Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3772760 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Passarela da Misantropia 


Caminho obedientemente atrás dele. Seus passos me parecem lentos. Como se desfilasse na passarela da misantropia. Como se não soubesse para onde ir. 


Percebo a tristeza no seu tom de voz. Quando ele diz meu nome, ele saliva solidão e angústias mal resolvidas. Não entendo o que ele diz, mas entendo, ao mesmo tempo. Não sei se me faço entender. Mas seu tom de voz diz tudo. E seu tom de voz agora é um manancial de depressão que rasga seu peito, outrora, vivaz.


Uma pena. Prefiro quando ele emana traços de felicidade. Momentos raros, devo destacar. Desde que ela foi embora. Desde que ela saiu pela porta da frente e nunca mais voltou. Lembro-me até hoje. Ela, raivosa. O semblante determinado. Não olhou para mim. Não olhou para trás. Não olhou para o que construíra. Simplesmente, partiu.


Ficamos eu e ele. Desde então, dois solitários. Porque a dor dele é minha também. Eu o amo. E compartilho a sua dor. E, de alguma forma, percebo que ele sabe a verdade sobre mim: eu jamais seguirei os passos dela. Jamais vou abandoná-lo.


Sempre que ele chamar Rex, eu irei até ele, o rabo abanando, tentando lhe conferir traços de afago em um dia repleto de desavenças internas.


MARTINZ, Juliano. Passarela da misantropia. Corrosiva, [s.d.]. Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas/passarela-da-misantropia/ . Acesso em: 2 dez. 2025. 

Com base no trecho "E, de alguma forma, percebo que ele sabe a verdade sobre mim: eu jamais seguirei os passos dela.", analise o emprego dos sinais de pontuação empregados e assinale a alternativa correta quanto ao uso da vírgula e dos dois-pontos, conforme a norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q3772725 Português
Texto I

Quantas vezes você mudou de opinião sobre o que quer ser quando crescer?

Luana Génot

    Muitas vezes, perguntamos às crianças o que querem ser quando crescer. E, por mais inocente que pareça, essa pergunta carrega muitas nuances: ela faz com que a gente projete o futuro, mas também perceba o quanto os nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
    Um executivo, certa vez, me contou algo que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia sonhando em ser caminhoneiro, como o pai. Achava que aquele era o topo. Não porque faltasse ambição, mas porque faltavam referências. Ao se mudar para estudar, porém, descobriu outros mundos. Passou a almejar um trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si, para a família, para ver o sol se pôr.
   Sonhos mudam de roupa conforme a estação da vida. Às vezes, crescem; outras vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e, depois, queremos o sossego. Já almejamos o sucesso financeiro a todo custo e, em seguida, queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo isso faz parte do mesmo caminho e pode até coexistir em muitas medidas.
    O que me intriga é que também há aqueles que não se permitem sonhar. Gente que aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é ferramenta de sobrevivência, especialmente para quem sempre precisou lutar para existir. É uma forma de hackear o sistema, de furar a bolha do “impossível”, de encontrar brechas nas estruturas que dizem “não”.
    O sonho é ancestral. É herança das nossas avós que sonhavam em liberdade enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que moveu quem veio antes, que acreditou num amanhã que talvez nunca tenha visto, mas plantou para que a gente colhesse. Por isso, deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga o passado ao futuro.
    Manter os desejos em dia é um ato de resistência. É como revisar um documento importante da alma: precisa ser atualizado, revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a gente muda junto. E, se há dias em que algo almejado parece distante, que isso vire farol, mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
    Às vezes, o sonho não é mais ser astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser presidente, mas conseguir pagar as contas e sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em continuar sonhando, mesmo que isso varie conforme o fôlego do momento.
    O importante é não deixar que o peso do real atropele a leveza do que parece impossível, que nos projeta. Que a pressa não atropele o propósito. Que o medo não atropele a esperança. Então, se hoje você não souber responder “o que quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que você precise é só se perguntar: o que ainda quero sonhar?

Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml. Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
No trecho “Manter os desejos em dia é um ato de resistência. É como revisar um documento importante da alma: precisa ser atualizado, revisitado, cuidado” (6º parágrafo), o uso dos dois-pontos indica:  
Alternativas
Q3772571 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Medo de mudar de opinião


Tem pessoas que sofrem por não terem coragem de mudar. Como em algum momento do passado elas defenderam uma causa em que acreditavam com muita força e convicção, agora se sentem interiormente impedidas de mudar, de reconhecer que as coisas e o tempo evoluem, e a mudança de ideias e opiniões acompanham. Com isso, sofrem muito. E o que é pior. Mesmo sabendo estarem erradas, continuam defendendo causas nas quais não acreditam mais, só por se sentirem incapazes de mudar de opinião e dizer que pensaram melhor, estudaram novos argumentos e mudaram de ideia. Para algumas pessoas isso é impensável! Isso acontece a respeito de qualquer tema: política, costumes, saúde, religião, meio-ambiente etc. Se o caro leitor é um desses, lembre-se que você tem o direito de mudar de ideia e de opinião sem ter medo nem vergonha, sem ter que dar satisfação a ninguém. Pense nisso. 



SANTOS, Alaides Garcia dos. Medo de mudar de opinião. Blog do Alaides, [s.d.]. Disponível em: https://www.blogdoalaides.com.br/cronicas-curtas-6/ . Acesso em: 2 dez. 2025.


Considere as afirmativas a seguir relacionadas à gramática normativa. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Na oração "agora se sentem interiormente impedidas de mudar", o pronome oblíquo átono "se" está corretamente posicionado segundo as normas da colocação pronominal, pois o advérbio "agora" atrai a próclise.

(__)A oração "que as coisas e o tempo evoluem" presente no trecho "de reconhecer que as coisas e o tempo evoluem" é classificada como subordinada substantiva objetiva direta, pois exerce função de complemento da forma verbal "reconhecer".

(__)Os dois-pontos no trecho "Isso acontece a respeito de qualquer tema: política, costumes, saúde, religião, meio-ambiente etc." introduzem enumeração explicativa, estando seu uso em perfeita consonância com a norma culta.

Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas
Q3772247 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A guardiã da rua


Era sábado de manhã quando cinco amigos procuravam um lugar para estacionar o carro. A viagem para o Guarujá tinha sido longa, e todos estavam animados para pisar na areia e cair no mar.

Depois de muito procurar, encontraram uma vaga perfeita na sombra de uma árvore e bem próxima da praia. Comemoraram: seria menos um gasto na viagem.

Enquanto pegavam todas as coisas no porta-malas do Honda Fit, uma senhora se aproximou. De estatura baixa, com um sorriso no rosto, um boné e roupas típicas de quem quer se proteger do sol, Dona Bel se apresentou e disse: "Cuido da rua por 20 reais".

Confusos, todos se entreolharam, assimilando a informação. Um dos amigos já avisou: "Não temos dinheiro". Contrariada, Dona Bel argumenta: "Tudo bem, pode ser 20 reais no pix mesmo. Sabem como é, né? A gente fica de olho nos carros aqui da rua para não acontecer nada de ruim".

Dali em diante, o tom da conversa já não era o mais simpático. O grupo pegou suas coisas e andou em direção à praia, desconversando a proposta da senhora até perdê-la de vista.

O dia estava maravilhoso, mas os gastos, nem tanto. Cem reais pelo guarda-sol e cadeiras, 50 na prancha de bodyboard, 20 para usar o banheiro e por aí vai. Mas o que vale é estar na praia com os amigos, certo? Entre uma conversa e outra, algumas piadas sobre a situação surgiam: "Será que a dona da rua ainda está lá?", "Se não pagarmos, ela vai bater na gente?", "Por 20 reais ela tem que saber lutar com bandidos".

Voltando para o carro, usaram garrafas de água para tirar o sal do corpo e trocaram de roupa dentro do veículo, tudo para não gastar mais 20 reais na ducha do quiosque ao lado.

Dona Bel observava de longe, pronta para cobrar o preço pelo seu serviço. Enquanto se secavam, o grupo de amigos combinava entre sussurros qual seria o plano para pular no carro e ir embora sem pagar nada.

Devagar, Dona Bel levantou e caminhou em direção ao grupo. Imediatamente, todos entraram no carro e saíram dali. No banco de trás, os meninos gritavam: "Corre que a Bel tá vindo! Ela vai bater na gente!", e todos riam sem fôlego, sentindo a adrenalina que a fuga da senhorinha mal-humorada causou.


LEANDRO, Beatriz Garcia. A guardiã da rua. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 14 nov. 2025. 
Em relação ao emprego dos sinais de pontuação na oração apresentada, analise as proposições abaixo:

I.A vírgula após "No banco de trás" está correta, pois isola um adjunto adverbial deslocado, conferindo clareza e fluidez à leitura.
II.Os dois-pontos introduzem corretamente uma fala direta, funcionando como elemento de transição entre o verbo de elocução ("gritavam") e o discurso que se segue.
III.As aspas e os pontos de exclamação foram empregados incorretamente, pois, segundo a norma-padrão, não se deve usar pontuação expressiva dentro das aspas quando já há pontuação externa delimitando o discurso direto.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3770949 Português
A alternativa em que o emprego da vírgula está correto, de acordo com a norma-padrão, é: 
Alternativas
Q3770928 Português
Letra e melodia


Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base na norma culta da Língua Portuguesa e na função sintática e estilística dos sinais de pontuação empregados no trecho "A letra dizia: 'Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Para onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão'", é correto afirmar que:
Alternativas
Q3770713 Português
Em qual alternativa o uso das conjunções coordenativas e da pontuação está correto e coerente com o sentido do período? 
Alternativas
Q3769646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vou te contar


Era uma manhã comum quando o professor de matemática parou a aula para perguntar se alguém tocava algum instrumento. Eu, que tinha começado aulas de piano há pouco tempo, falei com orgulho: "Eu toco piano!". Comentei que estudava MPB, o coleguinha disse que aprendia Wave no violão, e o professor perguntou se poderíamos tocar juntos no aniversário do colégio. Eu disse que sim, que conhecia a música e que era minha favorita — embora eu não conhecesse nem tocasse Wave .

Naquela semana, cheguei na aula de piano decidida: "Quero aprender a tocar Wave". Minha professora apenas pegou a partitura e disse: "Ok, então vamos tocar Wave". Eu me esforcei muito para aprender, querendo manter a imagem de aluna que toca MPB e impressionar a turma. E, apesar da dificuldade, consegui.

Quando finalmente toquei Wave, descobri o poder da música. Era a primeira canção que fazia minha família se juntar e cantar junto. Também foi a música que me aproximou de pessoas — inclusive do coleguinha do lado, que é meu amigo até hoje.

Com o tempo, Wave de fato se tornou minha música favorita. Depois da apresentação, até mudei minha biografia do Facebook para: "A música aproxima as pessoas como nenhuma outra forma de arte".

Texto Adaptado

KASSAB, Sofia. Vou te contar. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: USP, [20--]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 13 nov. 2025.
Considere o seguinte trecho do texto:

"Eu, que tinha começado aulas de piano há pouco tempo, falei com orgulho: 'Eu toco piano!'."

Assinale a alternativa que apresenta análise gramatical e estilística correta a respeito do uso dos sinais de pontuação nesse período.
Alternativas
Q3769187 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por Isso Sou

Certamente, todos possuem um momento, uma situação que ficou gravada na alma. Minha história, minha crônica é como um passado presente. A tristeza, a dor, o sofrimento me envolveu. Não são esses sentimentos que quero compartilhar com vocês, mas o momento e o que ele me trouxe.

Quando ainda era criança, presenciei um encontro de meus pais. Nele, mãe lhe disse que era seu filho. Ele me rejeitou e riu, descrente da verdade. Naquele momento, aquelas palavras se propagaram por todo o meu corpo me paralisando. Tive um choque de realidade. Alguns minutos foram uma eternidade. Tive a rejeição do meu pai e, claro, não é fácil para ninguém.

Tanta dor me trouxe alegria. Não seria o que sou se não tivesse uma dor superada. Transformei minhas lágrimas em sorrisos. Eu e meu pai podemos não nos conhecer, podemos não saber onde moramos, podemos não saber quem somos, mas sou feliz! Não por ter sofrido, mas por saber que, aonde quer que eu vá, terei um passado que me fará idealizar um futuro diferente.


Texto Adaptado

SILVA, Carlos Augusto da. Por isso sou. In: ALVES, Weber Firmino et al. Crônicas salineiras. Natal: IFRN, 2016. 142 p. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base na norma culta e nos efeitos de sentido, assinale a alternativa correta sobre o uso da vírgula no trecho "Quando ainda era criança, presenciei um encontro de meus pais":
Alternativas
Q3768995 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Considere as passagens:

•  ... mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. (1o parágrafo)
•  ... morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco... (3o parágrafo)

As vírgulas empregadas nas passagens transcritas apresentam o mesmo motivo de emprego, respectivamente, nas expressões destacadas em:
Alternativas
Q3768985 Português
Leia o texto para responder à questão.


   A Universidade de Cambridge, onde Stephen Hawking realizou boa parte de suas contribuições, enfatizou que ele era uma “inspiração para milhões” de pessoas e deixa ao mundo “um legado indelével”. Em um comunicado, Stephen Toope, vice-reitor dessa instituição acadêmica, disse que o renomado professor era um “indivíduo único”, que será lembrado com “calor e carinho”, não só na universidade, mas também em todo o mundo.

  “Suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico e a popularidade da ciência e da matemática deixaram um legado indelével”, afirmou a academia da universidade.


(https://www.estadao.com.br/ciencia, 14.03.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de pontuação e de emprego de pronome.
Alternativas
Q3768945 Português
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego das vírgulas na frase “Se o estagiário finalizar o trabalho, pensei comigo, irei elogiá-lo”.
Alternativas
Q3768891 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Exemplar raro de “Os Sertões”,

com capa original, vai a leilão no Rio


Oferta será no próximo dia 4 de dezembro, em evento da Livraria Letra Viva; livro reflete a obsessão de Euclides da Cunha pelo texto certo


Por Andreza Matais e Weslley Galzo

28/11/2021 (adaptado)

O Estado de S. Paulo


Semanas antes de publicar o clássico Os Sertões, o escritor Euclides da Cunha se isolou numa sala da editora Laemmert & Cia. e corrigiu à tinta, de próprio punho, 80 erros impressos em cada um dos mil exemplares do livro. A obsessão do autor pela imagem de seu trabalho tornou ainda mais rara e valiosa a 1ª edição da obra. No próximo dia 4 de dezembro um desses exemplares será leiloado no Rio. Um detalhe: é a primeira vez em 15 anos que uma 1ª edição ainda com a capa original da brochura aparece no mercado de livros raros. Para manter as características do exemplar, a livraria Letra Viva, organizadora do leilão, evitou reencadernar e acondicionou a obra de 632 páginas num estojo.



Exemplar com capa original que vai a leilão


Considerado um marco da literatura e do livro-reportagem, Os Sertões teve seu primeiro lote bancado pelo próprio Euclides. As vendas da obra dispararam logo após lançamento, no final de 1902. Era o surgimento do primeiro best-seller do mercado nacional, primazia dividida com o Canaã, de Graça Aranha, publicado no mesmo ano. Os dois livros tiveram a ousadia de retratar um país diferente daquele conhecido nos grandes centros.

Em 1897, anos antes do clássico ser disputado por leitores nas livrarias da Rua do Ouvidor, no Rio, Euclides, então um jovem engenheiro militar que atuava na propagação dos ideais republicanos, seguiu para o interior baiano como correspondente do Estadão no conflito que envolvia de um lado o Exército e de outro a comunidade sertaneja de Canudos, liderada pelo líder messiânico Antônio Conselheiro.


Crimes cometidos pelos militares foram relatados na obra. De lá para cá, a oficialidade brasileira procurou, sem alardes, desqualificar sem sucesso a versão de Euclides de que as tropas cometeram crimes de guerra, como a decapitação e a execução sumária de prisioneiros.  
Leias as sentenças abaixo, relacionadas à pontuação no texto 1.

1. No trecho “A obsessão do autor pela imagem de seu trabalho tornou ainda mais rara e valiosa a 1ª edição da obra.”, retirado do texto, deve ser empregada vírgula obrigatória depois da palavra trabalho.
2. No trecho “Os dois livros tiveram a ousadia de retratar um país diferente daquele conhecido nos grandes centros.”, deve ser empregada vírgula obrigatória depois do verbo retratar.
3. No trecho “Em 1897, anos antes do clássico ser disputado por leitores nas livrarias da Rua do Ouvidor, no Rio, Euclides, então um jovem engenheiro militar que atuava na propagação dos ideais republicanos, seguiu para o interior baiano como correspondente do Estadão no conflito (…)”, as vírgulas nas expressões “Em 1987” e “no Rio” têm a mesma justificativa.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3768771 Português
Leia o trecho inspirado em Graciliano Ramos: “O menino caminhou pela estrada poeirenta, guardando na memória cada sombra que o sol desenhava no chão.”
Assinale a frase pontuada corretamente.
Alternativas
Q3768729 Português
Assinale a alternativa que justifica de forma correta o emprego das vírgulas na frase “Os dois gerentes da fábrica, Manuel e Olavo, eram primos”
Alternativas
Q3768303 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A liberdade é, antes de tudo, o direito à desigualdade. Sei que choco um de nossos mais caros preconceitos. Mas a liberdade que não reconhece ao indivíduo o direito de ser, em todos os sentidos, mais ou menos que os seus semelhantes, não é liberdade: é um manicômio de escravos.

(Adaptado de LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
No trecho “...não é liberdade: é um manicômio de escravos”, os dois-pontos foram utilizados para: 
Alternativas
Q3768264 Português
Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

Disponível em: https://www.facebook.com/photo/ ?fbid=1250261597138085&set=a.475822997915286. Acesso em: 05 de novembro de 2025.
No segundo quadro da tirinha, a fala da adulta “Ai! Mas isso não é assunto de criança!” representa um enunciado classificado, de acordo com as normas de pontuação, como: 
Alternativas
Q3768255 Português

Na era da IA e manipulação de imagens, ver já não é acreditar


Deepfakes e edições hiper-realistas feitas por IA desafiam a segurança, a política e o jornalismo, criando novas ameaças à confiança pública e aos direitos individuais.


    Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a especialistas para se tornar acessível a qualquer pessoa com um celular e conexão à internet. Entre os campos mais impactados por essa democratização, está a manipulação de imagens, agora capaz de produzir conteúdos hiper-realistas que desafiam até os olhos mais atentos.


    O fenômeno, que envolve desde simples retoques até deepfakes extremamente convincentes, acende alertas em áreas como segurança digital, política, jornalismo, padrões de beleza e direitos autorais.


    Para Gustavo Zaniboni, fundador da Ananque, o principal fator que agrava os riscos hoje não é necessariamente a mudança na natureza das ameaças, mas sim na facilidade com que elas podem ser executadas.


    “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito. O que mudou foi a probabilidade de acontecerem. Uma vez que as ferramentas para ataques envolvendo imagens ‘fakes’ estão disponíveis agora para pessoas sem conhecimento avançado em tecnologia”, alerta.


    Ferramentas de baixo custo, ou mesmo gratuitas, permitem que qualquer usuário crie ou altere imagens com alto grau de realismo. Isso sem que seja necessário ter experiência em softwares avançados. Esse acesso democratizado, segundo Gustavo, amplia o alcance de golpes de extorsão, fraudes em sistemas de autenticação e manipulação da opinião pública.


    Ele alerta que não se trata apenas de criar imagens do zero, mas também de realizar pequenas alterações com potencial de gerar impacto significativo. “Colocar uma garrafa de bebida alcoólica na mão de uma pessoa que diz não beber é muito simples. E isso pode ser usado para manipular a opinião pública, por exemplo”, comenta.


    O avanço das IA’s também coloca em xeque a capacidade de diferenciação entre o real e o sintético. Gustavo destaca que, para humanos, o risco de engano cresce em situações de estresse ou baixa atenção, como no caso de idosos recebendo imagens falsas de familiares em perigo. Já para sistemas automáticos, o perigo está na ausência de camadas adicionais de verificação.


    “Sistemas de reconhecimento facial que podem ser manipulados com injeção de imagens já não deveriam existir, assim como outras tecnologias de segurança. Qualquer sistema de segurança deve operar em camadas, e se algum deles não faz isso, o sistema em si é ruim. Então, sistemas ‘ruins’ de segurança podem ser manipulados. Mas esses tipos de ataques são conhecidos faz 40 anos”, explica.


    Michael San Martim, fundador da DataSpoc, reforça que a detecção de deepfakes é um desafio técnico contínuo. “Um deepfake é uma mídia sintética criada por Inteligência Artificial para imitar com alto realismo a aparência ou a voz de uma pessoa real – como se fosse uma fantasia digital extremamente convincente”, comenta. “Detectar deepfakes é como jogar esconde-esconde com um adversário que muda constantemente de disfarce.”


    Ele explica que sua empresa desenvolve o GenbyAI, uma tecnologia que funciona como “detetive digital”, examinando milhares de elementos invisíveis a olho nu, como iluminação, ruído, padrões estruturais e reflexos, para identificar inconsistências.


Disponível em: https://consumidormoderno.com.br/ ia-manipulacao-imagens-acreditar/. Acesso em: 05 de novembro de 2025.

As aspas foram empregadas em vários fragmentos do texto. Sobre o emprego desta pontuação, julgue as alternativas e aponte a correta. 
Alternativas
Q3768119 Português
A correta utilização da vírgula é fundamental para garantir a clareza e a precisão de informações. No contexto da temática ambiental, as vírgulas podem ser empregadas para separar elementos em uma lista, isolar orações explicativas ou destacar aposto. Considerando essas possibilidades, analise as frases abaixo e identifique em qual delas as vírgulas foram empregadas para isolar o aposto explicativo. 
Alternativas
Q3768004 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sonho realizado

Dentinho era um garoto que vendia balas no semáforo e todos gostavam dele, porque atendia as pessoas muito bem. Um certo dia, um médico parou no semáforo e perguntou:

− Dentinho há quantos anos você vende balas neste lugar?

− Desde os meus 10 anos. − respondeu Dentinho, já com 14 anos.

− E você acha bom este tipo de trabalho?

− Sim. Melhor do que está fazendo coisas erradas nas ruas.

− E seus pais aceitam isso?

− Meus pais já morreram e eu tenho que me virar sozinho. Não tenho ninguém para me ajudar.

Então, o médico ficou com tanta pena dele, que o levou para a casa.

Chegando lá, ele tomou um banho, alimentou-se, brincou um pouco e foi dormir.

− Dentinho, você quer morar comigo? − perguntou o senhor. Ele respondeu que sim e o médico ficou muito feliz, porque ele não tinha filhos e agora ganhara um.

O médico matriculou o Dentinho no colégio para se formar e ser médico igual a ele. Dentinho estava sempre feliz por saber que, agora, tinha uma família e podia estudar e brincar.


DIAS, Antonia Isamara. Sonho realizado. In: SOUZA, Laé de. As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! Vol. 1. 2. ed. São Paulo: Editora Ecoarte, 2010. Disponível em: https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025. 
Com base na norma culta da Língua Portuguesa e nos princípios sintáticos que regem o emprego da vírgula em " − Dentinho, você quer morar comigo?", analise as proposições e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
1241: C
1242: A
1243: A
1244: A
1245: A
1246: B
1247: B
1248: A
1249: B
1250: E
1251: D
1252: B
1253: C
1254: A
1255: A
1256: B
1257: B
1258: B
1259: D
1260: C