Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4250215 Português
        Existem três questões abertas em ciência que dividem uma temática única: a questão das origens. Eu costumo chamar essas questões de "o problema das três origens": a origem do Universo, a origem da vida e a origem da mente. O que as torna tão fascinantes é que elas não são apenas de interesse científico, mas questões que, volta e meia, qualquer um se pergunta. Aliás, essa é a razão pela qual elas são tão interessantes para os cientistas: de certa forma, o questionamento sobre nossas origens é o que define a humanidade, é o que nos permite conviver com o fato de que pensamos, existimos e morremos.

         Passados quase 400 anos desde que Galileu apontou um telescópio para a Lua, as três questões estão completamente integradas dentro da pesquisa científica. Respostas ainda não temos, alguns acham que jamais as teremos. Mas tentar sem dúvida devemos, e dessas tentativas descobertas maravilhosas têm sido feitas sobre o Universo, sobre a base biológica da vida e sobre a estrutura neurológica do cérebro.

        O Universo está em expansão, bilhões de galáxias com bilhões de estrelas cada uma delas, muitas cercadas de pequenos mundos como o nosso; a multiplicidade biológica da vida tem uma base genética comum, que está sendo mapeada em detalhe, abrindo possibilidades fantásticas e aterrorizantes; as complexas atividades do cérebro são compostas de bandos de neurônios que, individualmente ou em grupo, trabalham para construir nosso senso de realidade. Tudo isso, e o que nem podemos ainda imaginar, devido às perguntas que fazemos.

Marcelo Gleiser. Perguntar é preciso. In: Folha de S. Paulo. São Paulo, 2000.
Internet: <www1.folha.uol.com.br>(com adaptações)

Julgue o seguinte item, relativo às ideias e a aspectos linguísticos e discursivos do texto precedente.


As aspas empregadas no trecho ‘o problema das três origens’ (primeiro parágrafo) indicam que o autor reproduz literalmente uma denominação consagrada na comunidade científica. 

Alternativas
Q4250065 Português

Texto para a questão.


Escrever ainda é humano?


    Um texto gerado por inteligência artificial (IA) é gramaticalmente correto, costuma ter alguma clareza e é eficiente. Com poucas palavras, é possível gerar um e‑mail educado, uma publicação “viralizável” ou uma apresentação corporativa.


    Não há tarefa textual que uma IA não aceite executar. Juntar palavras com base em probabilidade e fazer o resultado soar humano e coerente, afinal, é o que esses sistemas foram projetados para fazer. Isso inclui revisar, editar, sugerir, pesquisar ou criar algo do zero.


    Quanto menor é a intervenção humana, mais evidente é a origem. Alguns formatos argumentativos já são tão comuns quanto cansativos. Há também expressões que não saem da boca dos robôs: uma mudança “silenciosa”, um processo “invisível” e um problema sempre “oculto”. Isso sem falar na insistência por alguns recursos estilísticos, como o excesso do uso de travessões.


    Uma publicação da revista Nature sugeriu que estaríamos diante de uma “padronização” ou “pasteurização” da escrita humana, que influencia também quem não usa IA. A lógica é a de que a repetição torna determinadas expressões socialmente aceitas, levando as pessoas a reproduzi‑las.


    Além da forma mais direta de copiar e colar um texto completamente gerado por uma IA, a produção com essas ferramentas assume formatos variados. Há o texto feito pela inteligência artificial a partir de alguns comandos e depois editado e adaptado pelo usuário, e também existe o contrário: o rascunho humano lapidado por ela.


    O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues define a produção das máquinas como uma antiliteratura, o oposto da arte feita com palavras. O autor também avalia que máquinas não produzem arte, mesmo que romances feitos por robôs enganem leitores menos exigentes.


    O professor Cal Newport, da Georgetown University, chama o momento atual de uma “crise cognitiva”, que começou com interrupções constantes de e‑mails e mensagens, degringolou com as redes sociais e agora se aprofunda com a IA. O resultado é que conseguimos pensar com cada vez menos profundidade e manter a concentração em algo. Contra isso, uma das propostas dele é: escreva. Produzir um texto claro equivale a um treino mental, diz Newport, e não a um problema a ser eliminado.

Assinale a opção que apresenta uma proposta de reescrita que preserva a correção gramatical e o sentido original do período “Produzir um texto claro equivale a um treino mental, diz Newport, e não a um problema a ser eliminado.”.
Alternativas
Q4250059 Português

Texto para a questão.


Escrever ainda é humano?


    Um texto gerado por inteligência artificial (IA) é gramaticalmente correto, costuma ter alguma clareza e é eficiente. Com poucas palavras, é possível gerar um e‑mail educado, uma publicação “viralizável” ou uma apresentação corporativa.


    Não há tarefa textual que uma IA não aceite executar. Juntar palavras com base em probabilidade e fazer o resultado soar humano e coerente, afinal, é o que esses sistemas foram projetados para fazer. Isso inclui revisar, editar, sugerir, pesquisar ou criar algo do zero.


    Quanto menor é a intervenção humana, mais evidente é a origem. Alguns formatos argumentativos já são tão comuns quanto cansativos. Há também expressões que não saem da boca dos robôs: uma mudança “silenciosa”, um processo “invisível” e um problema sempre “oculto”. Isso sem falar na insistência por alguns recursos estilísticos, como o excesso do uso de travessões.


    Uma publicação da revista Nature sugeriu que estaríamos diante de uma “padronização” ou “pasteurização” da escrita humana, que influencia também quem não usa IA. A lógica é a de que a repetição torna determinadas expressões socialmente aceitas, levando as pessoas a reproduzi‑las.


    Além da forma mais direta de copiar e colar um texto completamente gerado por uma IA, a produção com essas ferramentas assume formatos variados. Há o texto feito pela inteligência artificial a partir de alguns comandos e depois editado e adaptado pelo usuário, e também existe o contrário: o rascunho humano lapidado por ela.


    O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues define a produção das máquinas como uma antiliteratura, o oposto da arte feita com palavras. O autor também avalia que máquinas não produzem arte, mesmo que romances feitos por robôs enganem leitores menos exigentes.


    O professor Cal Newport, da Georgetown University, chama o momento atual de uma “crise cognitiva”, que começou com interrupções constantes de e‑mails e mensagens, degringolou com as redes sociais e agora se aprofunda com a IA. O resultado é que conseguimos pensar com cada vez menos profundidade e manter a concentração em algo. Contra isso, uma das propostas dele é: escreva. Produzir um texto claro equivale a um treino mental, diz Newport, e não a um problema a ser eliminado.

Considerando o fragmento “Há também expressões que não saem da boca dos robôs: uma mudança ‘silenciosa’, um processo ‘invisível’ e um problema sempre ‘oculto’.”, assinale a opção que apresenta a finalidade com que as aspas foram empregadas nos termos destacados no trecho.
Alternativas
Q4249685 Português
Médicos alertam que riscos de doenças ameaçam sobreviventes

        Conforme equipes médicas internacionais chegam às regiões devastadas pelo terremoto na Turquia e na Síria, os ferimentos com que os profissionais se deparam são horripilantes, mas não surpreendem: ossos quebrados, braços e pernas esmagados por construções que desabaram, cortes infectados. Mas isso é apenas o início para os médicos e paramédicos que trabalham febrilmente para salvar vidas no desastre, segundo afirmam especialistas. Nas próximas semanas, conforme os esforços de busca se transformarem na lúgubre tarefa de recuperar corpos, incontáveis sobreviventes precisarão de remédios para pressão alta, diabetes e asma que acabaram soterrados. Muitas grávidas darão à luz em abrigos improvisados e campos de refugiados. Pacientes de câncer não receberão tratamento. Temperaturas congelantes resultam em sobreviventes sofrendo hipotermia ou queimaduras de frio nos abrigos. Leitos próximos nas instalações de acolhimento também podem levar à disseminação do coronavírus e outros vírus respiratórios. 

        E há outro risco: doenças transmitidas pela água, como cólera, que já apareceu na zona de guerra no noroeste da Síria em razão da qualidade ruim da água e do saneamento. “É uma situação horrível. Não podemos fazer o que queremos, temos de nos adaptar a uma maneira completamente diferente de tratar as pessoas. É uma situação que exige da gente mentalmente e moralmente”, afirmou Thomas Kirsch, professor de medicina da Universidade George Washington, a respeito dos próximos desafios para os médicos. Paul Spiegel, diretor do Centro para Saúde Humanitária da Faculdade Johns Hopkins Bloomberg de Saúde Pública, afirmou que o período após os esforços de busca e resgate são cruciais, até dramáticos. “Você vai salvar muito mais gente garantindo que haja vigilância e pensando sobre como continuar o cuidado e a ajuda”. 

        Esses esforços já estão sendo coordenados pelo governo turco, pela Organização Mundial da Saúde e por grupos de ajuda que enviam regularmente equipes de emergência para zonas atingidas por terremotos. Os desafios para fornecer assistência médica são especialmente desanimadores. O desastre destruiu hospitais e outras instalações médicas que poderiam ter sido cruciais no tratamento de feridos em desmoronamentos de edifícios. “Estradas arruinadas e intransitáveis não facilitarão nada as condições para as organizações médicas”, afirmou Kirsch.

Fonte: Jornal O estado de São Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a justificativa correta para o uso da vírgula no período: Esses esforços já estão sendo coordenados pelo governo turco, pela Organização Mundial da Saúde e por grupos de ajuda que enviam regularmente equipes de emergência para zonas atingidas por terremotos.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Pinheiro Preto - SC Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Advogado - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Analista de Licitações e Atos Administrativos - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Assistente Social da Educação Básica - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Controle Interno - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Coordenador Pedagógico - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Nutricionista (Educação) - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Educador Físico - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Psicopedagogo - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Engenheiro Civil - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Professor de Inglês - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Professor de Ensino Religioso - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Fonoaudiólogo (Educação) - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Médico - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Professor de Educação Física (Creche) - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Professor de Artes (Creche) - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Professor Regente de Creche - Edital nº 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Pinheiro Preto - SC - Professor de Educação Infantil e Séries Iniciais - 20 e 40H - Edital nº 1 |
Q4249617 Português
O ordinário do cotidiano


Por Cristina Fontenele

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(Disponível em: https://dnbrasil.dn.pt/opini%C3%A3o-dn-brasil/o-ordinrio-do-cotidiano – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao uso da pontuação no texto. 
Alternativas
Q4249577 Português
Árvores-Amigas


Por Adriana Antunes


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
No período “Ela já existia no terreno, mas ele disse que eu poderia considerar a árvore como sendo minha”, retirado do texto, a vírgula é utilizada para:
Alternativas
Q4249144 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Considere o trecho do texto: "A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.". Assinale a alternativa em que a supressão ou alteração da pontuação provoca mudança de sentido ou incorreção gramatical.
Alternativas
Q4249112 Português
Imagem associada para resolução da questão
O papel da interjeição no último quadrinho é:
Alternativas
Q4248984 Português

Texto 7 



O QUE FAZ BEM PRA SAÚDE?



Cada semana, uma novidade.

A última foi que pizza previne câncer do esôfago.

Acho a maior graça.

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.

Brigar me provoca arritmia cardíaca.

E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.

Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.

Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.

Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.


(Luís Fernando Verissimo)



https://www.cultcarioca.com.br/2012/10/luis-fernando-verissimo-o-que-faz-bem.html Texto Adaptado. Acesso em 15/07/2022

Observe o segmento abaixo:



Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí não exagere...



Sobre esse segmento, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4248979 Português

Texto 4 



Cada um tem de mim exatamente o que cativou e cada um é responsável pelo que cativou; não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. (Charles Chaplin)



https://www.google.com/search?q=mensagens+charles+chaplin+/&rlz=1C1GCEA_enBR977BR977&Acesso em 14/07/2022

Ainda sobre o texto 4, em relação aos sinais de Pontuação, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4248968 Português

Texto 1



Termino o livro e fecho o computador sabendo que, por mais que os escritores escrevam, os músicos componham e cantem, os pintores e escultores joguem com formas, cores e luzes, por mais que o contexto paralelo da arte expresse o profundo contraditório sentimento humano, embora dance à nossa frente e nos convoque até o último fio de lucidez, o essencial não tem nome nem forma: é descoberta e assombro, glória ou danação de cada um.



https://www.google.com/search?q=lya+luft&rlz=1C1GCEA_enBR977BR977&oq=lya+lu&aqs Acesso em 13.07.2022 01

Sobre o segmento abaixo:



“...sabendo que, por mais que os escritores escrevam, os músicos componham e cantem, os pintores e escultores joguem com formas, cores e luzes...”



É CORRETO afirmar que 

Alternativas
Q4248907 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


DA PRÓXIMA VEZ, SÓ CASO SE FOR COM MULHER

Iana Villela


Eu ando cansada do discurso "próxima vez, só caso se for com mulher", comum nas mesas de bares ou conversas de WhatsApp entre amigas, quando as reclamações sobre os comportamentos dos maridos e namorados viram coro em dó maior.

Se relacionar com mulheres não é reabilitação para corações traumatizados, para parcerias domésticas, de carga mental. O único motivo para casar com uma mulher deve ser sentir tesão e se apaixonar por outra mulher.

Esse discurso, com ares progressista, é reprodução homossexual dos relacionamentos hétero-patriarcais: esperar cuidado e compreensão somente das mulheres.

A desvalorização crassa da paixão que mulheres bis e gays sentem umas pelas outras também bate com o pé na quina da ideia de “prêmio de consolação”, do relacionamento existir por não ter aparecido nada melhor. Esse discurso, inclusive, é alicerce da invisibilização desse tipo de amor, muitas vezes chamado de fase. Ou de crimes como o estupro corretivo, a ideia que uma mulher sente desejo por outra porque não teve o devido contato com um pênis competente.


É compreensível a decepção que mulheres hétero e bissexuais vivem na maioria dos relacionamentos com homens. Cada louça na pia, data importante negligenciada ou inabilidade emocional é um post-it imaginário colado em nossa testa, lembrando a solidão na vida familiar.

A instituição casamento, como existe hoje, é comprovadamente mais vantajosa para eles. O Instituto de Estudos da Família, nos EUA, publicou uma pesquisa apontando que homens casados têm salários maiores e vivem até 10 anos mais que os solteiros. A conclusão dizia que o preconceito com casamento, a história do game over repetida à exaustão em bares masculinos, precisava acabar.

Em nenhum momento é iluminada a gaveta escura onde se agita a sobrecarga feminina. Nossa insatisfação, embora pouco visível, é bem fundamentada, afinal, quem marca os médicos, lembra de exames, cuida da alimentação e filhos desses homens longevos e bem-sucedidos? É aceitável querer viver uma experiência igualitária, ainda assim, o nosso descanso não está na troca de gênero, até porque não estamos falando de escolhas. O que precisamos é de modelos novos de relacionamento.

Se relacionar é caminhar junto em busca constante pelo equilíbrio, ora pendendo para um lado, ora para o outro. Parceira nenhuma merece o peso de ser um divã sentimental para outra pessoa se deitar confortavelmente. Nem as casadas com homens, nem com mulheres.

Adaptado de: https://revistatrip.uol.com.br/tpm/da-proxima-vez-socaso-se-for-com-mulher Acessado em 27/09/2022
No trecho abaixo, é correto afirmar sobre a função do ponto de interrogação:
”Em nenhum momento é iluminada a gaveta escura onde se agita a sobrecarga feminina. Nossa insatisfação, embora pouco visível, é bem fundamentada, afinal, quem marca os médicos, lembra de exames, cuida da alimentação e filhos desses homens longevos e bem-sucedidos?”
Alternativas
Q4248904 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


DA PRÓXIMA VEZ, SÓ CASO SE FOR COM MULHER

Iana Villela


Eu ando cansada do discurso "próxima vez, só caso se for com mulher", comum nas mesas de bares ou conversas de WhatsApp entre amigas, quando as reclamações sobre os comportamentos dos maridos e namorados viram coro em dó maior.

Se relacionar com mulheres não é reabilitação para corações traumatizados, para parcerias domésticas, de carga mental. O único motivo para casar com uma mulher deve ser sentir tesão e se apaixonar por outra mulher.

Esse discurso, com ares progressista, é reprodução homossexual dos relacionamentos hétero-patriarcais: esperar cuidado e compreensão somente das mulheres.

A desvalorização crassa da paixão que mulheres bis e gays sentem umas pelas outras também bate com o pé na quina da ideia de “prêmio de consolação”, do relacionamento existir por não ter aparecido nada melhor. Esse discurso, inclusive, é alicerce da invisibilização desse tipo de amor, muitas vezes chamado de fase. Ou de crimes como o estupro corretivo, a ideia que uma mulher sente desejo por outra porque não teve o devido contato com um pênis competente.


É compreensível a decepção que mulheres hétero e bissexuais vivem na maioria dos relacionamentos com homens. Cada louça na pia, data importante negligenciada ou inabilidade emocional é um post-it imaginário colado em nossa testa, lembrando a solidão na vida familiar.

A instituição casamento, como existe hoje, é comprovadamente mais vantajosa para eles. O Instituto de Estudos da Família, nos EUA, publicou uma pesquisa apontando que homens casados têm salários maiores e vivem até 10 anos mais que os solteiros. A conclusão dizia que o preconceito com casamento, a história do game over repetida à exaustão em bares masculinos, precisava acabar.

Em nenhum momento é iluminada a gaveta escura onde se agita a sobrecarga feminina. Nossa insatisfação, embora pouco visível, é bem fundamentada, afinal, quem marca os médicos, lembra de exames, cuida da alimentação e filhos desses homens longevos e bem-sucedidos? É aceitável querer viver uma experiência igualitária, ainda assim, o nosso descanso não está na troca de gênero, até porque não estamos falando de escolhas. O que precisamos é de modelos novos de relacionamento.

Se relacionar é caminhar junto em busca constante pelo equilíbrio, ora pendendo para um lado, ora para o outro. Parceira nenhuma merece o peso de ser um divã sentimental para outra pessoa se deitar confortavelmente. Nem as casadas com homens, nem com mulheres.

Adaptado de: https://revistatrip.uol.com.br/tpm/da-proxima-vez-socaso-se-for-com-mulher Acessado em 27/09/2022
A função dos dois-pontos no período abaixo é de:
"Esse discurso, com ares progressista, é reprodução homossexual dos relacionamentos hétero-patriarcais: esperar cuidado e compreensão somente das mulheres.”
Alternativas
Q4248902 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade. 

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
"Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina.” Pode-se encontrar o mesmo uso da vírgula do período acima em: 
Alternativas
Q4248900 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade. 

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
A função do sinal de dois-pontos no parágrafo abaixo é de:
Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem.
Alternativas
Q4248899 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade. 

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
A função das aspas duplas no parágrafo abaixo é, respectivamente:
Nessas “chegadas” forçadas, conjectura-se que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. 
Alternativas
Q4248867 Português
Texto 2 para a questão.

A Lebre e a Tartaruga

Um dia, uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole e, enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre. Mas a lebre ficou mesmo impressionada foi quando a tartaruga resolveu apostar uma corrida com ela. “
Deve ser só de brincadeira”, pensou a lebre.
A raposa era o juiz e recebia as apostas. A corrida começou e, na mesma hora, claro, a lebre passou à frente da tartaruga. O dia estava quente, por isso lá pelo meio do caminho, a lebre teve a ideia de brincar um pouco. Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.
“Se por acaso a tartaruga me passar, é só correr um pouco e fico na frente de novo”, pensou.
A lebre achava que não ia perder aquela corrida de jeito nenhum. Enquanto isso, lá vinha a tartaruga com seu jeitão, arrastando os pés, sempre na mesma velocidade, sem descansar nem uma vez, só pensando na chegada, Ora, a lebre dormiu tanto que se esqueceu de prestar atenção na tartaruga. Quando ela acordou, cadê a tartaruga? Bem que a lebre se levantou e saiu zunindo, mas nem adiantava! De longe ela viu a tartaruga esperando por ela na linha de chegada.

ESOPO. Fábulas de Esopo. São Paulo. Companhia das Letrinhas. 1994.
Observe o trecho abaixo:
“Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.”
A vírgula foi utilizada para 
Alternativas
Q4248862 Português
Texto 1 para a questão.


ISSO NÃO ESTÁ ME CHEIRANDO BEM
Imagine uma bolinha de neve no topo de uma montanha e, quando ela chegar lá embaixo, vai ter virado um imenso bolão, não é? Isso é o que acontece com o lixo.
Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos 500 gramas de lixo todos os dias. Parece pouco, mas é só fazer as contas. Todos os dias, esse lixo vira um bolão de milhões de toneladas!!! Só na cidade de São Paulo, são produzidas 12 mil toneladas por dia.

htttps:armazemdetexto.blogspot.com/2017/11/diversos-tipos-de-textos-curtos-com.html. Acesso em 11.07.2022.
Em “Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos...”, as vírgulas foram utilizadas para separar
Alternativas
Q4248282 Português
        Para um governo ser bem-sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode-se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade.

        Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por meio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as leis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público.

        Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, boas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende.

        Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram-se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram-se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público.

B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações).

No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.


No trecho "Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram-se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores", a vírgula imediatamente após "pesados" justifica-se pela coordenação de duas orações longas e independentes e deveria ser obrigatoriamente suprimida se a forma verbal "tornaram-se" estivesse explícita na última oração do trecho.

Alternativas
Q4248281 Português
        Para um governo ser bem-sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode-se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade.

        Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por meio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as leis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público.

        Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, boas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende.

        Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram-se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram-se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público.

B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações).

No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.


No trecho "mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade" (primeiro parágrafo), o travessão, embora dispensável para a correção gramatical do texto, confere ênfase ao trecho que introduz.

Alternativas
Respostas
101: E
102: C
103: D
104: B
105: C
106: B
107: D
108: D
109: C
110: B
111: C
112: E
113: B
114: A
115: D
116: A
117: D
118: A
119: E
120: C