Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4132111 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro.


Não há nada menos natural do que ler" para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim.

"A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana", diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler literalmente muda o cérebro."

Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida "por alto".

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital.

Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada.

O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — "é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos", diz Wolf.

"Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a neurocientista.

"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção", completa.

Essa transformação começa com cada novo leitor.

"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro."

E isso abre portas para um novo mundo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
Com base no texto, analise as afirmativas a seguir e identifique a alternativa incorreta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro Obstetrico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Endodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Farmacêutico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Bucomaxilofacial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Ortodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Paciente Especial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fonoaudiólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Protesista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Periodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Médico Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Educador Físico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saude Publica - Arquiteto | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Clínico Geral |
Q4132064 Português

Leia as Charges 1 e 2 para responder à questão.





Galvão Bertazzi, publicado na seção Cartum da Folha de São Paulo, 20. nov. 2025. Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/charges/2025/11/20/galvao-bertazzi.shtml. Ace 

Ao considerarmos o funcionamento do gênero textual-discursivo, isto é, sobre a forma como ele se organiza e empreende sentidos, a charge
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro Obstetrico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Endodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Farmacêutico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Bucomaxilofacial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Ortodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Paciente Especial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fonoaudiólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Protesista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Periodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Médico Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Educador Físico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saude Publica - Arquiteto | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Clínico Geral |
Q4132063 Português

Leia as Charges 1 e 2 para responder à questão.





Galvão Bertazzi, publicado na seção Cartum da Folha de São Paulo, 20. nov. 2025. Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/charges/2025/11/20/galvao-bertazzi.shtml. Ace 

As charges fazem referência à COP 30, conferência internacional sobre mudanças climáticas que ocorreu em novembro de 2025, em Belém do Pará, no Brasil. Considerando os recursos verbais e não verbais utilizados, ambas
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro Obstetrico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Endodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Farmacêutico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Bucomaxilofacial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Ortodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Paciente Especial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fonoaudiólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Protesista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Periodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Médico Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Educador Físico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saude Publica - Arquiteto | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Clínico Geral |
Q4132060 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


O movimento conhecido como cultura do cancelamento, que começou, sim, como uma forma de chamar a atenção para injustiças de todo tipo e proteção ambiental, se tornou uma arma de execração pública e de censura capaz de atingir indistintamente anônimos e famosos, tanto faz.

A cultura do cancelamento é um linchamento virtual e é assim que vou chamá-lo, pois funciona como o conhecido linchamento ou linchagem, que é o assassinato de uma ou mais pessoas cometido por uma multidão com o objetivo de punir um suposto transgressor.

Basta um registro aleatório jogado na internet de um possível ato reprovável ou que contrarie os valores geralmente aceitos como corretos, para que uma pessoa seja marcada permanentemente pelo linchamento virtual […].

Para muitos não há uma segunda chance. As redes sociais tornaram-se reféns dos excessos irrazoáveis do justiçamento do cancelamento.

Assim, a ferramenta que era para intensificar a voz de grupos oprimidos, forçar ações políticas ou banir aqueles que tivessem cometido atos reprováveis — como racismo e violência sexual, dentre outros — tornou-se uma ameaça, pronta para destruir reputações a qualquer preço. E isso exige vigilância e um combate jurídico dos excessos na mesma proporção, rapidez e intensidade […].


WILIANS, Nelson. Linchamento virtual: a cultura do cancelamento. Estúdio Folha, Folha de São Paulo, 10. Fev. 2021. Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/nelson-wilians/2021/02/linchamento-virtua-acultura-do-cancelamento.shtml. Acesso em: 29 nov. 2025.
Considerando o texto apresentado sobre a cultura do cancelamento, qual é o tipo de argumento predominante empregado pelo autor?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro Obstetrico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Endodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Farmacêutico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Bucomaxilofacial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Ortodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Paciente Especial | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fonoaudiólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Protesista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Periodontista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Médico Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Educador Físico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saude Publica - Arquiteto | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Cirurgião Dentista - Clínico Geral |
Q4132057 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente pressupõe uma essência e uma capacidade que eu acredito que não sejamos portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e posso ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas.

Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se aproximam de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante, diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro têm razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.

Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se haverá alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.

Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.

Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca captarei, pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer. Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”


KARNAL, Leandro. Por que nunca chegaremos à verdade. In: Fronteiras do Pensamento. Site. Disponível em: https://www.fronteiras.com/leia/exibir/leandro-karnal-por-que-nuncachegaremos-a-verdade. Acesso em: 26. nov. 2025. [Adaptado].
O texto apresenta uma reflexão sustentada por um percurso argumentativo que discute a impossibilidade de um “olhar transparente” e, ao mesmo tempo, recusa um “olhar opaco”. Para tanto, recorre a múltiplas vozes culturais, filosóficas e literárias. Nesse movimento, o autor articula referências diversas: a fábula indiana dos quatro cegos e o elefante, figuras do imaginário literário universal como Narciso e a “velha que pergunta ao espelho” (a Rainha Má, de Branca de Neve), além de uma citação humorística atribuída a Woody Allen. Considerando esse conjunto, a construção argumentativa do texto se caracteriza por
Alternativas
Q4132013 Português
Em sua obra Retórica, Aristóteles discorre sobre os três gêneros oratórios (deliberativo, judicial e epidítico), cuja tipologia passa por critérios funcionais, tais como o assunto de que se fala, quem fala, para quem fala, de onde se fala, e o fim (a finalidade) para o qual se fala. Esses elementos foram recepcionados - e eventualmente atualizados - em teorias linguístico-textuais posteriores, contemporâneas, como aquelas que descrevem os sete fatores pragmáticos de textualidade: intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade, intertextualidade, coesão e coerência. Considerando tais fatores, quais podemos destacar estarem já presentes no núcleo da proposta teórica aristotélica?
Alternativas
Q4132008 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
No trecho do poema “Becos de Goiás”, de Cora Coralina, o eu lírico descreve um cenário marcado por imagens de degradação — “paisagem triste, ausente e suja”, “velha umidade andrajosa”, “lodo negro, esverdeado, escorregadio”, “lixo pobre”. Ainda assim, a voz poética declara reiteradamente: “Amo…”. Qual efeito de sentido característico da obra da autora é gerado pelo contraste?
Alternativas
Q4131761 Português
Leia o texto a seguir.

[...] nenhuma criança nasce preconceituosa. Ela aprende a sêlo. Todos nós cumprimos uma longa trajetória de socialização que se inicia na família, vizinhança, escola, igreja, círculo de amizades e se prolonga até a inserção em instituições enquanto profissionais ou atuando em comunidades e movimentos sociais e políticos. Sendo assim, podemos considerar que os primeiros julgamentos raciais apresentados pelas crianças são frutos do seu contato com o mundo adulto.

GOMES, N. L. et al. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Secretaria de Educação Continuada (org.). Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. (Coleção Educação para todos).

Segundo o autor do texto, o preconceito é algo que
Alternativas
Q4131748 Português
Leia o texto a seguir.

Froebel (1782-1852), denominado como o “pedagogo da infância”, influenciado pelo liberalismo e nacionalismo de seu tempo, criou os primeiros kindergardens, ou jardins de infância. Para ele, todos guardam dentro de si a semente do que poderão ser e a educação precisa oferecer condições para que isso ocorra. Condições para manifestar nossas expressões, necessidades e desejos individuais. Foi considerado um educador progressista porque respeitou o conhecimento próprio de cada idade e considerou a educação enquanto um processo gradual, no qual o indivíduo caminha e desenvolve a sua condição essencialmente humana que é a autoconsciência.

CARDOSO, L.C; FRAGELLI, P.M. Teorias e práticas na Educação Infantil: a construção do trabalho docente. UFSCAR: São Carlos, 2012.

De acordo com o texto, a educação 
Alternativas
Q4131718 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2

Q4_5.png (352×233)

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/09/chargistas-fazemreleituras-de-pedro-americo.shtml. Acesso em: 28 nov. 2025.
A charge apresenta uma cena que combina referências a obras consagradas sobre a independência e elementos adicionados pelo chargista. A articulação entre esses componentes orienta a interpretação do texto para 
Alternativas
Q4131717 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1 

A carne


A carne mais barata do mercado

É a carne negra

(Tá ligado que não é fácil, né, mano?)

Se liga aí

[...] 

Que vai de graça pro presídio

E para debaixo do plástico

E vai de graça pro subemprego

E pros hospitais psiquiátricos

[...]

Que fez e faz história

Segurando esse país no braço, meu irmão

O cabra que não se sente revoltado

Porque o revólver já está engatilhado

E o vingador eleito

Mas muito bem intencionado


JORGE, Seu; YUKA, Marcelo; CAPPELLETTI, Ulisses. A carne. Letra da canção. Disponível em: https://www.letras.mus.br/elza-soares/a-carne/. Acesso em: 28 maio 2025. [Adaptado]. 
No verso “Que fez e faz história” apresenta duas formas verbais em tempos diferentes relacionadas ao mesmo sujeito. Esse uso contribui para o sentido ao indicar
Alternativas
Q4131558 Português
O que é a infecção pelo vírus Nipah?

A infecção pelo vírus Nipah é uma doença zoonótica (transmitida aos seres humanos por animais), embora também possa ser passada através de alimentos contaminados ou diretamente de pessoa para pessoa, explica a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em infectados, o Nipah causa uma série de problemas, desde infecção assintomática até doença respiratória aguda e encefalite fatal. O vírus também pode causar doenças graves em animais, como porcos.

De acordo com a organização, os morcegos frugívoros da família Pteropodidae, em particular as espécies pertencentes ao gênero Pteropus, são os hospedeiros naturais desse vírus. Aparentemente, ele não causa grandes problemas de saúde nesses animais.

De acordo com a OMS, o período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varia de 4 a 14 dias, mas já foram registrados casos de até 45 dias.

A infecção em pessoas pode se apresentar desde de forma assintomática ou causar sintomas potencialmente graves.

Os indivíduos infectados inicialmente apresentam os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, mialgia (dor muscular), vômito e dor de garganta. Isso pode ser seguido por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia e problemas respiratórios graves, inclusive dificuldade respiratória aguda. A encefalite e as convulsões geralmente ocorrem em casos graves.

Atualmente, ainda não há medicamentos ou vacinas contra a infecção pelo vírus Nipah, alerta a OMS;

No entanto, existem algumas medidas preventivas, como limpar e desinfetar os ambientes onde vivem os porcos, evitar contato físico desprotegido com pessoas infectadas e lavar as mãos.

"Embora o vírus tenha provocado apenas alguns surtos conhecidos na Ásia, ele infecta uma grande variedade de animais e pode levar a sintomas graves e morte em humanos, o que o torna uma preocupação de saúde pública", diz a agência.

A taxa de mortalidade de casos de infecção pelo vírus Nipah é estimada em 40% a 75%, mas pode variar de um surto para outro, dependendo da vigilância e do manejo clínico nas áreas afetadas.

A maioria das pessoas se recupera totalmente, embora algumas fiquem com distúrbios neurológicos após a encefalite aguda.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/09/nipah-o-quee-o-virus-potencialmente-fatal-detectado-na-india 
Ao descrever os sintomas da infecção, o texto evidencia a complexidade do quadro clínico, que pode variar significativamente entre os indivíduos. Essa variação é um elemento importante para compreender os riscos associados ao vírus. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa característica.
Alternativas
Q4131557 Português
O que é a infecção pelo vírus Nipah?

A infecção pelo vírus Nipah é uma doença zoonótica (transmitida aos seres humanos por animais), embora também possa ser passada através de alimentos contaminados ou diretamente de pessoa para pessoa, explica a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em infectados, o Nipah causa uma série de problemas, desde infecção assintomática até doença respiratória aguda e encefalite fatal. O vírus também pode causar doenças graves em animais, como porcos.

De acordo com a organização, os morcegos frugívoros da família Pteropodidae, em particular as espécies pertencentes ao gênero Pteropus, são os hospedeiros naturais desse vírus. Aparentemente, ele não causa grandes problemas de saúde nesses animais.

De acordo com a OMS, o período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varia de 4 a 14 dias, mas já foram registrados casos de até 45 dias.

A infecção em pessoas pode se apresentar desde de forma assintomática ou causar sintomas potencialmente graves.

Os indivíduos infectados inicialmente apresentam os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, mialgia (dor muscular), vômito e dor de garganta. Isso pode ser seguido por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia e problemas respiratórios graves, inclusive dificuldade respiratória aguda. A encefalite e as convulsões geralmente ocorrem em casos graves.

Atualmente, ainda não há medicamentos ou vacinas contra a infecção pelo vírus Nipah, alerta a OMS;

No entanto, existem algumas medidas preventivas, como limpar e desinfetar os ambientes onde vivem os porcos, evitar contato físico desprotegido com pessoas infectadas e lavar as mãos.

"Embora o vírus tenha provocado apenas alguns surtos conhecidos na Ásia, ele infecta uma grande variedade de animais e pode levar a sintomas graves e morte em humanos, o que o torna uma preocupação de saúde pública", diz a agência.

A taxa de mortalidade de casos de infecção pelo vírus Nipah é estimada em 40% a 75%, mas pode variar de um surto para outro, dependendo da vigilância e do manejo clínico nas áreas afetadas.

A maioria das pessoas se recupera totalmente, embora algumas fiquem com distúrbios neurológicos após a encefalite aguda.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/09/nipah-o-quee-o-virus-potencialmente-fatal-detectado-na-india 
O texto apresenta informações sobre o vírus Nipah, destacando suas formas de transmissão e impacto na saúde humana e animal. A exposição inicial busca situar o leitor quanto à natureza da doença e seus meios de propagação. Considerando esse contexto, identifique a alternativa que sintetiza as formas de transmissão mencionadas no texto.
Alternativas
Q4131555 Português
O que é a infecção pelo vírus Nipah?

A infecção pelo vírus Nipah é uma doença zoonótica (transmitida aos seres humanos por animais), embora também possa ser passada através de alimentos contaminados ou diretamente de pessoa para pessoa, explica a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em infectados, o Nipah causa uma série de problemas, desde infecção assintomática até doença respiratória aguda e encefalite fatal. O vírus também pode causar doenças graves em animais, como porcos.

De acordo com a organização, os morcegos frugívoros da família Pteropodidae, em particular as espécies pertencentes ao gênero Pteropus, são os hospedeiros naturais desse vírus. Aparentemente, ele não causa grandes problemas de saúde nesses animais.

De acordo com a OMS, o período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varia de 4 a 14 dias, mas já foram registrados casos de até 45 dias.

A infecção em pessoas pode se apresentar desde de forma assintomática ou causar sintomas potencialmente graves.

Os indivíduos infectados inicialmente apresentam os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, mialgia (dor muscular), vômito e dor de garganta. Isso pode ser seguido por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia e problemas respiratórios graves, inclusive dificuldade respiratória aguda. A encefalite e as convulsões geralmente ocorrem em casos graves.

Atualmente, ainda não há medicamentos ou vacinas contra a infecção pelo vírus Nipah, alerta a OMS;

No entanto, existem algumas medidas preventivas, como limpar e desinfetar os ambientes onde vivem os porcos, evitar contato físico desprotegido com pessoas infectadas e lavar as mãos.

"Embora o vírus tenha provocado apenas alguns surtos conhecidos na Ásia, ele infecta uma grande variedade de animais e pode levar a sintomas graves e morte em humanos, o que o torna uma preocupação de saúde pública", diz a agência.

A taxa de mortalidade de casos de infecção pelo vírus Nipah é estimada em 40% a 75%, mas pode variar de um surto para outro, dependendo da vigilância e do manejo clínico nas áreas afetadas.

A maioria das pessoas se recupera totalmente, embora algumas fiquem com distúrbios neurológicos após a encefalite aguda.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/09/nipah-o-quee-o-virus-potencialmente-fatal-detectado-na-india 
O texto apresenta dados sobre prevenção e tratamento, indicando o estágio atual do conhecimento científico sobre o vírus. Essa abordagem permite compreender os desafios enfrentados no controle da doença. Considerando essas informações, identifique a alternativa que representa essa situação.
Alternativas
Q4131488 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
Ao apresentar resultados experimentais, o texto introduz evidências obtidas em ambiente controlado, mas também aponta limites para a generalização dessas conclusões. Essa estratégia evidencia o rigor científico da pesquisa. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa limitação.
Alternativas
Q4131487 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
O texto apresenta a guabiroba como um alimento funcional, articulando informações científicas e nutricionais para evidenciar seus benefícios. A argumentação parte da composição química do fruto para discutir seus efeitos no organismo. Considerando essa estrutura, identifique a alternativa que sintetiza a relação entre os compostos presentes na guabiroba e seus impactos à saúde.
Alternativas
Q4131486 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
Ao abordar hábitos alimentares, o texto estabelece uma crítica implícita às dietas pouco variadas, associando-as a prejuízos nutricionais. Essa argumentação reforça a importância da diversidade alimentar. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa crítica. 
Alternativas
Q4131485 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
A argumentação do texto amplia o foco da análise ao relacionar o consumo da guabiroba com questões alimentares mais amplas, como diversidade nutricional e sustentabilidade. Essa ampliação sugere um impacto que vai além do indivíduo. Considerando essa perspectiva, identifique a alternativa que expressa essa ideia.
Alternativas
Q4131452 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
A comparação entre cães e lobos desempenha papel fundamental na construção do argumento central do texto. Essa comparação permite destacar diferenças comportamentais relevantes para a investigação científica apresentada. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa diferença.
Alternativas
Q4131451 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
O texto não apenas apresenta resultados, mas também indica limitações e ressalvas sobre a pesquisa realizada, introduzindo uma perspectiva crítica. Essa abordagem contribui para a compreensão do grau de confiabilidade das conclusões. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa corretamente essa limitação.
Alternativas
Respostas
2401: D
2402: D
2403: B
2404: C
2405: A
2406: B
2407: D
2408: B
2409: C
2410: C
2411: D
2412: B
2413: A
2414: A
2415: C
2416: B
2417: B
2418: A
2419: D
2420: B