Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4320960 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul."
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada com a mesma função exercida no trecho acima.
Alternativas
Q4320907 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula atende à norma-padrão e contribui para a clareza do enunciado.
Alternativas
Q4320498 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
No 7º§, o autor emprega a seguinte construção: “Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.” Considere a substituição dos dois-pontos por uma vírgula e a inserção de outra vírgula após o vocábulo “imediatos”, resultando na seguinte redação: “Algo semelhante ocorre no trabalho, bons resultados imediatos, podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.” À luz da norma-padrão da Língua Portuguesa e da organização sintática do período, é correto afirmar que a alteração proposta:
Alternativas
Q4320402 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cachorros e humanos: uma convivência que existe há muito mais tempo do que imaginávamos

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Embora os cientistas soubessem que os cachorros foram o primeiro contato dos seres humanos, antes mesmo do surgimento da agricultura, a origem exata dessa amizade foi recentemente revelada em mais alguns milhares de anos.

Dois novos artigos, publicados em 25 de março de 2026 na revista científica Nature, compararam a genética de caninos encontrados em sítios arqueológicos humanos na Europa e mostraram que os cães eram geneticamente distintos dos lobos — e muito próximos dos humanos — há mais de 14 mil anos. Mesmo antes da agricultura, os cachorros eram comuns em muitas culturas antigas, possivelmente auxiliando na guarda, na caça e em rituais.

"Uma vez que os cães se estabelecem, eles se vinculam às populações humanas ao longo do tempo", afirma Lachie Scarsbrook, paleogeneticista da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha. "Nós os chamamos de cachorros do exército suíço. Eles conseguem se adaptar a todos esses papéis culturais que associamos aos cães hoje em dia."

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Ossos velhos, truques novos

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Arqueólogos descobriram caninos enterrados ao lado de humanos, datados de 34 mil anos atrás. Mas o simples fato de algo semelhante a um cachorro estar enterrado ao lado de um humano não significa que seja um cachorro domesticado, explica Scarsbrook. "Enterrar um animal junto a humanos é uma estratégia arriscada para identificar algo como doméstico. Sabemos que, há milênios, as pessoas enterram animais selvagens junto a humanos", afirma.

Esqueletos de cães e lobos também podem ser extraordinariamente semelhantes — especialmente quando se tem apenas parte de um crânio ou um único dente como referência. "Muitos supostos cães muito antigos, quando analisados por meio de DNA, na verdade revelam-se lobos", diz William Marsh, paleogeneticista do Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra. Estudos anteriores dataram o cão mais antigo, com certeza, em cerca de 10.900 anos atrás.

Nessa época, diz Marsh, os "cachorros já eram geneticamente muito, muito diferentes dos lobos". Isso significa que os cães já deviam estar presentes, tornando-se mais caninos, milhares de anos antes do Paleolítico Superior, entre 12 mil e 50 mil anos atrás.

"Imaginamos que, se os cães estavam na Europa tão cedo, então haveria mais deles", comenta Anders Bergström, geneticista evolucionista da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. "Então, embarcamos nessa grande busca por cães primitivos na Europa e tentamos coletar amostras da forma mais abrangente possível."
"Esqueletos de cães e lobos também podem ser extraordinariamente semelhantes — especialmente quando se tem apenas parte de um crânio ou um único dente como referência.", qual a função do uso do travessão?
Alternativas
Q4320326 Português
Considere a redação de um aviso institucional:
“Informamos que, devido à manutenção do sistema os atendimentos presenciais ocorrerão normalmente porém os serviços que dependem de consulta eletrônica poderão sofrer atraso.”
O responsável pela revisão pretende adequar a pontuação à norma-padrão, preservando integralmente as relações de sentido.
Assinale a alternativa que apresenta a redação mais adequada.
Alternativas
Q4320324 Português
Leia as duas versões de uma mesma informação:
Versão I:
Os servidores que concluíram o treinamento receberam nova atribuição.
Versão II:
Os servidores, que concluíram o treinamento, receberam nova atribuição.
A respeito dos efeitos produzidos pela pontuação, analise as afirmativas.
I. Na Versão I, a oração “que concluíram o treinamento” restringe o conjunto de servidores aos que satisfazem essa condição.
II. Na Versão II, as vírgulas favorecem a interpretação de que o enunciador atribui a conclusão do treinamento ao conjunto dos servidores referido no período.
III. A retirada das vírgulas da Versão II altera apenas a entonação, sem repercussão relevante sobre o sentido.
IV. As duas versões são gramaticalmente possíveis, mas podem transmitir informações distintas.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4320322 Português
Analise o período:
Embora os dados preliminares indicassem redução das despesas, a administração decidiu aguardar o encerramento do exercício, porque uma avaliação antecipada poderia produzir conclusões imprecisas. Considere as assertivas.
I. A oração iniciada por “Embora” estabelece uma relação concessiva com a oração principal.
II. A oração introduzida por “porque” apresenta a justificativa para a decisão mencionada anteriormente.
III. A substituição de “Embora” por “Como”, sem outras alterações, preservaria a relação lógica originalmente estabelecida.
IV. A retirada da vírgula após “despesas” prejudicaria a adequação da pontuação, considerando a posição da oração subordinada adverbial.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4320076 Português
Leia o texto e responda a questão


A HORTA DA VILA


Na Vila dos Pinheiros, um bairro pequeno onde todos se conheciam, havia um terreno baldio que se tornara motivo de vergonha para a comunidade. O mato alto escondia lixo, ratos e insetos, e as crianças que brincavam por perto corriam riscos. Dona Clementina, uma senhora de setenta anos que morava na casa ao lado, cansou de esperar a prefeitura tomar atitudes. — Vamos transformar esse abandono em uma horta comunitária! — disse ela aos vizinhos, numa manhã de sábado.

A ideia encontrou ceticismo. Alguns moradores argumentavam que o terreno não era deles e que o esforço seria inútil, pois logo o local voltaria a ficar abandonado. Mas Dona Clementina, com a persistência que a caracterizava, não se deu por vencida. Solicitou autorização à prefeitura, que cedeu o espaço por meio de um termo de uso. A partir de então, o trabalho começou.

Jovens e idosos se uniram. Retiraram o entulho, capinaram o mato e prepararam a terra. Cada morador contribuiu com algo: sementes, ferramentas, tempo. Em poucas semanas, o terreno que antes causava vergonha estava repleto de canteiros de couve, alface, tomate e cheiro-verde. As crianças, que antes corriam riscos no local, agora aprendiam a plantar e a colher.

A horta não apenas modificou a paisagem. Transformou as pessoas. A comunidade passou a se reunir aos sábados para o mutirão de manutenção. Conversas se iniciavam enquanto se arrancavam ervas daninhas. Amizades se fortaleciam enquanto se regavam as plantas. E os alimentos colhidos eram distribuídos entre todos, especialmente para as famílias que mais precisavam.

— A terra nos deu de comer quando lhe demos carinho — disse Dona Clementina, sorrindo, numa das reuniões.

O projeto, que começou com a iniciativa de uma única pessoa, tornou-se exemplo para outros bairros. Três anos depois, a Vila dos Pinheiros já contava com quatro hortas comunitárias. O terreno baldio que causava vergonha havia se transformado em motivo de orgulho. E Dona Clementina, que sempre dizia que "a persistência é uma semente que germina quando regada", via nos sorrisos de seus vizinhos a colheita mais valiosa de todas.


Fonte: Texto elaborado para o Concurso Público 01/2026 – IPREMO/Morro Agudo-SP
Sobre o uso dos sinais de pontuação no texto, é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q4318335 Português
Cães entendem quando estamos felizes ou tristes pelas nossas expressões faciais


Por Ana Clara Caielli Barreiro


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(Disponível em: super.abril.com.br/ciencia/caes-entendem-quando-estamos-felizes-ou-tristes-pelas-nossasexpressoes-faciais-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual o emprego das vírgulas hachuradas seja facultativo.
Alternativas
Q4318149 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Analise as assertivas a seguir sobre o emprego das vírgulas hachuradas nos trechos retirados do texto:

I. Em “Os dois melhores livros que liImagem associada para resolução da questão no último mêsImagem associada para resolução da questão foram escritos por italianos”, as vírgulas são empregadas para destacar um adjunto adverbial intercalado.
II. Em “O aniversárioImagem associada para resolução da questão de Andrea BajaniImagem associada para resolução da questão e Via GemitoImagem associada para resolução da questão de Domenico Starnone”, as vírgulas que separam o título do livro de seu autor são opcionais.
III. Em “Todos nós temos traços narcísicos, só que de forma brandaImagem associada para resolução da questão que possibilita reconhecermos erros”, a segunda vírgula poderia ser omitida, o que não causaria alteração de sentido ao trecho.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4318026 Português

Leia a seguir um trecho do prólogo do livro A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma, para responder à questão


 Prólogo ao leitor extremamente ocupado


“Desocupado leitor…” É assim que Miguel de Cervantes iniciava o prólogo de uma das mais célebres obras literárias da história universal: O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha. Quatrocentos anos depois, neste mundo marcado pelo imediatismo e pelo produtivismo, fico pensando se ainda seria possível iniciar um livro fazendo um convite ao “desocupado leitor” de Cervantes… Pois, na verdade, hoje estamos todos tão extremamente ocupados… Extremamente ocupa dos e extremamente apressados.


Esta pressa e esta azáfama têm, mais que nos ocupa do, nos preocupado e, em última análise, nos desumanizado e nos adoecido. E como os que estão doentes precisam de remédio, passo, rapidamente — porque nos falta tempo — a falar sobre o porquê deste livro.


Este livro fala sobre um remédio; um tipo muito especial de remédio. O remédio é, como veremos, muito, muito antigo. Foi descoberto ou inventado ainda na aurora da humanidade e, ficando às vezes meio esquecido, precisa ser constante mente resgatado, para que essa mesma humanidade não adoeça mortalmente.


Quem nunca experimentou, algum dia, os seus efeitos benfazejos? Eu mesmo me lembro o quanto o desejava e esperava, ansiosamente, quando minha mãe, às vezes meu pai, ou mesmo meu avô, vinham administrá-lo à noite, antes de dormir…


Sim, não cabe mais fazer mistério: esse remédio são as histórias. As narrativas que, algumas vezes, brotam da imaginação fértil; outras, das coisas efetivamente ocorridas e reinventadas; e, na maioria, dos livros clássicos de contos infantis.


Chamo de remédio, porque, desde a mais tenra infância, essas histórias eram o que enchiam a alma, quebravam a rotina dos dias cinzentos, abriam as portas para outras dimensões e patamares da realidade. Divertiam, encantavam, ensinavam e, mesmo quando eram amargas e tristes (pois é próprio do remédio às vezes ser amargo), sempre faziam bem.


Com o passar do tempo, entretanto, e as demandas da vida — escola, trabalho etc. — vamos nos afastando deste maravilhoso remédio, fortificante da alma. No contexto do mundo moderno, aliás, passaram a acreditar que tal remédio é não só dispensável, mas até prejudicial, pois ficção, fantasia, sonho, nos distrai da “realidade”, determinada pelas coisas “reais”, sérias, produtivas. Mas então, quando começamos a sentir os sintomas de um tipo muito particular de adoecimento, nos damos conta da sua falta e nos lembramos dos seus efeitos.


(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019. Adaptado).

No trecho do 4o parágrafo “Quem nunca experimentou, algum dia, os seus efeitos benfazejos?”, as vírgulas foram empregadas pela mesma razão que a vírgula do trecho
Alternativas
Q4317906 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula na frase está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
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Q4317328 Português

Insetos a favor da Lei: a entomologia forense como aliada da justiça na Amazônia


No Pará, peritos e pesquisadores utilizam moscas e outros insetos para estimar o tempo de morte, identificar circunstâncias de crimes e ampliar as possibilidades de investigação forense.


        Era mais um dia de plantão do perito criminal Augusto Andrade. Dessa vez, ele tinha sido chamado para coletar evidências em uma residência no município de São Domingos do Araguaia, região sudeste do estado do Pará. No local, o corpo de uma mulher tinha sido encontrado e a suspeita era de morte natural. Chegando lá, algo chamou a atenção do perito. “Havia muitas moscas. Mais do que deveriam”, disse. Para Augusto, que tem a experiência de anos recolhendo evidências em locais de crime no interior do estado, isso significava uma coisa: “Algum ferimento havia sido aberto ali”, disse ele.


As moscas eram os vestígios

        O laudo científico foi encaminhado para a Polícia Civil, que junto a outras evidências passou investigar o caso como homicídio. Essa não foi a primeira vez que esses insetos ajudaram Augusto em uma investigação. Em outras sete cenas de crime, as moscas foram fundamentais em determinar o chamado “Intervalo Post Mortem” (IPM) - uma estimativa sobre quanto tempo uma pessoa foi morta, dado essencial nas investigações criminais. Em um dos casos, o perito chegou a coletar ovos de moscas que estavam em um cadáver e os levou para a Polícia Científica de Marabá, onde analisou o tempo em que se desenvolviam. “As moscas têm um ciclo de vida de dias. Então dependendo do estágio em que a mosca está no corpo, se larvas ou os ovos, a gente pode dizer há quanto tempo um cadáver está ali”, diz.


        Augusto explica que esse tipo de dado torna o laudo mais técnico, auxiliando a Polícia Civil, caso eles já tenham um suspeito ou uma linha de investigação. “A Polícia Civil pode comparar com o que eles já apuraram. Por exemplo, se uma pessoa está mentindo ou não sobre determinada informação, ou se a evidência é convergente com aquela linha já adota da”, disse.


Entomologia Forense

        Contar com insetos como ‘microinvestigadores’ não é uma novidade nem na perícia e nem na ciência. A entomolo gia forense (entomo - inseto; logia - estudo) aplica o estudo dos insetos e outros artrópodes a procedimentos legais, auxili ando nas investigações criminais. O primeiro registro disto está em um manual de medicina chinês, datado do século XIII, que relata a investigação de um homicídio.


        “Um dia alguém observou uma pessoa assassinada e suspeitavam de um determinado aldeão. Foram lá na casa de le e acharam uma foice com sangue e vermes, indicando que aquela tinha sido a arma do crime. A partir disso começa-se o estudo da entomologia. Esses bichinhos aqui seriam, digamos assim, os nossos aliados para descobrir quem é o criminoso, as circunstâncias e o local do crime”, explica o professor Danilo Oliveira, entomologista e docente na Universidade do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).


        No Brasil, os primeiros registros de insetos auxiliando em investigações estão datados de 1908. Mesmo assim, es tudos na área ainda carecem de investimentos. Além de essenciais para os ecossistemas, o professor explica que alguns insetos também são capazes de fornecer dados que vão desde as circunstâncias do crime e o local em que o crime ocorreu, até a identificação do criminoso. “Essa observação torna possível responder algumas perguntas e ajuda a entender como foi a morte, qual que foi a causa, o local onde isso aconteceu. E aí a gente tem algumas espécies que nos ajudam muito assim, e que se destacam”, diz.


        Entre os principais insetos de importância forense estão as moscas, os besouros e até borboletas. Danilo explica que, quando há um corpo morto, os dípteros, ou seja, as moscas, são os primeiros a chegar.

        “As moscas depositam ovos no cadáver. Esses ovos eclodem em larvas. Essas larvas vão crescendo em etapas e es sas etapas têm duração específica. É nesse tempo de ‘crescimento’ que estão os dados da investigação”, explica o profes sor.


Por exemplo, se em um cadáver é coletada uma larva de uma espécie cujo ciclo de desenvolvimento demora 10 di as, e após a coleta a larva demora 5 dias para se desenvolver, isto significa que os outros 5 dias ocorreram antes do corpo ser encontrado. Com isso é possível saber a duração de cada etapa e calcular o intervalo pós-morte, ou seja, uma estimativa de quanto tempo aquela pessoa morreu. “Mas essa é uma estimativa que também depende das condições do ambiente, localização, clima”, diz.

[...]


(Vanessa Monteiro. Supervisão Ruanne Lima. Edição Carla Fischer. Fotos de Lucas dos Santos Alves. Publicado em 29/09/2025. Dispononível em: www.amazoniavox.com/reportagens/view/141/pt-br/insetos_a_favor_da_lei_a_entomologia_forense_como_aliada_da_justica_na_amazonia)

Ao longo do texto, as aspas (simples ou duplas) são utilizadas em diferentes situações, como nos trechos:

I. “Havia muitas moscas. Mais do que deveriam”;
II. “Intervalo Post Mortem”
III. ‘microinvestigadores’

Considerando o emprego das aspas nesses contextos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4317327 Português

Insetos a favor da Lei: a entomologia forense como aliada da justiça na Amazônia


No Pará, peritos e pesquisadores utilizam moscas e outros insetos para estimar o tempo de morte, identificar circunstâncias de crimes e ampliar as possibilidades de investigação forense.


        Era mais um dia de plantão do perito criminal Augusto Andrade. Dessa vez, ele tinha sido chamado para coletar evidências em uma residência no município de São Domingos do Araguaia, região sudeste do estado do Pará. No local, o corpo de uma mulher tinha sido encontrado e a suspeita era de morte natural. Chegando lá, algo chamou a atenção do perito. “Havia muitas moscas. Mais do que deveriam”, disse. Para Augusto, que tem a experiência de anos recolhendo evidências em locais de crime no interior do estado, isso significava uma coisa: “Algum ferimento havia sido aberto ali”, disse ele.


As moscas eram os vestígios

        O laudo científico foi encaminhado para a Polícia Civil, que junto a outras evidências passou investigar o caso como homicídio. Essa não foi a primeira vez que esses insetos ajudaram Augusto em uma investigação. Em outras sete cenas de crime, as moscas foram fundamentais em determinar o chamado “Intervalo Post Mortem” (IPM) - uma estimativa sobre quanto tempo uma pessoa foi morta, dado essencial nas investigações criminais. Em um dos casos, o perito chegou a coletar ovos de moscas que estavam em um cadáver e os levou para a Polícia Científica de Marabá, onde analisou o tempo em que se desenvolviam. “As moscas têm um ciclo de vida de dias. Então dependendo do estágio em que a mosca está no corpo, se larvas ou os ovos, a gente pode dizer há quanto tempo um cadáver está ali”, diz.


        Augusto explica que esse tipo de dado torna o laudo mais técnico, auxiliando a Polícia Civil, caso eles já tenham um suspeito ou uma linha de investigação. “A Polícia Civil pode comparar com o que eles já apuraram. Por exemplo, se uma pessoa está mentindo ou não sobre determinada informação, ou se a evidência é convergente com aquela linha já adota da”, disse.


Entomologia Forense

        Contar com insetos como ‘microinvestigadores’ não é uma novidade nem na perícia e nem na ciência. A entomolo gia forense (entomo - inseto; logia - estudo) aplica o estudo dos insetos e outros artrópodes a procedimentos legais, auxili ando nas investigações criminais. O primeiro registro disto está em um manual de medicina chinês, datado do século XIII, que relata a investigação de um homicídio.


        “Um dia alguém observou uma pessoa assassinada e suspeitavam de um determinado aldeão. Foram lá na casa de le e acharam uma foice com sangue e vermes, indicando que aquela tinha sido a arma do crime. A partir disso começa-se o estudo da entomologia. Esses bichinhos aqui seriam, digamos assim, os nossos aliados para descobrir quem é o criminoso, as circunstâncias e o local do crime”, explica o professor Danilo Oliveira, entomologista e docente na Universidade do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).


        No Brasil, os primeiros registros de insetos auxiliando em investigações estão datados de 1908. Mesmo assim, es tudos na área ainda carecem de investimentos. Além de essenciais para os ecossistemas, o professor explica que alguns insetos também são capazes de fornecer dados que vão desde as circunstâncias do crime e o local em que o crime ocorreu, até a identificação do criminoso. “Essa observação torna possível responder algumas perguntas e ajuda a entender como foi a morte, qual que foi a causa, o local onde isso aconteceu. E aí a gente tem algumas espécies que nos ajudam muito assim, e que se destacam”, diz.


        Entre os principais insetos de importância forense estão as moscas, os besouros e até borboletas. Danilo explica que, quando há um corpo morto, os dípteros, ou seja, as moscas, são os primeiros a chegar.

        “As moscas depositam ovos no cadáver. Esses ovos eclodem em larvas. Essas larvas vão crescendo em etapas e es sas etapas têm duração específica. É nesse tempo de ‘crescimento’ que estão os dados da investigação”, explica o profes sor.


Por exemplo, se em um cadáver é coletada uma larva de uma espécie cujo ciclo de desenvolvimento demora 10 di as, e após a coleta a larva demora 5 dias para se desenvolver, isto significa que os outros 5 dias ocorreram antes do corpo ser encontrado. Com isso é possível saber a duração de cada etapa e calcular o intervalo pós-morte, ou seja, uma estimativa de quanto tempo aquela pessoa morreu. “Mas essa é uma estimativa que também depende das condições do ambiente, localização, clima”, diz.

[...]


(Vanessa Monteiro. Supervisão Ruanne Lima. Edição Carla Fischer. Fotos de Lucas dos Santos Alves. Publicado em 29/09/2025. Dispononível em: www.amazoniavox.com/reportagens/view/141/pt-br/insetos_a_favor_da_lei_a_entomologia_forense_como_aliada_da_justica_na_amazonia)

Observe os períodos retirados do texto:

I. “O laudo científico foi encaminhado para a Polícia Civil.”

II. “As moscas depositam ovos no cadáver.”

III. “Em um dos casos, o perito chegou a coletar ovos de moscas...”

Considerando as vozes verbais empregadas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4317253 Português
O texto abaixo foi elaborado pela professora Márcia Rebêlo. Leia-o, atentamente, pois ele servirá de base para a questão.


A importância da preservação da água


    A água é um dos recursos naturais mais importantes para a vida no planeta. Utilizamos a água para beber, preparar alimentos, cuidar da higiene, produzir alimentos e realizar diversas atividades do dia a dia. Apesar de sua importância, mui tas pessoas ainda desperdiçam água e não percebem que esse recurso pode se tornar cada vez mais escasso em algumas regiões.


    Preservar a água é uma responsabilidade de todos. Atitudes simples, tais como, fechar a torneira enquanto esco vamos os dentes, consertar vazamentos e evitar banhos muito demorados, podem contribuir para diminuir o desperdício. A água é também um tesouro da natureza: se cuidarmos dela hoje, ajudaremos a garantir vida e qualidade de vida para as futuras gerações.


    Além do desperdício, a poluição dos rios, lagos e oceanos também representa uma grande ameaça à disponibilida de de água de qualidade. O descarte inadequado de lixo, produtos químicos e outros resíduos pode contaminar os ambien tes aquáticos e prejudicar pessoas, animais e plantas. Por isso, cuidar da água significa também preservar a natureza, des cartar o lixo corretamente e participar de ações que contribuam para a conservação do meio ambiente. Portanto, cuide sempre do meio ambiente e faça a sua parte.
Observe o período retirado do texto: “Atitudes simples, tais como, fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, consertar vazamentos e evitar banhos muito demorados, podem contribuir para diminuir o desperdício.” (2º parágrafo). As vírgulas utilizadas nesse período têm, principalmente, a função de
Alternativas
Q4315980 Português
À mesa não se envelhece nem se enrijece


    Estou em uma mesa de oito lugares onde se apinham doze pessoas. Todos conversam sem prestar atenção no meu silêncio repentino, nos meus olhos que descem pela toalha manchada de vinho, pelos pratos de cores diferentes, cada um de um jogo que foi se quebrando, pela comida que ficou levemente sem gosto, pelos copos que tivemos que usar no lugar das taças que se quebraram na mudança.

    Os quadros ainda não foram pregados nas paredes da sala. Não possuo as flores frescas que as influenciadoras dizem ser fundamentais para deixar a casa bonita. Não fiz o pudim ensinado por milhares de tutoriais porque sujaria ainda mais louça – comeremos os quindins que comprei na padaria.

    Se fosse há cinco ou seis anos, eu não teria promovido esse almoço. Eu teria me fiado pela sociedade da performance, que exige que tudo, até um almoço entre amigos, seja um evento perfeito. Instagramável. E, portanto, com pouca chance de acontecer.

    Ainda sentada à mesa, lembro das minhas avós, das velhas matriarcas de outras famílias. Não marcavam nada. Aos domingos, abriam as portas para quem chegasse. Sobre a mesa coberta com uma toalha puidinha, a garrafa térmica e o bolo. Ou a macarronada que se repetia por anos, sem que ninguém se constrangesse em servir aquele eterno prato único. E tudo bem, porque o intuito dos encontros não era oferecer uma experiência gastronômica, mas promover uma comunhão que pairava acima do estômago.

    “A tavola non si invecchia” meu pai sempre dizia, ditado italiano que afirma que à mesa não se envelhece.

    Vou além: à mesa também não se enrijece, porque é no encontro que dessalgamos certezas excessivas.

     Comendo de meus pratos coloridos e lascados, há amigos de esquerda, meu primo de direita e meu novo vizinho, que ainda não conheço bem e de quem desconheço totalmente a orientação ideológica. Um é vegetariano, outro entusiasta da proteína animal. Um é ateu, outro acredita em tudo, e mais um pouco.

    Que discordem no que tiverem que discordar, penso, desde que não lancem garfos sobre a minha cabeça.

    Como avançar se não conversando?

    É no diálogo – e não na monotonia temática do algoritmo – que as trocas mais produtivas acontecem. Que as mudanças de voto acontecem. Que as pequenas revoluções acontecem (não à toa, regimes autoritários adoravam investir na distância e na desconfiança entre vizinhos). Que as fofocas acontecem. Que mesmo as separações acontecem – onde uma mulher irá contar que vem sendo agredida pelo marido, senão em um em encontro íntimo, cercada de gente de sua confiança?

    Enquanto sirvo os quindins, escuto os papos. Lembro que meus amigos conhecem meu primo aqui desta mesa. Que se tornaram parceiros de pedalada a partir de um almoço servido aqui nesta mesa. Quantas conexões eu deixaria de ter feito se ficasse esperando pela louça adequada? Quantos conselhos eu perderia se ficasse na dependência de uma sobremesa instagramável? Quantas gargalhadas deixaria de dar se ficasse esperando cozinhar como um chef?

    Saúde, sugiro, levantando meu copo bico de jaca. Os outros levantam os seus, e celebro intimamente esse território de oito lugares em que apertando cabem doze, quem sabe até quatorze e para onde sei que sempre podemos voltar.


(Por: Giovana Madalosso. À mesa não se envelhece nem se enrijece. Jornal Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso em: julho de 2026.)
A pontuação organiza as relações sintáticas entre os constituintes da oração e do período, podendo também produzir efeitos de ritmo e destaque. Nesse contexto, considere as propostas de inserção, supressão ou substituição de sinais de pontuação em trechos do texto e assinale a alternativa em que a alteração preserva a correção gramatical e as relações sintáticas do período, de acordo com a norma-padrão. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FADCT Órgão: CONSUD - PR Prova: FADCT - 2026 - CONSUD - PR - Motorista |
Q4315311 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada INCORRETAMENTE segundo a norma-padrão.
Alternativas
Q4312599 Português

STF dá 2 anos para Congresso regulamentar mineração em terra indígena

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou em agosto deste ano o prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei e regulamentar a participação de indígenas na exploração mineral legal de seu território. A Corte referendou uma decisão individual do ministro Flávio Dino, que, em fevereiro deste ano, reconheceu a omissão constitucional do Legislativo para tratar da matéria.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAJ) para que o Supremo reconheça a falta de aprovação de uma lei para que os indígenas tenham participação nos resultados do aproveitamento dos recursos hídricos e minerais presentes no território indígena, que está localizado em Rondônia. A entidade alegou que os cinta larga sofrem constantes ameaças de invasão por garimpeiros e com conflitos violentos relacionados à exploração ilegal de minerais, fatores que provocam a falta de renda e a exclusão econômica dos indígenas.

Ao referendar a decisão de Dino, o plenário também definiu balizas para a exploração mineral, que deverão ser seguidas enquanto o Congresso não editar a lei. A exploração deverá contar com a autorização dos indígenas. A autorização para mineração não poderá ultrapassar o uso de 1% da Terra Indígena Cinta Larga. Estudos de impacto e planos de manejo sustentável também serão obrigatorios. A fiscalização deverá ser feita pelo Ministério Público Federal (MPF).

No ano passado, Dino determinou que comunidades indígenas afetadas pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Pará, tenham participação nos lucros da usina. Conforme a liminar, as comunidades deverão receber 100% do valor que é repassado pela concessionária para a União. O ministro também deu prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei específica para tratar do assunto.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.blustica/noricia/2026-08/stf-da2 -a nos- pa ra -cong resso-reg u lamentar- mineracao- em -terra -ind ig ena (adaptado)

Ao longo do texto, o autor utiliza parênteses para abrigar siglas de órgãos públicos de destaque, como em (STF), (PATJAMAAJ) e (MPF). Sobre esse uso pedagógico e gráfico dos parênteses, julgue as assertivas abaixo em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):


( ) Os parênteses são empregados para isolar siglas que representam as formas abreviadas dos nomes dos órgãos que vieram por extenso antes.

( ) O uso dos parênteses serve para corrigir erros de digitação cometidos ao longo da escrita do primeiro rascunho.

( ) A retirada dos parênteses e das siglas de dentro do texto prejudicaria a correção gramatical e tornaria o período incompreensível.


Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima? 

Alternativas
Q4312598 Português

STF dá 2 anos para Congresso regulamentar mineração em terra indígena

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou em agosto deste ano o prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei e regulamentar a participação de indígenas na exploração mineral legal de seu território. A Corte referendou uma decisão individual do ministro Flávio Dino, que, em fevereiro deste ano, reconheceu a omissão constitucional do Legislativo para tratar da matéria.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAJ) para que o Supremo reconheça a falta de aprovação de uma lei para que os indígenas tenham participação nos resultados do aproveitamento dos recursos hídricos e minerais presentes no território indígena, que está localizado em Rondônia. A entidade alegou que os cinta larga sofrem constantes ameaças de invasão por garimpeiros e com conflitos violentos relacionados à exploração ilegal de minerais, fatores que provocam a falta de renda e a exclusão econômica dos indígenas.

Ao referendar a decisão de Dino, o plenário também definiu balizas para a exploração mineral, que deverão ser seguidas enquanto o Congresso não editar a lei. A exploração deverá contar com a autorização dos indígenas. A autorização para mineração não poderá ultrapassar o uso de 1% da Terra Indígena Cinta Larga. Estudos de impacto e planos de manejo sustentável também serão obrigatorios. A fiscalização deverá ser feita pelo Ministério Público Federal (MPF).

No ano passado, Dino determinou que comunidades indígenas afetadas pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Pará, tenham participação nos lucros da usina. Conforme a liminar, as comunidades deverão receber 100% do valor que é repassado pela concessionária para a União. O ministro também deu prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei específica para tratar do assunto.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.blustica/noricia/2026-08/stf-da2 -a nos- pa ra -cong resso-reg u lamentar- mineracao- em -terra -ind ig ena (adaptado)

Considere o seguinte trecho do terceiro parágrafo: A autorização para mineração não poderá ultrapassar o uso de 1% da Terra Indígena Cinta Larga. Estudos de impacto e planos de manejo sustentável também serão obrigatórios. A respeito do emprego dos sinais de pontuação e suas implicações de sentido, analise as assertivas: 


I. O ponto final após o termo Cinta Larga encerra um período sintático completo, separando duas diretrizes distintas criadas pelo STF.

II. O uso das vírgulas seria obrigatório para isolar o termo de impacto por se tratar de um adjunto explicativo longo.

III. Caso o ponto final fosse substituído por um ponto de interrogação, a frase passaria a expressar um questionamento sobre o limite territorial.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4312597 Português

STF dá 2 anos para Congresso regulamentar mineração em terra indígena

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou em agosto deste ano o prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei e regulamentar a participação de indígenas na exploração mineral legal de seu território. A Corte referendou uma decisão individual do ministro Flávio Dino, que, em fevereiro deste ano, reconheceu a omissão constitucional do Legislativo para tratar da matéria.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAJ) para que o Supremo reconheça a falta de aprovação de uma lei para que os indígenas tenham participação nos resultados do aproveitamento dos recursos hídricos e minerais presentes no território indígena, que está localizado em Rondônia. A entidade alegou que os cinta larga sofrem constantes ameaças de invasão por garimpeiros e com conflitos violentos relacionados à exploração ilegal de minerais, fatores que provocam a falta de renda e a exclusão econômica dos indígenas.

Ao referendar a decisão de Dino, o plenário também definiu balizas para a exploração mineral, que deverão ser seguidas enquanto o Congresso não editar a lei. A exploração deverá contar com a autorização dos indígenas. A autorização para mineração não poderá ultrapassar o uso de 1% da Terra Indígena Cinta Larga. Estudos de impacto e planos de manejo sustentável também serão obrigatorios. A fiscalização deverá ser feita pelo Ministério Público Federal (MPF).

No ano passado, Dino determinou que comunidades indígenas afetadas pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Pará, tenham participação nos lucros da usina. Conforme a liminar, as comunidades deverão receber 100% do valor que é repassado pela concessionária para a União. O ministro também deu prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei específica para tratar do assunto.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.blustica/noricia/2026-08/stf-da2 -a nos- pa ra -cong resso-reg u lamentar- mineracao- em -terra -ind ig ena (adaptado)

O segundo parágrafo do texto termina com o seguinte período: ...fatores que provocam a falta de renda e a exclusão econômica dos indígenas. Caso o redator do texto quisesse reescrever esse final expressando um forte sentimento de indignação ou espanto diante dessa triste realidade socioeconômica, qual sinal de pontuação deveria substituir o ponto final? 
Alternativas
Respostas
101: A
102: C
103: D
104: D
105: E
106: C
107: B
108: D
109: C
110: A
111: A
112: A
113: C
114: B
115: B
116: C
117: D
118: B
119: C
120: C