeitos”, ressalta o TCE.

Execução do VAAT da Fundeb

O VAAT foi desenvolvido em 2024. Na ocasião, o Fundeb esclareceu que a modalidade de complementação permite que recursos federais seja destinado às redes de ensino com “baixa disponibilidade fiscal”. O objetivo é que os recursos do Fundeb sejam mais bem distribuídos.

Além disso, é feito um cálculo de recursos para cada município. Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.

Do montante recebido, o município deve aplicar 15% para despesas de capital e 50% deve ser destinada para a educação infantil. O restante deve ser utilizado para ações de manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).


Disponível em https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/tce-pr-alertou32-municipios-podem-perder-complementacao-fundeb/

Analise: “Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas...”. Os vocábulos “Esse” e “repassadas” classificam-se, respectivamente, como
Alternativas
Respostas
1241: D
1242: A
1243: C
1244: E
1245: A
1246: E
1247: D
1248: A
1249: C
1250: D
1251: A
1252: B
1253: E
1254: E
1255: C
1256: B
1257: B
1258: D
1259: C
1260: A