“[...] Ainda faltam horas para o destino, (1) e a mente e o ...
Observe as vírgulas empregadas nas duas situações apontadas no segmento acima. Sobre o uso da pontuação, é CORRETO afirmar que:
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: A regra de pontuação aplicada é a da vírgula obrigatória antes de oração coordenada sindética adversativa e a do isolamento de segmento intercalado. No período dado, a oração introduzida por “mas” é adversativa, o que torna obrigatória a vírgula em (2); além disso, a oração “e a mente e o corpo imploram por atividade” foi construída, no arranjo sintático acolhido pela banca, como segmento entre a oração inicial e a adversativa seguinte, razão pela qual a vírgula em (1) também se mantém obrigatória, conduzindo ao gabarito A.
- Antes de julgar a vírgula antes de “e”, examine a estrutura completa do período; coordenação simples e segmento intercalado não recebem o mesmo tratamento.
- Se houver “mas” introduzindo oração adversativa, a vírgula anterior é obrigatória na norma-padrão.
- Quando uma oração aparece entre outra oração e a adversativa seguinte, verifique se a pontuação está delimitando esse bloco interno.
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Gabarito Equivocado, Pois a Vírgula antes de Conectivos aditivos É Facultativa!
A Saber:
Ele chegou, e ela saiu! (Facultativo)
obs.:Nas Conjunções Adversativas a Vírgula é OBRIGATÓRIA.
Ex.: Estudou Muito, MAS não passou! (OBRIGATÓRIO)
-- Gabarito letra (C) não !!!!
-- A virgula antes da letra E é falcultativa com 2 sujeitos, me corrigam se eu estiver errado
pela minha interpretação, a vírgula é obrigatória pois se trata de uma locução adverbial deslocada, é por ser mais de 3 palavras a vírgula se torna obrigatória.
Esta é uma situação muito comum em concursos públicos e toca em um dos pontos mais polêmicos da gramática: a vírgula antes da conjunção "e".
Se o gabarito oficial indicou a letra A, a banca examinadora está seguindo uma linha tradicional e rigorosa. Vamos analisar por que eles consideram ambas obrigatórias e se cabe recurso para anulação.
A regra geral diz que não se usa vírgula antes do "e" quando ele liga termos de mesma função ou orações com o mesmo sujeito. Porém, quando os sujeitos são diferentes, muitos gramáticos tradicionais (como Evanildo Bechara) defendem que a vírgula deve ser usada para evitar ambiguidade e marcar a alternância de agentes.
- Oração 1: "Ainda faltam horas para o destino" (Sujeito: horas).
- Oração 2: "a mente e o corpo imploram por atividade" (Sujeito: a mente e o corpo).
Para bancas examinadoras mais rígidas, essa mudança de sujeito torna a vírgula obrigatória para clareza textual.
Muitos outros gramáticos (como Domingos Paschoal Cegalla) tratam essa mesma regra como facultativa. Cegalla afirma explicitamente: "Pode-se usar a vírgula antes da conjunção e quando as orações coordenadas têm sujeitos diferentes". O termo "pode-se" indica faculdade, não obrigação.
Além disso, em orações curtas e claras, a tendência moderna da linguística é considerar essa vírgula apenas como um recurso enfático ou estilístico.
Questão passível de recurso e possível anulação, mas com ressalvas.
Argumentos para o recurso:
- Divergência Doutrinária: Você pode citar que não há consenso absoluto entre os gramáticos. Enquanto uns (como Bechara) sugerem a obrigatoriedade para clareza, outros (como Cegalla e Rocha Lima) classificam como facultativa ou recomendável.
- Clareza do Texto: Pode-se argumentar que a ausência da vírgula em (1) não causaria prejuízo à compreensão do texto, o que reforçaria o caráter facultativo.
O problema na prática:
As bancas de concurso (como FGV, FCC, Cebraspe ou bancas menores de prefeituras) costumam adotar uma "bibliografia de estimação". Se a banca segue cegamente a gramática de Bechara, ela manterá o gabarito na letra A, pois ele é a maior autoridade viva da língua e tende a ser prescritivo nesse ponto.
- Na teoria gramatical acadêmica: A alternativa C é a mais aceita hoje (facultativa com sujeitos diferentes).
- Na visão de "prova de concurso": Muitas bancas ainda consideram a letra A como correta, tratando a mudança de sujeito como um gatilho de obrigatoriedade para que o candidato demonstre conhecimento dessa regra específica.
Conclusão: Se você estiver fazendo um recurso, use a citação de Cegalla (Novíssima Gramática da Língua Portuguesa) para provar que a vírgula antes do "e" com sujeitos diferentes é facultativa. Isso gera a "duplicidade de interpretação", que é o principal motivo para anular questões de múltipla escolha.
Sujeitos diferentes entre o ''e'' a vírgula é obrigatória. Antes da conjunção MAS sempre vai vírgula. Gabarito letra A.
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