Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3428574 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

No avião, ouço a voz da comissária: "Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem." Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Villegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase "Estamos próximos à decolagem".

Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer "Dentro de instantes iremos decolar". Ou "Estamos perto de decolar". Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é "perto". As pessoas agora dizem "Estou próximo de sair", não "perto de sair", "Estou próximo de conseguir emprego", não "perto de conseguir emprego".

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/12/palavras-emagonia.shtml>. Acesso em 26 dez. 2024. [Adaptado].
O uso de aspas duplas no primeiro período de texto devese ao recurso de 
Alternativas
Q3428562 Português
Na frase “Quando poderei descansar?”, qual é a sua pontuação?
Alternativas
Q3428425 Português
Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


O que é a AIDS?

A AIDS é uma doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (da sigla em inglês HIV). A doença ataca diretamente o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. A AIDS pode ser transmitida por relações sexuais sem proteção, por compartilhamento do uso de seringas contaminadas e de mãe para filho durante a gravidez e amamentação, quando não são tomadas as devidas proteções.


Como é o tratamento da AIDS?

Todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm direito a iniciar o tratamento com os medicamentos antirretrovirais, imediatamente, e, assim, poupar o seu sistema imunológico. Os medicamentos, também conhecidos como coquetel, evitam que a imunidade caia e que a AIDS apareça. 


O que são IST?

IST é a sigla para Infecções Sexualmente Transmissíveis. As formas mais comuns de transmissão são através do contato sexual com uma pessoa que esteja infectada, sem uso de preservativo masculino ou feminino, mas também podem ser causadas pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.


Fonte: CARDOSO, P. Dezembro vermelho: entenda a origem. Revista Veja, 2 dez. 2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/dezembro-vermelho-entendaa-origem-da-campanha/. Acesso em: 10 dez 2024. Adaptado.
Analise as afirmações sobre a pontuação empregada no fragmento “A AIDS é uma doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (da sigla em inglês HIV).” (1º§).
Alternativas
Q3427445 Português

 Leia o texto a seguir para responder à questão.



Medo e coragem



        Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.


        Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.


        Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim deenfrentálo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.


 (Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobreacoragem/. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta informação correta a respeito do emprego de sinais de pontuação no texto.
Alternativas
Q3426844 Português

Leia o trecho a seguir do conto “Missa do Galo” para responder às questões.


Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.


A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Menezes, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Menezes que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa*; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Menezes trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça*; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.


Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos.


(Machado de Assis. Contos)


*À socapa: disfarçadamente

*Comborça: amante

No último parágrafo do texto, pode-se trocar a vírgula por dois pontos em:


Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. → Em verdade, era um temperamento moderado: sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos.


Essa possibilidade de pontuação também se aplica ao seguinte trecho do 2º parágrafo:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Flores de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Agente Comunitário de Saúde - Distrito de Santa Maria | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Agente de Combate a Endemias | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Agente de Desporto e Lazer | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Agente de Vigilância Sanitária | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Assistente de Consultório Dentário - Zona Urbana | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Assistente de Controle Interno | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Auxiliar Administrativo | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Auxiliar de Licitação | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Eletricista | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Fiscal Ambiental | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Fiscal de Posturas | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Técnico Administrativo - Câmara Municipal | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Recepcionista | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Técnico(a) Agrícola | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Técnico(a) de Enfermagem - Zona Rural, Hospital Municipal Zona Urbana e Atenção Primária Zona Urbana | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Técnico(a) em Informática | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Técnico(a) em Meio Ambiente | IV - UFG - 2025 - Prefeitura de Flores de Goiás - GO - Motorista - Câmara Municipal |
Q3426161 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2




Disponível em: <https://www.instagram.com/gurulino/>. Acesso em: 12 jan.

2025.

Nas falas de Guru, “Oi, pensamento” e “Tchau, pensamento”, emprega-se a vírgula pois o
Alternativas
Q3425974 Português
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão


Desmatamento na Amazônia sobe 91% em maio de 2025 


As áreas desmatadas da Amazônia aumentaram em 91% no mês de maio, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). Resultado é o 2º pior da série histórica para o mês, com 960 km² de área desmatada, contra 502 km² em maio de 2024.


Uma especialista em conservação do Fundo Mundial para a Natureza Brasil (WWF-Brasil) afirmou que a aprovação do PL 2159/2021 do Licenciamento Ambiental, também chamado popularmente de PL do Desmatamento, é muito grave, uma vez que não leva em consideração a crise climática. Além do mais, "estamos falando de um país que tem como meta zerar o desmatamento até 2030", lembra a especialista.


De acordo com os dados do sistema Deter, do Inpe, o resultado ficou abaixo apenas do recorde de 1.390 km², registrado em maio de 2021. Em abril, os alertas já haviam aumentado 55%, o que indica que essa é a segunda alta consecutiva de 2025. Considerando os últimos dez meses, de agosto a maio desde ano, houve aumento de 9,7% na área desmatada.


Para o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a situação é dramática. "A perda de floresta em maio de 2025 se deu em maior quantidade em função de incêndios florestais", declara. Segundo dados apresentados pelo secretário, mais da metade (51%) do desmatamento foi registrado em áreas de floresta incendiada.


A pesquisa do Inpe indica que os estados mais afetados foram Mato Grosso (627 km²), Pará (145 km²) e Amazonas (142 km²). Mato Grosso chama a atenção, com aumento de 237% em relação a maio de 2024, e por responder por 65% de toda a área desmatada em maio na Amazônia. O Greenpeace afirma que há diversos fatores que podem explicar o aumento dos alertas de desmatamento em maio. De acordo com a instituição, dois anos de combinação dos efeitos das mudanças climáticas e um El Niño forte resultaram em temperaturas mais elevadas e duas secas extremas na Amazônia.


(Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/am/desmatamento-na-amazonia-sobe-91-em-maio-de-2025/)
Considerando o uso dos sinais de pontuação no texto, com ênfase no emprego da vírgula, analise as afirmativas a seguir:

I. Na frase "Para o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a situação é dramática", a vírgula separa o sujeito do predicado.
II. Na frase "A pesquisa do Inpe indica que os estados mais afetados foram Mato Grosso (627 km²), Pará (145 km²) e Amazonas (142 km²)", a vírgula separa itens em enumeração.
III. Na frase "Em abril, os alertas já haviam aumentado 55%", a vírgula isola o adjunto adverbial de tempo.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q3424793 Português




ANGERAMI, V. A.

Disponível em: https://cartacapital.com.br/sociedade/o-beco-brasileiro/. Acesso em: 05 fev. 2025.


Nas orações subordinadas adjetivas, a presença ou a ausência de vírgula(s) provocam alteração de significado. No trecho “... refletindo as palavras de Paulo Freire, que afirmava que o sonho do oprimido era tornar-se opressor, ...” (l. 35-36), a oração subordinada adjetiva apresenta-se corretamente separada de sua principal por vírgula. O período em que a vírgula também está adequadamente empregada, de acordo com a norma-padrão de escrita da língua, é:
Alternativas
Q3422961 Português
Marque a alternativa onde temos uma frase exclamativa. 
Alternativas
Q3421882 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tio e tia da mangueira

Durante o Carnaval em Belo Horizonte, é impossível evitar a folia. Com 581 blocos, qualquer tentativa de rotina se dissolvia no samba. O casal protagonista, com uma década de Carnavais juntos, relembra as fantasias e testes de relacionamento que enfrentaram, enquanto conviviam com a massa de foliões solteiros e apaixonados.

Uma tradição era implorar aos moradores, os "tios e tias", para jogarem água com a mangueira, aliviando o calor e dando energia para continuar na festa.

No entanto, este ano, o casal enfrentou uma transformação inesperada. Após momentos introspectivos, lidando com perdas familiares, foram surpreendidos pela multidão em sua própria rua, pedindo água.

Perceberam que agora eram eles os "tios e tias da mangueira", abraçando o papel com risos e nostalgia. Ao molhar a multidão do alto, sentiam-se em um "camarote vip da maturidade", celebrando sua união e o envelhecimento compartilhado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tio-e-tia-da-mang ueira-1.3330920
Considere o trecho: "Perceberam que agora eram eles os 'tios e tias da mangueira', abraçando o papel com risos e nostalgia." Sobre o uso das aspas e do travessão nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3419425 Português
Em relação ao uso de pontuação, qual alternativa está INCORRETA?
Alternativas
Q3419372 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
Considere o período abaixo.

Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas.

Sobre as vírgulas utilizadas no período, analise as afirmativas abaixo.

I A primeira demarca um deslocamento sintático.
II A segunda e a terceira demarcam uma expressão explicativa.
III A primeira e a terceira separam termos com a mesma função sintática.
IV A segunda separa o vocativo.

Das afirmativas, estão corretas
Alternativas
Q3419368 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
No segundo parágrafo, as aspas na expressão “terra da garoa” são utilizadas para sinalizar
Alternativas
Q3418154 Português

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

A partir da observação da vírgula na passagem “Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal,”(2º§), assinale a alternativa em que esse sinal de pontuação é empregado pela mesma razão.
Alternativas
Q3417016 Português
        Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade.

         Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira.

Bertrand Russell. A conquista da felicidade. Tradução: Luiz Guerra. 5. ed.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017 (com adaptações). 

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.  


A vírgula logo após “desnecessária” (último período do primeiro parágrafo) separa orações com sujeitos distintos, podendo ser eliminada sem prejuízo da correção gramatical do texto, dado o caráter facultativo desse sinal de pontuação no contexto em questão. 

Alternativas
Q3414752 Português
Indique a única oração em que a vírgula foi usada corretamente.
Alternativas
Q3412666 Português
Leia o texto para responder à questão.

MITO INDÍGENA DO SOL

    Antigamente, muito antigamente, no tempo em que vivia entre os Tucuna, o Sol era um moço forte e muito bonito. Por ocasião da festa de Moça-Nova, o rapaz ajudava sua velha tia no preparo da tinta de urucu. Ia à mata e trazia uma madeira muito vermelha, chamada muirapiranga. Cortava a lenha para o fogo onde a velha fervia o urucu para pintar os Tucuna.
     A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha. Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga e a velha tia ainda resmungava insatisfeita. O rapaz resolveu então que acabaria com toda aquela trabalheira. Olhou para o fogo que ardia, soltando longe suas faíscas.
     Olhou para o urucu borbulhante, vermelho, quente. Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada.
     Ela julgava e desejava que o moço morresse. Mas, à medida que ia bebendo a tintura quente, o rapaz ia ficando cada vez mais vermelho, tal qual o urucu e a muirapiranga.
     Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens. E passou desde então a esquentar e a iluminar o mundo.


Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e livros/Lendas%20e%20Mitos%20do%20Brasil.pdf. 
Em “Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada”, os dois-pontos foram usados para anunciar uma 
Alternativas
Q3409164 Português

Texto CG4A1  


        Os trabalhadores atuais estão trocando cargos de liderança por tempo livre. Um estudo realizado por uma plataforma de análise de pessoal e planejamento de força de trabalho mostra que 91% dos profissionais liberais não querem se tornar gestores de pessoas em razão das expectativas de aumento de estresse e pressão ou simplesmente por satisfação com suas funções atuais.


        Na pesquisa, que abrange profissionais de diferentes idades, observa-se que a tendência de equilibrar trabalho e qualidade de vida já é uma característica marcante na geração Z.


        Uma das mudanças que marcam essa nova geração é a liberdade, tanto no mercado de trabalho quanto na economia. Os jovens de hoje sentem-se mais confortáveis, por exemplo, em deixar o emprego após dois meses de trabalho caso a oportunidade não esteja alinhada com seus gostos pessoais e seus desejos. Também estão mais confortáveis com a economia compartilhada, preferindo alugar carros e imóveis, em vez de comprá-los.


        Para Marcelo Neri, professor da FGV Social, a geração Z, que abrange jovens atualmente com idade entre 14 e 29 anos, nasceu no começo da estabilidade econômica brasileira, o que pode justificar essa mentalidade mais ousada e desprendida. “A nova geração não viveu momentos de hiperinflação que eram comuns no país e que terminaram nos anos de 2010, em meio ao auge de economia”, ele afirma.


        Atualmente, o Brasil tem 50 milhões de jovens, o que, segundo Neri, corresponde à maior parcela populacional jovem que o país já teve, mas, segundo estudos da FGV, há expectativa de que, até o fim deste século, esse número caia para 25 milhões.


        Por outro lado, a geração prateada, cujos integrantes estão hoje com mais de 70 anos, está crescendo no país. Marcelo Neri afirma: “Se olharmos os padrões de vida por idade hoje, veremos que a renda dos idosos é alta em decorrência de aposentadorias, o que promete ser diferente na terceira idade da geração Z. Do jeito como está, o sistema de previdência não será tão positivo e sustentável para eles”.


        O professor reforça que a expectativa relacionada à fragilidade do sistema previdenciário estimula ainda mais os jovens profissionais a olharem mais para o empreendedorismo e menos para as organizações e a pensarem mais em investimentos privados que em aposentadoria. Segundo ele, a geração Z é “uma população que buscará fazer a sua própria poupança e que vê na vida empreendedora ou no emprego mais flexível um futuro mais promissor”.


Internet: <exame.com> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, referente ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.


A supressão da vírgula empregada imediatamente antes da expressão “por exemplo” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q3409135 Português
Assinale a alternativa em que o uso da pontuação está correto:  
Alternativas
Q3409061 Português
Leia o texto para responder à questão.


Projeto de lei quer barrar uso de bebês reborn para furar fila em atendimentos na PB


Na última semana, o uso de bonecos do tipo “bebê reborn”, que são réplicas realistas de recém-nascidos, entrou no debate político na Paraíba. Projetos de lei apresentados tanto na Assembleia Legislativa (ALPB) quanto nas câmaras municipais de João Pessoa e Campina Grande propõem sanções a quem utilizar esses bonecos para obter benefícios destinados a pessoas com crianças de colo.


Os parlamentares justificam as medidas como forma de evitar fraudes e preservar a prioridade real de quem está com crianças. As propostas preveem, entre outras ações, a proibição de atendimento preferencial a quem portar esses objetos e a aplicação de penalidades administrativas.


Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), dois projetos de lei ordinária de autoria do deputado estadual Walber Virgolino (PL) foram protocolados com o objetivo de regular o uso de bonecos reborn em ambientes públicos e privados.


O PLO 4380/2025, apresentado no dia 20 de maio, propõe a tipificação de infração administrativa para o uso de bonecas “reborn” ou qualquer outro artefato que simule crianças de colo com o intuito de obter benefícios ou prioridade em atendimentos. O texto deixa claro que a proibição se estende a serviços públicos e privados em todo o estado.


Já o PLO 4350/2025, apresentado dois dias antes, em 18 de maio, tem foco específico nas unidades públicas de saúde. A proposta proíbe o atendimento a bebês reborn nesses espaços e veda a utilização dessas bonecas como justificativa para garantir preferência em serviços destinados a crianças e seus responsáveis. Segundo a ALPB, este projeto foi aprovado. 


Na Câmara Municipal de João Pessoa, o vereador Guguinha Moov Jampa (PSD) apresentou, no dia 21 de  maio, o PLO 269/2025, com teor semelhante às propostas estaduais. A matéria também propõe sanção administrativa para quem utilizar bonecas do tipo bebê reborn ou artifícios similares com a intenção de se beneficiar da prioridade destinada a pessoas com crianças de colo.


Além disso, o projeto veta expressamente o atendimento a essas bonecas em unidades de saúde municipais, buscando garantir que a estrutura pública seja voltada exclusivamente a crianças reais.


Na Câmara Municipal de Campina Grande, o vereador Sargento Wellington Cobra (PSB) apresentou o PL 529/2025, também em 21 de maio. A proposta proíbe o uso dos bonecos sintéticos conhecidos como bebês reborn para obter prioridade em hospitais, UPAs, repartições públicas e até estabelecimentos comerciais.


O projeto pretende coibir práticas que, segundo o autor, têm se tornado frequentes e comprometem o funcionamento dos serviços públicos.


Até o momento, não há informações sobre o número de ocorrências oficiais envolvendo o uso de bebês reborn para burlar filas, mas os parlamentares apontam que o assunto vem ganhando notoriedade nas redes sociais e gerado preocupação entre profissionais de atendimento.


As leis deverão estipular mecanismos de fiscalização e penalidades para coibir a prática em todo o estado e nas cidades de João Pessoa e Campina Grande.


Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/politica/projeto-lei-barraruso-bebes-reborn-furar-fila-atendimentos-pb. 
“Na última semana, o uso de bonecos do tipo “bebê reborn”, que são réplicas realistas de recém-nascidos, entrou no debate político na Paraíba.”

Sobre o emprego das vírgulas no trecho, julgue as assertivas a seguir e assinale V para sentenças VERDAEIRAS e F para FALSAS:

( )A primeira vírgula separa adjunto adverbial deslocado.
( )A primeira vírgula separa oração subordinada adverbial deslocada.
( )A segunda e terceira vírgulas separam oração subordinada adjetiva explicativa.
( )A segunda e terceira vírgulas separam elementos com a mesma função sintática.

Assinale a sequência CORRETA é:
Alternativas
Respostas
2601: A
2602: B
2603: D
2604: C
2605: E
2606: C
2607: C
2608: D
2609: A
2610: B
2611: B
2612: B
2613: C
2614: D
2615: C
2616: C
2617: D
2618: C
2619: D
2620: E