Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Texto 1
Brasileiros terão idade máxima para dirigir?
Texto 1
Brasileiros terão idade máxima para dirigir?
Objetos de estimação
Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados.
O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado.
A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal.
Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão.
(Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)
Objetos de estimação
Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados.
O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado.
A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal.
Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão.
(Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)
Objetos de estimação
Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados.
O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado.
A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal.
Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão.
(Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)
Considere do Texto VII para responder a questão.
O projeto de construção de uma identidade
nacional para o país no século XIX contou com
a construção de romances que,
simbolicamente, apontassem para um
imaginário de país. Assinale a alternativa que
apresenta um traço constituinte do contexto de
publicação e circulação dessas obras.
Considere do Texto VI para responder a questão.
Nas práticas de leitura e produção textual, para nomear textos constituídos por combinações de recursos de escrita, som, imagens e gestos, emprega-se o termo:Considere do Texto V para responder a questão.
Ao apresentar o texto V a um estudante do
Ensino Médio, o professor, de acordo com a
BNCC (2018), estaria privilegiando o campo
jornalístico-midiático. Estão relacionadas a
esse campo propostas que façam com que o
aluno:
Considere do Texto V para responder a questão.
O título do texto é estruturado por meio da
coordenação de orações. Embora não seja
sempre simples a distinção entre coordenação
e subordinação, no título em questão
contribuem para que as orações sejam
entendidas como coordenadas todas as
características abaixo, exceto:
Que homem haverá tão esquecido de Deus e tão inimigo de si mesmo, que se não contente com uma coisa tão justa e tão útil? Saiba o mundo, saibam os hereges e os gentios, que não se enganou Deus quando fez aos portugueses conquistadores e pregadores de seu santo nome. Oração final.
(VIEIRA, Antonio. Sermões escolhidos. São Paulo: Principis, 2019. p.23)
Em História Concisa da Literatura Brasileira, o crítico Alfredo Bosi afirmou que “Existe um Vieira brasileiro, um Vieira português e um Vieira europeu” (1994, p.44). Em diálogo com o texto IV, essa afirmação pode sugerir que:
Considere o Texto II para responder à questão.
O autor apresenta reflexões acerca do ensino
da Língua Portuguesa e considera que:
Texto I
Pense em quantos anos foram necessários para chegarmos a este ano
quantas cidades para chegar a esta cidade
e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta
e quantos verões até precisamente este verão
este em que nos encontramos neste sítio exato
à beira de um mar rigorosamente igual
a única coisa que não muda porque muda sempre
quantas tardes e praias vazias foram necessárias
para chegarmos ao vazio
desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta
(MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras. 2015. P.70)
A repetição é, comumente, apresentada como um item estigmatizado na construção do texto. No entanto, ela pode ser uma marca de sua concentração temática. No poema de Ana Martins Marques, assinale a alternativa que apresenta o efeito que a repetição cumpre.
Texto I
Pense em quantos anos foram necessários para chegarmos a este ano
quantas cidades para chegar a esta cidade
e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta
e quantos verões até precisamente este verão
este em que nos encontramos neste sítio exato
à beira de um mar rigorosamente igual
a única coisa que não muda porque muda sempre
quantas tardes e praias vazias foram necessárias
para chegarmos ao vazio
desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta
(MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras. 2015. P.70)
Considere o Texto I para responder à questão.
A partir da leitura atenta do texto, nota-se que o
eu poético, por meio de uma estrutura
paralelística, convoca o leitor a refletir acerca
da tensão entre:
Considere o texto anterior para responder à questão.
No texto, a construção “Além de” (2º§) cumpre
papel coesivo. Assinale a alternativa que
apresenta quais ideias estão sendo
relacionadas.