Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3148413 Português
    A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022, houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil.

     Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%, respectivamente. 

    Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012. Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022.

     Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes. “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório.

     A cada edição, o PISA escolhe um tema para fazer um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais suas posturas em relação à vida.


Letícia Mori. A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE. Internet: (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.



No último parágrafo, o trecho introduzido pelo travessão permaneceria coerente e correto caso fosse reescrito da seguinte forma: no ano de 2022, estudo focou na compreensão das formas como os estudantes abordam as estratégias de aprendizagem e em como vêem a vida.

Alternativas
Q3147821 Português
        Ela me incomoda tanto que fiquei oco. Estou oco desta moça. E ela tanto mais me incomoda quanto menos reclama. Estou com raiva. Uma cólera de derrubar copos e pratos e quebrar vidraças. Como me vingar? Ou melhor, como me compensar? Já sei: amando meu cão que tem mais comida do que a moça. Por que ela não reage? Cadê um pouco de fibra? Não, ela é doce e obediente.
         Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava.
         Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida. Os que me lerem, assim, levem um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago.

Clarice Lispector. A hora da estrela.
Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, a respeito de aspectos linguísticos e semânticos do texto apresentado anteriormente.


Em “Como me vingar? Ou melhor, como me compensar?” (primeiro parágrafo), a substituição do primeiro ponto de interrogação por vírgula prejudicaria a coerência das ideias veiculadas no texto e a sua correção gramatical, mesmo que feitos os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas no novo período resultante. 

Alternativas
Q3147756 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

No que se refere à pontuação e ortografia no texto 19A1, bem como a aspectos fonológicos de vocábulos nele empregados, julgue o item que se segue.


No segundo período do quarto parágrafo, a substituição dos parênteses por travessões prejudicaria a correção gramatical do texto.  

Alternativas
Q3147655 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

No que se refere à pontuação e ortografia no texto 19A1, bem como a aspectos fonológicos de vocábulos nele empregados, julgue o item que se segue.


No quarto período do primeiro parágrafo, o emprego do ponto e vírgula ressalta a ideia de oposição estabelecida entre a primeira e a segunda orações do período.

Alternativas
Q3147654 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

No que se refere à pontuação e ortografia no texto 19A1, bem como a aspectos fonológicos de vocábulos nele empregados, julgue o item que se segue.


A supressão da vírgula após “texto” (primeiro período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto, visto que, naquele período, o emprego da vírgula é obrigatório para separar o adjunto adverbial antecipado.

Alternativas
Q3146495 Português
        Manu, S. Paulo, 6-VIII-33

        Estou fazendo week-end..., dando um balanço geral em tudo quanto tenho que responder, livros a agradecer, papelada pra distribuir nos lugares, etc., etc. Seus comentários sobre o meu “O desespera” quase que me desesperaram. Não é justo você dizer que pra mim é atual falar numa coisa, como se eu não me rendesse a razões plausíveis. Me rendo sim senhor. Confesso com lealdade que jamais refleti seriamente sobre isso, isto é, seriamente, refleti, sim, mas não refleti longamente. Mas a seriedade está nisto: emprego flexões pronominais iniciando a frase, coisa que literariamente é erro. Me parece etc. Devo empregar também literariamente “O desespera” porque o caso é absolutamente o mesmo. Se trata de uma ilação, é verdade, mas ilação absolutamente lógica sobre o ponto de vista filosófico, e tirada da índole brasileira de falar, o que a torna, além de filosoficamente certa, psicologicamente admissível. Diz você que não se trata dum fato de linguagem brasileira. Poderei estar de acordo. Mas isso se dá simplesmente porque o povo, pelo menos o povo rural que é a grande e pura fonte, ignora o pronominal, e diz, por exemplo, “fazer isso” e “dizer isso” “desespera ele” por fazê-lo e dizê-lo. Você tem o argumento dos alfabetizados da cidade. Sim, mas estes, desde que ponham um reparo na fala, já não dizem “me parece” também, porque o professor da escola primária proibia. Mas se dizem, sem querer, “me parece” por que, então, não dizem “o desespera”?

         Ciao, com abraço.

Mário de Andrade. Cartas a Manuel Bandeira, 2001, p. 222-3 (com adaptações).

Julgue o próximo item, acerca das ideias e de aspectos textuais e gramaticais do texto precedente.


Em cartas pessoais, como as escritas por Mário de Andrade a Manuel Bandeira (“Manu”), o emprego de sinal de pontuação após o vocativo é facultativo.

Alternativas
Q3145845 Português
    Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição.
     O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno.
     Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio.

Karl Popper. A lógica da pesquisa científica.
Tradução: Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota.
São Paulo: Editora Cultrix, 2008, p. 23 (com adaptações). 
Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsequente.

No segundo período do segundo parágrafo, a eliminação das vírgulas que isolam o vocábulo “talvez” não prejudicaria a correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q3145837 Português
    A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro.
     Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing.
     É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA).
     Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão.

Internet: <bbc.com> (com adaptações).  
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.

No último período do primeiro parágrafo, a substituição dos travessões por parênteses preservaria tanto a coesão textual quanto a correção gramatical do texto.
Alternativas
Q3140189 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De que são feitos os dias?


De que são feitos os dias?

− De pequenos desejos,

vagarosas saudades,

silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,

momentâneos lampejos:

vagas felicidades,

inactuais esperanças.

De loucuras, de crimes,

de pecados, de glórias

− do medo que encadeia

todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,

dentro deles choramos,

em duros desenlaces

e em sinistras alianças...


Cecilia Meireles, Canções

https://www.tudoepoema.com.br/cecilia-meireles-de-que-sao-feitos-osdias/#google_vignette

No poema "De que são feitos os dias?" de Cecília Meireles, a pontuação tem um papel importante. No trecho:

"De que são feitos os dias?
− De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças."

Qual é o papel do travessão utilizado no segundo verso?
Alternativas
Q3139048 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Não espalha


Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.


Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.


Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.


Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.


Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.


Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.


O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.


E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.


Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.


Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.


Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.


Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.


− O que houve?


− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.


Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?


Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.


Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.


Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:


− Amar é só gostar de ficar junto, filha.


Ela, inesperadamente, respondeu:


− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha 

Leia o texto abaixo e analise as questões de pontuação presentes.

No trecho do texto adaptado de Fabrício Carpinejar, considere a seguinte passagem:

"Prendemo-nos ao 'eu te amo' como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade."

Com base nas normas da língua portuguesa, analise as funções e os efeitos do uso da pontuação na construção de sentido do texto e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3137569 Português
Quais as chances de você ser atingido por lixo espacial?

    Em 7 de março de 2024, o Departamento Federal de Proteção Civil e Assistência a Desastres (BBK) enviou um aviso aos residentes da Alemanha: nos dias 8 e 9 de março, pedaços de detritos espaciais poderiam sobrevoar ou até mesmo cair sobre o país — embora isso fosse altamente improvável. Como o esperado, o pallet de baterias descartado da Estação Espacial Internacional (ISS) em 21 de março de 2021 queimou ao reentrar na atmosfera, sobretudo acima da América Central, na tarde de sexta-feira (08/03).
    Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), detritos espaciais entram na atmosfera do nosso planeta quase todas as semanas em trajetórias descontroladas — ou seja, não guiados por computadores ou humanos na Terra. O número tem aumentado constantemente desde a década de 1960. Em média, de 1960 a 2000, cerca de 500 pedaços de entulho caíram por ano na Terra. Nos últimos anos, porém, esse montante aumentou ainda mais significativamente: de acordo com a ESA, quase 2,5 mil pedaços de lixo espacial caíram na Terra em 2022. Em 2023, o número foi de cerca de 1,5 mil.
    Estima-se que cerca de 44 toneladas de material meteorítico caiam na Terra todos os dias, mas cerca de 95% queima ao entrar na atmosfera. A maior parte do lixo espacial que cai no nosso planeta é composto de detritos de fragmentação de carga útil, ou seja, objetos que são fragmentados ou liberados involuntariamente de uma espaçonave (seja ela tripulada ou não) quando um objeto explode ou colide com outro. Outros detritos espaciais comuns incluem objetos relacionados a missões de foguetes e objetos espaciais liberados intencionalmente após terem cumprido seu propósito. Isso inclui baterias gastas, como a responsável pelo alerta do BKK, e satélites antigos que saíram de operação, por exemplo.
    "Alguns combustíveis de espaçonaves são tóxicos, como a hidrazina, por exemplo. Existem metais como o berílio e o magnésio, que geralmente estão na forma de ligas, mas o berílio é definitivamente um caso bastante prejudicial", disse Alice Gorman, arqueóloga espacial e especialista em detritos espaciais, em entrevista em 2021.
    Mas, afinal, qual é o risco de ser atingido por detritos espaciais? Especialistas estimam que é três vezes mais provável ser atingido por um meteorito do que por detritos espaciais.
    Além disso, uma pessoa tem 65 mil vezes mais probabilidade de ser atingida por um raio do que por um pedaço de lixo espacial. E a probabilidade de alguém morrer em um acidente doméstico é 1,5 milhão de vezes maior do que de ter um detrito espacial atingindo a sua cabeça.


Josélia Pegorim — Climatempo, 2024. Adaptado.
Em relação ao uso da pontuação no texto assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3135728 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do travessão hachurado na linha 34, é correto afirmar que a pontuação foi utilizada para:
Alternativas
Q4378651 Português
Feminicídio


    Profissional das palavras, amante das palavras e da linguagem, curiosa pela comunicação entre pessoas, animais, pessoas e animais (sim, isso existe), de vez em quando sei que implico com alguma novidade. Não deveria: ex-professora de linguística, conhecendo a língua como ser vivo, em constante mutação, essa realidade me apaixona.
    Porém, aqui e ali sei que implico, sim, com algum vocábulo que me soa modernoso, nem sempre útil, pouco interessante, tipo "moda efêmera". Assim, escrevi alguma coisa criticando esse novo termo: feminicídio. Supérfluo, pois homicídio já incluiria assassinato de mulheres.
     Prestando mais atenção nos horríveis noticiosos sobre assassinatos de mulheres especialmente, argumentei comigo mesma que, se já havia infanticídio, matricídio, parricídio, poderíamos bem usar feminicídio. Pois o crime se expande e se afirma de maneira espantosa.
     Homens sempre mataram mulheres mais do que mulheres mataram homens? Possivelmente, sim. Gosto de antropologia, de história, da história da humanidade, a nossa história tão intrincada, esquisita, às vezes gloriosa, outras vergonhosa. Já entre os trogloditas (uso o termo generalizando homens da pré-história), o macho, dominante pelo tamanho e força, saía a caçar comida para a família – para perpetuação da espécie – e para colocar no maior número de fêmeas jovens e saudáveis a sua semente – também para perpetuação da espécie. Então, segundo meu bom-senso (na vida, como nas leis e no mundo, o bom-senso nem sempre predomina), desde sempre mais homens maltrataram fisicamente mulheres. Tamanho às vezes é documento.
     Mas quando leio e vejo notícias desses crimes específicos, mulheres mortas diariamente a pau, a faca, a tiro, pela frente, pelas costas, jogadas de andares altos, afogadas em banheira e tudo o mais, pergunto por que isso parece tão fácil, tão trivial. Quase sinistramente natural, pois a toda hora se matam mulheres por ciúme, loucura, droga, frustração, maldade mesmo, simplesmente vontade de acabar com ela.
      E por que nós, mulheres, ainda tornamos isso tão fácil para o macho criminoso? Por que tão raramente – embora já com mais frequência – fazemos queixa às delegacias? Por que temos tanto medo dos nossos homens? Ou vergonha dos filhos, da família, da dita "sociedade" e preferimos apanhar, e um dia morrer, em escandaloso e gritante silêncio?
    Há cursos, estudos, seminários, psiquiatras e médicos que analisam essa questão, e as respostas são muitas. Acho que nenhuma muito satisfatória. Ainda há muitas franjas de sombra nesse assunto. Sei apenas que depende de nós, mulheres, não permitir que nada, nunca, passe do primeiro gesto da primeira mão levantada, porque depois virão o tapa, o soco, a surra, a repetição desses abusos vergonhosos e a nossa melancólica resignação. Quando vamos ver, estamos na lista dos feminicídios neste país, e no mundo inteiro, em todas as classes sociais, raças, religiões, culturas, humanidades diversas.
      Então, com tristeza e sem mais comentários, incluo feminicídio no meu vocabulário.
Analise as afirmativas abaixo quanto ao uso da vírgula, com base em excertos do texto de Lya Luft:

I. Em "Profissional das palavras, amante das palavras e da linguagem, curiosa pela comunicação entre pessoas, animais, pessoas e animais [...]" (parágrafo 1), as vírgulas são utilizadas para separar elementos com a mesma função sintática, caracterizando uma enumeração.

II. Em "Porém, aqui e ali sei que implico, sim, com algum vocábulo que me soa modernoso [...]" (parágrafo 2), o advérbio sim está corretamente isolado por vírgulas, destacando-se como uma expressão enfática intercalada.

III. Em "O macho, dominante pelo tamanho e força, saía a caçar comida para a família [...]" (parágrafo 4), as vírgulas isolam uma expressão explicativa, mas poderiam ser omitidas sem prejuízo ao sentido principal da frase e sem violar normas gramaticais.

IV. Em "E por que nós, mulheres, ainda tornamos isso tão fácil para o macho criminoso?" (parágrafo 6), as vírgulas isolam o termo mulheres, que exerce a função de vocativo.

V. Em "[...] quando leio e vejo notícias desses crimes específicos, mulheres mortas diariamente a pau [...]" (parágrafo 5), a vírgula é usada corretamente, pois separa a oração subordinada adverbial da oração principal.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas:
Alternativas
Q4377204 Português

LÍNGUA PORTUGUESA



TEXTO


Monteiro Lobato 


(José de Nicola)



Analise as informações a seguir sobre a pontuação e assinale a alternativa CORRETA.

I – Em "a descrição e a análise do tipo humano característico da região, o caboclo Jeca Tatu," (linhas 91-93), as vírgulas separam um aposto.
II – Em "Só mais tarde, o autor toma consciência da realidade daquela população subnutrida, socialmente marginalizada, sem acesso à cultura, acometida de toda sorte de doenças endêmicas." (linhas 94-98), todas as vírgulas separam expressões adverbiais de tempo.
III – Em "O preconceito racial e a situação dos negros após a abolição foi outro tema abordado pelo autor de Negrinha." (linhas 98-100), o ponto final encerra uma frase declarativa.  
Alternativas
Q4377203 Português

LÍNGUA PORTUGUESA



TEXTO


Monteiro Lobato 


(José de Nicola)



Analise as informações a seguir sobre a pontuação e assinale a alternativa CORRETA.

I – Em "o autor nos dá a dimensão exata do Vale do Paraíba no início do século XX, sua decadência após a passagem da economia cafeeira, seus costumes e sua gente" (linhas 84- 87), as vírgulas separam elementos de mesma natureza sintática.
II – Em "E nesse aspecto – a gente do Vale do Paraíba –" (linhas 89-90), os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas, sem prejuízo ao significado do texto.
III – Em "está o traço mais importante da ficção lobatiana: a descrição e a análise do tipo humano característico da região" (linhas 90-92), os dois-pontos poderiam ser substituídos por um ponto final, sem prejuízo ao significado do texto.
Alternativas
Q4376915 Português
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República 3º Edição. Marque a opção CORRETA quanto a posição das aspas em frase contendo citação: 
Alternativas
Q4375316 Português

Leia o poema, de Mário Quintana:

Três amores

Três amores... Quem me deu

Tão estranha sorte assim?

Três amores, tenho-os eu

E nenhum me tem a mim!

(Preparativos de viagem. 4 ed. São Paulo: Globo, 1974. p.61 by Elena Quintana.) 


Observe o emprego das pontuações no poema, depois assinale a alternativa correta: 

Alternativas
Q4375313 Português
Texto: Questão de pontuação
Todo mundo aceita que ao homem cabe pontuar a própria vida: que viva em ponto de exclamação (dizem: tem alma dionisíaca); viva em ponto de interrogação (foi filosofia, ora é poesia); viva equilibrando-se entre vírgulas e sem pontuação (na política); o homem só não aceita do homem que use a só pontuação fatal: que use, na frase que ele vive o inevitável ponto final.
(João Cabral de Melo Neto. Agrestes – Poesia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. Herdeiros de João Cabral de Melo Neto.) 
Todo desenvolvimento do poema nasce da afirmação contida nos dois versos iniciais. “Todo mundo aceita que ao homem/cabe pontuar a própria vida.” O que o eu lírico quer dizer com esses versos?
Alternativas
Q4372002 Português
Releia um trecho do conto A casa mal-assombrada.
Um mordomo trajado de terno preto abriu a porta, que emitiu um rangido de dar arrepios. Era um homem muito alto, magro e de pele amarelada, quase cor de cera. Sua voz ressoou como um eco dentro de um buraco fundo: Queiram entrar, por favor. No interior da casa, a família percebeu que os móveis eram muito antigos e exalavam um cheiro muito forte de mofo. ____ A decoração está um pouco fora de moda ___ observou o senhor Berg. 
Assinale a alternativa correta que indica a pontuação certa usada no texto acima. 
Alternativas
Q4371693 Português
Aponte a alternativa pontuada corretamente.
Alternativas
Respostas
2521: E
2522: E
2523: E
2524: C
2525: C
2526: C
2527: C
2528: C
2529: A
2530: A
2531: D
2532: B
2533: C
2534: B
2535: C
2536: C
2537: D
2538: A
2539: A
2540: B