Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3857311 Português
TEXTO I Em um mundo cada vez mais conectado por tecnologias, paradoxalmente, a conexão humana profunda parece, por vezes, rarear. A reflexão sobre o comportamento e a cidadania ganha contornos urgentes, evidenciando a necessidade de resgatar e fortalecer valores que sustentam a vida em comunidade. O voluntariado, por exemplo, surge como um potente catalisador social, capaz de unir indivíduos em torno de causas comuns, sejam elas a proteção do meio ambiente, o apoio a comunidades carentes ou a promoção da educação. Ele não apenas beneficia os receptores da ajuda, mas também enriquece a experiência de vida dos voluntários, promovendo um senso de pertencimento e propósito. Paralelamente, o consumo consciente, longe de ser apenas uma tendência, configura-se como um pilar fundamental para uma cidadania mais responsável. A escolha por produtos e serviços que consideram o impacto social e ambiental de sua produção e descarte reflete uma postura ativa do cidadão na construção de um futuro mais justo e sustentável. Esta prática, ao ponderar as consequências de cada decisão de compra, transforma o ato individual em um gesto coletivo de grande significado, impactando cadeias produtivas e incentivando a ética empresarial. A solidariedade comunitária, por sua vez, transcende a mera caridade, estabelecendo laços de mútua dependência e apoio. Em comunidades onde a solidariedade é cultivada, a resiliência coletiva é amplificada, permitindo que obstáculos sejam superados com maior facilidade e que a qualidade de vida local seja significativamente elevada. Este engajamento mútuo é a base para o combate eficaz ao preconceito, que se manifesta em suas diversas formas e mina a coesão social. Através do diálogo, da empatia e do reconhecimento da alteridade, as barreiras do preconceito podem ser gradualmente demolidas, pavimentando o caminho para uma sociedade verdadeiramente inclusiva e democrática. A vida em comunidade, portanto, não é apenas a coexistência de diferentes, mas a construção ativa de um espaço onde a diversidade é celebrada e o bem-estar coletivo, prioridade. (Adaptado de Folha de S.Paulo, nov. 2024)  
No trecho “mas também enriquece a experiência de vida dos voluntários, promovendo um senso de pertencimento e propósito” (primeiro parágrafo), a vírgula antes de “promovendo” justifica-se por introduzir uma oração com valor de consequência, sintaticamente subordinada à anterior.
Alternativas
Q3857073 Português

TEXTO I


AS PULSAÇÕES DO CERRADO, UM MAR DE BIODIVERSIDADE SUBAMEAÇADO O Cerrado, com sua exuberância peculiar e sua vasta extensão que abraça estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, não é apenas um bioma; é um reservatório de vida e um complexo ecossistema que pulsa em ritmos próprios, muitas vezes incompreendidos. Conhecido como a savana mais rica em biodiversidade do mundo, suas paisagens de chapadões, veredas e matas de galeria abrigam uma flora e fauna ímpares, adaptadas a ciclos de seca e fogo que, paradoxalmente, são essenciais para a manutenção de sua dinâmica ecológica. Contudo, essa resiliência natural tem sido severamente testada. A expansão desordenada da agropecuária, a monocultura de grãos e a pecuária extensiva avançam sobre suas fronteiras, convertendo savanas nativas em pastagens e lavouras com uma velocidade alarmante. Além disso, a demanda por infraestrutura e a exploração de recursos naturais sem planejamento adequado intensificam o desmatamento, fragmentando habitats e isolando populações de espécies vegetais e animais, muitas delas endêmicas e ameaçadas de extinção. A água, elemento vital que abastece as principais bacias hidrográficas brasileiras (Tocantins-Araguaia, Paraná e São Francisco) e, consequentemente, parte significativa do país, tem no Cerrado sua caixa d’água natural. A preservação de suas nascentes e de sua cobertura vegetal é, portanto, não apenas uma questão ambiental local, mas uma estratégia hídrica de segurança nacional. O engajamento social e governamental na proteção do Cerrado é crucial. A simples criação de unidades de conservação não é suficiente se não for acompanhada de fiscalização efetiva, incentivos à produção sustentável e uma mudança de paradigma que reconheça o valor intrínseco e os serviços ecossistêmicos que o bioma oferece. A perda do Cerrado não representa apenas a diminuição de espécies; significa o colapso de serviços ambientais insubstituíveis, como a regulação do clima, a purificação da água e a manutenção da fertilidade do solo, comprometendo o futuro de gerações e a sustentabilidade de todo o território brasileiro. Ignorar essa urgência é negligenciar um patrimônio que, uma vez perdido, estará irrecuperável. É preciso agir agora, com políticas públicas robustas e ações coordenadas, para garantir que as pulsações do Cerrado continuem a ecoar vida por todo o Brasil. (Adaptado de Correio Braziliense, nov. 2024)

A repetição do termo 'pulsa' no título e na última frase do texto ('que as pulsações do Cerrado continuem a ecoar vida') configura uma figura de linguagem conhecida como anáfora, cujo objetivo é reforçar a ideia de vitalidade e necessidade de continuidade da existência do bioma. 
Alternativas
Q3857072 Português

TEXTO I


AS PULSAÇÕES DO CERRADO, UM MAR DE BIODIVERSIDADE SUBAMEAÇADO O Cerrado, com sua exuberância peculiar e sua vasta extensão que abraça estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, não é apenas um bioma; é um reservatório de vida e um complexo ecossistema que pulsa em ritmos próprios, muitas vezes incompreendidos. Conhecido como a savana mais rica em biodiversidade do mundo, suas paisagens de chapadões, veredas e matas de galeria abrigam uma flora e fauna ímpares, adaptadas a ciclos de seca e fogo que, paradoxalmente, são essenciais para a manutenção de sua dinâmica ecológica. Contudo, essa resiliência natural tem sido severamente testada. A expansão desordenada da agropecuária, a monocultura de grãos e a pecuária extensiva avançam sobre suas fronteiras, convertendo savanas nativas em pastagens e lavouras com uma velocidade alarmante. Além disso, a demanda por infraestrutura e a exploração de recursos naturais sem planejamento adequado intensificam o desmatamento, fragmentando habitats e isolando populações de espécies vegetais e animais, muitas delas endêmicas e ameaçadas de extinção. A água, elemento vital que abastece as principais bacias hidrográficas brasileiras (Tocantins-Araguaia, Paraná e São Francisco) e, consequentemente, parte significativa do país, tem no Cerrado sua caixa d’água natural. A preservação de suas nascentes e de sua cobertura vegetal é, portanto, não apenas uma questão ambiental local, mas uma estratégia hídrica de segurança nacional. O engajamento social e governamental na proteção do Cerrado é crucial. A simples criação de unidades de conservação não é suficiente se não for acompanhada de fiscalização efetiva, incentivos à produção sustentável e uma mudança de paradigma que reconheça o valor intrínseco e os serviços ecossistêmicos que o bioma oferece. A perda do Cerrado não representa apenas a diminuição de espécies; significa o colapso de serviços ambientais insubstituíveis, como a regulação do clima, a purificação da água e a manutenção da fertilidade do solo, comprometendo o futuro de gerações e a sustentabilidade de todo o território brasileiro. Ignorar essa urgência é negligenciar um patrimônio que, uma vez perdido, estará irrecuperável. É preciso agir agora, com políticas públicas robustas e ações coordenadas, para garantir que as pulsações do Cerrado continuem a ecoar vida por todo o Brasil. (Adaptado de Correio Braziliense, nov. 2024)

No segmento 'A perda do Cerrado não representa apenas a diminuição de espécies; significa o colapso de serviços ambientais insubstituíveis', a conjunção 'mas' poderia substituir 'representa apenas a diminuição de espécies; significa' sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do período, mantendo a ideia de adição e contraste. 
Alternativas
Q3857011 Português
A partir do texto abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

TEXTO I.

Alerta de Stephen Hawking sobre IA parece cada vez mais próximo da realidade

        Em 2014, o renomado físico Stephen Hawking alertou para os perigos do avanço descontrolado da inteligência artificial. Na época, suas palavras pareciam saídas de um enredo de ficção científica, ao descrever máquinas capazes de se aprimorar sozinhas, reescrevendo seus próprios códigos e superando a inteligência humana em pouco tempo.
        Hawking afirmou à BBC que o desenvolvimento completo da IA poderia representar o fim da humanidade. Segundo ele, enquanto as formas iniciais de inteligência artificial já se mostravam úteis, a evolução para sistemas autônomos e mais rápidos que o cérebro humano poderia criar um cenário perigoso e sem precedentes.
        O cientista não temia que a IA desenvolvesse uma vontade própria maliciosa, mas sim que sua capacidade superior de processamento colocasse os humanos em desvantagem. Ele alertava que, se a IA evoluísse em um ritmo que os humanos não conseguissem acompanhar, o equilíbrio de poder seria profundamente alterado.
        Além disso, Hawking também chamou atenção para os impactos sociais e econômicos da automação em larga escala. Ele previa que empregos desapareceriam em massa e que o controle da tecnologia concentraria ainda mais poder nas mãos de poucos, ampliando desigualdades.
        Na época, os sistemas de IA ainda estavam em estágios iniciais, mas o avanço acelerado de tecnologias como machine learning e deep learning encurtou a distância entre o imaginado e o real. Hoje, especialistas consideram que os riscos apontados por Hawking não são apenas teóricos, mas uma possibilidade concreta.
        Três fatores críticos são mencionados por estudiosos: o surgimento de uma IA que consiga se aprimorar continuamente, a falta de alinhamento com valores humanos e a ausência de mecanismos eficazes de controle. Ignorar esses pontos pode levar a consequências irreversíveis, conforme alertava o físico.
        Hawking resumiu sua visão com uma frase marcante: o sucesso na criação da IA pode ser o maior feito da humanidade — ou seu último, caso não saibamos lidar com os riscos envolvidos.

DISPONÍVEL EM: www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/alerta-de-stephen-hawking
Analise os trechos nos itens a seguir e suas respectivas explicações sobre as conjunções destacadas:
I. “...máquinas capazes de se aprimorar sozinhas, reescrevendo seus próprios códigos e superando a inteligência humana...” – Conjunção coordenativa aditiva, estabelece acréscimo, continuidade e encadeamento lógico entre duas ações ou características.
II. “...não temia que a IA desenvolvesse uma vontade própria maliciosa, mas que sua capacidade superior de processamento colocasse os humanos em desvantagem.” – Conjunção coordenativa adversativa, introduz contraste, oposição parcial ou ressalva ao enunciado anterior.
III. “...o sucesso na criação da IA pode ser o maior feito da humanidade — ou seu último...” – Conjunção subordinativa alternativa, indica possibilidade excludente ou duas vias opostas de desenvolvimento.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3857010 Português
A partir do texto abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

TEXTO I.

Alerta de Stephen Hawking sobre IA parece cada vez mais próximo da realidade

        Em 2014, o renomado físico Stephen Hawking alertou para os perigos do avanço descontrolado da inteligência artificial. Na época, suas palavras pareciam saídas de um enredo de ficção científica, ao descrever máquinas capazes de se aprimorar sozinhas, reescrevendo seus próprios códigos e superando a inteligência humana em pouco tempo.
        Hawking afirmou à BBC que o desenvolvimento completo da IA poderia representar o fim da humanidade. Segundo ele, enquanto as formas iniciais de inteligência artificial já se mostravam úteis, a evolução para sistemas autônomos e mais rápidos que o cérebro humano poderia criar um cenário perigoso e sem precedentes.
        O cientista não temia que a IA desenvolvesse uma vontade própria maliciosa, mas sim que sua capacidade superior de processamento colocasse os humanos em desvantagem. Ele alertava que, se a IA evoluísse em um ritmo que os humanos não conseguissem acompanhar, o equilíbrio de poder seria profundamente alterado.
        Além disso, Hawking também chamou atenção para os impactos sociais e econômicos da automação em larga escala. Ele previa que empregos desapareceriam em massa e que o controle da tecnologia concentraria ainda mais poder nas mãos de poucos, ampliando desigualdades.
        Na época, os sistemas de IA ainda estavam em estágios iniciais, mas o avanço acelerado de tecnologias como machine learning e deep learning encurtou a distância entre o imaginado e o real. Hoje, especialistas consideram que os riscos apontados por Hawking não são apenas teóricos, mas uma possibilidade concreta.
        Três fatores críticos são mencionados por estudiosos: o surgimento de uma IA que consiga se aprimorar continuamente, a falta de alinhamento com valores humanos e a ausência de mecanismos eficazes de controle. Ignorar esses pontos pode levar a consequências irreversíveis, conforme alertava o físico.
        Hawking resumiu sua visão com uma frase marcante: o sucesso na criação da IA pode ser o maior feito da humanidade — ou seu último, caso não saibamos lidar com os riscos envolvidos.

DISPONÍVEL EM: www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/alerta-de-stephen-hawking
Qual alternativa aborda as implicações socioeconômicas previstas por Hawking no contexto da automação avançada? 
Alternativas
Q3857009 Português
A partir do texto abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

TEXTO I.

Alerta de Stephen Hawking sobre IA parece cada vez mais próximo da realidade

        Em 2014, o renomado físico Stephen Hawking alertou para os perigos do avanço descontrolado da inteligência artificial. Na época, suas palavras pareciam saídas de um enredo de ficção científica, ao descrever máquinas capazes de se aprimorar sozinhas, reescrevendo seus próprios códigos e superando a inteligência humana em pouco tempo.
        Hawking afirmou à BBC que o desenvolvimento completo da IA poderia representar o fim da humanidade. Segundo ele, enquanto as formas iniciais de inteligência artificial já se mostravam úteis, a evolução para sistemas autônomos e mais rápidos que o cérebro humano poderia criar um cenário perigoso e sem precedentes.
        O cientista não temia que a IA desenvolvesse uma vontade própria maliciosa, mas sim que sua capacidade superior de processamento colocasse os humanos em desvantagem. Ele alertava que, se a IA evoluísse em um ritmo que os humanos não conseguissem acompanhar, o equilíbrio de poder seria profundamente alterado.
        Além disso, Hawking também chamou atenção para os impactos sociais e econômicos da automação em larga escala. Ele previa que empregos desapareceriam em massa e que o controle da tecnologia concentraria ainda mais poder nas mãos de poucos, ampliando desigualdades.
        Na época, os sistemas de IA ainda estavam em estágios iniciais, mas o avanço acelerado de tecnologias como machine learning e deep learning encurtou a distância entre o imaginado e o real. Hoje, especialistas consideram que os riscos apontados por Hawking não são apenas teóricos, mas uma possibilidade concreta.
        Três fatores críticos são mencionados por estudiosos: o surgimento de uma IA que consiga se aprimorar continuamente, a falta de alinhamento com valores humanos e a ausência de mecanismos eficazes de controle. Ignorar esses pontos pode levar a consequências irreversíveis, conforme alertava o físico.
        Hawking resumiu sua visão com uma frase marcante: o sucesso na criação da IA pode ser o maior feito da humanidade — ou seu último, caso não saibamos lidar com os riscos envolvidos.

DISPONÍVEL EM: www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/alerta-de-stephen-hawking
Qual alternativa expressa o risco estrutural apontado pelo físico quanto à evolução acelerada desses sistemas? 
Alternativas
Q3856568 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
Assinale a opção correta acerca de aspectos linguísticos pertinentes ao seguinte trecho do texto CG1A1-II: “A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais”. 
Alternativas
Q3856567 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
No quarto período do texto CG1A1-II, a expressão “ao delegar a vida aos algoritmos” poderia ser substituída, preservados os sentidos do texto e a correção gramatical, por
Alternativas
Q3856566 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
Assinale a opção correta em relação ao seguinte trecho do texto CG1A1-II: ‘Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada’.
Alternativas
Q3856565 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
Em relação às ideias e às características do texto CG1A1-II, julgue os itens a seguir.

I Conforme o texto, a IA tem ajudado a população que reside em regiões mais pobres a conseguir atendimento por profissionais de saúde.
II Das características discursivas do texto é correto concluir que ele se enquadra na tipologia dissertativa. 
III É possível inferir do texto que a IA foi usada como ferramenta profissional no ano de 2025.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3856564 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
Da leitura do texto CG1A1-II conclui-se que
Alternativas
Q3856563 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto CG1A1-I caso fosse inserida uma vírgula imediatamente após o termo
Alternativas
Q3856562 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do penúltimo período do primeiro parágrafo do texto CG1A1-I. Assinale a opção em que a proposta de reescrita é gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto. 
Alternativas
Q3856561 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Julgue os itens a seguir, no que se refere à ortografia oficial e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto CG1A1-I.

I Os vocábulos “agência”, “indústria” e “subterrânea” são acentuados graficamente de acordo com regras distintas de acentuação gráfica.
II No trecho “devolvidos à natureza” (último período do segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo.
III De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “aquicultura” pode ser grafado também com trema — aqüicultura.
IV O numeral “14” pode ser corretamente grafado de duas formas: quatorze e catorze.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3856560 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Julgue os seguintes itens, que se referem a aspectos gramaticais do seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira.” (primeiro e segundo períodos do primeiro parágrafo).

I O pronome “se” tem a mesma função gramatical em suas duas ocorrências no trecho. 
II No primeiro período, a vírgula separa o sujeito do predicado.
III No segundo período, o verbo da oração estabelece concordância com o termo “importância”.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3856559 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Da leitura do texto CG1A1-I infere-se que
Alternativas
Q3856313 Português
As opções a seguir apresentam frases que utilizam o verbo haver em lugar de outro, que tenha significado mais específico.
Assinale a opção em que a substituição de haver por outro verbo é feita de forma adequada.
Alternativas
Q3856312 Português
Assinale a opção que apresenta a frase em que a preposição entre tem o valor semântico de indicar posição intermediária entre dois pontos. 
Alternativas
Q3856311 Português
Atenção: o fragmento de texto a seguir, retirado do Livro dos Erros, organizado por Mário Goulart, refere-se à próxima questão.

        “Marco Nanini devia entrar em cena como Lady Enid, dizendo:
        — Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos.
        Mas o ator entrou com um cabide pendurado no vestido.
Então disse naturalmente:
        — Estamos sendo perseguidos por fantasmas, espíritos e cabides.” 
Com base no texto anterior, observe a seguinte frase:
“Marco Nanini devia entrar em cena como Lady Enid, dizendo: — Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos.”
A expressão sublinhada traz o verbo entrar, seguido da preposição em, com valor semântico de lugar.
O mesmo tipo de construção aparece na seguinte frase: 
Alternativas
Q3856310 Português
Atenção: o fragmento de texto a seguir, retirado do Livro dos Erros, organizado por Mário Goulart, refere-se à próxima questão.

        “Marco Nanini devia entrar em cena como Lady Enid, dizendo:
        — Estamos sendo perseguidos por fantasmas e espíritos.
        Mas o ator entrou com um cabide pendurado no vestido.
Então disse naturalmente:
        — Estamos sendo perseguidos por fantasmas, espíritos e cabides.” 
Sobre a organização estrutural e a significação dos termos presentes no texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Respostas
11601: C
11602: E
11603: E
11604: D
11605: C
11606: E
11607: E
11608: D
11609: C
11610: D
11611: C
11612: A
11613: A
11614: C
11615: C
11616: C
11617: A
11618: D
11619: B
11620: E