Questões de Concurso
Sobre pronomes demonstrativos em português
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Considerando a classificação morfológica das palavras presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.

Considerando a classificação morfológica das palavras presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Considerando a classificação morfológica das palavras presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.

Considerando a classificação morfológica das palavras presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a alternativa em que a substituição proposta preserva o sentido e a coesão textual do trecho destacado:
Os termos destacados são classificados, respectivamente, como:
Analise a concordância verbal e nominal do trecho acima e de outros contextos, assinalando V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__) O verbo 'desenvolver' está adequadamente flexionado no plural, pois apresenta sujeito composto formado por dois núcleos. Em outras construções com sujeito composto, o verbo pode permanecer no singular ou passar para o plural, se os núcleos forem dispostos de maneira gradativa, como em 'A picada, a coceira, o mal-estar deixou-a nervosa ou '... deixaram-na nervosa'.
(__) Com sujeito representado por 'cada um' o verbo deve ficar no singular, como em 'Cada um dos alunos participou da apresentação do projeto do aluno de Goiás'.
(__) As construções 'Via nele nunca destemidos valor e coragem' e 'Sereno se mostravam o ar e o céu' apresentam concordâncias nominal e verbal adequadas.
(__) Com expressões de porcentagem, se o termo preposicionado estiver deslocado, a concordância se faz com o número expresso, como em 'Da turma, 10% faltaram às aulas'. No entanto, se o verbo vier posposto à expressão, a concordância pode ocorrer de duas formas, com em 'Hoje, 20% dos alunos já participam de projetos sobre sustentabilidade' ou 'Hoje, 20% dos alunos já participa de projetos sobre sustentabilidade'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Desigualdade racial nas universidades ainda persiste
Apesar dos avanços proporcionados pela Lei de Cotas, a equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar, de acordo com um estudo do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), lançado em novembro de 2025.
Baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revelou que apenas 14,9% das mulheres negras acima de 25 anos concluíram o ensino superior. Em contraste, a proporção de mulheres brancas com diploma é o dobro, 30,3% em 2023.
As cotas, entretanto, estão ajudando a virar esse jogo: os estudantes negros passam de minoria em 2014 para maioria no ensino superior em 2019, é o que mostra o Censo da Educação Superior de 2019.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/03/31/movimentos-populares-se-r eunem-em-sp-para-defender-ampliacao-das-cotas-raciais-nas-universid ades/. Acesso em: 06 abr. 2026. Adaptado.)
Analise o texto e as sentenças a seguir:
I.No texto, há a expressão "esse jogo". O pronome demonstrativo e o substantivo têm como referente informações já apresentadas, possibilitando, na articulação das ideias, tanto retomar algo já posto (localizando o leitor), quando introduzir uma ideia nova (ampliando as informações). A expressão "esse jogo" refere-se à "equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar", apresentada no primeiro parágrafo. É desse jogo que se trata.
II.O primeiro parágrafo inicia-se com a locução prepositiva "apesar de", introduzindo uma oração subordinada concessiva, isto é, introduz uma ideia em que se exprime um fato contrário à ideia da oração principal, mas incapaz de impedi-la.
III.A partir da leitura do texto e analisando as construções textuais, é correto afirmar que o sistema de cotas trouxe avanços para combater a desigualdade entre pessoas negras e brancas no ensino superior, porém, esses avanços são insuficientes e comprovam a ineficácia da Lei de Cotas.
Está correto o que se afirma em:
Texto CG3A1
O Rio Grande do Norte é, hoje, parte do imenso território brasileiro. Ocupa uma área de aproximadamente 53.000 km2. A compreensão da história dessa parte do território nacional só é possível a partir da história da civilização ocidental e da história do Brasil. A história do Brasil, por sua vez, só é verdadeiramente compreendida se a pudermos apreciar desde antes da chegada da expedição cabralina, marco cronológico inicial da história brasileira. O "descobrimento" é, sem dúvida, fato da maior importância, mas por si só insuficiente para explicar a origem do Brasil. Para tanto, faz-se necessário o conhecimento dos fatos anteriores que nos possibilite uma compreensão mais abrangente do processo histórico que resultou no descobrimento dos rincões tupiniquins. Só assim poderemos entender o que ocorreu a partir da chegada dos portugueses, conhecer os motivos que levaram as monarquias cristãs europeias a empreender a expansão marítima mercantil, grandes navegações rumo ao desconhecido.
Sérgio Luiz Bezerra Trindade. História do Rio Grande do Norte.
Natal: Editora do IFRN, 2010, p. 13 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto CG3A1, julgue o item que se segue.
Em "A compreensão da história dessa parte do território nacional", a expressão "dessa parte" funciona como elemento de referenciação textual anafórica cujo referente semântico pode ser interpretado como correspondente ao estado do Rio Grande do Norte.
Leia o Texto II para responder a questão.
Texto II
A TERCEIRA MARGEM DO RIO (fragmentos)
Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia e que ralhava no diário com a gente ─ minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.
Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a ideia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso do dia em que a canoa ficou pronta.
Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: “Cê vai, ocê fique, você nunca volte!”. Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: “Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?”. Ele só retornou o olhar em mim e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.
Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos se reuniram, tomaram juntamente conselho. [...]
Guimarães Rosa
A estranheza dessa verdade deu para estarrecer de todo a gente”, o emprego de quais classes gramaticais garante a coesão textual?
I. No trecho “Entretanto, acredito nisso como atividade auxiliar e colaborativa, uma vez que as palavras e ideias que provêm da atividade consciente carregam criatividade e sensibilidade [...]”, a forma contraída “nisso” poderia ser substituída pelo pronome demonstrativo “isso” sem alteração no sentido proposto.
II. Em “Entretanto, acredito nisso como atividade auxiliar e colaborativa, uma vez que as palavras e ideias que provêm da atividade consciente carregam criatividade e sensibilidade [...]”, a expressão em destaque introduz uma oração que expressa causa.
III. O trecho “Essa reflexão parece fundamental para a sociedade, convidando-a a uma importante discussão sobre os problemas ambientais que nos cercam.” é um período composto por mais de uma oração.
IV. O termo “folheando” pertence à mesma família de palavras de “folha”, “folhagem” e “folheto”.
