Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4227217 Português

Analise a frase abaixo para responder à questão.


É capaz que a gente já tenha depois desses dados que já foram mostrados nas próximas duas ou três semanas alguma liberação também para esse público.


(msn.com. Adaptado).  

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4227037 Português
Asinale a alternativa que explica corretamente a função do emprego das vírgulas no trecho a seguir, retirado do texto:
“tenho observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo”.
Alternativas
Q4227016 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

texto.png (1076×1462)

Disponível em https://news.un.org/pt/story/2023/05/1813512 Acessado em 01/05/2023. Texto adaptado
No quinto parágrafo, as aspas foram empregadas para expressar
Alternativas
Q4227014 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

texto.png (1076×1462)

Disponível em https://news.un.org/pt/story/2023/05/1813512 Acessado em 01/05/2023. Texto adaptado
Uma vírgula poderia substituir o ponto que separa os enunciados
Alternativas
Q4226879 Português
O câncer que afligiu dinossauros e ainda atinge milhares de pessoas todos os anos


   Em um dia chuvoso ____ cerca de 77 milhões de anos, no que hoje é o sudeste de Alberta, no Canadá, certo dinossauro estava passando por momentos difíceis. O Centrosaurus apertus adulto, um primo herbívoro de tamanho médio dos Triceratops maiores que viveram ao lado dos Tyrannosaurus, tinha um câncer ósseo avançado em sua tíbia. A doença possivelmente se espalhou para outras partes de seu corpo e era terminal.
    O diagnóstico desse dinossauro em particular de osteossarcoma, um raro câncer ósseo maligno mais comumente encontrado em crianças e diagnosticado em cerca de 25.000 pessoas por ano em todo o mundo, só veio em 2020. Foi ____ primeira vez que um câncer maligno foi diagnosticado em um dinossauro. ____ confirmação do caso exigiu uma equipe multidisciplinar.
     O osso tinha uma protuberância em uma extremidade que foi rotulada como calo de fratura, mas mesmo _____ primeira vista havia vários sinais indicadores de câncer ósseo: estava visivelmente malformado e tinha grandes forames não naturais (orifícios abertos) ao redor da protuberância.
     A equipe usou todos os meios de que dispunha para confirmar o diagnóstico em seu paciente de 77 milhões de anos. Eles compararam o osso com um osso normal da canela do Centrosaurus e um osso da panturrilha humana com um caso confirmado de osteossarcoma. Eles também usaram raios-X, tomografia computadorizada (TC) de alta qualidade, juntamente com ferramentas de reconstrução 3D e histologia para criar biópsias para que pudessem estudar o tumor no nível celular.
     "Isso nos permitiu fazer um diagnóstico de câncer positivo que está de acordo com o que os médicos da minha equipe sugeriram [que fariam] em um paciente humano", diz Evans. "Na verdade, partimos para seccionar o osso em série. Conseguimos rastrear o tumor cancerígeno abrindo caminho através do osso, do joelho ao tornozelo."


(Fonte: BBC - adaptado.)
Assinalar a frase em que a pontuação está INCORRETA:  
Alternativas
Q4226832 Português

Analise a frase abaixo para responder à questão.


A hipótese da pesquisa é que cada um desses elementos represente um dia do mês totalizando em doze ciclos 360 dias.


(msn.com. Adaptado).

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4226479 Português
A partida

Osman Lins

   Hoje, revendo minhas atitudes quando vim embora, reconheço que mudei bastante. Verifico também que estava aflito e que havia um fundo de mágoa ou desespero em minha impaciência. Eu queria deixar minha casa, minha avó e seus cuidados. Estava farto de chegar a horas certas, de ouvir reclamações; de ser vigiado, contemplado, querido. Sim, também a afeição de minha avó incomodava−me. Era quase palpável, quase como um objeto, uma túnica, um paletó justo que eu não pudesse despir.

    Ela vivia a comprar−me remédios, a censurar minha falta de modos, a olhar−me, a repetir conselhos que eu já sabia de cor. Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.

    Na véspera da viagem, enquanto eu a ajudava a arrumar as coisas na maleta, pensava que no dia seguinte estaria livre e imaginava o amplo mundo no qual iria desafogar−me: passeios, domingos sem missa, trabalho em vez de livros, mulheres nas praias, caras novas. Como tudo era fascinante! Que viesse logo. Que as horas corressem e eu me encontrasse imediatamente na posse de todos esses bens que me aguardavam. Que as horas voassem, voassem!

    Percebi que minha avó não me olhava. A princípio, achei inexplicável ela fizesse isso, pois costumava fitar−me, longamente, com uma ternura que incomodava. Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama. 

   Deixei a luz acesa. Sentia não sei que prazer em contar as vigas do teto, em olhar para a lâmpada. Desejava que nenhuma dessas coisas me afetasse e irritava−me por começar a entender que não conseguiria afastar−me delassem emoção.

    Minha avó fechara a maleta e agora se movia, devagar, calada, fiel ao seu hábito de fazer arrumações tardias. A quietude da casa parecia triste e ficava mais nítida com os poucos ruídos aos quais me fixava: manso arrastar de chinelos, cuidadoso abrir e lento fechar de gavetas, o tique−taque do relógio, tilintar de talheres, de xícaras.

    Por fim, ela veio ao meu quarto, curvou−se:

    — Acordado?

    Apanhou o lençol e ia cobrir−me (gostava disto, ainda hoje o faz quando a visito); mas pretextei calor, beijei sua mão enrugada e, antes que ela saísse, dei−lhe as costas.
Não consegui dormir. Continuava preso a outros rumores. E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam. Edifícios imensos, opressivos, barulho de trens, luzes, tudo a afligir−me, persistente, desagradável — imagens de febre.

   Sentei−me na cama, as têmporas batendo, o coração inchado, retendo uma alegria dolorosa, que mais parecia um anúncio de morte. As horas passavam, cantavam grilos, minha avó tossia e voltava−se no leito, as molas duras rangiam ao peso de seu corpo. A tosse passou, emudeceram as molas; ficaram só os grilos e os relógios. Deitei−me.

    Passava de meia−noite quando a velha cama gemeu: minha avó levantava−se. Abriu de leve a porta de seu quarto, sempre de leve entrou no meu, veio chegando e ficou de pé junto a mim. Com que finalidade? — perguntava eu. Cobrir−me ainda? Repetir−me conselhos? Ouvi−a então soluçar e quase fui sacudido por um acesso de raiva. Ela estava olhando para mim e chorando como se eu fosse um cadáver — pensei. Mas eu não me parecia em nada com um morto, senão no estar deitado. Estava vivo, bem vivo, não ia morrer. Sentia−me a ponto de gritar. Que me deixasse em paz e fosse chorar longe, na sala, na cozinha, no quintal, mas longe de mim. Eu não estava morto.

    Afinal, ela beijou−me a fronte e se afastou, abafando os soluços. Eu crispei as mãos nas grades de ferro da cama, sobre as quais apoiei a testa ardente. E adormeci.

   Acordei pela madrugada. A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara−se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restavam−me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio−me então o desejo de não passar nem uma hora mais naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.

    Com receio de fazer barulho, dirigi−me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei−me e, voltando ao meu quarto, vesti− me. Calcei os sapatos, sentei−me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras… Que me custava acordá−la, dizer− lhe adeus?

    Ela estava encolhida, pequenina, envolta numa coberta escura. Toquei−lhe no ombro, ela se moveu, descobriu−se. Quis levantar−se e eu procurei detê−la. Não era preciso, eu tomaria um café na estação. Esquecera de falar com um colega e, se fosse esperar, talvez não houvesse mais tempo. Ainda assim, levantou−se. Ralhava comigo por não tê−la despertado antes, acusava−se de ter dormido muito. Tentava sorrir.

   Não sei por que motivo, retardei ainda a partida. Andei pela casa, cabisbaixo, à procura de objetos imaginários enquanto ela me seguia, abrigada em sua coberta. Eu sabia que desejava beijar−me, prender−se a mim, e à simples ideia desses gestos, estremeci. Como seria se, na hora do adeus, ela chorasse?

    Enfim, beijei sua mão, bati−lhe de leve na cabeça. Creio mesmo que lhe surpreendi um gesto de aproximação, decerto na esperança de um abraço final. Esquivei−me, apanhei a maleta e, ao fazê−lo, lancei um rápido olhar para a mesa (cuidadosamente posta para dois, com a humilde louça dos grandes dias e a velha toalha branca, bordada, que só se usava em nossos aniversários).

Fonte: Moriconi, Italo. * Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.190−192. * título omitido propositalmente
“Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama.”

As vírgulas no período acima foram empregadas para:
Alternativas
Q4226421 Português
Leituras têm impacto especial quando estamos doentes

Ficar acamado nunca é divertido,mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda

10 jan.2023 às 8h00

    Longos períodos de convalescença são ideais para quem deseja colocar a leitura em dia. Sempre que estou doente, busco a companhia de um livro. Agora mesmo, enquanto me recuperava de uma infecção por Covid em plena temporada de festas, a primeira coisa que fiz foi encher uma mochila com material de leitura e carregá−la comigo para a cama.

    Este é um hábito que me acompanha desde menina, quando os meus pais procuravam algo para me entreter nos momentos em que eu não estava bem. Assim, lembro de receber muitos livros e revistas de quadrinhos quando precisava ficar de molho, me recuperando de algum processo alérgico, de uma gripe ou mesmo de um acidente.

    A leitura, nessas circunstâncias, nos ajuda a combater o tédio e a inquietação. Não sei se isto também acontece com vocês, mas é justamente quando estou doente que paro para questionar a vida e refletir sobre o que preciso fazer para ser uma pessoa minimamente satisfeita.

    Não sou, nem nunca fui uma doente fácil. Bastam dois dias de cama para me deixar angustiada. Sou inquieta, gosto de trabalhar e de me mexer, e fico de mau humor quando percebo que o meu corpo pede arrego.
    
    A impossibilidade de realizar tarefas simples e corriqueiras como tomar banho de cabeça, cozinhar ou ir ao supermercado para comprar frutas faz com que a minha imaginação antecipe cenários em que não terei mais condições de viver sozinha e de fazer as minhas coisas por conta própria.

    Assim, ao constatar a fragilidade e o desconforto causados pela doença, é bastante comum que eu me pergunte se estou levando uma boa vida, se realmente estou a fazer o melhor para mim e para as pessoas que, de alguma forma, contam comigo e apostam na minha felicidade. Nesses momentos, a leitura me resgata e ajuda a superar a angústia.

    A convalescença, como toda quebra de rotina, faz com que a nossa relação com o tempo seja alterada. Quando estamos acamados, perdemos a noção da hora. Acordamos tarde, dormimos cedo e passamos as noites entre o sono e a vigília, a querer adiantar os ponteiros do relógio.

    Toda essa confusão faz com que acabemos voltando a nossa atenção para nós mesmos, em uma tentativa de mantermos a ilusão de que temos controle sobre algo. Assim, doentes, achamos que não nos resta outra coisa a não ser pensar compulsivamente sobre as nossas vidas.

    Ler — o ato de tomar um livro nas mãos e virar as suas páginas uma por uma, em uma sequência crescente e determinada, pacientemente acompanhando o desenrolar de uma história e me esforçando para entender as implicações do que está no papel — é algo que sempre me ajuda a sair de um estado de obsessiva preocupação comigo mesma.

     [...]

    Tenho para mim que a disciplina inspirada pela leitura, ao permitir com que nos tornemos mais atenciosos e pacientes para acompanharmos uma trama do começo ao fim, também seja capaz de restaurar certa impressão de rotina na vida de quem está acamado, ajudando−o mais uma vez a emprestar ordem, ritmo e propósito às suas reflexões.

    Talvez seja por isso, não tenho certeza, que as leituras feitas durante os nossos períodos de convalescença acabam se tornando tão determinantes para nós, como se elas possuíssem uma dimensão transformadora. Consultando a memória, identifico alguns dos livros que me marcaram ao longo dos anos e percebo que muitos foram lidos justamente quando eu estive de cama. Mas será que eles teriam tido o mesmo impacto em minha vida caso eu os tivesse encontrado em outro momento?

    Penso que não. Ao menos no meu caso, os longos períodos de convalescença têm o efeito de suavizar algumas das minhas resistências, fazendo com que eu me sinta um pouco mais disposta a conhecer a obra de autores que normalmente não encontrariam lugar entre as minhas preferências.

   Essa é provavelmente uma dasrazões pelas quais a gente tenha a impressão de que essas leituras de alguma maneira operam uma transformação em nossas vidas. Pois, se estamos lendo algo interessante, porém diferente de quase tudo aquilo a que geralmente temos acesso, então, realmente faz sentido achar que algo em nós esteja mudando graças àquela leitura.

    [...]

   Ficar doente nunca é divertido, mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda, principalmente quando ela nos empresta novas ferramentas para enfrentar os desafios que nos são impostos pela vida.


Albuquerque, Juliana de. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana−de− albuquerque/2023/01/leituras−tem−impacto−especial−quando− estamos−doentes.shtml Acesso em 12 jan. 2023.
Em “— o ato de tomar um livro nas mãos e virar as suas páginas uma por uma, em uma sequência crescente e determinada, pacientemente acompanhando o desenrolar de uma história e me esforçando para entender as implicações do que está no papel —“, o emprego do travessão duplo justifica−se: 
Alternativas
Q4226349 Português
O jeitinho brasileiro de fazer pizza


Por Marco Matos


Q1_15.png (678×525)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/07/o-jeitinho-brasileirode-fazer-pizza-e-digno-de-comemoracao-cmrdso59u00kd01je90z4h29s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual o sinal de pontuação hachurado é empregado para indicar que há uma interrupção daquilo que se está dizendo.
Alternativas
Q4225791 Português
A pontuação organiza o fluxo do texto, delimita pausas e entonações, e esclarece o sentido das orações. O emprego adequado da vírgula, em especial, exige cuidado: ela isola termos explicativos, separa elementos em enumeração e marca intercalações, porém seu uso indevido pode comprometer a clareza da frase. Leia as alternativas com atenção e assinale a que o emprego da pontuação está totalmente correto: 
Alternativas
Q4225197 Português
Assinalar a frase com ERRO de pontuação:
Alternativas
Q4224354 Português

Obesidade infantil causa danos vasculares precoces





(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/obesidade-infantil-causa-danos-vasculares-precoces-indica-estudocom-criancas-paulistas/57087 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao emprego de sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4224249 Português

Hábitos simples para aumentar a felicidade e o bem-estar





(Disponível em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude-mental/habitos-simples-para-aumentar-afelicidade-e-o-bem-estar,225ca6193ce5221f681eeb3368e9899e2pro2gkl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o sinal de pontuação que substitui corretamente a figura no trecho a seguir, retirado do texto:

“Vale perceber gestos pequenos, como um café Imagem associada para resolução da questão um sorriso ou a sensação de sol na pele”.
Alternativas
Q4224107 Português
No trecho retirado do texto “alguns pacientes relatam piora importante dos sintomas com frutas mais ácidas’, afirma Cynara”, a vírgula foi utilizada para:
Alternativas
Q4223851 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Considerando o trecho “Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.” (14º§), é correto afirmar que a vírgula:
Alternativas
Q4223719 Português
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade


Por Maria Fernanda Ziegler


Q1_10.png (664×601)
Q1_10_.png (661×245)

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-dofigado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quanto ao emprego da pontuação no texto e a seus efeitos de sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4223631 Português
Assinalar a frase em que ocorre ERRO de pontuação: 
Alternativas
Q4223552 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Bailarina negra compartilha emoção de ter sapatilhas na cor da sua pele

A bailarina carioca Ingrid Silva usou seu perfil no Twitter para compartilhar um momento muito especial: por 11 anos, ela sempre teve que pintar as sapatilhas para que tivessem a cor de sua pele. Ingrid é negra e só achava as tradicionais cor-de-rosa, feitas para dançarinas brancas. Mas esses dias chegaram ao fim. “Elas chegaram”, postou Ingrid juntamente da foto das novas sapatilhas, finalmente no tom da sua pele. “Pelos últimos 11 anos, eu sempre pintei a minha sapatilha. E finalmente não vou ter mais que fazer isso! FINALMENTE! É uma sensação de dever cumprido, de revolução feita, viva a diversidade no mundo da dança. E que avanço, viu? Demorou, mas chegou!” Ingrid também compartilhou com os seguidores as imagens das antigas sapatilhas, todas pintadas para alcançar o tom da sua pele. E explicou porque esse momento é um marco: “Nunca existiram sapatilhas de todas as cores. Somente agora nesse século estão surgindo no mercado”. A iniciativa de criar sapatilhas e meias para dançarinas negras foi do Dance Theatre of Harlem, em Nova York, onde ela mora e trabalha. “O diretor Arthur Mitchel percebeu em um ensaio que a linha rosa descontinuava o corpo da bailarina. Então sugeriu que todo seu corpo de baile usasse sapatilha e meia calça cor da pele”, contou Ingrid. Até então ela mesma pintava uma a uma as suas sapatilhas. Agora, não precisa fazer mais isso. “A vitória não é somente minha e sim de muitas futuras bailarinas negras que virão por aí”.

A história de Ingrid é toda muito especial. Criada em Benfica, bairro na zona norte do Rio de Janeiro, ela começou a dançar balé ainda criança, através de um projeto social na sua comunidade. Hoje, aos 29 anos, a bailarina é destaque na companhia Dance Theatre of Harlem em Nova York.

LIMA, Barbara A. Disponível em: . Acesso em: 03 nov. 2020. 
Ao longo do texto, as aspas são produtivas para representar
Alternativas
Q4223551 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Bailarina negra compartilha emoção de ter sapatilhas na cor da sua pele

A bailarina carioca Ingrid Silva usou seu perfil no Twitter para compartilhar um momento muito especial: por 11 anos, ela sempre teve que pintar as sapatilhas para que tivessem a cor de sua pele. Ingrid é negra e só achava as tradicionais cor-de-rosa, feitas para dançarinas brancas. Mas esses dias chegaram ao fim. “Elas chegaram”, postou Ingrid juntamente da foto das novas sapatilhas, finalmente no tom da sua pele. “Pelos últimos 11 anos, eu sempre pintei a minha sapatilha. E finalmente não vou ter mais que fazer isso! FINALMENTE! É uma sensação de dever cumprido, de revolução feita, viva a diversidade no mundo da dança. E que avanço, viu? Demorou, mas chegou!” Ingrid também compartilhou com os seguidores as imagens das antigas sapatilhas, todas pintadas para alcançar o tom da sua pele. E explicou porque esse momento é um marco: “Nunca existiram sapatilhas de todas as cores. Somente agora nesse século estão surgindo no mercado”. A iniciativa de criar sapatilhas e meias para dançarinas negras foi do Dance Theatre of Harlem, em Nova York, onde ela mora e trabalha. “O diretor Arthur Mitchel percebeu em um ensaio que a linha rosa descontinuava o corpo da bailarina. Então sugeriu que todo seu corpo de baile usasse sapatilha e meia calça cor da pele”, contou Ingrid. Até então ela mesma pintava uma a uma as suas sapatilhas. Agora, não precisa fazer mais isso. “A vitória não é somente minha e sim de muitas futuras bailarinas negras que virão por aí”.

A história de Ingrid é toda muito especial. Criada em Benfica, bairro na zona norte do Rio de Janeiro, ela começou a dançar balé ainda criança, através de um projeto social na sua comunidade. Hoje, aos 29 anos, a bailarina é destaque na companhia Dance Theatre of Harlem em Nova York.

LIMA, Barbara A. Disponível em: . Acesso em: 03 nov. 2020. 
A letra maiúscula auxilia na expressão das emoções do enunciador na palavra
Alternativas
Q4223493 Português

Leia o texto que segue e responda à questão


Precisamos lavar verduras, legumes e frutas antes de comer?



A partir do trecho "Nos últimos anos, uma conscientização maior em relação aos germes deixou muitos de nós cautelosos com a limpeza dos alimentos frescos" - e agora há vários produtos de higienização no mercado para ajudar nesse trabalho‖ (linhas 03 a 05), julgue os itens abaixo:
I. A vírgula após o vocábulo 'anos‘ se justifica porquanto separa uma expressão adverbial de tempo;
II. A troca do vocábulo 'germes‘ pelo vocábulo  'bactérias‘ exigiria o uso do acento grave antes deste;
III. A troca da forma verbal 'há‘ pelo verbo 'existir‘ exigiria a flexão de número plural para este último.
Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Respostas
181: C
182: A
183: D
184: C
185: B
186: B
187: B
188: B
189: D
190: C
191: D
192: A
193: C
194: D
195: C
196: D
197: D
198: B
199: C
200: D