Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q4370271 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


Os vocábulos “Inúteis”, “cólera” e “cemitério” são acentuados graficamente devido à mesma regra de acentuação gráfica.

Alternativas
Q4368762 Português

Para responder à questão, teia o texto abaixo.



A tensão entre o universal e o local na implementação

dos Direitos Humanos



    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.

    O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.

    A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.

    Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.

    A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.



Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).

No fragmento propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural, a palavra sublinhada é grafada com hífen porque o prefixo contra antecede um elemento iniciado pela letra h. Considerando as regras ortográficas vigentes para o uso do hífen com o prefixo contra, assinale a alternativa em que a palavra foi grafada de forma CORRETA. 
Alternativas
Q4358142 Português
Preencha as lacunas a seguir com formas adequadas entre “análise” e “analise”, “tem” e “têm”, “pode” e “pôde” e assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
É importante que o responsável ______ cuidadosamente os documentos antes de concluir a ______ do pedido. Os servidores ______ adotado esse procedimento desde o ano passado, mas, em uma situação anterior, a equipe não ______ verificar todas as informações a tempo. 
Alternativas
Q4356926 Português
Lamento ser o ______________ de tal notícia, mas a empresa deve sair muito ______________ dessa batalha judicial.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto à ortografia, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Alternativas
Q4355742 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
Assinale a opção em que a palavra retirada do texto está acentuada graficamente pelo mesmo motivo (regra gramatical) que a palavra "árbitro":
Alternativas
Q4355296 Português
Cérebro em marcha lenta: os riscos do uso indevido da IA


        Um estudo recentemente publicado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, chamou a atenção dos educadores: o trabalho analisou o impacto da inteligência artificial (IA) no desempenho cognitivo, linguístico e comportamental de 54 alunos voluntários por quatro meses, dividindo-os em três grupos – os que usavam a IA para redigir textos; para mecanismos de busca e, por fim, um grupo que produzia redações sem lançar mão dos recursos digitais. A conclusão mostrou que, quanto mais intensa a utilização da IA, menor o engajamento neural, linguístico e menor a atividade cerebral. Principalmente, mostrou que há sinais de dependência e menor autonomia cognitiva.

        A pesquisa feita pelo MIT é apenas um exemplo de uma preocupação crescente de cientistas – e também de educadores – de investigar mais profundamente os impactos da difusão de recursos de inteligência artificial, em particular os chats, que hoje permitem a geração de textos e imagens com velocidade e qualidade mais do que surpreendentes. Será que estamos prestes a criar uma geração de humanos com dificuldades de memorizar, pensar criticamente, aprender?

        Os pesquisadores são unânimes em assumir que a IA veio para ficar – e tende a se aprimorar em velocidade desconhecida –, mas alertam reiteradamente para uma postura ativa da sociedade em compreender o impacto desses novos recursos, discernindo entre os hábitos que simplesmente delegam à tecnologia funções que antes eram esperadas do cérebro humano, e atitudes que promovem o pensamento crítico, potencializado pelo uso da IA. Daí um crescente número de pesquisas, que vêm ganhando escala e a abrangência para colocar uma lupa em um fenômeno tão complexo, ainda sofrem da falta de séries históricas comparativas e da complexidade de um tema apenas emergente.

      Ao mesmo tempo que acompanha os estudos mais recentes, a professora e pós-doutora em Psiquiatria pela USP, Telma Pantano, também observa as transformações cotidianas de seus alunos de graduação. “Eu tenho visto uma dificuldade muito grande dos alunos na produção, na criação, na estruturação do pensamento, nos últimos dois anos”, diz.

        Por isso, a estratégia da qual Telma lançou mão é pedir que os jovens escrevam à mão suas produções – o que, invariavelmente, provoca um enorme susto. “Quando não permitimos que usem a inteligência artificial, ficam bloqueados e se perguntam por onde começam, como se o acesso às redes neurais próprias não tivesse sido estimulado”, conta a professora.

        Segundo Telma Pantano, as pesquisas têm mostrado uma diferença muito importante entre pessoas que usam inteligência artificial para responder questões e para adquirir conhecimento e aquelas que usam inteligência artificial para resolver as atividades por elas. “Uma coisa é utilizar a inteligência artificial como fonte de organização e de busca. Outra é usar a inteligência artificial como se fosse a minha produção”, resume. Conforme a pesquisadora, os estudos vêm provando que o uso da IA pode levar a menor mobilização de recursos cognitivos.

        Embora a IA tenha adicionado um sentido de urgência às pesquisas, inclusive pela rapidez com que se difundiu, não é de hoje que os cientistas se preocupam com os efeitos do crescente uso de recursos digitais. Em alguns casos, vêm enfatizando a importância de se preservar aspectos que hoje parecem ultrapassados.

        Em 2024, por exemplo, estudo realizado por universidades norueguesas revelou que escrever à mão – como propôs Telma Pantano a seus alunos – traz um impacto positivo ao aprendizado. Analisando as atividades cerebrais, os pesquisadores identificaram aumento das atividades de regiões do cérebro essenciais para o aprendizado, como aquelas ligadas à memória e ao processo de informações visuais, bem como do funcionamento motor.
        
        Por que isso acontece? Entre outras razões, porque o ato de escrever à mão leva a uma complexa mobilização do corpo humano: o movimento dos dedos, o encadeamento motor, do aparelho visual e do cérebro, o tato para a pressão correta do lápis ou da caneta, o que requer uma coordenação de incontáveis processos.

        O impacto do digital não se resume à abdicação do uso da terceirização da própria inteligência para a IA, nem mesmo pela importância de se preservar processos que implicam a interação corpo e mente. O fenômeno é tão complexo que os cientistas vêm fazendo alertas sobre o declínio de capacidades como a da leitura de textos longos.

        Para Telma Pantano, o uso da IA como uma forma atual da lei do menor esforço é de certa forma esperada. O cérebro humano quer produzir mais com o menor dispêndio de energia. “Assim, a inteligência artificial é muito confortável porque num curto período de tempo, eu consigo respostas”, diz Telma. Mas, no atual contexto, o risco é grande. “Quanto mais fizermos uso de recursos automatizados, menor estímulo dedicaremos aos meios cognitivos internos de busca e produção de conhecimento”, diz.

        Por isso, a seu ver, o papel dos professores e dos gestores é essencial. “Precisamos ensinar a criança e o adolescente, devemos mostrar que a IA não pode ser o final do processo, mas o meio. Caso contrário, os alunos não serão capazes de produzir, inovar, fazer algo diferente, pois o cérebro não estará preparado”, diz.

(Por: Paulo de Camargo. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Observe a forma verbal destacada no trecho: “[...] cientistas vêm fazendo alertas [...]” (10º§). Sobre o acento gráfico do vocábulo “vêm”, de acordo com seu emprego no contexto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4352265 Português
Elisa

Eu amo os que me amam; e os que vigiam desde a manhã,
por me buscarem, achar-me-ão.
(Provérbios, VIII, 17.)

    Uma tarde – estávamos nos primeiros dias de abril – ela chegou à nossa casa. Empurrou com naturalidade o portão que vedava o acesso ao pequeno jardim, como se obedecesse a hábito antigo. Do alpendre, onde me encontrava, escapou-me uma observação desnecessária:
    – E se tivéssemos um cachorro?
  – Não me atemorizam os cães – retrucou aborrecida.
     Com alguma dificuldade (devia ser pesada a mala que carregava), subiu a escada. Antes de entrar pela porta principal, voltou-se:
  – Nem os homens tampouco.
    Surpreso por vê-la adivinhar meu pensamento, apressei-me em desfazer a situação cada vez mais embaraçosa:
    – Hoje o tempo está ruim. Se continuar assim...
    Interrompi a série de bobagens que me ocorria e, encabulado, procurei evitar o seu olhar repreensivo.
  Sorriu levemente, enquanto eu, nervoso, torcia as mãos.
    Logo a desconhecida se adaptou aos nossos hábitos. Raramente saía e nunca aparecia à janela.
    Talvez não tivesse reparado no primeiro momento em sua beleza. Bela, mesmo no desencanto, no seu meio sorriso. Alta, a pele clara, de um branco pálido, quase transparente, e uma magreza que acusava profundo abatimento. Os olhos eram castanhos, mas não desejo falar deles. Jamais me abandonaram.
    Cedo começou a engordar, a ganhar cores e, no rosto, já estampava uma alegria tranquila.
    Não nos disse o nome, de onde viera e que acontecimentos lhe abalaram a vida. Respeitávamos, entretanto, o seu segredo. Para nós era ela, simplesmente ela. Alguém que necessitava de nossos cuidados, do nosso carinho.
    Aceitei os seus longos silêncios, as suas repentinas perguntas. Uma noite, sem que eu esperasse, interrogou-me:
    – Já amou alguma vez?
    Por ser negativa a resposta, deixou transparecer a decepção. Pouco depois, abandonava a sala, sem nada acrescentar ao que dissera. Na manhã seguinte, encontramos vazio o seu quarto.
    Todos os dias, mal começava a cair a tarde, eu ia para o alpendre, à espera de que ela surgisse a qualquer momento na esquina. Minha irmã Cordélia desaprovava-me:
    - É inútil, ela não voltará. Se você estivesse menos apaixonado, não teria tanta esperança.
    Um ano após a sua fuga – estávamos novamente em abril – a vi aparecer no portão. Trazia mais triste a fisionomia, maiores as olheiras. Dos meus olhos, que se puseram alegres ao vê-la, desprendeu-se uma lágrima, e disse, esforçando-me para lhe tornar cordial a recepção:
     – Cuidado, agora temos uma cadelinha.
    – Mas o dono dela ainda é manso, não? Ou se tornou feroz na minha ausência? Estendi-lhe as mãos, que ela segurou por algum tempo. E, sem conter a minha ansiedade, indaguei:
    – Por onde andou? O que fez esse tempo todo? – Andei por aí e nada fiz. Talvez amasse um pouco – concluiu, sacudindo a cabeça com tristeza.
    A sua vida entre nós retomou o ritmo da outra vez. Mas eu estava intranquilo. Cordélia olhava-me penalizada, insinuava que eu não deveria ocultar mais a minha paixão.
     Faltava-me, contudo, a coragem e adiava a minha primeira declaração de amor.
    Meses depois, Elisa – sim, ela nos disse o nome – partiu de novo.
   E como lhe ficasse sabendo o nome, sugeri à minha irmã que mudássemos de residência. Cordélia, apegada ao extremo à nossa casa, nada objetou. Limitou-se a perguntar:
    – E Elisa? Como poderá encontrar-nos ao regressar?
    Refreei a custo a angústia e repeti completamente idiotizado:     
    – Sim, como poderá?

(RUBIÃO, M. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 161-163.)
Sobre as ocorrências fonológicas e ortográficas no conto de Murilo Rubião, analise as afirmativas a seguir.
I. A palavra “desnecessária” (1º§) apresenta um dígrafo consonantal e um dígrafo vocálico; além disso, termina em um encontro vocálico que permite dupla interpretação silábica (ditongo crescente ou hiato).
II. Os termos “cadelinha” (20º§) e “alpendre” (1º§) possuem, cada um, apenas um dígrafo. No entanto, esses dígrafos possuem naturezas distintas.
III. Na palavra “fisionomia” (19º§), ocorrem dois hiatos, sendo a tonicidade da palavra localizada na penúltima sílaba, o que a classifica como uma paroxítona não acentuada graficamente.
IV. A palavra “inútil” (18º§) recebe acento gráfico pela mesma regra que justifica o acento em “provérbios” (epígrafe do texto), uma vez que ambas são paroxítonas terminadas em elementos que exigem a marcação da sílaba tônica.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4352091 Português
Leia o texto e responda a questão: 

    Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando… E o Brasil cai nas oitavas da final.
    Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
    O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo? Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
    Claro que levou. Um, dois, podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
    O futebol não é uma caixinha de surpresas. É um caixão, com sua presa.
    Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

(https://cronicasdacopa.com.br/caio-maciel/oitava-napeneira-oitava-peneirando/)
Análise a afirmação e assinale a alternativa que corresponde ao emprego correto de “mau” ou “mal”.
“Após a eliminação, muitos torcedores avaliaram que o time jogou ______ e voltaram para casa de ______ humor.”
Alternativas
Q4352090 Português
Leia o texto e responda a questão: 

    Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando… E o Brasil cai nas oitavas da final.
    Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
    O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo? Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
    Claro que levou. Um, dois, podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
    O futebol não é uma caixinha de surpresas. É um caixão, com sua presa.
    Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

(https://cronicasdacopa.com.br/caio-maciel/oitava-napeneira-oitava-peneirando/)
Assinale a alternativa em que o emprego de "mas" e "mais" está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4352089 Português
Leia o texto e responda a questão: 

    Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando… E o Brasil cai nas oitavas da final.
    Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
    O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo? Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
    Claro que levou. Um, dois, podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
    O futebol não é uma caixinha de surpresas. É um caixão, com sua presa.
    Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

(https://cronicasdacopa.com.br/caio-maciel/oitava-napeneira-oitava-peneirando/)
Assim como na crônica, a escrita correta das palavras é essencial para a clareza do texto. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4350820 Português
Leia o texto para responder a questão.


Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares


Por Camila Boehm


   O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%. Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país. Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos  

   Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%). Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%). Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%). Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital. Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais. “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares

   Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%). Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços. Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares). Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%). Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.


Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026- 08/impacto-das-telas-na-saude-mental-ja-e-debatido-em-80-das-escolas 
No texto, observam-se as palavras “saúde”, “médio” e “país”. Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para a acentuação gráfica desses termos. 
Alternativas
Q4350507 Português
    Toda nação constrói para si alguns mitos básicos, que têm, em seu conjunto, a capacidade de produzir nos cidadãos o sentimento de pertencer a uma comunidade única, a qual permaneceria para sempre inalterada — “deitad[a] eternamente em berço esplêndido”, conforme verseja nosso Hino Nacional. Histórias de claro impacto e importância em seu contexto ganham outra dimensão quando escapam do momento que as viu nascer e passam a fazer parte da lógica do senso comum ou se transformam em retórica nacional.

    O certo é que, quando viram mitologia, esses discursos perdem sua capacidade crítica para serem lidos apenas de uma maneira, a partir de um só pressuposto: aquele que exalta a criação de um passado glorioso e de uma história única, somente enaltecedora. Além da burla da mestiçagem racial, tal espécie de utopia de Estado costuma imaginar uma idílica sociedade patriarcal, com sua hierarquia tão enraizada quanto virtuosa. É uma forma de narrativa que não se baseia obrigatoriamente em fatos, uma vez que seleciona, em primeiro lugar, uma mensagem final e só depois arruma um bom argumento para justificá-la. 

Lilia Moritz Schwarcz. Sobre o autoritarismo brasileiro.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 20 (com adaptações). 





A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
O emprego dos acentos gráficos nos monossílabos “têm” (primeiro parágrafo) e “só” (segundo parágrafo) justifica-se por regras de acentuação distintas. 
Alternativas
Q4349234 Português

Ao analisar os resultados positivos, observa-se que os estados do Paraná, Piauí, Goiás e Espírito Santo vêm apresentando avanços significativos, alcançando níveis de aprendizagem superiores à média nacional.


Com base nas regras de acentuação gráfica, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F).



(__)Os vocábulos 'Piauí' e 'Goiás' seguem a mesma regra de acentuação.


(__)O vocábulo 'vêm' recebe apenas acento diferencial, uma vez que sua terminação não é contemplada pela regra geral de acentuação dos monossílabos tônicos.


(__)O vocábulo 'níveis' recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo, já que as palavras com essa terminação devem ser acentuadas.


(__)O vocábulo 'Espírito' recebe acento pela mesma regra que acentua 'arquétipo', ambos acentuados corretamente por serem classificados como proparoxítonos.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens, de cima para baixo.

Alternativas
Q4349222 Português

"MEC Livros passou a reunir, em uma seção especial, obras sobre lendas e histórias da cultura popular brasileira. A seção Lendas do Brasil entrou no ar em 3 de agosto e reúne 15 livros que já estavam disponíveis no acervo da plataforma. A novidade foi a organização dos títulos em um espaço específico, facilitando a localização de obras sobre o tema."


Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir:



I.Os vocábulos 'reunir' e 'reúne', embora apresentem o 'u' tônico, diferem quanto à acentuação gráfica, pois um deles não recebe acento em razão da classificação da palavra quanto à posição da sílaba tônica.


II.O vocábulo 'disponíveis' recebe acento gráfico por ser uma palavra paroxítona terminada em ditongo oral.


III.Os vocábulos 'títulos' e 'específico' recebem acento gráfico pela mesma regra de acentuação, pois ambos são proparoxítonos.


IV.Os vocábulos 'facilitando', 'brasileira' e 'localização' apresentam, cada uma, classificação distinta quanto à posição da sílaba tônica.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4348023 Português
Considerando as mudanças ocorridas em razão do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, especialmente no que se refere às regras de acentuação gráfica, analise as asserções a seguir.
I.Com o Novo Acordo Ortográfico, os vocábulos 'feiura' e 'alauíta' perderam o acento no 'u', diferentemente de 'Piauí', que permanece acentuado.
PORQUE
II.As palavras com vogais tônicas 'i' e 'u' antecedidas de ditongo perderam o acento, porém o vocábulo 'Piauí' é uma exceção à regra, pois, embora também apresente ditongo, permanece acentuado.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4348013 Português
Considerando o emprego do hífen em palavras compostas, relacione as colunas a seguir, associando cada conjunto de vocábulos da Coluna I à classificação correspondente da Coluna II.
Coluna I
1.cor-de-rosa, maxi-resultado, pré-existente.
2.café-com-leite, circunavegação, cão-de-guarda.
3.mandachuva, circum-meridiano, Trás-os-Montes.
Coluna II
(__)Todas as palavras do conjunto estão grafadas corretamente.
(__)Apenas uma palavra do conjunto está grafada corretamente.
(__)Todas as palavras do conjunto estão grafadas incorretamente.
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta. 
Alternativas
Q4345924 Português

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi elaborado com o objetivo de promover a unificação da ortografia utilizada pelos países que têm o português como língua oficial. O acordo foi celebrado entre Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste, países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


A implementação do acordo promoveu mudanças na ortografia da língua portuguesa, envolvendo aspectos como o alfabeto, a acentuação, o emprego de consoantes e o uso de letras maiúsculas e minúsculas, além de regras relacionadas ao emprego do hífen.


Considerando as regras estabelecidas pelo Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa para o emprego do hífen, assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma vigente.

Alternativas
Q4345449 Português
Segundo Bechara (2024), as normas ortográficas vigentes estabelecem critérios para a representação gráfica das palavras, abrangendo aspectos como acentuação e emprego do hífen em diferentes estruturas vocabulares.
Considerando as regras ortográficas vigentes, analise as assertivas a seguir.

I.As formas "autoescola" e "infraestrutura" são grafadas sem hífen porque, nesses casos, a vogal final do primeiro elemento difere da vogal inicial do segundo.
II.A palavra "micro-ondas" mantém o hífen porque o primeiro elemento termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
III.As formas "antissocial" e "contrarregra" são grafadas com duplicação das consoantes "s" e "r", respectivamente, quando essas consoantes iniciam o segundo elemento após prefixos terminados em vogal.
IV.As palavras "idéia" e "assembléia" conservam o acento agudo por apresentarem ditongo aberto tônico "éi" em palavras paroxítonas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4345187 Português

Na tirinha que segue, uma das cobras dá uma resposta humorística para fugir da dificuldade de falar o plural em questão:


Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao plural de “pôr-do-sol”, conforme a norma-padrão da língua.

Alternativas
Q4345105 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
São palavras acentuadas com base na mesma regra, de acordo com a norma gramatical brasileira:
Alternativas
Respostas
201: E
202: D
203: A
204: D
205: B
206: D
207: B
208: A
209: D
210: A
211: C
212: C
213: D
214: C
215: B
216: D
217: B
218: C
219: C
220: C