Com base na percepção do narrador, conclui-se corretamente q...
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a inferência textual autorizada pela percepção do narrador sobre o comportamento dos meninos: "Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. (...) Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida." O trecho mostra contemplação silenciosa e absorção imaginativa, o que conduz à conclusão de que eles se envolvem com o sonho representado pelo brinquedo.
- Em comando baseado na percepção do narrador, conclua apenas o que a descrição autoriza inferir, sem acrescentar intenção de compra, medo ou certeza que o texto não diz.
- Quando houver expressões como "num mundo à parte" e "vivendo o sonho", priorize o valor imaginativo da cena, porque esse campo semântico orienta a interpretação.
- Se o texto disser que personagens "não pedem para serem atendidos", elimine alternativas que transformem a cena em ato de compra ou espera comercial.
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Comentários
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Questão de interpretação inferencial, típica da VUNESP: exige leitura atenta dos detalhes e do contraste construído pelo narrador.
Os meninos:
- Não pedem atendimento.
- Não demonstram intenção concreta de compra.
- Estão imersos na imaginação.
- Vivem o sonho simbolizado pelo brinquedo.
O foco não é compra.
É sonho, fantasia, encantamento.
✔ Exatamente o que o texto mostra:
Eles estão “num mundo à parte”, vivendo o sonho.
Correta.
O texto não sugere expectativa real de compra.
Eles não demonstram intenção de chamar ninguém.
Não há qualquer menção a medo de compra.
É o oposto: o olhar é cheio de brilho e sonho.
Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.
Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.
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