Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2113410 Português
Há muito tempo nas águas da Guanabara O drago do mar reapareceu Na figura de um bravo feiticeiro A quem a história não esqueceu Conhecido como o navegante negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao acenar pelo mar na alegria das regatas Foi saudado no porto Pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por batalhões de mulatas Rubras cascatas Jorravam das costas dos santos Entre cantos e chibatas Inundando o coração do pessoal do porão Que a exemplo do feiticeiro gritava então Glória aos piratas, as mulatas, as sereias Glória farofa, cachaça, as baleias Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história Não esquecemos jamais Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais
Composição: Aldir Blanc / João Bosco.

Relacione a letra acima com alternativas a seguir e indique a alternativa correta:
I. No treco “Há muito tempo nas águas da Guanabara/ O dragão do mar reapareceu...”, os compositores relacionam as ações de empreendidas por João Cândido, líder a Revolta da Chibata, aos feitos de Francisco José do Nascimento, abolicionista e jangadeiro que lutou contra a escravidão no Ceará.
II. Na música, os compositores fazem uma homenagem a João Cândido, membro do Exército Brasileiro e liderança dos motins que reivindicavam aumento dos soltos e fim dos castigos físicos.
III. A obra é uma homenagem a João Cândido, “o navegante negro...”, líder da Revolta da Chibata, que dentre outras pautas exigiam o aumento dos soldos, o fim dos castigos físicos e o fim da hierarquia militar na Marinha Brasileira.
IV. A música é uma homenagem ao legado de João Cândido Felisberto, liderança da Revolta da Chibata, que junto outras praças tomaram o controle de embarcações da Marinha Brasileira e pretendiam bombardear o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, caso suas reivindicações não fossem atendidas. No manifesto entregue pelos marinheiros ao Governo Federal, os amotinados exigiam o fim dos castigos físicos, melhores soldos, o afastamento de oficiais incompetentes, e outras pautas importantes.
V. Sem interesse de atender as demandas dos marinheiros, o Governo Federal ordenou o afundamento de todas as embarcações amotinadas na Baia de Guanabara.

Assinale:
Alternativas
Q2113396 Português
LEIA O TEXTO ABAIXO E RESPONDA A QUESTÃO.

Quem disse que pode?
Quem é o dono da verdade?
A boca que estipula o dia e o que você pode comer
É a mesma que te xinga, te maltrata.
O dedo que indica o melhor para sua saúde
É o mesmo que te aponta como não aceito por seu corpo.
O olhar que te julga, a boca que denomina, o dedo que maldiz
Tudo pela acobertada ideia do bem
Mas que se recheia e transborda de um molde inventado 
Que sucumbimos por nunca nos enquadrar…

(Michelle Carvalho)
FONTE: https://entrepoetasepoesias.com.br/2022/12/15/hoje-pode/
Qual o problema apresentado no texto?
Alternativas
Q2113391 Português
LEIA O POEMA ABAIXO E RESPONDA A QUESTÃO.


Anoiteceu… Oh! Meu peito ansioso
Já fremia porque te encontraria!
Chegaste… E enfim, meu ser se acalmaria
Por te contemplar, Anjo Primoroso!

Dei-te meu braço… e, com jeito garboso,
Teu riso disse que o aceitaria!
Entramos… e o Teatro conduzia
O nosso olhar a um show esplendoroso.

Quando sentamos em nossos lugares,
O Ar, tão frio, levou-me a ser ousado:
Fez minhas mãos, nas tuas, trançar pares…

Olhei-te… e o teu olhar, ao meu, fitado,
Sorria gentil!… em troca de olhares,
Qual encantos de um Céu Enluarado!

Ezequiel Alcântara Soares
O que levou a eu-lírico a ser ousado?
Alternativas
Q2113390 Português
LEIA O POEMA ABAIXO E RESPONDA A QUESTÃO.


Anoiteceu… Oh! Meu peito ansioso
Já fremia porque te encontraria!
Chegaste… E enfim, meu ser se acalmaria
Por te contemplar, Anjo Primoroso!

Dei-te meu braço… e, com jeito garboso,
Teu riso disse que o aceitaria!
Entramos… e o Teatro conduzia
O nosso olhar a um show esplendoroso.

Quando sentamos em nossos lugares,
O Ar, tão frio, levou-me a ser ousado:
Fez minhas mãos, nas tuas, trançar pares…

Olhei-te… e o teu olhar, ao meu, fitado,
Sorria gentil!… em troca de olhares,
Qual encantos de um Céu Enluarado!

Ezequiel Alcântara Soares
Qual sentimento do eu-lírico do poema?
Alternativas
Q2113388 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

E AGORA?

Ivone Rosa

   Faz cinco anos que estou morando em um apartamento. Posso afirmar que ainda não me adaptei _____ nasci e cresci em casa com quintal durante toda minha vida. Na infância, era uma prática muito natural plantar no espaço nos fundos do terreno. Minha mãe colhia bertalha, cheiro verde, pimentão e tomates plantados por ela. Eu gostava muito dessa rotina, além do sabor da comida ficar duas vezes melhor!
   Criei o hábito de plantar também, só que de forma muito reduzida. Na fase adulta, morei em vários lugares, por conseguinte deixei temperos, frutos e flores plantados por mim nessas residências. A cada mudança era sempre doída, não me apegava a casa e sim ao plantio e principalmente às flores.
  Em minha moradia atual, eu não deveria continuar fazendo essa mini horta, porém é uma ação que se tornou normal. Na janela da minha cozinha há os temperos verdinhos: salsinha, tomilho, cebolinha e manjericão. Além de algumas flores em pequenos vasos. Rego com água mole (água sem cloro) diariamente, também reuso as cascas das frutas e alguns legumes para gerar uma vitamina a mais nessa água. As plantinhas adoram!
  Foi nessa onda de reaproveitamento que nasceu uma plantinha diferente ao lado da Flor de Maio. Continuei regando normalmente. Mês passado fiz um passeio e fiquei fora por dois dias. Qual foi minha surpresa? A tal plantinha diferente era mamão… um não, são três!
   Assim, estou em um conflito: o que fazer com três pés de mamão na janela? Dentro de oito meses eles darão frutos! Não tenho coragem de jogar fora. 
Como a autora adquiriu o hábito de plantar?
Alternativas
Q2113387 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

E AGORA?

Ivone Rosa

   Faz cinco anos que estou morando em um apartamento. Posso afirmar que ainda não me adaptei _____ nasci e cresci em casa com quintal durante toda minha vida. Na infância, era uma prática muito natural plantar no espaço nos fundos do terreno. Minha mãe colhia bertalha, cheiro verde, pimentão e tomates plantados por ela. Eu gostava muito dessa rotina, além do sabor da comida ficar duas vezes melhor!
   Criei o hábito de plantar também, só que de forma muito reduzida. Na fase adulta, morei em vários lugares, por conseguinte deixei temperos, frutos e flores plantados por mim nessas residências. A cada mudança era sempre doída, não me apegava a casa e sim ao plantio e principalmente às flores.
  Em minha moradia atual, eu não deveria continuar fazendo essa mini horta, porém é uma ação que se tornou normal. Na janela da minha cozinha há os temperos verdinhos: salsinha, tomilho, cebolinha e manjericão. Além de algumas flores em pequenos vasos. Rego com água mole (água sem cloro) diariamente, também reuso as cascas das frutas e alguns legumes para gerar uma vitamina a mais nessa água. As plantinhas adoram!
  Foi nessa onda de reaproveitamento que nasceu uma plantinha diferente ao lado da Flor de Maio. Continuei regando normalmente. Mês passado fiz um passeio e fiquei fora por dois dias. Qual foi minha surpresa? A tal plantinha diferente era mamão… um não, são três!
   Assim, estou em um conflito: o que fazer com três pés de mamão na janela? Dentro de oito meses eles darão frutos! Não tenho coragem de jogar fora. 
De acordo com o texto, qual das frases abaixo marca o grande conflito da autora? 
Alternativas
Q2113386 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

E AGORA?

Ivone Rosa

   Faz cinco anos que estou morando em um apartamento. Posso afirmar que ainda não me adaptei _____ nasci e cresci em casa com quintal durante toda minha vida. Na infância, era uma prática muito natural plantar no espaço nos fundos do terreno. Minha mãe colhia bertalha, cheiro verde, pimentão e tomates plantados por ela. Eu gostava muito dessa rotina, além do sabor da comida ficar duas vezes melhor!
   Criei o hábito de plantar também, só que de forma muito reduzida. Na fase adulta, morei em vários lugares, por conseguinte deixei temperos, frutos e flores plantados por mim nessas residências. A cada mudança era sempre doída, não me apegava a casa e sim ao plantio e principalmente às flores.
  Em minha moradia atual, eu não deveria continuar fazendo essa mini horta, porém é uma ação que se tornou normal. Na janela da minha cozinha há os temperos verdinhos: salsinha, tomilho, cebolinha e manjericão. Além de algumas flores em pequenos vasos. Rego com água mole (água sem cloro) diariamente, também reuso as cascas das frutas e alguns legumes para gerar uma vitamina a mais nessa água. As plantinhas adoram!
  Foi nessa onda de reaproveitamento que nasceu uma plantinha diferente ao lado da Flor de Maio. Continuei regando normalmente. Mês passado fiz um passeio e fiquei fora por dois dias. Qual foi minha surpresa? A tal plantinha diferente era mamão… um não, são três!
   Assim, estou em um conflito: o que fazer com três pés de mamão na janela? Dentro de oito meses eles darão frutos! Não tenho coragem de jogar fora. 
Como nasceu a plantinha que causou o conflito?
Alternativas
Q2113385 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

E AGORA?

Ivone Rosa

   Faz cinco anos que estou morando em um apartamento. Posso afirmar que ainda não me adaptei _____ nasci e cresci em casa com quintal durante toda minha vida. Na infância, era uma prática muito natural plantar no espaço nos fundos do terreno. Minha mãe colhia bertalha, cheiro verde, pimentão e tomates plantados por ela. Eu gostava muito dessa rotina, além do sabor da comida ficar duas vezes melhor!
   Criei o hábito de plantar também, só que de forma muito reduzida. Na fase adulta, morei em vários lugares, por conseguinte deixei temperos, frutos e flores plantados por mim nessas residências. A cada mudança era sempre doída, não me apegava a casa e sim ao plantio e principalmente às flores.
  Em minha moradia atual, eu não deveria continuar fazendo essa mini horta, porém é uma ação que se tornou normal. Na janela da minha cozinha há os temperos verdinhos: salsinha, tomilho, cebolinha e manjericão. Além de algumas flores em pequenos vasos. Rego com água mole (água sem cloro) diariamente, também reuso as cascas das frutas e alguns legumes para gerar uma vitamina a mais nessa água. As plantinhas adoram!
  Foi nessa onda de reaproveitamento que nasceu uma plantinha diferente ao lado da Flor de Maio. Continuei regando normalmente. Mês passado fiz um passeio e fiquei fora por dois dias. Qual foi minha surpresa? A tal plantinha diferente era mamão… um não, são três!
   Assim, estou em um conflito: o que fazer com três pés de mamão na janela? Dentro de oito meses eles darão frutos! Não tenho coragem de jogar fora. 
A autora do texto deixa claro ________. Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q2113384 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

E AGORA?

Ivone Rosa

   Faz cinco anos que estou morando em um apartamento. Posso afirmar que ainda não me adaptei _____ nasci e cresci em casa com quintal durante toda minha vida. Na infância, era uma prática muito natural plantar no espaço nos fundos do terreno. Minha mãe colhia bertalha, cheiro verde, pimentão e tomates plantados por ela. Eu gostava muito dessa rotina, além do sabor da comida ficar duas vezes melhor!
   Criei o hábito de plantar também, só que de forma muito reduzida. Na fase adulta, morei em vários lugares, por conseguinte deixei temperos, frutos e flores plantados por mim nessas residências. A cada mudança era sempre doída, não me apegava a casa e sim ao plantio e principalmente às flores.
  Em minha moradia atual, eu não deveria continuar fazendo essa mini horta, porém é uma ação que se tornou normal. Na janela da minha cozinha há os temperos verdinhos: salsinha, tomilho, cebolinha e manjericão. Além de algumas flores em pequenos vasos. Rego com água mole (água sem cloro) diariamente, também reuso as cascas das frutas e alguns legumes para gerar uma vitamina a mais nessa água. As plantinhas adoram!
  Foi nessa onda de reaproveitamento que nasceu uma plantinha diferente ao lado da Flor de Maio. Continuei regando normalmente. Mês passado fiz um passeio e fiquei fora por dois dias. Qual foi minha surpresa? A tal plantinha diferente era mamão… um não, são três!
   Assim, estou em um conflito: o que fazer com três pés de mamão na janela? Dentro de oito meses eles darão frutos! Não tenho coragem de jogar fora. 
Qual das alternativas abaixo substitui corretamente o termo sublinhado na frase: “Na fase adulta, morei em vários lugares, por conseguinte deixei temperos, frutos e flores plantados por mim nessas residências”.?
Alternativas
Q2113065 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Os testes de QI

Por Bruno Garattoni e Eduardo Szklarz 



(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-era-da-burrice/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. O teste de QI quantifica nossa capacidade básica de raciocínio.
II. Bons resultados em testes de QI indicam melhores possibilidades de carreiras bem-sucedidas.
III. Pode-se descobrir se uma pessoa não é sensata através de um teste de QI.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2113014 Português
Analise os grupos abaixo: 

GRUPO 1 
“As quaresmas abriam a flor depois do carnaval, os ipês em junho” (Rachel de Queiroz)
“Fazia o carro um barulho horrível”
GRUPO 2 
“Como era possível beleza e horror, vida e morte harmonizarem-se assim no mesmo quadro?” (Érico Veríssimo)
“Todos morreram de rir”

GRUPO 3

“Ele era um monstro”
“Seu caráter é como uma folha carregada pelo vento”


Os grupos acima representam, respectivamente:
Alternativas
Q2112771 Português
Leia o texto I abaixo que serve de referência para análise da questão.

Texto I

Vale por dois

Fernando Sabino
   
   Pela manhã, ao sair de casa, olha antes à janela:
   - Estará fazendo frio ou calor?
   Veste um terno de casimira, torna a tirar, põe um de tropical. Já pronto para sair, conclui que está frio, devia ter ficado com o de casimira. Enfim... Consulta aflitivamente o céu nublado: será que vai chover?
   Volta para pegar o guarda-chuva — um homem prevenido vale por dois: pode ser que chova. Já no elevador, resolve mudar de ideia: mas também pode ser que não chova. Carregar esse trambolho! Torna a subir, larga em casa o guarda-chuva.
   Já na esquina, coça a cabeça, irresoluto: de ônibus ou de táxi? Se passar um lotação jeitoso eu tomo. Eis que aparece um: não é jeitoso. Vem em disparada, quase o atropela para deter-se ao sinal que lhe fez. Não, não entro: esse é dos doidos, que saem alucinados por aí.
   Deixa que os outros passageiros entrem — quando afinal se decide — também a entrar, é barrado pelo motorista: não tem mais lugar. De táxi, pois. Logo virá outro — pensa, irritado, e se vê de súbito entrando num lotação. Ainda bem não se sentara, já se arrependia: é um absurdo, são desvairados esses motoristas, como é que deixam gente assim tirar carteira? Assassinos — assassinos do volante. Melhor saltar aqui, logo de uma vez. Poderia esperar ainda dois ou três quarteirões, ficaria mais perto... Deu o sinal: salto aqui, decidiu-se. O lotação parou.
   - Pode tocar, foi engano — balbuciou para o motorista.
  Já de pé na calçada, vacila entre as duas ruas que se oferecem: uma, mais longa, sombreada; outra, direta, castigada pelo sol. Não iria chover, pois: sua primeira vitória neste dia.
  - Se for por esta rua, chego atrasado, mas por esta outra, com tanto calor...
  Só então se lembra que ainda não tomou café: entra no bar da esquina e senta-se a uma das mesas.
   -Um.
  O garçom lhe informa que não servem cafezinho nas mesas, só no balcão. Pensa em sair, chega mesmo a empurrar a cadeira para trás, mas reage: pois então tomaria outra coisa, ora essa. Como também pode simplesmente sair do bar sem tomar nada, não é isso mesmo?
 - Me traga uma média — ordena, com voz segura que a si mesmo espantou. Interiormente sorri de felicidade — mais um problema resolvido.
   - Simples ou com leite? Pergunta o garçom, antes de servir.
   Ele ergue os olhos aflitos para o seu algoz, e sente vontade de chorar.


(https://sos-portugues.blogspot.com/2013/04/avaliacao-de-texto-e-figuras-de.html, adaptado)
Infere-se da leitura do texto I que a intencionalidade autoral é pôr em evidência, a partir das ações da personagem principal
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Casca - RS Provas: FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Analista de Informática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Educação Infantil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Odontólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Médico Ginecologista Obstetra | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Médico Clínica Geral | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Fiscal Tributário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Fiscal Sanitário | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Fiscal Ambiental | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Iniciais | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Português e Inglês | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Português e Espanhol | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Matemática | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - História | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Geografia | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Educação Física | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Ciências | FUNDATEC - 2023 - Prefeitura de Casca - RS - Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Artes |
Q2112728 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

A era da burrice

Por Bruno Garattoni e Eduardo Szklarz




(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-era-da-burrice/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
 Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir: 

I. A percepção da queda do QI humano iniciou-se em um país que testa esse índice para a entrada no serviço militar.
II. No caso do Brasil, uma pesquisa indicou queda de 29% no QI da população.
III. A piora no QI está associada somente à baixa qualidade nas escolas dos países subdesenvolvidos.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2111656 Português
Texto 2A1-I

     O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente, superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas de inteligência artificial.

       Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura necessário para a responsabilização com base na culpa. 


B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência
artificial e responsabilidade civil: uma análise da proposta europeia acerca
da atribuição de personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos
Fundamentais & Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações). 
Com relação a formas verbais empregadas no texto 2A1-I, julgue o item subsequente. 
No penúltimo período do segundo parágrafo, o modo verbal expresso em “interfiram” denota, no texto, um desejo. 

Alternativas
Q2111642 Português
Texto 2A1-I

     O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente, superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas de inteligência artificial.

       Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura necessário para a responsabilização com base na culpa. 


B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência
artificial e responsabilidade civil: uma análise da proposta europeia acerca
da atribuição de personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos
Fundamentais & Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações). 
Em relação às construções sintáticas do texto 2A1-I, julgue o próximo item.

No penúltimo período do segundo parágrafo, o segmento “de quebra de deveres objetivos de cuidado” qualifica “situações”. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-ES Provas: CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Área Administrativa | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Administração | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Arquitetura | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Arquivologia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Biblioteconomia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Comunicação Social | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Contabilidade | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Direito | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Economia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Enfermagem | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Engenharia Elétrica | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Engenharia Mecânica | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Estatística | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Anaista Judiciário - Especialidade: Licenciatura em Letras | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Medicina do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Direito | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Execução Penal | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Comissário de Justiça da Infância e Juventude | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Psicologia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Serviço Social | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Taquigrafia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Contador |
Q2111448 Português

Texto CG1A1-I

    A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço.  


    James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida.


David Graeber e David Wengrow. O despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Cia das Letras, 2022, p. 169-170 (com adaptações).


Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.

Infere-se do texto que seus autores corroboram a explicação de James Tully acerca do direito de propriedade aplicado às terras colonizadas.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-ES Provas: CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Área Administrativa | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Administração | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Arquitetura | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Arquivologia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Biblioteconomia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Comunicação Social | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Contabilidade | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Direito | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Economia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Enfermagem | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Engenharia Elétrica | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Engenharia Mecânica | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Estatística | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Anaista Judiciário - Especialidade: Licenciatura em Letras | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Medicina do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Direito | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Execução Penal | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Comissário de Justiça da Infância e Juventude | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Psicologia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Serviço Social | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Taquigrafia | CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-ES - Analista Judiciário - Especialidade: Contador |
Q2111444 Português

Texto CG1A1-I

    A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço.  


    James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida.


David Graeber e David Wengrow. O despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Cia das Letras, 2022, p. 169-170 (com adaptações).


Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.


O texto mostra evasivas utilizadas por europeus para legitimar a apropriação colonial de terras indígenas. 

Alternativas
Q2111138 Português
Leia o texto I abaixo que serve de referência para análise da questão.

Texto I
Vale por dois
Fernando Sabino

       Pela manhã, ao sair de casa, olha antes à janela:
        - Estará fazendo frio ou calor?
        Veste um terno de casimira, torna a tirar, põe um de tropical. Já pronto para sair, conclui que está frio, devia ter ficado com o de casimira. Enfim... Consulta aflitivamente o céu nublado: será que vai chover?
         Volta para pegar o guarda-chuva — um homem prevenido vale por dois: pode ser que chova. Já no elevador, resolve mudar de ideia: mas também pode ser que não chova. Carregar esse trambolho! Torna a subir, larga em casa o guarda-chuva.
         Já na esquina, coça a cabeça, irresoluto: de ônibus ou de táxi? Se passar um lotação jeitoso eu tomo. Eis que aparece um: não é jeitoso. Vem em disparada, quase o atropela para deter-se ao sinal que lhe fez. Não, não entro: esse é dos doidos, que saem alucinados por aí.
       Deixa que os outros passageiros entrem — quando afinal se decide — também a entrar, é barrado pelo motorista: não tem mais lugar. De táxi, pois. Logo virá outro — pensa, irritado, e se vê de súbito entrando num lotação. Ainda bem não se sentara, já se arrependia: é um absurdo, são desvairados esses motoristas, como é que deixam gente assim tirar carteira? Assassinos — assassinos do volante. Melhor saltar aqui, logo de uma vez. Poderia esperar ainda dois ou três quarteirões, ficaria mais perto... Deu o sinal: salto aqui, decidiu-se. O lotação parou.
         - Pode tocar, foi engano — balbuciou para o motorista. Já de pé na calçada, vacila entre as duas ruas que se oferecem: uma, mais longa, sombreada; outra, direta, castigada pelo sol. Não iria chover, pois: sua primeira vitória neste dia.
           - Se for por esta rua, chego atrasado, mas por esta outra, com tanto calor...
          Só então se lembra que ainda não tomou café: entra no bar da esquina e senta-se a uma das mesas.
            -Um.
         O garçom lhe informa que não servem cafezinho nas mesas, só no balcão. Pensa em sair, chega mesmo a empurrar a cadeira para trás, mas reage: pois então tomaria outra coisa, ora essa. Como também pode simplesmente sair do bar sem tomar nada, não é isso mesmo?
           - Me traga uma média — ordena, com voz segura que a si mesmo espantou. Interiormente sorri de felicidade — mais um problema resolvido.
            - Simples ou com leite? Pergunta o garçom, antes de servir.
            Ele ergue os olhos aflitos para o seu algoz, e sente vontade de chorar.   

(https://sos-portugues.blogspot.com/2013/04/avaliacao-de-texto-e-figuras-de.html, adaptado)
Uma fala no texto que não é permeada de insegurança em relação ao protagonista se faz presente em 
Alternativas
Q2111136 Português
Leia o texto I abaixo que serve de referência para análise da questão.

Texto I
Vale por dois
Fernando Sabino

       Pela manhã, ao sair de casa, olha antes à janela:
        - Estará fazendo frio ou calor?
        Veste um terno de casimira, torna a tirar, põe um de tropical. Já pronto para sair, conclui que está frio, devia ter ficado com o de casimira. Enfim... Consulta aflitivamente o céu nublado: será que vai chover?
         Volta para pegar o guarda-chuva — um homem prevenido vale por dois: pode ser que chova. Já no elevador, resolve mudar de ideia: mas também pode ser que não chova. Carregar esse trambolho! Torna a subir, larga em casa o guarda-chuva.
         Já na esquina, coça a cabeça, irresoluto: de ônibus ou de táxi? Se passar um lotação jeitoso eu tomo. Eis que aparece um: não é jeitoso. Vem em disparada, quase o atropela para deter-se ao sinal que lhe fez. Não, não entro: esse é dos doidos, que saem alucinados por aí.
       Deixa que os outros passageiros entrem — quando afinal se decide — também a entrar, é barrado pelo motorista: não tem mais lugar. De táxi, pois. Logo virá outro — pensa, irritado, e se vê de súbito entrando num lotação. Ainda bem não se sentara, já se arrependia: é um absurdo, são desvairados esses motoristas, como é que deixam gente assim tirar carteira? Assassinos — assassinos do volante. Melhor saltar aqui, logo de uma vez. Poderia esperar ainda dois ou três quarteirões, ficaria mais perto... Deu o sinal: salto aqui, decidiu-se. O lotação parou.
         - Pode tocar, foi engano — balbuciou para o motorista. Já de pé na calçada, vacila entre as duas ruas que se oferecem: uma, mais longa, sombreada; outra, direta, castigada pelo sol. Não iria chover, pois: sua primeira vitória neste dia.
           - Se for por esta rua, chego atrasado, mas por esta outra, com tanto calor...
          Só então se lembra que ainda não tomou café: entra no bar da esquina e senta-se a uma das mesas.
            -Um.
         O garçom lhe informa que não servem cafezinho nas mesas, só no balcão. Pensa em sair, chega mesmo a empurrar a cadeira para trás, mas reage: pois então tomaria outra coisa, ora essa. Como também pode simplesmente sair do bar sem tomar nada, não é isso mesmo?
           - Me traga uma média — ordena, com voz segura que a si mesmo espantou. Interiormente sorri de felicidade — mais um problema resolvido.
            - Simples ou com leite? Pergunta o garçom, antes de servir.
            Ele ergue os olhos aflitos para o seu algoz, e sente vontade de chorar.   

(https://sos-portugues.blogspot.com/2013/04/avaliacao-de-texto-e-figuras-de.html, adaptado)
O título do texto “Vale por dois” representa, em relação ao protagonista, contextualmente, um valor semântico de:
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Q2111018 Português
LEIA O TEXTO I ABAIXO QUE SERVE DE REFERÊNCIA PARA ANÁLISE DA QUESTÃO.

Texto I
O Galo e a Raposa




Esopo

       No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
      - Ó, meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes novidades!
      O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado. - Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali adiante.
      - Nesse caso, é melhor eu partir, respondeu a raposa.
     - O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo!
Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de paz?!
     - Não, não é medo. Mas e se eles ainda não estiverem sabendo da proclamação?



(https://armazemdotexto.blogspot.com/2018/09/fabula-o-galo-e-a-raposa-esopo-com.html adaptado)
Leia:
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali adiante. - Nesse caso, é melhor eu partir, respondeu a raposa. - O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo! Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de paz?!
Segundo a leitura do texto I, por que a raposa teve a atitude mostrada anteriormente em negrito?
Alternativas
Respostas
17181: C
17182: A
17183: A
17184: C
17185: A
17186: E
17187: B
17188: D
17189: B
17190: A
17191: D
17192: A
17193: A
17194: E
17195: C
17196: C
17197: C
17198: E
17199: C
17200: D