Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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Comunicação no trânsito é fundamental
Sou da comunicação. Amo rádio e tenho uma paixão por televisão. Também sou o "carpinteiro" que, por ter como únicas ferramentas o martelo e o serrote, pensa que todos os problemas são prego e madeira. Analogias à parte, vejo o mundo pela ótica da educação e da comunicação. Eis minhas ferramentas. Dedico-me integralmente aos assuntos que interligam valores, conhecimentos e comportamentos. Eis minha oficina cheia de pedaços de madeira pedindo aparos e pregos à espera de marteladas.
Neste cenário, saltam aos olhos os tropeços que todos vivenciamos nesta jornada de uma humanidade que ainda perde a saúde, a qualidade de vida e até encontra antecipadamente a morte por motivos toscos. De todas as barbaridades que ainda nos permitimos, como sociedade, penso que posso ajudar com algumas marteladas nas áreas de promoção à saúde, segurança no trabalho, meio ambiente e, claro, trânsito. O que eles têm em comum? Todos podem melhorar muito com a melhora da percepção de riscos e com educação. E tudo começa com uma melhora na comunicação.
Um dos maiores problemas que enfrentamos no trânsito é a intolerância, geralmente resultante de uma combinação do perfil de cada pessoa com o tanto que ela sabe, ou pensa que sabe. As pessoas, no geral, subestimam os perigos potenciais do trânsito. Não existe segurança absoluta quando o assunto é mobilidade, já que o trânsito é um imprevisível festival de diversidades. Perceber, reconhecer e respeitar isso é fundamental para a segurança. Ah, como faz falta a educação para o trânsito!
Por fim, agradeço a todos, jornalistas ou não, que dividem comigo a tarefa de "serrar e pregar" mais comunicação e educação para o trânsito.
MARIANO, Celso. Comunicação no trânsito é fundamental - III. Portal do Trânsito, Curitiba, 28 jun. 2016. Fragmento adaptado. Disponível em: https://portaldotransito.com.br/opiniao/comunicacao-no-transito-e-funda mental-iii. Acesso em: 25 jul. 2026.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil
O capacitismo recreativo consiste em uma expressão tomada de empréstimo do racismo recreativo, mas que na prática não tem sido estudada ou abordada enquanto tal. O capacitismo recreativo sugere que pessoas com deficiência são coisificadas para o riso de outras pessoas. A Lei nº 14.532, de 2023, especifica a criminalização destas práticas, porém expressa termos muito genéricos para distinguir o preconceito, a fala desqualificante, ofensiva, do humor praticado por pessoas com deficiência em nome do seu próprio empoderamento, cuja fala expressa críticas às formas de discriminação que devem ser combatidas por uma sociedade inclusiva.
Considerando esse cenário, é preciso examinar conceitualmente o significado do capacitismo recreativo para que seja possível identificar os casos em que a lei se aplica. Se nas Ciências Sociais termos como racismo, preconceito, exclusão e discriminação são debatidos e combatidos à exaustão, o mesmo não se pode afirmar quando o embate se dá na área jurídica.
O capacitismo recreativo consiste em fazer uso de discursos visuais ou textuais para fazer rir, ofendendo, desumanizando, reificando pessoas com deficiência, de modo aproximado ao que acontece com o racismo recreativo. Nesse sentido, a compreensão do capacitismo recreativo também exige considerar os processos históricos e sociais de racialização, exclusão e subalternização que fundamentam práticas discriminatórias.
A racialização e exclusão de grupos e indivíduos, determinada pela origem, etnia, características físicas e culturais, ocorrem quando determinadas construções, invenções supremacistas, que estabelecem o que é o belo, o civilizado, o desenvolvido, o legítimo, se estabelecem em determinado território. São práticas discriminatórias aquelas direcionadas contra negros, homossexuais, grupos religiosos minoritários, estrangeiros ou, dentro da mesma nacionalidade, grupos e indivíduos que ocupam o lugar da perda.
O grupo relativo às pessoas com deficiência, ainda que não configure identidade, marca étnica ou cultural evidente, também se encontra entre essa miríade de subalternos e excluídos, em que características endêmicas justificam humilhações, segregações e, amiúde, a eliminação. Trata-se de eliminar em nome de uma suposta saúde do corpo do povo, conforme proposto pelo pensamento higienista, cuja força discursiva ganha ou perde poder, em razão direta da força de convencimento de discursos com caracteres fascistas e ultranacionalistas.
A Lei nº 14.532, de 2023, foi sancionada em 12 de janeiro, tornando a injúria racial crime de racismo, portanto imprescritível e inafiançável. A injúria racial não foi apenas igualada ao racismo, mas reconhece o caráter recreativo, na sua prática, como um elemento discriminatório, com aumento da pena quando "ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação". Além disso, reconhece pena específica para os casos de utilização de elementos sobre a condição da pessoa idosa ou com deficiência.
Para o pensamento jurídico, seria fácil considerar estas leis como vitórias anticapacitistas por reprimir severamente discursos contra a inclusão de pessoas por raça, idade, deficiência entre outras condições. Porém, a perspectiva da teoria social da deficiência, em contato com discursos de humor realizados por quem tem deficiência, torna possível atestar que não há medidas eficientes que se possam esperar como resposta social a partir da mudança legal realizada.
Fonte: SANTOS, S. C.; JÚNIOR W. L. M. Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil: do palco ao litígio. Revista de Direitos Humanos Fundamentais, Osasco, v.21, n. 1, p.11-24, jan./jun.2021, publicado em 2024 (com adaptações).
Considere o seguinte trecho do texto: O capacitismo recreativo consiste em uma expressão tomada de empréstimo do racismo recreativo, mas que na prática não tem sido estudada ou abordada enquanto tal. Com base nos empregos de pontuação e na norma-padrão da língua portuguesa, analise as assertivas, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
( ) A vírgula antes de mas é facultativa, pois conjunções adversativas não exigem isolamento por pontuação.
( ) Se a expressão na prática fosse isolada por duas vírgulas (... mas que, na prática, não tem sido ...), a pontuação continuaria gramaticalmente correta.
( ) A inserção de uma vírgula imediatamente após O capacitismo recreativo separaria o sujeito do predicado, o que constitui um desvio gramatical.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Na construção “Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história,”, a eliminação da vírgula empregada logo após a conjunção “que” preservaria a correção gramatical e o sentido original do período.
No trecho “Afinal, tecnologia sem ética não é avanço – é perigo.”, o travessão poderia ser substituído, sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência do texto, pela conjunção adversativa “mas” antecedida de uma vírgula, escrevendo‑se: Afinal, tecnologia sem ética não é avanço, mas perigo.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025
As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano de 2025. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026. As perdas correspondem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix. Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.
O estudo mostra que, desde a regulamentação das bets, em janeiro do ano passado, houve mudança no volume de transferências via Pix destinadas ao setor de artes, cultura, esporte e recreação, indicando maior comprometimento da renda das famílias com as apostas. A lei que regulamentou as bets determina que as empresas bloqueiem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Segundo o advogado Júlio Leone, porém, isso não tem ocorrido.
“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia, que é viciada, compulsiva em apostas, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers, mais incentivos para que ela continue apostando. É aí que ela perde todo o capital.”
O boletim mostra ainda que, desde outubro do ano passado, quando entrou em vigor a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, houve desaceleração no ritmo das transações. Segundo o Comsefaz, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025 (adaptado)
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025
As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano de 2025. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026. As perdas correspondem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix. Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.
O estudo mostra que, desde a regulamentação das bets, em janeiro do ano passado, houve mudança no volume de transferências via Pix destinadas ao setor de artes, cultura, esporte e recreação, indicando maior comprometimento da renda das famílias com as apostas. A lei que regulamentou as bets determina que as empresas bloqueiem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Segundo o advogado Júlio Leone, porém, isso não tem ocorrido.
“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia, que é viciada, compulsiva em apostas, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers, mais incentivos para que ela continue apostando. É aí que ela perde todo o capital.”
O boletim mostra ainda que, desde outubro do ano passado, quando entrou em vigor a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, houve desaceleração no ritmo das transações. Segundo o Comsefaz, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025 (adaptado)
L O ponto final após o termo bloqueio automático encerra um período sintático completo, separando duas ideias distintas.
II. O uso das vírgulas seria obrigatório para isolar o termo de saúde mental por se tratar de um adjunto explicativo longo.
III. Caso o ponto final fosse substituído por um ponto de interrogação, a frase passaria a expressar um questionamento sobre o bloqueio.
Está CORRETO o que se afirma em:
(__) A vírgula pode ser empregada para separar elementos de uma enumeração e também para isolar o vocativo.
(__) Os dois-pontos podem ser utilizados antes de uma enumeração, de uma explicação ou de uma citação.
(__) O ponto e vírgula é empregado exclusivamente para indicar o encerramento de um período.
(__) Os parênteses podem ser utilizados para inserir uma informação acessória ou explicativa no enunciado.
Texto para o item.
Inteligência artificial ajuda a entender e
combater o comportamento sedentário
Quando um novo ano começa, muita gente coloca, entre suas resoluções, vencer o sedentarismo. Esse problema está relacionado, sobretudo, ao excesso de tempo em comportamentos de baixo gasto energético. Uma pessoa pode, por exemplo, passar de oito a dez horas sentada no trabalho e ainda frequentar a academia regularmente. Nesse caso, ela é fisicamente ativa, mas apresenta um alto nível de comportamento sedentário.
Pesquisadores do Laboratório de Inteligência Artificial da Unicamp investigam aplicações de IA para saúde e bem‑estar, incluindo a detecção do comportamento sedentário por meio de dispositivos vestíveis, como smartwatches e anéis inteligentes. O objetivo é emitir alertas preventivos antes que ocorram problemas críticos de saúde.
Embora sensores estimem os níveis de atividade física, o grande desafio é identificar com precisão o comportamento sedentário no cotidiano, já que pequenos gestos repetitivos das mãos podem confundir os aparelhos. Para solucionar esse problema, pesquisadores desenvolveram a rede neural XNet, um modelo que analisa não apenas o movimento bruto, mas também a repetição e a frequência desses gestos.
A detecção automática do comportamento sedentário abre caminho para intervenções personalizadas, como alertas para pausas ativas e metas diárias adaptadas à rotina de cada pessoa. Mais do que estimular a prática de exercícios, essas estratégias valorizam pequenas mudanças no cotidiano, reduzindo o tempo contínuo que o indivíduo passa sentado.
Do ponto de vista fisiológico, o comportamento sedentário é definido por atividades com gasto energético muito baixo, geralmente abaixo de 1,5 MET (múltiplo equivalente metabólico). A quantificação em METs permite classificar as atividades do dia a dia, enquadrando o ato de permanecer sentado ou deitado por longos períodos no nível mais baixo dessa escala.
Em uma rotina de escritório, o ideal é levantar‑se a cada hora, por cerca de três minutos, para caminhar um pouco. Assim, os sistemas de monitoramento funcionam como aliados para que o usuário estabeleça metas, permitindo que ele faça escolhas mais saudáveis a partir do próprio histórico de dados.
Internet: <jornal.unicamp.br>
Texto para o item.
Inteligência artificial ajuda a entender e
combater o comportamento sedentário
Quando um novo ano começa, muita gente coloca, entre suas resoluções, vencer o sedentarismo. Esse problema está relacionado, sobretudo, ao excesso de tempo em comportamentos de baixo gasto energético. Uma pessoa pode, por exemplo, passar de oito a dez horas sentada no trabalho e ainda frequentar a academia regularmente. Nesse caso, ela é fisicamente ativa, mas apresenta um alto nível de comportamento sedentário.
Pesquisadores do Laboratório de Inteligência Artificial da Unicamp investigam aplicações de IA para saúde e bem‑estar, incluindo a detecção do comportamento sedentário por meio de dispositivos vestíveis, como smartwatches e anéis inteligentes. O objetivo é emitir alertas preventivos antes que ocorram problemas críticos de saúde.
Embora sensores estimem os níveis de atividade física, o grande desafio é identificar com precisão o comportamento sedentário no cotidiano, já que pequenos gestos repetitivos das mãos podem confundir os aparelhos. Para solucionar esse problema, pesquisadores desenvolveram a rede neural XNet, um modelo que analisa não apenas o movimento bruto, mas também a repetição e a frequência desses gestos.
A detecção automática do comportamento sedentário abre caminho para intervenções personalizadas, como alertas para pausas ativas e metas diárias adaptadas à rotina de cada pessoa. Mais do que estimular a prática de exercícios, essas estratégias valorizam pequenas mudanças no cotidiano, reduzindo o tempo contínuo que o indivíduo passa sentado.
Do ponto de vista fisiológico, o comportamento sedentário é definido por atividades com gasto energético muito baixo, geralmente abaixo de 1,5 MET (múltiplo equivalente metabólico). A quantificação em METs permite classificar as atividades do dia a dia, enquadrando o ato de permanecer sentado ou deitado por longos períodos no nível mais baixo dessa escala.
Em uma rotina de escritório, o ideal é levantar‑se a cada hora, por cerca de três minutos, para caminhar um pouco. Assim, os sistemas de monitoramento funcionam como aliados para que o usuário estabeleça metas, permitindo que ele faça escolhas mais saudáveis a partir do próprio histórico de dados.
Internet: <jornal.unicamp.br>
Texto para o item.
Conselho de Ética, compliance e soberania popular: difícil de equilibrar
A integridade do mandato eletivo constitui premissa básica para uma democracia sustentável. No Brasil, a fiscalização interna é exercida pelos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar, que desempenham papel central na manutenção da integridade institucional.
A análise da responsabilidade não pode ser restrita ao processamento de denúncias. Pelo contrário, deve contemplar a equação complexa que envolve a disciplina interna, a observância de normas de conduta profissional e o principal: o respeito à soberania popular, que também não merece ser absoluta.
O rito processual é juridicamente formal, visando garantir o contraditório e a ampla defesa. Os elementos inerentes ao devido processo legal, mesmo em foros interna corporis, devem ser observados. Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?
A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro. Contudo, o sistema confronta‑se com um risco estrutural: a subsunção do juízo ético pelo juízo político. O compliance surge, assim, como uma necessidade inadiável, exigindo a adoção de mecanismos internos que garantam a conformidade e a transparência.
O compliance demandaria a criação de regras claras de conflito de interesses, estabelecendo um sistema rigoroso de registro e divulgação de interesses, assegurando que o mandato não se utilize para ganho privado. Exigiria, ainda, a transparência patrimonial, mediante a fiscalização efetiva do uso de verbas, garantindo a probidade na gestão dos recursos públicos. Embora os órgãos de controle já exerçam essas funções, é necessário estimular uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não apenas de punição.
Por último, a integridade do sistema é sustentada por três pilares que devem permanecer em equilíbrio. A responsabilidade do Conselho de Ética deve ser a de instruir processos com rigor técnico e isenção. O compliance deve atuar de forma preventiva e estrutural. A soberania popular deve ser o limite, assegurando que o ato extremo da sanção se motive pela ofensa grave ao decoro, e não pela disputa de poder. Dessa forma, a manutenção desse equilíbrio tridimensional é um imperativo constitucional.
Internet: <veja.abril.com.br>
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?”, o emprego do sinal de interrogação constitui um recurso retórico que visa engajar o leitor na reflexão central do texto, introduzindo o dilema a ser desenvolvido nos parágrafos subsequentes.
Texto para o item.
Conselho de Ética, compliance e soberania popular: difícil de equilibrar
A integridade do mandato eletivo constitui premissa básica para uma democracia sustentável. No Brasil, a fiscalização interna é exercida pelos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar, que desempenham papel central na manutenção da integridade institucional.
A análise da responsabilidade não pode ser restrita ao processamento de denúncias. Pelo contrário, deve contemplar a equação complexa que envolve a disciplina interna, a observância de normas de conduta profissional e o principal: o respeito à soberania popular, que também não merece ser absoluta.
O rito processual é juridicamente formal, visando garantir o contraditório e a ampla defesa. Os elementos inerentes ao devido processo legal, mesmo em foros interna corporis, devem ser observados. Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?
A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro. Contudo, o sistema confronta‑se com um risco estrutural: a subsunção do juízo ético pelo juízo político. O compliance surge, assim, como uma necessidade inadiável, exigindo a adoção de mecanismos internos que garantam a conformidade e a transparência.
O compliance demandaria a criação de regras claras de conflito de interesses, estabelecendo um sistema rigoroso de registro e divulgação de interesses, assegurando que o mandato não se utilize para ganho privado. Exigiria, ainda, a transparência patrimonial, mediante a fiscalização efetiva do uso de verbas, garantindo a probidade na gestão dos recursos públicos. Embora os órgãos de controle já exerçam essas funções, é necessário estimular uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não apenas de punição.
Por último, a integridade do sistema é sustentada por três pilares que devem permanecer em equilíbrio. A responsabilidade do Conselho de Ética deve ser a de instruir processos com rigor técnico e isenção. O compliance deve atuar de forma preventiva e estrutural. A soberania popular deve ser o limite, assegurando que o ato extremo da sanção se motive pela ofensa grave ao decoro, e não pela disputa de poder. Dessa forma, a manutenção desse equilíbrio tridimensional é um imperativo constitucional.
Internet: <veja.abril.com.br>
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro,”, o isolamento da expressão “de fato” por meio de vírgulas alteraria o sentido do texto original e acarretaria incorreção gramatical ao período.
Texto para o item.
Cultura da leitura em declínio e o avanço
do analfabetismo funcional no Brasil
O hábito da leitura entre os brasileiros está em queda. Em um território com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil tem cerca de 93,4 milhões de leitores (quem leu ao menos um livro nos três meses anteriores), o que corresponde a 47%. Entretanto, o número de não leitores representa 53% da população.
A queda, no entanto, não é apenas percentual. O resultado representa uma diminuição da capacidade de concentração e compreensão, acendendo um alerta sobre o avanço do chamado analfabetismo funcional. A condição, segundo a Unesco, abrange pessoas que até reconhecem letras e números, mas não conseguem interpretar textos simples e usar a leitura e a escrita no cotidiano, o que afeta o desenvolvimento pessoal e a plena cidadania.
Os dados da pesquisa indicam que, além da redução do hábito da leitura, houve declínio na compreensão do que se lê. Uma das explicações para essa diminuição é reflexo do acesso instantâneo a informações, por meio da internet e, em especial, das redes sociais.
Nesse sentido, recentemente, o distanciamento das telas, proporcionado pela proibição do uso de tablets e celulares por alunos em escolas, já mostra efeitos positivos. Após a implementação da norma, as escolas já relataram aumento considerável de empréstimos de livros em bibliotecas.
Plataformas interativas, jogos narrativos e projetos digitais usados com responsabilidade também podem ser aliados para despertar o interesse e ampliar a compreensão por meio da experiência. Paralelamente, uma junção de livros e recursos digitais já vem ganhando espaço na rotina dos brasileiros: os audiolivros. O formato levanta debates, mas especialistas o veem como uma ferramenta complementar e alternativa em meio a rotinas sobrecarregadas.
Se a formação de leitores é um desafio, o papel das bibliotecas públicas nesse processo parece cada vez mais fragilizado, já que apenas 5% dos entrevistados afirmam ter nesses espaços sua principal forma de acesso a livros. Portanto, é essencial um reforço com investimento público na modernização desses ambientes em todo o país. Assim, transformadas em centros dinâmicos de aprendizagem, as bibliotecas poderão responder à revolução digital e atuar na raiz do analfabetismo funcional, garantindo que o acesso à leitura se converta em real compreensão textual e cidadania para os brasileiros.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Texto para o item.
Cultura da leitura em declínio e o avanço
do analfabetismo funcional no Brasil
O hábito da leitura entre os brasileiros está em queda. Em um território com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil tem cerca de 93,4 milhões de leitores (quem leu ao menos um livro nos três meses anteriores), o que corresponde a 47%. Entretanto, o número de não leitores representa 53% da população.
A queda, no entanto, não é apenas percentual. O resultado representa uma diminuição da capacidade de concentração e compreensão, acendendo um alerta sobre o avanço do chamado analfabetismo funcional. A condição, segundo a Unesco, abrange pessoas que até reconhecem letras e números, mas não conseguem interpretar textos simples e usar a leitura e a escrita no cotidiano, o que afeta o desenvolvimento pessoal e a plena cidadania.
Os dados da pesquisa indicam que, além da redução do hábito da leitura, houve declínio na compreensão do que se lê. Uma das explicações para essa diminuição é reflexo do acesso instantâneo a informações, por meio da internet e, em especial, das redes sociais.
Nesse sentido, recentemente, o distanciamento das telas, proporcionado pela proibição do uso de tablets e celulares por alunos em escolas, já mostra efeitos positivos. Após a implementação da norma, as escolas já relataram aumento considerável de empréstimos de livros em bibliotecas.
Plataformas interativas, jogos narrativos e projetos digitais usados com responsabilidade também podem ser aliados para despertar o interesse e ampliar a compreensão por meio da experiência. Paralelamente, uma junção de livros e recursos digitais já vem ganhando espaço na rotina dos brasileiros: os audiolivros. O formato levanta debates, mas especialistas o veem como uma ferramenta complementar e alternativa em meio a rotinas sobrecarregadas.
Se a formação de leitores é um desafio, o papel das bibliotecas públicas nesse processo parece cada vez mais fragilizado, já que apenas 5% dos entrevistados afirmam ter nesses espaços sua principal forma de acesso a livros. Portanto, é essencial um reforço com investimento público na modernização desses ambientes em todo o país. Assim, transformadas em centros dinâmicos de aprendizagem, as bibliotecas poderão responder à revolução digital e atuar na raiz do analfabetismo funcional, garantindo que o acesso à leitura se converta em real compreensão textual e cidadania para os brasileiros.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Texto para o item.
Inteligência artificial na Administração
Pública: mais tempo, mais resultado
A transformação digital já é uma realidade em diversos setores da sociedade. Na Administração Pública, o uso da inteligência artificial (IA) vem se consolidando como uma ferramenta promissora para modernizar a gestão, melhorar a entrega de serviços e valorizar a atuação do servidor público. Em um cenário cada vez mais desafiador, é fundamental pensar a IA não como substituta de pessoas, mas, sim, como aliada estratégica para fazer mais e com mais qualidade.
A primeira grande vantagem da IA é o aumento da produtividade. Sistemas inteligentes são capazes de realizar tarefas repetitivas com muito mais agilidade e precisão. Essa otimização libera tempo e energia das equipes para se dedicarem ao que realmente importa: planejar, decidir, acompanhar e inovar.
Essa mudança impacta o dia a dia do servidor público. A IA redefine o papel do servidor, transferindo-o de funções operacionais para as mais estratégicas. Com a automação de rotinas burocráticas, abre-se espaço para o desenvolvimento de novas competências. Esse processo traz mais satisfação e maior reconhecimento profissional.
Além disso, a IA promove a otimização do tempo administrativo. Processos que antes levavam semanas agora podem ser concluídos em questão de minutos. Isso significa menos atrasos, menos retrabalho e mais previsibilidade para a gestão pública.
Do ponto de vista institucional, a IA contribui para a qualificação das decisões, pois algoritmos podem analisar bases extensas de dados, identificar padrões e fornecer recomendações com base em evidências, o que fortalece a tomada de decisões públicas.
Ademais, destaca-se o impacto na gestão dos recursos públicos. A IA pode detectar inconsistências, prever riscos e antecipar problemas em contratos. Tudo isso contribui para um uso mais racional e estratégico do orçamento, evitando desperdícios e agregando valor às políticas públicas.
Paralelamente, crescem a transparência e o controle social. Ferramentas inteligentes conseguem organizar grandes volumes de informações públicas, facilitar o acesso dos cidadãos e gerar relatórios mais claros, reforçando a confiança nas instituições.
Todavia, a implantação da IA exige responsabilidade, planejamento e capacitação. É preciso, portanto, garantir o respeito à legislação, à proteção de dados e aos princípios da Administração Pública.
Internet: <migallhas.com.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Versão I Condeno o réu, não absolvo. Versão II Condeno o réu não, absolvo.
O uso da vírgula exerce papel fundamental na construção de sentidos. Assim, verifica-se que
Com o avanço das tecnologias digitais (1) muitas empresas (2) em busca de maior eficiência (3) passaram a adotar (4) modelos de trabalho mais flexíveis.
I. A vírgula 1 está correta.
II. A vírgula 2 está incorreta.
III. As vírgulas 3 e 4 estão corretas.
Está CORRETO o que se afirma:
Considere os períodos a seguir.
I. Os servidores que participaram da capacitação receberam novas orientações sobre o procedimento.
II. Os servidores, que participaram da capacitação, receberam novas orientações sobre o procedimento.
A respeito dos efeitos sintáticos e semânticos produzidos pelo emprego das vírgulas, assinale a alternativa correta.