Daí a sanha de registrar, em fotografias e vídeos, momentos supostamente maravilhosos e divulgá-los
rapidamente nas redes sociais, ou enviá-los para incontáveis grupos de WhatsApp. Debord não poderia
prever o que viria a ser o poder dos telefones celulares nas novas configurações da sociedade do
espetáculo. Com um singelo aparelho de comunicação em mãos, as pessoas criam autoficções que lhes
conferem prestígio diante dos outros.