Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1873403 Português

Texto CG1A1-I

    Na ótica da saúde pública, pode-se conceituar a política de redução de danos como um conjunto de estratégias que visam minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente exigir a abstinência de seu uso. Vale dizer, enquanto não for possível ou desejável a abstinência, outros agravos à saúde podem ser evitados, como, por exemplo, as doenças infectocontagiosas transmissíveis por via sanguínea, tais quais as hepatites e HIV/AIDS.

    Na concepção da política de redução de danos, tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos — uma vez que o uso dessas substâncias é parte indissociável da própria história da humanidade, a pretensão de um mundo livre de drogas não passa de uma quimera. Dentro dessa perspectiva, contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, e suas intervenções não são de natureza estritamente públicas, delas participando, também, organizações não governamentais e necessariamente, com especial ênfase, o próprio cidadão que usa drogas.

Maurides de Melo Ribeiro. Drogas e redução de danos.

São Paulo: Editora Saraiva, 2013, p. 45-46 (com adaptações)

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir. 

A política de redução de danos objetiva moderar o consumo de drogas lícitas e ilícitas. 

Alternativas
Q1873304 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão:

Dados publicados pela FAO - Organização para a Alimentação e Agricultura (“Food and agriculture organization of the United Nations”) revelam que o mundo registrou, em 2021, a maior alta nos preços de alimentos em uma década. Para a entidade, o impacto social pode ser profundo, principalmente se essa tendência for mantida em 2022. Desde o início da pandemia, a fome voltou a desafiar governos em diversas partes do mundo, com mais de 150 milhões de novos famintos incluídos numa parcela da sociedade que já vivia sob a incerteza de como se alimentar.

 Abdolreza Abbassian, economista da FAO, classificou os números como "preocupantes", ainda que o mês de dezembro tenha registrado uma leve queda no ritmo de expansão dos preços. Mesmo com os dados do último mês do ano, a constatação da agência é de que o mundo registrou uma alta de 28% nos preços de alimentos em 2021, em comparação aos números de 2020. Isso, segundo o especialista, significa que o índice está em seu maior patamar em dez anos. Alguns itens, como óleos vegetais e de soja, tiveram uma expansão em seus índices de valor de 66%, atingindo um nível recorde. Apesar da queda geral em dezembro, a FAO destaca que o preço mundial da soja continuou elevado, pressionado pela forte demanda de importação da Índia e estoques limitados. No que se refere aos cereais, o aumento no ano foi de 27%, colocando o setor em seu maior patamar em nove anos. "Os preços de exportação do trigo caíram em dezembro, em meio à melhoria da oferta após as colheitas no hemisfério sul e ao retardamento da demanda. No entanto, os preços do milho foram mais firmes, sustentados por uma forte demanda e preocupações com a persistência da seca no Brasil", alertou a FAO.

De acordo com a entidade, em 2021, os preços do milho e do trigo estiveram 44,1% e 31,3% mais altos do que suas respectivas médias de 2020, principalmente com forte demanda e oferta mais restrita, especialmente entre os principais exportadores de trigo.

A situação só não foi pior para milhões de pessoas pelo mundo graças ao comportamento dos preços de arroz, uma commodity considerada como central na alimentação de continentes inteiros. "O arroz foi o único cereal importante a registrar um declínio nos preços em 2021, com as cotações caindo em média 4,0% abaixo dos níveis de 2020", disse a FAO. "A fraqueza refletiu as amplas disponibilidades exportáveis de arroz, o que aumentou a concorrência entre os fornecedores e os levou a procurar combater o impacto dos altos custos de frete e da escassez de contêineres sobre a demanda, baixando os preços", explicou. A tendência, porém, não foi seguida no setor de lácteos, que registrou um um aumento de 17,4% de seu valor em comparação a 2020. "Em dezembro, as cotações internacionais de manteiga e leite em pó continuaram a aumentar, sustentadas por uma alta demanda global de importação, juntamente com uma oferta apertada de exportação, resultante da menor produção de leite na Europa Ocidental e Oceania", disse.

 Já a carne viu um aumento de preços de 12,7% no ano. "Nas diferentes categorias, a carne ovina registrou o maior aumento de preços, seguida pela carne bovina e de aves, enquanto os preços da carne suína caíram marginalmente", explicou a FAO. Enquanto isso, o Índice de Preços do Açúcar da FAO viu um aumento de 37,5% no ano e atingiu o mais alto patamar desde 2016. "Ao longo do ano, as preocupações com a redução da produção no Brasil em meio à forte demanda global por açúcar sustentaram o aumento dos preços", disse a agência.

Ainda assim, houve uma queda de 3% em dezembro, que refletiu as preocupações sobre o impacto da variante ômicron na demanda mundial de açúcar após a retomada das medidas de contenção em muitas regiões. "O enfraquecimento do real brasileiro em relação ao dólar americano e os preços mais baixos do etanol também contribuíram para a queda dos preços mundiais do açúcar em dezembro", completou.

Fonte:https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2022/01/07/precos-de-alimentos-no-mundo-registram-maior-alta-em-uma-decada.htm - acessado em 07.01.22)
Assinale a alternativa correta acerca da interpretação do texto: 
Alternativas
Q1873303 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão:

Dados publicados pela FAO - Organização para a Alimentação e Agricultura (“Food and agriculture organization of the United Nations”) revelam que o mundo registrou, em 2021, a maior alta nos preços de alimentos em uma década. Para a entidade, o impacto social pode ser profundo, principalmente se essa tendência for mantida em 2022. Desde o início da pandemia, a fome voltou a desafiar governos em diversas partes do mundo, com mais de 150 milhões de novos famintos incluídos numa parcela da sociedade que já vivia sob a incerteza de como se alimentar.

 Abdolreza Abbassian, economista da FAO, classificou os números como "preocupantes", ainda que o mês de dezembro tenha registrado uma leve queda no ritmo de expansão dos preços. Mesmo com os dados do último mês do ano, a constatação da agência é de que o mundo registrou uma alta de 28% nos preços de alimentos em 2021, em comparação aos números de 2020. Isso, segundo o especialista, significa que o índice está em seu maior patamar em dez anos. Alguns itens, como óleos vegetais e de soja, tiveram uma expansão em seus índices de valor de 66%, atingindo um nível recorde. Apesar da queda geral em dezembro, a FAO destaca que o preço mundial da soja continuou elevado, pressionado pela forte demanda de importação da Índia e estoques limitados. No que se refere aos cereais, o aumento no ano foi de 27%, colocando o setor em seu maior patamar em nove anos. "Os preços de exportação do trigo caíram em dezembro, em meio à melhoria da oferta após as colheitas no hemisfério sul e ao retardamento da demanda. No entanto, os preços do milho foram mais firmes, sustentados por uma forte demanda e preocupações com a persistência da seca no Brasil", alertou a FAO.

De acordo com a entidade, em 2021, os preços do milho e do trigo estiveram 44,1% e 31,3% mais altos do que suas respectivas médias de 2020, principalmente com forte demanda e oferta mais restrita, especialmente entre os principais exportadores de trigo.

A situação só não foi pior para milhões de pessoas pelo mundo graças ao comportamento dos preços de arroz, uma commodity considerada como central na alimentação de continentes inteiros. "O arroz foi o único cereal importante a registrar um declínio nos preços em 2021, com as cotações caindo em média 4,0% abaixo dos níveis de 2020", disse a FAO. "A fraqueza refletiu as amplas disponibilidades exportáveis de arroz, o que aumentou a concorrência entre os fornecedores e os levou a procurar combater o impacto dos altos custos de frete e da escassez de contêineres sobre a demanda, baixando os preços", explicou. A tendência, porém, não foi seguida no setor de lácteos, que registrou um um aumento de 17,4% de seu valor em comparação a 2020. "Em dezembro, as cotações internacionais de manteiga e leite em pó continuaram a aumentar, sustentadas por uma alta demanda global de importação, juntamente com uma oferta apertada de exportação, resultante da menor produção de leite na Europa Ocidental e Oceania", disse.

 Já a carne viu um aumento de preços de 12,7% no ano. "Nas diferentes categorias, a carne ovina registrou o maior aumento de preços, seguida pela carne bovina e de aves, enquanto os preços da carne suína caíram marginalmente", explicou a FAO. Enquanto isso, o Índice de Preços do Açúcar da FAO viu um aumento de 37,5% no ano e atingiu o mais alto patamar desde 2016. "Ao longo do ano, as preocupações com a redução da produção no Brasil em meio à forte demanda global por açúcar sustentaram o aumento dos preços", disse a agência.

Ainda assim, houve uma queda de 3% em dezembro, que refletiu as preocupações sobre o impacto da variante ômicron na demanda mundial de açúcar após a retomada das medidas de contenção em muitas regiões. "O enfraquecimento do real brasileiro em relação ao dólar americano e os preços mais baixos do etanol também contribuíram para a queda dos preços mundiais do açúcar em dezembro", completou.

Fonte:https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2022/01/07/precos-de-alimentos-no-mundo-registram-maior-alta-em-uma-decada.htm - acessado em 07.01.22)
Assinale a alternativa que contém uma conclusão equivocada acerca do texto: 
Alternativas
Q1873273 Português
Leia atentamente o texto abaixo.

As dificuldades para a retomada do setor de eventos

Quanto menor a procura por um determinado produto ou serviço, mais seu preço cai, até o momento em que o produto ou serviço, por falta de demanda, deixa de ser oferecido no mercado. Da mesma forma que, quanto mais pessoas desejarem adquirir certo item, o preço desse item sobe. Se o público continuar consumindo o produto ou este serviço, apesar da alta de preços, poderá haver escassez de oferta.

A pandemia do coronavírus fez diversos setores da economia passarem por essas curvas: primeiro, a da queda da demanda; e, agora, com a ampliação do número de pessoas vacinadas, e a gradual reabertura do comércio de eventos, a do aumento da procura. Em alguns setores, essa curva foi mais brusca, fazendo até mesmo com que determinados produtos e serviços, que deixaram de ser produzidos ou ofertados no pico da pandemia, se tornassem escassos no mercado.

É o caso do setor de eventos particulares: aniversários, formaturas e casamentos. Embora alguns profissionais que atuam na área ainda vejam a retomada com cautela, há aqueles que já estão com a agenda cheia até o final de 2022.

Os eventos sociais ganham um novo fôlego, mas isso não quer dizer que eles tenham retornado idênticos ao que eram até o final de 2019. Cerimônias de casamento mais íntimas, por exemplo, se popularizaram. A lista de convidados diminuiu, muitas vezes se restringindo às pessoas da família.

O desejo de evitar as aglomerações certamente influencia, mas outro fator contribuiu para a tendência: o menor poder aquisitivo da população. Menos convidados, menos custos.

A tradição no Brasil sempre foi de realizar festas enormes, mas agora está se tornando mais comum realizar os casamentos em família ou só a dois. Estamos resgatando a essência do casamento, que é celebrar o amor entre o casal.

Revista nscDC: Santa Catarina, ano 35. N 12.134, dez/2021. Adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com o texto.

( ) Os produtos mais caros são aqueles que são mais procurados.
( ) Atualmente há menos convidados nos casamentos.

( ) Quanto mais convidados num casamento, menor é seu custo.
( ) Dois fatores determinam eventos com menor número de convidados: evitar aglomerações e baixar os custos.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: Prefeitura de Timóteo - MG Provas: FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Advogado | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Biólogo | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Terapeuta Ocupacional | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Engenheiro Eletricista | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Engenheiro Civil | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Psicólogo | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - Matemática | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Engenheiro Ambiental | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Odontólogo | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Médico Ortopedista | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - Língua Portuguesa | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Médico Clínico Geral | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - Artes | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - Ciências | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - Educação Física | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - Geografia | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - História | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Fonoaudiólogo | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Fisioterapeuta | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor II - Inglês | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Assistente Social | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Arquiteto | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Analista em Gestão Municipal - Contador | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Analista em Gestão Municipal | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Pedagogo | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Engenheiro Sanitarista | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Fiscal de Tributos | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Nutricionista | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Professor I | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Enfermeiro | FCM - 2022 - Prefeitura de Timóteo - MG - Farmacêutico - Bioquímico |
Q1873233 Português
leia o texto a seguir e, depois, responda à questão.

O QUE A FOLHA PENSA
Ação entre amigos
Governo poupa militares do ajuste fiscal e destina à área 28% dos investimentos

1. O balanço das contas do governo federal de 2019 surpreendeu até mesmo os responsáveis pelo controle do gasto público no Tesouro Nacional. De repente, em dezembro, brotou uma despesa imprevista de cerca de R$ 10 bilhões.  

2. Era o dinheiro do aumento de capital de três empresas estatais, na maior parte para a Emgepron, firma ligada à Marinha e dedicada a construir navios, que recebeu R$ 7,6 bilhões em uma canetada.

3. O valor equivale a todo investimento federal em obras e equipamentos dos ministérios da Saúde e da Educação, por exemplo.

4. Dadas as peculiaridades da contabilidade pública, tal despesa não toma o lugar de outra, pois não se sujeita ao limite constitucional do chamado teto de gastos.

5. De qualquer modo, o déficit público acabou maior. Além do mais, essa decisão inopinada e em quase nada transparente desmoraliza a alardeada política de privatização do governo de Jair Bolsonaro, pífia em sua morosidade e inoperância.

6. O aumento do capital da Emgepron é, no entanto, coerente com uma das linhas de força do governo: o poder militar. Quase um terço dos ministérios é comandado por oficiais da ativa ou da reserva das Forças Armadas, até porque, em sua carreira, Bolsonaro não cultivou relações com outros grupos de quadros técnicos ou profissionais, além de ter sido na prática um líder sindical da categoria.

7. Governo e Congresso se acertaram a fim de permitir que militares se aposentem em condições privilegiadas (com o equivalente de salários e reajustes integrais da ativa). Este governo também se prontificou a conceder generosos reajustes para os soldos, em particular para o alto oficialato.

8. O aumento de capital da Emgepron foi R$ 4 bilhões além do previsto para o ano, liberalidade facilitada pela entrada dos recursos do leilão dos campos de petróleo.

9. Assim, o Ministério da Defesa ficou com mais de 28% do total dos recursos federais destinados a investimentos. A despesa com pessoal militar, civil, aposentados e suas pensões vai aumentar; já consomem pelo menos 26% do gasto total com servidores.

10. O esforço para o necessário ajuste das contas públicas não tem sido distribuído de modo mais equânime. Subsídios diversos continuam intocados, por exemplo. Não é aceitável que também a despesa militar seja poupada de contribuir para essa emergência nacional.

11. É argumentável que o equipamento militar brasileiro pode estar sendo sucateado. Mas também este é o caso da infraestrutura física e social, de estradas a hospitais. Ainda mais neste momento de escassez aguda de recursos, é preciso repensar e explicar com transparência as prioridades.

Referência: FOLHA DE S.PAULO. Ação entre amigos. São Paulo, 5 fev. 2020. Disponível em: < https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/02/acao -entre-amigos.shtml>. Acesso em: 5 fev. 2020.
Sobre interpretação desse texto, é correto inferir que sua intenção em relação ao governo é a de
Alternativas
Q1872942 Português

Analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, de acordo com o texto.

( ) O agronegócio é responsável pela produção da maior parte da comida consumida pelas pessoas no planeta.

( ) A agricultura familiar é a principal provedora dos alimentos – vegetais e animais – que compõem a mesa dos brasileiros.

( ) No Brasil, existe uma lei que define o conceito de agricultor familiar, o que não acontece em nenhum outro país.

( ) A agricultura familiar gera emprego e renda para cerca de 70% da população brasileira.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: CRM-AC Prova: IBADE - 2022 - CRM-AC - Contador |
Q1872828 Português

O IMPACTO DA TECNOLOGIA EM NOSSAS VIDAS

Vivemos o ápice da influência tecnológica no mundo e não tem como negar. Estamos conectados o tempo todo, seja pelo celular ou computador. O impacto da tecnologia em nossas vidas é extremamente visível. Mas, isso é algo bom ou ruim?

A tecnologia facilita muito a nossa rotina e é um ótimo entretenimento. Com apenas uns cliques, compartilhamos coisas pessoais, entramos em contato com aquele parente distante, descobrimos uma nova música e assistimos a vários episódios de determinada série, mesmo off-line.

Conseguimos armazenar milhares de músicas na palma de nossas mãos, temos televisões com a maior definição de imagem existente, guardamos todos os tipos de fotos e documentos pessoais na nuvem e podemos acessá-los a qualquer hora e em qualquer lugar.

Há alguns anos, não tínhamos o hábito de olhar o celular assim que acordávamos, ou passar a noite inteira em claro vagando pelas redes sociais. Hoje em dia, se uma tragédia acontecer há milhares de quilômetros de distância de onde estamos, sabemos instantaneamente. A tecnologia modificou completamente nosso cotidiano, trazendo muitos benefícios e alguns malefícios também.

O lado ruim é que estamos tão ligados nas nossas vidas on-line, que esquecemos de manter o contato off-line. Não prestamos mais atenção no mundo a nossa volta, não conversamos mais pessoalmente.

Por recebermos tantas informações o tempo todo, tornamo-nos mais desatentos. Parece que não podemos ficar sem encontrar coisas novas, é um pecado deixar o celular de lado, ficamos dependentes dessa conexão.

Outros pontos ruins são os problemas de visão que foram desenvolvidos nos últimos anos por ficar muito tempo vendo a tela do celular e os problemas de audição por ouvir coisas muito altas no fone de ouvido.

A obesidade também é um fator que vem encadeando essas mudanças de hábito. As pessoas ficam a maior parte de seu tempo sentadas, por conta da comodidade de comprar on-line, não precisam mais ir até a loja, nem sair para pedir o almoço, pois existem vários aplicativos para isso.

Segundo a OMS, o sedentarismo está presente em 23% dos adultos; já nos mais jovens, esse índice é de 81%. Consequência direta do uso de videogames, celulares e computadores.

É importante ter um planejamento de quantas horas por dia você vai dedicar à tecnologia, para não perder o foco e a produtividade. Apesar de ser algo incrível, ela também pode trazer consequências sérias e permanentes a nossa saúde. Como todas as outras coisas, ela deve ser apreciada com moderação.

Disponível em: https://www.madeinweb.com.br/o-impacto-da-tecnologia-em-nossas -vidas/Adaptado

Após a leitura do texto, infere-se que, no:
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Q1872785 Português

Vozes da natureza

        Lili chamava o sapo de bicho-nenê. Ótima sugestão para os pais novatos; é só imaginarem que estão ouvindo, não o choro chinfrim do pimpolho, mas a velha, primordial canção da saparia às estrelas.

       E não foi sempre tão gostosa, mesmo, essa manha sem fim dos sapos no banhado? Ouçam, pois, ouçam todos com o seu melhor ouvido o bicho-nenê. Ouçam-no todos os que se julgam amantes fiéis da Natureza, e ficarão felizes.

(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)

Em relação ao emprego das palavras no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1872784 Português

Vozes da natureza

        Lili chamava o sapo de bicho-nenê. Ótima sugestão para os pais novatos; é só imaginarem que estão ouvindo, não o choro chinfrim do pimpolho, mas a velha, primordial canção da saparia às estrelas.

       E não foi sempre tão gostosa, mesmo, essa manha sem fim dos sapos no banhado? Ouçam, pois, ouçam todos com o seu melhor ouvido o bicho-nenê. Ouçam-no todos os que se julgam amantes fiéis da Natureza, e ficarão felizes.

(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)

O eu lírico explora como assunto principal do texto 
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Q1872781 Português

        Quem consulta o acervo da revista Superinteressante percebe um salto entre os meses de janeiro e março de 2001. A edição de fevereiro daquele ano não está mais acessível para consultas. A publicação da editora Abril trazia como assunto principal naquele mês questionamentos sobre a eficácia das vacinas.

         O atual diretor de redação da revista, Alexandre Versignassi, responde sobre os questionamentos a vacinas levantados na matéria de 2001: “Nada se provou”. Ou seja, as dúvidas levantadas naquela época não se comprovaram. Por esse motivo, numa conversa com a administração da Abril, o jornalista achou prudente excluir provisoriamente a edição do acervo. “Num período de pandemia e de vacinação, poderia ser um desserviço”, diz.

         Versignassi ressalta uma questão importante: “Não é apagar a história. É uma questão de saúde pública”.

(Mauricio Stycer. Em: https://noticias.uol.com.br. 02.11.2021. Adaptado)

As informações do texto permitem concluir corretamente que a edição de fevereiro de 2001 da revista Superinteressante foi retirada do acervo porque
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Q1872779 Português

Leia a tira para responder à questão.


(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 28.10.2021. Adaptado)

Considerando o efeito de humor comum às tiras, na conversa entre os personagens, a frase – Sempre com essa carinha de 80 anos! – expressa
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Q1872775 Português

    A verdadeira história do Papai Noel

        O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.

        O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.

        Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.

(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)

1 sincretismo: combinação

2 naco: parte, pedaço

Na passagem – ... o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. (3º parágrafo) –, a oração destacada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido e em conformidade com a norma-padrão, por:
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Q1872773 Português

    A verdadeira história do Papai Noel

        O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.

        O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.

        Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.

(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)

1 sincretismo: combinação

2 naco: parte, pedaço

Mantendo o sentido original, o trecho do 1º parágrafo – ... o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar... – está corretamente reescrito em: 
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Q1872772 Português

    A verdadeira história do Papai Noel

        O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.

        O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.

        Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.

(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)

1 sincretismo: combinação

2 naco: parte, pedaço

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1872771 Português

    A verdadeira história do Papai Noel

        O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.

        O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.

        Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.

(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)

1 sincretismo: combinação

2 naco: parte, pedaço

O texto deixa claro que
Alternativas
Q1872768 Português

Leia os quadrinhos para responder à questão.


(https://www.uol.com.br/splash. Adaptado)

As informações apresentadas nos quadrinhos permitem concluir corretamente que 
Alternativas
Q1872652 Português
ENTRE O DESESPERO E A ESPERANÇA: COMO REENCANTAR O TRABALHO?

Christophe Dejours

   Nos dias de hoje, quando se fala do trabalho, é de bom-tom considerá-lo a priori como uma fatalidade. Uma fatalidade socialmente gerada. E, de fato, é preciso reconhecer que a evolução do mundo do trabalho é bastante preocupante para os médicos, para os trabalhadores, para as pessoas comuns apreensivas com as condições que serão deixadas a seus filhos em um mundo de trabalho desencantado.
   E, no entanto, no mesmo momento em que devemos denunciar os desgastes psíquicos causados pelo trabalho contemporâneo, devemos dizer que ele também pode ser usado como instrumento terapêutico essencial para pessoas que sofrem de problemas psicopatológicos crônicos. No que concerne à visão negativa, é preciso distinguir o sofrimento que o trabalho impõe àqueles que têm um emprego do sofrimento daqueles homens e mulheres que foram demitidos ou que se encontram privados de qualquer possibilidade de um dia ter um emprego.
   Há, portanto, situações de contraste. Surge inevitavelmente a questão de saber se é possível compreender as diversas contradições que se observam na psicodinâmica e na psicopatologia do trabalho. Isso só é possível se defendermos a tese da “centralidade do trabalho”. Essa tese se desdobra em quatro domínios:
• no domínio individual, o trabalho é central para a formação da identidade e para a saúde mental,
• no domínio das relações entre homens e mulheres, o trabalho permite superar a desigualdade nas relações de “gênero”. Esclareço que aqui não se deve entender trabalho apenas como trabalho assalariado, mas também como trabalho doméstico, o que repercute na economia do amor, inclusive na economia erótica,
• no domínio político, é possível mostrar que o trabalho desempenha um papel central no que concerne à totalidade da evolução política de uma sociedade,
• no domínio da teoria do conhecimento, o trabalho, afinal, possibilita a produção de novos conhecimentos. Isso não é óbvio. O estatuto do conhecimento, supostamente elevado acima das contingências do mundo dos mortais, deve ser revisto profundamente quando se considera o processo de produção do conhecimento e não apenas o conhecimento. É o que se chama de “centralidade epistemológica” do trabalho. [...] 

Disponível em:
https://revistacult.uol.com.br/home/christophe-dejours-reencantar-o-trabalho/.
Acesso em: 14.dez.2021
A partir da leitura do título do texto, é INCORRETO afirmar que 
Alternativas
Q1872651 Português
ENTRE O DESESPERO E A ESPERANÇA: COMO REENCANTAR O TRABALHO?

Christophe Dejours

   Nos dias de hoje, quando se fala do trabalho, é de bom-tom considerá-lo a priori como uma fatalidade. Uma fatalidade socialmente gerada. E, de fato, é preciso reconhecer que a evolução do mundo do trabalho é bastante preocupante para os médicos, para os trabalhadores, para as pessoas comuns apreensivas com as condições que serão deixadas a seus filhos em um mundo de trabalho desencantado.
   E, no entanto, no mesmo momento em que devemos denunciar os desgastes psíquicos causados pelo trabalho contemporâneo, devemos dizer que ele também pode ser usado como instrumento terapêutico essencial para pessoas que sofrem de problemas psicopatológicos crônicos. No que concerne à visão negativa, é preciso distinguir o sofrimento que o trabalho impõe àqueles que têm um emprego do sofrimento daqueles homens e mulheres que foram demitidos ou que se encontram privados de qualquer possibilidade de um dia ter um emprego.
   Há, portanto, situações de contraste. Surge inevitavelmente a questão de saber se é possível compreender as diversas contradições que se observam na psicodinâmica e na psicopatologia do trabalho. Isso só é possível se defendermos a tese da “centralidade do trabalho”. Essa tese se desdobra em quatro domínios:
• no domínio individual, o trabalho é central para a formação da identidade e para a saúde mental,
• no domínio das relações entre homens e mulheres, o trabalho permite superar a desigualdade nas relações de “gênero”. Esclareço que aqui não se deve entender trabalho apenas como trabalho assalariado, mas também como trabalho doméstico, o que repercute na economia do amor, inclusive na economia erótica,
• no domínio político, é possível mostrar que o trabalho desempenha um papel central no que concerne à totalidade da evolução política de uma sociedade,
• no domínio da teoria do conhecimento, o trabalho, afinal, possibilita a produção de novos conhecimentos. Isso não é óbvio. O estatuto do conhecimento, supostamente elevado acima das contingências do mundo dos mortais, deve ser revisto profundamente quando se considera o processo de produção do conhecimento e não apenas o conhecimento. É o que se chama de “centralidade epistemológica” do trabalho. [...] 

Disponível em:
https://revistacult.uol.com.br/home/christophe-dejours-reencantar-o-trabalho/.
Acesso em: 14.dez.2021
Sobre os excertos “Esclareço que aqui não se deve entender trabalho apenas como trabalho assalariado [...]” e “O estatuto do conhecimento [...] deve ser revisto [...]”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1872650 Português
ENTRE O DESESPERO E A ESPERANÇA: COMO REENCANTAR O TRABALHO?

Christophe Dejours

   Nos dias de hoje, quando se fala do trabalho, é de bom-tom considerá-lo a priori como uma fatalidade. Uma fatalidade socialmente gerada. E, de fato, é preciso reconhecer que a evolução do mundo do trabalho é bastante preocupante para os médicos, para os trabalhadores, para as pessoas comuns apreensivas com as condições que serão deixadas a seus filhos em um mundo de trabalho desencantado.
   E, no entanto, no mesmo momento em que devemos denunciar os desgastes psíquicos causados pelo trabalho contemporâneo, devemos dizer que ele também pode ser usado como instrumento terapêutico essencial para pessoas que sofrem de problemas psicopatológicos crônicos. No que concerne à visão negativa, é preciso distinguir o sofrimento que o trabalho impõe àqueles que têm um emprego do sofrimento daqueles homens e mulheres que foram demitidos ou que se encontram privados de qualquer possibilidade de um dia ter um emprego.
   Há, portanto, situações de contraste. Surge inevitavelmente a questão de saber se é possível compreender as diversas contradições que se observam na psicodinâmica e na psicopatologia do trabalho. Isso só é possível se defendermos a tese da “centralidade do trabalho”. Essa tese se desdobra em quatro domínios:
• no domínio individual, o trabalho é central para a formação da identidade e para a saúde mental,
• no domínio das relações entre homens e mulheres, o trabalho permite superar a desigualdade nas relações de “gênero”. Esclareço que aqui não se deve entender trabalho apenas como trabalho assalariado, mas também como trabalho doméstico, o que repercute na economia do amor, inclusive na economia erótica,
• no domínio político, é possível mostrar que o trabalho desempenha um papel central no que concerne à totalidade da evolução política de uma sociedade,
• no domínio da teoria do conhecimento, o trabalho, afinal, possibilita a produção de novos conhecimentos. Isso não é óbvio. O estatuto do conhecimento, supostamente elevado acima das contingências do mundo dos mortais, deve ser revisto profundamente quando se considera o processo de produção do conhecimento e não apenas o conhecimento. É o que se chama de “centralidade epistemológica” do trabalho. [...] 

Disponível em:
https://revistacult.uol.com.br/home/christophe-dejours-reencantar-o-trabalho/.
Acesso em: 14.dez.2021
Em relação ao excerto “[...] para as pessoas comuns apreensivas com as condições que serão deixadas a seus filhos em um mundo de trabalho desencantado.”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1872649 Português
ENTRE O DESESPERO E A ESPERANÇA: COMO REENCANTAR O TRABALHO?

Christophe Dejours

   Nos dias de hoje, quando se fala do trabalho, é de bom-tom considerá-lo a priori como uma fatalidade. Uma fatalidade socialmente gerada. E, de fato, é preciso reconhecer que a evolução do mundo do trabalho é bastante preocupante para os médicos, para os trabalhadores, para as pessoas comuns apreensivas com as condições que serão deixadas a seus filhos em um mundo de trabalho desencantado.
   E, no entanto, no mesmo momento em que devemos denunciar os desgastes psíquicos causados pelo trabalho contemporâneo, devemos dizer que ele também pode ser usado como instrumento terapêutico essencial para pessoas que sofrem de problemas psicopatológicos crônicos. No que concerne à visão negativa, é preciso distinguir o sofrimento que o trabalho impõe àqueles que têm um emprego do sofrimento daqueles homens e mulheres que foram demitidos ou que se encontram privados de qualquer possibilidade de um dia ter um emprego.
   Há, portanto, situações de contraste. Surge inevitavelmente a questão de saber se é possível compreender as diversas contradições que se observam na psicodinâmica e na psicopatologia do trabalho. Isso só é possível se defendermos a tese da “centralidade do trabalho”. Essa tese se desdobra em quatro domínios:
• no domínio individual, o trabalho é central para a formação da identidade e para a saúde mental,
• no domínio das relações entre homens e mulheres, o trabalho permite superar a desigualdade nas relações de “gênero”. Esclareço que aqui não se deve entender trabalho apenas como trabalho assalariado, mas também como trabalho doméstico, o que repercute na economia do amor, inclusive na economia erótica,
• no domínio político, é possível mostrar que o trabalho desempenha um papel central no que concerne à totalidade da evolução política de uma sociedade,
• no domínio da teoria do conhecimento, o trabalho, afinal, possibilita a produção de novos conhecimentos. Isso não é óbvio. O estatuto do conhecimento, supostamente elevado acima das contingências do mundo dos mortais, deve ser revisto profundamente quando se considera o processo de produção do conhecimento e não apenas o conhecimento. É o que se chama de “centralidade epistemológica” do trabalho. [...] 

Disponível em:
https://revistacult.uol.com.br/home/christophe-dejours-reencantar-o-trabalho/.
Acesso em: 14.dez.2021
Quanto aos mecanismos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Respostas
23801: E
23802: D
23803: B
23804: A
23805: D
23806: C
23807: E
23808: A
23809: D
23810: B
23811: B
23812: D
23813: C
23814: B
23815: A
23816: C
23817: D
23818: C
23819: E
23820: D