Questões de Concurso
Sobre pronomes demonstrativos em português
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Mobilidade urbana no Brasil

(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana-no-brasil.htm – texto especialmente adaptado para esta prova).

Coluna 1
1. Substantivo.
2. Artigo.
3. Adjetivo.
4. Pronome.
Coluna 2
( ) Esse (l. 07).
( ) pancada (l. 02).
( ) um (l. 25).
( ) raro (l. 17).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia o texto que segue e responda à questão

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal
Por Marcio Atalla

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saudepassa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde”.
I. O segmento “na vida real” é isolado por vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.
II. A palavra “essa” é classificada morfologicamente como um pronome demonstrativo.
III. O segmento “na própria saúde” desempenha a função sintática de objeto direto do verbo “pensando”.
Quais estão corretas?

“De acordo com o estudo, indivíduos mais pacientes tendem a tomar decisões mais estáveis e associadas .... melhores resultados de longo prazo, o que pode influenciar positivamente .... sensação de se sentir bem”.
Sobre os vocábulos “o que” destacados, é correto afirmar que:


as pessoas podem recorrer a
comportamentos que reduzem o desconforto ou proporcionam uma sensação de segurança
momentânea” (l. 34-35), analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A vírgula hachurada tem a função de isolar uma oração adverbial.
II. O pronome demonstrativo “isso” remete a uma informação constante no parágrafo anterior.
III. A forma verbal “podem” agrega ao período a ideia de possibilidade.
IV. A palavra “momentânea” funciona como determinante do substantivo “segurança”.
No contexto acima, o elemento coesivo “esses” se refere a (ao):

Obesidade infantil causa danos vasculares precoces

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudocom-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) Em “Mas esse efeito não é apenas cumulativo” (l. 19-20), a articulação entre o conectivo “mas” e a expressão “não é apenas” contribui para ampliar a informação apresentada anteriormente, indicando que os efeitos da obesidade infantil vão além do que já era conhecido.
( ) O pronome demonstrativo “essas” em “Essas crianças não fumam, não bebem [...]” (l. 24) evita a repetição imediata da expressão “crianças com sobrepeso ou obesidade”, contribuindo para a progressão textual.
( ) Em “uma população ________, ou seja, sem a influência de hormônios sexuais” (l. 25-26), a expressão sublinhada estabelece uma relação de explicação/reformulação.
( ) A repetição do termo “obesidade” ao longo do texto não contribui para a coesão textual, por limitar-se a repetir uma informação já mencionada.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


( ) A expressão “Essa área da ciência” (l. 15) retoma anaforicamente um ramo da ciência.
( ) Na linha 17, o pronome “ela” se refere a uma molécula química mencionada anteriormente.
( ) A presença de verbos dicendi ao longo do texto é um recurso utilizado para introduzir citações e indicar a fonte de informações.
( ) Em “O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo falha”, o pronome demonstrativo se refere à insuficiência de energia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
INSTRUÇÃO: Leia o Texto I para responder à questão.
TEXTO I
A ideia de que as apostas online são uma simples forma de entretenimento tem se provado equivocada. Para milhões de brasileiros, especialmente aqueles das classes média e baixa, a sedução das apostas cria um ciclo destrutivo de endividamento. Quando famílias começam a perder dinheiro em apostas, a capacidade de consumo diminui. Isso afeta diretamente setores da economia que dependem de um fluxo constante de consumo doméstico, como o varejo e a prestação de serviços.
FAGUNDES DA SILVA, Jafte Carneiro. O impacto devastador
das apostas online na economia brasileira. Disponível em: https://
www.jota.info/artigos/o-impacto-devastador-das-apostas-online-na-
economia-brasileira. Acesso em: 07 ago. 2025. Fragmento adaptado.
Leia este trecho do texto I.
Isso afeta diretamente setores da economia que dependem de um fluxo constante de consumo doméstico, como o varejo e a prestação de serviços.
O emprego do pronome “isso” está relacionado
Leia o texto abaixo e responda à questão
Algofobia
Trecho do livro “Sociedade paliativa” de autoria de Byung-Chul Han
“Dize tua relação com a dor, e te direi quem és!” Este ditado de Ernst Jünger pode ser extrapolado para a sociedade como um todo. A nossa relação com a dor mostra em que sociedade vivemos. Dores são cifras. Elas contêm a chave para o entendimento de toda a sociedade. Assim, cada crítica da sociedade tem de levar a cabo uma hermenêutica da dor. Caso se deixe a dor apenas a cargo da medicina, deixamos escapar o seu caráter de signo [Zeichencharakter].
Hoje impera por todo lugar uma algofobia, uma angústia generalizada diante da dor. Também a tolerância à dor diminui rapidamente. A algofobia tem por consequência uma anestesia permanente. Toda condição dolorosa é evitada. Tornam-se suspeitas, entrementes, também as dores de amor. A algofobia se prolonga no social. Conflitos e controvérsias que poderiam levar a confrontações dolorosas têm cada vez menos espaço. A algofobia se estende também à política. A coação à conformidade e a pressão por consenso crescem. A política se orienta em uma zona paliativa e perde toda vitalidade. A “falta de alternativa” é um analgésico político. O “centro” difuso atua paliativamente. Em vez de debater e lutar pelos melhores argumentos, entregamo-nos à compulsão por sistema [Systemzwang]. Uma pós-democracia se anuncia. Ela é uma democracia paliativa. Por isso, Chantal Mouffe demanda uma “política agonística”, que não evita confrontações dolorosas. A política paliativa não é capaz de visões ou de reformas penetrantes. Ela prefere tomar analgésicos de curto efeito, que apenas aceleram disfunções e rejeições. A política paliativa não tem nenhuma coragem para a dor. Desse modo, o igual [das Gleiche] avança.
Há uma mudança de paradigma no fundamento da algofobia atual. Vivemos em uma sociedade da positividade, que busca se desonerar de toda forma de negatividade. A dor é a negatividade pura e simplesmente. Também a psicologia segue essa mudança de paradigma e passa, da psicologia negativa como “psicologia do sofrimento”, para a “psicologia positiva”, que se ocupa com o bem-estar, a felicidade e o otimismo. Pensamentos negativos devem ser evitados. Eles devem ser substituídos imediatamente por pensamentos positivos. A psicologia positiva submete a própria dor a uma lógica do desempenho. A ideologia neoliberal da resiliência transforma experiências traumáticas em catalisadores para o aumento do desempenho. Fala-se até mesmo de crescimento pós traumático. O treino de resiliência como treino de resistência espiritual tem de formar, a partir do ser humano, um sujeito de desempenho permanentemente feliz, o mais insensível à dor possível.
A missão de felicidade da psicologia positiva e a promessa de um oásis de bem-estar medicamente produzível são irmanadas. A crise de opioides estadunidense tem [um] caráter paradigmático. Dela toma parte não apenas a cobiça material de uma empresa farmacológica. Antes há, em seu fundamento, uma suposição fatal para a existência humana. Só uma ideologia do bem-estar permanente pode levar a que medicamentos que eram originariamente usados na medicina paliativa sejam usados com grande pompa também nos saudáveis. Não por acaso o especialista em dor estadunidense David B. Morris já notava, décadas atrás: “Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo”.
A sociedade paliativa coincide com a sociedade do desempenho. A dor é vista como um sinal de fraqueza. Ela é algo que deve ser ocultado ou ser eliminado por meio da otimização [wegzuoptimieren]. Ela não é compatível com o desempenho. A passividade do sofrer não tem lugar na sociedade ativa dominada pelo poder [Können]. Hoje se remove à dor qualquer possibilidade de expressão. Ela é, além disso, condenada a calar-se. A sociedade paliativa não permite avivar, verbalizar a dor em uma paixão.
A sociedade paliativa é, ademais, uma sociedade do curtir [Gefällt-mir]. Ela degenera em uma mania de curtição [Gefälligkeitswahn]. Tudo é alisado até que provoque bem-estar. O like é o signo, sim, o analgésico do presente. Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável, ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Esquece-se que a dor purifica. Falta, à cultura da curtição, a possibilidade da catarse. Assim, sufocamo-la com os resíduos [Schlacken] da positividade, que se acumulam sob a superfície da cultura de curtição.
Fonte: Han, Byung-Chul. Sociedade paliativa: a dor hoje. 1.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2021.
Assinale a opção em que o pronome está corretamente empregado.
“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”
Assinale a opção que mostra uma observação inadequada sobre ele.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?
