Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3614978 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Considerando o uso adequado da vírgula, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. No trecho “[...] gera renda para comprar comida, roupa, calçado.”, as vírgulas foram empregadas para isolar elementos de mesma função sintática.
II. Em “[...] conta Railane de Brito da Silva [...], presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros [...]”, as vírgulas foram empregadas para isolar um segmento com função explicativa.
III. Em “Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado.”, as três vírgulas utilizadas foram empregadas pela mesma razão.
IV. Em “A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão [...]”, poderia haver, sem prejuízo gramatical, uma vírgula antes da conjunção “e”. 
V. No trecho “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação [...]”, é facultativo o uso da vírgula empregada.
Alternativas
Q3614889 Português
Leia o texto a seguir:


A fruta que ajuda a eliminar toxinas e reduz a inflamação nas vias aéreas


Seu alto teor de vitamina C faz dessa fruta cítrica uma aliada natural contra o dano oxidativo e o enfraquecimento do sistema imunológico


Diante do aumento de doenças respiratórias e da crescente exposição a poluentes ambientais, especialistas em saúde recomendam dar mais atenção ao cuidado com os pulmões. Uma opção simples, acessível e com respaldo científico é o consumo de laranjas. Diversos estudos indicam que essa fruta não só fortalece as defesas do organismo, como também contribui para a limpeza pulmonar, a redução da inflamação nas vias respiratórias e a reparação de tecidos danificados.


As laranjas estão entre as frutas mais ricas em vitamina C, um micronutriente essencial para combater o estresse oxidativo, especialmente nos pulmões. A exposição constante a poluentes atmosféricos, fumaça de cigarro ou partículas em suspensão gera radicais livres, que danificam as células pulmonares e provocam inflamação crônica.


De acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de Nottingham, a vitamina C atua como um agente antioxidante que neutraliza esses radicais livres. Seu consumo frequente ajuda a reduzir a inflamação nas vias respiratórias, o que melhora a função pulmonar e pode aliviar sintomas em pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).


Além disso, o European Respiratory Journal publicou um estudo que associa uma dieta rica em frutas cítricas a uma redução de 30% no risco de desenvolver doenças pulmonares obstrutivas em adultos mais velhos.


Cada laranja fornece mais de 90% do valor diário recomendado de vitamina C, o que favorece a produção de glóbulos brancos: responsáveis por combater infecções respiratórias como resfriados e gripes. De acordo com uma análise realizada pela Universidade de Helsinque, pessoas que incluem essa fruta regularmente na dieta apresentam uma duração menor dos sintomas associados a infecções respiratórias.


Recomenda-se consumir a fruta inteira, já que a polpa contém fibras e outros compostos que potencializam seus efeitos positivos.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/07/11/a-fruta-que-ajudaa-eliminar-toxinas-e-reduz-a-inflamacao-nas-vias-aereas.ghtml. Acesso em 11/07/2025. Excerto 
“Cada laranja fornece mais de 90% do valor diário recomendado de vitamina C, o que favorece a produção de glóbulos brancos: responsáveis por combater infecções respiratórias como resfriados e gripes” (5º parágrafo). Nesse trecho, a função dos dois-pontos é:
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Q3614826 Português
Você pode estar sofrendo de fadiga digital e nem percebeu


   Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais e a popularização do trabalho remoto transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente virtual. A rotina de passar horas seguidas diante de telas, seja para atividades profissionais, estudo ou lazer, tornou-se parte do cotidiano de milhões de indivíduos. Esse novo cenário trouxe à tona um fenômeno cada vez mais discutido: o surgimento de tipos inéditos de cansaço mental associados às longas jornadas on-line.

   O esgotamento provocado pelo uso prolongado de dispositivos digitais vai além do simples cansaço físico. Muitas pessoas relatam sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de esvaziamento mental após períodos extensos conectados. Esse quadro tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam compreender as causas e impactos desse fenômeno no bem-estar da população. Recentemente, instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e universidades de referência, como a Universidade de São Paulo, vêm promovendo estudos para entender melhor a relação entre o ambiente digital e a saúde mental, trazendo novas perspectivas sobre o tema.

   Estudos recentes indicam que a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar áreas do cérebro responsáveis pela atenção e processamento de informações. O excesso de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exige uma adaptação constante, levando à chamada fadiga digital. Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de pausas regulares e a falta de interação presencial contribuem para o aumento do estresse e da ansiedade. O cérebro, ao ser submetido a longos períodos de atividade on-line, tende a apresentar sinais de esgotamento, como lapsos de memória e sensação de confusão mental. Tais sintomas são cada vez mais comuns em profissionais que atuam em home office ou estudantes em regime remoto.

   O esgotamento causado pelas longas jornadas on-line possui características distintas em relação ao estresse convencional. Enquanto o estresse físico está geralmente associado a esforços corporais ou preocupações pontuais, o cansaço digital resulta da sobrecarga de informações e da necessidade de estar sempre disponível no ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de limites claros entre trabalho, lazer e vida pessoal intensifica o desgaste mental. O acesso constante a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta, dificultando o relaxamento e a recuperação das energias.

   Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Entre elas, destaca-se a importância de realizar pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, evitando períodos prolongados sem descanso. A prática de atividades físicas e o contato com ambientes naturais também contribuem para aliviar a tensão acumulada.

   Outra medida eficaz é estabelecer horários definidos para o uso de tecnologias, separando momentos de trabalho, estudo e lazer. Desativar notificações não essenciais e priorizar interações presenciais sempre que possível são atitudes que ajudam a preservar a saúde mental e a qualidade de vida em um mundo cada vez mais conectado. Empresas como Google e Apple têm implementado ferramentas em seus dispositivos para auxiliar os usuários na gestão do tempo de tela, facilitando o equilíbrio entre o digital e o offline.


(Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Em relação ao período, “Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia.” (7º§), assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3614122 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tô fraco!

Há muito tempo, na África, as aves viviam felizes, ciscando em liberdade. Mas um disse-me-disse e muita inveja interromperam a paz, transformando a boa convivência em uma grande confusão!

Tudo começou quando o melro, ave bela e vistosa, que arrancava suspiros das galinhas d'angola, começou a se exibir. Era, de fato, um macho de rara beleza. Tinha penas pretas brilhantes e o bico amarelo, cor de ovo de roça, quase laranja.

Todas as outras aves queriam ser como o melro. Sabendo disso, ele desfilava para cima e para baixo com ar de superioridade. Certo dia, tomado pela vaidade, prometeu que, se as galinhas d'angola o obedecessem, usaria seus poderes mágicos e as tornaria totalmente pretas, reluzentes, lindas como ele.

Ao contrário do que era esperado, as aves não deram muita bola para o melro. Continuaram ciscando aqui e ali como bem entendiam. Furioso, ele jurou vingança e rogou uma praga: 

− A partir de hoje, todas as galinhas d'angola serão magras e sentirão fraqueza constante! − disparou o melro com voz de trovão.

Dito e feito. A partir desse dia, as galinhas d'angola − que, apesar de suas pernas finas, correm bastante − vivem cacarejando sua fraqueza: "tô fraca... tô fraca..."

https://chc.org.br/artigo/to-fraco/
"A partir de hoje, todas as galinhas d'angola serão magras e sentirão fraqueza constante! − disparou o melro com voz de trovão."
Analise o emprego do travessão no trecho acima e identifique a alternativa que justifica corretamente o seu uso.
Alternativas
Q3613397 Português

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um menino de família, mas também não era um menino de rua. É assim que a gente divide. Menino de família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um menino de rua. Menino de rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...)

Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que nos pertencem.


(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 

O uso das aspas no texto se justifica porque se trata de 
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Q3612677 Português
Expor filhos nas redes sociais pode ter implicações jurídicas; entenda



       A exposição da rotina dos filhos nas redes sociais tem se tornado cada vez mais comum entre influenciadores e celebridades. Nomes como Viih Tube e Virginia Fonseca acumulam milhões de visualizações ao mostrar momentos íntimos da maternidade, desde o nascimento até o dia a dia das crianças. Para essas criadoras de conteúdo, o compartilhamento constante faz parte da construção de suas marcas pessoais e do engajamento com o público.

       Essa discussão ganhou força com a popularização da prática denominada sharenting, termo que une as palavras share (compartilhar) e parenting (parentalidade), e descreve a prática de pais ou responsáveis que divulgam repetidamente imagens, vídeos e informações da vida dos filhos nas redes sociais – muitas vezes desde o nascimento e, em alguns casos, com finalidade comercial.

      O fenômeno tem sido cada vez mais debatido também no Judiciário. Tribunais do país têm solicitado a retirada de fotos com base na prática do sharenting. Em decisão inédita no TJ/AC, a juíza de Direito Maha Manasfi, da 3ª vara da Família de Rio Branco/AC, proibiu os pais de divulgarem imagens do filho de forma excessiva nas redes sociais. Já o TJ/SP reconheceu casos de responsabilidade civil decorrentes da superexposição infantil, com decisões que determinam indenização por danos à personalidade, conforme artigo publicado pela USP.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/. Acesso em: julho de 2025. Fragmento.)
A reescrita para o trecho “A exposição da rotina dos filhos nas redes sociais tem se tornado cada vez mais comum entre influenciadores e celebridades.” (1º§), que mantém seu sentido original assim como sua correção gramatical, está indicada em: 
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Q3612675 Português
    Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com os outros acho que nem se misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro. Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem...


(Guimarães Rosa apud Rubem Alves. Na morada das palavras. Campinas: Papirus, 2023. p. 139. Adaptado.) 
Ao utilizar a frase “Toda saudade é uma espécie de velhice.”, trecho do texto apresentado, em um texto de autoria diversa, caberá ao autor fazer uso das aspas, visto que: 
Alternativas
Q3612189 Português
Hoje me mandaram um coração branco


   Recebi hoje um coraçãozinho branco. Um emoji, “letra-imagem” em japonês. Era do Japão, afinal, o sujeito que criou esses hieroglifos modernos, para uma companhia telefônica, há quase 35 anos. Quem já mandou uma imagem de “joinha” pelo zap ou alguma rede social sabe da sintética utilidade dessas figurinhas que bailam nos diálogos pela internet.

   Pois, já espalhei e recebi coraçõezinhos vermelhos, num despretensioso carinho cibernético por amigos, parentes e amores. E esse coração branco me fez lembrar que tinha visto outros de cores diferentes. Fui pesquisar, e descobri um arco-íris cardíaco pulsando com uma variedade de significados de tirar o fôlego.

   O coraçãozinho roxo, por exemplo, quem diria, pode ser usado para expressar cuidado, e, também, amor platônico. O verde tem conotações ambientalistas, e de renovação. O laranja, vibrante, serve para mostrar que a pessoa está animadona com o romance, ou com a amizade. Já o amarelo é para afastar fantasias românticas: “somos apenas bons amigos”, lateja o emoji amarelado.

   Não deveria surpreender. Como diz a frase que li, dia desses, atribuída ao Veríssimo: quem sabe o que se esconde nos corações humanos? Nos demais emojis, então, os significados são mais surpreendentes do que supõe a vã semiologia. (...)

   E os emojis são apenas um dos perigos na linguagem das redes. Como já sabiam os peixes, elas, as redes, são ardilosas, cheias de iscas malintencionadas; armadilhas particularmente perigosas.

   Todos os dias, milhares de pessoas maduras são capturadas pelos trotes e cascatas da internet, de teorias conspiratórias sobre o roubo do nióbio brasileiro a pedidos de ajuda para pessoas supostamente perdidas — como uma menina romena desaparecida há anos, impulsionada no Brasil por gente de boa vontade  e nenhuma disposição para checar os memes que lhe caem na tela do computador. (...)

   O coraçãozinho que recebi, felizmente, era branco. Enviado por uma moça que, de início, me mandou um coração vermelhinho, como os verdadeiros, em resposta a um elogio. E, na continuação do diálogo, transplantou esse branco, que, descobri, quer dizer carinho sem segundas intenções, mas também pode significar que a pessoa que enviou não só não te ama como não sente nem sequer proximidade. (...)


LEO, Sergio. Hoje me mandaram um coração
branco. Correio Braziliense. 06 out. 2024.
Disponível em
<https://www.correiobraziliense.com.br/revistado-correio/2024/10/6955830-cronica-cidadenossa-hoje-me-mandaram-um-coracaobranco.html>.
“Era do Japão, afinal, o sujeito que criou esses hieroglifos modernos, para uma companhia telefônica, há quase 35 anos.”

Assinale a alternativa cuja forma reescrita do trecho acima, incluindo a pontuação, encontra-se totalmente correta.
Alternativas
Q3611749 Português

A rolha de cortiça, muito utilizada em garrafas de vinho, tem uma longa história. É produzida a partir da casca do sobreiro, uma árvore nativa de regiões do Mediterrâneo, como Portugal, Espanha e sul da França.


A casca do sobreiro é cuidadosamente colhida a cada nove anos, em um processo conhecido como descortiçamento, que não danifica a árvore. A cortiça é então fervida para remover impurezas, cortada em discos e moldada em rolhas.


A rolha de cortiça tem sido utilizada como vedação para garrafas de vinho há séculos. Sua história remonta ao Antigo Egito, onde já era usada para vedar recipientes de líquidos, incluindo vinho. No entanto, foi na região do Mediterrâneo, especialmente em Portugal, que a produção em larga escala começou a florescer durante os séculos XVIII e XIX.


Uma das principais razões pelas quais a rolha de cortiça se tornou tão popular é sua capacidade de preservar a qualidade do vinho ao longo do tempo. Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar entre o ambiente externo e o interior da garrafa. Isso ajuda a manter o vinho fresco e protegido da oxidação, permitindo que ele evolua de maneira controlada e desenvolva aromas e sabores de forma ideal.


Além disso, o som delicado ao desprender a rolha, o aroma sutil que se liberta nesse momento e a sensação tátil ao segurá-la fazem parte do prazer de degustar um bom vinho. Essa modesta peça de cortiça pode parecer simples à primeira vista, mas sua presença está profundamente entrelaçada com a história, a qualidade e até mesmo o romance que envolve a apreciação dessa bebida.


Fonte: Blog Winelovers. Adaptado.

Em “Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar […]”, a vírgula torna a oração:
Alternativas
Q3611579 Português
Qual é o sinal de pontuação usado no final de frases, depois de interjeições e verbos no imperativo, para exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, ordem, entre outros?
Alternativas
Q3611568 Português
Bolo


Sete de cada lado, as mulheres assistindo, todos com barriga e pouco fôlego, menos o Arruda. O Arruda em grande forma. Magro, ágil, boa cabeleira. Cinquenta anos, e brilhando. Foi depois de o Arruda dar um passe para ele mesmo, correr lá na frente como um menino, chutar com perfeição e fazer o gol, para delírio das mulheres, que todo o time correu para abraçá-lo. Que gol! O Arruda era demais. Empilharam-se em cima do Arruda. Apertaram o Arruda. Beijaram o Arruda. O Arruda depois diria que alguém tentara morder a sua orelha. Quando o Arruda quis se levantar para recomeçarem o jogo, não deixaram. Derrubaram o Arruda outra vez. Quando ele parecia que estava conseguindo se livrar dos companheiros, veio o time adversário e também pulou no bolo para cumprimentar o Arruda. O Arruda acabou tendo que sair de campo, trêmulo, amparado pelas mulheres indignadas, enquanto o jogo recomeçava, agora só com os fora de forma. Na hora do churrasco, o Arruda ainda não estava totalmente recuperado da comemoração, para aprender.


(VERISSIMO, Luis Fernando. O melhor das comédias da vida privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.139.)
Qual das seguintes alternativas substitui corretamente, sem prejuízo do sentido, a pontuação da frase “O Arruda em grande forma. Magro, ágil, boa cabeleira. Cinquenta anos, e brilhando.”?
Alternativas
Q3610582 Português
Na metade do século passado, as recomendações de atividade física para melhorar o condicionamento físico e ter benefícios à saúde foram embasadas em comparações sistemáticas dos efeitos de diferentes protocolos de exercícios.

        Em 1978, foi publicado o posicionamento do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, na sigla em inglês) intitulado “A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis”, que estabelecia os exercícios necessários para que os adultos saudáveis mantivessem ou melhorassem a aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal. Eram recomendadas atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, ciclismo, realizadas na frequência de 3 a 5 dias por semana, e duração de 15 a 60 minutos.

        Apesar de essas recomendações terem sido reformuladas em 1990, com a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, com o passar do tempo, o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores para o fato de que o volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos esforços, seria mais importante na promoção da saúde. 

        Assim, em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o ACMS criaram uma recomendação populacional que preconizava que todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamente, 150 minutos por semana ou 200 Kcal por sessão. Tal recomendação, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas, e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas, e de chamar a atenção para a quantidade e a intensidade mínima de atividade física necessária para atingir esses benefícios e encorajar as pessoas a se tornar mais ativas, e não necessariamente mais condicionadas, permitindo a inclusão de programas mais flexíveis em suas vidas cotidianas.

Internet:<www.scielo.br>  (com adaptações).

A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte. 


A inserção de vírgulas para intercalar “atualmente”, no período “é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas”, mantém a correção gramatical do trecho.

Alternativas
Q3610580 Português
Na metade do século passado, as recomendações de atividade física para melhorar o condicionamento físico e ter benefícios à saúde foram embasadas em comparações sistemáticas dos efeitos de diferentes protocolos de exercícios.

        Em 1978, foi publicado o posicionamento do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, na sigla em inglês) intitulado “A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis”, que estabelecia os exercícios necessários para que os adultos saudáveis mantivessem ou melhorassem a aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal. Eram recomendadas atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, ciclismo, realizadas na frequência de 3 a 5 dias por semana, e duração de 15 a 60 minutos.

        Apesar de essas recomendações terem sido reformuladas em 1990, com a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, com o passar do tempo, o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores para o fato de que o volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos esforços, seria mais importante na promoção da saúde. 

        Assim, em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o ACMS criaram uma recomendação populacional que preconizava que todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamente, 150 minutos por semana ou 200 Kcal por sessão. Tal recomendação, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas, e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas, e de chamar a atenção para a quantidade e a intensidade mínima de atividade física necessária para atingir esses benefícios e encorajar as pessoas a se tornar mais ativas, e não necessariamente mais condicionadas, permitindo a inclusão de programas mais flexíveis em suas vidas cotidianas.

Internet:<www.scielo.br>  (com adaptações).

A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte. 


No trecho “o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores”, a supressão dos travessões mantém a correção gramatical do período.

Alternativas
Q3610579 Português
Na metade do século passado, as recomendações de atividade física para melhorar o condicionamento físico e ter benefícios à saúde foram embasadas em comparações sistemáticas dos efeitos de diferentes protocolos de exercícios.

        Em 1978, foi publicado o posicionamento do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, na sigla em inglês) intitulado “A quantidade e a qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e a manutenção do condicionamento em adultos saudáveis”, que estabelecia os exercícios necessários para que os adultos saudáveis mantivessem ou melhorassem a aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal. Eram recomendadas atividades aeróbicas, como caminhadas, corridas, ciclismo, realizadas na frequência de 3 a 5 dias por semana, e duração de 15 a 60 minutos.

        Apesar de essas recomendações terem sido reformuladas em 1990, com a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, com o passar do tempo, o interesse em melhorar o estado geral de saúde – e não apenas a aptidão cardiorrespiratória, muscular e(ou) a composição corporal das pessoas – despertou maior atenção dos pesquisadores para o fato de que o volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos esforços, seria mais importante na promoção da saúde. 

        Assim, em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o ACMS criaram uma recomendação populacional que preconizava que todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamente, 150 minutos por semana ou 200 Kcal por sessão. Tal recomendação, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, é preconizada atualmente para a prevenção de algumas doenças crônicas, e foi criada na tentativa de aumentar o reconhecimento tanto profissional quanto público dos benefícios à saúde, associados às atividades físicas moderadas, e de chamar a atenção para a quantidade e a intensidade mínima de atividade física necessária para atingir esses benefícios e encorajar as pessoas a se tornar mais ativas, e não necessariamente mais condicionadas, permitindo a inclusão de programas mais flexíveis em suas vidas cotidianas.

Internet:<www.scielo.br>  (com adaptações).

A respeito da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte. 


No trecho “deveriam realizar atividades físicas de moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana”, a supressão do par de vírgulas mantém a correção gramatical.

Alternativas
Q3608923 Português
Em 2019, o vórtice polar deixou dezenas de milhões de pessoas abaixo de 0 ºC na mesma região.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx91n2e7wgo. adaptado

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 
Alternativas
Q3608418 Português
Leia a tira publicada no Instagram para responder à questão:

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A pontuação está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3607376 Português
Entre as frases a seguir, indique aquela que mostra um erro de pontuação no que diz respeito ao emprego da vírgula. 
Alternativas
Q3607116 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O rio que dorme


     Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite.

     E veja só: é nessa hora que as almas das pessoas que se afogaram em suas águas viajam para o céu.

   É também depois das doze badaladas noturnas do relógio que a Mãe d’Água, outra habitante das profundezas do Velho Chico, vem à tona para enxugar seus longos cabelos. Sentada na pedra, ela observa, em silêncio, o sono do rio. Por alguns minutos, os peixes ficam paralisados; as águas, estagnadas; as cobras não dão bote, nem soltam veneno; o tempo parece não existir.

  Ah, e é nesses instantes de calmaria que os pescadores, espertamente, aproveitam para encher suas redes sem muita dificuldade. Mas o encanto dura pouco. Num lampejo, o rio desperta e pode até ficar furioso! Para testar se o Velho Chico está dormindo ou acordado, é preciso jogar um pedacinho de madeira na água à meia-noite. Se o graveto ficar parado, é melhor esperar o rio acordar para puxar a rede, porque o pescador que não respeita o sono do rio pode ter o barco afundado e nunca mais voltar.

   Melhor deixar o rio dormir em paz.


(Lenda contada pela população ribeirinha do São Francisco, adaptada pela Revista Ciência Hoje das Crianças. Adaptado) 
Na frase “Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite” (1° parágrafo), as vírgulas foram empregadas para separar um aposto, ou seja, apresentar uma explicação da expressão “o Velho Chico”.

Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas por essa mesma razão.
Alternativas
Q3605714 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O rio que dorme


     Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite.

     E veja só: é nessa hora que as almas das pessoas que se afogaram em suas águas viajam para o céu.

   É também depois das doze badaladas noturnas do relógio que a Mãe d’Água, outra habitante das profundezas do Velho Chico, vem à tona para enxugar seus longos cabelos. Sentada na pedra, ela observa, em silêncio, o sono do rio. Por alguns minutos, os peixes ficam paralisados; as águas, estagnadas; as cobras não dão bote, nem soltam veneno; o tempo parece não existir.

   Ah, e é nesses instantes de calmaria que os pescadores, espertamente, aproveitam para encher suas redes sem muita dificuldade. Mas o encanto dura pouco. Num lampejo, o rio desperta e pode até ficar furioso! Para testar se o Velho Chico está dormindo ou acordado, é preciso jogar um pedacinho de madeira na água à meia-noite. Se o graveto ficar parado, é melhor esperar o rio acordar para puxar a rede, porque o pescador que não respeita o sono do rio pode ter o barco afundado e nunca mais voltar.

   Melhor deixar o rio dormir em paz.


(Lenda contada pela população ribeirinha do São Francisco, adaptada pela Revista Ciência Hoje das Crianças. Adaptado) 
Na frase “Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite” (1o parágrafo), as vírgulas foram empregadas para separar um aposto, ou seja, apresentar uma explicação da expressão “o Velho Chico”.

Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas por essa mesma razão.
Alternativas
Q3605486 Português
        O conceito de racismo, criado no início do século XX, já foi objeto de diversas leituras e interpretações. Ainda hoje, as várias definições de racismo nem sempre dizem a mesma coisa, nem sempre têm um denominador comum. Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos os mesmos conteúdo e significado, daí nossa falta de consenso também na busca de soluções contra o racismo.

        Por razões lógicas e ideológicas, o racismo é geralmente abordado com base na raça, dentro da extrema variedade das possíveis relações existentes entre as duas noções. Com efeito, com base nas relações entre “raça” e “racismo”, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças, cada qual com características físicas hereditárias comuns, que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.

        Visto desse ponto de vista, o racismo é uma crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural. O racista cria a raça no sentido sociológico, ou seja, a raça, no imaginário do racista, não remete exclusivamente a um grupo definido por seus traços físicos. A raça, para um indivíduo racista, reúne pessoas em um grupo social com traços culturais, linguísticos, religiosos, etc. que ele considera naturalmente inferiores aos do grupo ao qual pertence. Dito de outro modo, o racismo é uma tendência que consiste em considerar que as características intelectuais e morais de um dado grupo são consequências diretas de suas características físicas ou biológicas.

        Nesse sentido, podemos afirmar que o racismo nasce quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento. É justamente o estabelecimento da relação intrínseca entre características biológicas e qualidades morais, psicológicas, intelectuais e culturais que desemboca na hierarquização das chamadas raças em superiores e inferiores.

Internet:<geledes.org.br>  (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


É facultativo o emprego de vírgula logo após a conjunção “e”, no trecho “que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.”.

Alternativas
Respostas
2341: D
2342: C
2343: C
2344: A
2345: A
2346: B
2347: C
2348: E
2349: B
2350: D
2351: D
2352: C
2353: E
2354: E
2355: C
2356: C
2357: B
2358: B
2359: E
2360: E