Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 54.615 questões

Q3511627 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

Eu, modo de usar:
    Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas… permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos, e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
    Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
    Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca… Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois… se calhar…deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos… me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar… experimente me amar!
(MEDEIROS, M. Cartas Extraviadas e Outros Poemas. Porto Alegre: LP&M, 2010.)
A respeito de efeitos de sentido em trechos do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3511626 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

Eu, modo de usar:
    Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas… permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos, e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
    Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
    Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca… Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois… se calhar…deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos… me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar… experimente me amar!
(MEDEIROS, M. Cartas Extraviadas e Outros Poemas. Porto Alegre: LP&M, 2010.)
Muitas informações dadas no texto possibilitam ao leitor deduzir ideias que são denominadas implícitas. Cada item apresenta uma ideia expressa no texto e uma implícita a partir dela. Analise os itens a seguir.
I. Acordo pela manhã com ótimo humor mas… permita que eu escove os dentes primeiro.→ A mulher não gostaria de ser abordada antes de escovar os dentes.
II. nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. → A mulher sugere que o preconceito é aprendido socialmente.
III. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos, e minta sobre minha nocauteante beleza.→ A mulher se considera bonita e quer ser acariciada.
IV. deixa eu dirigir o seu carro, que você adora → A mulher sabe que o homem não gosta de que outros dirijam o carro dele.
Estão corretos os itens
Alternativas
Q3509294 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
Analise as afirmativas.

I. “Motivo” é um pequeno texto do gênero ‘conto’ em que se pode observar as características: introdução, clímax, espaço e desfecho.
II. O texto tem esse título porque a mãe descobre o motivo que levou filho a fazer novos amigos.
III. Pode-se inferir do texto que os meninos eram “diferentes” dos demais colegas, sofriam pelos mesmos motivos de discriminação.
IV. O trecho Ainda teria muito por fazer refere-se à diretora da escola.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3509293 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
No trecho Coração de mãe, você já sabe, o narrador
Alternativas
Q3509292 Português

Leia com atenção a tirinha.


Imagem associada para resolução da questão


(QUINO. Mafalda. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2016/01/20-tirinhas-sobre-paixao-porlivros.html. Acesso em 23/03/2024.)



Sobre a tirinha, marque a afirmativa correta.

Alternativas
Q3509288 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
A respeito do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. O texto trata de acidentes aéreos causados por “buracos” no céu.
II. O texto apresenta aspectos argumentativos que denotam, desde o início, o medo do narrador ao voar. III. Uma notícia fez com que o narrador se lembrasse de um fato de seu passado.
IV. O chefe forçou a aterrissagem do jato contra a vontade do comandante.
V. A primeira tentativa de aterrissagem falhou.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3498898 Português
O crescimento da violência contra crianças e adolescentes no Brasil.


     A cada hora, três crianças são vítimas de violência sexual no país. Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado em 2023, entre 2015 e 2021 foram praticados 83.571 (41,2%) casos de violência contra crianças (0 a 9 anos), 119.377 (58,8%) contra adolescentes (10 a 19 anos) e 3.386 envolvendo bebês com até um ano de idade, sendo em sua maioria estupro, assédio e pornografia.

     Outros dados alarmantes que chamam atenção são os trazidos pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e apontam que nos quatro primeiros meses de 2023, foram registradas 17,5 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes pelo Disque 100 – um aumento de quase 70% em relação ao mesmo período de 2022. Os números também mostram que 320 crianças e adolescentes são explorados sexualmente no Brasil e que esse índice pode ser ainda maior, considerando a naturalização da violência e as subnotificações, pois apenas 7 a cada 100 casos são denunciados.

        Diante desse contexto preocupante, o 18 de maio demarca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal nº 9.970/2000, após um caso emblemático de violência sexual contra a menina Araceli, de apenas 8 anos, que chocou o país. Desde então, tem sido um marco anual para conscientizar a população sobre a gravidade da situação de violência contra crianças e adolescentes, chamando a atenção de toda a sociedade para a urgência e relevância na tomada de medidas que garantam a proteção integral de crianças e adolescentes, promovendo ações de incidência política e amplas atividades de sensibilização sobre a temática. Além disso, busca fortalecer a divulgação dos canais de denúncia e apoio às vítimas, e reiterar a importância de delatar os casos de abuso.

      Lamentavelmente, tal cenário ainda se faz muito presente e perdura desde antes da promulgação do marco regulatório dos direitos humanos para a infância e adolescência no Brasil, o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). Diante desse contexto, é perceptível que ainda se fazem necessárias iniciativas concretas para a efetivação de políticas públicas que garantam, de fato, a proteção e os direitos de crianças e adolescentes, focando em medidas de prevenção e respostas efetivas baseadas no interesse superior da pessoa sobrevivente ao abuso.

     Infelizmente, a violência sexual é uma triste realidade que acomete a infância e adolescência, sobretudo, de meninas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 75% das vítimas são meninas e, em sua maioria, meninas negras. O que comprova que a violência é um fenômeno interseccional, apresentando, principalmente, marcações de gênero e raça.

      Importante ressaltar que 81% dos casos de abuso contra crianças e adolescentes são praticados por pessoas próximas da vítima e em ambiente familiar, de acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o que demanda maior cuidado e atenção ao que se refere às medidas para a proteção infantil e aos sinais que crianças e adolescentes vítimas de violência sexual podem demonstrar.

     Tal fato também evidencia a importância na conscientização e no investimento na autoproteção de crianças e adolescentes, de forma que possam participar de suas próprias proteções. Com esse objetivo, a Plan International Brasil implementa projetos como Cambalhotas, Down to Zero (DTZ) e Aprender e Proteger, que focam na promoção de conhecimentos específicos que auxiliem crianças e adolescentes a identificarem situações de violência e diferenciarem um carinho de um abuso, sabendo onde buscar ajuda diante de circunstâncias ameaçadoras. Os projetos oferecem informações por meio de oficinas socioeducativas adequadas às faixas etárias de participantes. A família e o Sistema de Garantia de Direitos também são envolvidos, por meio de uma abordagem centrada na educação positiva e na oferta de ambientes saudáveis e livres de violência, com o intuito de garantir a proteção integral a crianças e adolescentes.

     A autoproteção infantil vem acompanhada da educação sexual, uma vez que implementada de forma assertiva e responsável, é considerada a uma das principais formas de prevenção às violências por abordar conceitos de consentimento, integridade corporal, sentimentos, emoções, sonhos, identidade e tipos de toques que adultos estão autorizados ou não em relação aos seus corpos. É essencial para o desenvolvimento natural e integral de todo ser humano, e quando disseminada com qualidade, responsabilidade e conteúdo adequado a cada faixa etária, é extremamente protetiva.

  Crianças e adolescentes sempre devem ser ouvidos e suas falas levadas em consideração. Comportamentos e possíveis mudanças bruscas são fatores de alerta. Por isso, é importante que seus responsáveis estejam sempre atentos.

   Por isso, caso haja alguma suspeita, a orientação é acolher, transmitir confiança e demonstrar preocupação com o bem-estar da vítima, sem se esquecer de denunciar o caso pelo Disque 100. Lembre-se que a proteção das crianças e adolescentes é uma responsabilidade da família, da sociedade e do Estado, ou seja, é uma responsabilidade de todas e todos nós.


Fonte: https://plan.org.br/noticias/por-que precisamosfalar-de-violencia-contra-criancas/(Acessado no dia 03/10/2024) 
O texto menciona que 81% dos casos de abuso contra crianças e adolescentes são praticados por:
Alternativas
Q3494913 Português

    The terrible food in hospitals has long been one of the greatest contradictions in health care. Over the past few years, several doctors have spoken out about the lack of healthy food options and how frustrating it can be to tell their patients to make dietary changes, only to have that guidance undermined by the very hospital treating their patients.But now, some hospitals are taking note.


    Across the country, medical centers are hiring executive chefs, working closely with nutritionists and dietitians, and striving to ensure that patients with a wide range of dietary needs and restrictions are getting not only the nourishment they need while in the hospital, but the information they need to keep from coming back.


    Hospital malnutrition affects 30-50% of patients worldwide, according to a September 2019 study published in the Journal of Parenteral and Enteral Nutrition.


    How to prioritize healthy food is a question that chef Christopher Dickens at Southeast Health in Alabama is also asking as the hospital and the food facilities go through a ground-up renovation that’s putting healthier options at the forefront.


    “Our patients can’t choose where they are, how they feel. They just don’t have a lot of choice,” Dickens said. “If we don’t do everything in our power to make sure that’s a great experience, then shame on us.” He explained that the hospital is trying to move away from processed foods, refined sugars, and excess oil “so that we can produce a product that truly helps our patient, and our community and our staff, with overall health.” Dickens continued. “People have their preconceived notions of what hospital food is, and we want to break those. We know that food is medicine,” said Dickens, “and we need to be ahead of the curve.” 



https://www.huffpost.com/entry/bad-hospital-foodhealthy_n_5e5d3de2c5b63aaf8f5b0390. Acesso em Mar 16, 2020. Adaptado. 

A contradição apontada pelo texto, a respeito da comida servida em hospitais, refere-se 
Alternativas
Q3492823 Português
Leia o texto para responder à questão.


As amazonas guerreiras da lenda grega podem realmente ter existido

Uma das personagens mais famosas dos quadrinhos, compondo a trindade dos três personagens mais importantes da DC, a Mulher Maravilha foi baseada no mito das guerreiras gregas conhecidas como Amazonas. Porém, cada vez mais pesquisas vêm descobrindo evidências de que grupos de mulheres guerreiras na antiga Grécia estão mais próximas da realidade do que se acreditava.

De acordo com as lendas, as Amazonas eram guerreiras ferozes que viviam em uma nação própria à parte do mundo conhecido (nos quadrinhos da DC, elas vivem na ilha fictícia de Themyscira). Antes da Mulher Maravilha, as histórias sobre essas mulheres guerreiras foram contadas e registradas pelo famoso poeta grego Homero, na sua A Ilíada.

Nas histórias, Hércules teve que lutar contra essas guerreiras para obter o cinto mágico da rainha Amazona Hipólita em um dos seus 12 trabalhos. Já o famoso guerreiro e herói grego Aquiles, matou outra rainha, Pentesiléia, apenas para depois se apaixonar por ela quando retirou o capacete de seu rosto.

Embora as histórias contidas no poema A Ilíada de Homero sejam alvos de debates sobre a sua existência real ou não (como a guerra de Tróia, por exemplo), cada vez mais evidências vêm mostrando que mulheres guerreiras como as Amazonas podem realmente ter existido.

Em 2019, arqueólogos descobriram um túmulo com os restos mortais de quatro guerreiras enterradas com um estoque de pontas de flechas, lanças e equipamentos de montaria. O túmulo está localizado na região dos estepes no oeste da Rússia, e é onde as lendas gregas situavam as Amazonas.

Agora, uma equipe de arqueólogos encontrou outro túmulo na necrópole de Nakhchivan, no Azerbaijão. Os túmulos, de aproximadamente 4 mil anos, também continham mulheres enterradas com armas como pontas de flecha, um punhal de bronze e uma maça, além de joias.

O arco está entre as principais armas usadas pelas guerreiras amazonas nas lendas, o que, junto com a descoberta de outros túmulos com as mesmas características, indica a possibilidade de existência dessas mulheres guerreiras.

“Isso mostra que há verdade por trás dos mitos e lendas da Grécia antiga. Uma civilização não é composta por um único túmulo. Se estamos falando de uma cultura que atravessa o Cáucaso e a Estepe, que é o que todos os antigos diziam, obviamente você precisa de outros restos”, disse a historiadora Bettany Hughes ao The Guardian.

A historiadora aponta ainda outras evidências encontradas nos restos mortais, como alterações nas articulações dos dedos e nos ossos da pélvis. “Seus dedos estão deformados porque estão usando flechas demais. Mudanças nas articulações dos dedos não aconteceriam apenas pela caça. Isso é uma prática extensa e contínua. As pélvis das mulheres estão basicamente abertas porque estão montando cavalos. Os ossos são moldados apenas pelo estilo de vida delas.”

Como funcionava a sociedade das Amazonas ainda é algo a ser descoberto, mas a confirmação da existência de mulheres guerreiras na antiguidade grega está cada vez mais próxima.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/asamazonas-guerreiras-da-lenda-grega-podemrealmente-ter-existido#google_vignette>
De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3489444 Português
Tijolos da Mesopotâmia revelam anomalia antiga no campo magnético da Terra

Cruzando dados do campo magnético do planeta com inscrições em blocos de argila, cientistas confirmaram a existência de um fenômeno ocorrido há 3 mil anos.

O campo magnético da Terra não foi sempre o mesmo. O polo Norte e o polo Sul já trocaram de lugar algumas vezes ao longo das eras geológicas. Além disso, sua intensidade aumenta e diminui com o tempo, às vezes de maneira desigual. Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera. Átomos de ferro presentes, por exemplo, podem ter se alinhado ao campo em um certo ponto do passado, e então permanecido travados nessa posição – o que os torna uma janela para um instante exato da história do planeta. Uma pesquisa publicada recentemente no periódico especializado Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) investigou essas cicatrizes em minerais um tanto especiais: grãos de óxido de ferro presentes em 32 tijolos fabricados na Mesopotâmia há mais de 3 mil anos. Como esses blocos de argila têm inscrições indicando o nome do déspota que governava o território na época de sua fabricação, torna-se possível cruzar o dado histórico com o químico, o que torna a datação extremamente precisa.

O estudo confirma a existência de um fenômeno chamado “anomalia geomagnética da Idade do Ferro no Levante”. Entre 1050 e 550 a.C., o campo magnético da Terra era estranhamente forte na região do Levante (os arredores de Iraque, Jordânia, Síria e Israel), por razões ainda misteriosas. Evidências dessa anomalia já haviam sido detectadas em lugares distantes, mas dados vindos do próprio Oriente Médio eram escassos.

Arqueomagnetismo

Um mapeamento cada vez mais detalhado das mudanças no campo magnético da Terra com o passar das eras dá aos arqueólogos uma ferramenta cada vez melhor para datar artefatos antigos.“Muitas vezes dependemos de métodos de datação, como radiocarbono, para ter uma noção da cronologia na antiga Mesopotâmia. No entanto, alguns dos vestígios culturais mais comuns, como tijolos e cerâmicas, não podem ser facilmente datados porque não contêm material orgânico [ou seja, material com átomos de carbono]”, diz Mark Altaweel, coautor do artigo, em declaração à imprensa. “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.” Em sua fala, Altaweel se refere ao método de datação mais comum da arqueologia, em que os pesquisadores descobrem quando um objeto foi fabricado (ou, no caso de um ser vivo, quando ele viveu) pela taxa a que átomos de carbono radioativos presentes nessa coisa se desmancham em outros átomos, mais estáveis. Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele. A equipe espera que a área de pesquisa incipiente do arqueomagnetismo – a busca por assinaturas do campo magnético da Terra em artefatos arqueológicos –, aumente a precisão com que conhecemos história desse escudo invisível que circunda o planeta (e, de quebra, que melhore nossa capacidade de datar o passado da nossa própria espécie).

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tijolos-damesopotamia-revelam-anomalia-antiga-no-campomagnetico-da-terra) 
No excerto “Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele.”, a expressão “quanto mais… menos” é responsável por imprimir à sentença em que ocorre um sentido:
Alternativas
Q3489442 Português
Tijolos da Mesopotâmia revelam anomalia antiga no campo magnético da Terra

Cruzando dados do campo magnético do planeta com inscrições em blocos de argila, cientistas confirmaram a existência de um fenômeno ocorrido há 3 mil anos.

O campo magnético da Terra não foi sempre o mesmo. O polo Norte e o polo Sul já trocaram de lugar algumas vezes ao longo das eras geológicas. Além disso, sua intensidade aumenta e diminui com o tempo, às vezes de maneira desigual. Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera. Átomos de ferro presentes, por exemplo, podem ter se alinhado ao campo em um certo ponto do passado, e então permanecido travados nessa posição – o que os torna uma janela para um instante exato da história do planeta. Uma pesquisa publicada recentemente no periódico especializado Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) investigou essas cicatrizes em minerais um tanto especiais: grãos de óxido de ferro presentes em 32 tijolos fabricados na Mesopotâmia há mais de 3 mil anos. Como esses blocos de argila têm inscrições indicando o nome do déspota que governava o território na época de sua fabricação, torna-se possível cruzar o dado histórico com o químico, o que torna a datação extremamente precisa.

O estudo confirma a existência de um fenômeno chamado “anomalia geomagnética da Idade do Ferro no Levante”. Entre 1050 e 550 a.C., o campo magnético da Terra era estranhamente forte na região do Levante (os arredores de Iraque, Jordânia, Síria e Israel), por razões ainda misteriosas. Evidências dessa anomalia já haviam sido detectadas em lugares distantes, mas dados vindos do próprio Oriente Médio eram escassos.

Arqueomagnetismo

Um mapeamento cada vez mais detalhado das mudanças no campo magnético da Terra com o passar das eras dá aos arqueólogos uma ferramenta cada vez melhor para datar artefatos antigos.“Muitas vezes dependemos de métodos de datação, como radiocarbono, para ter uma noção da cronologia na antiga Mesopotâmia. No entanto, alguns dos vestígios culturais mais comuns, como tijolos e cerâmicas, não podem ser facilmente datados porque não contêm material orgânico [ou seja, material com átomos de carbono]”, diz Mark Altaweel, coautor do artigo, em declaração à imprensa. “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.” Em sua fala, Altaweel se refere ao método de datação mais comum da arqueologia, em que os pesquisadores descobrem quando um objeto foi fabricado (ou, no caso de um ser vivo, quando ele viveu) pela taxa a que átomos de carbono radioativos presentes nessa coisa se desmancham em outros átomos, mais estáveis. Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele. A equipe espera que a área de pesquisa incipiente do arqueomagnetismo – a busca por assinaturas do campo magnético da Terra em artefatos arqueológicos –, aumente a precisão com que conhecemos história desse escudo invisível que circunda o planeta (e, de quebra, que melhore nossa capacidade de datar o passado da nossa própria espécie).

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tijolos-damesopotamia-revelam-anomalia-antiga-no-campomagnetico-da-terra) 
De acordo com o texto, a dificuldade em datar artefatos antigos pelo método tradicional de radiocarbono decorre de:
Alternativas
Q3487634 Português

Leia os Textos 2 e 3 para responder à questão.

Disponível em: http://www.ccsp.com.br. Acesso em: 16 dez. 2023. [Adaptado]


Disponível em:  https://blog.uniube.br/graduacao/como-a-publicidade-e-propaganda-e-fundamental-na-sociedadeAcesso em: 16 dez. 2023. [Adaptado].

Acerca das informações acima e tendo como referência a imagem do Texto 2, a propaganda do adoçante tem a finalidade de
Alternativas
Q3487632 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


A linguagem oral possui diferenças significativas da linguagem escrita. Na linguagem oral, é predominante
Alternativas
Q3487631 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


As nossas relações interpessoais e o contexto em que estamos inseridos influenciam no modo como nos comunicamos com as pessoas. No texto acima, a gerente do banco modificou a forma de se comunicar com o cliente em virtude

Alternativas
Q3486861 Português
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

Uma espécie de nematelminto chamada Caenorhabditis elegans, que estava na amostra, morreu em 15 minutos de exposição à radiação. Os tardígrados da espécie Hypsibius exemplaris também pereceram em até 24 horas. Mas, para a surpresa dos pesquisadores, alguns tardígrados com coloração avermelhada sobreviveram vários dias expostos aos raios mortais de ultravioleta. 
No contexto em que ocorre, o emprego do advérbio também denota:
Alternativas
Q3486860 Português
Leia o texto para responder à questão.

Tardígrados brilham no escuro para sobreviver à radiação

Espécie recém-descoberta do animal, considerado o mais resistente do mundo, possui um “escudo” fluorescente capaz de proteger contra raios UV.

Ostardígrados – ou ursos d’água, para osíntimos – são provavelmente os organismos mais resistentes da Terra. Parentes dos artrópodes, esses seres microscópicos conseguem sobreviver a secas prolongadas, temperaturas congelantes ou muito quentes, falta de oxigênio, pressões altíssimas e outras condições extremas. Como se não bastasse tudo isso, cientistas descobriram uma nova espécie de tardígrado com um mecanismo de defesa inusitado: um escudo contra radiação ultravioleta que brilha no escuro.

A descoberta foi feita por acaso. Pesquisadores do Instituto Indiano de Ciência, em Bangalore, coletaram diversos tardígrados em musgos e ambientes aquáticos pelo campus, a fim de estudá-los. Uma das placas contendo as amostras foi deixada embaixo de uma lâmpada de ultravioleta usada para esterilização de materiais. Uma espécie de nematelminto chamada Caenorhabditis elegans, que estava na amostra, morreu em 15 minutos de exposição à radiação. Os tardígrados da espécie Hypsibius exemplaris também pereceram em até 24 horas. Mas, para a surpresa dos pesquisadores, alguns tardígrados com coloração avermelhada sobreviveram vários dias expostos aos raios mortais de ultravioleta. Mesmo quando a equipe aumentou a dose de radiação em quatro vezes, 60% desses tardígrados continuaram vivendo por até 30 dias.

Estudando mais de perto esses exemplares, os pesquisadores constataram que provavelmente se trata de uma espécie ainda não identificada do gênero Paramacrobiotus. O que mais chamou atenção na descoberta foi o fato de que, sob luz ultravioleta, os tardígrados até então avermelhados brilhavam em um forte tom de azul escuro. Segundo a pesquisa publicada na revista Biology Letters, trata-se de um curioso mecanismo de defesa dessa espécie: em seu corpo há pigmentos especiais capazes de transformar a radiação ultravioleta nociva em uma luz azulada que não causa danos, funcionando como um tipo de escudo antirradiação.

A equipe observou que os tardígrados que apresentavam menor quantidade desse pigmento morriam mais rapidamente do que os que brilhavam mais. Ao mesmo tempo, quando os cientistas extraíam a substância desses seres e cobriam outras espécies de tardígrados que não possuem o escudo, como a Hypsibius exemplaris, esses também aguentavam mais tempo sob os raios ultravioletas.

Os pesquisadores esperam entender melhor a nova espécie em pesquisas posteriores. É possível, especulam os cientistas, que aquela espécie desenvolveu o mecanismo em um processo de adaptação aos verões quentes e secos da Índia.

Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tardigradosbrilham-no-escuro-para-sobreviver-a-radiacao/
De acordo com o texto, a respeito dostardígrados é correto afirmar que:
Alternativas
Q3486458 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.


Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes


Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.

No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?

A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering . Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T).

Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.

Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a resposta imune contra essa proteína.

Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.

É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.

Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.


Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje.

Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doe ncas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024.
A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Os estudos realizados com pessoas, ainda que em fase inicial, demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla.
(__) A vacina descrita no estudo atua de modo a criar uma tolerância imunológica específica, marcando proteínas que não devem ser atacadas pelo sistema imunológico.
(__) Uma das principais vantagens da vacina inversa, no que diz respeito às doenças autoimunes, é que não prejudicam o sistema imunológico, como fazem os atuais tratamentos.
(__) As chamadas vacinas inversas ainda apresentam um desafio: como existem distintos antígenos associados às doenças autoimunes, as vacinas precisam ser pensadas para cada um desses antígenos.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3483766 Português
Leia o poema a seguir para responder à questão.

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…

e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda

qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles
A reflexão proposta no poema Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles, aborda principalmente:
Alternativas
Q3483656 Português
Leia o texto para responder à questão.

Ed Mort só vai

Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Tenho um escritório numa galeria de Copacabana entre um fliperama e uma loja de carimbos. Dá só para o essencial, um telefone mudo e um cinzeiro. Mas insisto numa mesa e numa cadeira. Apesar do protesto das baratas. Elas não vencerão. Comprei um jogo de máscaras. No meu trabalho o disfarce é essencial. Para escapar dos credores. Outro dia entrei na sala e vi a cara do King Kong andando pelo chão. As baratas estavam roubando as máscaras. Espisoteei meia dúzia. As outras atacaram a mesa. Consegui salvar a minha Bic e o jornal. O jornal era novo, tinha só uma semana. Mas elas levaram a agenda. Saí ganhando. A agenda estava em branco. Meu último caso fora com a funcionária do Erótica, a primeira ótica da cidade com balconista topless. Acabara mal. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.

VERISSIMO, L. F. Ed Mort: todas as histórias. Porto Alegre: L&PM, 1997. (Adaptado). 
A comicidade em relação ao uso de disfarces por Ed Mort está no fato de que:
Alternativas
Q3483655 Português
Leia o texto para responder à questão.

Ed Mort só vai

Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Tenho um escritório numa galeria de Copacabana entre um fliperama e uma loja de carimbos. Dá só para o essencial, um telefone mudo e um cinzeiro. Mas insisto numa mesa e numa cadeira. Apesar do protesto das baratas. Elas não vencerão. Comprei um jogo de máscaras. No meu trabalho o disfarce é essencial. Para escapar dos credores. Outro dia entrei na sala e vi a cara do King Kong andando pelo chão. As baratas estavam roubando as máscaras. Espisoteei meia dúzia. As outras atacaram a mesa. Consegui salvar a minha Bic e o jornal. O jornal era novo, tinha só uma semana. Mas elas levaram a agenda. Saí ganhando. A agenda estava em branco. Meu último caso fora com a funcionária do Erótica, a primeira ótica da cidade com balconista topless. Acabara mal. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.

VERISSIMO, L. F. Ed Mort: todas as histórias. Porto Alegre: L&PM, 1997. (Adaptado). 
De acordo com o texto, pode-se concluir que o escritório do detetive Ed Mort é:
Alternativas
Respostas
5441: A
5442: D
5443: A
5444: C
5445: D
5446: A
5447: E
5448: D
5449: B
5450: E
5451: D
5452: B
5453: C
5454: A
5455: C
5456: A
5457: E
5458: B
5459: D
5460: B