Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
Foram encontradas 14.397 questões
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Atenção é vida
Você sente que está sempre ocupado, mas nem sempre com o que importa? A promessa da vida digital era facilitar, ganhar tempo e aproximar. Mas, na prática, para muita gente, ela tem feito o contrário: acelera, fragmenta e ocupa espaços que antes eram de presença, descanso e silêncio.
A forma como você usa o seu celular diz muito sobre quem você acredita que precisa ser. Se você sente que precisa responder a todas as solicitações na hora, talvez esteja carregando a crença de que disponibilidade é sinônimo de valor. Se não consegue ficar offline, pode estar confundindo conexão com pertencimento. Se acorda e dorme com o celular na mão, talvez esteja terceirizando o próprio ritmo.
Simplificar a vida digital não começa no aparelho. Começa na sua atualização de identidade. Porque toda mudança sustentável exige, na prática, uma faxina interna. E essa faxina passa por três frentes: crenças, emoções e relacionamentos.
Quais crenças te mantêm refém do excesso? A ideia de que “se eu não fizer, ninguém faz”? Ou de que “descansar é perder tempo”? Quais emoções você evita quando se distrai rolando a tela? Ansiedade, solidão, medo de ficar de fora? E quais relações digitais já perderam o sentido, mas continuam ocupando espaço: grupos silenciados, conteúdos que não agregam, conversas que drenam mais do que nutrem?
A vida não fica mais leve quando você organiza o celular. Ela simplifica quando você organiza a si mesmo. Na prática, isso pede decisões simples e profundas. Não levar o celular para a cama, porque ele não é companhia, é estímulo. Não se sentar à mesa com notificações abertas, porque presença não se divide. Escolher em quais grupos estar, porque acesso não significa vínculo. Usar o modo “não perturbe” como limite saudável, não como luxo.
Parece pouca coisa, mas não é. Cada pequena escolha, cada faxina, reorganiza sua atenção. E atenção é vida. A verdade é que não falta tempo. Faltam clareza e coragem para eliminar relações, hábitos e estímulos que já não fazem sentido.
Quando você sabe o que importa, fica mais fácil dizer não para o que só ocupa espaço. E isso vale para o digital e para a vida. Porque a mesma pessoa que se perde nas telas, muitas vezes, também se perde nas decisões, nos excessos e nas expectativas. Você não precisa de mais tempo. Precisa reconhecer quem você é hoje e se está investindo energia em relações que fazem sentido.
Fonte: CAMARGO, Izabella. Atenção é vida. Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. de 2026. Adaptado.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Atenção é vida
Você sente que está sempre ocupado, mas nem sempre com o que importa? A promessa da vida digital era facilitar, ganhar tempo e aproximar. Mas, na prática, para muita gente, ela tem feito o contrário: acelera, fragmenta e ocupa espaços que antes eram de presença, descanso e silêncio.
A forma como você usa o seu celular diz muito sobre quem você acredita que precisa ser. Se você sente que precisa responder a todas as solicitações na hora, talvez esteja carregando a crença de que disponibilidade é sinônimo de valor. Se não consegue ficar offline, pode estar confundindo conexão com pertencimento. Se acorda e dorme com o celular na mão, talvez esteja terceirizando o próprio ritmo.
Simplificar a vida digital não começa no aparelho. Começa na sua atualização de identidade. Porque toda mudança sustentável exige, na prática, uma faxina interna. E essa faxina passa por três frentes: crenças, emoções e relacionamentos.
Quais crenças te mantêm refém do excesso? A ideia de que “se eu não fizer, ninguém faz”? Ou de que “descansar é perder tempo”? Quais emoções você evita quando se distrai rolando a tela? Ansiedade, solidão, medo de ficar de fora? E quais relações digitais já perderam o sentido, mas continuam ocupando espaço: grupos silenciados, conteúdos que não agregam, conversas que drenam mais do que nutrem?
A vida não fica mais leve quando você organiza o celular. Ela simplifica quando você organiza a si mesmo. Na prática, isso pede decisões simples e profundas. Não levar o celular para a cama, porque ele não é companhia, é estímulo. Não se sentar à mesa com notificações abertas, porque presença não se divide. Escolher em quais grupos estar, porque acesso não significa vínculo. Usar o modo “não perturbe” como limite saudável, não como luxo.
Parece pouca coisa, mas não é. Cada pequena escolha, cada faxina, reorganiza sua atenção. E atenção é vida. A verdade é que não falta tempo. Faltam clareza e coragem para eliminar relações, hábitos e estímulos que já não fazem sentido.
Quando você sabe o que importa, fica mais fácil dizer não para o que só ocupa espaço. E isso vale para o digital e para a vida. Porque a mesma pessoa que se perde nas telas, muitas vezes, também se perde nas decisões, nos excessos e nas expectativas. Você não precisa de mais tempo. Precisa reconhecer quem você é hoje e se está investindo energia em relações que fazem sentido.
Fonte: CAMARGO, Izabella. Atenção é vida. Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. de 2026. Adaptado.

I- Em “Não tenho porque tomo remédio” o “porque” deveria ser substituído por “por que”.
II- Em “Não, graças a Deus”, deveria haver, obrigatoriamente, ponto após “Não”.
III- Nos dois primeiros quadrinhos a pergunta é marcada pelo emprego da interrogação no fim da oração.
IV- Em “a senhora disse que não tem pressão alta” o termo “tem” está no plural.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto II e responda à questão.

No segundo quadrinho, após a expressão “Que coisa sem graça!”, a pontuação empregada é:
Leia o texto para responder a questão.
O que a Tesla nos ensina sobre a nova fase das startups A Tesla tem crescido absurdamente nos últimos anos e foi responsável em 2020 por catapultar o Elon Musk ao posto de homem mais rico do mundo ultrapassando Jeff Bezos, fundador da Amazon.
A empresa, que começou em 2003, só foi ter lucro pela primeira vez em 2013 e, mesmo hoje, ainda possui uma receita bem inferior a vários de seus concorrentes. Em 2019, por exemplo, vendeu pouco mais de 192 mil veículos nos Estados Unidos, contra mais de 2 milhões da Toyota.
Mas, em contrapartida, o seu valor de mercado seguiu uma curva de crescimento diferente:
- Já em 2016 estreou na lista das marcas automotivas mais valiosas do mundo, com um valor de mercado de US$4,4 bilhões.
- Em Outubro de 2019 ultrapassou a General Motors e se tornou a montadora mais valiosa dos EUA.
- Em Janeiro de 2020 superou os US$100 bilhões de valor de mercado, ultrapassando a Ford e a General Motors somadas.
- Em Junho de 2020 já ultrapassou a Toyota e se tornou a maior montadora do mundo valendo US$183 bilhões.
- Em Dezembro fechou o ano valendo US$640 bilhões. O dobro da Toyota (US$214 bilhões) e da Volkswagen (US$98 bilhões) juntas.
- Já no início de janeiro de 2021, ultrapassou o valor de US$800 bilhões, ultrapassando o Facebook, se tornando a 5ª maior empresa do mundo e valendo mais do que as 10 maiores montadoras juntas.
Mas afinal de contas, porque a Tesla vale tanto, mesmo tendo um faturamento absurdamente menor do que as montadoras tradicionais?
Carros elétricos
Em primeiro lugar, é preciso entender a pressão pela mudança na matriz energética no mundo. A dependência do petróleo concentra poder na mão dos detentores das reservas e nem sempre isso é bom para as maiores economias. Além disso, existe uma crescente pressão ambiental por soluções mais sustentáveis e hoje se enxerga o carro elétrico como uma melhor solução.
Carro como um hardware não como um veículo
Uma das maiores revoluções vividas recentemente foi a incorporação do modelo de vendas de produtos que melhoram com o tempo, pois se atualizam.
Olhe o seu celular, por exemplo, talvez ele ganhou alguma nova funcionalidade desde que você o comprou? Que podem ir de melhorias na câmera a novos aplicativos que ainda não tínhamos. O seu celular passou a transferir dinheiro para outras pessoas de graça. Isso aconteceu por uma atualização de uma outra instituição (no caso, o Banco Central e os bancos brasileiros), mas o produto que você comprou passou a ter uma nova funcionalidade.
É isso que acontece com os carros da Tesla hoje, eles ganham novas funcionalidades com atualizações de software. Recentemente a autonomia dos carros aumentou com uma dessas atualizações.
Que outras montadoras fazem isso?
[...]
Disponível em https://troposlab.com/que-a-tesla-ensina-sobre-startups/
Leia o texto para responder a questão.
A Dama de Ferro
por Francisco Russo
Meryl Streep já foi polonesa (A Escolha de Sofia), italiana (As Pontes de Madison) e irlandesa (A Dança das Paixões). Interpretou uma freira rigorosa (Dúvida), uma professora dedicada (Música do Coração) e uma psiquiatra (Terapia do Amor), entre tantas outras profissões. Já cantou em cena (Mamma Mia!), foi mocinha e vilã. No auge de seus 62 anos, sem ter mais nada a provar, encarou um de seus papéis mais difíceis: Margaret Thatcher, a ex-primeira-ministra britânica que despertou sentimentos distintos ao longo de seus 11 anos de governo. Difícil não apenas pela natureza da personagem, mas especialmente por seus trejeitos. Streep, sem exagero, personifica Thatcher. É o que segura o filme.
Os principais eventos do final dos anos 70 e da década seguinte até são apresentados, com rápidas citações e cenas reais da época, captadas pela TV. Era um cenário bem diferente do atual, onde o duelo capitalismo x socialismo ainda imperava. A crise econômica vivida pela Inglaterra é simplificada e até bem apresentada através de comparações envolvendo responsabilidade fiscal (assunto macro) com orçamento doméstico (assunto micro). Tudo para aproximar o espectador a um tema difícil, de forma a também justificar sua baixa popularidade imediata. Situação revertida logo em seguida, com o sucesso na Guerra das Malvinas e a imediata consagração patriota.
Enquanto se atém aos dois fatos mais marcantes do governo Thatcher, a crise e a guerra, A Dama de Ferro se sai bem, apesar do cansativo e desnecessário vai e vem entre cenas do passado e do presente. É no que há além disto que o filme peca. Por exemplo, o rigor extremo com que Thatcher tratava sua equipe é ressaltado em detrimento das decisões impopulares que tomou, que fizeram com que deixasse o governo. Desta forma o filme dá à sua personagem principal um tom carinhoso, tornando-a vítima dos acontecimentos e uma injustiçada diante da história. Mais tendencioso, impossível.
Por outro lado, é Meryl Streep quem dá brilho ao filme. Sua primeira aparição, envelhecida graças à excelente maquiagem, surpreende. É através de seu modo de falar, dos trejeitos ao andar e se mover, que percebe-se que a atriz fez um minucioso trabalho de personificação em relação à verdadeira Thatcher. Coisa de perfeccionista mesmo, de buscar o detalhe para ser o mais idêntico possível. Entretanto, trata-se de um trabalho técnico. Extremamente bem feito, mas que não emociona.
A Dama de Ferro é um filme razoável, que compensa o andamento burocrático da história com uma grande atuação de sua protagonista. Destaque também para a crítica implícita às celebridades de hoje em dia, feita no diálogo sobre a mudança de conceitos entre ser famoso por ter feito algo ou alcançar o sucesso simplesmente por ser alguém, sem qualquer mérito.
Disponível em https://www.adorocinema.com/filmes/filme-127404/criticas-adorocinema/
A questão refere-se ao texto.

A questão refere-se ao texto abaixo.

A questão refere-se ao texto abaixo.

I. Usa-se ponto de exclamação depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas, que se proferem com entonação ascendente.
II. O ponto de exclamação substitui a vírgula depois de um vocativo enfático.
III. Usa-se ponto de exclamação para exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, piedade, ordem, advertência, alegria, raiva, etc.
Quais estão corretas?
Observe as frases abaixo.
– Nicolas, cuidado! (1ª)
E o ruído recomeçou intensamente. (2ª)
– Você viu alguma coisa vindo da varanda? (3ª)
Acerca da pontuação, marque a alternativa que classifica CORRETAMENTE as frases, na ordem em que aparecem acima:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Simplicidade
Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.
Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.
Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)
Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.
GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida
de/>.
"Minha avó (...) era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações."
Marque a alternativa que apresenta uma forma reescrita do trecho acima em que a pontuação se encontra totalmente correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Era uma casa
muito engraçada
Não tinha teto,
não tinha nada
Ninguém podia
entrar nela não
Porque na casa
não tinha chão
Ninguém podia
dormir na rede
Porque na casa
não tinha parede
Ninguém podia
fazer pipi
Porque penico
não tinha ali
Mas era feita
com muito esmero
Na rua dos bobos,
número zero
Vinicius de Moraes, "A Casa", em A Arca de Noé (1970).
Extremos do planeta caminham para o perigoso ponto de não retorno
Carlos Nobre e Durwood Zaelke
O atual cenário de guerra e o clima de tensão entre países importantes na geopolítica mundial têm afastado a crise climática global do noticiário diário. A proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), no entanto, traz o tema para a ordem do dia, diante da alarmante situação de dois importantes extremos ambientais da Terra: a floresta amazônica e a tundra do Ártico — um bioma localizado no extremo norte do planeta, coberto quase que exclusivamente por gelo. Ambos enfrentam riscos reais de ultrapassar o chamado ponto de não retorno climático, situação em que os danos ambientais se tornam irreversíveis.
Ainda que separados por milhares de quilômetros, esses dois biomas compartilham uma ligação fundamental: estão profundamente ameaçados pelo aumento acelerado da temperatura global e pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente o metano. Embora similar ao dióxido de carbono (CO2), ele permanece na atmosfera por cerca de uma década, em comparação a centenas de milhares de anos do CO2, mas absorve 86 vezes mais energia solar, contribuindo para o efeito estufa e impactando severamente o meio ambiente. Os prejuízos causados rompem limites geográficos e socioambientais, afetando o agronegócio e a economia de forma geral.
Como sabemos, a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e tem um papel fundamental na regulação do clima terrestre. Além de manter o ciclo das chuvas e abrigar uma biodiversidade única, ela funciona como "sumidouro de carbono". É um processo natural que absorve e armazena CO2 da atmosfera. O desmatamento ilegal, juntamente com os incêndios florestais, está reduzindo a capacidade da Amazônia de absorver CO2 e nos aproxima de um colapso ecológico que pode ser irreversível.
Do outro lado do hemisfério, no Norte, o Ártico está aquecendo quatro vezes mais rápido do que a média global e, com isso, o gelo do Ártico e a tundra terrestre estão derretendo a um ritmo preocupante. Essa camada marinha de água congelada é altamente reflexiva, e a substituição desse grande escudo branco por um oceano mais escuro acarreta mais aquecimento por conta da absorção do calor, em um efeito de retroalimentação autoamplificadora. A neve e o gelo terrestres no Ártico também são reflexivos e, quando derretem e são substituídos por terra mais escura, desencadeiam outro ciclo de retroalimentação autoamplificadora. Além disso, neste bioma, conhecido como "permafrost", o aquecimento do solo congelado há milênios corre o risco de liberar vastas reservas de metano e CO2.
A conexão entre esses dois biomas revela que a crise climática não é localizada, é global. A ciência nos mostra o que está acontecendo e o futuro do planeta depende das escolhas que fazemos hoje. Se chegarmos a esse ponto de não retorno — e estamos caminhando céleres para isso —, a Amazônia e o Ártico não conseguirão mais se regenerar. Nesse grave cenário que se avizinha, mesmo se reduzíssemos drasticamente as emissões, o sistema climático seguiria aquecendo por conta própria. Se esse limite for ultrapassado, cerca de 70% da Amazônia pode se degradar nas próximas décadas, tornando a floresta inviável.
Evitar esse ponto crítico requer ação imediata para mitigar o metano e outros poluentes climáticos de curta duração, desacelerando o aquecimento mais próximo. Nesse sentido, estudos do Instituto de Governança e Desenvolvimento Sustentável (IGSD) indicam que mitigar o metano e outros superpoluentes climáticos pode evitar quatro vezes mais aquecimento em 2050 do que cortar apenas o CO2.
No ano em que o Brasil sedia a COP30, em Belém, há um apelo crescente para que o país lidere uma nova abordagem para mitigar os superpoluentes climáticos de curto prazo. Isso inclui a exigência para que as empresas de óleo e gás limitem imediatamente suas emissões de metano e desencorajem fortemente a exploração de novos combustíveis fósseis, reconhecendo que as reservas existentes hoje são muito maiores do que podem ser queimadas mantendo o planeta relativamente seguro.
A impossibilidade de atingir a meta firmada em 2015 no Acordo de Paris — de frear o aumento da temperatura média global em até 1,5°C — é um estímulo para que sigamos em busca de uma transição justa e inclusiva para as próximas gerações. Cada dia é importante para não recebermos uma conta impagável e sem retorno, em um futuro que está mais próximo do que se imagina.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 05 set. 2025
Leia o trecho a seguir.
Essa camada marinha de água congelada é altamente reflexiva, e a substituição desse grande escudo branco por um oceano mais escuro acarreta [...]
O uso da vírgula, nesse trecho, justifica-se, pois
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar
O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.
Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.
Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.
Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?
Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.
A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.
Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".
Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.
Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.
Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.
Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.
Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.
Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.
Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença.
Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.
Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.
No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.
Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.
Mas quais eram as soluções?
O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.
Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.
Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.
Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.
Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado.
Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média.
Considerando as regras de emprego da vírgula, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar
O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.
Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.
Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.
Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?
Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.
A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.
Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".
Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.
Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.
Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.
Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.
Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.
Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.
Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença.
Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.
Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.
No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.
Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.
Mas quais eram as soluções?
O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.
Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.
Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.
Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.
Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado.
Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média.
Considerando as regras de emprego da vírgula, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir para responder à questão
Doenças renais crônicas, obesidade, depressão… Décadas atrás, era impensável a ideia de que tais enfermidades pudessem atingir cães, gatos e outros animais. Hoje, porém, a medicina veterinária enfrenta casos antes considerados tipicamente humanos. Mais que uma evolução dos métodos de diagnóstico, a mudança pode ser reflexo da influência dos donos sobre a saúde de seus animais domésticos.
Em humanos, a possibilidade de expressar sentimentos e angústias pela fala facilita o diagnóstico da depressão. Em cães, entretanto, é preciso ficar atento ao comportamento do animal. Apatia, perda de apetite e busca de isolamento são sinais de que o animal pode estar deprimido, assim como acontece com seres humanos.
Se os sintomas de depressão são os mesmos em cães e humanos, há semelhança também no tratamento da doen ça, com uso de psicotrópicos e psicoterapia. Além disso, os tutores são instruídos a mudar algumas atitudes em relação a eles, como passar mais tempo em sua companhia, levá-los para passear, melhorar sua alimentação e permitir a convivência com outros cães.
(Guilherme de Souza. Tal cão, tal dono. https://cienciahoje.org.br. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão
O que influencia suas decisões sobre carreira, família, saúde e vida social? Para um número crescente de pessoas, a resposta é: o animal de estimação. E pesquisas mostram que seu impacto vai além do companheirismo.
Como psicoterapeuta e pesquisadora que explora a in fluência dos animais de estimação na vida das pessoas há mais de uma década, parte do meu trabalho é entender as necessidades dos tutores e como apoiá-los segundo suas necessidades. Estudos com esses objetivos têm ganhado mais atenção nas últimas décadas.
Uma pesquisa que envolveu 5.000 tutores demonstrou que, especialmente entre casais sem filhos, os animais de estimação influenciam decisões pessoais e até profissionais. Muitos preferem cancelar eventos sociais ou faltar ao tra balho para cuidar de seus “filhos”. Uma outra pesquisa com 1.800 tutores de animais de estimação revelou quão profun da é essa conexão: 30% daqueles que trabalham on-line dis seram que estariam mais inclinados a voltar ao escritório se pudessem levar seus bichinhos para o trabalho. Quase um terço valoriza o tempo de folga especificamente para cuidar de seus animais, e um quarto gostaria de ver vantagens rela cionadas a animais de estimação incluídas nos seus benefí cios como funcionários.
Embora, antes, a trajetória de vida envolvesse primeira mente casamento, filhos e uma carreira estável, muitos, hoje, idealizam futuros em que seus animais de estimação são fi guras centrais. Algumas pessoas estão dispostas a ganhar menos, mudar de emprego ou alterar as opções de moradia para priorizar as necessidades dos animais. Essas não são apenas preferências isoladas. Elas revelam não só mudan ças sociais mais amplas, mas também uma transformação em como as pessoas se definem.
(Renata Roma. Pets influenciam cada vez mais as decisões de vida de seus tutores. https://super.abril.com.br, 01.08.2025. Adaptado)
• Uma pesquisa que envolveu 5.000 tutores demonstrou que especialmente entre casais sem filhos os animais de estimação influenciam decisões pessoais e até profissionais. Muitos preferem cancelar eventos so ciais ou faltar ao trabalho para cuidar de seus “filhos”. (3o parágrafo)
No trecho, as aspas foram empregadas para