Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 55.061 questões

Q2685078 Português

TEXTO I


LEIA O POEMA


Uma estrela

Namoradeira

Piscou

Só para mim

Talvez quisesse

Que eu subisse ao céu

Pra gente viver

Um amor sem fim.


(Almir Correia. Poemas Malandrinhos. São Paulo: Atual,1991.p.15)


Observe os significados que o dicionário apresenta para o verbo piscar.


piscar: V .t.d.1. Fechar e abrir rapidamente os olhos. T.d.e.i.2. Dar sinal, piscando: Piscou o olho ao companheiro. Int. 3 . Fechar e abrir rapidamente os olhos. 4 . Fig. Brilhar intermitentemente; tremeluzir. P. 5. Trocar sinais, piscando os olhos.

Estrela pisca? Entre os cinco significados que o dicionário registra para o verbo piscar, marque a alternativa que apresenta o mais adequado ao texto:

Alternativas
Q2685071 Português

TEXTO II

Leia o poema a seguir, de Cacaso, e responda à s questões 4 e 5:


MEDITAÇÃO


Com meu amor eu me envolvo felizmente.

Mas também me desenvolvo infelizmente?


(Antonio Carlos Brito. Lero Lero. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2002. p. 119)

Em relação à palavra "desenvolvo", que sentido ele tem no contexto?

Alternativas
Q2685067 Português

TEXTO I

Leia o texto abaixo e responda às questões de 1 a 3.


1. De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:

2. — Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.

3. Lá de dentro, estremunhado, o filho respondeu:

4. — Pai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu

5. estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque

6. eu não aguento mais aqueles meninos.

7. E o pai respondeu lá de fora:

8. — Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque

9. você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro

10. porque você é o diretor do colégio.


(Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro: Codecri, 1981. p.8)

Durante a leitura da anedota, o leitor é l evado a compreendê-la de determinada forma, até ter uma surpresa. Em quais linhas do texto ocorre a surpresa?

Alternativas
Q2685000 Português

TEXTO II


O ASSASSINO ERA O ESCRIBA


Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,

Regular como um paradigma da 1ª conjugação.

Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, Ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito Assindético de nos torturar com um aposto.

Casou com uma regência. Foi infeliz.

Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA. Não deu.

Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.

A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, Conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.

Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.


(LEMINSK, Paulo. Caprichos e Relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983, p.24.)

Leia atentamente o texto e marque V ou F nas afirmações a seguir:


( ) No verso "Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida", a palavra predicado pode significar atributo.

( ) No verso em que aparece a expressão "sujeito inexistente", o sujeito é "Meu professor de análise sintática".

( ) O autor afirma que o professor "era o tipo de sujeito inexistente". A característica do personagem que está sendo revelada é sua incompetência como profissional.

( ) No verso "E ela era bitransitiva", a característica da mulher do professor que está sendo revelada é sua infidelidade.


A sequência correta é:


Alternativas
Q2684938 Português

TEXTO II


RECEITA DE PAZ


Ingredientes


Trabalho, grãos de cooperação, doses de estímulo, potes de conhecimento, quilos de participação e cidadania, porções de arte e piadas de amor.


Modos de fazer


Junte profissionais e voluntários dispostos a construir um mundo melhor. Misture-os com pessoas compreensivas e estimuladas, acrescentando a tudo isso doses de conhecimento e entusiasmo. Coloque na forma da participação. Não esqueça o fermento do amor.

Sirva esta receita de PAZ na mesa da partilha.

Que seu coração seja a EXTENSÃO desta PAZ e a morada do Menino Jesus. BOAS FESTAS.

São os votos da Pró-Reitoria de Extensão e R elações Universitárias - UCS.

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL. Receita da Paz. Caxias do Sul, dez. 2001.


Köche,Vanilda Salton; MARINELLO, Adriane Fogali; BOFF, Odete Maria Benetti. Estudo e produção de textos: gêneros textuais do relatar, narrar e descrever. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. p. 154

Leia com atenção as afirmativas sobre o texto:


I - Observa-se que o texto é uma publicidade d e uma universidade feita nos moldes de uma receita culinária. Esse processo caracteriza a intergenericidade discursiva.

II - Prevalece no texto um domínio discursivo da instância jurídica.

III - O texto é uma paráfrase de uma receita culinária.

IV - O texto é inteiramente metafórico.


A alternativa correta é

Alternativas
Q2684932 Português

TEXTO I

Cuidado com o dono


PINSCHER. A mãe de um amigo tinha um cãozinho dessa raça. Tamanho mínimo. Tormento máximo. Ficava solto na sala. Bastava eu chegar para uma visita, começava a latir. Passava horas soltando latidinhos estridentes. Mordia meus dedos com os dentinhos afiados. A dona sorria.

— Não é uma gracinha?

Eu tinha vontade de morder a tal senhora.


CARRASCO,Walcyr. Pequenos delitos e outras crônicas. São Paulo: Best Seller, 2004. p.138. (Fragmento).

Considere o campo semântico dos diminutivos "cãozinho"; "latidinhos"; "dentinhos; "gracinha" no contexto empregado e analise as afirmações abaixo:


I - Todos os diminutivos empregados pelo autor foram no sentido pejorativo.

II - A dona do animal empregou o diminutivo "gracinha" com valor afetivo.

III - Percebe-se que toda a caracterização que o autor faz do "cãozinho" demonstra seu desagrado em relação ao animal.


Marque a alternativa correta:

Alternativas
Q2547376 Português

Leia o poema abaixo, de Oswald de Andrade, um dos maiores escritores do Modernismo brasileiro.

Pronominais


Dê-me um cigarro


Diz a gramática

Do professor e do aluno


E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco


Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias


Deixa disso camarada

Me dá um cigarro


A partir da leitura e interpretação, assinale a opção que traz uma informação correta acerca do poema.

Alternativas
Q2547373 Português
A inadequação vocabular pode provocar em um enunciado diferentes problemas de linguagem, como redundâncias, ambiguidades e má compreensão da mensagem. As frases abaixo apresentam problemas dessa natureza, com exceção de uma, que você deverá identificar.
Alternativas
Q2466753 Português
A luta vã contra as palavras


        “O Ministério Público Federal de Uberlândia ajuizou em 2012 uma ação para que o Dicionário Houaiss fosse recolhido. Afinal, ali se registra que cigano também quer dizer “aquele que tem vida incerta e errante; boêmio; aquele que trapaceia; velhaco, burlador; agiota, sovina”. O dicionário seria, portanto, preconceituoso. Além de expulso das prateleiras, teria que pagar indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos.

     Dicionários são mesmo um problema. Acobertam essas criaturas de alta periculosidade, as palavras e seus significados adquiridos ao longo do tempo. Arrumadinhas em ordem alfabética, lembram inofensivas coleções de borboletas espetadas no feltro. Ao lado, descreve-se o corpo(classe gramatical, gênero, pronúncia) e especula-se sobre sua alma (sinônimos, definições, etimologia).

        Estão aparentemente paralisadas, “em estado de dicionário”. Mas não vamos nos iludir: permanecem guardiãs de seus conteúdos, senhoras de seus voos pretéritos. Atentas ao que foram desde a fase de ovo (ainda em sânscrito, grego, árabe ou latim), de larva e crisálida, até ganhar asase se deixar levar pelo vento, pelas línguas. Vivinhas da silva em sua potência (as palavras), em sua beleza (palavras e borboletas). Não importa que tenham sido metamorfoses ambulantes (ou volantes) e o quanto de si tenham deixado para trás. Ao “penetrar surdamente no reino das palavras” devemos-lhes reverência. ”


(AFFONSO, Eduardo. A luta vã contra as palavras. Jornal O Globo. Opinião. Disponível em<<https://oglobo.globo.com/opiniao/a-luta-va-contra-as-palavras-23653311>>. Acesso em jun 2019)
Analisando o texto e usufruindo do seu conhecimento em literatura e produção textual, assinale a alternativa correta correspondente ao trecho.
Alternativas
Q2228212 Português
Texto 1

Profissões do futuro
A incerteza na hora de escolher um curso para prestar vestibular é grande e na dúvida, o melhor é optar pelos cursos tradicionais, como médicos ou direito, certo? Errado. Fazer uma escolha antes de estar preparado para ela é, no mínimo, uma perda de tempo e dinheiro. Estudar em uma faculdade que não tem nada a ver com você traz decepção e mais incertezas. O mercado está expandindo as suas áreas e o ideal é ficar de olho e ver se dá pra unir prazer e dinheiro, trocando em miúdos: se o seu curso tem a sua cara e se ele está cotado como um curso rentável do futuro. Novos cursos surgem todos os dias com o propósito de atender demandas do mercado de trabalho por profissionais especializados ou pelo desmembramento de habilitações tradicionais. Algumas novas graduações podem representar boas oportunidades de trabalho.
Vejam os novos cursos que estão surgindo: Agroecologia, Ecoeducação, Edueconomia, Ciências do consumo, Ciênciais atuariais, Gerontologia, Esporte, Economia agroindustrial, etc. Gerontologia é a ciência que estuda o processo de envelhecimento do ser humano e as formas de promover uma melhor qualidade de vida. Geriatria é a área médica que estuda e trata das doenças típicas das pessoas idosas.
As pessoas com mais de 60 anos de idade atualmente constituem 10% da população brasileira, com tendência a aumentar gradativamente, pois a expectativa de vida desta parte da sociedade vem melhorando todos os anos. O objetivo desse curso é formar profissionais que possam ajudar a melhorar a qualidade de vida dos idosos nos aspectos emocional, físico e social.
www.vestibular.brasil.escola.com (adaptado) acesso em 20/08/19 
Em todas as alternativas existem falhas quanto à análise do texto 1, identifique a única que se encontra correta.
Alternativas
Q2225875 Português
O texto a seguir será base para responder à questão.


“(...) O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma 'certa' de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso 'consertar' a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico. (BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1999.)
As duas crenças citadas no texto dizem respeito:
Alternativas
Q2225874 Português
O texto a seguir será base para responder à questão.


“(...) O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma 'certa' de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso 'consertar' a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico. (BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1999.)
Da leitura do texto, pode-se inferir:
Alternativas
Q2225870 Português
Utilize o texto abaixo para responder à questão.

AS CARIDADES ODIOSAS

Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

- Um doce, moça, compre um doce para mim.

Acordei finalmente. O que estivera pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.

Sem olhar pra os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você...

Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

- Que outro você quer? Perguntei ao menino escuro. Este, que mexendo as mãos e a boca ainda esperava com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhoume um instante e disse com delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

- Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levantando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertálos. Mesmo os doces estavam tão acima do menino escuro. E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeira olhava tudo:

- Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar.

Fui embora, com rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... e para isso fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora necessário que outros não lhe tivessem dado doces.

E as pessoas que tomavam sorvete? Agora, o que eu queria saber com autocrueldade era o seguinte: temera que os outros me vissem ou que os outros não me vissem? O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria sido piedade já se estrangulara sob outros sentimentos. E, agora, sozinha, meus pensamentos voltavam lentamente a ser os anteriores, só que inúteis. (...)
(LISPECTOR, Clarice. As caridades odiosas. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1984. p.380-3.)
Não se pode afirmar, sobre a criança que interpelou a narradora:
Alternativas
Q2225869 Português
Utilize o texto abaixo para responder à questão.

AS CARIDADES ODIOSAS

Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

- Um doce, moça, compre um doce para mim.

Acordei finalmente. O que estivera pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.

Sem olhar pra os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você...

Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

- Que outro você quer? Perguntei ao menino escuro. Este, que mexendo as mãos e a boca ainda esperava com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhoume um instante e disse com delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

- Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levantando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertálos. Mesmo os doces estavam tão acima do menino escuro. E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeira olhava tudo:

- Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar.

Fui embora, com rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... e para isso fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora necessário que outros não lhe tivessem dado doces.

E as pessoas que tomavam sorvete? Agora, o que eu queria saber com autocrueldade era o seguinte: temera que os outros me vissem ou que os outros não me vissem? O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria sido piedade já se estrangulara sob outros sentimentos. E, agora, sozinha, meus pensamentos voltavam lentamente a ser os anteriores, só que inúteis. (...)
(LISPECTOR, Clarice. As caridades odiosas. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1984. p.380-3.)
“Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia.” A partir desse trecho do texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2225867 Português
O texto a seguir serve de base para a resposta da questão.

A FADIGA DA INFORMAÇÃO (Fragmento)

Há uma nova doença no mundo: a fadiga da informação. Antes mesmo da Internet, o problema já era sério, tantos e tão velozes eram os meios de informação existentes, trafegando nas asas da eletrônica, da informação, dos satélites. A Internet levou o processo ao apogeu, criando a espécie dos internautas e estourando os limites da capacidade humana de assimilar os conhecimentos e os acontecimentos desse mundo. Pois os instrumentos de comunicação se multiplicam, mas o potencial de captação humana – do ponto de vista físico, mental e psicológico – continua restrito. Então, diante do bombardeio crescente de informações, a reação de muitos tende a tornar-se doentia: ficam estressados, perturbam-se e perdem a eficiência no trabalho.

Já não se trata de imaginar como esse fenômeno possa ocorrer. Na verdade, a síndrome da fadiga da informação está em plena evidência, conforme pesquisa recente nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países, junto a 1300 executivos. Entre os sintomas da doença apontam-se a paralisia da capacidade analítica, o aumento das ansiedades e das dúvidas, a inclinação para decisões equivocadas e até levianas.

(MARZAGÃO, Augusto. In: DIMENSTEIN, Gilberto. Aprendiz do futuro: cidadania hoje e amanhã. São Paulo: Editora Ática, 1999.) 
A partir da leitura do texto, pode-se afirmar que sua principal ideia é:
Alternativas
Q2225828 Português
Texto 3

A Importância da gestão de pessoas em uma empresa

Pequenas e médias empresas competem com atividades de multinacionais, ideias inovadoras de parceiros do mesmo segmento ou mesmo com a concorrência direta de acordo com o setor. Além disso, é um meio com menos funcionários, geralmente benefícios mais limitados e salários menores, exigindo que as instituições motivem cada vez mais os colaboradores de forma que “vistam a camisa”.

Essa motivação é apenas um detalhe para que os funcionários sigam produzindo, satisfeitos com o lugar e atraiam cada vez mais ideias, projetos e clientes, fazendo com que o desenvolvimento profissional seja equilibrado com o crescimento da empresa. Com esse objetivo, a gestão de pessoas é uma área e necessidade real para as pequenas empresas, prevendo eventuais desafios para os fundadores, sócios e equipes internas.

Para entender melhor como desenvolver a gestão de pessoas é importante notar, fazer com que, todo funcionário novo se sinta desde o início que a empresa apresenta uma oportunidade de crescimento para sua profissão, além de atividades coerentes, equipes produtivas e desafios.

Além disso, é muito bom que o recebimento do novo colaborador seja positivo e que a equipe esteja preparada para explicar os procedimentos, mostrar o dia a dia da empresa e integrar o novo funcionário à rotina do lugar.

Ainda a presença de um ajudante geral que trabalhe em diversos setores de acordo com a empresa, prestando auxílio e controlando materiais e estoque da empresa é de extrema necessidade. Ele pode ter como tarefas a manutenção e limpeza de equipamentos, conferir e controlar entrada e saída de materiais, manter organizado estoque e almoxarifado, auxiliar em linhas de produção, entre outras atividades.

O profissional também é responsável por prestar auxilio a diversas áreas e setores de uma empresa.

(Adaptado) www.softwares.com.br . acesso em 15/08/2019 
Identifique a única alternativa correta em relação ao parágrafo em enfoque.
Alternativas
Q2225825 Português
Observando todos os aspectos textuais, existe uma única alternativa que não contém erro. Identifique-a:
Alternativas
Q2225819 Português
Texto 1

Departamentos essenciais em uma administração

Um dos pontos fortes da equipe e que mostra a saúde da empresa, inclusive, é a contabilidade. Essa parte do departamento administrativo, muitas vezes ignorada, é de vital importância para o bom andamento e crescimento da companhia. Para atuar nessa frente, é necessário cautela e perfil analítico para a melhor tomada de decisão. Afinal, as oportunidades de crescimento são verificadas através dos dados gerados por essa atividade.

Se a empresa não dispor de estrutura para abrigar a contabilidade ou não contar com profissionais capacitados, uma opção é terceirizar este serviço. Já ao setor financeiro cabem as decisões sobre investimentos. Entre elas, destacam-se aquisição de maquinário, contratação e gerenciamento de empréstimos, entre outras funções correlatas. Geralmente, essas atividades são assumidas pelo dono do negócio, investidores ou executivos principais.

Inclusos no departamento administrativo estão também os profissionais de comunicação. É nas ações de marketing que clientes em potencial são alcançados, tal como os clientes efetivos são mantidos. Ou seja, com um trabalho eficaz, é possível ampliar consideravelmente os lucros e o domínio de mercado. Isso além de consolidar o relacionamento com clientes e estreitar mais os laços e parcerias.

(…)Com isso, caso a empresa deseje receber um retorno sobre o índice de satisfação das pessoas e a qualidade do serviço que oferece, é preciso pensar num canal de serviços de atendimento ao cliente. O encarregado precisa operar de forma eficaz as licitações, no caso de empresas públicas, realizar as atividades de controle patrimonial e lidar com os trâmites financeiros, juntamente ao almoxarifado, formando uma equipe de trabalho conjunto. Ou seja, essa função mistura-se às competências do responsável pelo controle financeiro, que movimenta o dinheiro da empresa diretamente. Por conta disso, o departamento administrativo acaba englobando tantas áreas.

Outra função essencial de um corpo gestor corporativo é a coordenação de pessoas, comumente realizada pelos profissionais de recursos humanos. Eles não são responsáveis apenas por recrutar e desligar pessoas, mas sim por alocar o indivíduo certo em cada função. Para isso, eles precisam conhecer não apenas as atividades e rotinas operacionais da empresa, mas também sua força de trabalho. Um profissional de RH atento é capaz de identificar potenciais mudanças de função entre colaboradores e avaliar seus rendimentos.

Por exemplo, se determinado funcionário do setor de logística realiza um curso de oratória e vendas, é trabalho do RH identificar esse talento e sugerir a realocação dessa pessoa para uma área na qual seus conhecimentos serão melhor aproveitados. Dessa forma, o departamento não só estará ajudando a empresa ao aproveitar talentos internamente, mas estará também incentivando os demais funcionários a investirem em si mesmos.

Juliana Gaidargi (adaptado)

www.infonova.com.br acesso em 15/08/2019
“Um dos pontos fortes da equipe e que mostra a saúde da empresa, inclusive, é a contabilidade. Essa parte do departamento administrativo, muitas vezes ignorada, é de vital importância para o bom andamento e crescimento da companhia. Para atuar nessa frente, é necessário cautela e perfil analítico para a melhor tomada de decisão. Afinal, as oportunidades de crescimento são verificadas através dos dados gerados por essa atividade.” (§1)
Todas as afirmativas sobre este parágrafo em relação à sintaxe e à semântica se encontram com erro à exceção de uma, identifique-a. 
Alternativas
Q2206484 Português
    Os ataques a tiros em escolas dos Estados Unidos nas últimas duas décadas resultaram em uma série de estudos que apontam que é preciso cautela da mídia ao noticiar massacres em escolas, como o que ocorreu em Suzano, em março, para evitar o chamado efeito contágio ou cópia.
   Os estudos alertam para o fato de que a notoriedade dada aos autores dessas tragédias é um fator motivacional para que eles as cometam e, assim, saiam do anonimato, alcançando um nível de fama que dificilmente teriam em suas vidas cotidianas.
    A notoriedade funcionaria não apenas como recompensa para os autores como também um chamado à ação para outros indivíduos que pensam como eles, o que os motivaria a realizar atos de imitação.
    Nos Estados Unidos, grupos como o No Notoriety (“Sem notoriedade”, em português) ou o Don’t Name Them (“Não diga o nome”) desafiam a mídia a limitar o uso do nome e da imagem dos autores a algumas circunstâncias restritas. Por exemplo, se o atirador morrer no ataque, seria apropriado mencionar o nome após a polícia divulgá-lo, mas, depois disso, o grupo recomenda um “racionamento cuidadoso”.

(Cláudia Collucci. “Estudos apontam risco de ‘efeito contágio’ de ataques em escola”. www1.folha.uol.com.br, 14.03.2019. Adaptado).
Quanto à difusão de notícias de ataques em escolas, o texto defende que a mídia deve ter
Alternativas
Q2206478 Português
    A comunidade científica internacional foi pega de surpresa pela alegação feita pelo cientista chinês He Jiankui de que uma paciente sua havia dado à luz um par de gêmeas geneticamente modificadas enquanto eram embriões. Ele afirma que elas nasceram em Shenzhen no início de novembro e se chamam Nana e Lulu. Dois dias depois, afirmou que mais uma paciente estava grávida de outra criança modificada.
  Mesmo sem confirmação, a simples possibilidade de que genes de bebês humanos tenham sido modificados antes da concepção causou comoção na medida em que a maior parte dos países permite a edição genética apenas em embriões humanos, mas não antes da concepção, como foi o caso.
    A técnica usada pelo cientista ainda não é completamente dominada ou compreendida, e por isso ele foi criticado pela comunidade científica, assim como pelo ministro de Ciência e Tecnologia da China, Xu Naping, que afirmou que ele pode vir a sofrer sanções legais.
    Ao jornal The Guardian, Mattheus Porteus, professor de medicina pediátrica da Universidade de Stanford, afirmou: “He Jiankui corre risco de ser crucificado por outros pesquisadores, a não ser que ele se integre ao processo científico”.
    O pesquisador chinês afirma que alterou os genes dos embriões de sete casais durante tratamentos para fertilidade. Jiankui não revelou o nome dos pais, afirmando que eles desejavam sigilo e privacidade.

(André Cabette Fábio. “Cientista alega ter editado genes de bebês. Por que ele é criticado”. www.nexojornal.com.br, 30.11.2018. Adaptado)
Segundo a notícia, o pesquisador chinês He Jiankui 
Alternativas
Respostas
29861: A
29862: B
29863: A
29864: B
29865: D
29866: D
29867: C
29868: C
29869: C
29870: C
29871: D
29872: B
29873: B
29874: E
29875: A
29876: D
29877: B
29878: A
29879: C
29880: B