Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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1. “Você está ótima” “Nem aparenta sua idade”. 2. “Eu os vi e pensei: a arte é o que ainda vibra”. 3. “Talvez por isso, as guitarras não envelhecem; elas lembram”.
Considerando o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) No trecho 1, as aspas demarcam a citação direta de algo dito por emissor exterior ao texto.
( ) Em 2, os dois-pontos marcam que o que será dito posteriormente a eles é um esclarecimento sobre a palavra “pensei”.
( ) O ponto e vírgula presente no trecho 3 separa orações sintaticamente semelhantes.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Qual das alternativas a seguir destaca e exemplifica uma pontuação utilizada para indicar uma pausa longa?
Qual das alternativas a seguir destaca e exemplifica uma pontuação usada para anunciar a fala dos personagens nas histórias de ficção?
Leia os textos I e II a seguir e responda à questão.
Texto I
A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência
Antonio Gomes da Rosa
Antonio Fernando Boing
Fátima Büchele
Walter Ferreira de Oliveira
Elza Berger Salema Coelho
Resumo: Este artigo objetiva investigar as causas da agressão conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor de violência. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa descritiva exploratória com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por meio da técnica de grupos focais com homens que se envolveram em violência conjugal e participavam voluntariamente do Programa de Atenção à Violência Doméstica e Intrafamiliar de um município de médio porte de Santa Catarina. Na análise das informações, evidenciaram-se três categorias: “Ela”, “Eu” e “Outros”. Nossos resultados apontam comportamentos e atitudes que permitem identificar as causas da agressão contra a companheira evidenciada a partir da interferência de pessoas estranhas à relação conjugal; presença de ações inadequadas da companheira; domínio da mulher sobre o companheiro; resposta à agressão física, verbal ou psicológica da companheira; dependência química e situação financeira. Os resultados mostram também que essas causas se mesclam no dia-a-dia, acumulam-se sob a forma de conflitos e eclodem em atos que configuram a violência conjugal do homem contra a companheira. Os sujeitos da pesquisa não demonstram compreensão ativa de que são agressores, ou seja, reconhecem os atos de violência que relatam, no entanto, não identificam que essas ações os caracterizam como autores de violência.
Palavras-chave: Violência contra a mulher; Violência doméstica; Saúde da mulher.
Texto II
ROSA, Antônio Gomes da et al. A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência. Revista Saúde, São Paulo, v.17, n.3, p.152-160, 2008.
No artigo A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência, Antônio Rosa, Antônio Boing, Fátima Büchele e Walter de Oliveira tematizam a respeito da violência conjugal, considerando ser esse um problema de saúde pública, como comprovam, segundo eles, diversos estudos realizados em âmbito nacional e internacional.
Nesse contexto, os estudiosos realizam uma pesquisa descritiva exploratória com o objetivo de investigar os motivos que justificam a agressão à mulher na visão do homem agressor. Para tal, os pesquisadores entrevistam, por meio da técnica de grupos focais, homens que se envolveram em violência conjugal e participavam voluntariamente do Programa de Atenção à Violência Doméstica e Intrafamiliar de um município de Santa Catarina.
Ao analisarem as entrevistas concedidas pelos participantes da pesquisa, os autores categorizam as informações obtidas em três categorias: “Ela”, “Eu” e “Outros”. Na primeira categoria, os professores mostram que a causa da agressão é atribuída à mulher por esta demonstrar atitudes inadequadas em relação ao parceiro, ao tentarem dominar a vida conjugal e às vezes agredir seu companheiro. Na segunda categoria, os pesquisadores evidenciam que a violência foi ocasionada por problemas financeiros ou dependência química sofridos pelo agressor. Na terceira e última categoria, Rosa et al. sinalizam que os homens entrevistados justificam seu ato violento culpabilizando a influência de terceiros no seu relacionamento.
Ao término da investigação, os autores chegam à conclusão de que os sujeitos, embora reconheçam os atos de agressão cometidos, não acreditam que esses atos os caracterizem como responsáveis pela violência.
Fonte: SILVA, Elizabeth Maria da. Professora, como é que se faz?. Campina Grande: Bagagem, 2012, p.49-50. [edit]
Releia, a seguir, o primeiro parágrafo do texto II.

Sobre o uso da vírgula no parágrafo lido, é correto afirmar que:
Observe as orações abaixo e identifique nas quais há uso correto do aposto segundo a norma-padrão da língua portuguesa.
I. Clarice, professora de literatura brasileira, publicou recentemente um artigo sobre Machado de Assis.
II. O presidente da empresa anunciou medidas rigorosas de economia interna.
III. O Pantanal — maior planície alagável do planeta — sofre com os efeitos das queimadas.
IV. Os engenheiros apresentaram o projeto ao conselho, e ele foi aprovado por unanimidade.
Em quais afirmativas há emprego adequado do aposto?
Observe as vírgulas empregadas nas duas situações apontadas no segmento acima. Sobre o uso da pontuação, é CORRETO afirmar que:
Assinalar a alternativa em que a vírgula foi usada pelo mesmo motivo que no segmento acima.
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do pensamento acima se encontra totalmente correta em relação à pontuação.
– Você, aí, menino, para onde vai essa estrada?”
Reescrevendo o trecho acima de outra forma, assinale a alternativa que se apresenta totalmente correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como escola pública de Cubatão deixou rotina de drogas e violência e se tornou uma das 'melhores do mundo'
O professor Régis Marques conheceu a Escola Estadual Parque dos Sonhos ao receber, em 2016, convite para assumir sua direção. Ao buscar informações, encontrou notícias sobre violência, furtos e invasões, além do apelido Parque dos Pesadelos. Apesar da má fama, aceitou o desafio.
Nove anos depois, a escola ganhou o prêmio internacional Melhor Escola do Mundo 2025 na categoria Superação de Adversidades, reconhecida por transformar uma realidade marcada por insegurança. Localizada no Jardim Real, área isolada para onde foram reassentadas famílias da Serra do Mar, a escola convivia com invasões e uso de drogas no espaço. Em 2016, tinha apenas cento e dezesseis alunos, muitos pedindo transferência.
Régis estabeleceu a meta de transformar a instituição. A equipe reconstruiu a estrutura física com apoio de empresas, arrecadando cem mil reais. Para se aproximar da comunidade, abriu a escola aos finais de semana e criou cursinhos. Voluntários, como Ana Gabriela Lima, passaram a ajudar em diversas atividades. Em tempo integral, a escola ampliou seu currículo com vinte e três projetos, de culinária a esportes como patinação. A escuta dos alunos e o olhar humanizado fortaleceram vínculos. A estudante Ester Silva, inicialmente resistente ao tempo integral, encontrou pertencimento no teatro.
Inspirado em modelo cubano, o projeto 'A escola vai à sua casa' promove visitas às famílias de alunos com problemas de frequência ou indisciplina, permitindo compreender suas condições de vida. Os corredores exibem grafites de figuras ligadas aos direitos humanos, integrando o projeto pedagógico que inclui a 'Semana da não Violência', com debates e práticas restaurativas. Régis destaca que não violência é questionar sistemas opressivos, e reforça que a escola prioriza a união, independentemente de posições políticas.
A conquista do prêmio emocionou a comunidade. A escola quase dobrou seu índice no Idesp, passando de 2,2 para 4,6 em uma década. Para os professores, contudo, o impacto vai além dos números: vê-se na proteção social oferecida, como relatos de estudantes que revelaram abusos nas aulas de tutoria. Régis reconhece desafios, mas celebra o percurso: uma escola que quase fechou por falta de alunos em 2016 iniciará 2026 com cerca de mil e duzentos estudantes, simbolizando seu papel como agente de transformação social.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjwy9n1npe8o.adaptado
Para se aproximar da comunidade, Régis abriu a escola aos finais de semana e criou cursinhos.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Texto para a questão.
"A lei, muitas vezes, parece distante do cidadão comum, envolta em uma linguagem que obscurece mais do que esclarece. É imperativo que o Estado promova a simplificação do discurso jurídico, tornando-o acessível a todos. A transparência e a clareza são pilares da democracia, e a comunicação é o veículo pelo qual a cidadania se fortalece. Se o direito é de todos, sua compreensão não pode ser privilégio de poucos. O acesso à justiça começa na inteligibilidade de suas normas."
ANDRADE, Ionara Fonseca da Silva; RÊGO, Patrícia de Amorim; SOUZA, Maria Claudia da Silva Antunes de. A linguagem jurídica e a necessidade de sua simplificação para o acesso à justiça e cidadania. Revista Cidadania e Acesso à Justiça, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. 91–106, 2022. DOI: 10.26668/IndexLawJournals/2526-026X/2021.v7i2.8372
I. A clareza das intenções e a transparência das instituições é pilar da democracia, reforçando que ambos os elementos se fundem em um único princípio essencial.
II. A clareza das intenções e a transparência das instituições são pilares da democracia, preservando a ideia de dois elementos distintos que sustentam o regime.
III. A clareza das intenções e a transparência das instituições, são pilares da democracia, acrescentando uma vírgula entre o sujeito composto e o verbo, a fim de destacar o sujeito.
Com base nos princípios de concordância verbal e pontuação:
Texto para a questão.
TEXTO 1
Chove. A noite sombria e gelada, ao invés de embalar, me rouba o sono. Eu, debaixo do edredom macio, no aconchego do calor de meu quarto escuro, passo a cismar. Um vento frio que advém de fora, vaza a fresta da janela de onde adentra uma réstia de um poste vizinho. Apesar da comodidade de meu leito, não consigo conciliar-me com Morfeu. Vem-me à memória a criança imunda nos braços da mãe, chorando debaixo de um viaduto. Chorava de fome. Agora, talvez, chore também de frio. Eles precisam é de justiça social, não de uma moeda ou um de cobertor.
Fragmento adaptado da crônica "Desigualdades", de Tarcisio Cardoso. Disponível em: https://tarcisiofcardoso.com.br/cronica-desigualdades/.
TEXTO 2
Vi hoje em uma TV que o narcotráfico comprou um
pelotão inteiro das forças armadas no México. Imagina só
no Equador. Mas não se espante. O pior não é o narco
comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores.
Como acontece na América Latina. Hoje foi solto um
perigosíssimo líder do PCC, que foi preso na Bolívia e
trazido ao Brasil. Não ficou preso 24 horas. E, no Rio, a
milícia suborna a prefeitura em quinhentos mil reais para
liberar alvará de construção. Portanto. Não falem do
Equador.
Fragmento adaptado de comentário de leitor, publicado no Painel do
Leitor da Folha de S.Paulo. Título da matéria: "Pior do que pagar impostos
é assistir tanta corrupção com tamanha impunidade, diz assinante".
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2024/01/piordo-que-pagar-impostos-e-assistir-tanta-corrupcao-com-tamanhaimpunidade-diz-assinante.shtml.
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa,
analise as afirmações nos TEXTOS 1 e 2:
I. No TEXTO 1, as vírgulas antes de “ao invés” e após "embalar" (" (...), ao invés de embalar, me rouba o sono")) são obrigatórias, pois isolam uma oração com valor de aposto.
II. No TEXTO 2, a palavra "milícia" (“E, no Rio, a milícia suborna a prefeitura”) é um substantivo e exerce a função sintática de sujeito.
III. No TEXTO 1, a vírgula após "fora" é facultativa, pois separa o sujeito ("Um vento frio que advém de fora") do seu predicado ("vaza a fresta da janela de onde adentra uma réstia de um poste vizinho").
Está correto o que se afirma em:
