Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3666870 Português
Leia o texto para responder à questão.


Os oceanos e as mudanças climáticas.


Para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico


Segen Estefen | 12/06/24


    Apesar de se chamar Terra, é de água que é coberta a maior parte do planeta — cerca de 71% de toda a superfície é oceano, 80% no Hemisfério Sul. A importância não é desproporcional ao tamanho dos mares ou de duas moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio na vida. Antigos guardiões do clima terrestre, são os oceanos que TEM/TÊM regulado a temperatura do planeta, influenciado padrões atmosféricos e sustentado a biodiversidade marinha. Os oceanos absorvem 90% do excesso de todo o calor atmosférico gerado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2). A água tem uma alta capacidade térmica, permitindo que se armazene grandes quantidades de calor. É exatamente o que os oceanos fazem com a Terra. Sem eles, a temperatura global seria insustentável. 

    Os oceanos também desempenham um papel significativo no que se refere à absorção dos gases do efeito estufa que causam o aquecimento da Terra. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os oceanos captaram cerca de um terço de todo o CO2 emitido pela humanidade desde a Revolução Industrial. No entanto, essa absorção tem um custo, especialmente em um planeta que aumentou em cerca de 1,4°C a sua temperatura em um período de 40 anos.

    As mudanças climáticas e os oceanos estão intrinsecamente conectados, em uma via de mão dupla. Enquanto os oceanos naturalmente mitigam boa parte dos efeitos do aquecimento do planeta, as mudanças climáticas também impactam os oceanos pelo degelo nos polos e aumento da absorção de CO2, o que resulta em uma série de problemas, como o aumento do nível do mar, da temperatura e da acidificação. O aquecimento dos oceanos Pacífico e Atlântico TEM/TÊM contribuído para eventos climáticos extremos, devido à potencialização de fenômenos naturais como ciclones e furacões. A elevação da temperatura das águas dos oceanos TEM/TÊM efeito deletério nos corais e na biodiversidade marinha.

    Recentemente, a BBC publicou uma análise baseada em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia, mostrando que os oceanos bateram recordes de temperatura todos os dias por 12 meses. O dado é o prenúncio da condição crítica das mudanças climáticas. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, o IPCC, se o planeta aquecer 1,5°C, cerca de 70% dos corais, que suportam um quarto da vida marinha, desaparecerão.

    Para além dos mares, esse cenário nos afeta também, pois os oceanos funcionam como um grande reservatório de carbono, armazenando-o em taxas muito superiores às florestas tropicais terrestres. Além de reconhecer a importância dos oceanos para a vida e combater a crise climática, é preciso entender o papel crucial que esse aliado muitas vezes desconhecido, TEM/TÊM. Não dá para enfrentar esse desafio do século 21 sem considerá-lo.

    O caminho para isso é conhecido. Inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que passa invariavelmente, por transicionar as matrizes energéticas do fóssil para o renovável. O surpreendente é que os oceanos também podem dar uma alternativa para isso. O potencial energético dos mares é vasto. As energias oceânicas — ainda muito pouco exploradas — TEM/TÊM um potencial de produzir dezenas de vezes mais energia do que o mundo será capaz de consumir em 2040. Os oceanos podem ser não apenas um regulador climático, mas também uma das fontes de energia renovável que vai viabilizar o futuro do clima na Terra.

    No entanto, para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico. Somente com dados constantes, a ciência conseguirá abastecer aqueles que TEM/TÊM o poder de tomar as decisões, da política à economia. Isso pode gerar iniciativas, como a criação de áreas marinhas protegidas e o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono a partir do mar. Sem essa integração e se deixarmos tudo como está, corremos o risco de perder a nossa primeira e última barreira contra a crise climática.


Segen Estefen: Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ESTEFEN, Segen. Os oceanos e as mudanças climáticas. Correio Braziliense, 12 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/ 2024/06/6875725-artigo-os-oceanos-e-as-mudancas-climaticas.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Qual é a justificativa para a utilização dos travessões no penúltimo parágrafo do texto?
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Q3666673 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
No trecho “Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada[,] devolvida.” (5º parágrafo), a vírgula entre colchetes foi empregada para
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Q3666455 Português
Para quê tanta saúde?

Publicado em 11/09/2023
Paulo Pestana
Crônica

    Foram meses de negociação, mas o amigo cedeu: aceitou ir à nutróloga. É preciso dizer que ele se esqueceu de ler _____ letras miúdas do acordo com a esposa, porque nem sabia que existia essa profissão. Se soubesse que nutrólogos são médicos que avaliam o comportamento alimentar do cristão, provavelmente a negociação teria sido mais dura.
   
    Esse amigo é adepto radical da culinária do excesso. Sarapatel de entrada, um caldinho de mocotó para esquentar o que a cerveja esfria, e um prato principal que, se não for sexta-feira, dia de feijoada, pode ser um cozido nordestino, uma buchada ou qualquer dessas ignorâncias, dieta que explica a protuberância do abdômen.
   
    Outro erro: foi acompanhado da mulher, que queria ouvir tudo o que a moça – sim, era uma nutróloga – teria a dizer sobre o seu pedaço (era assim que eles se tratavam; pê para cá, pê para lá, um diminutivo mais comportado para uma gíria que já era ultrapassada quando se conheceram). Os amigos do bar dizem que, hoje, ele está mais para caco, mas ele acha que é inveja.

    A doutora fez uma lista de exames que ele teria que cumprir nos próximos dias, já adiantando que o diagnóstico não seria bom. No meio do caminho, houve a fatídica pergunta: “O senhor bebe?”. Óbvio que ele respondeu que bebia apenas socialmente, mas _____ presença da mulher prejudicou a indignação que ele tentou imprimir, porque ela não foi sutil.

    “Mentira”. A mulher da gente tem essa mania de ser direta; não consegue entender que a vida pede uns desvios, umas respostas menos incisivas – pelo menos quando nós, homens, estamos em apuros. E aquela era uma situação de sufoco. “Doutora, ele vai ao bar todo dia, tenho aqui no celular as contas que ele paga”, completou.

    Outras desculpas saíram num turbilhão da boca do amigo, mas não adiantou muito; estava desmoralizado. Até que surgiu um pirilampo naquele breu, quando ____ médica disse que não ia pedir para ele parar de beber – uma vitória! As caraminholas cessaram; era a única coisa que o preocupava.

    Foi uma vitória de Pirro, o rei do Epiro, que venceu os romanos, mas perdeu todo o seu exército. As derrotas vieram em sequência: “O senhor tem que perder peso. E rápido”, disse ela. Nada de doces – “sem problemas”, pensou – e, mais difícil, alimentos gordurosos; e… (não deve ter havido ____ pausa dramática que ele fez quando nos contou o drama, mas em respeito _____ fonte, estão aí _____ reticências) …diminuir o álcool.

    Na mesma hora, ele pensou num amigo de mesa que continua frequentando o bar, mas bebe apenas água. Conversa, brinca, aposta, faz tudo sem álcool. Não sei se é feliz, mas finge bem, está firme. A nutróloga falou em diminuir, não em parar. E concluiu: “O senhor pode tomar umas duas doses por semana”.

    O amigo fez cara de pôquer. Eram duas contra um e ele se sentiu pressionado. Ficou calado, fez os exames e toma os remédios, tudo certinho. E trocou o uísque por vodka, que não deixa bafo.
Em qual dos parágrafos abaixo veem-se as aspas duplas empregadas para sinalizar um discurso direto do amigo que se consultou com a nutróloga? 
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Q3665768 Português
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão

A Raposa e o Corvo

    Um Corvo roubou um queijo e com ele fugiu para o alto de uma árvore. Uma Raposa, ao vê-lo, desejou tomar posse do queijo para comer. Colocou-se ao pé da árvore e começou a louvar a beleza e a graça do Corvo, dizendo:
    – Com certeza és formoso, gentil e nenhum pássaro poderá ser comparado a ti desde que tu cantes.
    O Corvo, querendo mostrar-se, abriu o bico para tentar cantar, fazendo o queijo cair. A Raposa abocanhou o petisco e saiu correndo, ficando o Corvo, além de faminto, ciente de sua ignorância.


(Fonte: https://www.pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/. Acesso em 03/01/2024. Com adaptações)
No trecho “Colocou-se ao pé da árvore e começou a louvar a beleza e a graça do Corvo, dizendo:” (primeiro parágrafo), o sinal de dois pontos após o verbo “dizendo” é utilizado para:
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Q3665315 Português
Qual dos elementos abaixo se configura como uma característica exclusiva da modalidade escrita da língua portuguesa?
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Q3659917 Português
Marque a alternativa que cita e exemplifica, de forma correta, o uso da vírgula nos períodos compostos.
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Q3625088 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão

Especialistas falam sobre acesso e aprendizagem no ensino fundamental

15º Encontro do Ciclo de Webinários Conae 2024, primeiro realizado pelo MEC neste ano, faz parte da série de debates preparatórios para a Conferência Nacional, que ocorrerá no fim do mês

Publicado em 09/01/2024 17h27


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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), realizou, na última segunda-feira, 8 de janeiro, o 15º Encontro do Ciclo de Webinários da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024, com o tema “Acesso e aprendizagem no ensino fundamental”. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do MEC no YouTube. O debate contou com a participação de Clarissa Guimarães, coordenadora de Estudos Educacionais e pesquisadora em Avaliação Educacional no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Flávia Viana Basso, mestre em Administração Pública pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Inep; e Aricélia Ribeiro, doutora em Educação, assessora técnica em Educação no MEC e consultora da Rede Sesi de Educação Nacional — Serviço Social da Indústria. Elas discutiram a seguinte questão básica: “Entre problemas infraestruturais, discriminações não reconhecidas, condições de trabalho e sistemáticas questões curriculares, urge que o tema dê o salto e abandone males educacionais seculares”. Além disso, as participantes responderam às questões trazidas pelo público, que pôde interagir on-line durante a transmissão do webinário. Na abertura, a moderadora Geovana Lunardi, vice-presidente da World Education Research Association (Wera) e professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), afirmou que o tema é muito importante e que o acesso e a aprendizagem no ensino fundamental é um problema histórico no Brasil. “Esse é um problema que tem diferentes camadas, questões de infraestrutura, de carreira, de desigualdades, de preconceitos e questões curriculares”, falou. Na sequência, Clarissa Guimarães, coordenadora de Estudos Educacionais e pesquisadora em Avaliação Educacional no Inep, apresentou dados sobre o acesso ao ensino fundamental e falou sobre a sua regulamentação. “Ele é definido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação [LDB] como segunda etapa da educação básica, que também é formada por outras duas etapas, que são a educação infantil e o ensino médio”, informou. Segundo ela, o objetivo principal do ensino fundamental, de acordo com a LDB, é promover a formação integral do estudante e contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e intelectual. “É preparar esse estudante para enfrentar os desafios futuros e participar ativamente da sociedade, preparar o estudante para o exercício da cidadania e para a continuidade dos seus estudos também”, observou. Em seguida, Flávia Basso, que é pesquisadora tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Inep, afirmou que a qualidade no ensino fundamental ainda não é uma realidade, apesar de estar estabelecida no Plano Nacional de Educação (PNE). “No PNE vigente, uma das diretrizes é a melhoria da qualidade da educação, um desafio histórico na educação brasileira. As Metas 5 e 7 vão falar sobre essa questão da aprendizagem e da qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, como melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica”, disse. Por fim, Aricélia Ribeiro, assessora técnica em Educação no MEC, que atuou por 22 anos como professora no ensino fundamental, analisou os dados apresentados pelas pesquisadoras do Inep e afirmou que esse é um momento histórico na construção do novo PNE. “Começar o ano letivo de 2024 com esse encontro, esse webinário, é fundamental, principalmente porque estaremos, daqui a pouco, chegando às escolas para as nossas jornadas pedagógicas”, comentou.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase
Observe o emprego dos dois pontos e das aspas no trecho retirado do texto:

Elas discutiram a seguinte questão básica: “Entre problemas infraestruturais, discriminações não reconhecidas, condições de trabalho e sistemáticas questões curriculares, urge que o tema dê o salto e abandone males educacionais seculares”.

De acordo com a norma padrão, pode-se afirmar que nesse caso:
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Q3603649 Português
Quer caminhar mais? 5 ideias para criar uma rotina de caminhada, segundo os especialistas

    Quando se trata de maneiras simples de cuidar da saúde do corpo e da mente de forma acessível, a caminhada é uma atividade imbatível. Isso porque os benefícios de caminhar são enormes e todas as pessoas podem usufruir dos resultados positivos ao incluir a caminhada em seu dia a dia. Você não precisa se matricular em uma academia ou ter um treinador a sua disposição. Não é necessário nem um local específico para praticar essa atividade física.

    O necessário, segundo especialistas médicos, é organização e disciplina para andar com periodicidade e, assim, criar uma rotina de caminhada. Desta forma será possível usufruir de benefícios que vão desde prevenir doenças cardíacas e diabetes até pressão alta e, ainda, evitar câncer, melhorar a imunidade e muito mais.

    Caminhar cerca de 30 minutos diariamente já pode trazer todos os tipos de benefícios à saúde, como informa a instituição Arthritis Foundation norte-americana e também um artigo publicado no site da Universidade de Harvard.

    Jovem, adulto, idoso… Sempre é tempo de levantar da cadeira, colocar um tênis e sair andando por aí. Mas há cuidados e uma certa organização que vale a pena estar atento. Confira, a seguir, cinco ideias para te ajudar a criar uma rotina de caminhada e deixar o sedentarismo de lado de forma simples. Sua saúde vai te agradecer!

1. Escolha o tênis ideal para sua caminhada;

2. Organize um plano para caminhar pouco a pouco;

3. Use roupas confortáveis para caminhar;

4. Escolha bem o local onde caminhar;

5. Foco e postura ao caminhar.

Fonte:https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/01/quer-caminhar-mais-5-ideias-para-criar-uma-rotina-de-caminhadasegundo-os-especialistas (adaptado). 
Na frase "Jovem, adulto, idoso… Sempre é tempo de levantar da cadeira", a presença de reticências indica:
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Q3601525 Português

Leia o texto para responder a esta questão.



Faculdade nega emissão de diploma de técnica que assinou laudos de órgãos com HIV



Laboratório afirma que ela entregou diploma de biomedicina, mas a funcionária nega e diz ter sido usada como "laranja"



Redação Terra

15 out 2024- 12h40

(atualizado às 13h33)



A Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera afirmou, nesta terça-feira, 15, que não emitiu o certificado de biomedicina de Jacqueline Iris Bacellar de Assis, auxiliar administrativa que trabalhava no PCS Lab Saleme. De acordo com a Folha de S. Paulo, a assinatura da funcionária aparece em um dos laudos que atestam falso negativo para HIV dos órgãos de doadores que provocaram a infecção de 6 pacientes no Rio de Janeiro. (...)



De acordo com a Folha de S. Paulo, a defesa da funcionária disse que ela "jamais trabalhou como biomédica", que "não tem capacidade técnica e nunca teve interesse na função". A mulher, conforme seu advogado, também alegou que não reconhece o diploma citado pelo laboratório, pois "jamais cursou ou tem a faculdade de biomedicina".



REDAÇÃO TERRA. Faculdade nega emissão de diploma de técnica que assinou laudos de órgãos com HIV, 15 de outubro de 2024. Adaptado de: <https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/faculdade-nega-emissao-dediploma-de-tecnica-que-assinou-laudos-de-orgaos-com-hiv,ce03b741b807f668cd7e0e9a09b7dbf62p3j4lie.html> Acesso em: 17 out. 2024. 



Da análise do texto, é adequado afirmar que o uso das aspas no fragmento destacado consiste em:

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Q3600750 Português

Leia o texto para responder a esta questão.



Enfermeiros pedem jornada de 30 horas e recebem apoio na Câmara



Debatedores criticam decisão do STF de vincular piso salarial à jornada de 44 horas semanais



Enfermeiros e parlamentares defenderam, na Câmara dos Deputados, a jornada de 30 horas semanais para a categoria e a implantação do piso salarial nacional de R$ 4.750, definido pela Lei 13.434/22.



Os participantes de audiência na Comissão de Administração e Serviço Público, nesta terça-feira (21), criticaram decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o piso se refere a uma jornada de trabalho de 8 horas diárias ou 44 horas semanais. Também pediram a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC 19/24) do Senado que estabelece jornada de 30 horas para enfermeiros. (...)



Apesar de entender que o Supremo “está querendo legislar onde não pode”, o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), autor da PEC que deu origem à Emenda Constitucional 127, ressaltou a importância de, em uma nova proposta, se prever origem de recursos para pagar os enfermeiros.



“Qual é o valor do superávit? É R$ 1 bilhão, R$ 900 milhões? Isso pra carga horária de quanto? Podemos brigar por uma carga de 30 e encontrar outro volume de recursos? Tem que ver quanto significa isso baixando de 44 horas para 30”, ponderou Benevides. (...)



AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS. Enfermeiros pedem jornada de 30 horas e recebem apoio na Câmara, 21 de maio de 2024. Adaptado de: <https://www.camara.leg.br/noticias/1064816-enfermeiros-pedem-jornada-de-30-horase-recebem-apoio-na-camara> Acesso em: 01 out. 2024. 



Da análise do texto, é adequado afirmar que o uso das aspas, no fragmento destacado, consiste em:

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Q3600748 Português

Leia atentamente o fragmento seguinte:



Nossa voz é formada nas pregas vocais, que vibram com a passagem do ar vindo dos pulmões. O som formado ali nas pregas, entretanto, é baixo. Ele ganha volume conforme ricocheteia pelas paredes da cavidade oral: garganta, faringe, boca e cavidades nasais.



Adaptado de: <https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2024/09/29/por-que-o-gas-helio-deixa-a-voz-fina-qual-gasdeixaria-grave.htm?cmpid>. Acesso em: 30 set. 2024. 



Em relação ao uso de pontuação no texto, é adequado afirmar que:

Alternativas
Q3600744 Português

Atente-se ao fragmento a seguir:



Quanto à proteína, que está em alta, tenha uma atenção redobrada. Nem todos os produtos “ricos em proteína” são saudáveis, como alertei nesta edição da cerveja “proteica”.



Adaptado de: <https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/guia-do-supermercado/2024/09/30/como-identificarpropagandas-enganosas-nos-rotulos-de-alimentos.htm>. Acesso em: 30 set. 2024. 



Quanto ao uso de vírgulas, é adequado afirmar que:

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Q3595192 Português
Diferença entre pena, simpatia, empatia e compaixão







Adaptado de Paula Rodrigues. In https://www.psicoterapiaeafins.com.br/2022/03/18/diferenca-entre-pena-simpatia-empatia-ecompaixao/. Acesso em: 10 abr. 2024.
Na linha 05, a única vírgula foi empregada para separar:
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Q3590212 Português

Leia o texto a seguir:


Estudo encontra agrotóxicos em biscoito maisena, macarrão

instantâneo, empanado e hambúrguer à base de plantas


Estudo 'Tem Veneno Nesse Pacote' analisou 24

ultraprocessados e identificou resíduos de agrotóxicos em

metade das amostras



    De 24 alimentos ultraprocessados produzidos no Brasil, com destaque para aqueles com apelo ao público infantil, foram encontrados resíduos de agrotóxicos em metade das amostras.

    O número alarmante está no terceiro volume da pesquisa "Tem Veneno Nesse Pacote", realizada pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e que identifica a presença de resíduos de agrotóxicos em produtos alimentícios ultraprocessados comuns na rotina dos brasileiros.

    O estudo está disponível gratuitamente na página idec.org. br/veneno-no-pacote, juntamente com os dois primeiros volumes, lançados em 2021 e 2022.

    Na terceira edição, foram analisados 24 ultraprocessados de oito categorias: macarrão instantâneo, biscoito maisena, presunto cozido, bolo pronto sabor chocolate, sobremesa petit suisse sabor morango, bebida láctea sabor chocolate, hambúrguer à base de plantas e empanado à base de plantas com sabor de frango.

    Em cada categoria, foram selecionados os três produtos mais vendidos do mercado. Os testes foram realizados por um laboratório certificado pela Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), credenciado junto ao Ministério da Pecuária e Abastecimento (MAPA) e utilizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em testes de resíduos de agrotóxicos.

    O teste escolhido é um dos mais abrangentes, com capacidade de detectar resíduos de até 563 agrotóxicos diferentes.

    A coordenadora do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec, Laís Amaral, explica que as categorias com produtos à base de plantas foram incluídas no estudo mais recente em razão do avanço da indústria, que se apropria de uma fatia do mercado considerada "novidade", apresentada como alternativa ao consumo de carne, enquanto vende uma variação dos mesmos ultraprocessados de sempre, e ainda utilizando matérias-primas produzidas com o uso de agrotóxicos.

    "Precisamos alertar para o perigo duplo do consumo de ultraprocessados. Eles são produtos com excesso de nutrientes críticos, relacionados ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, doenças do coração e hipertensão, além da presença de aditivos alimentares. E também temos consistentemente encontrado traços de contaminação com agrotóxicos nesses produtos, ou seja, são venenos tão potentes que continuam ali mesmo depois dos processos de produção nas indústrias", explica Amaral.



Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2024/05/1050118-estudo-encontraagrotoxicos-em-biscoito-maisena-macarrao-instantaneo-empanado-ehamburguer-a-base-de-plantas.html. Acesso em: 01 jun. 2024.

Releia o sétimo parágrafo do texto:


A coordenadora do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec, Laís Amaral, explica que as categorias com produtos à base de plantas foram incluídas no estudo mais recente em razão do avanço da indústria, que se apropria de uma fatia do mercado considerada "novidade", apresentada como alternativa ao consumo de carne, enquanto vende uma variação dos mesmos ultraprocessados de sempre, e ainda utilizando matérias-primas produzidas com o uso de agrotóxicos.


Nesse trecho, a palavra “novidade” está entre aspas porque:

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Q3588880 Português
Quadrinhos para responder à questão. 



(Disponível em: https://www.instagram.com/devaneioshq. Acesso em: maio de 2025.)
Os quadrinhos representam uma conversa informal entre dois personagens. Com exceção da vírgula, não há pontuação. Contudo, no último quadrinho, a pontuação correta para o final da frase “Graças a Deus nasci no Brasil” seria:
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Q3582669 Português
Não almocei nem jantei

O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar. É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar

Fabrício Carpinejar | 1 de março de 2024

    O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar.
    Não que esteja realizando uma dieta ou um regime. Não que esteja combatendo suas taxas de glicose e colesterol. Não que seja uma providência médica adotada a contragosto.
    É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar.
    Não espere a contenção de ânimo ou de despesas, de fome ou de tempo. Representa a exuberância de começar e terminar bem o dia: o amanhecer da esperança e o crepúsculo da verdade.
    Não há espumante que rivalize com a elegância do café passado no coador de pano. Não há prato quente que supere a rabanada.
    O café da manhã torna-se o banquete do lar, com degustação de embutidos. Jamais haverá um só tipo de queijo. Em toda família tradicional, pede-se no mínimo a exposição de três opções na tábua, com a faca visível.
    Os pães poderão queimar o céu da boca. Os biscoitos de polvilho estarão crocantes.
    Sucos e vitaminas compõem o cenário das jarras. Haverá sempre um bolo de fubá para coroar a refeição. Na frigideira, começará a briga entre o time da omelete e o dos ovos mexidos.
    A toalha formará uma tapeçaria de farelos e de manchas coloridas de goiabada, coalhada e requeijão. Os comensais não terão como reutilizá-la, encaminhando-a ineditamente para a lavanderia.
    A mesa ficará nua por algumas horas, em homenagem a tudo que foi consumido.
    Já o café da tarde costuma surgir para visitas, no apogeu da comida de boteco dentro de casa. São mais saídas do que entradas, com a permissão de coxinhas e de empadas. O repertório se estende para os mais diversos salgados. A fritura não é barrada. Pasteizinhos começam a ser feitos de improviso. Aproveita-se o óleo para os bolinhos de chuva. Um quitute puxa o outro, numa economia criativa.
    A decoração ultrapassa a natureza estática de frios. Existe fumaça, existe um transitar de panelas junto aos pratos. Dependendo do clima ameno, surgirá uma canjiquinha de milho. Ou um caldo de feijão.
    Ainda é café, por mais que pareça Kerb. Ainda é tardezinha, por mais que pareça noite. Trata-se de um tira-gosto farto e infinito. Sua missão é experimentar o que é servido. Talvez se converta em sobremesa o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Talvez abra exceção para uma fatia de uma broa fumegante.
    Você vai degustando e criando uma corrente de curiosidade com os demais: “Não deixe de provar a goiabada” ou “dê uma colherada no arroz-doce”. Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime. Ninguém permanece de fora da tentação, da repetição, do “quero mais”.
    Mineiro guarda segredo porque todos pecam juntos.
    No fim do dia, é comum ainda se vangloriar da proeza aos amigos:
    — Hoje não almocei nem jantei!
    Nós sabemos o que de fato aconteceu. O olhar chega a estar gordo de petiscos.

CARPINEJAR, Fabrício. Não almocei nem jantei. O Tempo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/nao-almocei-nem-jantei-1.3339861. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Glossário:
— Kerb: Festa germânica realizada por agricultores no período da colheita.
A vírgula presente no trecho “Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime.” foi empregada para:
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Q3582419 Português
Leia o texto a seguir:


Turistas estrangeiros deixam no Brasil volume recorde de US$ 6,9 bi


Alana Gandra - O volume de recursos deixados por turistas estrangeiros em 2023 no Brasil foi recorde – US$ 6,9 bilhões, o equivalente a R$ 34,5 bilhões – e levou o país a assumir a liderança sul-americana em termos de arrecadação no setor, conforme o ranking de 20 países divulgado nesta segunda-feira (5) pela agência ONU Turismo.

O Brasil detém ainda o segundo lugar em recuperação pós-pandemia nas Américas, com aumento de 15% em relação ao período pré-pandêmico, atrás apenas do México, e ocupa a 14ª posição no mundo. O México aparece na décima colocação. De acordo com o levantamento da ONU Turismo, o país com maior crescimento nas receitas deixadas por estrangeiros foi a Sérvia, com 79%.

Os recursos injetados no ano passado na economia brasileira por visitantes vindos do exterior superam em 1,5% a maior arrecadação obtida com o turismo internacional, registrada em 2014, quando o país foi sede da Copa do Mundo de futebol. A meta estabelecida no Plano Nacional de Turismo era de acréscimo de 8,58% na receita gerada pelo turismo internacional em 2023, mas o resultado apurado mostrou crescimento anual de 41%. Em 2022, os turistas internacionais deixaram no Brasil US$ 4,9 bilhões.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse à Agência Brasil que o número recorde foi resultado de vários esforços empreendidos pelo governo federal "no sentido de mostrar o Brasil para o mundo, da forma como o Brasil realmente é". Sabino lembrou que as diversas visitas feitas pelo presidente Lula a outros países e destaco que o Brasil foi reconhecido pelo Banco Mundial como a nona maior economia do planeta no fim do ano passado. [...]

Em agosto do ano passado, quando o Brasil superou a marca histórica para o mês, o ministro já começou a vislumbrar que 2023 se apresentaria como um ano de bons números para o turismo.


Fonte: https://www.jb.com.br/bem-viver/turismo/2024/02/1048584-turistasestrangeiros-deixam-no-brasil-volume-recorde-de-uss-69-bi.html. Acesso em: 06 fev. 2024.
Em agosto do ano passado, quando o Brasil superou a marca histórica para o mês, o ministro já começou a vislumbrar que 2023 se apresentaria como um ano de bons números para o turismo” (5.º parágrafo). A vírgula foi empregada após “Em agosto do ano passado” porque esse trecho é um/uma: 
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Q3581659 Português

Leia o texto a seguir:


Indústria recua 0,5% em abril, mas acumula alta em 2024


    A produção da indústria brasileira recuou 0,5% em abril na comparação com março, interrompendo dois meses de resultados positivos. Apesar da queda, o setor apresenta crescimento de 3,5% no ano e de 1,5% em 12 meses.

    Em relação a abril do ano passado, houve alta de 8,4%, sendo notado que abril de 2024 teve quatro dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado, o que influencia a comparação.

    Com esses resultados, a indústria brasileira se encontra 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 16,8% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Na comparação de abril com março de 2024, apesar da queda de 0,5%, a produção industrial apresentou predominância de resultados positivos. Três das quatro grandes categorias apuradas tiveram expansão, o mesmo vale para 18 das 25 atividades pesquisadas.

    Entre os segmentos que mostram recuo na produção, há alguns com pesos importantes, como o setor extrativo, que recuou 3,4% nesse mês, devido à queda na produção tanto do minério de ferro como do petróleo; além do setor de alimentos, que também teve queda de 0,6% em abril.

    "Esses dois setores representam cerca de 30% da estrutura industrial", explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

    "Há quedas em alguns produtos importantes, como carne bovina, mas é tão somente um movimento específico para o mês de abril. No campo positivo, por exemplo, há crescimento em carnes de aves e de suínos e no açúcar", completa Macedo.

    Para o analista, o resultado negativo foi provocado por questões pontuais, e em uma maneira geral, os dados sobre o panorama industrial são positivos.

    Um dos fatores que apontam a visão otimista é o comportamento da indústria de transformação (segmento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

    "A indústria de transformação teve o quinto mês seguido com resultado positivo. Em abril, o crescimento foi de 0,3%. Em sete meses, a alta é 2,6%", detalha, acrescentando que esse ramo está no mesmo nível pré-pandemia.



Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2024/06/1050339-industria-recua-05- em-abril-mas-acumula-alta-em-2024.html. Excerto. Acesso em 06/06/2024

Leia o trecho a seguir, extraído do 6º parágrafo:


“Esses dois setores representam cerca de 30% da estrutura industrial”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.


Nesse trecho do texto, as aspas foram empregadas para indicar:

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Q3576129 Português

Ciência cidadã no combate à dengue


O combate ao mosquito transmissor é capaz de controlar a proliferação da doença


Soraya Smaili, Pedro Arantes e Maria Angélica Minhoto | 1º mar 2024



    A ciência nos trouxe evidências, há mais de cem anos, sobre o vírus que causa a dengue. É inacreditável que o conheçamos há tanto tempo, assim como sua forma de transmissão, e ainda estejamos tão longe de controlá-lo. Ao contrário, a informação que temos é de que, ano após ano, o número de casos vem aumentando. Em 2024, a doença se disseminou mais cedo no Brasil e já se espalhou por vários países da América do Sul.


    Mudanças climáticas, falta de políticas de combate e baixo apoio ao SUS marcaram fortemente esse cenário nos últimos anos. Já vão longe os dias em que a cidade de São Paulo e outros municípios contavam com os agentes de saúde caçadores de mosquitos, que tinham como papel fundamental orientar a população e mostrar como combater o vetor da doença. Hoje temos fortes mudanças climáticas, quatro variantes conhecidas, um sistema de saúde sobrecarregado e pouca disposição dos diversos governos municipais em se engajar neste combate. Sabemos como é causada a dengue e também como tratá-la (graças ao conhecimento científico), mas, apesar disso, há um alastramento da doença.


    O vírus da dengue chegou ao Brasil no século 19. Poucas pessoas sabem que, naquela época, o Brasil já tinha pesquisadores sobre o tema. E, sob responsabilidade do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), anterior à Fundação Oswaldo Cruz, o trabalho pioneiro do virologista Hermann Schatzmayr mostrou um enorme resultado: o isolamento do vírus transmissor da dengue. Mais tarde, três variantes foram detectadas: DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A ciência também descobriu a forma de transmissão do vírus por meio de um mosquito, o Aedes aegypti. Do momento do seu isolamento até agora, o Brasil passou por algumas epidemias, apesar da primeira ter sido documentada em 1982. Está mais do que claro que o vírus está entre nós há bastante tempo e que as mudanças climáticas, o aquecimento global e as chuvas constantes têm favorecido a proliferação do vírus.


    As vacinas contra a dengue ainda não estão disponíveis para todos e todas, pois foram produzidas recentemente. Somente depois dos estudos clínicos de eficácia e de segurança, foi possível aprovar o seu uso de forma generalizada. Porém, o laboratório que a produz não tem capacidade para distribuir o volume necessário para atender às demandas brasileiras. Por outro lado, a tarefa está voltada para nós mesmos, pois, mesmo que tivéssemos vacinas suficientes para toda a população, o benefício talvez não gerasse a imunização a tempo.


    Diante disso, só nos restam duas opções: 1) combater o mosquito e 2) reconhecer e tratar as pessoas acometidas pela doença. O combate ao mosquito transmissor é efetivo, já que ele é o responsável pela transmissão do vírus e, ao combatê-lo, é possível controlar a proliferação. Essa medida é urgente, pois, nesta semana, ultrapassamos a marca de mais de um milhão de casos de dengue registrados. Certamente esse número é maior, pois muitos deles não foram contabilizados e ficarão de fora dos dados oficiais.


    Contar com políticas públicas efetivas, governantes engajados, fortalecimento e apoio ao SUS para o atendimento do alto número de casos, bem como realizar as campanhas de conscientização e envolver toda a população fazem parte do conjunto de ações que permitirá solucionar o problema.


    Por isso, é tão importante e necessária a campanha que está sendo lançada pelo Ministério da Saúde e que se inicia no dia 2 de março. A campanha deste ano envolverá diversas iniciativas, inclusive em escolas e em setores diversos ao da Educação. É preciso agir para eliminar o vetor, já que 75% dos focos dos mosquitos estão nos domicílios. Portanto, todos podem agir, espalhando e trabalhando em prol da ciência cidadã. Com a participação da população e seguindo as diretrizes das campanhas de conscientização, é possível atuar para minimizar os danos e para salvar vidas.


    Essas são medidas fundamentais para encaminhar soluções imediatas para resolver o problema. Enquanto não contamos com as medidas de controle do aquecimento global e das fortes chuvas, teremos que buscar alternativas através da participação e da conscientização para a ciência - e o que de melhor pode vir dela - para esclarecer e transformar a realidade.



SMAILI, Soraya; ARANTES, Pedro; MINHOTO, Maria Angélica. Ciência cidadã no combate à dengue. Folha de São Paulo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/sou-ciencia/2024/03/ciencia-cidada-no-combate-adengue.shtml. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Qual é a função dos dois-pontos no trecho “Diante disso, só nos restam duas opções: 1) combater o mosquito e 2) reconhecer e tratar as pessoas acometidas pela doença.”?  
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Q3554175 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
Leia o trecho do TEXTO I a seguir.
“Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis.”
No trecho destacado do TEXTO I, as vírgulas estão empregadas, fundamentalmente, para
Alternativas
Respostas
2341: A
2342: E
2343: C
2344: D
2345: C
2346: D
2347: D
2348: A
2349: D
2350: D
2351: B
2352: A
2353: A
2354: D
2355: D
2356: B
2357: B
2358: A
2359: C
2360: D