Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'
O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.
O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.
Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.
Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.
O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.
Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.
O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.
Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.
O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.
Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Morango do amor: por que doce 'viral' preocupa dentistas
O morango do amor tornou-se a nova sensação da confeitaria brasileira. Composto por morangos cobertos com brigadeiro branco e envoltos por uma espessa camada de caramelo vermelho brilhante, o doce atraiu milhares de admiradores nas redes sociais. A aparência chamativa e os vídeos virais impulsionaram a curiosidade do público e aqueceram as vendas em docerias de todo o país.
No entanto, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) emitiu um alerta sobre os riscos que o doce representa à saúde bucal. O morango do amor pode provocar sérios danos aos dentes, comprometer próteses e restaurações e até causar fraturas dentárias. Registros em vídeo mostram pessoas que, ao tentarem morder o doce, acabaram quebrando dentes ou deslocando peças protéticas. Por isso, a recomendação é de cautela, especialmente para quem já possui algum tratamento odontológico.
A dentista Fernanda Paixão Malufe, de Americana (SP), relata aumento no número de pacientes com lesões causadas pelo consumo do doce. Ela orienta que o ideal é cortar a casca caramelizada com uma faca antes de mastigar. Segundo Malufe, os danos variam: há casos em que apenas uma pequena parte do dente se rompeu e pôde ser restaurada, mas também houve fraturas que atingiram a raiz, exigindo a extração e substituição por implantes.
O CFO reforça que a cobertura do morango do amor é extremamente dura, podendo quebrar dentes e restaurações, sobretudo nos dentes da frente. Pessoas com restaurações extensas devem redobrar os cuidados. A recomendação é consumir o doce em pequenos pedaços, evitando morder diretamente com os dentes incisivos. Se optar por morder, o mais seguro é escolher áreas com caramelo mais fino e usar os molares, que são mais resistentes.
O risco é ainda maior para quem utiliza facetas, próteses ou aparelhos ortodônticos. A combinação da textura rígida com a aderência do caramelo causa deslocamentos, danos permanentes ou ferimentos na boca. Nesses casos, a orientação é evitar completamente o consumo do doce e buscar alternativas com ingredientes menos agressivos à saúde bucal.
Além das fraturas e quebras, há o risco de cárie. O doce possui alto teor de açúcar, que, associado ao acúmulo de biofilme e à ingestão frequente de carboidratos fermentáveis, provoca a desmineralização dos dentes. A escovação imediata após o consumo é fundamental, com atenção especial à limpeza entre os dentes, já que o caramelo se fixa nas superfícies dentárias por longos períodos.
Em caso de acidente, o CFO orienta que o paciente procure atendimento odontológico imediatamente. A conselheira Bianca Zambiasi, professora universitária e doutora em Odontologia, enfatiza que pacientes com próteses, lentes, facetas ou aparelhos evitem alimentos duros e pegajosos. Contudo, mesmo quem não apresenta tratamentos odontológicos prévios está sujeito a acidentes e precisa tomar cuidado ao morder e mastigar. Se algum problema ocorrer, a busca pelo cirurgião-dentista deve ser imediata para atendimento de urgência.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx0vnwgvwko.adaptado.
A escovação imediata após o consumo é fundamental, com atenção especial à limpeza entre os dentes, já que o caramelo se fixa nas superfícies dentárias por longos períodos.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro
Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.
As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.
No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.
As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.
Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.
Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.
Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.
Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.
No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Considerando essas regras, assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está correto.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Reaprender a ouvir estrelas
Por Helô Bacichette

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helobacichette/noticia/2025/08/reaprender-a-ouvir-estrelas-cme39dcd50121012xflmy2iw5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) Caso as vírgulas hachuradas das linhas 02 e 03 fossem suprimidas, não haveria alteração do sentido original do trecho, tampouco incorreção gramatical.
( ) Na linha 05, os dois-pontos são empregados para introduzir uma explicação ao que foi expresso no período anterior.
( ) Na linha 08, o duplo travessão poderia ser substituído por dupla vírgula sem prejuízo da correção gramatical do período.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


Moacyr Scliar. A difícil arte do prognóstico. In: Revista Ser Médico, ed. 50, jan./fev./mar. 2010 (com adaptações).


Moacyr Scliar. A difícil arte do prognóstico. In: Revista Ser Médico, ed. 50, jan./fev./mar. 2010 (com adaptações).
Texto para a questão.

Para responder à questão, considere o texto abaixo.

( ) As vírgulas que antecedem as orações “que pula daqui para ali e de volta para cá” (ℓ. 01-02) e “onde a vida acontece de verdade.” (ℓ. 21) desempenham a mesma função.
( ) No trecho “Geralmente é apenas um pensamento desgarrado que pode usurpar a sua reserva cognitiva, causando preocupações, ansiedade, tristeza e antecipação de catástrofes imaginárias, numa tentativa de controle sobre coisas, situações e pessoas que estão fora do seu alcance.” (ℓ. 08-10), todas as vírgulas empregadas separam termos de uma enumeração.
( ) No trecho “a melhor opção, se você não é um budista tibetano experiente, é não acreditar em tudo que passa na sua mente.” (ℓ. 06-07), as vírgulas sinalizam a intercalação de uma oração subordinada adverbial condicional na oração principal.
A sequência correta é
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global
Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.
Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.
Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.
É muito mais do que os cientistas imaginavam.
Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.
"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey.
Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal
Animais pouco valorizados
Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.
Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.
Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.
Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.
Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.
Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.
Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.
Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.
Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.
Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.
As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.
Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.
"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.
"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento
Analise o emprego da vírgula no trecho acima e identifique a alternativa CORRETA.
“A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo.” (Linhas 36, 37 e 38).
Sobre o uso do travessão nesse trecho, é correto afirmar que:
Assinale a alternativa correta quanto ao uso dos dois-pontos e do travessão na frase.
Julgue o item que se segue, com base nas ideias, nos aspectos linguísticos e no vocabulário do texto precedente.
O emprego de vírgula logo após a conjunção “mas” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.
