Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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( ) Em “É o destino anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga ‘iluminada’ e o debate pela canetada ‘milagrosa’.” (1º par.), a expressão em destaque foi acentuada pela regra da terminação das palavras oxítonas.
( ) Em “Os juízes sobem a rampa como atores de um teatro: solenes, maquiados de imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.” (1º par.), as palavras em destaque possuem a mesma justificativa do emprego de acentuação por possuírem idêntica tonicidade silábica, ou seja, por serem paroxítonas.
( ) Em “Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que acreditam nela.” (3º par.), os vocábulos em destaque foram acentuados pela mesma regra a qual se refere à terminação dos monossílabos átonos.
( ) Em “O juiz se apresenta como técnico, mas age como político. Fala em direitos fundamentais e entrega engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita.” (3º par.), segundo o Novo Acordo Ortográfico, sempre as palavras que tiverem a mesma tonicidade das que se encontram em destaque serão acentuadas.
( ) Em “O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.” (7º par.), encontram-se em destaque palavras acentuadas por diferentes justificativas gramaticais.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência.
Esclerose múltipla deixa pistas no sangue muito antes dos sintomas
A esclerose múltipla costuma ser diagnosticada apenas quando os sintomas já se tornaram evidentes. No entanto, a ciência está se aproximando de um cenário diferente: identificar sinais da doença anos antes da primeira crise clínica.
A condição neurológica, que afeta principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, provoca um ataque do próprio sistema imunológico contra a bainha de mielina —estrutura que reveste os neurônios e garante a rápida transmissão dos impulsos nervosos. Quando esse processo começa, o cérebro pode acumular danos por muito tempo antes que surjam sintomas perceptíveis.
É justamente essa fase inicial que pesquisadores tentam desvendar. Um estudo publicado na revista Nature Medicine identificou biomarcadores sanguíneos capazes de sinalizar a presença da esclerose múltipla até sete anos antes dos primeiros sintomas.
A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte americanos acompanhados durante mais de uma década. Todos desenvolveram esclerose A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte-americanos acompanhados durante mais de uma década.
Os pesquisadores identificaram um conjunto de 21 biomarcadores que, avaliados em conjunto, podem ajudar a antecipar o reconhecimento da doença e monitorar sua evolução. Entre eles, a glicoproteína oligodendrócita da mielina (MOG) chamou atenção por surgir até sete anos antes dos sintomas. Sua presença indica os primeiros sinais de dano à mielina, alvo principal da doença.
Pouco depois, ocorre um aumento da proteína IL-3, associada ao recrutamento de células de defesa que passam a atacar estruturas do sistema nervoso central. Em seguida, surge a elevação da cadeia leve de neurofilamento (NfL), marcador que indica lesão direta dos neurônios.
Os achados reforçam uma ideia que os neurologistas observam há anos: a esclerose múltipla começa muito antes do primeiro surto. Enquanto o paciente ainda não apresenta alterações neurológicas evidentes, processos inflamatórios já podem estar em andamento.
Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas convivem durante anos com sintomas aparentemente inespecíficos, como fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações de humor, ansiedade ou irritabilidade, sem imaginar que essas manifestações possam estar relacionadas à doença.
O avanço também pode preencher uma lacuna importante da prática clínica. Hoje, a progressão da esclerose múltipla é monitorada principalmente por sintomas e exames de imagem. O problema é que a ressonância magnética nem sempre consegue mostrar toda a atividade inflamatória que ocorre dentro das lesões cerebrais.
Nesse contexto, biomarcadores sanguíneos poderiam funcionar como uma espécie de termômetro biológico, permitindo identificar inflamações em atividade, avaliar o risco de progressão e verificar se os tratamentos estão controlando adequadamente a doença.
Os especialistas ressaltam, porém, que esses marcadores não devem ser interpretados isoladamente. Algumas dessas proteínas também se alteram em outras doenças neurológicas, o que torna indispensável a associação com avaliação clínica, exames de imagem e outros testes laboratoriais.
A expectativa é que, no futuro, a combinação desses biomarcadores com ferramentas de inteligência artificial permita um acompanhamento mais personalizado. O objetivo seria identificar precocemente pacientes com maior risco de sequelas e iniciar intervenções antes que danos irreversíveis ocorram.
Extraído de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/06/16/esclerose-multipla-pode-ser-detectada-anos-antes-dos-sintomas.ghtm
Julgue o item subsequente, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
O uso de inicial maiúscula na palavra "Estado" permite concluir que ela designa nação — no caso, a brasileira.
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão
As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial?
Por Leonardo Assis, pesquisador do Laboratório de Cultura, Informação e Sociedade da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP
Nos últimos anos, a inteligência artificial generativa deixou de ser apenas uma curiosidade tecnológica para ocupar um papel crescente na produção da informação. O primeiro impacto desse fenômeno foi percebido no campo da comunicação científica. A partir de 2022, artigos, resumos, revisões de literatura e diferentes tipos de textos passaram a ser produzidos com auxílio desses sistemas, inaugurando um novo momento na história da produção do conhecimento.
Agora, essa mesma discussão chega a outro espaço. Ela sai do ambiente predominantemente digital da produção informacional e alcança uma dimensão concreta e pública: os acervos das bibliotecas.
Recentemente, um estudo realizado nos Estados Unidos com cerca de 700 bibliotecas públicas procurou compreender como essas instituições estão lidando com materiais produzidos por inteligência artificial. Os resultados revelaram um cenário de incertezas. Algumas bibliotecas declararam não aceitar esse tipo de material em seus acervos. Outras ainda tentam entender como identificar, avaliar e organizar essas produções.
A questão parece simples: obras produzidas por inteligência artificial devem ou não fazer parte dos acervos das bibliotecas? Mas talvez essa não seja a pergunta mais interessante.
A simples exclusão pouco acrescenta ao debate. É compreensível que bibliotecas estejam preocupadas com a qualidade da informação, a confiabilidade dos conteúdos e os critérios utilizados para selecionar aquilo que será preservado e disponibilizado ao público. No entanto, a recusa não responde a uma questão mais profunda: o que torna uma obra digna de ser preservada?
Se olharmos para a história das bibliotecas, perceberemos que a autoria nunca foi o único critério utilizado para legitimar uma obra. Diversos textos filosóficos chegaram até nós com autoria incerta ou contestada. O mesmo pode ser dito de obras religiosas que atravessaram séculos sendo traduzidas, reinterpretadas e transmitidas por diferentes grupos sociais. Ainda assim, continuam presentes em bibliotecas do mundo inteiro.
O que garantiu a permanência desses documentos não foi apenas a certeza sobre quem os escreveu. Foi o significado que adquiriram ao longo do tempo. Talvez a pergunta não seja “quem escreveu esta obra?”, mas “por que esta obra é significativa para uma comunidade?”. Essa mudança de perspectiva desloca o debate da tecnologia para a cultura.
Ao longo da história, inúmeras obras foram preservadas porque determinados grupos sociais lhes atribuíram relevância intelectual, religiosa, política, científica ou simbólica. Bibliotecas não preservam apenas autores. Bibliotecas preservam significados.
Também é importante reconhecer que a produção intelectual contemporânea já ocorre em ambientes profundamente mediados por tecnologias. Editores de texto corrigem frases automaticamente.
Softwares sugerem estruturas narrativas. Programas editam imagens. Algoritmos organizam conteúdos e influenciam processos criativos. A inteligência artificial não inaugura essa mediação tecnológica da cultura. Ela amplia sua escala e sua capacidade de intervenção.
Isso não significa ignorar os riscos. Obras produzidas por inteligência artificial exigem mecanismos de avaliação, transparência e contextualização. Bibliotecas precisam desenvolver formas de identificar esses materiais, compreender seus processos de produção e estabelecer critérios adequados para sua seleção e organização. Trata-se de uma preocupação legítima e necessária. Mas a simples recusa talvez seja insuficiente.
Se determinadas produções passarem a influenciar comunidades, formar opiniões, registrar experiências, expressar identidades ou representar momentos históricos específicos, elas inevitavelmente se tornarão objetos de interesse para bibliotecas, pesquisadores e instituições de memória. Nesse ponto, a discussão deixa de ser apenas tecnológica. O que está em jogo é a própria construção do valor cultural.
Uma obra não se torna relevante apenas porque foi produzida por um ser humano. Ela se torna relevante quando uma sociedade passa a reconhecê-la como importante para compreender o mundo, transmitir conhecimentos, construir identidades ou preservar memórias. Por essa razão, a questão central não parece repousar na aceitação ou rejeição desses materiais. A questão central está em compreender quais deles serão capazes de adquirir significado social ao longo do tempo.
Bibliotecas sempre preservaram aquilo que diferentes sociedades consideraram relevante para sua memória e para sua produção simbólica. O desafio colocado pela inteligência artificial é decidir se algumas dessas novas produções também serão reconhecidas dessa forma.
No fundo, essa não é apenas uma discussão do campo dos Estudos da Informação. É uma discussão da própria sociedade sobre confiança, legitimidade, memória e cultura. O que estamos debatendo não é apenas a presença da inteligência artificial nas bibliotecas, mas quais produções serão consideradas significativas para nossa experiência coletiva e, consequentemente, dignas de serem preservadas para as próximas gerações.
Talvez o verdadeiro desafio não seja descobrir se uma inteligência artificial pode produzir uma obra. O desafio talvez seja compreender quais produções geradas por inteligência artificial a sociedade decidirá transformar em patrimônio cultural.
Fonte: https://jornal.usp.br/artigos/as-bibliotecas-devem-recusar-obras-produzidas-por-inteligencia-artificial/ Acesso em 15 ago. 2026. (Adaptado)
Considerando o emprego do hífen na palavra 'porta-voz', analise as asserções a seguir.
I.O vocábulo 'porta-voz' está grafado corretamente com hífen, pois é um composto sem elemento de ligação cujo primeiro termo está representado por uma forma verbal.
PORQUE
II.A palavra 'porta-voz' é um substantivo composto formado por uma forma verbal (porta, do verbo portar) unida a um substantivo (voz), assim como os compostos 'conta-gotas' e 'para-quedas', que estão grafadas corretamente com hífen, pela mesma regra.
A respeito das asserções, analise a afirmativa CORRETA.
Com base nas regras de acentuação, julgue as afirmativas a seguir.
I.O vocábulo 'ideia' não recebe acento gráfico por ser paroxítona com ditongo aberto, regra que também justifica a ausência de acento em 'joia' e 'tramoia'.
II.O vocábulo 'juiz' não recebe acento gráfico porque, embora o 'i' tônico forme hiato com a vogal anterior, ele está acompanhado de 'z', o que impede a aplicação da regra de acentuação dos hiatos. No plural, 'juízes' recebe acento gráfico porque o 'i' tônico permanece em hiato e constitui o núcleo de uma sílaba.
III.Os vocábulos 'está', 'judicial' e 'decidiu' apresentam a mesma acentuação tônica.
IV.O vocábulo 'constituía' recebe acento gráfico pela mesma regra de 'baú', embora pertençam a diferentes classificações quanto à tonicidade.
É CORRETO o que se afirma em:
Analise o enunciado abaixo:

Fonte: https://www.crp03.org.br/crp-03-publica-nota-em-defesa-dos-instrumentos-privativos-da-psicologia-contra-parecer-n-28-2026/
Conselho Regional de Psicologia – CRP 3ª Região – Bahia.
“CRP- 03 publica nota em defesa pela indispensabilidade da Psicologia na avaliação em Saúde Mental, mediante Parecer N° 28/2026 do COFEN.”
Assinale a alternativa que foi acentuada pela mesma regra gráfica da palavra destacada acima: Saúde.