Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3862509 Português
No texto aparecem palavras como “autocontrole”, “autoestima” e “autoconfiança”. Segundo o Novo Acordo Ortográfico, estão também corretamente grafadas sem hífen as palavras:
Alternativas
Q3862374 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto e, a seguir, responda à questão.


TEXTO I


 Ventania em São Paulo: ciclones 'devastadores' no Brasil são culpa das mudanças climáticas?


A passagem de um ciclone extratropical pelo sul do Brasil tem gerado chuvas intensas e vendavais pelo país, provocando estragos em diversas regiões, principalmente no Centro-Sul.

Três mortes foram registradas na cidade de Palhoça, em Santa Catarina, que nas últimas 24 horas registrou um acúmulo de chuva de 137 mm, de acordo com o MetSul.

Fortes ventos também atingem os Estados de Minas Gerais e São Paulo - situados em uma região ainda periférica em relação ao centro do ciclone.

Segundo a concessionária de energia Enel, 36% dos clientes da Região Metropolitana de São Paulo estavam sem energia por volta das 16h, somando mais de 2,3 milhões de pessoas com o abastecimento interrompido.

A Defesa Civil de São Paulo registra quedas de árvore, destelhamentos e alagamentos em diversos municípios. Ventos na Lapa, Zona Oeste da capital, chegaram a 98 km por hora.

Na capital, mais de 514 chamados para queda de árvores foram registrados até às 14h.

Meteorologistas consideram o ciclone de "altíssimo risco", com previsão de rajadas de vento que podem chegar a 120km/h.

Para climatologistas ouvidos pela BBC News Brasil, por mais que a ocorrência de ciclones seja comum no hemisfério sul, não há como negar o impacto das mudanças climáticas em eventos intensos como esse.

"Não é incomum ter um ciclone nesta época do ano, o que é incomum é a intensidade que estamos vendo. E os estudos indicam que esse cenário é uma tendência do aquecimento global", afirma o climatologista José Marengo, que coordena o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

Nos últimos anos, diversos ciclones foram registrados no Brasil, muitos com chuvas intensas, rajadas de vento, principalmente na região sul.

O mais recente foi registrado em novembro, ocasionando a formação de um tornado que atingiu o Paraná e destruiu 90% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do estado.

Seis pessoas morreram e mais de mil moradores ficaram desalojados. Os ventos chegaram a 250km/h.

Segundo Franscisco Aquino, climatologista e professor da UFRGS, nem todo evento meteorológico é resultado das mudanças do clima, mas a frequência e a intensidade dos ciclones extratropicais aumentou nas últimas décadas no hemisfério sul.

Ele avalia que há uma relação direta entre os efeitos dessas mudanças, sobretudo na Antártica, e o aumento de ciclones que atingiram o Brasil desde setembro.

Aquino explica que, neste ano, a Antártica registrou baixa extensão de gelo marinho, tanto no verão quanto no inverno.

Essa redução de gelo coloca a oscilação Antártica em fase negativa, empurrando o cinturão de ciclones extratropicais para o sul do Brasil, o que explica essa sequência incomum de tempestades e eventos extremos.

"Como a atmosfera está mais quente, e o planeta segue em mudança climática, não tem como entender que não há uma combinação desses fatores, nesse caso reduzindo o gelo marinho, deixando a fase negativa no sul, e permitindo a formação de ciclones mais intensos", afirma.


Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvldn2qzpo) 

"A passagem de um ciclone extratropical pelo sul do Brasil tem gerado chuvas intensas e vendavais pelo país, provocando estragos em diversas regiões, principalmente no Centro-Sul."
O vocábulo 'Centro-Sul' está grafado corretamente com hífen, assim como os vocábulos a seguir, EXCETO:
Alternativas
Q3862306 Português

Amigos para o bem e para o mal


Vera Iaconelli – Psicanalista



    Costumamos dizer que é na hora do perrengue que se conhece um verdadeiro amigo. Ele seria a pessoa que não larga nossa mão quando estamos por baixo. Concordo, desde que se leve em conta o outro lado: amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos. A amizade só se revela no intercâmbio de posições e em diferentes contextos.  


    Partimos da constatação freudiana de que não há relação isenta de ambivalência e que o amor e o ódio andam de mãos dadas. É através do amor que superamos nossa tendência a controlar ou destruir o outro por medo de que ele nos controle ou destrua antes. A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma. 


    Ele permite que a inveja dê lugar à admiração, sabendo que a primeira está sempre à espreita. Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer sob a condição de um insight: ser o dono da bola não é tão legal quanto ter alguém com quem jogar.


    Inveja, ciúme, competição, raiva... as amizades vêm com a paleta completa de afetos humanos, acirrados pela proximidade, pelo convívio e pela longevidade das relações. O que as torna especiais é que nelas o cuidado, a empatia e a intimidade dão mais prazer do que nossa costumeira mesquinhez. Daí que ver o amigo brilhar, quando não consideramos nosso umbigo o centro do universo, pode ser fonte de um genuíno prazer.


    Da mesma forma, vê-lo sofrer é dilacerante (e perdê-lo, impensável). A condição para ser um amigo digno do título é que o sadismo diante do sofrimento alheio não roube a cena. Reitero que não existe aqui nenhuma expectativa de que sejamos seres superiores, livres das limitações humanas, mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las, evitar que transbordem em atos danosos e, acima de tudo, desfrutar do prazer de amar e ser amado pelo outro. 


    O mesmo critério deveria servir para familiares, conhecidos e colegas. Mas estes têm que galgar muitos degraus para receber o especialíssimo título de amigo. A amizade é contingente e implica trocas íntimas e duradouras nas quais podemos nos fiar, quase sempre. Amigos também comem bola, mas ganham no saldo final e por insistência. 


    Nossos amigos não precisam ser as melhores pessoas do mundo. Basta que sejam as melhores pessoas do nosso mundo. Isso permite que mesmo os bizarros, os malas sem alça e os perdidos de plantão tenham direito a relações significativas na vida. (Considerando que todos somos um pouco bizarros, malas e perdidos, é bom que haja quem nos aguente.) 


[...]


    No fim das contas, amigo mesmo é aquele que sobrevive ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sem sadismo nem inveja demais, e com disponibilidade amorosa ao longo da vida.  


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2025/10/amigos-para-o-bem-e-para-o-mal.shtml). Acesso em: 22 nov. 2025. 

Assinale a alternativa cuja explicação entre parênteses esteja correta em relação ao emprego do acento circunflexo nas palavras destacadas.
Alternativas
Q3862163 Português
Indique a alternativa em que todas as palavras são acentuadas graficamente, segundo a mesma regra.
Alternativas
Q3862073 Português
Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana


    O lançamento do foguete HANBIT-Nano, da empresa privada sul-coreana Innospace, que vai ser lançado no Maranhão, teve a integração das cargas úteis iniciada na última segunda-feira (10). A etapa é considerada decisiva para o lançamento durante a Operação Spaceward. O foguete será lançado na próxima semana.

   Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil, como satélites e experimentos, e o veículo lançador, o que assegura que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo.

    O objetivo da missão é transportar cinco satélites e três experimentos para o espaço. Os materiais foram desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais e simboliza a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.

   Nesta etapa são feitos os testes elétricos e mecânicos entre os adaptadores de carga útil e os equipamentos embarcados. A etapa inclui também a checagem de compatibilidade entre os sistemas dos satélites e os subsistemas do veículo lançador.

  São realizados testes funcionais, verificações de comunicação e análises de resposta dos equipamentos quando conectados ao hardware de integração. Esse conjunto de verificações serve para confirmar se as cargas se comunicam corretamente com o foguete, garantindo compatibilidade e segurança entre os meios antes do lançamento.

  “Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)”, destaca o Coordenador-Geral da Operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

    Após a equipe concluir a etapa atual, a missão avançará para a integração final, momento em que os satélites serão instalados no módulo responsável por acomodá-los dentro do foguete. Em seguida, deve ocorrer a instalação das carenagens, as simulações gerais de pré-lançamento, as avaliações ambientais completas e, por fim, os procedimentos conjuntos de segurança de voo e coordenação operacional com a FAB (Força Aérea Brasileira).

   Essa sequência marca o início das últimas horas antes da contagem regressiva, quando todo o sistema, composto por foguete, cargas, infraestrutura e equipes, passa a operar em modo de prontidão máxima.


Fonte: Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana | CNN Brasil
Assinale a alternativa na qual as duas palavras são acentuadas pela mesma regra: 
Alternativas
Q3862072 Português
Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana


    O lançamento do foguete HANBIT-Nano, da empresa privada sul-coreana Innospace, que vai ser lançado no Maranhão, teve a integração das cargas úteis iniciada na última segunda-feira (10). A etapa é considerada decisiva para o lançamento durante a Operação Spaceward. O foguete será lançado na próxima semana.

   Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil, como satélites e experimentos, e o veículo lançador, o que assegura que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo.

    O objetivo da missão é transportar cinco satélites e três experimentos para o espaço. Os materiais foram desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais e simboliza a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.

   Nesta etapa são feitos os testes elétricos e mecânicos entre os adaptadores de carga útil e os equipamentos embarcados. A etapa inclui também a checagem de compatibilidade entre os sistemas dos satélites e os subsistemas do veículo lançador.

  São realizados testes funcionais, verificações de comunicação e análises de resposta dos equipamentos quando conectados ao hardware de integração. Esse conjunto de verificações serve para confirmar se as cargas se comunicam corretamente com o foguete, garantindo compatibilidade e segurança entre os meios antes do lançamento.

  “Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)”, destaca o Coordenador-Geral da Operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

    Após a equipe concluir a etapa atual, a missão avançará para a integração final, momento em que os satélites serão instalados no módulo responsável por acomodá-los dentro do foguete. Em seguida, deve ocorrer a instalação das carenagens, as simulações gerais de pré-lançamento, as avaliações ambientais completas e, por fim, os procedimentos conjuntos de segurança de voo e coordenação operacional com a FAB (Força Aérea Brasileira).

   Essa sequência marca o início das últimas horas antes da contagem regressiva, quando todo o sistema, composto por foguete, cargas, infraestrutura e equipes, passa a operar em modo de prontidão máxima.


Fonte: Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana | CNN Brasil
Assinale a alternativa na qual as duas palavras possuam dígrafos: 
Alternativas
Q3859386 Português
O sistema ortográfico vigente preconiza que o uso do acento agudo em palavras paroxítonas terminadas em 'ditongo crescente' é facultativo, por ser uma marcação gráfica que visa apenas à musicalidade da palavra, não influenciando na sua correta pronúncia ou significado.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Cerro Negro - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Técnico Administrativo - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Gestor de Projetos | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Controlador Interno | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Coordenador de Educação Infantil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor de Educação Física 20H | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Educação Infantil - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Educação Infantil 20H | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Odontólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Psicólogo 40H | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Anos Iniciais - 1° a 5° - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Artes - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Profissional de Apoio | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Enfermeiro Atenção Básica | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Fisioterapeuta |
Q3858643 Português
Síndrome do olho seco é mais frequente em regiões urbanas e entre as mulheres

A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada ___ regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que ___ regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre ___ mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, publicada na revista Clinics.

O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.

“A estratégia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomerações [urbana e rural] teriam diferenças”, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Além de entender a frequência em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, possíveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da síndrome.

 A síndrome do olho seco provoca ressecamento na superfície do órgão devido à ausência da produção de lágrimas ou à baixa qualidade da lágrima produzida naturalmente, levando à rápida evaporação. A doença possui causas multifatoriais, estando relacionadas a aspectos geográficos, demográficos, genéticos, ambientais e outros.

As entrevistas para a identificação foram realizadas com 429 mulheres e 181 homens durante o inverno, a estação seca na região Sudeste. O material coletado identificou dados demográficos, comorbidades crônicas e hábitos e atividades diárias. Três perguntas base formavam o questionário: Você sente seus olhos secos? Você sente seus olhos irritados? Você já teve um diagnóstico de olho seco?

A pesquisa utilizou como referência trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco para diabetes mellitus, menopausa, doenças reumáticas, hanseníase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doenças da tireoide, uso diário de telas eletrônicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antialérgicos, dor pélvica crônica, fibromialgia, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue) e pterígio (lesão ocular).

Apesar das diferenças entre os estilos de vida em regiões urbanas e rurais – como poluição, tempo de transporte, hábitos alimentares – Rocha aponta que os pesquisadores não esperavam resultados tão discrepantes. “Não imaginávamos que fosse dar quase o dobro na região urbana, mas é curioso, porque a frequência foi muito parecida com os números de São Paulo, com algumas metrópoles e com outros países”, explica.

O princípio básico para a síndrome do olho seco é a prevenção. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver em saúde, para que o tratamento não seja necessário. “Viver em saúde, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balanço de umidade melhor, ter pausas para fazer a hidratação, alimentação de boa qualidade e o sono tranquilo e contínuo, por pelo menos oito horas”, completa.

Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/sindrome-do-olhoseco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres/ (adaptado).
Assim como antialérgico, qual das palavras a seguir está corretamente grafada sem hífen, de acordo com as normas da língua portuguesa?
Alternativas
Q3857946 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Observe os versos, em seguida marque a opção em que ocorre a mesma regra de acentuação da palavra destacada: “Irrompendo o barulho da cidade/ pra dar cor diferente ao céu da vida” 
Alternativas
Q3857936 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!’ O termo destacado é figurativo metafórico e serve para atribuir características, como apresentado, exibido, espaçoso. Além desta ampla conotação, apresenta ainda dificuldade no momento de sua grafia pela utilização do fonema / ∫ / “ch/x”. Dito isto, marque a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente, utilizando X ou CH para representar o mesmo fonema / ∫ / (o som de “chiado”):  
Alternativas
Q3856561 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Julgue os itens a seguir, no que se refere à ortografia oficial e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto CG1A1-I.

I Os vocábulos “agência”, “indústria” e “subterrânea” são acentuados graficamente de acordo com regras distintas de acentuação gráfica.
II No trecho “devolvidos à natureza” (último período do segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo.
III De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “aquicultura” pode ser grafado também com trema — aqüicultura.
IV O numeral “14” pode ser corretamente grafado de duas formas: quatorze e catorze.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3856301 Português
Assinale a frase em que o termo sublinhado deveria aparecer grafado sem hífen.
Alternativas
Q3856299 Português
A pronúncia correta das palavras e sua escrita adequada são partes importantes do ensino e da prática da Língua Portuguesa. As opções a seguir apresentam frases com palavras sublinhadas e, sobre cada uma dessas palavras, aparece uma observação sobre a sua pronúncia.
Assinale a opção cuja observação está correta. 
Alternativas
Q3856173 Português
Assinale a alternativa em que TODAS as palavras são paroxítonas:
Alternativas
Q3856172 Português
Assinale a alternativa em que TODO o grupo de palavras está escrito de maneira correta: 
Alternativas
Q3855315 Português
Leia o trecho extraído da BBC:


Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas ficam altas em diversas regiões, particularmente entre Rio de Janeiro e São Paulo, onde podem chegar a 40º C e 35º C, respectivamente. 


As temperaturas estão batendo recordes não só no Brasil, mas em todo o mundo, nos últimos anos. 


Na China, uma técnica ancestral tem ajudado a refrescar o interior de casas antigas.


Considerando as regras de acentuação, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.

(__)O vocábulo 'recordes' possui a antepenúltima sílaba tônica, podendo receber acento gráfico ou não.
(__)O vocábulo 'técnica' recebe acento gráfico porque é uma proparoxítona, ou seja, a sílaba tônica recai sobre a penúltima sílaba. Todas as palavras proparoxítonas recebem acento.
(__)O vocábulo 'só' recebe acento gráfico porque é um monossílabo tônico terminado em 'o', sendo acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em 'a', 'e' ou 'o', como em 'pá', 'pé' e 'pó'.
(__)Os vocábulos 'regiões' e 'ancestral' têm a mesma sílaba tônica e, portanto, pertencem à mesma classificação quanto à tonicidade.


A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3855198 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO ABAIXO.



Síndrome do olho seco é mais frequente em regiões urbanas e entre as mulheres


     A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada __ regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que __ regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre __ mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, publicada na revista Clinics.


    O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.


    “A estratégia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomerações [urbana e rural] teriam diferenças”, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Além de entender a frequência em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, possíveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da síndrome.


    A síndrome do olho seco provoca ressecamento na superfície do órgão devido à ausência da produção de lágrimas ou à baixa qualidade da lágrima produzida naturalmente, levando à rápida evaporação. A doença possui causas multifatoriais, estando relacionada a aspectos geográficos, demográficos, genéticos, ambientais, entre outros.


    As entrevistas para a identificação foram realizadas com 429 mulheres e 181 homens durante o inverno, a estação seca na região Sudeste. O material coletado identificou dados demográficos, comorbidades crônicas, hábitos e atividades diárias. Três perguntas base formavam o questionário: “Você sente seus olhos secos?”, “Você sente seus olhos irritados?” e “Você já teve um diagnóstico de olho seco?”.


    A pesquisa utilizou como referência trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco, como diabetes mellitus, menopausa, doenças reumáticas, hanseníase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doenças da tireoide, uso diário de telas eletrônicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antialérgicos, dor pélvica crônica, fibromialgia, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue) e pterígio (lesão ocular).


    Apesar das diferenças entre os estilos de vida em regiões urbanas e rurais – como poluição, tempo de transporte e hábitos alimentares –, Rocha aponta que os pesquisadores não esperavam resultados tão discrepantes. “Não imaginávamos que fosse dar quase o dobro na região urbana, mas é curioso, porque a frequência foi muito parecida com os números de São Paulo, com algumas metrópoles e com outros países”, explica.


    O princípio básico para a síndrome do olho seco é a prevenção. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver com saúde, para que o tratamento não seja necessário. “Viver com saúde, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balanço de umidade melhor, fazer pausas para hidratação, manter uma alimentação de boa qualidade e ter um sono tranquilo e contínuo, por pelo menos oito horas”, completa.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/sindrome-do-olho-


seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres/

Assim como antialérgico, qual das palavras a seguir está corretamente grafada sem hífen, de acordo com as normas da língua portuguesa? 
Alternativas
Q3854090 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente, de acordo com as regras vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3854040 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras atendem corretamente às normas de grafia vigentes em Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3853408 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6743/ontem-hoje-amanha?utm_ source=chatgpt.com

"Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles."


O vocábulo "puxa" está grafado corretamente com "x". Agora, analise as grafias dos vocábulos escritos com essa mesma letra nos enunciados a seguir:


I.O pescador organizou cada apetrexo antes de iniciar a jornada no rio.


II.Foi preciso atarraxar bem os parafusos para garantir a segurança da estrutura.


III.O repuxo da fonte chamou a atenção dos visitantes da praça.


IV.É crime pixar muros e prédios públicos, pois essa prática degrada o patrimônio urbano.


É correto afirmar que os vocábulos grafados corretamente com "x" encontram-se nos enunciados:


Alternativas
Respostas
681: D
682: D
683: C
684: B
685: A
686: B
687: E
688: A
689: E
690: B
691: C
692: E
693: D
694: B
695: C
696: D
697: A
698: A
699: B
700: C