Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3587866 Português
Um cão, apenas


    Subidos, de ânimo leve e descansado passo, os quarenta degraus do jardim – plantas em flor, de cada lado; borboletas incertas; salpicos de luz no granito –, eis-me no patamar. E a meus pés, no áspero capacho de coco, à frescura da cal do pórtico, um cãozinho triste interrompe o seu sono, levanta a cabeça e fita-me. É um triste cãozinho doente, com todo o corpo ferido; gastas, as mechas brancas do pelo; o olhar dorido e profundo, com esse lustro de lágrima que há nos olhos das pessoas muito idosas. Com um grande esforço, acaba de levantar-se. Eu não lhe digo nada; não faço nenhum gesto. Envergonha-me haver interrompido o seu sono. Se ele estava feliz ali, eu não devia ter chegado. Já que lhe faltavam tantas coisas, que ao menos dormisse: também os animais devem esquecer, enquanto dormem...
   Ele, porém, levantava-se e olhava-me. Levantava-se com a dificuldade dos enfermos graves: acomodando as patas da frente, o resto do corpo, sempre com os olhos em mim, como à espera de uma palavra ou de um gesto. Mas eu não o queria vexar nem oprimir. Gostaria de ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse, que receitasse, encaminhá-lo para um tratamento... Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe. E era preciso passar. E ele estava na minha frente, inábil, como envergonhado de se achar tão sujo e doente, com o envelhecido olhar numa espécie de súplica.
   Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens.
    Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e as suas rampas, com as plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu.
    Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance, talvez tivesse fome e sede: e eu nada fiz por ele; amei-o, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim, humilhado, e tão digno, no entanto; como alguém que respeitosamente pede desculpas de ter ocupado um lugar que não era o seu.
    Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão. 
 (MEIRELES, Cecília. Inéditos – Crônicas. Rio de Janeiro: Editora Bloch, 1967.)
As vírgulas em “Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe.” (2º§) são empregadas para separar:

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Q3586892 Português
Perder um animal de estimação é motivo de luto

        Na semana passada, no meio de uma troca de mensagens de trabalho, um colega com quem não divido o elevador emocional da vida mandou: “Perdi meu gato de uma hora pra outra. Sei que você me entende”.
Não era uma confidência íntima, nem um desabafo dramático.
Era mais um pedido de licença para sofrer um tipo de luto ainda não plenamente autorizado socialmente. Um luto menor. Perder um animal, dizem, é “triste, mas nem se compara”.

        Não se compara mesmo. Em muitos casos, é pior.

        E veja: eu nem gostava de gato. Sempre me pareceu uma mini jaguatirica prestes a furar meu olho ou levar um pedaço da minha canela. Mas gato não se impõe, seduz. E, com um pouco de intimidade, você aprende que ele te ignora na maior parte do tempo e, quando decide te dar atenção, é sempre quando você está atrasada, ocupada ou deitada numa posição milimetricamente desconfortável. Gente pegajosa sempre me deu preguiça, e gato me parecia a versão felina do grude passivo-agressivo. Até que tive dois. E mordi a língua, o preconceito e alguns fios do meu próprio cabelo, porque eles simplesmente tomaram conta da casa, da rotina e, no fim, do coração. Sem pedir. Sem invadir.

        Escolhi não ter filhos. Trato meus gatos com o amor que dedicaria se tivesse parido, e falo isso sem constrangimento. A relação que tenho com eles é íntima, cotidiana, visceral. Tem rotina, tem entrega, tem dependência e uma confiança que poucos humanos merecem. Eles sabem quando eu tô triste, brava ou só quero existir em silêncio. Só querem estar por perto. Ou a três metros de distância, dependendo do humor.

        Então, meu bem, nenhum tipo de amor cabe numa régua emocional. Quem convive com um animal por anos, o vê adoecer, melhorar, envelhecer, conhece o som das patinhas cruzando o corredor, já teve a cama invadida, o teclado interditado e o coração completamente capturado, sabe: a dor é real.

        Tenho vontade de botar no colo quem chora, com vergonha, o luto por um bicho. Como se existisse uma espécie de IBGE dos afetos, uma tabela oficial que determina quanto sofrimento é aceitável por perda. Perdeu o pai? Sofra com intensidade dez. Perdeu o namorado? Intensidade sete, se ele prestava. Agora, perdeu o gato? Dois no máximo, com prazo de validade.

        Quando meu colega disse que sabia que eu o entenderia, percebi que buscava empatia para viver um luto que ainda é ridicularizado, abafado, diminuído – porque falta espaço para sofrer por um animal, sem vergonha e sem escala de comparação. Chore, meu querido. Chore o quanto for preciso. Gato não é filho, mas é rotina, é testemunha, é laço. E quando esse laço arrebenta, dói muito mesmo. É motivo de vazio, de tristeza, de luto.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
Em “E veja: eu nem gostava de gato.” (3º§), os dois pontos foram utilizados para anunciar um(a): 
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Q3586647 Português
Leia os quadrinhos para responder à questão.




(Disponível em: https://www.instagram.com/teoeominimundo. Acesso em: maio de 2025.)
Em “Mas não apagou...” as reticências foram utilizadas para marcar:
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Q3586643 Português
Texto para responder à questão.

Gilberto Gil anuncia show extra da turnê de despedida em São Paulo

Os shows realizados por Gilberto Gil em São Paulo nos dias 11, 12, 25 e 26 de abril não foram os últimos dele na cidade. O artista confirmou mais uma apresentação de sua turnê de despedida “Tempo Rei”, no Allianz Parque, para 18 de outubro.

Clientes do Banco do Brasil com cartões Ourocard Visa têm direito à pré-venda de entradas com benefícios exclusivos a partir das 10h do dia 12 de maio. Já a venda geral começa ao meio-dia, do dia 15 de maio, ambas no site da Eventim.

Hoje com 82 anos, Gilberto Gil vem amadurecendo a ideia de não realizar mais turnês há algum tempo. É uma reflexão que ele enxerga como natural e a decisão visa diminuir a intensidade de sua agenda. Há também uma mudança de perspectiva: agora menos centrada no plano material e mais próxima à espiritualidade.

(Disponível em: https://rollingstone.com.br/amp/musica/. Acesso em: maio de 2025. Adaptado.)
As vírgulas estão empregadas corretamente, EXCETO em:
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Q3583632 Português

Leia o Texto 4 

Observe o primeiro quadrinho do Texto 4, em que três personagens conversam no cartório sobre o nome do bebê. Considerando os tipos de frase (declaração, pergunta, ordem, exclamação etc.), é CORRETO afirmar que são utilizadas, respectivamente:

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Q3583622 Português
TEXTO 1

Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia
A partir do rapper Mano Brown, pesquisa da USP analisa como os conselhos presentes nas letras de rap podem ajudar na formação política e social das pessoas

    O rap se popularizou no Brasil por volta dos anos 1990. Influenciados pelo hip hop americano, os jovens das periferias de São Paulo passaram a usar o estilo musical como uma forma de relatar as dificuldades enfrentadas por aqueles que viviam na periferia. Mas, além de levantar críticas sobre a violência e a desigualdade social, as músicas do rap assumem outro importante papel: o de auxiliar o artista e o ouvinte na sua formação social, psicológica, política e econômica.
    Foi o que o pesquisador Híkaro Diego de Queiroz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, defendeu na sua dissertação de mestrado, intitulada “O rap de formação: uma abordagem do narrador em Mano Brown”. O pesquisador define o Rap de Formação como “o rap no qual o artista, após passar por uma transformação na sua forma de pensar, transmite essa transformação em suas músicas e atinge também o ouvinte”.
    Para o cantor, a transformação ocorre a partir do momento em que ele começa a analisar, com um olhar crítico, a realidade na qual vive, reproduzindo essa análise nas letras de suas músicas. Para o ouvinte, essa transformação se dá por meio dos conselhos e “sermões” que costumam estar presentes nas letras das músicas, como pontua o pesquisador: “O rap é diferente de outros estilos musicais porque tem a particularidade de trazer um reflexo do que as pessoas estão vivendo e, através desse relato, trazer conselhos. Logo, a partir do rap, há uma troca de aprendizado entre ambos os sujeitos”.
    Híkaro Queiroz salienta que essa contribuição do rap na formação de jovens está na identificação: “Não é qualquer música que vai fazer você mudar de realidade, mas o choque da realidade, no qual o jovem se identifica com aquela música que está ouvindo, faz com que ele pense e reflita no que diz respeito a se formar como ser humano”.
    Para o seu estudo, o pesquisador analisou a trajetória de um dos principais cantores do gênero, o rapper Mano Brown. Nascido na capital paulista em 1970, Pedro Paulo foi criado na periferia da zona sul, entre o Capão Redondo e o Parque Santo Antônio. Seu interesse pelo rap começou na juventude, quando passou a frequentar o Metrô São Bento, local de encontro daqueles que praticavam o gênero. Sua primeira música, Pânico na Zona Sul, lançada em 1989, fez sucesso e chamou a atenção por escancarar, sem máscara ou filtro, o cotidiano violento da região [marginalizada] onde morava.
    Para relatar em suas músicas as dificuldades que vivenciava, Pedro Paulo criou o personagem Mano Brown. “O que Pedro faz é se autoenunciar: ele narra [através do Mano Brown] o que está na sua realidade. Eu procurei traçar como ele mesmo se projeta fazendo uma cronologia dele criança, adolescente e entrando na fase adulta.” Ao longo de suas músicas, entretanto, não vemos apenas relatos de problemas, mas sim críticas que contribuíram para uma mudança no pensamento do cantor.
    Na juventude, percebemos o início do seu processo de transformação como pessoa e as dificuldades que viriam a surgir para atrapalhar esse processo. Uma dessas dificuldades é relatada na música Quanto Vale um Show: “Na fase dos 14 aos 17, o Pedro Paulo está muito ligado à questão de ter condições de comprar marcas famosas que estavam fazendo sucesso naquela época. Então há o agente manipulador do consumo e do status”.
    Esse agente manipulador, que tentava induzir Mano Brown a escolher o caminho mais fácil para obter dinheiro, isto é, o do crime, é o mesmo que tenta induzir os jovens da periferia a fazer o mesmo: “O jovem quer ser visto e notado, então muitos acabam sucumbindo a esse sujeito manipulador e indo para o mundo da marginalidade por não terem uma formação, uma estrutura familiar ou apoio de alguém”. Diferente do Mano Brown, muitos não conseguem fugir desse ciclo e completar o processo de formação. É nesse contexto que o rap assume a função social de alertar o jovem para não cair na manipulação que sua realidade lhe apresenta. [...]
    O pesquisador defende que todo jovem precisa de uma formação. “Se não pelo rap, por outros fatores, como as políticas públicas, para que cada vez mais o jovem tenha esse processo de formação completo e consiga se encontrar”.
Fonte: Lemos, Lívia. Rap contribui para a formação social de cantores e jovens da periferia. [Adaptado] Disponível em https://jornal.usp.br/. Acesso em 15 de mar de 2024. 

TEXTO 2

 
Fonte: Ziraldo. Tirinha. Disponível em http://ziraldoproducoes.com.br/. Acesso em 15 de mar de 2024.

No Texto 2 as falas das personagens são demarcadas pelos balões, visto que se trata de uma tirinha, logo, é parte da estrutura desse gênero textual. Já no Texto 1, qual recurso de pontuação a autora utiliza para demarcar a citação à fala de alguém?
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Q3583213 Português
Texto I - Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda


Jornal o Globo


   Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

   Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

   A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

   O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

   Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

   Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

   “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

    A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

   A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

   Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

   A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

   Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

   Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.


Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.








Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJMRsMnRDux/?igsh=ZnVqbGtyYWQ0ems0. Acesso em: 12 maio 2025. 



Texto IV– Infográfico






Fonte: Disponível em: https://iclnoticias.com.br/atg/dependencia-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.
Sobre o Texto III, analise as assertivas.
I- O uso das aspas em “cheia de gás” foi usado para destacar uma expressão popular no texto.
II- As aspas sinalizam que a expressão usada não é padrão e pode ser interpretada de forma diferente do significado literal.
III- Ao usar aspas, indica-se ao leitor que o sentido da expressão é literal.
IV- O texto não verbal não colabora com o entendimento do uso das expressões Pessoa “cheia de gás” e Pessoa cheia de gases.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581173 Português

Leia os Textos para responder à questão.


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Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJMRsMnRDux/?igsh=ZnVqbGtyYWQ0ems0. Acesso em: 12 maio 2025. 

Sobre o Texto III, analise as assertivas.
I- O uso das aspas em “cheia de gás” foi usado para destacar uma expressão popular no texto.
II- As aspas sinalizam que a expressão usada não é padrão e pode ser interpretada de forma diferente do significado literal.
III- Ao usar aspas, indica-se ao leitor que o sentido da expressão é literal.
IV- O texto não verbal não colabora com o entendimento do uso das expressões Pessoa “cheia de gás” e Pessoa cheia de gases.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3580919 Português



"CUSCUZ SURPRESA é uma série de tirinhas feitas por @helodangeloarte, de São Paulo, e pelo @danielcesart, de Salvador, sobre as bobagens que conversamos à distância. A série é pra gente se divertir e estar mais pertinho um do outro. Bom apetite".

(Disponível em: https://www.instagram.com/helodangeloarte. Acesso em 21 jul. 2025.)
Analise as assertivas que seguem:

I.No primeiro quadrinho, o termo "Amor" tem a função de vocativo (termo da oração com a função de chamamento) e, por isso, é necessária a vírgula após ele, colocando em evidência a pessoa a quem o personagem chama.

II.Ainda no primeiro quadrinho, o uso das reticências na fala do personagem indica a suspensão da fala, criando um breve mistério e dando, a outra personagem, tempo para ativar sua curiosidade, o que é simbolizado pelo uso da interrogação e da exclamação sobre sua cabeça.

III.No segundo quadrinho, a expressão "EBA!!!" significa alegria diante da surpresa recebida, a qual é vista como um gesto de carinho, afinal, o namorado foi de Salvador, na Bahia, para São Paulo e levou um presente para ela.

IV.No quarto quadrinho, a expressão "ECA!!!" expressa nojo da personagem ao provar o cuscuz, um alimento típico do nordeste e ao qual ela não está acostumada, indicando que ela não gostou do alimento.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3580495 Português
As frases que seguem são provérbios populares que usamos no cotidiano. Analise a pontuação de cada provérbio:
I.Quando a esmola é demais, o santo desconfia.
II.Gato escaldado tem medo de água fria.
III.Mais vale um pássaro na mão do que dois voando?

É correta a pontuação em:
Alternativas
Q3578952 Português
Analise as assertivas que seguem e marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)No primeiro quadrinho, a preposição "sobre" pode ser substituída pela também preposição "sob", sem prejuízo no sentido. As duas são sinônimas e "sob" é uma forma reduzida de "sobre".
(__)Entre as funções dos sinais de pontuação está o intuito de expressar uma intenção. Isso pode ser confirmado na expressão "Gente, dá licença?", em que o uso da interrogação ameniza o tom imperativo do verbo "dar" e possibilita à Niara educadamente pedir permissão ao leitor para falar.
(__)As histórias em quadrinhos são gêneros textuais exclusivos do universo infantil e têm como objetivo dialogar com as crianças. No caso dessa tirinha, Niara é uma criança que ensinará a outras crianças sobre tributos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3578735 Português



(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2021/02/08/personagem-em-quadrinho s-discute-tributacao-dos-super-ricos-de-forma-didatica/. Acesso em 23 jul. 2025.) 
Analise as assertivas que seguem e marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)No primeiro quadrinho, a preposição "sobre" pode ser substituída pela também preposição "sob", sem prejuízo no sentido. As duas são sinônimas e "sob" é uma forma reduzida de "sobre".

(__)Entre as funções dos sinais de pontuação está o intuito de expressar uma intenção. Isso pode ser confirmado na expressão "Gente, dá licença?", em que o uso da interrogação ameniza o tom imperativo do verbo "dar" e possibilita à Niara educadamente pedir permissão ao leitor para falar.

(__)As histórias em quadrinhos são gêneros textuais exclusivos do universo infantil e têm como objetivo dialogar com as crianças. No caso dessa tirinha, Niara é uma criança que ensinará a outras crianças sobre tributos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3578647 Português
Leia o texto abaixo.

É de certo um dos mais simpáticos, porventura o mais interessante e característico dentre os tipos nacionais – o tropeiro. (....) Para aquilatar a importância do tropeiro, basta lembrar que o Brasil tem cerca de oito milhões de quilômetros quadrados de superfície e, nessa extensão toda, possui apenas uns pouco milhares de quilômetros de vias férreas e nenhuma estrada propriamente de rodagem; que a sua navegação fluvial é nada, diante da porção navegável de seus rios. Quer isso dizer que o comércio interno de grande parte dos estados tem de ser feito em costas de cargueiros. (Afonso Arinos, 1904)

Sobre a significação ou a estruturação desse texto, assinale a afirmação correta.
Alternativas
Q3577763 Português
Analise as assertivas quanto à ortografia das palavras em destaque:

I.Um espaço cultural dever estar a serviço da comunidade, senão é um descumprimento de sua função.
II.A história nos ensina que é muito difícil, se não impossível coletivamente sem um sistema democrático.
III.Que tem isso? Você exagera demais em seus julgamentos.
IV.Vírgulas de mais atrapalham a fluidez do texto.

Está correta a grafia das palavras destacadas em:
Alternativas
Q3577330 Português
Assinale a frase a seguir em que o uso de dois-pontos (:) está empregado por preceder um esclarecimento.
Alternativas
Q3577271 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Chuvas e constelações


    Um tema pouco veiculado na literatura etnológica brasileira é o calendário das atividades de subsistência de um grupo indígena – os Desâna, do rio Tiquié –, determinado pelo aparecimento de certas constelações. O conhecimento empírico dos Desâna divide o clima da região em certo número de “verões”, alguns muito curtos, outros mais longos, entremeados por chuvas, estas anunciadas pelas constelações. A ambas – constelações e chuvas – estão associados os ciclos econômicos naturais: início, amadurecimento e término das safras de frutas; ocorrência de piracemas; safras de insetos, como a maniuara e a saúva, de grande importância alimentar. Às referidas mudanças climáticas vincula-se também o ciclo agrícola, pois a queima das roças é feita nas estiagens. 

    O ano dos indígenas Desâna começa em outubro, quando surge no poente a constelação “Iluminação da jararaca” (añá siñoliru). A pesada chuva que ela anuncia também tem esse nome. Logo surgem, uma em seguida à outra, as constelações que completam a figura da cobra: a “Cabeça de jararaca” (añá dihpuro puiró) e o “Corpo de jararaca” (añá dëhpë puiro). É época de fazer a limpeza do solo e a derrubada das árvores para abrir novas roças.

    Em janeiro vem o “verão do abiu” (kané were: abiu, verão), que dura cinco dias. É quando essa fruta começa a escassear. Vem em seguida o “verão do ingá” (mené were: ingá, verão), também assinalado pelo término da safra dessa fruta de vagem comprida. Esse verão dura de oito a 15 dias, tempo dedicado à queima da roça aberta na mata virgem derrubada em outubro. Quando acaba esse verão, no fim de janeiro, começa a chuva “Fêmur de tatu”, anunciada pela constelação do mesmo nome (pamo ngoá dëhka).

    As observações climáticas dos Desâna contradizem a noção de que, na região, há apenas duas estações: seca e chuvosa, ou “verão” e “inverno”. Também superam outra classificação simplista, que só distingue no solo amazônico a terra firme, a campina e a várzea. Disso se conclui que o conhecimento indígena dos fenômenos climáticos deve ser considerado para a compreensão da etnoecologia da Amazônia.


(Berta Ribeiro e Tolamãn Kenhíri. Chuvas e Constelações: Calendário econômico dos índios Desâna. Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=chuvas-e-constelacoes)
Assinale a alternativa em que a inclusão de vírgula(s) no trecho original respeita a norma-padrão de emprego dos sinais de pontuação.
Alternativas
Q3577124 Português
Assinale a frase abaixo em que o uso de dois-pontos (:) está empregado por preceder uma enumeração explicativa.
Alternativas
Q3576307 Português

Leia os Textos II e III para responder à questão.



Sobre o Texto III, analise as assertivas.



I- O uso das aspas em “cheia de gás” foi usado para destacar uma expressão popular no texto.


II- As aspas sinalizam que a expressão usada não é padrão e pode ser interpretada de forma diferente do significado literal.


III- Ao usar aspas, indica-se ao leitor que o sentido da expressão é literal.


IV- O texto não verbal não colabora com o entendimento do uso das expressões Pessoa “cheia de gás” e Pessoa cheia de gases.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3576253 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.” (6° parágrafo), o cronista emprega dois- -pontos a fim de
Alternativas
Q3575076 Português

As frases que seguem são provérbios populares que usamos no cotidiano. Analise a pontuação de cada provérbio:


I.Quando a esmola é demais, o santo desconfia.


II.Gato escaldado tem medo de água fria.


III.Mais vale um pássaro na mão do que dois voando?


É correta a pontuaç

Alternativas
Respostas
2381: A
2382: D
2383: C
2384: C
2385: A
2386: D
2387: B
2388: B
2389: D
2390: D
2391: D
2392: C
2393: A
2394: C
2395: C
2396: C
2397: D
2398: B
2399: C
2400: D