Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4330022 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios


Com a expansão da tecnologia e do acesso à internet, o governo federal passou a investir na digitalização dos serviços públicos, apostando em maior eficiência e praticidade. Embora a mudança prometa comodidade e redução da burocracia, ela também pode criar barreiras para quem tem dificuldade de utilizar recursos digitais. Entre 2017 e 2024, o número de serviços oferecidos digitalmente no País passou de pouco mais de 500 para mais de 4 mil, e o Meu INSS, com mais de 830 milhões de acessos em 2024, consolidou-se como um dos mais utilizados.

Segundo a pesquisadora Ana Soares Braga, a digitalização dos serviços do INSS transferiu para o cidadão um protagonismo que antes era exercido pelos servidores públicos. Agora, cabe ao usuário realizar o autoatendimento, um processo que não é simples. A exclusão digital não se resume à falta de acesso à internet, pois envolve dificuldades de navegação e de compreensão das regras previdenciárias, e muitos usuários ainda dependem da ajuda de familiares ou de intermediários para acessar os serviços oferecidos.


SOUZA, Talita de Paula. Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios. Jornal da USP, São Paulo, 18 jun. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/noticias/digitalizacao-dos-servicos-publicos-ampliaacesso-mas-impoe-novos-desafios/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.) 
Considerando o trecho "Agora, cabe ao usuário realizar o autoatendimento, um processo que não é simples", assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4328661 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo

A dificuldade crescente de acesso à casa própria e o aumento do custo da moradia têm levado pesquisadores e gestores públicos a olhar com mais atenção para o aluguel social como parte da solução para a crise habitacional. De acordo com o Censo do IBGE, cerca de 22% das famílias brasileiras viviam em domicílios alugados em 2022, e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais mostrou que 67,7% dos municípios afirmam possuir alguma política de aluguel social. Cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Recife adotam o instrumento por meio de iniciativas municipais ou federais, nas quais as unidades residenciais são oferecidas pelo poder público, que pode intermediar a oferta ou ser proprietário dos imóveis, enquanto o morador paga um aluguel que não compromete excessivamente sua renda.

O déficit habitacional envolve diferentes formas de precariedade, como moradias inadequadas e o chamado ônus excessivo do aluguel, situação em que famílias com renda de até três salários mínimos comprometem mais de 30% do orçamento com o pagamento da moradia. Em São Paulo, esse problema é especialmente expressivo: em 2022, 65% desse público ultrapassava esse limite, segundo dados da Fundação João Pinheiro.


GARCIA, Ana Beatriz. Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo. Pesquisa FAPESP, São Paulo, 7 jul. 2026. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/aluguel-social-como-alternativa-a-crise -habitacional-em-sao-paulo/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.)
Considerando o trecho "Em São Paulo, esse problema é especialmente expressivo: em 2022, 65% desse público ultrapassava esse limite, segundo dados da Fundação João Pinheiro", analise as afirmativas a seguir. 

I.Os dois-pontos introduzem dado que especifica a avaliação enunciada imediatamente antes.
II.A vírgula após "Em São Paulo" isola adjunto adverbial deslocado para o início do período.
III.A vírgula anterior a "segundo dados" separa oração coordenada de valor conclusivo.
IV.A vírgula posposta a "em 2022" separa o sujeito do predicado da oração iniciada após os dois-pontos.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4328455 Português
TEXTO I

O GALO E A RAPOSA



(Esopo)

   No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:

   - Ó meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes novidades!

   O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.

   - Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha ali adiante.

   - Nesse caso é melhor eu ir embora – disse a raposa.

   - O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo! Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de paz?!

   - Não, não é medo – disse a raposa –, mas... e se eles ainda não estiverem sabendo da proclamação?


Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/fabula-o-galo-e-raposa-esopocom.html#google_vignette. Adaptado.
Leia a passagem abaixo retirada do texto I: - O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda!. Pode-se dizer que os sinais de pontuação presentes no fragmento, pela ordem, são:
Alternativas
Q4328340 Português
TEXTO I

O retorno do limite


A queda de Maduro restabelece uma verdade elementar da política internacional que o mundo tentou esquecer: ordem não nasce do consenso; nasce da capacidade de impor limites quando o consenso fracassa

Ana Paula Henkel
09 jan 2026


    Em dezembro de 1989, sob a presidência de G. W. Bush, tropas americanas cruzaram o Panamá para capturar Manuel Noriega, um ditador transformado em narcotraficante de Estado. Em maio de 2011, já sob Barack Obama, forças especiais dos Estados Unidos entraram em território paquistanês para eliminar Osama bin Laden, o homem mais procurado do mundo. 

    Agora, em janeiro de 2026, a captura de Nicolás Maduro recoloca esse mesmo fio histórico em movimento. Não se trata apenas da queda de um ditador latino-americano, mas do retorno explícito de uma lógica de poder que havia sido suspensa, terceirizada ou disfarçada por décadas: a soberania real exige capacidade de agir – e disposição para fazê-lo. Três presidentes, três operações cirúrgicas, três decisões tomadas sem consulta prévia ao Congresso – e apenas uma delas passou a ser tratada como escândalo institucional. A operação que levou Maduro sob custódia americana não inaugura uma era. Ela encerra um intervalo. 

    A imprensa que hoje se apressa em questionar a legalidade da ação esquece – ou prefere esquecer – um detalhe essencial: o precedente existe. Ele não é obscuro nem controverso. Ele é histórico. Alguns analistas de ocasião decidiram redescobrir a Constituição americana justamente agora, questionando a ausência de consulta prévia ao Congresso como se isso fosse um ato inédito. Não é.

    Noriega e Bin Laden foram capturados ou eliminados sem autorização legislativa prévia. Em nenhum dos dois casos, os Estados Unidos enfrentaram uma crise institucional, nem a Casa Branca foi acusada de “golpismo institucional”. Ao contrário: as ações foram entendidas como exercício legítimo do poder executivo em defesa da segurança nacional. 

    Obama autorizou a operação contra Bin Laden sem consulta prévia e foi amplamente elogiado por isso. A legalidade não foi questionada, a legitimidade menos ainda. O que mudou não foi o procedimento. Foi o presidente. [...] O debate atual não é jurídico. É político. E, mais profundamente, estético. Trump não se encaixa no imaginário moral da imprensa progressista. Logo, seus atos, ainda que idênticos aos de seus antecessores, passam a ser tratados como ameaça institucional. Essa inversão revela mais sobre quem acusa do que sobre quem decide. 

    Nicolás Maduro não era apenas um ditador autoritário à frente de um estado falido. Ele comandava um regime integrado ao narcotráfico internacional, sustentado por redes transnacionais de crime, com proteção ativa de potências adversárias dos Estados Unidos. A Venezuela havia se tornado um nó estratégico em uma teia que ligava o Caribe ao Oriente Médio, passando por Havana, Teerã, Moscou e Pequim. Ignorar isso é fingir que o mundo de 2026 ainda é o de 1996. [...]

A Doutrina Monroe (1823)

    Proclamada em 1823 pelo presidente James Monroe, a Doutrina Monroe estabeleceu um princípio simples e duradouro: o Hemisfério Ocidental não estaria mais aberto à colonização ou interferência de potências europeias. Em troca, os Estados Unidos se comprometeriam a não intervir nos assuntos internos do Velho Mundo. Não era um gesto imperial, mas defensivo. A jovem república americana afirmava que sua segurança dependia da estabilidade estratégica de seu entorno imediato – uma noção elementar de soberania em um sistema internacional ainda regido pela força. 

    Ao longo dos séculos, a doutrina foi reinterpretada, expandida e, por vezes, instrumentalizada, mas seu núcleo permaneceu intacto: nenhuma grande potência tolera a consolidação de adversários estratégicos em sua vizinhança direta. O que muda não é o princípio, mas o método. Em 2026, a captura de Nicolás Maduro não revive a Doutrina Monroe em sua forma original; ela reafirma sua lógica essencial em um mundo multipolar, no qual a disputa não se dá mais por colônias formais, mas por infraestrutura crítica, influência política e controle indireto de Estados falidos. [...]

     A captura de Maduro não representa assim uma reedição caricata da Doutrina Monroe do século 19. Representa algo mais direto: o reconhecimento de que nenhuma potência pode permitir que seu entorno estratégico imediato se transforme em base avançada de adversários globais. Não se trata de imperialismo. Trata-se de geopolítica elementar.

    China, Rússia e Irã avançaram na América Latina porque puderam. Avançaram porque encontraram vácuos. Avançaram porque, durante anos, os Estados Unidos hesitaram, recuaram ou se limitaram a sanções simbólicas. A Venezuela foi o laboratório mais avançado desse processo. A operação que capturou Maduro é, nesse sentido, um freio de arrumação – tardio, mas inequívoco. [...]

A América Latina: antes e depois

    Antes da captura de Maduro, a América Latina vivia uma fragmentação silenciosa. Governos ideologicamente alinhados a regimes autoritários conviviam com democracias frágeis, enquanto a influência chinesa crescia de forma constante, pouco contestada.

    Depois da operação, o cenário mudou. Não porque todos passaram a apoiar Washigton – não passaram –,mas porque a ilusão de que os Estados Unidos haviam abdicado do hemisfério caiu por terra. A região voltou a ser estratégica. E isso, por si só, já altera comportamentos, discursos e alianças. [...]

    Na Europa, a reação foi previsível: preocupação formal, condenações retóricas, apelos à legalidade internacional. O continente, cada vez mais dependente da proteção americana, vive o paradoxo de criticar aquilo que o sustenta. Na Ásia, o recado foi entendido com mais clareza. Precedentes importam. A ideia de que líderes ou estruturas fora do território americano estão automaticamente protegidos por formalismos jurídicos foi relativizada. 

    O mundo entrou, definitivamente, em uma fase pós-ilusória. A crença de que normas sobreviveriam sem um poder que as apoiasse mostrou-se insustentável. Por tempo demais, o Ocidente confundiu prudência com paralisia, diálogo com abdicação e legalismo com fraqueza. Ao fazê-lo, abriu espaço para regimes que não compartilham seus valores, mas que se beneficiam de suas hesitações. A captura de Maduro marca o momento em que essa ambiguidade estratégica começa a se fechar. Não por nostalgia de um passado imperial, mas por reconhecimento de que a liberdade não se sustenta sozinha – ela exige guardiões dispostos a agir.

    O mundo que emerge após janeiro de 2026 é menos confortável para ditadores, menos previsível para burocracias internacionais e mais exigente para aliados hesitantes. É um mundo em que a aposta na erosão lenta das democracias passa a ter custo real; em que a simetria moral entre regimes livres e regimes autoritários se torna insustentável; e em que o Hemisfério Ocidental volta a ser entendido não como zona neutra, mas como espaço civilizacional.

    A História não voltou por nostalgia. Voltou porque foi chamada, voltou por omissão, por excesso de tolerância, por esquecimento das lições mais básicas do poder. E, desta vez, ela bateu à porta com força suficiente para ser ouvida de leste a oeste.


Fonte: HENKEL, Ana Paula. O retorno do limite. https://revistaoeste.com/revista/edicao-304/oretorno-do-limite/ 
Analise as afirmações abaixo sobre justificativas de uso da Pontuação, antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Em dezembro de 1989, sob a presidência de G. W. Bush, tropas americanas cruzaram o Panamá para capturar Manuel Noriega, um ditador transformado em narcotraficante de Estado.” (1º par.), nota-se que as vírgulas foram usadas com o mesmo propósito de isolar Adjuntos Adverbiais deslocados.
( ) Em “Não se trata apenas da queda de um ditador latino-americano, mas do retorno explícito de uma lógica de poder que havia sido suspensa, terceirizada ou disfarçada por décadas: a de que a soberania real exige capacidade de agir – e disposição para fazê-lo.” (2º par.), os dois pontos anunciam uma fala de teor explicativo possuindo natureza catafórica.
( ) Em “China, Rússia e Irã avançaram na América Latina porque puderam.” (10º par.), a vírgula foi usada para separar topônimos que exercem função sintática de Adjunto Adverbial e que se encontram deslocados no período.
( ) Em “Antes da captura de Maduro, a América Latina vivia uma fragmentação silenciosa.” (11º par.) e “Depois da operação, o cenário mudou.” (12º par.), cada vírgula foi usada de forma obrigatória para isolar expressões explicativas no contexto, consideradas essenciais e integrantes da oração.
( ) Em “Na Europa, a reação foi previsível: preocupação formal, condenações retóricas, apelos à legalidade internacional.” (13º par.), os dois pontos foram utilizados a fim de anunciarem uma fala de teor explicativo no contexto; a primeira vírgula marca o deslocamento de um termo na oração; já as outras duas vírgulas separam termos de mesma função sintática.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se constatar, pela ordem, a seguinte sequência.
Alternativas
Q4327790 Português
TEXTO I

Venezuelanos cobram ação por crimes contra a humanidade

Representantes de vários setores da sociedade local enviaram documento à Corte Penal Internacional em que exigem aplicação do Estatuto de Roma


Eugênio Goussinsky


  Mais de 150 venezuelanos, entre civis, militares da reserva e profissionais de diferentes áreas, enviaram uma carta à juíza Tomoko Akane, presidente da Corte Penal Internacional (CPI), situada em Haia, Países Baixos, em que pede medidas urgentes diante do que classificam como violações sistemáticas de direitos humanos na Venezuela.

    No documento, os signatários cobram a aplicação imediata do Estatuto de Roma e afirmam que o país vive um quadro persistente de detenções arbitrárias e perseguição política, principalmente durante o regime do ditador Nicolás Maduro (2013-2026). Eles pedem que tal situação não prossiga no atual governo, depois da captura de Maduro pelos Estados Unidos, no dia 3 de janeiro último.

   Segundo a denúncia, o sistema judicial venezuelano não atua com independência nem imparcialidade, o que impediria investigações efetivas e justificaria a atuação da Corte com base no princípio da complementaridade.

  A comunicação também acusa órgãos de segurança do Estado da Venezuela, como o Sebin e a Direção-Geral de Contrainteligência militar, de envolvimento em tortura, desaparecimentos forçados e outros tratamentos considerados cruéis. Os autores pedem que a Corte avance na investigação formal aberta em 2021 (“Situação na Venezuela I”), apure responsabilidades individuais de autoridades, independentemente do cargo, e assegure reparação às vítimas

    Falhas do sistema venezuelano

   O texto reúne representantes de diferentes setores da sociedade venezuelana. São 35 lideranças civis e políticas, entre acadêmicos, juristas, ex-ministros, ex-parlamentares, diplomatas, empresários, dirigentes políticos e exgovernadores. Também assinam 36 militares da reserva, incluindo ex-ministros da Defesa, generais, vice-almirantes, coronéis e outros oficiais das Forças Armadas.

  O grupo conta ainda com 13 representantes do meio cultural e da comunicação, como jornalistas, escritores, atores, artistas e editores, além de mais de 30 integrantes da sociedade civil e profissionais de diferentes áreas, entre economistas, historiadores, professores universitários, juristas, médicos, engenheiros e defensores de direitos humanos.

  Os signatários declaram que as falhas estruturais do sistema institucional venezuelano impedem a existência de uma Justiça independente e eficaz. Por esta razão, defendem a intervenção da Corte como instância internacional de último recurso.


Fonte: GOUSSINSKY, Eugênio. Venezuelanos cobram ação por crimes contra a humanidade. https://revistaoeste.com/revista/mundo/venezuelanos-cobram-acao-por-crimes-contra-ahumanidade/ (adaptado).
Assinale a alternativa que justifique o emprego do sinal de Pontuação mencionado de forma incorreta.
Alternativas
Q4327715 Português

A era da atenção fragmentada


    A economia digital transformou a atenção em um dos ativos mais valiosos do mundo contemporâneo. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos foram projetados para manter usuários engajados o maior tempo possível através dos princípios da economia da atenção, isto é, não apenas capturando atenção, mas aprendendo continuamente como sustentá-la.


    Como consequência, milhões de pessoas passaram a alternar constantemente entre mensagens, notificações, vídeos, e-mails e múltiplas tarefas simultâneas. O resultado é um cérebro submetido a fragmentação contínua da atenção.


    A concentração profunda tornou-se mais difícil. O silêncio mental tornou-se raro. E o cansaço cognitivo passou a fazer parte da rotina de muitas pessoas. O cérebro humano não foi desenvolvido para permanecer tantas horas por dia exposto a estímulos rápidos, variáveis e ininterruptos. Ansiedade, irritabilidade, fadiga mental, dificuldade de foco e sensação constante de esgotamento passaram a aparecer cada vez mais cedo, inclusive, entre adolescentes e jovens adultos.


    A hiperconectividade também dissolveu fronteiras entre vida pessoal e trabalho. Em muitos ambientes profissionais, estar disponível o tempo todo deixou de ser exceção e passou a funcionar como expectativa silenciosa.


    Mensagens chegam fora do expediente, reuniões ocupam espaços antes destinados ao descanso e a sensação de urgência tornou-se permanente. Mesmo nos momentos de pausa, muitas pessoas continuam emocionalmente conectadas ao trabalho. Não é à toa, assim, que o burnout nas empresas cresceu 823% em quatro anos.


    Esse padrão impede períodos reais de recuperação psíquica. O corpo pode até parar, mas a mente permanece em estado de alerta mesmo aos finais de semana. Com o tempo, essa dinâmica favorece exaustão emocional, queda de produtividade, dificuldade de concentração e sintomas associados ao burnout.


    A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica. Sem pausas, o cérebro permanece em funcionamento contínuo. O Brasil ocupa atualmente o terceiro lugar mundial em tempo de exposição às telas digitais. Em média, cada brasileiro passa 9h15min por dia conectado, o equivalente a quase 140 dias inteiros do ano vivendo diante de telas.


    A tecnologia, por si só, não é a inimiga. Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, atendimento psicológico on-line, redes de apoio, flexibilização do trabalho e recursos voltados ao bem-estar emocional. O desafio contemporâneo não é abandonar a tecnologia, mas aprender a construir uma relação mais saudável com ela.


    As plataformas continuarão disputando nossa atenção. Mas nenhuma sociedade permanece emocionalmente saudável quando perde a capacidade de silêncio, profundidade e presença.


(Por Cristiano Nabuco. Disponível em: https://www.saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra. Acesso junho de 2026. Fragmento.)

Sobre o emprego da vírgula, analise, a seguir, os trechos extraídos do texto.



I. Em “Não é à toa, assim, que o burnout nas empresas cresceu 823% em quatro anos.” (5º§), o emprego da vírgula isolando o termo “assim” é facultativo por se tratar de uma conjunção conclusiva posposta ao verbo.


II. Em “Sem pausas, o cérebro permanece em funcionamento contínuo.” (7º§), a vírgula é obrigatória por tratar-se de um adjunto adverbial de tempo deslocado.


III. Em “[...] cada brasileiro passa 9h15min por dia conectado, o equivalente a quase 140 dias inteiros do ano vivendo diante de telas.” (7º§), a vírgula é utilizada para isolar um aposto explicativo que detalha o valor numérico mencionado anteriormente.



Está correto o que se afirma em 

Alternativas
Q4327104 Português

TEXTO I


O homem, o menino e o burro



Um Homem e o seu filho iam um dia com o seu Burro para o mercado. Enquanto caminhavam ao lado do Burro, um homem do campo passou por eles e disse:


 - Seus tolos, para que serve um burro senão para montar? Então o Homem pôs o Menino em cima do Burro e seguiram o seu caminho. Mas logo passaram por um grupo de homens, um dos quais disse:


- Vejam aquele Menino preguiçoso, deixa o pai andar enquanto ele monta!


Então o Homem mandou o Menino descer e montou ele próprio. Mas ainda não tinham ido longe quando passaram por duas mulheres, uma das quais disse à outra:


- É uma vergonha para aquele preguiçoso deixar o seu pobre filho a passear.


O Homem não sabia o que fazer, então acabou por levar o Menino junto de si em cima do Burro. Por esta altura, já tinham chegado à cidade e os transeuntes começaram a troçar e a apontar para eles. O Homem parou e perguntou-lhes de que é que estavam a zombar. Os homens disseram-lhe:


- Não tens vergonha de sobrecarregar esse teu pobre Burro com teu peso e o de teu filho?


O Homem e o Menino desceram e tentaram pensar no que fazer. Pensaram e pensaram, até que finalmente cortaram uma árvore, ataram os pés do burro a ele e levantaram o poste e Burro aos ombros. Foram andando no meio das gargalhadas de todos os que os encontravam até chegarem à Ponte do Mercado, quando o Burro, soltando uma das patas, deu um coice e fez com que o Menino deixasse cair a ponta do galho. Na luta, o Burro caiu sobre a ponte e, com as patas dianteiras atadas, afogou-se.


- Isto vai ensinar-vos, disse-lhes um velho que os tinha seguido: - Agradai a todos e não agradareis a ninguém.



ESOPO. 82 Histórias. Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/fabulas-esopo com.html#google_vignette. 

Leia a passagem abaixo retirada do texto I: - Vejam aquele Menino preguiçoso, deixa o pai andar enquanto ele monta!. Pode-se dizer que os sinais de pontuação presentes no fragmento, pela ordem, são: 
Alternativas
Q4326517 Português
A sopa

    Subiu lentamente a escada, arrastando os pés. Estacou para respirar apenas uma vez, no meio dos trinta degraus: ainda era um homem. Entrou na cozinha e, sem olhar para a mulher, sem lavar as mãos, sentou-se à mesa. Ela encheu o prato de sopa, colocou-o diante do marido.
    Olho vermelho de dorminhoco, o filho saiu do quarto e atravessou a cozinha. O homem batia as pálpebras, embevecido com os vapores capitosos.
    – Aonde é que vai?
    O filho abriu a torneira do banheiro:
    – Fazer a barba.
    – Hora da janta. Vem comer.
    Demorava-se o rapaz, torneira fechada. Com a toalha no pescoço, não olhou o pai.
    – Não quero jantar. Sem fome.
    O homem suspendeu a colher:
    – Não quer jantar, mas vem para a mesa. 
    Todas as noites, esfomeado. Enchia a colher, aspirava o caldo de feijão e, fazendo bico nos lábios; grossos, tragava-o com delícia. O filho desenhava com o garfo na toalha de flores estampadas. A mulher, essa, contemplava o fogo, mão no queixo.
    – Vou dar uma volta.
    O homem sugava ruidosamente e, a cada chupão, o filho revolvia a ponta do garfo no coração das margaridas.
    – Saiu agora do quarto, filho de barão! Mas eu... Quando me deitar de dia na cama! É para morrer!
    A mão do filho abandonou o garfo e não se mexeu.
    – Volta cedo, não é?
    A voz cansada da mãe, ainda de costas para a mesa. Não sabia ela que, ao defendê-lo, perdia a causa do filho? O homem esvaziou o prato e, descansando a colher, examinou as mãos enrugadas.
    – Estas mãos – sacudidas de ligeiro tremor – de um velho!
    A mulher apanhou o prato, encheu-o até a beirada. O marido retorceu as pontas úmidas do bigode:
    – Você não come?
    O filho contornava com o garfo as pétalas na toalha.
    – Não estou com vontade.
    – Depois o senhor vai para o quarto.
    Cheirava a colher e sorvia a sopa, estalando a língua. O filho ergueu-se da mesa.
    – O senhor fica sentado. Não tem pão nesta casa?
    A mulher trouxe o pão. Ele não o cortava: agarrava-o inteiro na mão e mordia várias vezes; em seguida partia-o em pedaços, alinhados diante do prato, atacando um por um, entre as colheradas.
    – Volta cedo, não é, meu filho?
    De novo a mãe, nunca aprenderia.
    – Agora não vou mais. O pai dizia a última palavra:
    – Uma vergonha! O chefe tem de jantar sozinho. O filho preguiçoso... até para comer. A mulher – com seus brados retiniam os talheres – tem o estômago delicado.
    Não se mexeu, curvada sobre o fogão.
    – Olhe para mim quando falo com a senhora!
    Ela se virou, a enxugar as mãos na saia.
    – Depois de velha, melindrosa. Não pode comer com o rei da casa, que lhe sustenta o filho e lhe dá o dinheiro?
    – Sabe por que não sento.
    Os dois a olharam com espanto, nunca discutiu as ordens do marido.
    – Sei não, dona princesa. Pois me conte.
    Ele pedia, a colher no ar:
    – Perdeu a coragem, que não fala?
    Outra vez a mulher deu-lhe as costas.
– Só nojo de você.
    Ele começou a soprar, manchava de borrifos a toalha.
    – O quê? O quê? Repita, mulher.
    A dona abriu o fogão, espertou as brasas, encheu-o de lenha:
    – Nada espero da vida. Mas não posso te ver comer. Sei que é triste para a mulher ter nojo do marido. Você chupa a colher se fosse tua última sopa. Come o pão como se eu fosse te roubar. Não sei o que fiz a Deus para esse castigo mais desgraçado. Fui boa mulher, ainda que tenha nojo. Lavo tua roupa, deito na tua cama, cozinho tua sopa. Faço isso até morrer. Me peça o que quiser. Não que me sente a essa mesa com você e tua sopa.
    O filho abandonou a cozinha e desceu a escada. Os dois ouviram bater a porta da rua.
    O marido encarou primeira vez a mulher. Baixou os olhos, cabelos de gordura boiavam no caldo frio. Erguendo um lado do prato, acabou o resto de sopa e lambeu a colher.

(TREVISAN, D. Novelas Nada Exemplares. Rio de Janeiro: Record, 2020. Adaptado) 

As escolhas de regência, o emprego do acento indicador de crase e a estruturação da pontuação são fundamentais para garantir a coesão e a expressividade na construção do texto literário. A respeito de propostas de análise gramatical de estruturas extraídas do conto “A sopa”, analise as afirmativas a seguir.



I. Na construção “[...] aspirava o caldo de feijão [...]” (11º§), a regência do verbo “aspirar” configura-se como transitiva direta devido ao campo semântico de “sorver” ou “inalar” assumido no contexto da cena.


II. No período “Não quer jantar, mas vem para a mesa.” (10º§), a inserção da vírgula cumpre uma determinação sintática da norma-padrão voltada ao isolamento da oração coordenada adversativa.


III. No fragmento “[...] sente a essa mesa [...]” (45º§), o acento indicativo de crase é de emprego facultativo, haja vista que a anteposição do artigo definido é opcional diante de pronomes demonstrativos dessa natureza.


IV. O emprego do acento indicador de crase em “[...] sentou-se à mesa.” (1º§) legitima-se pela regência do verbo pronominal, que exige o termo preposicionado, associada à presença do artigo definido feminino que determina o substantivo.



Está correto o que se afirma apenas em

Alternativas
Q4325235 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

“E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23” (8º parágrafo). A função do travessão, nesse contexto, é a de:
Alternativas
Q4325194 Português
Filantropia sem critério distribui privilégios, não
oportunidades


        Agosto, o mês da filantropia negra, convida o Brasil a responder a uma pergunta central para qualquer estratégia de investimento social: afinal, para que serve a filantropia? A resposta parece simples: a filantropia existe para reduzir desigualdades.

     Seu papel é ampliar oportunidades onde foram historicamente negadas, fortalecer organizações de transformação social e financiar soluções que nem Estado, nem mercado alcançam sozinhos. Se esse é o propósito, a lógica dita que, quanto maior for a desigualdade, maior é a prioridade do investimento.

   Na prática, a realidade é outra. Decisões de financiamento nascem de afinidades, interesses institucionais ou estratégias de reputação. Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?

     Nenhuma política pública séria ignora indicadores. A saúde baseia-se em dados epidemiológicos; a educação acompanha índices de aprendizagem que melhoram as condições de vida, a assistência social identifica vulnerabilidades. Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?

       Proponho o termo "filantropia recreativa": um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores. Gera iniciativas importantes, mas frequentemente conforta consciências antes de enfrentar estruturas.

       O Brasil é exemplo dessa contradição. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negros representam 56% da população e concentram os piores índices de pobreza, desemprego, insegurança alimentar e violência. Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.

      Ao escolher quem apoiar, definimos quais problemas serão enfrentados e quais ficarão à espera. O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas que volume investido, mas o critério da decisão.

    Enquanto as preferências dos financiadores pesarem mais do que os indicadores produzidos pela sociedade, continuaremos praticando uma filantropia recreativa: generosa nas intenções, mas insuficiente para as desigualdades que justificam sua existência.


Guibson Trindade (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/
2026/09/ - acesso em 01de setembro de 2026.
Julgue os itens a seguir:


I. “Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?” – Nesse período, o uso da vírgula é obrigatório, pois separa uma oração que apresenta função sintática de adjunto adverbial.

II. “Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.”. A oração subordinada apresenta um conectivo formal “ainda assim” cuja relação semântica indica um valor concessivo.
III. “O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas o volume investido, mas o critério da decisão.” - O elemento coesivo formal é uma conjunção adversativa, nesse contexto introduz uma oração coordenativa sindética adversativa.
IV. “Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?” o período composto apresenta três orações subordinadas.

Estão corretos apenas os itens:
Alternativas
Q4325193 Português
Filantropia sem critério distribui privilégios, não
oportunidades


        Agosto, o mês da filantropia negra, convida o Brasil a responder a uma pergunta central para qualquer estratégia de investimento social: afinal, para que serve a filantropia? A resposta parece simples: a filantropia existe para reduzir desigualdades.

     Seu papel é ampliar oportunidades onde foram historicamente negadas, fortalecer organizações de transformação social e financiar soluções que nem Estado, nem mercado alcançam sozinhos. Se esse é o propósito, a lógica dita que, quanto maior for a desigualdade, maior é a prioridade do investimento.

   Na prática, a realidade é outra. Decisões de financiamento nascem de afinidades, interesses institucionais ou estratégias de reputação. Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?

     Nenhuma política pública séria ignora indicadores. A saúde baseia-se em dados epidemiológicos; a educação acompanha índices de aprendizagem que melhoram as condições de vida, a assistência social identifica vulnerabilidades. Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?

       Proponho o termo "filantropia recreativa": um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores. Gera iniciativas importantes, mas frequentemente conforta consciências antes de enfrentar estruturas.

       O Brasil é exemplo dessa contradição. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negros representam 56% da população e concentram os piores índices de pobreza, desemprego, insegurança alimentar e violência. Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.

      Ao escolher quem apoiar, definimos quais problemas serão enfrentados e quais ficarão à espera. O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas que volume investido, mas o critério da decisão.

    Enquanto as preferências dos financiadores pesarem mais do que os indicadores produzidos pela sociedade, continuaremos praticando uma filantropia recreativa: generosa nas intenções, mas insuficiente para as desigualdades que justificam sua existência.


Guibson Trindade (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/
2026/09/ - acesso em 01de setembro de 2026.

No período “Proponho o termo ‘filantropia recreativa’: um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores”, os doispontos introduzem um segmento que

Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Intérprete de Libras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Almoxarifado | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Secretário Escolar I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Municipal de Controle Interno | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Patrimônio | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Setor de Esportes, cultura e Lazer | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auxiliar de Classe | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Ambiental | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal de Obras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Sanitário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico em Saúde Bucal | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Nutrição | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Enfermagem | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Assistência Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Contabilidade e Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Obras e Serviços de Engenharia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Agrícola/Agropecuária | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Topógrafo |
Q4324797 Português

Leia o texto a seguir.


Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos


    Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.


    Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.


    Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.


    Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.


    O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.


    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.


    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2026/06/1059916-brasileiros-

sacaram-em-abril-rs-4828-milhoes-esquecidos-em-bancos.html. Excerto

adaptado. Acesso em 11/06/2026

“Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas” (6º parágrafo). Nesse trecho, a vírgula após “consulta” foi empregada para:
Alternativas
Q4324618 Português
Observe atentamente o período:

“Esperar, nesse sentido, não deve ser confundido com permanecer parado.”
A construção apresentada utiliza sinais de pontuação que contribuem para organizar a informação e destacar uma expressão que estabelece relação com o que foi apresentado anteriormente. Além disso, algumas palavras do texto pertencem a famílias vocabulares relacionadas entre si.
Considerando as regras de pontuação, a formação de palavras e o sentido produzido pelo período, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4324553 Português
TEXTO I


Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo


Possível injeção de recursos públicos é discutida enquanto empresa tenta recuperar equilíbrio financeiro


Fábio Bouéri


   O governo federal analisa a possibilidade de destinar até R$ 6 bilhões para reforçar o caixa dos Correios. A medida é discutida como alternativa para reduzir o impacto do prejuízo acumulado e dar sustentação ao plano de recuperação financeira da estatal.

   A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva. A prioridade, neste momento, é acompanhar os resultados das medidas internas já adotadas para reorganizar as contas.

   Correios seguem sob pressão

  A empresa enfrenta um cenário considerado delicado, com sucessivos resultados negativos e aumento das despesas operacionais. O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.

  Mesmo assim, a liberação imediata de recursos não é tratada como certa. A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho sem necessidade de novo aporte direto do Tesouro.

  No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública. O objetivo foi ganhar fôlego financeiro e viabilizar a execução de um pacote de reestruturação administrativa e operacional.

   Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento. A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.

  Outro eixo do plano envolve a venda de imóveis considerados ociosos. A estratégia inclui a negociação de prédios administrativos, galpões e terrenos em diferentes regiões do país. A expectativa é levantar recursos para fortalecer o caixa e modernizar a operação logística.

   Os valores desses ativos variam de acordo com a localização e tamanho. Alguns imóveis possuem alto valor comercial e podem gerar entrada relevante de capital. A direção da estatal aposta no fato de que essas medidas, combinadas, podem reduzir a necessidade de um aporte direto e acelerar o processo de recuperação financeira.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo. https://revistaoeste.com/revista/economia/governo-avalia-aporte-de-r-6-bilhoes-noscorreios-para-conter-rombo/
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva.” (2º par.), nota-se a presença de dois períodos simples os quais são desprovidos de uso da vírgula, pois suas respectivas elaborações se encontram na ordem direta.
( ) Em “O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.” (3º par.), poder-se-ia acrescentar uma vírgula após o vocábulo “governo” haja vista a presença de um Sujeito diferente para a segunda oração.
( ) Em “No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública.” (5º par.), a pontuação evidencia um Adjunto adverbial de tempo deslocado na oração.
( ) Em “Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento.” (6º par.), nota-se um descuido gramatical quanto à ausência de uma vírgula para isolar um Adjunto adverbial deslocado no contexto.
( ) Em “A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação” (6º par.), poder-se-ia usar uma crase no trecho em destaque, uma vez que se nota a presença de uma preposição obrigatória pela regência do verbo “passou”.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência. 
Alternativas
Q4324428 Português
Marque a alternativa que apresenta todos os sinais de pontuação empregados corretamente.
Alternativas
Q4324138 Português
TEXTO I

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A perda da linguagem e a perda da liberdade

Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa


Roberto Motta


    São 5h30 da manhã e eu começo a caminhada pela praia do Rio de Janeiro. Há grupos espalhados pela areia, muita gente. Não são banhistas. Estão se recuperando de uma longa noite. Ao redor deles há uma mancha de lixo: garrafas de todos os tipos, embalagens de alimentos industrializados e restos de comida. E o odor de maconha. Caixas de som estão ligadas na potência máxima. As músicas são todas do mesmo tipo: “canções” sem melodia ou harmonia, nas quais vozes desafinadas e desagradáveis – algumas aos berros – se submetem à tirania de ritmos que soam como pancadas. As “letras” são relatos de atos sexuais, uso de drogas e crimes; algumas dessas músicas servem de hinos a facções. Álcool, carboidratos industrializados, drogas e violência: essa foi a dieta da noite na praia, onde a escuridão não acaba quando o sol nasce.

    Essa praia é o meu quintal. Sempre que o mar permite, eu nado. Nos outros dias, eu leio. Não levo nada comigo além dos livros, porque nas praias roubam tudo. Menos livros. Deixo os meus sobre a cadeira quando vou dar um mergulho, sem preocupação. O risco de serem roubados é zero.

    Não tenho uma boa explicação para minha obsessão por leitura. Uma parte do meu cérebro se ilumina quando leio. É uma sensação física. Sempre foi assim. Quando era muito criança, livros já me interessavam. No final da década de 1970, minha mãe me deixava na biblioteca pública de Salvador enquanto ia fazer compras. Não leio em busca de conhecimento ou cultura. Dizer isso seria mentir. Sou curioso sim, e isso me leva a ler de tudo. Preciso de variedade. Mas minha obsessão tem outra origem. É uma necessidade orgânica: sou dependente de leitura. Na falta de livros e revistas, leio bulas de remédio, rótulos de embalagens e manuais de instruções. Para alguém como eu, a internet foi um milagre. Nunca mais fiquei sem ter algo para ler. 

    Além de disponibilizar infinito material de leitura, a internet transformou todo mundo em escritor, nem que sejam apenas de comentários em postagens alheias. Com isso, ficou evidente o prejuízo causado pela degradação da linguagem, um fenômeno encorajado por sistemas políticos populistas como forma de igualdade. É a ideia de que existem muitos “saberes” igualmente importantes, mesmo que alguns desses saberes não saibam nada. O cidadão ocidental confortavelmente instalado em um sistema de bem-estar social que lhe garante a sobrevivência, é alimentado com o equivalente cultural de uma dieta de carboidratos, álcool e maconha. Exatamente como o pessoal da praia do início deste texto. 

    Comentários nas redes sociais expõem a torturante experiência de ter algo a dizer, mas não saber como. A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares, e estão desaparecendo a capacidade de observação e descrição, a sutileza e a moderação necessárias à expressão de ideias e ao exame equilibrado da vida em geral. Tudo se reduz a “amo” ou “odeio” e a “comunistas” versus “fascistas”. Políticos são classificados como santos ou impostores, submetidos aleatoriamente a ataques virulentos ou a adulação desmedida. A cidadania – se é que algo assim já existiu por essas terras – se esfarela junto com a linguagem.

    Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa. Fiz uma postagem com a recomendação do livro Trilogia Cósmica, de C. S. Lewis. Um dos comentários foi feito por alguém que se identificou como Alberto, ex-usuário de tudo. Ele disse: “Minha geração não lê livros. Jogamos games e assistimos vídeos. Acho que estamos certos porque a realidade é líquida. Preferimos receber o resumo da sua geração”. Alberto, o resumo é esse: de todas as perdas que alguém pode sofrer, a perda da linguagem é uma das mais graves, principalmente porque é impossível notar a perda de algo que você nunca teve. 

    Acontece que a linguagem é a ferramenta do raciocínio. Pensamentos são expressos em uma voz interior que usa a linguagem que aprendemos. Até que esses pensamentos sejam articulados, eles não existem de forma consciente. Bom senso e clareza de raciocínio não são privilégio de pessoas instruídas, isso é evidente; existem pessoas simples que conduzem suas vidas com padrões morais elevados e acumulam conquistas pessoais maiores do que as de muitos “intelectuais”. Entretanto, na maioria dos casos – e exceto por um esforço extraordinário – a falta de um vocabulário leva a um embotamento da sensibilidade e do raciocínio, assim como a falta de treinamento leva à atrofia muscular. O universo fica reduzido a um estreito conjunto de experiências mundanas, quase sempre primitivas, quase sempre envolvendo as partes inferiores do corpo. O resultado é um vazio experiencial – um mal tornado ainda mais terrível porque o portador da aflição não consegue nomear a enfermidade. O primeiro impulso é preencher o vazio com barulho, porque o silêncio é insuportável para uma mente que não tem como pensar. Por isso, a onipresença de equipamentos sonoros em todos os lugares e momentos. 

    É impossível encontrar, na minha cidade, uma praia livre de caixas de som, ou uma clínica cujos pacientes, nas salas de espera, não sejam tutelados – não sei se essa é a melhor palavra – por aparelhos de televisão permanentemente ligados. A forma mais popular de anestesia, claro, é o celular: não há desespero existencial que resista a uma sequência de reels. Esse vazio também é preenchido por ideologias e filosofias calamitosas, do neomarxismo woke ao ambientalismo xiita, dos métodos infalíveis para enriquecer com criptomoedas ao extremismo religioso. Improváveis teorias da conspiração se transformam na justificativa existencial de multidões. O lixo criado pelo homem é consumido pelo homem como se fosse o caminho da verdade.

    Permitam-me sugerir a redescoberta da linguagem, por meio da leitura, como remédio. Mas o caminho da libertação não passa apenas por livros – ele exige bons livros. Como disse o filósofo Arthur Schopenhauer: “A arte de não ler é uma arte muito importante. Ela consiste em não se interessar por aquilo que, em determinado momento, esteja ocupando a atenção do público em geral. Quando algum panfleto político ou eclesiástico, ou um romance, ou um poema estiver provocando grande alvoroço, você deve se lembrar de que aquele que escreve para tolos sempre encontra um grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler livros ruins: pois a vida é curta”.


Fonte: MOTTA, Roberto. A perda da linguagem e a perda da liberdade. https://revistaoeste.com/revista/edicao-305/a-perda-da-linguagem-e-a-perda-da-liberdade/ 
Assinale a alternativa cujo emprego da pontuação evidenciada esteja gramaticalmente correto.
Alternativas
Q4323423 Português
Leia os enunciados:

O vestido, você comprou?
De doce, eu gosto.

A vírgula pode ser empregada em diferentes situações. Nos enunciados acima ela serviu para:
Alternativas
Q4323095 Português
Leia o texto a seguir.

No poema "Pronominais", de 1925, Oswald de Andrade registrava que o brasileiro tinha duas formas de pedir um cigarro: os letrados dizem "dê-me um cigarro" e "o bom negro e o bom branco" falam "me dá um cigarro". Em sua pesquisa de pós-doutorado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o pesquisador Marcelo Limeira dos Anjos endossa a constatação de que as regras de colocação pronominal do português brasileiro têm raízes no uso da linguagem como critério de diferenciação de classes. Mais: além da origem classista, a história da norma sugere que outros fatores, como questões políticas e até inimizades entre autores, ajudam a explicar o porquê de o país ter regras tão rígidas no posicionamento de pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos e seus eventuais plurais) frente a verbos.

A pesquisa, que segue perspectiva linguística, destaca o fato de, apesar da falta de consenso entre os teóricos sobre essas normas, em geral a gramática brasileira mais disseminada trazer obrigações quanto à colocação de pronomes, o que não ocorre da mesma forma na gramática portuguesa. "O tema não atormenta os portugueses como aos brasileiros. Em tese, até mesmo a proibição do pronome em início de oração só faz sentido para nós", diz Anjos.

Entre esses impeditivos mencionados pelo pesquisador está o uso do pronome antes do verbo (próclise) em início de frase, que inspirou Oswald de Andrade. Outro é a "atração" que certas palavras, como os advérbios ou as de sentido negativo, exerceriam sobre o pronome, o que forçaria a próclise, como em "nunca te vi", em oposição a "nunca vi-te".

Anjos estudou a história das regras de colocação pronominal e concluiu que a maioria delas foi inventada e, depois de levantadas em discussões intelectuais, acabou imposta pelo ensino formal. Na historiografia levantada pela pesquisa, consta que as gramáticas do século XVIII, por exemplo, apenas citavam a existência da próclise e da ênclise.


Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colocação pronominal. Ciência UFPR. Disponível em: https://ciencia.ufpr.br/portal/colocacao-pronominal/
Leia o trecho: "A pesquisa, que segue perspectiva linguística, destaca o fato de, apesar da falta de consenso entre os teóricos sobre essas normas, em geral a gramática brasileira mais disseminada trazer obrigações quanto à colocação de pronomes, o que não ocorre da mesma forma na gramática portuguesa." Considerando o emprego da pontuação no período, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4322348 Português
Analise cuidadosamente os períodos abaixo:

I. “Os profissionais que participaram da formação continuada apresentaram propostas inovadoras para o trabalho pedagógico.”
II. “Os profissionais, que participaram da formação continuada, apresentaram propostas inovadoras para o trabalho pedagógico.”

Embora apresentem estruturas sintáticas semelhantes, os dois períodos podem produzir efeitos de sentido distintos em razão da pontuação empregada.
Com base na norma-padrão e nos princípios de construção do sentido textual, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4322274 Português
Observe o trecho:

“Talvez uma cidade verdadeiramente desenvolvida não seja aquela que permanece acordada o tempo inteiro, mas aquela que sabe equilibrar movimento e pausa, produção e descanso, atividade e silêncio.”

A organização sintática desse período contribui diretamente para a construção do argumento defendido pelo autor. O emprego da conjunção destacada estabelece uma relação específica entre as ideias, enquanto o pronome relativo contribui para a articulação entre os termos da oração.

Considerando as relações de coordenação e subordinação, o emprego das conjunções, dos pronomes relativos e a pontuação, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
81: C
82: C
83: B
84: D
85: E
86: C
87: D
88: B
89: A
90: C
91: A
92: D
93: B
94: A
95: B
96: B
97: D
98: D
99: A
100: A