Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2171000 Português

Leia a fábula “O leão enamorado”, do escritor grego Esopo, para responder à questão.


        Um leão enamorou-se da filha de um lavrador e foi pedi-la em casamento. E o lavrador, que não suportava a ideia de entregar a filha a uma fera e, por medo, também não conseguia dizer não, fez o seguinte. Visto que o leão insistia em pressioná-lo, ele disse que o reputava um noivo digno de sua filha, mas que não podia conceder-lhe sua mão, a menos que ele extraísse as presas e aparasse as garras, que amedrontavam a mocinha. O leão, por amor, sujeitou-se com facilidade a todas as exigências e o lavrador, já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas quando ele veio à sua casa.


(Esopo. Fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013)  

Retoma uma expressão mencionada anteriormente no texto o termo sublinhado no seguinte trecho:
Alternativas
Q2170999 Português

Leia a fábula “O leão enamorado”, do escritor grego Esopo, para responder à questão.


        Um leão enamorou-se da filha de um lavrador e foi pedi-la em casamento. E o lavrador, que não suportava a ideia de entregar a filha a uma fera e, por medo, também não conseguia dizer não, fez o seguinte. Visto que o leão insistia em pressioná-lo, ele disse que o reputava um noivo digno de sua filha, mas que não podia conceder-lhe sua mão, a menos que ele extraísse as presas e aparasse as garras, que amedrontavam a mocinha. O leão, por amor, sujeitou-se com facilidade a todas as exigências e o lavrador, já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas quando ele veio à sua casa.


(Esopo. Fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013)  

A fábula permite caracterizar o lavrador como
Alternativas
Q2170998 Português

Leia a fábula “O leão enamorado”, do escritor grego Esopo, para responder à questão.


        Um leão enamorou-se da filha de um lavrador e foi pedi-la em casamento. E o lavrador, que não suportava a ideia de entregar a filha a uma fera e, por medo, também não conseguia dizer não, fez o seguinte. Visto que o leão insistia em pressioná-lo, ele disse que o reputava um noivo digno de sua filha, mas que não podia conceder-lhe sua mão, a menos que ele extraísse as presas e aparasse as garras, que amedrontavam a mocinha. O leão, por amor, sujeitou-se com facilidade a todas as exigências e o lavrador, já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas quando ele veio à sua casa.


(Esopo. Fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013)  

Depreende-se da leitura da fábula a seguinte moral:
Alternativas
Q2170994 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Ao se transpor o trecho O homem falou: – Comprei esta casa (1º e 2º parágrafos) para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
Alternativas
Q2170991 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Observa-se expressão própria da linguagem coloquial no seguinte trecho: 
Alternativas
Q2170990 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

A personificação é um recurso expressivo que consiste em pensar seres inanimados ou irracionais como se eles fossem humanos, atribuindo-lhes linguagem, sentimentos e ações típicos dos seres humanos. Ocorre esse recurso expressivo em:
Alternativas
Q2170989 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Na crônica, o homem dirige-se diretamente a seu interlocutor no seguinte trecho:
Alternativas
Q2170988 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Em relação à venda da casa, o homem mostra-se
Alternativas
Q2170922 Português
Leia a tirinha a seguir:
Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: 550089/tirinha-oignaa ho.tumblr.com/post/163411755089/tirinha-original

No segundo e terceiro quadrinhos, nas falas dos personagens, percebe-se, predominantemente, a presença de uma: 
Alternativas
Q2170921 Português
TEXTO 01

O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1989, p. 63-64.
A partir do trecho: "Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro.", podemos inferir que:
Alternativas
Q2170919 Português
TEXTO 01

O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1989, p. 63-64.
De acordo com a estrutura textual de "O Padeiro", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2170918 Português
TEXTO 01

O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1989, p. 63-64.
Analise as assertivas abaixo a respeito do texto:
I. O texto tem como referência a realidade das pessoas que, nos bastidores da sociedade, trabalham em atividades operacionais, mas não têm o reconhecimento do seu trabalho, e se tornam seres "invisíveis".
II. O trecho "ele contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu sorrindo" mostra a falta de identidade do personagem, sua alienação diante da sua representação social.
III. De certa forma, o texto faz uma crítica às relações excludentes e preconceituosas existentes no contexto de trabalho exclusivamente dos jornalistas.
IV. No penúltimo parágrafo, o narrador, que também já foi padeiro, compara sua humildade de jornalista à do padeiro que conhecera.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2170809 Português

TEXTO 01

Erro de português

Quando o português chegou

Debaixo duma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena! Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português

(Oswald de Andrade)


Disponível em:<http://www.literatura-brasileira.com/2013/10/erro-de-portugues-oswald-de-andrade.html> . Acesso em 19 de fevereiro de 2021. 

Analise as afirmativas sobre o texto:


I.No verso "Vestiu o índio", foi empregado apenas o sentido denotativo.


II.Tanto a palavra "pena" quanto a palavra "português" possui mais de um significado no contexto do poema.


III.Os verbos "vestir" e "despir" mostram o confronto entre duas culturas.


Está CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q2170808 Português

TEXTO 01

Erro de português

Quando o português chegou

Debaixo duma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena! Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português

(Oswald de Andrade)


Disponível em:<http://www.literatura-brasileira.com/2013/10/erro-de-portugues-oswald-de-andrade.html> . Acesso em 19 de fevereiro de 2021. 

O poema faz alusão a um fato histórico. Que fato é esse?
Alternativas
Q2170376 Português
Leia o texto para responder a questão.

Baseado em fatos reais
Por Mentor Neto

Eu deveria ter uns cinco anos.
Assistia uma dessas séries japonesas dos anos 70, na TV preto e branco na casa dos meus avôs.
Ultraman, talvez, mas não tenho certeza.
A certa altura, um monstro gigantesco se aproxima de uma cidade que para um adulto seria evidentemente uma maquete, mas para uma criança era tão real quanto o bairro vizinho.
Meu coração batia forte, daquele jeito que arregala os olhos e entreabre a boca.
Um monstro emerge do oceano e entra pelo porto.
Afunda navios com petelecos e joga longe os contêineres como se fossem caixas de fósforos.
A criatura caminha inabalável em direção ao centro da cidade que eu jurava que estava a umas poucas quadras da minha casa.
Pisa numa ponte e faz os carros voarem em todas as direções.
Ato contínuo, o episódio é interrompido pelo logo da emissora.
Edição Extraordinária.
O apresentador, em tom sombrio, informa – por uma dessas coincidências impossíveis – que uma ponte havia acabado de desabar.
Pense no efeito dessa notícia nesta pobre criança.
Era a prova que eu precisava de que o monstro estava a ponto de destruir minha existência.
Fiz o que qualquer Super-homem faria: desliguei a TV e me enfiei debaixo do sofá, que como todos sabem, é o único refúgio seguro em caso de cataclisma global.
Mas não foi dessa vez.
Cresci e o trauma deve ter ficado em algum canto do cérebro.
Talvez por isso nunca gostei de histórias distópicas, essas tipo Jogos Vorazes, ou mesmo as sagas dos heróis da Marvel.
Prefiro realidade à fantasia.
No máximo uma comediazinha romântica com Tom Hanks.
Mas os fantasmas do passado sempre voltam.
E esse ano, quem diria, meu Godzila voltou.
Da noite para o dia viramos figurantes em uma dessas sagas pós-apocalípticas, tipo Zombieland, onde a salvação só aparece nas últimas cenas.
Em nossa Gothan City não há Batman para nossos vilões.
Ao invés de um lagarto gigante, um vírus letal, como em Os 12 Macacos.
Ainda não me acostumei a sair nas ruas e ver tantos mascarados, como se fossem ladrões de banco em um western.
As cidades viraram cenários de Blade Runner.
A quarentena e a distância social, tão importantes, fazem lembrar os filmes da segunda guerra, Pearl Harbor com suas sirenes alertando sobre um ataque aéreo iminente.
No nosso caso, a tragédia é tão constante, nos noticiários, nas contagens de mortos, que nem são necessárias sirenes para nos recolhermos a nossos bunkers domésticos.
E nossa (su)realidade vai mais longe.
Como no Anjo Exterminador de Buñuel, estamos aprisionados a lideranças políticas que não poderiam ser criadas pelo mais criativo roteirista.
Nosso Poderoso Chefão nega a Ciência, nega as evidências com frequência diária.
Como em Ensaio Sobre Cegueira, deixamos de enxergar.
Viramos uns Mad Max tentando sobreviver ao Apocalipse.
E quando achamos que talvez o pior tenha passado, repetindo o clichê dos filmes em que o vilão ressuscita na cena final, voltam a circular notícias alertando que os casos de covid-19 começam a crescer novamente.
Esse vírus é um Twister, um Tsunami devastador, com direito a primeira e a segunda onda.
Na semana passada, a ultraviolência saiu da tela de Laranja Mecânica e revelou um assassinato ao vivo, nos celulares e jornais de TV.
Da noite para o dia viramos figurantes em uma dessas sagas pós-apocalípticas, tipo Zombieland.
Vimos e repetimos o vídeo.
Os socos.
Os gritos.
A violência corriqueira não abala como antes.
Vírus e violência parecem não relacionados.
Mas suspeito que no roteiro do nosso destino não existam coincidências.
Estamos apáticos e complacentes.
Tudo está relacionado, como costurado por Hitchcock.
As máscaras são nossa Janela Indiscreta.
Revelam nossas lágrimas e ocultam nossos sorrisos.
Disponível em https://istoe.com.br/baseado-em-fatos-reais/
Analise: “Prefiro realidade à fantasia.” E assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2170373 Português
Leia o texto para responder a questão.

Baseado em fatos reais
Por Mentor Neto

Eu deveria ter uns cinco anos.
Assistia uma dessas séries japonesas dos anos 70, na TV preto e branco na casa dos meus avôs.
Ultraman, talvez, mas não tenho certeza.
A certa altura, um monstro gigantesco se aproxima de uma cidade que para um adulto seria evidentemente uma maquete, mas para uma criança era tão real quanto o bairro vizinho.
Meu coração batia forte, daquele jeito que arregala os olhos e entreabre a boca.
Um monstro emerge do oceano e entra pelo porto.
Afunda navios com petelecos e joga longe os contêineres como se fossem caixas de fósforos.
A criatura caminha inabalável em direção ao centro da cidade que eu jurava que estava a umas poucas quadras da minha casa.
Pisa numa ponte e faz os carros voarem em todas as direções.
Ato contínuo, o episódio é interrompido pelo logo da emissora.
Edição Extraordinária.
O apresentador, em tom sombrio, informa – por uma dessas coincidências impossíveis – que uma ponte havia acabado de desabar.
Pense no efeito dessa notícia nesta pobre criança.
Era a prova que eu precisava de que o monstro estava a ponto de destruir minha existência.
Fiz o que qualquer Super-homem faria: desliguei a TV e me enfiei debaixo do sofá, que como todos sabem, é o único refúgio seguro em caso de cataclisma global.
Mas não foi dessa vez.
Cresci e o trauma deve ter ficado em algum canto do cérebro.
Talvez por isso nunca gostei de histórias distópicas, essas tipo Jogos Vorazes, ou mesmo as sagas dos heróis da Marvel.
Prefiro realidade à fantasia.
No máximo uma comediazinha romântica com Tom Hanks.
Mas os fantasmas do passado sempre voltam.
E esse ano, quem diria, meu Godzila voltou.
Da noite para o dia viramos figurantes em uma dessas sagas pós-apocalípticas, tipo Zombieland, onde a salvação só aparece nas últimas cenas.
Em nossa Gothan City não há Batman para nossos vilões.
Ao invés de um lagarto gigante, um vírus letal, como em Os 12 Macacos.
Ainda não me acostumei a sair nas ruas e ver tantos mascarados, como se fossem ladrões de banco em um western.
As cidades viraram cenários de Blade Runner.
A quarentena e a distância social, tão importantes, fazem lembrar os filmes da segunda guerra, Pearl Harbor com suas sirenes alertando sobre um ataque aéreo iminente.
No nosso caso, a tragédia é tão constante, nos noticiários, nas contagens de mortos, que nem são necessárias sirenes para nos recolhermos a nossos bunkers domésticos.
E nossa (su)realidade vai mais longe.
Como no Anjo Exterminador de Buñuel, estamos aprisionados a lideranças políticas que não poderiam ser criadas pelo mais criativo roteirista.
Nosso Poderoso Chefão nega a Ciência, nega as evidências com frequência diária.
Como em Ensaio Sobre Cegueira, deixamos de enxergar.
Viramos uns Mad Max tentando sobreviver ao Apocalipse.
E quando achamos que talvez o pior tenha passado, repetindo o clichê dos filmes em que o vilão ressuscita na cena final, voltam a circular notícias alertando que os casos de covid-19 começam a crescer novamente.
Esse vírus é um Twister, um Tsunami devastador, com direito a primeira e a segunda onda.
Na semana passada, a ultraviolência saiu da tela de Laranja Mecânica e revelou um assassinato ao vivo, nos celulares e jornais de TV.
Da noite para o dia viramos figurantes em uma dessas sagas pós-apocalípticas, tipo Zombieland.
Vimos e repetimos o vídeo.
Os socos.
Os gritos.
A violência corriqueira não abala como antes.
Vírus e violência parecem não relacionados.
Mas suspeito que no roteiro do nosso destino não existam coincidências.
Estamos apáticos e complacentes.
Tudo está relacionado, como costurado por Hitchcock.
As máscaras são nossa Janela Indiscreta.
Revelam nossas lágrimas e ocultam nossos sorrisos.
Disponível em https://istoe.com.br/baseado-em-fatos-reais/
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
Alternativas
Q2106445 Português
Direito da mãe ou da criança?

A lei institui que o município tem a obrigação de garantir vagas em creches e pré-escolas para crianças. É preciso entender que as creches não são locais que disponibilizam babás para tomar conta de criança, antes de tudo é um ambiente de aprendizagem, cuidados e socialização que contribuem para o desenvolvimento da criança. Com base nessa garantia surgem algumas divergências de opinião acerca desse assunto, afinal as vagas em creches são um direito das mães ou das crianças?

A Constituição Federal, no artigo 7º , estabelece alguns parágrafos que defendem os direitos das mulheres e mães, entre eles há um que diz que a mãe que trabalha fora tem direito à assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos de idade em creches e pré-escolas. Com base nisso é possível concluir que as mães têm total apoio da lei para continuar exercendo suas funções trabalhistas e não precisam abdicar de suas carreiras quando geram uma vida. (Vale ressaltar que mesmo mães que não trabalham podem iniciar seus filhos em creches e pré-escolas).

Não precisa ser especialista em direito para chegar à conclusão lógica de que este é um direito que assiste à mãe e à criança. Quando ambas têm acesso a esse  serviço, elas podem ter benefícios que as ajudarão no seu desenvolvimento: a mãe na questão profissional e a criança intelectual e socialmente.

Pais e Poder Público devem entender o real propósito dessas unidades escolares. Lugar de crianças é coisa séria, e os municípios precisam dar devida atenção a isso. As creches e pré-escolas são os locais em que elas passam mais tempo. Esses lugares não substituem o seio do lar, e os professores não substituem os pais, mas creches e pré-escolas devem ser locais de acolhimento e carinho, como uma extensão da própria casa. Ainda há muito que melhorar nesse aspecto, pois os problemas são inúmeros. De modo geral, no Brasil há a indisponibilidade de vagas, má qualidade dos serviços e de profissionais capacitados. Pode-se presumir que a demanda vai além das listas de espera, pois os pais costumam desistir de cara ao saber que terão que enfrentar uma longa fila.

É preciso que haja comprometimento e respeito entre os envolvidos. Uma coisa depende da outra, todos estão interligados e juntos poderão contribuir para uma cidade mais desenvolvida. O município gera emprego e renda e oportuniza que mais pessoas trabalhem. Pais precisam trabalhar para sustentar a família. Escolas ajudam a formar bons cidadãos desde cedo para que contribuam com a sociedade e evitam os problemas sociais. É um círculo que precisa girar para o benefício de todos.

NASCIMENTO, Priscila. Disponível em:<http://jornalceleiro.com.
br/2020/02/direito-da-mae-ou-da-crianca/> . [Adaptado].
Assinale a pergunta que pode ser respondida corretamente com base no texto.
Alternativas
Q2106443 Português
Direito da mãe ou da criança?

A lei institui que o município tem a obrigação de garantir vagas em creches e pré-escolas para crianças. É preciso entender que as creches não são locais que disponibilizam babás para tomar conta de criança, antes de tudo é um ambiente de aprendizagem, cuidados e socialização que contribuem para o desenvolvimento da criança. Com base nessa garantia surgem algumas divergências de opinião acerca desse assunto, afinal as vagas em creches são um direito das mães ou das crianças?

A Constituição Federal, no artigo 7º , estabelece alguns parágrafos que defendem os direitos das mulheres e mães, entre eles há um que diz que a mãe que trabalha fora tem direito à assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos de idade em creches e pré-escolas. Com base nisso é possível concluir que as mães têm total apoio da lei para continuar exercendo suas funções trabalhistas e não precisam abdicar de suas carreiras quando geram uma vida. (Vale ressaltar que mesmo mães que não trabalham podem iniciar seus filhos em creches e pré-escolas).

Não precisa ser especialista em direito para chegar à conclusão lógica de que este é um direito que assiste à mãe e à criança. Quando ambas têm acesso a esse  serviço, elas podem ter benefícios que as ajudarão no seu desenvolvimento: a mãe na questão profissional e a criança intelectual e socialmente.

Pais e Poder Público devem entender o real propósito dessas unidades escolares. Lugar de crianças é coisa séria, e os municípios precisam dar devida atenção a isso. As creches e pré-escolas são os locais em que elas passam mais tempo. Esses lugares não substituem o seio do lar, e os professores não substituem os pais, mas creches e pré-escolas devem ser locais de acolhimento e carinho, como uma extensão da própria casa. Ainda há muito que melhorar nesse aspecto, pois os problemas são inúmeros. De modo geral, no Brasil há a indisponibilidade de vagas, má qualidade dos serviços e de profissionais capacitados. Pode-se presumir que a demanda vai além das listas de espera, pois os pais costumam desistir de cara ao saber que terão que enfrentar uma longa fila.

É preciso que haja comprometimento e respeito entre os envolvidos. Uma coisa depende da outra, todos estão interligados e juntos poderão contribuir para uma cidade mais desenvolvida. O município gera emprego e renda e oportuniza que mais pessoas trabalhem. Pais precisam trabalhar para sustentar a família. Escolas ajudam a formar bons cidadãos desde cedo para que contribuam com a sociedade e evitam os problemas sociais. É um círculo que precisa girar para o benefício de todos.

NASCIMENTO, Priscila. Disponível em:<http://jornalceleiro.com.
br/2020/02/direito-da-mae-ou-da-crianca/> . [Adaptado].
Com base no texto, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q2106442 Português
Direito da mãe ou da criança?

A lei institui que o município tem a obrigação de garantir vagas em creches e pré-escolas para crianças. É preciso entender que as creches não são locais que disponibilizam babás para tomar conta de criança, antes de tudo é um ambiente de aprendizagem, cuidados e socialização que contribuem para o desenvolvimento da criança. Com base nessa garantia surgem algumas divergências de opinião acerca desse assunto, afinal as vagas em creches são um direito das mães ou das crianças?

A Constituição Federal, no artigo 7º , estabelece alguns parágrafos que defendem os direitos das mulheres e mães, entre eles há um que diz que a mãe que trabalha fora tem direito à assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos de idade em creches e pré-escolas. Com base nisso é possível concluir que as mães têm total apoio da lei para continuar exercendo suas funções trabalhistas e não precisam abdicar de suas carreiras quando geram uma vida. (Vale ressaltar que mesmo mães que não trabalham podem iniciar seus filhos em creches e pré-escolas).

Não precisa ser especialista em direito para chegar à conclusão lógica de que este é um direito que assiste à mãe e à criança. Quando ambas têm acesso a esse  serviço, elas podem ter benefícios que as ajudarão no seu desenvolvimento: a mãe na questão profissional e a criança intelectual e socialmente.

Pais e Poder Público devem entender o real propósito dessas unidades escolares. Lugar de crianças é coisa séria, e os municípios precisam dar devida atenção a isso. As creches e pré-escolas são os locais em que elas passam mais tempo. Esses lugares não substituem o seio do lar, e os professores não substituem os pais, mas creches e pré-escolas devem ser locais de acolhimento e carinho, como uma extensão da própria casa. Ainda há muito que melhorar nesse aspecto, pois os problemas são inúmeros. De modo geral, no Brasil há a indisponibilidade de vagas, má qualidade dos serviços e de profissionais capacitados. Pode-se presumir que a demanda vai além das listas de espera, pois os pais costumam desistir de cara ao saber que terão que enfrentar uma longa fila.

É preciso que haja comprometimento e respeito entre os envolvidos. Uma coisa depende da outra, todos estão interligados e juntos poderão contribuir para uma cidade mais desenvolvida. O município gera emprego e renda e oportuniza que mais pessoas trabalhem. Pais precisam trabalhar para sustentar a família. Escolas ajudam a formar bons cidadãos desde cedo para que contribuam com a sociedade e evitam os problemas sociais. É um círculo que precisa girar para o benefício de todos.

NASCIMENTO, Priscila. Disponível em:<http://jornalceleiro.com.
br/2020/02/direito-da-mae-ou-da-crianca/> . [Adaptado].
Sobre o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q2103116 Português
Acerca do tema ‘O papel da gramática no ensino de língua Portuguesa’, é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
23841: C
23842: E
23843: A
23844: D
23845: B
23846: E
23847: E
23848: C
23849: B
23850: B
23851: A
23852: D
23853: C
23854: B
23855: A
23856: C
23857: E
23858: E
23859: A
23860: E