Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q4396148 Português

O jogador que leu Tolstói


(Ramires Linhares)



    Lev Nikoláievitch Tolstói (1828/1910) foi um escritor russo, reconhecido como um dos maiores e mais influentes autores de todos os tempos, escreveu “A Morte de Ivan Ilitch” em 1886, uma história curta sobre um homem que passou a vida fazendo tudo aquilo que a sociedade considerava certo. Estudou, construiu carreira, casou-se, comprou uma casa bonita, buscou prestígio e manteve uma aparência respeitável. Até que adoeceu.


    Foi quando percebeu uma coisa incômoda: talvez tivesse passado a vida inteira preocupado em parecer feliz, correto e bem-sucedido, sem nunca ter parado para perguntar se, de fato, era feliz.


    Li o livro mais de uma vez (como deve ser), cheguei a achar meio “água com açúcar” ou que tinha sido escrito de trás pra frente. A ideia de que é um livro sobre a morte fica para trás depois do meio. É um livro sobre a vida. A vida que levamos enquanto achamos que ainda temos muito tempo.


    Recentemente, aqui no Brasil, um episódio chamou a atenção para o livro de Tolstói, inclusive com semelhanças de enredo. O jogador de futebol Gustavo Scarpa, do Atlético Mineiro, contou que leu “A Morte de Ivan Ilitch” e recomendou o livro.


    Pronto! Foi o suficiente para causar surpresa. Não pelo Tolstói. Pelo Scarpa.


    Como assim, um jogador de futebol lendo literatura russa do século XIX? A reação diz muito sobre nós. Parece que ainda distribuímos as pessoas em gavetas: jogador joga bola, médico cuida de doente, advogado fala difícil, jornalista escreve e professor lê. Se o sujeito sair da gaveta, dá um bug no sistema.


    Mas Scarpa pode jogar futebol e ler Tolstói. Pode discutir escalação, salário e campeonato e, no intervalo disso tudo, pensar sobre a brevidade da vida. Essa é a graça. Porque Tolstói escreveu sobre um homem que passou a vida inteira tentando cumprir o papel que esperavam dele. E nós continuamos fazendo isso, só que agora com celular, cartão de crédito, grupo de WhatsApp e uma necessidade permanente de parecer bem nas redes sociais, inflando incondicionalmente o nosso ego.


    Ivan Ilitch queria parecer bem-sucedido. As pessoas reais de hoje também. E, se possível, felizes, produtivas, jovens, interessantes e num lugar instagramável no fim de semana. A diferença é que Ivan descobriu tudo isso tarde demais. Nós ainda estamos em campo. As questões filosóficas abordadas por Tolstói, adaptadas aos nossos tempos, deveriam ser bem mais incômodas, mas não são, afinal, a gente acha que ler Tolstói não é pra todos, não é pra gente.


    Ivan Ilitch descobriu como deveria viver só depois de morrer. Morrer, talvez, nem seja o problema. Chegar ao último capítulo e descobrir que passamos a vida escrevendo para agradar os outros, isso sim, pode ser um problema.


Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/o-jogador-que-leu-tolstoi-39834

Leia o fragmento:



“Ivan Ilitch queria parecer bem-sucedido. As pessoas reais de hoje também. E, se possível, felizes, produtivas, jovens, interessantes e num lugar instagramável no fim de semana.”



A respeito do termo em destaque, afirma-se o seguinte:



I. Trata-se de um neologismo.


II. Além de “bonito” ou “desejável”, carrega também a conotação de “interessante ou chamativo o suficiente para gerar uma boa foto pública”.


III. Não deve ser grafada com acento.



Está(ão) correta(s):

Alternativas
Q4396147 Português

O jogador que leu Tolstói


(Ramires Linhares)



    Lev Nikoláievitch Tolstói (1828/1910) foi um escritor russo, reconhecido como um dos maiores e mais influentes autores de todos os tempos, escreveu “A Morte de Ivan Ilitch” em 1886, uma história curta sobre um homem que passou a vida fazendo tudo aquilo que a sociedade considerava certo. Estudou, construiu carreira, casou-se, comprou uma casa bonita, buscou prestígio e manteve uma aparência respeitável. Até que adoeceu.


    Foi quando percebeu uma coisa incômoda: talvez tivesse passado a vida inteira preocupado em parecer feliz, correto e bem-sucedido, sem nunca ter parado para perguntar se, de fato, era feliz.


    Li o livro mais de uma vez (como deve ser), cheguei a achar meio “água com açúcar” ou que tinha sido escrito de trás pra frente. A ideia de que é um livro sobre a morte fica para trás depois do meio. É um livro sobre a vida. A vida que levamos enquanto achamos que ainda temos muito tempo.


    Recentemente, aqui no Brasil, um episódio chamou a atenção para o livro de Tolstói, inclusive com semelhanças de enredo. O jogador de futebol Gustavo Scarpa, do Atlético Mineiro, contou que leu “A Morte de Ivan Ilitch” e recomendou o livro.


    Pronto! Foi o suficiente para causar surpresa. Não pelo Tolstói. Pelo Scarpa.


    Como assim, um jogador de futebol lendo literatura russa do século XIX? A reação diz muito sobre nós. Parece que ainda distribuímos as pessoas em gavetas: jogador joga bola, médico cuida de doente, advogado fala difícil, jornalista escreve e professor lê. Se o sujeito sair da gaveta, dá um bug no sistema.


    Mas Scarpa pode jogar futebol e ler Tolstói. Pode discutir escalação, salário e campeonato e, no intervalo disso tudo, pensar sobre a brevidade da vida. Essa é a graça. Porque Tolstói escreveu sobre um homem que passou a vida inteira tentando cumprir o papel que esperavam dele. E nós continuamos fazendo isso, só que agora com celular, cartão de crédito, grupo de WhatsApp e uma necessidade permanente de parecer bem nas redes sociais, inflando incondicionalmente o nosso ego.


    Ivan Ilitch queria parecer bem-sucedido. As pessoas reais de hoje também. E, se possível, felizes, produtivas, jovens, interessantes e num lugar instagramável no fim de semana. A diferença é que Ivan descobriu tudo isso tarde demais. Nós ainda estamos em campo. As questões filosóficas abordadas por Tolstói, adaptadas aos nossos tempos, deveriam ser bem mais incômodas, mas não são, afinal, a gente acha que ler Tolstói não é pra todos, não é pra gente.


    Ivan Ilitch descobriu como deveria viver só depois de morrer. Morrer, talvez, nem seja o problema. Chegar ao último capítulo e descobrir que passamos a vida escrevendo para agradar os outros, isso sim, pode ser um problema.


Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/o-jogador-que-leu-tolstoi-39834

A respeito da acentuação das palavras “açúcar”, “médico” e “século”, todas retiradas do texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4395308 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

Você precisa estar lá e você precisa, “peloamordeDeus”, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, “nossaSenhora”, tem pavor daquelas pessoas.

De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa que apresenta o efeito de sentido gerado pelo uso das palavras sem espaço entre elas nos trechos destacados.
Alternativas
Q4394571 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé

Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo. [...]

Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.

Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]


KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficarparado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
O texto emprega diversas palavras cujo acento gráfico, ou cuja ausência de acento, decorre de regras distintas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, algumas delas sensíveis à flexão e à estrutura silábica do vocábulo. Considerando as regras de acentuação gráfica vigentes e o emprego dessas palavras no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4394567 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé

Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo. [...]

Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.

Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]


KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficarparado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
Ao descrever o controle da postura, o texto recorre a vocabulário técnico em que são frequentes palavras formadas por prefixação ou por elementos de composição. Considerando as regras do Acordo Ortográfico vigente para o emprego do hífen, as palavras formadas por prefixação estão grafadas de forma CORRETA em:
Alternativas
Q4394093 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Massa de Panqueca Simples
Ingredientes:
1 ovo
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite
1 pitada de sal
1 colher de sopa de óleo
Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. A seguir, aqueça uma frigideira untada com um fio de óleo em fogo baixo.
Coloque um pouco da massa na frigideira não muito quente e esparrame de modo a cobrir todo o fundo e ficar só uma camada fina de massa.
Deixe igualar os dois lados, até que fiquem levemente douradas. Retire com a espátula, e sirva com o recheio de sua preferência.
https://www.tudogostoso.com.br/receita/82681-massa-de-panqueca.html
Leia o trecho da receita: “Bata no liquidificador o leite, o ovo, a farinha de trigo, o óleo e uma pitada de sal. Depois, aqueça uma frigideira e coloque uma concha da massa.” Considerando as regras de acentuação gráfica das palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, assinale a alternativa em que a palavra está corretamente classificada quanto à sua tonicidade.
Alternativas
Q4394020 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?


A conexão com ambientes naturais proporciona diversos benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se todos podem colher os mesmos resultados.

Os impactos positivos da natureza em ambientes de saúde são observados há décadas. Na década de 1980, uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um dia antes caso pudessem ver árvores através da janela do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam mais observações negativas da equipe de enfermagem. Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa abordagem. A organização beneficente Maggie's mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que, para alguém em tratamento contra o câncer, o contato com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico. Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um estudo realizado na Snake River Correctional Institution, no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações violentas ao longo de um ano.

A explicação para tais efeitos fundamenta-se em diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia defende que os seres humanos possuem um impulso inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora pesquisas com gêmeos indiquem um componente genético, ainda não foi identificado um gene específico associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas formulam teorias sobre como o tempo passado no meio natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.

O professor associado e diretor do laboratório de meio ambiente e bem-estar da Universidade de Washington, Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A primeira é a hipótese da redução do estresse, que sustenta que ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda vertente é a teoria da restauração da atenção, que aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar distrações e focar na chamada atenção direcionada. Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam e esgotam essa atenção direcionada devido à necessidade constante de desviar de carros, trânsito e ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente, permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em suas pesquisas, Bratman observou melhorias na memória de trabalho em pessoas que caminharam na natureza por cinquenta minutos em comparação com aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a redução do estresse e a restauração da atenção não são teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma conjunta.

Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo japonês que comparou jovens em florestas e em ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso parassimpático, enquanto os outros apresentaram redução. Diante disso, pesquisadores investigam como diferentes tipos de ambientes naturais impactam diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El Paso, no Texas, participantes submetidos a uma situação estressante foram expostos a três cenários em realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem desértica e um ambiente de escritório como grupo de controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

O avanço das pesquisas indica que o contato com a natureza beneficia a saúde da população em geral. Diante do dado de que a maior parte da população mundial reside em vilas e cidades, segundo a Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos diários no humor possam parecer pequenos, a exposição repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no bem-estar ao longo do tempo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
Ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca.

Considerando a acentuação gráfica das palavras empregadas no trecho apresentado, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4394017 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?


A conexão com ambientes naturais proporciona diversos benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se todos podem colher os mesmos resultados.

Os impactos positivos da natureza em ambientes de saúde são observados há décadas. Na década de 1980, uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um dia antes caso pudessem ver árvores através da janela do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam mais observações negativas da equipe de enfermagem. Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa abordagem. A organização beneficente Maggie's mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que, para alguém em tratamento contra o câncer, o contato com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico. Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um estudo realizado na Snake River Correctional Institution, no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações violentas ao longo de um ano.

A explicação para tais efeitos fundamenta-se em diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia defende que os seres humanos possuem um impulso inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora pesquisas com gêmeos indiquem um componente genético, ainda não foi identificado um gene específico associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas formulam teorias sobre como o tempo passado no meio natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.

O professor associado e diretor do laboratório de meio ambiente e bem-estar da Universidade de Washington, Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A primeira é a hipótese da redução do estresse, que sustenta que ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda vertente é a teoria da restauração da atenção, que aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar distrações e focar na chamada atenção direcionada. Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam e esgotam essa atenção direcionada devido à necessidade constante de desviar de carros, trânsito e ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente, permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em suas pesquisas, Bratman observou melhorias na memória de trabalho em pessoas que caminharam na natureza por cinquenta minutos em comparação com aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a redução do estresse e a restauração da atenção não são teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma conjunta.

Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo japonês que comparou jovens em florestas e em ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso parassimpático, enquanto os outros apresentaram redução. Diante disso, pesquisadores investigam como diferentes tipos de ambientes naturais impactam diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El Paso, no Texas, participantes submetidos a uma situação estressante foram expostos a três cenários em realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem desértica e um ambiente de escritório como grupo de controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

O avanço das pesquisas indica que o contato com a natureza beneficia a saúde da população em geral. Diante do dado de que a maior parte da população mundial reside em vilas e cidades, segundo a Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos diários no humor possam parecer pequenos, a exposição repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no bem-estar ao longo do tempo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre.

Considerando a ortografia oficial, especialmente o emprego de letras e dígrafos e o uso de maiúsculas e minúsculas no trecho apresentado, analise as assertivas a seguir.

I.Em "instituições", o emprego de "ç" está de acordo com a escrita da palavra, e essa letra apresenta valor sonoro associado ao de "s".
II.Em "semelhantes", a sequência "lh" constitui encontro consonantal, pois cada uma das duas letras conserva um som próprio na pronúncia da palavra.
III.Em "oxigênio", a letra "x" apresenta o mesmo valor sonoro encontrado no início de "xícara", ainda que ocupe posição diferente nas duas palavras.
IV.Em "Reino Unido", as letras iniciais maiúsculas estão associadas ao emprego de um nome próprio.

Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.
Alternativas
Q4392801 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As Letras são Infinitas


Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.


Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.


O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]


O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]


Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]


[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.


Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.


YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

A crônica emprega palavras formadas por prefixação e formas verbais com pronome enclítico, casos em que o uso do hífen obedece a critérios diferentes estabelecidos pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.


Considerando as regras de emprego do hífen vigentes, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4392799 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As Letras são Infinitas


Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.


Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.


O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]


O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]


Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]


[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.


Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.


YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

A crônica emprega palavras que ilustram diferentes regras de acentuação gráfica, algumas das quais variam conforme a flexão do vocábulo ou a posição da sílaba tônica. Com base no Acordo Ortográfico vigente, julgue as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):



(__) Em "também" e em "Há", o acento se explica pela mesma regra, que abrange as oxítonas e os monossílabos tônicos terminados em "a", "e", "o" e "em".


(__) "Inesgotáveis" é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo oral seguido de "s", ao passo que "incapazes", também paroxítona, dispensa acento.


(__) "Julgávamos" mantém o acento na forma "julgamos", do presente do indicativo, pois a sílaba tônica permanece a mesma nas duas formas do verbo.


(__) Os acentos de "Poética" e de "Matemática" obedecem à regra das proparoxítonas, e ambos seriam mantidos caso essas palavras fossem pluralizadas.


(__) "Contraintuitivos" não leva acento, mas a forma verbal "intuíram" o recebe, em razão do "i" tônico que forma hiato com a vogal anterior.



A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q4392549 Português

Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:



“_______ você está me dizendo isso? Será que _______ está com medo ou tem outro motivo?”


Diga-me logo o _______ de tanta apreensão.”

Alternativas
Q4392546 Português
Assinale a alternativa que traz as palavras que estão escritas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4392460 Português
Texto para a questão.


O desafio da leitura na era digital: autonomia cognitiva e os limites da tecnologia na escola


   A aceleração digital no ambiente educacional tem reacendido debates profundos sobre os limites do uso de telas na formação de jovens. Se, por um lado, as ferramentas tecnológicas ampliam o acesso a acervos globais e democratizam a informação, por outro, a mediação algorítmica constante ameaça a autonomia cognitiva dos estudantes. O uso de algoritmos de recomendação e de inteligência artificial generativa na elaboração de trabalhos escolares impõe um paradoxo: nunca se produziu tanto texto com tão pouca reflexão autoral.

  Diante desse cenário, pedagogos e neurocientistas sustentam que a escola precisa resguardar espaços de silêncio e desaceleração. A leitura imersiva de obras extensas, o exercício da escrita manuscrita e a argumentação presencial não constituem meros resquícios de um passado anacrônico, mas estratégias fundamentais para a consolidação do pensamento crítico. Quando delegamos ao software a estruturação do raciocínio, desidratamos a capacidade de síntese e a tolerância à complexidade.

   Não se trata de adotar uma postura ludista e rejeitar a inovação, contudo a tecnologia deve figurar como meio, jamais como fim pedagógico. A verdadeira inclusão digital exige ensinar os estudantes a interrogarem os dados, a identificarem vício de neutralidade em sistemas automatizados e a reconhecerem que a velocidade de resposta não equivale à profundidade de análise.

   A mediação docente permanece, portanto, insubstituível. Cabe ao professor desorganizar a lógica do consumo imediato, provocando o estudante a sair da bolha informativa. Sem essa intervenção consciente, o risco é converter a educação em um mero balcão de processamento rápido de tarefas, no qual a curiosidade intelectual dá lugar ao automatismo funcional.

  A escola contemporânea enfrenta o desafio de equilibrar a conectividade necessária com a preservação do pensamento autônomo. Aqueles que acreditam que a tecnologia substituirá a mediação humana ignoram que educar é, acima de tudo, um ato relacional e ético. A técnica pode otimizar processos, mas apenas o encontro de subjetividades é capaz de transformar a informação em sabedoria. É na fresta entre a dúvida e a descoberta que o conhecimento verdadeiramente se consolida.


Internet: <unesco.org> (com adaptações).
Assinale a opção em que a justificativa apresentada para a acentuação gráfica da palavra retirada do texto está inteiramente correta segundo a norma‑padrão.
Alternativas
Q4392161 Português
Assinale a opção em que a acentuação gráfica de todas as palavras está em conformidade com as regras da gramática normativa.
Alternativas
Q4392154 Português
Texto para a questão.


A expansão urbana e os desafios da preservação do patrimônio histórico nas metrópoles


      O crescimento desordenado das cidades contemporâneas impõe um desafio complexo e cotidiano: o conflito latente entre a expansão imobiliária e a necessidade imperativa de salvaguardar o patrimônio histórico. Edifícios seculares, praças tradicionais e traçados urbanos antigos formam a espinha dorsal da memória coletiva, funcionando como arquivos visuais que narram a trajetória de formação da sociedade. Quando a especulação desenfreada destrói esses marcos em nome de uma suposta modernização urgente, apaga‑se também uma fração vital da identidade cultural urbana, deixando os cidadãos órfãos de suas próprias raízes.

   Por essa razão, historiadores, urbanistas e movimentos sociais intensificam o monitoramento e cobram legislações mais rígidas de tombamento, assegurando que o desenvolvimento tecnológico e habitacional caminhe em harmonia com a proteção da memória. Sem esse contrapeso institucional, as metrópoles correm o sério risco de se transformar em espaços efêmeros e destituídos de singularidade, onde o passado é tratado como resíduo obsoleto e o futuro perde a sua profundidade social.

    A valorização do patrimônio, portanto, não se restringe apenas à preservação de construções antigas, mas abrange a manutenção de narrativas, práticas culturais e modos de vida que conferem sentido e pertencimento aos moradores. Investir na conservação significa, na verdade, fortalecer os laços comunitários e promover uma resiliência cultural capaz de enfrentar os desafios da homogeneização global e da perda de identidades locais. Internet: (com adaptações).

Internet: <periodicos.fgv.br> (com adaptações).
No título do texto, os termos “patrimônio” e “histórico” recebem acento gráfico, respectivamente, por serem classificados como 
Alternativas
Q4391953 Português
A intervenção profissional e a perspectiva da educação física cultural

        O papel do profissional de educação física na contemporaneidade exige uma visão crítica que ultrapasse a dimensão puramente biológica do corpo. A atuação, orientada pelos princípios do Conselho Regional de Educação Física (CREF), deve abraçar a complexidade das manifestações da cultura corporal em diversos contextos sociais. Nesse cenário, a perspectiva da educação física cultural ganha protagonismo. Ela compreende as práticas corporais, como jogos, danças, ginásticas e esportes, não como meros gestos mecânicos, e sim como textos culturais dinâmicos, produzidos, ressignificados e compartilhados por diferentes grupos.

        A valorização da diversidade cultural torna‑se, assim, um pilar da intervenção. Ao tematizar as diferenças nas escolas, clubes ou academias, o educador físico atua ativamente no combate a preconceitos, democratizando o acesso ao lazer e garantindo que múltiplas identidades sejam respeitadas. Além do imprescindível domínio técnico, exige‑se do profissional registrado um compromisso ético e sociopolítico. A formação contínua é necessária para desconstruir discursos hegemônicos que, historicamente, elitizam certas práticas esportivas em detrimento de manifestações populares e regionais.

        Em suma, a regulamentação da profissão assegura à sociedade uma intervenção qualificada e segura. O profissional assume o dever de promover a saúde de forma integral e a cidadania, utilizando a cultura corporal de movimento como um poderoso instrumento de emancipação e de transformação coletiva.

Internet: <confef.org.br>  (com adaptações).

Considerando as ideias, a organização e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.


Os termos “biológica”, “práticas” e “dinâmicos” recebem acento gráfico por obedecerem à mesma regra de acentuação ortográfica.

Alternativas
Q4391894 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente acentuadas segundo a ortografia oficial vigente:
Alternativas
Q4391718 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a ortografia oficial vigente:
Alternativas
Q4391716 Português
Considerando as regras de acentuação gráfica vigentes, assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE acentuadas:
Alternativas
Q4391632 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a ortografia oficial da língua portuguesa: 
Alternativas
Respostas
121: D
122: B
123: D
124: B
125: A
126: A
127: C
128: D
129: E
130: B
131: C
132: B
133: C
134: B
135: D
136: C
137: E
138: D
139: B
140: B