Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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1. Os números são tomados como pessoas e isso caracteriza um vício de linguagem chamado prosopopeia. 2. Segundo o Um, o Zero é irrefutável. 3. O enunciador do texto usa maliciosamente um dado matemático válido para humilhar seu interlocutor. 4. A última frase do texto, na comparação entre o Um e o Zero, este é tomado como pessoa que não se opõe a quem lhes lidera; ao contrário, só lhes dá mais poder. 5. Se no lugar de “quantos mais são os zeros a segui-lo” fosse escrito “quantos mais são os zeros a lhe seguir”, a frase apresentaria um vício de linguagem chamado “solecismo” que é um desvio de sintaxe; nesse caso, especificamente de regência.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
— E aí? Eles acertaram o pilão?
— Que nada, o espada abriu o caderno e passou o maior chapéu no piolho!
Agora considere o significado das palavras/expressões no contexto acima: “abrir o caderno”: falar de mais, contar sua vida; “bater lata”: andar com o carro vazio, à procura de passageiro; “chapéu”: golpe, ato de não pagar a corrida de táxi; “coruja”: taxista que trabalha à noite, de madrugada; “espada”: passageiro difícil de enganar; “pilão”: corrida prefixada (o motorista ignora o taxímetro e estipula o preço antes de sair); “piolho”: taxista que assalta o passageiro, até mesmo à mão armada; “tatu”: passageiro inocente, vítima fácil.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. O diálogo exemplifica um enunciado típico de um grupo de pessoas e é ininteligível ou sem sentido a quem não participa desse grupo.
2. Temos, no diálogo, uma situação de variação linguística fora do padrão formal da língua e, portanto, não aceito pela sociedade em geral.
3. Observando o significado das palavras no contexto, podemos afirmar que temos, no diálogo, uma variação linguística diastrática, já que surgiu em razão da convivência entre um grupo social.
4. As expressões “o coruja” e “o espada”, no contexto, mudaram a classe gramatical e, em consequência, a função sintática que exercem.
5. A última fala do diálogo caracteriza um período composto por coordenação e a segunda oração é coordenada aditiva.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O trecho sugere que o professor ensine, além da decodificação, o aluno a:
I. a função sociocomunicativa dos gêneros textuais dessa categoria é mais referencial. II. a produção nesse espaço deve evitar múltiplas interpretações, exigindo clareza, concisão. III. o objetivo é mais registrar eventos do que inventá-los.
Apresentam justificativas corretas os itens
Considere as relações seguintes.
I. Quebrei a porta com um tijolo. → papel temático instrumento II. Tardiamente, ele chegou em São Paulo. → papel temático meta III. Esses bancos ficavam na praça. → papel temático localizando IV. José ama Maria. → papel temático experienciador
Os papéis temáticos estão corretamente identificados em:
( ) Os referentes são entidades dinâmicas, ou objetos de discurso, em contínuo processo de reelaboração em todo contexto enunciativo. ( ) O que define uma expressão referencial anafórica é seu caráter de retomada de alguma construção de objeto de discurso. ( ) O processo de referenciação é atividade textual de reconstrução de referentes. ( ) O leitor unicamente reelabora os referentes que devem estar realizados no contexto por expressões referenciais.
Assinale a sequência correta.
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir para responder à questão.
Referentes são entidades que construímos e reconstruímos em nossa mente à medida que transcorre qualquer enunciação. [...] Não são realidades concretas do mundo, mas entidades que representamos, cada uma à sua maneira, portanto, em cada contexto enunciativo reflexivo.
CAVALCANTE, In. ELIAS. (org.) Ensino de Língua Portuguesa:
oralidade, escrita, leitura. 1ª ed, 1ª reimpressão. São Paulo:
Contexto, 2013, p. 183.
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir para responder à questão.
Referentes são entidades que construímos e reconstruímos em nossa mente à medida que transcorre qualquer enunciação. [...] Não são realidades concretas do mundo, mas entidades que representamos, cada uma à sua maneira, portanto, em cada contexto enunciativo reflexivo.
CAVALCANTE, In. ELIAS. (org.) Ensino de Língua Portuguesa:
oralidade, escrita, leitura. 1ª ed, 1ª reimpressão. São Paulo:
Contexto, 2013, p. 183.
ALMEIRA. In: GERALDI. (org) O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 2001, p. 14.
Trazem confirmações da ideia defendida no fragmento, exceto:
1. Qualquer manifestação verbal organiza-se, inevitavelmente, em algum gênero do discurso; assim, qualquer gênero serve para se dizer qualquer coisa, em qualquer situação comunicativa. 2. Os gêneros do discurso são um elemento fundamental no processo de produção de textos, porque são os responsáveis pelas formas que estes assumem. 3. Os gêneros se caracterizam pelos temas que podem veicular, por sua composição e marcas linguísticas específicas. 4. Se o que se pretende é orientar alguém na realização de determinada tarefa, uma possibilidade é fazer uso do gênero “manual”. 5. Saber selecionar o gênero para organizar um discurso nem sempre implica conhecer suas características, pois a sua adequação aos objetivos a que se propõe e ao lugar de circulação é variável.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O dinheiro arrecadado nos jantares beneficentes deste ano serão revertidos à entidades assistenciais. Sabemos, por outro lado, que existe dois tipos de arrecadação: as que servem ao bem comum e as que não servem. Ultimamente, surgiram um terceiro tipo que corresponde aquelas que são autuadas pela polícia federal. Todos os fiscais são subordinados. É a propina.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto.