A feira e um fenômeno na historia econômica e
sociocultural da modernidade. precedida pelo mercado,
pode ser interpretada como um fenômeno social total,
cuja análise sobre o exercício da troca desde as antigas
civilizações e sugestiva quando se examina o potencial de
aprendizagem de feiras.
O fenômeno da troca está arraigado nas práticas
sociais desde as civilizações mais antigas e representa
muito mais que um interesse econômico: as trocas são
fenômenos sociais 'totais' e expressam ao mesmo tempo
e de uma só vez todas as espécies de instituições:
religiosas, jurídicas e morais.
Feiras são eventos que representam um
microcosmo das indústrias que representam, abrigando
variadas ações de compradores e vendedores, provedores
de serviços, parceiros, organismos setoriais e regulatórios,
que expõem e analisam produtos e/ou serviços para a
realização de negócios.
As feiras criam um ambiente especial, social,
lúdico, que muitas vezes sugere lazer, no qual os membros
de uma organização podem interagir intensamente com
clientes, competidores e fornecedores. Esses traços
conferem _ feiras a qualidade de um contexto favorável
aprendizaoem.
Identifica-se nas feiras um ambiente propício ao
estabelecimento da justaposição entre ordem e desordem,
humor e emoção, reconhecidos facilitadores da
aprendizagem. A aprendizagem organizacional é facilitada
quando a ordem está justaposta à desordem, pois é nesses
momentos que as pessoas conseguem perceber o que é,
geralmente, imperceptível. Tais momentos não são obvios
nem podem ser confundidos com as atividades
formalmente voltadas à aprendizagem.
Existem facilitadores da aprendizagem, os quais
estão implícitos em mensagens complexas transmitidas
em situações de humor, improvisação, pequenas vitórias
etc. São ocasiões que representam momentos de
aprendizado, mas que geram consequências importantes
para a organização.
Cabe ainda observar que, na base da valorização
do contexto social na aprendizagem, estão as ideias do
construtivismo social, que considera a existência na mente
dos aprendizes de uma Zona de Desenvolvimento
Proximal (ZDP), que representa a diferença entre o que o
aprendiz pode fazer individualmente e aquilo que é capaz
de atingir através da interação social, cultural e contextual.
A ideia da ZDP sugere, em cada momento do
desenvolvimento cognitivo de uma pessoa, a existência de
uma 'janela de aprendizagem" que pode ser mais ou
menos estreita. A aplicação dessa ideia no desenho de
contextos de aprendizagem implica prover às pessoas um
leque diversificado de atividades e de conteúdos, de modo
que cada uma possa personalizar suas aprendizagens dentro da estrutura das metas e objetivos de um
determirrado programa de aprendizagem.
No caso específico das Íeiras, estas se configuram
em oportunidades em que profissionais e especialistas de
uma determinada área se agrupam, permitindo a qualquer
interessado aprender não só de forma objetiva, mas
também de forma tácita, a respeito de diferentes
conteúdos e habilidades vinculados ao seu trabalho.
Em suma, as feiras, expressão da cultura dos
negócios, constituem-se como um evento social com
amplo potencial de aprendizado para as empresas.
Adaptado de: Jefferson Setubal e yeda de Souza. Feiras setoriais e seu
potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência
Econômica, Passo Fundo, 2004.
No trecho [...] aprender não só de forma
objetiva, mas também de forma tácita [...], as estruturas
sintáticas sublinhadas estabelecem uma relação de:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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Parabéns! Você acertou!
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