🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 251.831 questões

Q3834771 Português
Um retorno necessário na estrada da vida

        A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno necessário para que rumos possam ser alterados na estrada da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros. Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.

        É um contingente desafiador que representa quase sete vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a história deste país, que, tendo proclamado a República em 1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres, pretas e periféricas.

        Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica, apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para 1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas (74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há número considerável de matrículas na zona rural (36%).

        Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem educação básica são trabalhadores estudantes que precisam da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais, nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas é também parte das razões para a redução das matrículas nessa modalidade.

(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”, Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ eja-um-retorno-necessario-na-estrada-da-vida/. Adaptado)
Ao fazer referência à história brasileira, a autora
Alternativas
Q3834770 Português
Um retorno necessário na estrada da vida

        A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno necessário para que rumos possam ser alterados na estrada da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros. Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.

        É um contingente desafiador que representa quase sete vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a história deste país, que, tendo proclamado a República em 1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres, pretas e periféricas.

        Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica, apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para 1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas (74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há número considerável de matrículas na zona rural (36%).

        Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem educação básica são trabalhadores estudantes que precisam da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais, nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas é também parte das razões para a redução das matrículas nessa modalidade.

(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”, Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ eja-um-retorno-necessario-na-estrada-da-vida/. Adaptado)
Com base no texto, é correto afirmar que uma das causas da redução das matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) é
Alternativas
Q3834679 Português
A tempestade da desigualdade climática

        Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potável e acesso à informação. Desse número gigantesco, quase 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão diretamente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.

        Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáticos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáticos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e integram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.

        A constatação reforça uma verdade incômoda: o aquecimento global é também um problema de desigualdade. A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de atividades frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tanto comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)
Considere a passagem do 1º parágrafo:
… aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potável e acesso à informação. Desse número gigantesco, quase 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão diretamente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar.
As expressões destacadas “não só … mas”, “como” e “por” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3834678 Português
A tempestade da desigualdade climática

        Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potável e acesso à informação. Desse número gigantesco, quase 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão diretamente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.

        Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáticos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáticos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e integram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.

        A constatação reforça uma verdade incômoda: o aquecimento global é também um problema de desigualdade. A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de atividades frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tanto comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)
A concordância verbal e o uso do acento indicativo da crase atendem à norma-padrão em:
Alternativas
Q3834677 Português
A tempestade da desigualdade climática

        Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potável e acesso à informação. Desse número gigantesco, quase 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão diretamente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.

        Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáticos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáticos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e integram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.

        A constatação reforça uma verdade incômoda: o aquecimento global é também um problema de desigualdade. A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de atividades frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tanto comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)
As vírgulas na passagem do 2º parágrafo “… como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias.” são empregadas pelo mesmo motivo que as vírgulas presentes em:
Alternativas
Q3834676 Português
A tempestade da desigualdade climática

        Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potável e acesso à informação. Desse número gigantesco, quase 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão diretamente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.

        Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáticos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáticos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e integram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.

        A constatação reforça uma verdade incômoda: o aquecimento global é também um problema de desigualdade. A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de atividades frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tanto comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)
Considere as passagens:
•  … para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém. (2º parágrafo) •  A constatação reforça uma verdade incômoda… (3º parágrafo) •  O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. (3º parágrafo)

Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3834675 Português
A tempestade da desigualdade climática

        Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potável e acesso à informação. Desse número gigantesco, quase 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão diretamente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.

        Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáticos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáticos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e integram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.

        A constatação reforça uma verdade incômoda: o aquecimento global é também um problema de desigualdade. A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de atividades frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tanto comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)
As informações do editorial deixam claro que 
Alternativas
Q3834674 Português
Natal

        É época de Natal. De prendas, de frutas secas e fios dourados. De perus e bebidas várias. De plásticos. De muitos plásticos. E de sacrifícios.

        Também festa de família.

        Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.

        Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.

        Os compradores entram e saem atarefados. E não vejo alegria neles. A cada presentinho, a cada pacotinho de uma bagatela qualquer, um balanço às notas que ficam, um cálculo mental, uma decepção. E começam as lamentações que os artigos estão caros, que a vida está cada vez mais difícil, que já é tempo de se acabar com o Natal.

        Não estou de acordo. É bom haver Natal. É bom escrever aos amigos e dizer-lhes que estão comigo o tempo todo, apesar do meu silêncio. É bom haver Natal e poder dizer-te que tenho saudades tuas, que te amo e te queria abraçar forte. É bom haver Natal, quando não é época de sacrifícios e angústias e dívidas, para se manter uma ridícula aparência de sucesso.

(Dina Salústio. Mornas Eram as noites, 2002. Adaptado)
Muitas pessoas têm horror _________________ artigos caros e aspiram __________________ um Natal sem sacrifícios.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3834673 Português
Natal

        É época de Natal. De prendas, de frutas secas e fios dourados. De perus e bebidas várias. De plásticos. De muitos plásticos. E de sacrifícios.

        Também festa de família.

        Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.

        Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.

        Os compradores entram e saem atarefados. E não vejo alegria neles. A cada presentinho, a cada pacotinho de uma bagatela qualquer, um balanço às notas que ficam, um cálculo mental, uma decepção. E começam as lamentações que os artigos estão caros, que a vida está cada vez mais difícil, que já é tempo de se acabar com o Natal.

        Não estou de acordo. É bom haver Natal. É bom escrever aos amigos e dizer-lhes que estão comigo o tempo todo, apesar do meu silêncio. É bom haver Natal e poder dizer-te que tenho saudades tuas, que te amo e te queria abraçar forte. É bom haver Natal, quando não é época de sacrifícios e angústias e dívidas, para se manter uma ridícula aparência de sucesso.

(Dina Salústio. Mornas Eram as noites, 2002. Adaptado)
Leia o trecho do 4º parágrafo:
Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros.
Em conformidade com a norma-padrão, as passagens destacadas admitem, respectivamente, as seguintes reescritas:
Alternativas
Q3834672 Português
Natal

        É época de Natal. De prendas, de frutas secas e fios dourados. De perus e bebidas várias. De plásticos. De muitos plásticos. E de sacrifícios.

        Também festa de família.

        Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.

        Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.

        Os compradores entram e saem atarefados. E não vejo alegria neles. A cada presentinho, a cada pacotinho de uma bagatela qualquer, um balanço às notas que ficam, um cálculo mental, uma decepção. E começam as lamentações que os artigos estão caros, que a vida está cada vez mais difícil, que já é tempo de se acabar com o Natal.

        Não estou de acordo. É bom haver Natal. É bom escrever aos amigos e dizer-lhes que estão comigo o tempo todo, apesar do meu silêncio. É bom haver Natal e poder dizer-te que tenho saudades tuas, que te amo e te queria abraçar forte. É bom haver Natal, quando não é época de sacrifícios e angústias e dívidas, para se manter uma ridícula aparência de sucesso.

(Dina Salústio. Mornas Eram as noites, 2002. Adaptado)
O narrador expressa afetividade por meio do termo destacado em:
Alternativas
Q3834671 Português
Natal

        É época de Natal. De prendas, de frutas secas e fios dourados. De perus e bebidas várias. De plásticos. De muitos plásticos. E de sacrifícios.

        Também festa de família.

        Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.

        Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.

        Os compradores entram e saem atarefados. E não vejo alegria neles. A cada presentinho, a cada pacotinho de uma bagatela qualquer, um balanço às notas que ficam, um cálculo mental, uma decepção. E começam as lamentações que os artigos estão caros, que a vida está cada vez mais difícil, que já é tempo de se acabar com o Natal.

        Não estou de acordo. É bom haver Natal. É bom escrever aos amigos e dizer-lhes que estão comigo o tempo todo, apesar do meu silêncio. É bom haver Natal e poder dizer-te que tenho saudades tuas, que te amo e te queria abraçar forte. É bom haver Natal, quando não é época de sacrifícios e angústias e dívidas, para se manter uma ridícula aparência de sucesso.

(Dina Salústio. Mornas Eram as noites, 2002. Adaptado)
Com base na percepção do narrador, conclui-se corretamente que os mocinhos semi-esfarrapados
Alternativas
Q3834670 Português
Natal

        É época de Natal. De prendas, de frutas secas e fios dourados. De perus e bebidas várias. De plásticos. De muitos plásticos. E de sacrifícios.

        Também festa de família.

        Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.

        Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.

        Os compradores entram e saem atarefados. E não vejo alegria neles. A cada presentinho, a cada pacotinho de uma bagatela qualquer, um balanço às notas que ficam, um cálculo mental, uma decepção. E começam as lamentações que os artigos estão caros, que a vida está cada vez mais difícil, que já é tempo de se acabar com o Natal.

        Não estou de acordo. É bom haver Natal. É bom escrever aos amigos e dizer-lhes que estão comigo o tempo todo, apesar do meu silêncio. É bom haver Natal e poder dizer-te que tenho saudades tuas, que te amo e te queria abraçar forte. É bom haver Natal, quando não é época de sacrifícios e angústias e dívidas, para se manter uma ridícula aparência de sucesso.

(Dina Salústio. Mornas Eram as noites, 2002. Adaptado)
O narrador pondera que a época de Natal
Alternativas
Q3834649 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.

(Quino. Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)

No último quadrinho, a reação do menino expressa que ele está tomado por um sentimento de 
Alternativas
Q3834648 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.

(Quino. Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)

Se, na frase do 1º quadrinho – Lá a gente se encontra. – a garota empregasse o pronome “nós” em vez da expressão “a gente”, a frase dita por ela estaria em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3834647 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.

(Mort Walker, Recruta Zero, O Estado de S.Paulo, 7 de setembro de 2025)

Na tira, o efeito de humor decorre
Alternativas
Q3834646 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.

(Mort Walker, Recruta Zero, O Estado de S.Paulo, 7 de setembro de 2025)

Considerando o emprego e a colocação dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, de acordo com a norma-padrão, e na ordem em que aparecem, com:
Alternativas
Q3834645 Português
Leia trecho da crônica a seguir para responder a questão.

Tempo de sedução

        Tenho tido pensamentos insistentes sobre a sedução. Sobre o que nos leva a achar alguém sedutor – e por que essa característica, tão difusa, vai ganhando importância com o passar do tempo.

        Na juventude, é a beleza que parece deter os poderes mágicos. Digo “parece” porque ela é, na verdade, a porta de entrada mais superficial da sedução. Somos todos atraídos – ou melhor, seduzidos – pela beleza. E quanto mais jovens, mais reféns nos tornamos desse poder. Rita Lee já sabia disso. Em 1974, lançou Menino Bonito, colocando a beleza no seu devido lugar:

“E eu me sinto enfeitiçada,
ah, menino bonito seu olhar é simplesmente lindo,
mas também não diz mais nada.
quero olhar você e depois ir embora”.
A mestra já nos avisava: a beleza, sozinha, é uma sedução de curto prazo.

(Juliana Azevedo, O Estado de S.Paulo, 26.07.2025. Adaptado)
A frase que está de acordo com a norma-padrão de concordância verbal e nominal é:
Alternativas
Q3834644 Português
Leia trecho da crônica a seguir para responder a questão.

Tempo de sedução

        Tenho tido pensamentos insistentes sobre a sedução. Sobre o que nos leva a achar alguém sedutor – e por que essa característica, tão difusa, vai ganhando importância com o passar do tempo.

        Na juventude, é a beleza que parece deter os poderes mágicos. Digo “parece” porque ela é, na verdade, a porta de entrada mais superficial da sedução. Somos todos atraídos – ou melhor, seduzidos – pela beleza. E quanto mais jovens, mais reféns nos tornamos desse poder. Rita Lee já sabia disso. Em 1974, lançou Menino Bonito, colocando a beleza no seu devido lugar:

“E eu me sinto enfeitiçada,
ah, menino bonito seu olhar é simplesmente lindo,
mas também não diz mais nada.
quero olhar você e depois ir embora”.
A mestra já nos avisava: a beleza, sozinha, é uma sedução de curto prazo.

(Juliana Azevedo, O Estado de S.Paulo, 26.07.2025. Adaptado)
Leia as frases a seguir:
•  Diante da beleza, a sedução se deve ______ poderes mágicos. •  A sedução está relacionada __________ beleza própria da juventude. •  Na canção, o eu lírico se dirige _________ um menino bonito.

Assinale a alternativa que preenche as lacunas, em conformidade com a norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase, na ordem em que aparecem.
Alternativas
Q3834643 Português
Leia trecho da crônica a seguir para responder a questão.

Tempo de sedução

        Tenho tido pensamentos insistentes sobre a sedução. Sobre o que nos leva a achar alguém sedutor – e por que essa característica, tão difusa, vai ganhando importância com o passar do tempo.

        Na juventude, é a beleza que parece deter os poderes mágicos. Digo “parece” porque ela é, na verdade, a porta de entrada mais superficial da sedução. Somos todos atraídos – ou melhor, seduzidos – pela beleza. E quanto mais jovens, mais reféns nos tornamos desse poder. Rita Lee já sabia disso. Em 1974, lançou Menino Bonito, colocando a beleza no seu devido lugar:

“E eu me sinto enfeitiçada,
ah, menino bonito seu olhar é simplesmente lindo,
mas também não diz mais nada.
quero olhar você e depois ir embora”.
A mestra já nos avisava: a beleza, sozinha, é uma sedução de curto prazo.

(Juliana Azevedo, O Estado de S.Paulo, 26.07.2025. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3834642 Português

Leia a tira a seguir, em que há um diálogo entre Calvin, o menino, e sua mãe, para responder a questão.

(Bill Watterson. O ataque dos transtornados monstros de neve mutantes assassinos. São Paulo: Best News, 1994. P. 62)

Uma possível resposta da mãe de Calvin que está de acordo com a norma-padrão do emprego de vírgula é:
Alternativas
Respostas
17221: C
17222: A
17223: E
17224: A
17225: E
17226: C
17227: D
17228: B
17229: D
17230: B
17231: A
17232: C
17233: D
17234: D
17235: A
17236: E
17237: C
17238: B
17239: D
17240: C