Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1113820 Português

TEXTO 2


                             VIDA TODA LINGUAGEM

Vida toda linguagem,

frase perfeita sempre, talvez verso,

geralmente sem qualquer adjetivo,

coluna sem ornamento, geralmente partida.

Vida toda linguagem

há entretanto um verbo, um verbo sempre, e um nome

aqui, ali, assegurando a perfeição

eterna do período, talvez verso,

talvez interjetivo, verso, verso.

Vida toda linguagem,

feto sugando em língua compassiva

o sangue que criança espalhará – oh metáfora ativa!

leite jorrado em fonte adolescente,

sêmen de homens maduros, verbo, verbo.

Vida toda linguagem,

bem o conhecem velhos que repetem,

contra negras janelas, cintilantes imagens

que lhes estrelam turvas trajetórias.

Vida toda linguagem –

        como todos sabemos

conjugar esses verbos, nomear

esses nomes:

        amar, fazer, destruir,

homem, mulher e besta, diabo e anjo

e adeus talvez, e nada.

Vida toda linguagem,

vida sempre perfeita,

imperfeitos somente os vocábulos mortos

com que um homem jovem, nos terraços do inverno, contra a chuva,

tenta fazê-la eterna – como se lhe faltasse

outra, imortal sintaxe

à vida que é perfeita

        língua

        eterna.

                                                     (Mário Faustino, poeta teresinense, 1930/1962

Sobre a estrutura do texto, NÃO é coerente dizer:
Alternativas
Q1113819 Português

TEXTO 2


                             VIDA TODA LINGUAGEM

Vida toda linguagem,

frase perfeita sempre, talvez verso,

geralmente sem qualquer adjetivo,

coluna sem ornamento, geralmente partida.

Vida toda linguagem

há entretanto um verbo, um verbo sempre, e um nome

aqui, ali, assegurando a perfeição

eterna do período, talvez verso,

talvez interjetivo, verso, verso.

Vida toda linguagem,

feto sugando em língua compassiva

o sangue que criança espalhará – oh metáfora ativa!

leite jorrado em fonte adolescente,

sêmen de homens maduros, verbo, verbo.

Vida toda linguagem,

bem o conhecem velhos que repetem,

contra negras janelas, cintilantes imagens

que lhes estrelam turvas trajetórias.

Vida toda linguagem –

        como todos sabemos

conjugar esses verbos, nomear

esses nomes:

        amar, fazer, destruir,

homem, mulher e besta, diabo e anjo

e adeus talvez, e nada.

Vida toda linguagem,

vida sempre perfeita,

imperfeitos somente os vocábulos mortos

com que um homem jovem, nos terraços do inverno, contra a chuva,

tenta fazê-la eterna – como se lhe faltasse

outra, imortal sintaxe

à vida que é perfeita

        língua

        eterna.

                                                     (Mário Faustino, poeta teresinense, 1930/1962

O Poeta estabelece um paralelo entre as fases de evolução humana com a linguagem. Só NÃO há essa correlação em:
Alternativas
Q1113818 Português

TEXTO 2


                             VIDA TODA LINGUAGEM

Vida toda linguagem,

frase perfeita sempre, talvez verso,

geralmente sem qualquer adjetivo,

coluna sem ornamento, geralmente partida.

Vida toda linguagem

há entretanto um verbo, um verbo sempre, e um nome

aqui, ali, assegurando a perfeição

eterna do período, talvez verso,

talvez interjetivo, verso, verso.

Vida toda linguagem,

feto sugando em língua compassiva

o sangue que criança espalhará – oh metáfora ativa!

leite jorrado em fonte adolescente,

sêmen de homens maduros, verbo, verbo.

Vida toda linguagem,

bem o conhecem velhos que repetem,

contra negras janelas, cintilantes imagens

que lhes estrelam turvas trajetórias.

Vida toda linguagem –

        como todos sabemos

conjugar esses verbos, nomear

esses nomes:

        amar, fazer, destruir,

homem, mulher e besta, diabo e anjo

e adeus talvez, e nada.

Vida toda linguagem,

vida sempre perfeita,

imperfeitos somente os vocábulos mortos

com que um homem jovem, nos terraços do inverno, contra a chuva,

tenta fazê-la eterna – como se lhe faltasse

outra, imortal sintaxe

à vida que é perfeita

        língua

        eterna.

                                                     (Mário Faustino, poeta teresinense, 1930/1962

O título, que se repete em versos ao longo do texto, traduz a intensão poética do autor. NÃO condiz com as ideias expressas no texto:
Alternativas
Q1113807 Português
NÃO condiz com a visão da autora sobre a aplicabilidade dos conhecimentos linguísticos apenas:
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Q1113805 Português
A Autora do texto destaca que o domínio da Língua Portuguesa é:
Alternativas
Q1113803 Português
De acordo com o Texto, a leitura favorece, a priori
Alternativas
Q1113789 Português
A única sentença que NÃO apresenta Pleonasmo vicioso é:
Alternativas
Q1113784 Português
A ideia central do texto defendida pelo autor é que:
Alternativas
Q1113783 Português
Pelas ideias expostas pelo autor, o processo eleitoral democrático só NÃO pode ter:
Alternativas
Q3106619 Português
O peso do estereótipo


      No que se refere aos distúrbios da alimentação podemos dividir a humanidade em dois grandes grupos, aquelas que comem de menos e aqueles que comem demais.

      Os primeiros compreendem aqueles para os quais falta comida – os habitantes do Terceiro Mundo – e aqueles que, mesmo dispondo de alimento, recusam-no por razões emocionais. A abundância de comida e a voracidade, por sua vez, geraram o problema da obesidade, que, mesmo em países como o Brasil, é hoje uma questão de saúde pública.

     A extrema obesidade está associada a diabetes, hipertensão arterial, doença cardiovascular, problemas articulares. E resulta numa imagem corporal que não é das mais agradáveis – ao contrário do que acontecia no passado, quando a maior ameaça era representada pela desnutrição.

     [...] O corpo transformou-se num objeto a ser exibido. E isso resulta num conflito: de um lado está a indústria da alimentação, com toda a sua gigantesca propaganda; assim, ninguém mais vai ao cinema sem levar junto um contêiner com pipocas (como se a pessoa não pudesse passar duas horas sem comer). De outro lado, temos o estigma representado pela obesidade. O resultado é um conflito psíquico que se manifesta de várias maneiras, mais notavelmente pela anorexia nervosa.

    [...] Até os anos 50 a anorexia nervosa era pouco mais que uma curiosidade médica. Mas em meados dos anos 70 um estudo mostrava que cerca de 10% das adolescentes suecas eram anoréxicas. Em 1980 os transtornos psicológicos da alimentação já eram um dos problemas mais frequentes entre as jovens universitárias americanas. O gênero, no caso, é fundamental porque anorexia é muito mais frequente entre moças. Também é importante a classe social: a classe média é mais propensa a ela que os pobres.

     [...] Em termos de peso corporal, como em relação à carga emocional, o ideal não é nem a falta nem o excesso. O ideal é o equilíbrio, mas para isso a sociedade precisa se conscientizar dos problemas representados pelos estereótipos que cria.


Revista Bem Viver – Mente & Cérebro, ano 13, n.152. Adaptado.
O texto retrata:
Alternativas
Q3106618 Português
No trecho:

[...] e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos [...]


A expressão “para que a manhã” traz a ideia de:
Alternativas
Q3106616 Português

Sobre a Charge abaixo é incorreto afirmar:




Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q3106614 Português
Dom Quixote



       Com suas voltas e reviravoltas, as aventuras de Dom Quixote traçam o limite: nelas terminam os jogos antigos da semelhança e dos signos; nelas já se travam novas relações. Dom Quixote não é o homem da extravagância, mas antes o peregrino meticuloso que se detém diante de todas as marcas da similitude. Ele é o herói do Mesmo. Assim como de sua estreita província, não chega a afastar-se da planície familiar que se estende em torno do Análogo. Percorre-a indefinidamente, sem transpor jamais as fronteiras nítidas da diferença, nem alcançar o coração da identidade. Ora, ele próprio é semelhante a signos. Longo grafismo magro como uma letra, acaba de escapar diretamente da fresta dos livros.

       Seu ser inteiro é só linguagem, texto, folhas impressas, história já transcrita. É feito de palavras entrecruzadas; é escrita errante no mundo em meio à semelhança das coisas. Não porém inteiramente: pois, em sua realidade de pobre fidalgo, só pode tornar-se cavaleiro, escutando de longe a epopeia secular que formula a Lei.

      O livro é menos sua existência que seu dever. Deve incessantemente consultá-lo, a fim de saber o que fazer e dizer, e quais signos dar a si próprio e aos outros para mostrar que ele é realmente da mesma natureza que o texto donde saiu. Os romances de cavalaria escreveram de uma vez por todas a prescrição de sua aventura. E cada episódio, cada decisão, cada façanha serão signos de que Dom Quixote é de fato semelhante a todos esses signos que ele decalcou.

     Mas se ele quer ser-lhes semelhante é porque deve prová-los, é porque os signos (legíveis) já não são semelhantes a seres (visíveis). Todos esses textos escritos, todos esses romances extravagantes são justamente incomparáveis: nada no mundo jamais se lhes assemelhou; sua linguagem infinita fica em suspenso, sem que qualquer similitude venha jamais preenchê-la; podem ser queimados todos e inteiramente, mas a figura do mundo não será por isso alterada.

     Assemelhando-se aos textos de que é o testemunho, o representante, o real análogo, Dom Quixote deve fornecer a demonstração e trazer a marca indubitável de que eles dizem a verdade, de que são realmente a linguagem do mundo. Compete-lhe preencher a promessa dos livros. Cabe-lhes refazer a epopeia, mas em sentido inverso: esta narrava (pretendia narrar) façanhas reais prometidas à memória; já Dom Quixote deve preencher com realidade os signos sem conteúdo da narrativa.

        Sua aventura será uma decifração do mundo: um percurso minucioso para recolher em toda a superfície da terra as figuras que mostram que os livros dizem a verdade.

      A façanha deve ser prova: consiste não em triunfar realmente - é por isso que a vitória não importa no fundo -, mas em transformar a realidade em signo. Em signo de que os signos da linguagem são realmente conformes às próprias coisas.

      Dom Quixote lê o mundo para demonstrar os livros. E não concede a si outras provas senão o espelhamento das semelhanças. Seu caminho todo é uma busca das similitudes: as menores analogias são solicitadas como signos adormecidos que cumprisse despertar para que se pusessem de novo a falar. Os rebanhos, as criadas, as estalagens tornam a ser a linguagem dos livros, na medida imperceptível em que se assemelham aos castelos, às damas e aos exércitos. Semelhança sempre frustrada, que transforma a prova buscada em irrisão e deixa indefinidamente vazia a palavra dos livros. Mas a própria não-similitude tem seu modelo que ela imita servilmente: encontra-o na metamorfose dos encantadores.

      De sorte que todos os indícios da não-semelhança, todos os signos que mostram que os textos escritos não dizem a verdade assemelham-se a esse jogo de enfeitiçamento que introduz, por ardil, a diferença no indubitável da similitude.

     E, como essa magia foi prevista e descrita nos livros, a diferença ilusória que ela introduz nunca será mais que uma similitude encantada. Um signo suplementar, portanto, de que os signos realmente se assemelham à verdade.


Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
De acordo com o texto o autor:
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Q2862982 Português

A Coreia é parecida com a Itália, comprida e estreita, cercada pelo mar em três de seus quatro lados. Ao norte estão as montanhas, cobertas de neve no inverno, enquanto a leste se estende uma cordilheira escarpada, de onde brotam rios curtos e caudalosos. No oeste, de frente para o Mar Amarelo e a costa da China, existem enseadas frequentemente envoltas em neblina, cuja variação no nível das águas faz os barcos amarrados nos ancoradouros encalharem na lama durante a maré baixa. Os coreanos haviam recebido dos vitoriosos aliados a promessa de independência durante a Segunda Guerra Mundial. Não foi fácil cumprir o prometido. Forças russas invadiram a Coreia do Norte nos últimos dias da guerra e a mantiveram sob seu domínio após a rendição japonesa. A assembleia das Nações Unidas determinou a realização de eleições livres em todo o território coreano, a fim de escolher um governo único, mas os norte-coreanos – com a benção soviética – se recusaram a obedecer. Assim, outra cortina de ferro surgiu: uma democracia ao sul e um estado comunista fortemente armado ao norte. A Coreia do Norte planejava aproveitar-se de uma grande fatia das ricas terras do sul. Ao amanhecer do dia 25 de junho de 1950, seus soldados e um grande contingente de tanques soviéticos invadiram a Coreia do Sul, tomando rapidamente a capital Seul, perto da cortina de ferro. Os invasores ocuparam uma grande parte do país antes que o exército norte-americano, então no Japão, pudesse levar socorro. Seria aquele o prelúdio de outras invasões comunistas em territórios vulneráveis que se estendiam da Grécia até Hong Kong? A invasão da Coreia provocou uma intensa angústia nas nações ocidentais. Após três anos, um armistício foi assinado. Coube uma região aos coreanos do norte e outra aos coreanos do sul. Uma nova cortina de ferro separou a península e, até o fim do século, essa cortina continuava em seu lugar. (BLAINEY Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 178).

De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – A política italiana é parecida com a coreana.

II – Na península coreana não há neve.

III – O nível das águas na península coreana contribui para uma navegação tranquila.

Alternativas
Q2849724 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 1 a 7.

É verdade que o açaí é uma das frutas mais calóricas que existem?

Não é, não. Só para comparar, 100 gramas da fruta têm em média 65 calorias. É o mesmo que 100 gramas de manga ou de maçã, e bem menos que 100 gramas de banana (105 calorias), de abacate (162 calorias) ou do supercalórico tamarindo (230 calorias). Mas de onde vem a má fama do açaí? “O que torna o açaí consumido nas lanchonetes bastante calórico é a adição de outros ingredientes no preparo da polpa, como açúcar e xarope de guaraná”, explica o químico Hervé Rogez, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e autor do livro Sabor Açaí.

O famoso açaí “na tigela”, popular na Região Sudeste, é preparado justamente com essa polpa turbinada. E com uma agravante: muitas vezes, o açaí vem acompanhado de outras delícias, como banana e granola, que aumentam muito o total de calorias [...]. Mas não entre na neura de ficar contando calorias que nem louco. Vale a pena comer açaí de vez em quando, porque ele é supernutritivo. “Primeiro, o açaí tem ação antioxidante – ele é tão bom quanto o vinho para retardar o envelhecimento. Segundo, sua gordura é saudável, semelhante à do azeite de oliva, e faz bem ao sistema cardiovascular”, afirma a nutricionista Cynthia Antonaccio [...]. Sem contar que a fruta é rica em fibras, manganês, cobre, cálcio, magnésio, proteínas e potássio.

Uma última curiosidade sobre a fruta é que seu modo de consumo no Norte e Nordeste do país é bem diferente. Nessas regiões, suco de açaí é misturado à farinha de mandioca ou tapioca. O produto final é um mingau meio doce, que os nortistas adoram comer com peixe frito.

Disponível em http://mundoestranho

Apenas uma opção NÃO justifica valer à pena comer açaí. Assinale-a.

Alternativas
Q2849715 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 1 a 7.

É verdade que o açaí é uma das frutas mais calóricas que existem?

Não é, não. Só para comparar, 100 gramas da fruta têm em média 65 calorias. É o mesmo que 100 gramas de manga ou de maçã, e bem menos que 100 gramas de banana (105 calorias), de abacate (162 calorias) ou do supercalórico tamarindo (230 calorias). Mas de onde vem a má fama do açaí? “O que torna o açaí consumido nas lanchonetes bastante calórico é a adição de outros ingredientes no preparo da polpa, como açúcar e xarope de guaraná”, explica o químico Hervé Rogez, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e autor do livro Sabor Açaí.

O famoso açaí “na tigela”, popular na Região Sudeste, é preparado justamente com essa polpa turbinada. E com uma agravante: muitas vezes, o açaí vem acompanhado de outras delícias, como banana e granola, que aumentam muito o total de calorias [...]. Mas não entre na neura de ficar contando calorias que nem louco. Vale a pena comer açaí de vez em quando, porque ele é supernutritivo. “Primeiro, o açaí tem ação antioxidante – ele é tão bom quanto o vinho para retardar o envelhecimento. Segundo, sua gordura é saudável, semelhante à do azeite de oliva, e faz bem ao sistema cardiovascular”, afirma a nutricionista Cynthia Antonaccio [...]. Sem contar que a fruta é rica em fibras, manganês, cobre, cálcio, magnésio, proteínas e potássio.

Uma última curiosidade sobre a fruta é que seu modo de consumo no Norte e Nordeste do país é bem diferente. Nessas regiões, suco de açaí é misturado à farinha de mandioca ou tapioca. O produto final é um mingau meio doce, que os nortistas adoram comer com peixe frito.

Disponível em http://mundoestranho

Marque a opção CORRETA de acordo com o texto.

Alternativas
Q2704374 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.


Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.


(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.

O óbvio ululante: primeiras confissões)

Ao afirmar que “Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade”, o autor está expressando a ideia de que a liberdade,

Alternativas
Q2704372 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.


Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.


(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.

O óbvio ululante: primeiras confissões)

O relato do autor acerca de sua forma de apresentação do “Fulano” mostra que se tratou, efetivamente, de uma demonstração de

Alternativas
Q2704371 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.


Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.


(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.

O óbvio ululante: primeiras confissões)

De acordo com as ideias do autor,

Alternativas
Q2704368 Português

Leia a charge, para responder às questões de números 14 e 15.




(Ivan Cabral. Disponível em: http://www.ivancabral.com. Acesso em:

23.09.2019)

A alternativa que expressa com correção e coerência o texto da charge é:

Alternativas
Respostas
29781: D
29782: E
29783: E
29784: C
29785: B
29786: A
29787: E
29788: C
29789: B
29790: A
29791: D
29792: C
29793: A
29794: E
29795: D
29796: B
29797: B
29798: B
29799: C
29800: A