Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3631659 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado. 


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q3631598 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Morango do amor: por que doce 'viral' preocupa dentistas 


 O morango do amor tornou-se a nova sensação da confeitaria brasileira. Composto por morangos cobertos com brigadeiro branco e envoltos por uma espessa camada de caramelo vermelho brilhante, o doce atraiu milhares de admiradores nas redes sociais. A aparência chamativa e os vídeos virais impulsionaram a curiosidade do público e aqueceram as vendas em docerias de todo o país.


No entanto, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) emitiu um alerta sobre os riscos que o doce representa à saúde bucal. O morango do amor pode provocar sérios danos aos dentes, comprometer próteses e restaurações e até causar fraturas dentárias. Registros em vídeo mostram pessoas que, ao tentarem morder o doce, acabaram quebrando dentes ou deslocando peças protéticas. Por isso, a recomendação é de cautela, especialmente para quem já possui algum tratamento odontológico.


A dentista Fernanda Paixão Malufe, de Americana (SP), relata aumento no número de pacientes com lesões causadas pelo consumo do doce. Ela orienta que o ideal é cortar a casca caramelizada com uma faca antes de mastigar. Segundo Malufe, os danos variam: há casos em que apenas uma pequena parte do dente se rompeu e pôde ser restaurada, mas também houve fraturas que atingiram a raiz, exigindo a extração e substituição por implantes.


O CFO reforça que a cobertura do morango do amor é extremamente dura, podendo quebrar dentes e restaurações, sobretudo nos dentes da frente. Pessoas com restaurações extensas devem redobrar os cuidados. A recomendação é consumir o doce em pequenos pedaços, evitando morder diretamente com os dentes incisivos. Se optar por morder, o mais seguro é escolher áreas com caramelo mais fino e usar os molares, que são mais resistentes.


 O risco é ainda maior para quem utiliza facetas, próteses ou aparelhos ortodônticos. A combinação da textura rígida com a aderência do caramelo causa deslocamentos, danos permanentes ou ferimentos na boca. Nesses casos, a orientação é evitar completamente o consumo do doce e buscar alternativas com ingredientes menos agressivos à saúde bucal.


 Além das fraturas e quebras, há o risco de cárie. O doce possui alto teor de açúcar, que, associado ao acúmulo de biofilme e à ingestão frequente de carboidratos fermentáveis, provoca a desmineralização dos dentes. A escovação imediata após o consumo é fundamental, com atenção especial à limpeza entre os dentes, já que o caramelo se fixa nas superfícies dentárias por longos períodos.


Em caso de acidente, o CFO orienta que o paciente procure atendimento odontológico imediatamente. A conselheira Bianca Zambiasi, professora universitária e doutora em Odontologia, enfatiza que pacientes com próteses, lentes, facetas ou aparelhos evitem alimentos duros e pegajosos. Contudo, mesmo quem não apresenta tratamentos odontológicos prévios está sujeito a acidentes e precisa tomar cuidado ao morder e mastigar. Se algum problema ocorrer, a busca pelo cirurgião-dentista deve ser imediata para atendimento de urgência.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx0vnwgvwko.adaptado. 

A escovação imediata após o consumo é fundamental, com atenção especial à limpeza entre os dentes, já que o caramelo se fixa nas superfícies dentárias por longos períodos.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q3631532 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
A pontuação está correta em: 
Alternativas
Q3631212 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 

Alternativas
Q3631007 Português
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema após doenças como covid e gripe



Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata que se sente como se estivesse sendo puxada por uma âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona sem descanso ou energia, dificultando até gestos simples.

A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição parecida, associada a infecções como Sars, Ebola, Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por carrapatos, como a de Lyme.

A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a distúrbios do sono, problemas hormonais e ao funcionamento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia nas células. Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.

Além disso, infecções virais induzem reações autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola e Sars.

Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica sintomas como fadiga muscular e confusão mental.

Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar abordagens mais individualizadas e flexíveis.

Pesquisadores estudam possíveis soluções, como medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na eliminação de coágulos microscópicos, bem como suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou ajudar em casos leves.

A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa, aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que não há uma única solução e que o caminho está na compreensão profunda dos diferentes fatores e na combinação de terapias, oferecendo esperança para os que vivem com essas condições debilitantes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3630759 Português
Gripe, resfriado, covid-19 ou dengue: entenda diferenças e sintomas


O inverno favorece o aumento de doenças respiratórias, devido ao frio e ao tempo seco. Já o verão, com suas chuvas, contribui para a elevação dos casos de dengue. Sintomas como febre, dores no corpo, mal-estar e cansaço são comuns a várias dessas doenças — gripe, resfriado, covid-19 e dengue. Para distingui-las, apenas exames laboratoriais confirmam o diagnóstico com segurança.

Todas essas enfermidades têm origem viral, mas são causadas por agentes diferentes. A covid-19 é causada por um coronavírus; a gripe, por vírus da família influenza; o resfriado, por rinovírus, adenovírus ou parainfluenza; e a dengue, por um flavivírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Enquanto gripe, resfriado e covid-19 se transmitem por gotículas respiratórias, a dengue é transmitida por vetor.

A dengue apresenta quatro tipos e pode infectar a mesma pessoa mais de uma vez. Seu sintoma clássico é a febre alta e repentina. Sintomas respiratórios são raros. A doença dura de quatro a dez dias, mas seus efeitos persistem por semanas. Ela pode ser classificada como não grave, com ou sem sinais de alarme, ou como grave. No primeiro caso, os sintomas incluem febre, enjoo, dores no corpo, vermelhidão e dor nos olhos. Com sinais de alarme, surgem vômitos persistentes, sangramentos e acúmulo de líquidos em órgãos internos. A forma grave pode causar choque, comprometimento de órgãos como fígado e cérebro. A expressão dengue hemorrágica deixou de ser usada por não abranger adequadamente todos os quadros graves.

A covid-19 pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves, moderados ou graves. No início da pandemia, os sinais mais comuns incluíam tosse seca, febre, cansaço e perda de olfato e paladar. Com o tempo, novas variantes modificaram o perfil dos sintomas. Atualmente, os mais frequentes incluem tosse, dor de garganta, coriza, dor abdominal e fadiga. Também há relatos de lesões de pele, ansiedade, queda de cabelo e confusão mental, principalmente em casos prolongados, chamados de covid longa.

A gripe, causada por vírus da família influenza, tem evolução rápida e sintomas intensos. Por isso, a vacina precisa ser atualizada anualmente. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, tosse seca, dores no corpo, coriza, dor de garganta e, em alguns casos, diarreia. A perda de olfato e paladar, típica da covid-19, não é frequente nos quadros de gripe.

Os resfriados, por sua vez, são provocados por vírus diversos e costumam apresentar sintomas leves e de início gradual. Dor de garganta, coriza e congestão nasal são manifestações comuns. Em alguns casos, pode haver febre baixa e tosse leve, mas dor de cabeça, falta de ar e diarreia são raras. Os resfriados, em geral, desaparecem em poucos dias.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgp1qv7ke9o.adaptado.
Enquanto gripe, resfriado e covid-19 se transmitem por gotículas respiratórias, a dengue é transmitida por vetor.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3630463 Português
O método simples que revela se você está envelhecendo bem


Levantar-se de uma cadeira parece uma ação trivial demais para merecer atenção, mas essa simples tarefa revela muito sobre a saúde de uma pessoa. Para avaliar essa capacidade, médicos utilizam o teste de sentar e levantar, que consiste em contar quantas vezes o indivíduo consegue se levantar de uma cadeira em trinta segundos.

Segundo especialistas da área da geriatria, o teste é extremamente útil por fornecer informações sobre força, equilíbrio e flexibilidade. Estudos indicam que ele ajuda a identificar riscos de quedas, problemas cardiovasculares e até aumento na probabilidade de morte.

Para realizar o teste, é necessário apenas uma cadeira com encosto reto e sem braços, além de um cronômetro. A pessoa senta-se no centro da cadeira, cruza os braços sobre os ombros opostos, mantém a coluna ereta e os pés firmes no chão. Em seguida, aciona-se o cronômetro e repete-se o movimento de levantar-se completamente e sentar-se novamente durante trinta segundos, contando o número total de repetições.

Embora direcionado especialmente a adultos com mais de sessenta anos, o teste também é aplicado a pessoas mais jovens. Instituições de saúde pública divulgaram médias de desempenho por faixa etária. Resultados abaixo desses valores indicam risco de desenvolver problemas de saúde, como quedas.

De maneira geral, adultos entre sessenta e sessenta e quatro anos costumam realizar entre doze e quatorze repetições. Entre os setenta e setenta e nove anos, a média varia de dez a doze repetições, e, a partir dos oitenta e cinco anos, a média cai para cerca de oito movimentos. Já para os que ultrapassam os noventa anos, os resultados são ainda mais baixos, com homens alcançando em torno de sete repetições e mulheres, cerca de quatro. Esses números, no entanto, não consideram aspectos individuais, como histórico de cirurgias ou lesões recentes.

Mesmo entre pessoas jovens e saudáveis, o teste é uma boa maneira de avaliar força e resistência muscular dos membros inferiores. Um estudo realizado com milhares de adultos verificou que, entre jovens na faixa dos vinte anos, a média era de, aproximadamente, cinquenta repetições por minuto para os homens e pouco menos que isso para as mulheres — sendo que alguns participantes superaram as setenta repetições. Outro levantamento, feito com voluntários saudáveis, identificou uma forte ligação entre o desempenho no teste e a capacidade aeróbica e de resistência física.

Pontuações mais baixas alertam os profissionais de saúde sobre o estado geral do paciente, indicando maior risco de recuperação lenta após cirurgias ou tratamentos médicos mais intensos. Também sinalizam comprometimento no funcionamento cardíaco e pulmonar, elevando a probabilidade de infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Ainda segundo os especialistas, um resultado inferior à média para a faixa etária também representa maior risco de quedas.

O receio de cair afasta muitas pessoas do convívio social e das atividades do dia a dia, criando um ciclo vicioso que compromete a autonomia. Além disso, as quedas podem causar lesões graves, como fraturas no quadril, além de machucados e entorses. Um estudo apontou que uma variação do teste funcionava como indicador de mortalidade em adultos entre cinquenta e um e oitenta anos: os que obtiveram as piores pontuações tinham de cinco a seis vezes mais chances de falecer em um período de seis anos do que aqueles com melhor desempenho.

Apesar disso, os especialistas ressaltam que o teste não tem o objetivo de prever a expectativa de vida de ninguém. Os resultados funcionam como sinal de alerta e orientam intervenções para melhorar a qualidade de vida, a independência e o bem-estar da pessoa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpp8pkgp4o.adaptado.
Segundo especialistas da área da geriatria, o teste é extremamente útil por fornecer informações sobre força, equilíbrio e flexibilidade.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3630414 Português
A vírgula desempenha diversas funções na língua portuguesa, como isolar elementos explicativos, separar orações ou organizar termos dentro da frase. Contudo, seu uso deve respeitar normas gramaticais específicas, evitando erros comuns como a separação entre sujeito e predicado.

Considerando essas regras, assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está correto. 
Alternativas
Q3629772 Português
Como simples hábito de tirar sapatos ao entrar em casa pode trazer enormes benefícios à saúde


A limpeza, em geral, é associada à sujeira visível. No entanto, quando se fala de calçados, o perigo vai além do que se pode ver: sob a superfície, escondem-se microrganismos e partículas potencialmente mais prejudiciais do que barro ou grama seca.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde. Basta pensar nos locais por onde eles passam diariamente: banheiros públicos, calçadas, corredores de hospitais e gramados tratados com herbicidas e pesticidas.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca, provocando infecções graves na pele, nos pulmões ou na corrente sanguínea.

Os riscos, porém, não se limitam a germes. Sapatos carregam também substâncias químicas e alérgenos. Pesquisas apontam que calçados usados externamente contêm pesticidas, herbicidas e metais pesados como chumbo, altamente nocivos, sobretudo para crianças e animais domésticos. A exposição ao chumbo, comum na poeira ou no solo urbano, prejudica o desenvolvimento cerebral infantil e causa danos cognitivos permanentes.

Além disso, alérgenos como pólen aderem às solas, potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que deveria ser seguro.

Outro fator preocupante é que selantes à base de alcatrão, utilizados no asfalto, contêm compostos cancerígenos. Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até trinta e sete vezes superiores às detectadas do lado de fora. Crianças e animais, que passam mais tempo próximos ao chão, acabam mais expostos: crianças engatinham, brincam e levam as mãos à boca, enquanto animais lambem as patas após caminharem sobre superfícies contaminadas.

Assim, retirar os sapatos antes de entrar em casa não apenas preserva a limpeza do ambiente, mas também reduz significativamente a exposição da família a microrganismos e substâncias nocivas.

A adoção desse hábito é fácil: basta reservar um local próximo à porta para deixá-los, como um sapateiro, uma cesta ou pares de chinelos para visitantes. Embora pedir que alguém tire os sapatos possa causar certo estranhamento inicial, é importante lembrar que um gesto tão simples previne riscos invisíveis e contribui para um lar mais saudável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqj4wz5l9ywo.ADAPTADO.

Os riscos, porém, não se limitam a germes.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
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Q3629551 Português

Reaprender a ouvir estrelas

Por Helô Bacichette



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helobacichette/noticia/2025/08/reaprender-a-ouvir-estrelas-cme39dcd50121012xflmy2iw5.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Em relação ao emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Caso as vírgulas hachuradas das linhas 02 e 03 fossem suprimidas, não haveria alteração do sentido original do trecho, tampouco incorreção gramatical.
( ) Na linha 05, os dois-pontos são empregados para introduzir uma explicação ao que foi expresso no período anterior.
( ) Na linha 08, o duplo travessão poderia ser substituído por dupla vírgula sem prejuízo da correção gramatical do período.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3629361 Português

Q1_10.png (360×584)

Q1_10_.png (353×252)



Moacyr Scliar. A difícil arte do prognóstico. In: Revista Ser Médico, ed. 50, jan./fev./mar. 2010 (com adaptações).

Os dois-pontos empregados logo após a palavra “importante” (linha 17) introduzem uma 
Alternativas
Q3629355 Português

Q1_10.png (360×584)

Q1_10_.png (353×252)



Moacyr Scliar. A difícil arte do prognóstico. In: Revista Ser Médico, ed. 50, jan./fev./mar. 2010 (com adaptações).

Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, poderia ser inserida uma vírgula logo após o vocábulo 
Alternativas
Q3629197 Português

Texto para a questão.



A vírgula que isola o trecho “Nascido na ilha de Cós” (linha 2) demarca um 
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Ano: 2025 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2025 - UFSM - Assistente em Administração |
Q3628784 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Tendo em vista as regras de pontuação e de emprego da vírgula, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) As vírgulas que antecedem as orações “que pula daqui para ali e de volta para cá” (ℓ. 01-02) e “onde a vida acontece de verdade.” (ℓ. 21) desempenham a mesma função.
( ) No trecho “Geralmente é apenas um pensamento desgarrado que pode usurpar a sua reserva cognitiva, causando preocupações, ansiedade, tristeza e antecipação de catástrofes imaginárias, numa tentativa de controle sobre coisas, situações e pessoas que estão fora do seu alcance.” (ℓ. 08-10), todas as vírgulas empregadas separam termos de uma enumeração.
(  ) No trecho “a melhor opção, se você não é um budista tibetano experiente, é não acreditar em tudo que passa na sua mente.” (ℓ. 06-07), as vírgulas sinalizam a intercalação de uma oração subordinada adverbial condicional na oração principal.

A sequência correta é
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Q3627777 Português
O direito ao lazer e os direitos culturais sob uma perspectiva multidisciplinar

José Olímpio Ferreira Neto José
Davi Leite Castro
Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida


     O lazer é um conjunto de ocupações em que o indivíduo se envolve de livre vontade para repousar, para se divertir, recrear, entreter-se ou para desenvolver a sua formação desinteressada, assim como exercer a sua participação social voluntária ou manifestar sua livre capacidade criadora longe do ambiente laboral e de suas obrigações. Apesar de não haver uma consonância para a definição de lazer, é possível dizer que está em oposição ao trabalho, cuja origem está no termo latino tripaliare, um instrumento de tortura composto por três paus que remete a ideia inicial de sofrimento, de sofrer.

    Direito ao lazer, no ordenamento jurídico brasileiro, está esparso e encontra escopo no texto constitucional e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na Constituição Brasileira de 1988, é possível observar o termo lazer no artigo 6º, que trata dos direitos sociais, devendo, assim, estar ao acesso de todos indistintamente, uma vez que é indispensável para assegurar a dignidade da pessoa humana. É preciso destacar ainda, no texto constitucional, o artigo 7º, que trata dos direitos dos trabalhadores, no qual estão assegurados, entre outros direitos, o descanso, as férias, a aposentadoria e, também, o lazer.

    O direito ao lazer é uma matéria intrinsecamente ligada ao Direito do Trabalho, pois, com o processo de urbanização, industrialização e a comunicação de massa, elementos herdados da Revolução Industrial, a discussão sobre o lazer e o seu acesso ganham destaque, pois este é essencial para a vida humana. Os direitos culturais, assim como o direito ao lazer, também têm fulcro na dignidade da pessoa humana e são garantidos pela Constituição, explicitamente no artigo 215.

    Os direitos culturais são aqueles afetos às artes, às memórias coletivas e ao fluxo dos saberes. Esses três grandes grupos representam a fruição de diversas formas de manifestação da cultura, plasmada em equipamentos culturais ou em bens patrimoniais materiais ou imateriais.

    Ao fazer a leitura do texto constitucional, é possível inferir alguns princípios, tais como o princípio do pluralismo cultural e o princípio da universalidade. Ambos garantem o pleno acesso aos bens culturais que têm gênese nos diversos povos que compõem o povo brasileiro. É preciso destacar ainda o princípio da participação popular, que garante a participação da comunidade na salvaguarda dos bens culturais e nas políticas encetadas para o setor. 

   Os entes brasileiros têm responsabilidade na promoção da cultura, garantindo o acesso a todos indistintamente. Muitos desses bens estão dispostos em equipamentos culturais que difundem as variadas expressões, tais como bibliotecas, centros culturais, teatros, museus, cinemas e parques. O estabelecimento desses bens culturais, por meio das políticas intersetoriais, favorece uma valorização dos contextos socioculturais de forma ampla, indo ao encontro das perspectivas de áreas como a Educação Física. Nesse contexto, a Educação Física e outras áreas, como a História ou mesmo o Direito, podem figurar nesses equipamentos para intervir e reforçar a ideia de construção coletiva do prazer e alegria nos momentos e ambientes de lazer, com base nas possibilidades sociais e culturais de determinado grupo/região, de forma a propiciar uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e favorecer a humanização desses seres diante de uma participação cidadã consciente e integrada. [...]

    É possível afirmar que a cultura, em suas várias formas de expressão, é um meio para o lazer e há relações de reciprocidade entre os campos. Os equipamentos culturais presentes em uma cidade podem ser considerados como possibilidades de lazer para seus moradores, pois é uma via onde circulam as artes, as memórias e os saberes. Sendo assim, certamente, também podem ser entendidos como equipamentos de lazer. Dessa forma, pensar em políticas intersetoriais, com agentes de diversas áreas, proporciona um olhar multidisciplinar, garantindo acesso ao lazer e aos bens culturais, assegurando uma formação humana digna e ampla. [...]

    O tempo livre, neste contexto social, aflora no homem a culpa por obtê-lo. Entretanto, para Gaelzer, “o tempo livre é oportunidade; oportunidade é liberdade; liberdade permite eleição, escolha. O valor do tempo livre vai depender do uso que lhe for atribuído”. Assim, carece no homem da sociedade de consumo a consciência diante do seu tempo e de opinar sobre ele, reconhecendo maneiras sadias de saciar suas necessidades de crescimento interior, amadurecimento, sabedoria e felicidade.


Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2021-ago-22/opiniaodireito-lazer-direitos-culturais/. Acesso em: 10 jul. 2025.
Quanto aos usos adequados das vírgulas e suas respectivas funções no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3626965 Português
Assinale a alternativa cuja pontuação está adequada à norma-padrão. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626539 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese."

Analise o emprego da vírgula no trecho acima e identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3626187 Português
Leia o trecho a seguir.
“A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo.” (Linhas 36, 37 e 38).
Sobre o uso do travessão nesse trecho, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Biologia |
Q3625464 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é o controverso "tratamento de princesa"?


Estamos acostumados a ver cortejos à moda antiga da alta sociedade em séries como Bridgerton, Os Bucaneiros e A Idade Dourada.


Agora, porém, o fascínio por esse cavalheirismo típico das produções de época evoluiu para um novo fenômeno nas redes sociais, especialmente entre a geração Z, que vem ganhando destaque rapidamente: o chamado "tratamento de princesa".


Essa tendência de relacionamento consiste em gestos que evocam um universo digno de contos de fadas, realizados pelos parceiros das mulheres. Entre os exemplos mais recorrentes estão: café na cama, flores toda sexta-feira, manicure bancada pelo companheiro e portas abertas com galanteria — ainda que a lista não se limite a esses.


Nas redes sociais, o "tratamento de princesa" costuma ser contraposto ao que se chama de "mínimo necessário" — ou seja, aquelas expectativas básicas como se comunicar com atenção ou lembrar de datas importantes.


Naturalmente, esse tipo de conteúdo é altamente "clicável": as redes têm transformado gestos íntimos de afeto em exibições públicas cada vez mais frequentes.


Mas até que ponto isso é saudável? Será uma valorização das boas maneiras? Um ideal de relacionamento aspiracional? Uma fantasia inofensiva? Ou um retorno mascarado a um modelo antiquado e exacerbado de papel feminino?


No Instagram, já são quase cento e trinta mil publicações com a hashtag #princesstreatment.


No centro dessa onda está a influenciadora Courtney Palmer, de Utah (EUA), que se autodenomina "princesa dona de casa". Em um vídeo no TikTok — que já acumula 7,6 milhões de visualizações —, ela descreve suas polêmicas expectativas conjugais: "Em um restaurante com meu marido, eu não falo com a recepcionista, não abro a porta nem peço a minha comida".


Críticos mais severos afirmam que esse comportamento se aproxima mais ao de um prisioneiro do que ao de uma princesa.


Emma Beddington, colunista do jornal britânico The Guardian, classificou a tendência como "emética" e "perturbadora". Ainda assim, o "tratamento de princesa" segue repercutindo, principalmente nos Estados Unidos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c05647q9585o.ADAPTADO. 
Entre os exemplos mais recorrentes estão: café na cama, flores toda sexta-feira, manicure bancada pelo companheiro e portas abertas com galanteria — ainda que a lista não se limite a esses.

Assinale a alternativa correta quanto ao uso dos dois-pontos e do travessão na frase.
Alternativas
Q3624638 Português
        Comumente, inteligência artificial (IA) é relacionada com a imagem de robôs que pensam e agem como humanos, numa analogia às cenas clássicas dos filmes de ficção científica. Porém, mesmo com muitos avanços no desenvolvimento de “substitutos” para os humanos, diversas outras formas de IA bem mais discretas já fazem parte da rotina de pessoas por todo o mundo.

        A IA se caracteriza por sistemas de machine learning, que, em uma explicação simples, são algoritmos treinados a partir de uma grande base de dados. Exemplos desses algoritmos no cotidiano são os sistemas de busca, que consideram o histórico de preferências do usuário para oferecer melhores resultados em aplicativos que calculam rotas e que são capazes de sugerir o melhor caminho de volta para casa em um dia de trânsito complicado. Toda vez que você tem a impressão de que a máquina leu seus pensamentos ou antecipou uma necessidade sua, você provavelmente está diante de um sistema de IA.

        A advogada Thays Joana Tumelero, especialista em proteção de dados e privacidade, explica que atualmente o Poder Judiciário brasileiro utiliza recursos de inteligência artificial para fins mais simples, como a leitura de documentos e a classificação de processos. Isso evita o trabalho repetitivo de dezenas ou centenas de servidores, mas representa apenas parte do que as máquinas são capazes de fazer. No sistema elaborado pelo STJ, por exemplo, os algoritmos verificam o assunto e classificam os processos que entram no tribunal, agilizando a fase de distribuição.

         Sistemas de inteligência artificial que extrapolam a simples promoção de agilidade na tramitação de processos já têm sido questionados, do ponto de vista legal e também ético, em diversas partes do mundo. Isso porque, se os algoritmos são capazes de ler processos e sugerir classificações e procedimentos, eles também podem ser usados para estudar padrões de decisão dos magistrados e apontar tendências em ações específicas.

         Tumelero também acredita que a transformação digital é um movimento inevitável nas organizações. Mas, ao contrário das previsões apocalípticas que apontam uma total substituição do trabalho dos operadores do direito pela mão de obra de robôs, Thays aposta em um cenário no qual homem e máquina se complementam: “Nenhuma solução tecnológica vem com criatividade, sensibilidade e ética. Esses são elementos comuns aos operadores do direito que a inteligência artificial não é capaz de substituir”, conclui.

Internet:<www.esmesc.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item que se segue, com base nas ideias, nos aspectos linguísticos e no vocabulário do texto precedente.


O emprego de vírgula logo após a conjunção “mas” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.  

Alternativas
Respostas
2301: B
2302: C
2303: B
2304: B
2305: C
2306: B
2307: A
2308: B
2309: A
2310: D
2311: E
2312: C
2313: A
2314: A
2315: E
2316: A
2317: C
2318: A
2319: A
2320: C