Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4067962 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



   Os franceses sabem restaurar, mas não construir. Com isso, quero dizer que eles têm a habilidade e o gosto para restaurar seus edifícios de uma era anterior, mas perderam, desde 1945, nos anos de sua maior prosperidade, a capacidade de construir algo novo que não seja medonho.


   No entanto, não é da incapacidade dos arquitetos franceses modernos que desejo falar, embora a absoluta feiura do que eles criaram não seja totalmente irrelevante para o meu tema, como logo se verá.


   O fato é que uma quantidade enorme de paredes e outras superfícies ao longo da estrada que leva a Paris está coberta de grafitos ou pichações. Este é um fenôeno social — talvez antissocial — tanto de relativo interesse quanto de importância.


   Há, obviamente, uma certa etiqueta para essa pichação, que, quando a área de uma parede é exigida por um pichador, ela se torna sua propriedade, por assim dizer, com seu direito exclusivo de nela deixar sua marca.


   Mas o que está por trás dessa epidemia de pichação? Infelizmente, nunca consegui conversar com um pichador: não vejo nenhum deles “trabalhando” e não conheço nenhum socialmente. Portanto, resta-me apenas conjecturar sobre seu estado de espírito — mas, mesmo que eu conseguisse falar com eles, não é certo que me diriam sua motivação, ou mesmo que a conhecessem por completo.


   Numa sociedade em que tantos almejam ser “alguém”, ou seja, alguém que as pessoas conhecem ou que as afeta, e na qual o mero fato de se misturar à multidão representa uma humilhação, pichar é um meio pelo qual uma pessoa, de outra forma sem importância nela, pode impor algo de si a essa sociedade.


   O eu deve se expressar, mesmo que não tenha nada a expressar. Mas não para por aí. Percebi que os pichadores desfiguram principalmente superfícies muito feias, em vez das bonitas. Tomo isso como uma evidência de uma faculdade subconsciente de discriminação estética por parte dos pichadores, embora admita que outras explicações sejam possíveis.


(Theodore Dalrymple, “A expressão da feiura”.

Disponível em: https://revistaoeste.com/revista/edicao-280. Adaptado.)

No 4o parágrafo, ao afirmar que há “uma certa etiqueta” para a pichação, o autor está se referindo
Alternativas
Q4067961 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



   Os franceses sabem restaurar, mas não construir. Com isso, quero dizer que eles têm a habilidade e o gosto para restaurar seus edifícios de uma era anterior, mas perderam, desde 1945, nos anos de sua maior prosperidade, a capacidade de construir algo novo que não seja medonho.


   No entanto, não é da incapacidade dos arquitetos franceses modernos que desejo falar, embora a absoluta feiura do que eles criaram não seja totalmente irrelevante para o meu tema, como logo se verá.


   O fato é que uma quantidade enorme de paredes e outras superfícies ao longo da estrada que leva a Paris está coberta de grafitos ou pichações. Este é um fenôeno social — talvez antissocial — tanto de relativo interesse quanto de importância.


   Há, obviamente, uma certa etiqueta para essa pichação, que, quando a área de uma parede é exigida por um pichador, ela se torna sua propriedade, por assim dizer, com seu direito exclusivo de nela deixar sua marca.


   Mas o que está por trás dessa epidemia de pichação? Infelizmente, nunca consegui conversar com um pichador: não vejo nenhum deles “trabalhando” e não conheço nenhum socialmente. Portanto, resta-me apenas conjecturar sobre seu estado de espírito — mas, mesmo que eu conseguisse falar com eles, não é certo que me diriam sua motivação, ou mesmo que a conhecessem por completo.


   Numa sociedade em que tantos almejam ser “alguém”, ou seja, alguém que as pessoas conhecem ou que as afeta, e na qual o mero fato de se misturar à multidão representa uma humilhação, pichar é um meio pelo qual uma pessoa, de outra forma sem importância nela, pode impor algo de si a essa sociedade.


   O eu deve se expressar, mesmo que não tenha nada a expressar. Mas não para por aí. Percebi que os pichadores desfiguram principalmente superfícies muito feias, em vez das bonitas. Tomo isso como uma evidência de uma faculdade subconsciente de discriminação estética por parte dos pichadores, embora admita que outras explicações sejam possíveis.


(Theodore Dalrymple, “A expressão da feiura”.

Disponível em: https://revistaoeste.com/revista/edicao-280. Adaptado.)

As críticas do autor aos arquitetos franceses
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Q4066929 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Novo exame de sangue pode melhorar diagnóstico da hanseníase

Trabalho premiado abre perspectivas animadoras para flagrar mais cedo esta infecção que ainda acomete muitos brasileiros

-

A hanseníase persegue o homem desde a Antiguidade, e, mesmo com tantos avanços da medicina, ainda é um problema de saúde pública no mundo. No Brasil, são 30 mil novos casos por ano [*] o país é o segundo com maior incidência da doença.

Identificá-la o mais cedo possível é a chave para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as lesões e sequelas.

Hoje [*] esse processo é eminentemente clínico, quando já existem alterações na sensibilidade e na estrutura da pele. E a confirmação muitas vezes depende da baciloscopia, método que permite enxergar o patógeno no microscópio, ou da biópsia, uma técnica mais invasiva. Ocorre que nem sempre elas estão disponíveis nos postos do SUS.

Esses obstáculos motivaram uma equipe da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) a pesquisar biomarcadores presentes no sangue para descobrir mais rápido a hanseníase — antes mesmo de aparecerem os primeiros sinais [*]

Para criar um novo método, os pesquisadores avaliaram o potencial de anticorpos contra uma proteína específica da bactéria Mycobacterium leprae. Os resultados promissores já encorajam a preparação de um kit de baixo custo e fácil execução a ser empregado em unidades básicas de saúde (UBS) de todo o país.

Esse é um passo significativo para a redução no número de contágios, infecções e reincidências da moléstia, que ainda é cercada de estigma e desinformação.
Segundo informações do texto, o novo método de detecção da hanseníase desenvolvido pela USP tem como objetivo:
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Q4066928 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Novo exame de sangue pode melhorar diagnóstico da hanseníase

Trabalho premiado abre perspectivas animadoras para flagrar mais cedo esta infecção que ainda acomete muitos brasileiros

-

A hanseníase persegue o homem desde a Antiguidade, e, mesmo com tantos avanços da medicina, ainda é um problema de saúde pública no mundo. No Brasil, são 30 mil novos casos por ano [*] o país é o segundo com maior incidência da doença.

Identificá-la o mais cedo possível é a chave para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as lesões e sequelas.

Hoje [*] esse processo é eminentemente clínico, quando já existem alterações na sensibilidade e na estrutura da pele. E a confirmação muitas vezes depende da baciloscopia, método que permite enxergar o patógeno no microscópio, ou da biópsia, uma técnica mais invasiva. Ocorre que nem sempre elas estão disponíveis nos postos do SUS.

Esses obstáculos motivaram uma equipe da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) a pesquisar biomarcadores presentes no sangue para descobrir mais rápido a hanseníase — antes mesmo de aparecerem os primeiros sinais [*]

Para criar um novo método, os pesquisadores avaliaram o potencial de anticorpos contra uma proteína específica da bactéria Mycobacterium leprae. Os resultados promissores já encorajam a preparação de um kit de baixo custo e fácil execução a ser empregado em unidades básicas de saúde (UBS) de todo o país.

Esse é um passo significativo para a redução no número de contágios, infecções e reincidências da moléstia, que ainda é cercada de estigma e desinformação.
De acordo com o texto, atualmente o diagnóstico da hanseníase:
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2025 - PM-SP - Aluno-Oficial PM (Inglês) |
Q4064594 Português

Um código indiano de leis registra o seguinte:


Toda vez que o homem reconhece e confessa ter pecado, libera-se do próprio pecado como uma serpente, da pele velha.


Sobre o significado e a estruturação desse segmento textual, é correto afirmar que  

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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2025 - PM-SP - Aluno-Oficial PM (Inglês) |
Q4064572 Português
Analise o trecho a seguir, extraído da crônica do Padre Simão de Vasconcellos, jesuíta que esteve no Brasil e escreveu sobre os primeiros contatos dos europeus com os indígenas brasileiros.
E como a curiosidade do homem em procurar saber é tão natural, pretenderam tirar dos índios algumas respostas das dúvidas que tinham e faziam-lhes as seguintes perguntas. Quando os primeiros progenitores de suas gentes entraram a povoar aquelas suas terras? De que parte do mundo vieram? De que nação eram? Por onde, e de que maneira passaram a terras tão remotas, sendo que, não havia entre os antigos embarcações muito mais avançadas do que suas ordinárias canoas? Como não conservaram suas cores? Como não conservaram suas línguas? Como chegaram a degenerar seus costumes? Como alguns dos seus, especialmente os tapuias, chegaram a um estado tão grosseiro que se pode duvidar se eles nasceram de homens, ou se são indivíduos da espécie humana?
E, finalmente, perguntavam quais bondades tinham esta terra e este clima em que vivem? Essas e outras perguntas semelhantes iam fazendo os nossos exploradores aos Índios, segundo as ocasiões que achavam.
Adaptado de: Vasconcelos, Simão. Crônica da Companhia de Jesus, 1668, p. 58.

Com base no trecho, é correto afirmar que a atitude dos europeus durante o primeiro contato com os indígenas que habitavam o Brasil foi marcada pela 
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Q4054047 Português
Autopsicografia
O poeta é um fingidor Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.
(Poesias. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1942. 15ª ed. 1995. Adaptado.) 
Em seu poema “Autopsicografia”, Fernando Pessoa:
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Q4053391 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

O que são "pessoas cortisol" e como se proteger delas? 


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticja/2025/05/08i/o-que-sao-pessoas-corlisol-e-como-se-proteger-delas.ghtml (adaptado).
No trecho seu sistema nervoso ficou obcecado em conseguir sobreviver (l.56-57), a palavra obcecado foi empregada para expressar a intensidade e a persistência da reação emocional internalizada. Considerando o sentido no contexto, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituí-la sem alterar significativamente o sentido da oração.
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Q4053388 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

O que são "pessoas cortisol" e como se proteger delas? 


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticja/2025/05/08i/o-que-sao-pessoas-corlisol-e-como-se-proteger-delas.ghtml (adaptado).
No trecho se alguém dentro do campo visual estiver ansioso ou for excessivamente expressivo, seja verbalmente ou não verbalmente (l.9-11), o advérbio verbalmente contribui para a construção do sentido da frase ao:
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Q4053386 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

O que são "pessoas cortisol" e como se proteger delas? 


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticja/2025/05/08i/o-que-sao-pessoas-corlisol-e-como-se-proteger-delas.ghtml (adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação CORRETA com base nas informações do texto. 
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Q4053385 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

O que são "pessoas cortisol" e como se proteger delas? 


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticja/2025/05/08i/o-que-sao-pessoas-corlisol-e-como-se-proteger-delas.ghtml (adaptado).
Sobre o conteúdo e os efeitos de sentido do texto, assinale a alternativa cuja interpretação está INCORRETA,
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Q4035248 Português
Observe a imagem: Imagem associada para resolução da questão
Em muitas mitologias, a narrativa sobre deuses e heróis reflete a tentativa de sociedades antigas de explicar fenômenos naturais, estabelecer normas sociais ou transmitir valores éticos. A imagem apresentada ilustra uma cena mitológica em que diferentes figuras simbólicas representam forças da natureza e atributos humanos.
Com base na imagem e no contexto das mitologias comparadas, assinale a alternativa que corretamente identifica o significado simbólico da ação retratada e sua função social ou moral:
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Q3997936 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto 2


Como garantir a dose necessária de vitamina D – sem suplementos

A carência dessa molécula é um problema global.
Mas o excesso também traz riscos. Entenda como fazer o balanço ideal.

Manuela Mourão

   
   De todas as vitaminas que fazem o nosso corpo funcionar, uma das mais conhecidas é a D. A “vitamina do sol” ajuda a manter os ossos fortes, auxilia os músculos e o sistema imunológico.

   Não só: essa molécula desempenha papéis importantes pelo corpo, como nas vias neurológicas e nas cascatas de sinalização relacionadas à saúde mental. [...]

   Muitas pessoas acabam optando pela suplementação para resolver a carência de vitamina D. Sem orientação médica, porém, isso pode ser um problema, já que níveis acima de 100 ng/mL podem indicar risco de toxicidade (esses dados podem ser obtidos por exames de sangue simples).

   Afinal, qual a melhor saída para garantir que os níveis ideais estejam sendo absorvidos pelo corpo?

   A maneira mais fácil é a mais conhecida: pelo sol. Dois tipos de raios ultravioleta chegam até a nossa pele: o UVA, que bronzeia e envelhece, e o UVB, que queima e fabrica vitamina D. Os dois, porém, podem causar câncer de pele. Para quem tem pele clara, bastam de 10 a 20 minutinhos de sol, três vezes por semana, para garantir a dose de vitamina D. Já peles mais escuras precisam de um tempinho maior: até cinco vezes mais.

   Mas não é tão simples: tudo depende da hora do dia, da estação e até de onde você está no planeta. O ideal é pegar sol entre 10h e 15h, quando os raios UVB estão em ação. De manhã cedo, no fim da tarde ou no inverno, esses raios passam por um caminho mais longo e são bloqueados pelo ozônio.

   E não adianta tentar se bronzear pela janela: vidro, nuvem e poluição também barram a vitamina D. A boa notícia? Protetor solar, ao contrário do que se pensava, não atrapalha tanto assim a produção desse nutriente, segundo estudos mais recentes.

   Porém, mesmo nesse país tropical, às vezes falta sol. Esse problema é recorrente em países do hemisfério norte, que lidam com invernos intensos e até meses sem a luz do astro. Nestes locais, a quantidade de vitamina D costuma ser garantida via alimentação.

   Os campeões naturais da vitamina D são os peixes gordurosos – tipo truta, atum, salmão e cavala – além dos óleos de fígado de peixe e cogumelos expostos à luz UV. Dá pra encontrar um pouco também em gema de ovo, queijo e fígado bovino. [...]

   No entanto, tudo tem um limite: muita vitamina D pode causar náusea, fraqueza muscular, confusão, vômitos, desidratação e, em casos mais graves, podem levar a problemas nos rins e no coração.

   Por fim, a recomendação não muda: incluir suplementos na dieta só é necessário e recomendado com acompanhamento médico.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/como-garantir-adose-necessaria-de-vitamina-d-sem-suplementos/. Acesso em: 30 jun. 2025.
Assinale a alternativa que fornece uma reescrita gramatical e semanticamente adequada para o excerto “Protetor solar, ao contrário do que se pensava, não atrapalha tanto assim a produção desse nutriente [...]”. 
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Q3991644 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

DeepSeek, OpenAI, Microsoft, Alibaba, a água, a
Amazônia e a COP30


'Busca profunda' que devemos almejar é ampliar a consciência hídrica dos povos; avanço da inteligência artificial depende de recurso escasso


Adriano Stringhini Professor da Fundação Dom Cabral, é membro do Imagine Brasil, do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e do “Todos pela COP30”; ex-diretor da Sabesp


    Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, diz que “iremos beber da fonte”. É nesse contexto que ouso emitir parcas reflexões sobre o impacto ambiental do avanço da IA no consumo de água e energia.

    Horas na Netflix, redes sociais, e-mails, transacionar criptomoedas. Tudo isso pede uma colossal infraestrutura global, “cidades data centers” e cabos que dariam mais de 80 voltas na Terra. Alimentar as plataformas online exige mais potência das máquinas, o que implica maior consumo de água e energia.

    A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que, em 2022, os data centers consumiram 460 terawatt-hora (TWh) de energia no planeta. Com o crescimento da IA, esse consumo aumentará para 1.050 TWh até 2026. O valor é o dobro do consumo anual de energia elétrica no Brasil, de aproximadamente 500 TWh. [...]

    Esses sistemas, a pleno vapor, precisam de ventilação para evitar o superaquecimento. Esse resfriamento, para ser eficiente (leia-se menor custo), utiliza muita água, um recurso escasso. Além disso, sabemos que os chips usados no treinamento de IA consomem muito mais água do que os de servidores comuns (acelerado pelo forte investimento em IA generativa em 2022). [...]

    Diante desse cenário, é preciso “beber da fonte”, mas devemos lembrar que nós somos a fonte. Brasil e a Amazônia são a fonte principal de água do mundo, que, ao final, é essencial para sistemas de IA. Água é energia — e, como bem lembrou o filme Matrix (1999), não há inteligência artificial sem energia.

    A Amazônia é um oceano subterrâneo, com volume total de 162 mil quilômetros cúbicos, o que é chamado pelos cientistas de Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga). Essa água nutre toda a vida da Amazônia, do planeta. O Saga seria capaz de abastecer o planeta inteiro durante 250 anos. São mais de 150 quatrilhões de litros de água doce, o nosso verdadeiro petróleo.

    Frise-se: não estou sugerindo que se use água da Amazônia para resfriar data centers. O que proponho aqui é que a sociedade gaste tempo no Google pesquisando mais sobre como economizar água e levar saneamento para todos em vez de gastá-la pesquisando no Google, ChatGPT e DeepSeek qual dos três é melhor ou pior, ou mais ou menos seguro. Afinal, sem água no mundo, nenhum dos três irá funcionar.

    Na COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro, teremos a oportunidade de falar sobre a importância de ampliar o reúso da água para a refrigeração dos data centers, mas, principalmente, alertar o mundo sobre a necessidade de preservar a “Amazônia hídrica”, os rios voadores e os rios/oceanos subterrâneos. [...]

    Sem verde não há água; sem água não há verde; sem verde e sem água não há vida — nem natural nem artificial. Essa é a verdadeira “busca profunda” (“deep seek”) que devemos almejar: ampliar a resiliência e a consciência hídrica dos povos.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/deepseekopenai-microsoft-alibaba-a-agua-a-amazonia-e-a-cop30.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
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Q3991047 Português

                 Texto 1


Educação Ambiental: o caminho para a conscientização


Por Recicloteca



    Para entendermos o que é Educação Ambiental, temos de voltar um pouquinho no tempo a fim de compreendermos a sua importância na nossa vida atual. No mundo pós Segunda Guerra Mundial, ocorreu uma explosão econômica, muito em virtude das novas tecnologias advindas das pesquisas militares para o conflito. A relativa paz e prosperidade econômica, sobretudo nos países mais desenvolvidos, trouxe um aumento populacional e, por conseguinte, uma explosão demográfica e urbana, gerando uma constante necessidade de abastecimento dessa população. Ao longo dos anos, o aumento da exploração das reservas naturais, bem como o aumento exponencial do consumo traduzido na nova sociedade, começou a resultar em problemas ambientais graves, criando, assim, um alerta nos líderes mundiais em relação ao meio ambiente, principalmente na relação homem versus natureza.


     Em 1972, temos a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, conhecida, também, por Conferência de Estocolmo, em que, pela primeira vez, a comunidade internacional se reuniu sob a coordenação das Nações Unidas para discutir a degradação ambiental e formas de minimizar esse impacto para o desenvolvimento econômico racional e equilibrado; surgem, nesse contexto, os primórdios do que conhecemos hoje sobre sustentabilidade.


[...]


    A Educação Ambiental foi instituída e regulamentada pela Lei nº 9.795, de 1999, que definia como deveria ser trabalhada e incentivada pelo poder público, assim como instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental. Logo no primeiro artigo, temos a Educação ambiental definida: “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.


 [...]


     Atualmente, vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, populoso e urbano, onde surgem, a todo momento, novas tecnologias que impulsionam todos os mercados. Todavia, essas indústrias necessitam cada vez mais de insumos à produção (fontes de energia e matérias-primas) para a ampliação do mercado consumidor e aumento da competitividade no setor.


     O aumento de insumos gera uma demanda crescente em que o meio ambiente sofre com as explorações deveras desenfreadas, tendo, por fim, de abastecer essas indústrias. Assim, cria-se um desequilíbrio na balança da exploração do meio ambiente. Com a ampliação de produtos à disposição da população, aumenta-se, também a nível exponencial a todo ano, o descarte de lixo, acarretando o manejo, o tratamento e a destinação incorreta desse material, sobretudo em áreas mais periféricas.


     A Educação Ambiental é inserida nesse contexto como instrumento de conscientização para minimizar o impacto das ações antrópicas no meio ambiente, ao mesmo tempo em que desperta o interesse para a questão ambiental e busca novas reflexões sobre a relação entre o homem e a natureza.


Adaptado de: https://www.recicloteca.org.br/educacao-ambiental/o-que-e-educacao-ambiental/. Acesso em: 3 jun. 2025.




Texto 2


                                 texto_2.png (335×438)


                          Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/17521886046407954/. Acesso em: 3 jun. 2025. 

Considerando os elementos verbais e visuais do Texto 2, verifica-se que a construção da linguagem tem o objetivo de
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Ano: 2025 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Joinville - SC Provas: INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Administrador | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Advogado | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Analista Clínico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Analista de Tecnologia da Informação | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Biólogo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Arqueólogo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Cirurgião Dentista - Traumatologia Bucomaxilofacil | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Cirurgião Dentista Endodentista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Cirurgião Dentista - Odontopediatria | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Contador | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista - Cirurgião Cabeça-Pescoço | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Pediatra - Médico Plantonista Pediatra | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Economista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Otorrinolaringologista - Médico Plantonista Otorrinolaringologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Enfermeiro | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Oftalmologista - Médico Plantonista Oftalmologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Agrônomo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Historiador | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Ambiental | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Neurocirurgião | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Florestal | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Coloproctologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Mecânico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Técnico em Atividades Esportivas | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Cartográfo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Tecnólogo em Turismo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Químico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Oncológico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Sanitarista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Torácico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro de Segurança do Trabalho | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro de Transporte e Logística | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Vascular | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Terapeuta Ocupacional | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Especialista Cultural - Museus | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Hematologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Mastologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Especialista Cultural - Preservação e Restauração | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Cardiologista - Médico Plantonista Cardiologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Intensivista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Geólogo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Nefrologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Cirurgião Plástico Fissura Labial | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Medicina de Emergência (Emergencista) | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Clínica Médica - Médico Plantonista Clínica Médica | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Dermatologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Geral - HPSJ | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Quadril | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Fisiatra | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Radiologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Radioterapeuta | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Psiquiatra | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Pé e Tornozelo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Ombro e Cotovelo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Coluna Vertebral | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - 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2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Ginecologista Patologia de Colo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Neurologista Pediátrico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Anestesiologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Geral/Transplante | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico - Medicina do Trabalho | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Neurologista - Médico Plantonista Neurologista |
Q3986622 Português

Colesterol alto é o grande culpado das doenças cardiovasculares?

 

Durante muito tempo, o colesterol foi tratado como um dos grandes vilões da saúde. As campanhas médicas e publicitárias reforçaram a ideia de que ele deveria ser combatido a qualquer custo. Hoje, porém, a ciência reconhece que a questão é mais complexa: o colesterol é uma substância essencial ao organismo, necessária para a produção de hormônios, vitamina D, membranas celulares e ácidos biliares. O problema está no excesso — especialmente quando há desequilíbrio entre o colesterol LDL e o HDL.

O LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta colesterol do fígado para os tecidos. Em excesso, pode se acumular nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Já o HDL, conhecido como “colesterol bom”, ajuda a remover o excesso de gordura do sangue, levando-o de volta ao fígado. Por isso, não é o colesterol em si o responsável pelos problemas de saúde, mas o desequilíbrio entre suas frações e a presença de outros fatores de risco, como sedentarismo, tabagismo e hipertensão.

Segundo especialistas, a avaliação dos níveis de colesterol deve ser feita de maneira individualizada. Há pessoas com taxas elevadas que não apresentam risco aumentado de infarto, enquanto outras, mesmo com valores próximos do ideal, podem ter predisposição genética para a aterosclerose. Isso mostra que os exames laboratoriais não devem ser analisados de forma isolada, mas em conjunto com o histórico clínico e os hábitos de vida.

A alimentação continua a ter papel fundamental. O consumo exagerado de gorduras saturadas e trans eleva o LDL, enquanto uma dieta rica em frutas, legumes, fibras e gorduras boas — como as presentes no azeite, nas castanhas e no abacate — ajuda a aumentar o HDL. Praticar atividade física, manter o peso adequado e evitar o cigarro são atitudes que contribuem para evitar fissuras no endotélio (camada superficial que reveste vasos e artérias), local onde o colesterol LDL se deposita, iniciando o processo de aterosclerose.

Mais do que enxergar o colesterol como um inimigo, a medicina atual recomenda uma visão de equilíbrio. O colesterol é vital, mas requer controle. O cuidado contínuo com a alimentação, o estilo de vida e o acompanhamento médico regular são as melhores estratégias para manter a saúde do coração e compreender que o corpo humano depende de harmonia, não de extremos.

 

Adaptado de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/20/colesterol-alto-e-vilao.htm. Acesso em: 20 out. 2022.

De acordo com o texto, é correto afirmar que 
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Q3985165 Português

Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias

Por Jornal da USP


Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos


    Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.

     “[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.

    Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.

     A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.

    Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.

     Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.


Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025

No excerto “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo [...]”, os colchetes, na palavra “Alfa”, foram empregados com a função de
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Q3985088 Português
Definição de estratégias e declaração do estado de emergência zoossanitária

Pontos a considerar para definição da estratégia inicial na emergência para febre aftosa


    Intervenções em emergências zoossanitárias, como no caso da febre aftosa, envolvem uma abordagem operacional essencialmente geográfica, incluindo as inter-relações econômicas e sociais entre os diferentes atores que participam dos sistemas agroindustriais ou das cadeias agroprodutivas. Os objetivos iniciais, independente das estratégias específicas a serem adotadas, visam conhecer a dimensão do problema, buscando sua contenção ao menor espaço territorial possível, com consequente redução dos impactos econômicos e sociais.

   Para isso, devem ser imediatamente adotados os seguintes procedimentos, que serão mais bem detalhados na segunda parte deste documento:

a) identificação e intervenção nos focos, visando, entre outras atividades, conter e eliminar fontes de infecção e levantar informações para apoiar a identificação da origem do agente viral;

b) análise da movimentação animal e investigação epidemiológica com inspeção em propriedades rurais, destacando-se aquelas com vínculo epidemiológico (por exemplo, ingresso/egresso de animais ou proximidade geográfica). Deve-se buscar a identificação da provável origem do agente viral e avaliar a existência de focos secundários, assim como determinar a extensão e contiguidade das áreas afetadas;

c) delimitação de espaço geográfico inicial para interdição e intervenção, com proibição de movimentação de animais e produtos de risco; e

d) organização e mobilização do aparato técnico e estrutural a ser utilizado na gestão das atividades de contenção e saneamento da ocorrência zoossanitária. 

Adaptado de: https://wikisda.agricultura.gov.br/pt-br/Sa%C3%BAde
Animal/Plano-de-contingencia-para-febre-aftosa. Acesso em: 22 set. 
2025. 
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
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Q3980228 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Trecho de Navio Negreiro - Castro Alves

-


Era um sonho dantesco... o tombadilho

Que das luzernas avermelha o brilho.

Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros... estalar de açoite...

Legiões de homens negros como a noite,

Horrendos a dançar...

-

Negras mulheres, suspendendo às tetas

Magras crianças, cujas bocas pretas

Rega o sangue das mães:

Outras moças, mas nuas e espantadas,

No turbilhão de espectros arrastadas,

Em ânsia e mágoa vãs!

-

E ri-se a orquestra irônica, estridente...

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais ...

Se o velho arqueja, se no chão resvala,

Ouvem-se gritos... o chicote estala.

E voam mais e mais...

-

Presa nos elos de uma só cadeia,

A multidão faminta cambaleia,

E chora e dança ali!

Um de raiva delira, outro enlouquece,

Outro, que martírios embrutece,

Cantando, geme e ri!

-

No entanto o capitão manda a manobra,

E após fitando o céu que se desdobra,

Tão puro sobre o mar,

Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

Fazei-os mais dançar!..."

-

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais...

Qual um sonho dantesco as sombras voam!...

Gritos, ais, maldições, preces ressoam!

E ri-se Satanás!...

No poema Navio Negreiro, Castro Alves denuncia a escravidão por meio de imagens impactantes e uma linguagem emocionalmente carregada. Sobre o contexto e a crítica presentes no poema, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3971760 Português
Cai chuva. É noite. Uma pequena brisa


A partir da interpretação do poema de Fernando Pessoa, analise as assertivas que seguem:


I. Através de uma linguagem poética e simbólica, o autor explora temas como a efemeridade da existência, a solidão do indivíduo e a incerteza do ser.


II. A indagação sobre o que é a vida é central para a temática existencial do poema.


III. O poema sugere uma visão de que a felicidade pode ser alcançada com facilidade.




Está(ão) CORRETA(S):

Alternativas
Respostas
2441: A
2442: B
2443: B
2444: B
2445: C
2446: B
2447: D
2448: E
2449: D
2450: E
2451: A
2452: D
2453: E
2454: E
2455: C
2456: A
2457: E
2458: A
2459: C
2460: B