Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4373361 Português
Texto: AÇÚCAR ENCONTRADO NO ESPAÇO? O QUE ESSA DESCOBERTA PODE NOS ENSINAR SOBRE A ORIGEM DA VIDA


Bibi Bailas


Você já imaginou que um tipo de açúcar pudesse existir entre as estrelas? Foi exatamente isso que um grupo de cientistas descobriu.

Usando radiotelescópios capazes de detectar moléculas muito distantes da Terra, eles identificaram um açúcar chamado eritrulose em uma enorme nuvem de gás e poeira da nossa galáxia.

Mas calma! Isso não significa que existam doces flutuando no espaço e muito menos que encontraram vida extraterrestre.

O espaço entre as estrelas não é completamente vazio. Ali existem gases, poeira e diversas moléculas. Quando essas partículas ficam sobre pequenos grãos de poeira cósmica, podem acontecer reações químicas, mesmo em temperaturas extremamente baixas, próximas de −250°C.

Essas reações conseguem formar moléculas cada vez mais complexas. A eritrulose é uma delas. Ela pertence ao grupo dos açúcares, compostos feitos principalmente de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Mas por que isso é importante? Porque os açúcares são essenciais para a vida como conhecemos. Eles participam da produção de energia nas células e fazem parte da estrutura de moléculas importantes. Além disso, outros açúcares, como a ribose, compõem o RNA, uma molécula fundamental para todos os seres vivos.

Os cientistas acreditam que, há cerca de 4 bilhões de anos, cometas e asteroides bombardearam a Terra primitiva. Se esses corpos carregavam moléculas orgânicas produzidas no espaço, eles podem ter ajudado a enriquecer nosso planeta com alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.

Isso quer dizer que a vida veio do espaço? Ainda não sabemos. A descoberta não prova essa hipótese. Ela mostra apenas que alguns dos blocos químicos usados pela vida podem se formar naturalmente fora da Terra, sem a participação de nenhum organismo. Essa diferença é muito importante.

Uma molécula orgânica não é um ser vivo. Assim como tijolos não formam uma casa sozinhos, os ingredientes da vida precisam passar por muitas outras etapas até que surja uma célula.

Nos últimos anos, os astrônomos já encontraram álcool, amônia, aminoácidos e dezenas de outras moléculas orgânicas no Universo. Agora, a lista ganhou mais um integrante.

Cada nova descoberta ajuda os cientistas a responder uma das maiores perguntas da humanidade: como a vida começou?

Talvez a resposta não esteja apenas na Terra. Pode ser que parte dessa história tenha começado muito antes, em pequenas partículas de poeira viajando entre as estrelas.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibibailas/2026/07/acucar-encontrado-no-espaco-o-queessa-descoberta-pode-nos-ensinar-sobre-a-origem-davida.shtml. Acesso em 24/07/2026  
“Se esses corpos carregavam moléculas orgânicas produzidas no espaço, eles podem ter ajudado a enriquecer nosso planeta com alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.” (7º parágrafo). Nesse trecho, a vírgula foi empregada para:  
Alternativas
Q4371804 Português
Considerando o emprego da vírgula na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4371765 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão



Ética e inclusão: Atender com respeito às singularidades



Respeitar singularidades não é um favor; é um dever ético. A escuta com atenção, o olhar cuidadoso ao outro e a recusa a qualquer forma de discriminação são a base de um serviço público verdadeiramente ético e inclusivo.



Você já parou para pensar no que significa, de fato, atender o outro com respeito? Não se trata apenas de um bom dia educado ou de seguir um roteiro. Trata-se de enxergar a pessoa à nossa frente, seja ela um cidadão que busca um serviço, um colega de trabalho ou uma pessoa que trabalha conosco, em sua totalidade, com suas vivências, limitações e qualidades.



A ética pública nos convida a ir além da impessoalidade correta. Ela nos chama à escuta com atenção: aquela que não interrompe, não julga antes da hora e não impõe soluções padronizadas. O trabalho com pessoas, praticado todos os dias por todo servidor público, exige respeito à individualidade, ao ritmo, ao jeito de cada um, exige ajustes às necessidades e limitações.



Quantas vezes, no atendimento ao público, chamamos uma demanda de "difícil" apenas porque fugia do roteiro? Quantas vezes, na relação entre servidores, colocamos a hierarquia acima do respeito, a ponto de silenciar o outro? E nas Comissões de Ética, quantas diferenças podem passar despercebidas se não houver um olhar atento e sensível às diferentes realidades, de gênero, raça, deficiência, neurodiversidade, crença ou situação familiar? A honestidade, a cortesia, a boa-fé e a eficiência só se realizam plenamente quando somamos a inclusão como valor presente em tudo. Isso significa adaptar a linguagem, oferecer tempo e espaço para que o outro se expresse, e evitar atitudes de superioridade ou discriminatórias — ainda que sem querer.



Para as Comissões de Ética, esse cuidado é ainda mais importante. Suas funções exigem uma postura respeitosa e justa, mas também sensibilidade para compreender o contexto de quem fala. Um servidor com deficiência auditiva pode não responder a um comando falado de imediato; uma pessoa em situação de rua pode ter dificuldade de se expressar de forma mais formal; um colega autista pode entender instruções de forma literal. Acolher essas diferenças não é "dar tratamento privilegiado", é garantir a igualdade de tratamento naquilo que é essencial, respeitando o que é particular de cada um.



Para as autoridades mais altas, o chamado é ainda mais forte, é obrigatório: a hierarquia não dispensa o respeito. Pelo contrário, exige ainda mais responsabilidade na forma de cobrar resultados, de ouvir opiniões contrárias e de reconhecer os próprios erros de julgamento. Um gestor que não respeita as diferenças de sua equipe gera medo, adoecimento e prejudica não só o ambiente de trabalho, mas a confiança na instituição.



Neste mês, fazemos um convite à reflexão.



Minhas atitudes, palavras e decisões demonstram escuta ativa e respeito às diferenças?



Estou atento(a) a situações em que, mesmo sem intenção, padronizo expectativas e desconsidero as diferenças das pessoas?



Como posso contribuir para que o ambiente de trabalho e o atendimento ao público sejam espaços de acolhimento e igualdade? 



A ética pública não se resume ao cumprimento de leis e regras. Ela se vive na relação concreta com o outro, em como pedimos desculpas por um erro e como aprendemos com quem é diferente de nós. E a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreender suas motivações, limitações e emoções, é ferramenta essencial para uma conduta verdadeiramente íntegra, ética e inclusiva. Sem empatia, o trato neutro vira frieza; a hierarquia, autoritarismo; a regra, obstáculo.



Cabe a nós reafirmar nosso compromisso permanente com a ética, a integridade e o respeito nas relações institucionais, reconhecendo que empatia não é fraqueza e inclusão não é excesso de tolerância, mas o reconhecimento "do outro" como parte legítima da relação. Que a escuta com atenção e o respeito às diferenças sejam nossa referência. Assim, o serviço público se fortalece, e o Brasil avança com ética para todos.

"Um servidor com deficiência auditiva pode não responder a um comando falado de imediato; uma pessoa em situação de rua pode ter dificuldade de se expressar de forma mais formal; um colega autista pode entender instruções de forma literal. Acolher essas diferenças não é 'dar tratamento privilegiado', é garantir a igualdade de tratamento naquilo que é essencial, respeitando o que é particular de cada um."

Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, analise as afirmativas a seguir.

I. A expressão ''essas diferenças'' retoma, de forma anafórica, o conjunto de situações mencionadas anteriormente no período (a respeito do servidor com deficiência auditiva, da pessoa em situação de rua e do colega autista).
II. Os pontos e vírgulas empregados entre os três exemplos citados cumprem função equivalente à da conjunção ''e'', articulando os exemplos como itens de uma mesma enumeração.
III. A oração ''não é dar tratamento privilegiado'' estabelece relação de causa em relação à oração seguinte, justificando por que é necessário garantir a igualdade de tratamento.
IV. O pronome ''que'' em "naquilo que é essencial" e o pronome ''que'' em ''o que é particular'' exercem a mesma função sintática, retomando, em ambos os casos, o mesmo termo antecedente.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4371191 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Garnier


Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.


Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.


[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.


Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.


Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!


Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.


ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:

https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)

Considere o período transcrito do texto e as asserções formuladas sobre ele.
"Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa."
I. A vírgula empregada depois de "escolares" não encontra abono na norma-padrão atual, porque separa do predicado a oração que exerce a função de sujeito da oração principal.
PORQUE
II. A oração "Editar obras jurídicas ou escolares" funciona como complemento nominal anteposto ao adjetivo "difícil", e a anteposição desse complemento torna obrigatória a vírgula.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4371022 Português
Considerando as regras de pontuação da norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4371020 Português
Considerando o emprego da pontuação na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4370392 Português
Texto CB1A1

        A “abolição” da escravização dos corpos negros na sociedade brasileira ocorreu seguida de uma completa ausência de políticas de reparação social e econômica para a população negra. As análises relacionadas às dimensões sociais, políticas e econômicas do cenário brasileiro apontam para profundas desigualdades raciais, decorrentes dessa violação de direitos que as pessoas negras sofreram, sofrem e continuam a sofrer.

        Entre as recentes políticas de ações afirmativas voltadas para a população negra, fruto de muitas lutas e reivindicações dos movimentos negros, há as voltadas para o contexto do serviço público. Destacamos, nesse âmbito, a Lei n.º 12.711/2012, que reserva vagas para o ingresso no ensino superior federal a estudantes oriundos da rede pública, com recorte para pessoas negras; a Lei n.º 12.990/2014, que determina que 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos sejam destinadas a pessoas negras; e, mais recentemente, o Decreto n.º 11.443/2023, que indica a necessidade de reservar 30% de vagas às pessoas negras em cargos e funções de confiança.

        Mesmo com esses avanços, o cenário do serviço público brasileiro continua a reproduzir, de forma geral, as desigualdades existentes na sociedade: dados de 2018 revelam que, embora as pessoas autodeclaradas negras somassem mais de 56% da população brasileira, somente 36% dos servidores públicos se declaravam negros. Além disso, há uma concentração de servidores negros e indígenas nos cargos de nível mais baixo de escolaridade. A análise dos cargos de direção e assessoramento, os mais elevados na hierarquia do Poder Executivo federal, indica que as mulheres negras ocupam somente 1,25% desses cargos.

ENAP. Datathon: desigualdades de gênero no serviço público.
Brasília: Enap, 2025, p.12 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, acerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1.


Estariam preservadas a correção gramatical do texto e a coerência de suas ideias caso se substituísse, no último parágrafo do texto, o sinal de dois-pontos, empregado após o termo “sociedade”, por ponto final, feitos os devidos ajustes de letra inicial minúscula e maiúscula no novo período.

Alternativas
Q4370391 Português
Texto CB1A1

        A “abolição” da escravização dos corpos negros na sociedade brasileira ocorreu seguida de uma completa ausência de políticas de reparação social e econômica para a população negra. As análises relacionadas às dimensões sociais, políticas e econômicas do cenário brasileiro apontam para profundas desigualdades raciais, decorrentes dessa violação de direitos que as pessoas negras sofreram, sofrem e continuam a sofrer.

        Entre as recentes políticas de ações afirmativas voltadas para a população negra, fruto de muitas lutas e reivindicações dos movimentos negros, há as voltadas para o contexto do serviço público. Destacamos, nesse âmbito, a Lei n.º 12.711/2012, que reserva vagas para o ingresso no ensino superior federal a estudantes oriundos da rede pública, com recorte para pessoas negras; a Lei n.º 12.990/2014, que determina que 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos sejam destinadas a pessoas negras; e, mais recentemente, o Decreto n.º 11.443/2023, que indica a necessidade de reservar 30% de vagas às pessoas negras em cargos e funções de confiança.

        Mesmo com esses avanços, o cenário do serviço público brasileiro continua a reproduzir, de forma geral, as desigualdades existentes na sociedade: dados de 2018 revelam que, embora as pessoas autodeclaradas negras somassem mais de 56% da população brasileira, somente 36% dos servidores públicos se declaravam negros. Além disso, há uma concentração de servidores negros e indígenas nos cargos de nível mais baixo de escolaridade. A análise dos cargos de direção e assessoramento, os mais elevados na hierarquia do Poder Executivo federal, indica que as mulheres negras ocupam somente 1,25% desses cargos.

ENAP. Datathon: desigualdades de gênero no serviço público.
Brasília: Enap, 2025, p.12 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, acerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1.


A supressão da vírgula empregada após o segmento “profundas desigualdades raciais” (primeiro parágrafo) preservaria tanto a correção gramatical do texto como os seus sentidos originais.

Alternativas
Q4369074 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Brasil cria plano para emergências na saúde por

mudanças climáticas



    O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS, com estratégias que reúnem medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Nino é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo. O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana devido às mudanças do clima se tornam cada vez mais evidentes.

    "O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade), e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde", explicita o plano de adaptação.

    O Ministério da saúde destaca que as situações de mudanças climáticas exigem respostas integradas, sensíveis às desigualdades e orientadas pela justiça climática e equidade, uma vez que as comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, especialmente aquelas com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas. O entendimento é que e preciso compreender como fatores socioeconômicos, políticas públicas desiguais e comportamentos culturais influenciam as condições de saúde para, então, adotar as medidas eficazes para a redução das desigualdades.

    O Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos da mudança do clima na saúde das pessoas e nos serviços de saúde e definir diretrizes para orientar a atuação de estados e municípios. A preparação para os possíveis impactos do Íenômeno está organizada em cinco eixos: Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em ate 48 horas; e Organízação de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma. No médio ptazo, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.

    Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

    Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento do clima estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR) e o GeoRisk do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O AdaptaSUS ainda conta com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país.

    A estratégia também prevê a integração dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde usados para detecção precoce, registro, monitoramento e investigação de surtos e outros problemas de saúde pública no Brasil (eSUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan).



Fonte: https://a genciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia /2026- OB/brasil-cria-plano-para -emergencias-na-sa ude-por-mudancasclimaticas (adaptado)

Sobre o emprego dos sinais de pontuação no texto, em especial das vírgulas e aspas, julgue as afirmativas abaixo em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):



( ) No primeiro parágrafo, o termo o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS encontra-se isolado por vírgulas por exercer a função sintática de aposto explicativo.


( ) No segundo parágrafo, as aspas são utilizadas de forma estilística para demonstrar a discordância da fala da autoridade de saúde.


( ) No quarto parágrafo, os dois-pontos funcionam para anunciar e introduzir a enumeração dos cinco eixos que compõem a preparação do AdaptaSUS.



Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima? 

Alternativas
Q4368765 Português

Para responder à questão, teia o texto abaixo.



A tensão entre o universal e o local na implementação

dos Direitos Humanos



    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.

    O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.

    A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.

    Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.

    A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.



Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).

Considere o seguinte segmento do texto: todos os seres humanos integram uma família única - a família humana merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares. A opção estilística dos autores pelo emprego de travessões para delimitar o segmento a família humana, em substituição ao uso de parênteses, produz o efeito de sentido de: 
Alternativas
Q4361971 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Considere a passagem “Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor.”

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.

I- A expressão “por decisão própria” encontra-se separada por vírgula, de acordo com a norma, para separar um adjunto adverbial deslocado.
II- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de tempo; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
III- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de lugar; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
IV- Os verbos da passagem foram flexionados no tempo pretérito, já que esse tempo constitui uma característica do texto narrativo.
V- Os verbos da passagem foram usados no tempo presente do modo indicativo, com exceção da forma “resolvi”, que se encontra no pretérito perfeito do modo indicativo.

Estão CORRETAS apenas afirmativas 
Alternativas
Q4360622 Português
Assinale a alternativa em que o emprego das vírgulas está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4359890 Português

        O trânsito é uma disputa pelo espaço físico que reflete

uma disputa pelo tempo e pelo acesso aos equipamentos urbanos. É uma negociação permanente, coletiva e conflituosa do espaço, pois, no trânsito, surgem conflitos de interesse de um grupo social contra outro. Sob o ponto de vista ideológico, a posição que as pessoas se atribuem e ocupam na sociedade vai condicionar sua disputa pelo espaço através da eleição e do uso de determinados meios de transporte. Essa disputa pelo espaço gera conflito físico, acarretando a negociação desse espaço, pautada pelo poder real ou imaginário de cada ator social envolvido. Esse poder imaginário estaria relacionado ao valor simbólico de potência atribuído aos veículos, segundo o qual quanto maior e mais rápido o veículo, maior sua supremacia numa disputa e maior o status simbólico inerente.

        Leis, normas e regras são forçosamente criadas para garantir o respeito e a convivência e para atenuar os conflitos. Não há sociedade humana que não possua forma de controle para o comportamento social, do mesmo modo que não há nenhuma atividade humana importante destituída de regras para exercê-la. É pelo ambiente normativo, que às vezes nos sufoca, que procuramos segurança e bem-estar.

        Para que o trânsito possa realizar sua função eminentemente social, faz-se necessário o atendimento às demandas dos seus participantes. Entre essas demandas está a garantia de mobilidade. Esse conceito pode ser interpretado como a capacidade dos indivíduos de se moverem de um lugar para outro.


M. R. M. de Araújo et al. Transporte público coletivo: discutindo acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida. In: Psicologia & Sociedade, v. 23, n. 3, p. 574–582, set. 2011 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, em relação ao texto apresentado.


No trecho “ambiente normativo, que às vezes nos sufoca,” (segundo parágrafo), a supressão das vírgulas que sucedem, respectivamente, os vocábulos “normativo” e “sufoca” preservaria a correção gramatical, mas alteraria os sentidos originais do texto.

Alternativas
Q4358141 Português
Considerando as regras de pontuação da norma-padrão da língua portuguesa e os sentidos decorrentes de seu emprego, analise as afirmativas a seguir.
I. Em “Quando terminou a reunião, os servidores deixaram a sala”, a vírgula está corretamente empregada para separar a oração subordinada adverbial temporal, anteposta à oração principal.
II. Em “Os servidores que apresentaram a documentação no prazo foram convocados para a próxima etapa”, a ausência de vírgulas está correta porque confere valor restritivo à oração em destaque, delimitando o grupo de servidores ao qual se refere a informação expressa na oração principal.
III. Em “Os candidatos, entregaram os documentos no prazo”, a vírgula está corretamente empregada para separar o sujeito “os candidatos” do restante da oração.
IV. Em “Senhores candidatos, leiam atentamente as instruções”, a vírgula está corretamente empregada para isolar o vocativo “Senhores candidatos”.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4357966 Português
Foram dez letras que chegaram de repente, e o Menino Maluquinho achou até que tivesse levado um choque! “O que foi isso?”, pensou ele. “Será que entrou alguma coisa na minha panela?” Dentro dela não havia nada, mas na cabeça dele tinha nascido uma novidade. Uma maluquice? Uma nova ideia? Uma filosofia do avô? Não, pelo contrário, ou quase. Vai saber o que é sonho verdade ou fantasia? O fato é que na mente do menino haviam entrado letras inesperadas e ele estava considerando aquilo bastante divertido: E A M P P A E R R S. FILHO, M. M M M M M - Mônica e Menino Maluquinho na Montanha Mágica. São Paulo: Melhoramentos, 2018. p. 4.
Considerando como objetivo pedagógico da prática de leitura levar os alunos a compreender como os recursos de pontuação participam da construção dos sentidos do texto, uma habilidade a ser desenvolvida com alunos dos Anos Iniciais seria a de
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Q4357909 Português
A exposição "Carybé e o povo da Bahia" tem o mérito de apresentar publicamente, pela primeira vez, 227 desenhos originais em nanquim sobre papel de Carybé, que ilustraram seis, dos dez cadernos da Coleção Recôncavo. Carybé (Hector Julio Páride Bernabó, 1911-1997) veio à Bahia, pela quarta vez, em 1950 para fixar residência e sua atuação foi decisiva para a consolidação da linguagem plástica moderna na arte da Bahia. Os desenhos de Carybé apresentam sínteses formais dos tipos sociais, dos costumes e da paisagem citadina de Salvador (lida como Bahia), onde buscava captar um frescor por meio da criação de imagens singulares. Os originais da Coleção Recôncavo foram reunidos em seis seções, dentre as nove que compõem a mostra, e a esse conjunto acresceram-se pinturas inéditas de vestes processionais (08), de desenhos de torços (12) e xilogravuras do álbum Sete Lendas Africanas da Bahia, de 1979 (07). Adaptado de https://www.guiademuseus.com.br/detalheponto.aspx?fk_ponto=2177
Na abordagem contextualizada da pontuação, o professor de Língua Portuguesa poderia utilizar as ocorrências de parênteses no texto para levar os estudantes a reconhecer que elas
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Q4353971 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Nesse cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação. Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.A vírgula empregada antes de "no qual" delimita uma oração subordinada adjetiva explicativa, cuja informação incide sobre o antecedente "um meio de aprendizagem".

PORQUE

II.A vírgula antes de "no qual" sinaliza que a informação introduzida pela oração não seleciona, entre possíveis referentes, aquele designado pela expressão "um meio de aprendizagem".

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353966 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática.
Considerando a organização do trecho em frase, oração e período, analise se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

(__)O trecho constitui uma frase declarativa organizada em torno da forma verbal "existem", à qual se vincula o sintagma nominal posposto "duas faces".
(__)A oração organizada em torno de "existem" apresenta sujeito indeterminado, visto que o sintagma "duas faces" aparece posposto à forma verbal e não identifica o agente da ação expressa.
(__)O trecho apresenta duas orações com verbos flexionados, sendo a primeira organizada em torno de "existem" e a segunda iniciada após os dois-pontos.
(__)A estrutura centrada em "existem" constitui uma oração, pois apresenta verbo flexionado e organiza uma relação sintática entre o predicado e o sujeito posposto "duas faces".
(__)O segmento iniciado após os dois-pontos desenvolve o conteúdo anunciado por "duas faces", sem constituir nova oração em torno de verbo em forma finita.

Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI Provas: Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Assistente Social Escolar – 30h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Assistente Social – 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Dentista ESB – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Enfermeiro – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Engenheiro Agrônomo - 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Engenheiro Civil - 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal de Obras - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal de Tributos - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal Técnico Ambiental - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal Sanitário - 20h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fisioterapeuta – 30h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Medico Clinico Geral – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Médico Veterinário – 30h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Nutricionista - 30h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Nutricionista - 20h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Educação Física – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor da Educação Infantil – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Ciências – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Geografia – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de História – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor em Letras – Libras - 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Língua Inglesa – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Língua Portuguesa – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Matemática – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor Polivalência – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicólogo Escolar – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicólogo - 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicopedagogo – 20h (EDUCAÇÃO) |
Q4352417 Português

TEXTO I


RIQUEZA BIOLÓGICA SOB PRESSÕES CONVERGENTES


O Brasil abriga seis biomas continentais — Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal —, além de extensos ambientes costeiros e marinhos. Essa variedade de ecossistemas sustenta uma das maiores biodiversidades do planeta e inclui numerosas espécies endêmicas, isto é, encontradas naturalmente apenas em determinadas áreas. O ICMBio realiza a avaliação do risco de extinção da fauna brasileira, enquanto o IBAMA atua, entre outras frentes, na fiscalização ambiental e no combate a infrações.


A abundância biológica, contudo, não torna os ecossistemas invulneráveis. Perda e fragmentação de habitats, espécies exóticas invasoras, poluição, exploração ilegal e mudanças climáticas podem atuar simultaneamente, agravando riscos para espécies e serviços ecossistêmicos. Unidades de conservação, fiscalização, pesquisa científica e restauração ambiental são instrumentos complementares: nenhum deles, isoladamente, elimina todas as ameaças. Preservar esse patrimônio exige, portanto, ações coordenadas, contínuas e ajustadas às características de cada território.


(Texto elaborado com base em informações públicas sobre biodiversidade brasileira)


Com base no texto acima, julgue o item a seguir. 

No primeiro período do texto, as vírgulas que isolam a enumeração dos seis biomas delimitam uma expressão de valor explicativo; a retirada apenas dessas duas vírgulas prejudicaria a organização sintática do período.
Alternativas
Q4351816 Português

Leia o texto e responda a questão:


O menino maluquinho


A pipa que

o menino maluquinho soltava

era a mais maluca de todas

rabeava lá no céu

rodopiava adoidado

caía de ponta-cabeça

dava tranco e cabeçada

e sua linha cortava

mais que o afiado cerol.

E a pipa

quem fazia

era mesmo o menininho

pois ele havia aprendido

a amarrar linha e taquara

a colar papel de seda

e a fazer com polvilho

o grude para colar

a pipa triangular

como o papai

lhe ensinara

do jeito que havia

aprendido

com o pai

e o pai do pai

do papai...


(ZIRALDO. O menino maluquinho. 64. ed. Melhoramentos,1998. p.48-49. (fragmento)

Observe a frase adaptada do texto e marque a alternativa em que a pontuação foi empregada corretamente.
Alternativas
Respostas
21: D
22: A
23: A
24: C
25: B
26: A
27: C
28: E
29: C
30: A
31: D
32: C
33: C
34: E
35: B
36: E
37: B
38: A
39: C
40: C