Questões de Concurso
Sobre problemas da língua culta em português
Foram encontradas 4.317 questões
Assinale a opção que indica a frase cujo comentário está adequado.
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular:Ensino Fundamental. Brasília: Ministério da Educação, 2018.
Considerando este contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I- O conhecimento sobre a norma-padrão faz parte do saber sobre a língua, mas não deve ser o carro-chefe do ensino de Língua Portuguesa.
PORQUE
II- O ensino de português deve priorizar o conhecimento sobre a língua em suas diversas semioses, implicando a análise textual, gramatical, lexical, fonológica e das materialidades dessas semioses.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
“O termo norma tem, nos estudos da linguagem verbal, dois sentidos: a. um geral: norma equivale à variedade linguística – a toda e qualquer variedade linguística; e b. um específico: norma equivale a um conjunto de preceitos que definem o chamado “bom uso”, o uso socialmente prestigiado”.
Fonte: FARACO, Carlos Alberto; ZILLES, Ana Maria. Para conhecer norma linguística. São Paulo: Contexto, 2017.
Considerando este contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I- Um professor de Língua Portuguesa que em suas aulas ensine exclusivamente a gramática normativa está levando em conta apenas o sentido geral do termo norma.
PORQUE
II- O conceito específico de norma está ligado à norma culta, ou seja, ao uso linguístico das classes sociais de prestígio.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
"A pergunta que fica é: porque estamos comendo apenas milho amarelo e transgênico ao invés de diversos outros tipos de milhos — roxo, vermelho, branco, preto, azul e rajado —, e agroecológicos? Antes de mais nada é importante entender como e porque o milho amarelo se tornou o queridinho."
Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente o uso dos "porquês" no excerto:
II. “Português é muito difícil”.
III. “As pessoas sem instrução falam tudo errado”.
IV. “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”.
V. “O certo é falar assim porque se escreve assim”
VI. “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”.
Em Preconceito Linguístico: o que é e como se faz (BAGNO, 1999), são apontados vários mitos acerca da Língua Portuguesa. Segundo o autor:
A __________ por ser considerada como um manual de bom uso da língua, para quem deseja falar e escrever bem. Esta por sua vez tem como critério a função de regular o uso da língua no processo de interação e comunicação verbal, no qual apenas uma variedade da língua é levada em conta, e considerada como variedade culta. No entanto, “os critérios de bom uso no sentido de adequação à situação de interação comunicativa não são levados em conta. Tais normas são baseadas no uso consagrado pelos bons escritores, portanto ignoram as características próprias da língua oral” (TRAVAGLIA, 2006 p.226).
Leia o texto para responder à questão.
Determinada empresa faz uma publicidade de “lascar” na televisão. Utilizando o conjunto Ultraje a Rigor, emprega o seguinte refrão: “A gente somos inútil”. Seríamos inúteis se ficássemos calados diante dessa triste concordância. A gente é útil, falando corretamente a língua portuguesa.
(Arnaldo Niskier. Na ponta da língua. 2001)
Considerando o uso adequado dos parônimos sublinhados, analisar os itens.
I. O juiz absolveu o réu.
II. O aspirador absolveu toda a poeira.
III. Ela sua muito quando faz exercício.
IV. Ele é muito gentil, abre portas para mim, diria que é um cavaleiro!
Está CORRETO o que se afirma:
I.Aquela velha senhora encontrou o neto em sua casa. II.Alice disse à prima que seu namorado a estava esperando. III.Karina pegou o estojo vazio da aliança que estava sobre a cama.
Os vícios de linguagem são falhas recorrentes no uso da língua que se afastam da norma culta e podem aparecer tanto na fala quanto na escrita. Nos trechos acima, há vício de linguagem denominado.
Coluna 1: (A) Barbarismo. (B) Solecismo. (C) Cacofonia. (D) Ambiguidade.
Coluna 2: (__)O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia.
(__)Os cidadões têm o dever de respeitar as leis.
(__)Fiz bastante tarefas ao longo do dia.
(__)Ao som do nosso hino, a cerimônia teve início.
A sequência correta é:


O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Servidor certo no lugar certo: Perfil Profissiográfico é destaque na estratégia do MGI para valorizar competências
Imagina começar em um novo trabalho e já ser direcionado para uma área que tem tudo a ver com o seu perfil, suas experiências e seus interesses. Parece ideal, certo? Pois essa é justamente a proposta do Perfil Profissiográfico, uma nova ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que busca proporcionar alocações mais eficientes e humanas no serviço público.
A iniciativa começou com o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que vai levar milhares de novos servidores para órgãos públicos federais. Com tanta gente entrando ao mesmo tempo — em alguns casos, centenas de pessoas por órgão — surgiu a necessidade de um jeito mais inteligente e justo de fazer as alocações.
"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos", explica Janice Oliveira Godinho, Coordenadora de Gestão de Informações e Conhecimento em Concursos e Provimentos da SGP/MGI.
O que é, afinal, o Perfil Profissiográfico?
É uma ferramenta digital que cruza os dados do currículo e as respostas a um questionário feito pelo servidor recém-aprovado, com os perfis de vagas informados previamente pelos órgãos. O resultado é um Relatório Individual de Subsídio à Alocação, o chamado RISA, que sugere onde aquele servidor pode ser melhor aproveitado.
Esse relatório mostra quais áreas têm mais a ver com o que o servidor sabe fazer, com suas formações e até com o que ele tem vontade de aprender. Ele também orienta os gestores sobre onde aquele servidor poderia atuar com mais eficácia e até indica quando um treinamento pode ser necessário. "Quando a pessoa atua em uma área com a qual se identifica, seu desempenho tende a ser melhor. Além disso, aumentam as chances de permanência e satisfação no cargo", ressalta Janice.
O desenvolvimento do Perfil Profissiográfico contou com o apoio técnico e científico da Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadores da área de Psicologia Social e do Trabalho participaram voluntariamente da construção da metodologia e da validação dos relatórios gerados. "Essa parceria com a UnB foi essencial para dar rigor acadêmico ao processo, garantindo que a ferramenta tivesse base sólida e pudesse, de fato, refletir o potencial de cada servidor de forma justa e criteriosa", explica Janice.
Como funciona na prática?
O servidor ou servidora responde a um questionário profissiográfico no momento da posse, via SOUGOV. As informações são analisadas por um sistema com base em critérios pré-definidos e com uso de inteligência artificial. Esse sistema cruza os dados com os perfis de cargos previamente coletados junto aos 21 órgãos que vão receber os servidores do CPNU.
O relatório final é entregue ao setor de gestão de pessoas do órgão. Lá, o gestor pode visualizar os dados e tomar decisões com mais embasamento e agilidade. Tudo é feito por meio da plataforma Sigepe Oportunidades, de forma segura e digital.
Janice destaca que o sistema é um apoio à decisão, e não um limitador: "Ele não obriga a alocação do servidor em determinada área. Mas oferece ao gestor uma bússola, um mapa com informações que antes eram difíceis de reunir. É uma forma mais inteligente e respeitosa de começar essa jornada", ressalta.
Embora tenha nascido como uma solução para o Concurso Nacional Unificado, o Perfil Profissiográfico poderá ser adotado por qualquer órgão público que deseje melhorar seus processos de alocação e gestão de pessoas. A ferramenta já despertou interesse em outras instituições e está pronta para ser usada em seleções futuras, inclusive no CPNU 2
"É a primeira vez que o governo federal desenvolve um instrumento tão completo e baseado em dados para apoiar a alocação de novos servidores. Isso tem tudo para se consolidar como uma prática estratégica de gestão de pessoas", afirma Janice.
Nova cultura
Mais do que tecnologia, o Perfil Profissiográfico representa uma mudança de olhar. Deixa de lado a lógica de "preencher buracos" e passa a reconhecer o potencial humano em sua totalidade. "Quem não passou por isso ou conhece alguém que entrou num órgão e teve a sensação de estar sendo alocado aleatoriamente, num lugar em que ninguém queria estar? É frustrante. Com o perfil Profissiográfico, a ideia é minimizar essas situações", compartilha Janice
https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/servidor-ce rto-no-lugar-certo-perfil-profissiografico-e-destaque-na-estrategia-do-m gi-para-valorizar-competencias
"Os vícios de linguagem comprometem a qualidade da comunicação e destoam da norma culta da língua portuguesa. Por falta de conhecimento ou simples descuido, erros gramaticais podem causar grandes prejuízos em determinadas situações. Com base no conhecimento sobre os tipos de vícios de linguagem, analise os enunciados a seguir:
I.Ele estendeu uma mão apenas para alcançar seu companheiro.
II.Ela tinha um lindo sotaque.
III.Ele tem fé de mais para quem reza tão pouco.
O vício de linguagem presente nos enunciados acima é denominado de:
Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
A expressão “à medida que” poderia ser substituída por na medida que, sem prejuízo das relações sintáticas do texto.