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Definição
As variantes linguísticas são as duas ou mais formas que veiculam um mesmo sentido e compõem o conjunto de uma mesma variável linguística. A variação pode ocorrer no léxico (como no exemplo entre aipim e macaxeira…), na fonética (as pronúncias), na morfologia (como o apagamento ou não do morfema indicando o infinitivo) e na sintaxe (estrutura das frases).
REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA, A LÍNGUA QUE APRENDEMOS, A LÍNGUA QUE FALAMOS, artigo de Edmilson José de Sá, edição número 20, p. 31.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. O exemplo entre aipim e macaxeira é variação social, logo denota determinados grupos ou escolaridade, entre outros.
2. O Dicionário da Ilha, de Fernando Alexandre e de Andrea Ramos (edições Cobra Coralina), registra a palavra diarada, muitos dias. Eis um exemplo de variação regional, marcada por distinções no vocabulário e na pronúncia.
3. Os textos 2 e 3, de Euclides da Cunha, são classificados predominantemente de variação de registro, nos quais prepondera o emprego mais coloquial de linguagem. Um bom exemplo disso é a utilização do pronome oblíquo lhe.
4. As variações linguísticas devem ser sempre evitadas pelo falante por se constituírem erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Gabarito comentado
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Tema central da questão: Variação linguística. Trata-se de como diferentes fatores — região, grupo social, tempo histórico e situação de uso — influenciam as formas da língua portuguesa em nível léxico, fonético, morfológico e sintático. O domínio desse assunto é fundamental para a atuação de professores que irão trabalhar com o ensino reflexivo e sem preconceitos da língua materna.
Justificativa da alternativa correta (A):
A afirmativa 2 está correta ao explicitar que a palavra diarada representa variação regional (também chamada diatópica), pois é característica de certo local e seu uso revela traços linguísticos próprios de determinada região. Segundo Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), variação regional distingue-se exatamente pelo vocabulário regionalístico. Portanto, trata-se de um caso exemplar.
Análise das afirmativas incorretas:
Afirmativa 1 – Errada. A diferença entre aipim e macaxeira é de ordem regional, não social. É determinada pela localização geográfica, e não pelo grupo social ou escolaridade. Variação social (diastrática) liga-se a critérios como classe, profissão e escolarização, não a diferenças lexicais regionais.
Afirmativa 3 – Errada. Os textos de Euclides da Cunha são exemplos de registro formal, não coloquial. E, como destaca Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), o uso do pronome oblíquo “lhe” é característico da norma culta, não de informalidade.
Afirmativa 4 – Errada. Variação linguística não é erro. Como destaca Marcos Bagno, a pluralidade é inerente à língua e não deve ser encarada como falha — “o erro aparece apenas em situações muito restritas do uso padrão da escrita”.
Resumo da estratégia para prova: Ao responder questões sobre variação linguística, identifique sempre o fator que causa a diferença linguística (região, grupo social, tempo ou contexto situacional) e nunca confunda regionalismo com variante social — uma pegadinha clássica em concursos.
Gabarito: A) É correta apenas a afirmativa 2.
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Comentários
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Apenas a afirmativa 2 está correta.
1️⃣ Aipim e macaxeira são exemplos de variação regional, não social.
Variação social envolve fatores como escolaridade, idade ou classe social.
2️⃣ Diarada é realmente um regionalismo da Ilha de Santa Catarina, portanto um caso de variação regional (lexical).
3️⃣ Os trechos de Euclides da Cunha pertencem ao registro formal e literário, totalmente diferente de linguagem coloquial. O uso de “lhe” reforça o registro culto, não o contrário.
4️⃣ As variações linguísticas não são erros e não devem ser evitadas. Elas fazem parte do funcionamento natural da língua, como ensina a Sociolinguística.
Por isso, apenas a afirmativa 2 é verdadeira → Gabarito: letra A.
Fonte: ChatGPT.
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