Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3479969 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de emprego da vírgula e de concordância verbal.
Alternativas
Q3479925 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser grafada entre aspas, segundo os empregos previstos desse sinal de pontuação. 
Alternativas
Q3473775 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Corais danificados pelo aquecimento global são recuperados 


"Esta parte do mundo é muito especial", afirma a bióloga marinha Taryn Foster sobre o arquipélago dos Abrolhos no Oceano Índico, a 64 km a oeste do litoral da Austrália. 


"Não há palmeiras, nem vegetação exuberante", prossegue ela. "Mas, quando você entra na água, vê todas essas espécies de corais e peixes tropicais.


Os corais são animais conhecidos como pólipos, encontrados principalmente nas águas tropicais. Os pólipos têm corpos moles e formam uma casca externa dura, extraindo carbonato de cálcio do mar. Com o passar do tempo, essas cascas se acumulam, formando as bases dos recifes que observamos hoje em dia.


Os recifes de coral cobrem apenas 0,2% do leito do oceano, mas fornecem habitat para mais de um quarto das espécies marinhas do planeta. Essas criaturas são sensíveis ao calor e à acidificação. Por isso, nos últimos anos, com os oceanos ficando mais quentes e mais ácidos, os corais ficaram sujeitos a doenças mortais.


Os corais doentes ficam brancos. E Foster testemunhou em primeira mão o processo de branqueamento. Segundo a Rede Global de Monitoramento dos Recifes de Coral, um aumento de 1,5°C da temperatura da água causa perdas de 70% a 90% dos recifes do planeta. E alguns cientistas afirmam que, até 2070, todos os recifes terão desaparecido.


"As mudanças climáticas são a ameaça mais significativa para os recifes de coral em todo o mundo", alerta Cathie Page, do Instituto Australiano de Ciências Marinhas. "Graves eventos de branqueamento causados pelas mudanças climáticas têm efeitos muito negativos", prossegue ela, "e ainda não temos boas soluções." 


Os esforços de restauração dos corais costumam envolver o transplante de corais minúsculos, cultivados em viveiros, sobre os recifes danificados. Este trabalho é lento, de alto custo e apenas uma fração dos recifes ameaçados recebe ajuda. Mas é nas águas rasas do arquipélago dos Abrolhos no litoral da Austrália que Foster testa um sistema que, segundo ela, reviverá os recifes com mais rapidez.


O processo envolve o enxerto de fragmentos de coral em pequenos suportes, que são inseridos em uma base moldada maior. Estas bases são agrupadas em lotes e colocadas sobre o leito do oceano. Foster foi quem projetou a base, em forma de disco plano com ranhuras e uma alça, feita de concreto de rocha calcária.


"Queríamos que fosse algo que pudéssemos produzir em massa, a preço razoável", explica a bióloga. "E que fosse facilmente lançado por um mergulhador ou por um veículo de operação remota." Até o momento, os resultados foram animadores.


"Nós desenvolvemos diversos protótipos diferentes dos nossos esqueletos de coral", explica Foster. "E também testamos com quatro espécies diferentes. Todas elas crescem maravilhosamente." 

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c72j3n9x88zo.adaptado.


Este trabalho é lento, de alto custo e apenas uma fração dos recifes ameaçados recebe ajuda.

Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase: 
Alternativas
Q3471528 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Esquecer é uma função normal da memória



Esquecer-se de coisas no dia a dia pode ser um pouco irritante ou, à medida que envelhecemos, um pouco assustador. Mas é parte da função normal da memória, permitindo-nos seguir em frente ou abrir espaço para novas informações.

As nossas memórias não são, na verdade, tão confiáveis quanto pensamos. Mas que nível de esquecimento é normal? Analisemos as evidências.

Quando nos lembramos de algo, nossos cérebros precisam aprender a memória, mantê-la segura e recuperá-la quando necessário. E o esquecimento ocorre em qualquer parte desse processo.

Ao receber informação sensorial pela primeira vez, o cérebro não processa tudo. Assim, usamos nossa atenção para filtrar as informações importantes.

Isso significa que, quando codificamos nossas experiências, codificamos principalmente aquilo em que prestamos atenção.

Quando alguém se apresenta em um jantar enquanto prestamos atenção em outra coisa, não codificamos o nome. É uma falha de memória, mas é totalmente normal e bastante comum.

Hábitos e estrutura, como sempre colocar as chaves no mesmo lugar para que não tenhamos que codificar sua localização, ajudam-nos a contornar o problema.

Ensaiar também é importante para a memória. As memórias que mais duram são aquelas que ensaiamos e recontamos, embora, muitas vezes, adaptamo-las a cada releitura e, provavelmente, nos lembremos do último ensaio em vez do evento real em si.

Na década de 1880, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus ensinou a um grupo de pessoas sílabas sem sentido, que elas nunca tinham ouvido antes, e analisou o quanto lembraram delas ao longo do tempo. Ele mostrou que, sem ensaio, a maior parte da nossa memória desaparece dentro de um ou dois dias.

No entanto, as pessoas que ensaiaram as sílabas, repetindo-as em intervalos regulares, puderam lembrar por mais de um dia o número de sílabas.

Mas essa necessidade de ensaio pode ser outra causa do esquecimento diário. Quando vamos ao supermercado, codificamos onde estacionamos o carro, mas quando entramos na loja, ocupamo-nos de outras coisas que precisamos lembrar, como nossa lista de compras. Como resultado, esquecemos a localização do carro.

Outra coisa que nos revela característica do esquecimento: podemos esquecer informações específicas, mas lembrar da essência. Quando saímos da loja e percebemos que não lembramos onde estacionamos o carro, provavelmente lembramos se era à esquerda ou à direita da porta da loja, no limite do estacionamento ou mais para o centro.

E, assim, em vez de ter que percorrer todo o estacionamento até encontrá-lo, fazemos a busca em uma área relativamente definida.

À medida que as pessoas envelhecem, elas se preocupam mais com a memória. É verdade que nosso esquecimento se torna mais pronunciado.

Quanto mais tempo vivemos, temos mais experiências e lembranças. Mas as experiências têm muito em comum, o que significa que pode se tornar complicado separar esses eventos em nossa memória.

Se você só passou férias na praia na Espanha uma vez, você se lembrará com grande clareza. Agora, se você já foi de férias para a Espanha muitas vezes, visitou diversas cidades em momentos diferentes, lembrar se algo aconteceu na primeira vez em Barcelona ou na segunda, ou se seu irmão estava nas férias em Maiorca ou Ibiza, torna-se mais desafiador.

A sobreposição de memórias, ou interferência, atrapalha a recuperação de informação. Imagine arquivar documentos no seu computador. Ao iniciar o processo, você tem um sistema claro, em que saberá onde encontrar cada documento que guardar.

Mas à medida que mais e mais documentos entram, fica difícil decidir a qual das pastas ele pertence. Você também começa a colocar muitos documentos em uma pasta porque todos eles estão relacionados a um mesmo item.

Isso significa que, com o tempo, torna-se difícil recuperar o documento certo quando precisar dele, seja porque você não consegue saber onde o colocou, ou porque sabe onde ele deve estar, mas há muitas outras coisas para pesquisar.

Mas não esquecer também pode ser perturbador. O transtorno de estresse pós-traumático é um exemplo de uma situação em que as pessoas não conseguem esquecer. A memória é persistente, não desaparece e, muitas vezes, interrompe a vida diária.

Há experiências semelhantes com memórias persistentes no luto ou em casos de depressão, condições que dificultam o esquecimento de informações negativas, quando esquecer seria extremamente útil.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c72gx0x7zl1o.adaptado.
Ao receber informação sensorial pela primeira vez, o cérebro não processa tudo.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase: 
Alternativas
Q3470287 Português
Assinale alternativa correta em relação ao uso de pontuação da frase: Eu estou muito feliz por você! 
Alternativas
Q3470286 Português
Quanto à pontuação, assinale a alternativa abaixo em que o sinal de pontuação foi usado corretamente.
Alternativas
Q3468869 Português
Assinale a alternativa que possui um erro de pontuação (emprego incorreto da vírgula).
Alternativas
Q3466558 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:

“O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.

O emprego de vírgulas para isolar a expressão “na realidade”, no excerto apresentado, decorre, entre outros aspectos, do fato de que tal locução desempenha o papel sintático de:
Alternativas
Q3466022 Português
O menor vertebrado do mundo 






       Cientistas acreditam ter identificado o menor vertebrado do mundo: um minúsculo sapo brasileiro do tamanho de uma ervilha chamado Brachycephalus pulex (ou sapinho-pulga), de acordo com uma pesquisa recente.

        Em 2011, Mirco Solé, pesquisador da Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, foi o primeiro a analisar o tamanho desta espécie em comparação com o de outros sapos semelhantes. A amostra não era grande o suficiente na época para ser conclusiva, mas a pesquisa mais recente, na qual Solé e sua equipe mediram o comprimento do corpo de 46 sapos-pulgas, é mais abrangente.
 
        Descobriu-se que os sapos machos B. pulex mediam pouco mais de 7mm e as fêmeas eram ligeiramente maiores, com pouco mais de 8mm. A equipe também confirmou a maturidade e o sexo dos sapos examinando suas gônadas e verificando a presença de fendas vocais na garganta, que só os machos possuem.

      Como os menores vertebrados existentes, os sapos B. pulex enfrentam seus próprios desafios — além de serem difíceis de monitorar com precisão. Eles têm dificuldade para fazer algo em que os sapos deveriam ser inerentemente bons: pular.

       Na verdade, uma pesquisa de 2022 descobriu que esses vertebrados perdem o equilíbrio quando saem do solo. Eles são simplesmente tão pequenos que não conseguem fazer uso adequado dos seus sistemas vestibulares, que ajudam a controlar a estabilização.

     Mark D. Scherz, curador de herpetologia do Museu de História Natural da Dinamarca, diz que esta espécie de sapo "impressionantemente pequena" é muito provavelmente a detentora do título de menor vertebrado do mundo, e que a afirmação "tem base em um notável e grande conjunto de dados". Ainda assim, ele afirma que, embora existam muitas evidências, não é possível saber o que está por vir em termos de novas descobertas. Ele diz que embora seja provável que haja prováveis candidatos ao título de menor vertebrado nos próximos anos, essa classificação como "pequeno" depende de como a espécie está sendo medida. "Se tomarmos isso como uma medida linear, os sapos são atualmente vencedores", explica ele. "Mas se considerarmos a massa ou o volume, então os peixes provavelmente reivindicariam o título, já que são muito estreitos e delgados, enquanto os sapos são bastante redondos."


BBC News Brasil. Adaptado.
Sobre o texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) O travessão no 4º parágrafo foi utilizado para introduzir uma ideia de adição.
( ) As aspas no trecho "tem base em um notável e grande conjunto de dados" foram utilizadas para indicar uma fala externa ao texto, de outra pessoa.
( ) No trecho “Mark D. Scherz, curador de herpetologia do Museu de História Natural da Dinamarca, diz, que esta espécie de sapo [...]”, a vírgula após "Scherz" segue um vocativo e, por isso, é facultativa.
Alternativas
Q3465531 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mosquito de estimação


Apenas as fêmeas do Aedes aegypti picam humanos. Elas usam as proteínas presentes no nosso sangue para amadurecer os ovos dentro do organismo. Quatro dias depois da picada, os ovos estão prontos para sair. E a água parada é o "ninho" que a mãe precisa encontrar para botá-los. O macho é o vegano da relação: se contenta apenas com frutas.

Só que nem todas as fêmeas preferem humanos, especificamente. Populações de A. aegypti que vivem nas savanas africanas, por exemplo, se alimentam de outros animais e não mostram interesse especial em nós. Já os mosquitos que vivem nos ambientes urbanos ao redor do mundo se especializaram em seguir nosso cheiro.

Podemos dizer que os humanos "domesticaram" populações de mosquito involuntariamente quando começaram a se organizar de forma mais complexa e (principalmente) armazenar grandes quantidades de água. As primeiras civilizações forneciam um estoque quase inesgotável de sangue e "ninhos" para as fêmeas − e isso fez com que elas se especializassem em nós.

Estudos de 2020 e 2023 sugerem uma hipótese de como isso aconteceu. Sabemos que o Aedes aegypti é originário da África, então os pesquisadores coletaram populações especialistas (que preferem humanos) e generalistas (que picam qualquer animal) por todo o continente. As especialistas se concentram no norte da África, mostrando que a aproximação com humanos provavelmente rolou por ali.


(Super Interessante, março 2024)
Em: "Podemos dizer que os humanos "domesticaram" populações de mosquitos (...)", as aspas na forma verbal indicam: 
Alternativas
Q3459503 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado. (Parte 3)


Como os outros imunizantes, ele é feito com vírus atenuado e foi desenvolvido para proteger contra todos os tipos de dengue. A grande vantagem dessa vacina em relação às outras é que ela é aplicada em apenas uma dose. O dossiê para a aprovação deve ser submetido à Anvisa até o final deste ano.

E não é só o Brasil que deveria estar de olho nesses imunizantes. Espanha, França e Itália registraram 128 casos de dengue em 2023. Pouco, comparado aos nossos números − mas um salto de 2022, que teve 71 casos, e 2021, com apenas duas notificações da doença. Até poucos anos atrás, a Europa só registrava casos importados de outros países. Agora, já existe transmissão local.

A dengue não costumava afetar as zonas de clima ameno. O aumento das temperaturas e chuvas na Europa proporcionaram um novo ambiente não só para a proliferação do Aedes aegypti, mas também a do Aedes albopictus, responsável por boa parte das infecções por dengue no sudeste asiático.

É uma corrida contra o tempo − mas temos ferramentas para impedir que a dengue se torne um problema maior. Enquanto os novos métodos e imunizantes não chegam, contente-se com o que você já sabe: abuse do repelente e elimine possíveis criadouros. Seu corpo agradece − mas o mosquito não.


(Super Interessante, Março de 2024)
O sinal que substituiria com eficiência o hífen em "Seu corpo agradece - mas o mosquito não." é: 
Alternativas
Q3459500 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Existem duas aprovadas no Brasil: a Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi Pasteur, e QDenga, do japonês Takeda."
Os dois-pontos foram usados no excerto: 
Alternativas
Q3459489 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado (Parte 1)


Há anos tentamos combater a dengue focando na eliminação do mosquito (basicamente, não deixar água parada). Essas ações são fundamentais, claro, mas a busca por uma solução definitiva demanda focar no vírus, não apenas no vetor.

O World Mosquito Program, por exemplo, faz isso infectando o mosquito com a bactéria Wolbachia. Esse é um micróbio que ocorre naturalmente em metade dos insetos, mas não no A. aegypti. No entanto, se o mosquito for infectado artificialmente com a bactéria, os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela não conseguem se desenvolver dentro dele. A ideia é soltar mosquitos infectados com Wolbachia e esperar que eles se reproduzam com os da cidade. Dessa forma, aumenta a porcentagem de A. aegypti que não transmitem doenças. O experimento começou em Niterói (RJ), em 2015. Desde então, os casos de dengue na cidade diminuem a cada ano.

Há também os mosquitos geneticamente modificados feitos pela empresa Oxitec. A alteração no gene tTAV faz com que as fêmeas (que são as únicas que picam) morram em fase larval. Os Aedes aegypti transgênicos machos se reproduzem com as fêmeas selvagens, resultando numa prole toda masculina.


(Super Interessante, Março de 2024)
Em: "Essas ações são fundamentais, claro, mas a busca (...)", as vírgulas no excerto:
Alternativas
Q3459364 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

Avalie o parágrafo a seguir.


De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


Considerando a organização das ideias, no parágrafo, há 

Alternativas
Q3459026 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



"É evidente, porém, que esse fenômeno é subnotificado."

As vírgulas do excerto se justificam: 
Alternativas
Q3459016 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Uma mulher pode carregar dois bebês de pais diferentes ao mesmo tempo?



É raro, mas acontece. O nome disso é superfecundação heteropaternal.


Sim. O nome desse evento é superfecundação heteropaternal. Para conseguir, uma mulher "tem de liberar, em um mesmo ciclo, dois óvulos − e então, ter relações sexuais com dois homens diferentes dentro de até 24h", explica Juliana Meola, professora da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (FMRP).


Essa coincidência entre ovulação dupla e uma transa dupla desprotegida é rara: em setembro de 2022, um caso de gêmeos heteropaternais registrado em Goiás foi apenas o vigésimo da história da literatura médica mundial.


Um estudo analisou uma base de dados com 39 mil resultados de testes de paternidade e descobriu que apenas 2,4% deles envolviam episódios de superfecundação heteropaternal gerando gêmeos dizigóticos. Considere que só uma parcela pequena da população faz esses testes e é fácil concluir que se trata um evento raríssimo.


É evidente, porém, que esse fenômeno é subnotificado. Só é possível comprová-lo com um teste de DNA − e ainda que uma mãe esteja achando seus gêmeos diferentes demais, a maior parte das pessoas sequer imagina que essa façanha reprodutiva seja possível.



(SUPER INTERESSANTE, dezembro 2023p60)

As aspas contidas no texto foram empregadas: 
Alternativas
Q3458985 Português
Como estão as tartarugas marinhas na nova lista de espécies ameaçadas


27/06/2022 - Quatro das cinco espécies de tartarugas
marinhas encontradas no Brasil encontram-se em algum grau de ameaça de extinção


      As espécies ameaçadas de extinção, animais ou vegetais, são aquelas em risco de desaparecer em um futuro próximo. Inúmeras delas já se extinguiram nos últimos milhões de anos devido às causas naturais, como mudanças climáticas e incapacidade de adaptação a novas condições de hábitat. Infelizmente, o ser humano tem acelerado esse processo de extinção através da destruição de ecossistemas, exploração insustentável dos recursos naturais e introdução de espécies exóticas em diferentes locais.


       Entre 2009 e 2014, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou a avaliação da fauna brasileira. Oito anos depois, a lista oficial de espécies ameaçadas foi atualizada e publicada através da Portaria MMA Nº 148, de 7 de junho de 2022. Realizada com o apoio de especialistas de cada grupo entre 2015 e 2021, a nova Lista Vermelha traz 3.209 espécies ameaçadas da flora e 1.249 da fauna brasileira, e deverá ser atualizada anualmente.


     Segundo a última revisão dos grupos de especialistas, quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil encontram-se em algum grau de ameaça de extinção.


     É importante ressaltar que todas as espécies de tartarugas marinhas continuam sendo ameaçadas por atividades humanas como a poluição do mar, a captura incidental pela pesca, e a degradação e ocupação de áreas de desova, dentre outras. Já as mudanças na lista comprovam que ações de conservação e de longo prazo, assim como as desenvolvidas pelo Projeto Tamar há mais de 40 anos, juntamente com o esforço feito por outras instituições e pela sociedade como um todo, são fundamentais e devem ser continuadas para garantir a existência desses animais incríveis.



Texto adaptado de http://tamar.com.br/noticia1.php?cod=998. Acesso em: 10/02/24.





Observando a vírgula empregada no primeiro quadrinho da tirinha, está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3458254 Português
Assinale a frase que está corretamente pontuada:  
Alternativas
Q3457957 Português

Quanto mais difícil, melhor


    Assim como os historiadores, bibliotecários e arquivistas, vivo profissionalmente às voltas com livros centenários, documentos antigos e recortes amarelados. Isso significa coabitar com poeira, mofo e populações inteiras de fungos. O problema é que sou alérgico a bolor e sofro as consequências do manuseio dessas relíquias. Um amigo me perguntou se uso máscara para trabalhar. Respondi: “Não. Uso espirro. A cada espirro voam várias gerações de fungos”.


    A incompatibilidade entre certas condições físicas e a profissão de seus portadores pode ser dramática. Minha amiga, a feminista Rose Marie Muraro, nascida quase cega, precisava usar óculos muito grossos e lupa para conseguir ler. E qual era sua profissão? Leitora da Editora Vozes. Portinari, para muitos o maior pintor brasileiro, era alérgico a certas tintas. Morreu em 1962, envenenado por elas, depois de 40 anos de trabalho. E Garrincha, cujos dribles você sabe, tinha uma perna para dentro e outra para fora, como dois parênteses lado a lado: )).


    Beethoven era surdo, o que, pelo visto, não lhe fazia diferença. Django Reinhardt, imortal guitarrista do jazz, tinha dois dedos paralisados na mão esquerda. E a Harold Lloyd, um dos grandes da comédia no cinema mudo americano, faltavam dois na direita — e foi sem eles que escalou um edifício em Nova York em seu filme “O Homem-Mosca” (1923), fazendo ele próprio quase todas as cenas.
    John Wayne, Humphrey Bogart, James Stewart, Frank Sinatra, Bing Crosby, Fred Astaire, Gene Kelly, Henry Fonda e Sean Connery tinham algo em comum: eram carecas. Não que haja problema nisso (e eu mesmo já posso tecnicamente ser chamado de), mas, na velha Hollywood, Ava Gardner, Grace Kelly e Raquel Welch nunca poderiam ser beijadas por carecas, ainda que galãs. Sem problema — as perucas eram tão perfeitas que ninguém notava.
    

        Este artigo deve me custar uns cinco espirros.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/ 2023/12/quanto-mais-dificilmelhor.shtml?pwgt=kye73frks3762ppiv3c8ms8a gtyutnr6i2zmqyam6pqtcz5u&utm_source=whats app&utm_medium=social&utm_campaign=comp wagift. Acesso em: 20 dez. 2023.Adaptado.
O termo sublinhado que não pode ser separado por duplo travessão é 
Alternativas
Q3457835 Português
"O professor fez uma recomendação aos alunos, a saber: dedicar-se à leitura, praticar exercícios regularmente e buscar esclarecimentos quando necessário." A utilização dos dois pontos no trecho está de acordo com a norma culta da língua portuguesa?
Alternativas
Respostas
2681: C
2682: A
2683: A
2684: C
2685: B
2686: A
2687: A
2688: C
2689: A
2690: D
2691: B
2692: D
2693: B
2694: C
2695: C
2696: A
2697: D
2698: C
2699: A
2700: A