Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Um registro de mutações ligadas ao mundo eletrônico se refere ao que chamo de a ordem das propriedades, tanto em um sentido jurídico — o que fundamenta a propriedade literária e o copyright — quanto em um sentido textual — o que define as características ou propriedades dos textos.
O texto eletrônico, tal qual o conhecemos, é um texto móvel, maleável, aberto. O leitor pode intervir em seu próprio conteúdo, e não somente nos espaços deixados em branco pela composição tipográfica. Pode deslocar, recortar, estender, recompor as unidades textuais das quais se apodera. Nesse processo, desaparece a atribuição dos textos ao nome de seu autor, já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica.
Essa mobilidade lança um desafio aos critérios e às categorias que, pelo menos desde o século XVIII, identificam as obras com base na sua estabilidade, singularidade e originalidade. Há um estreito vínculo entre a identidade singular, estável, reproduzível dos textos e o regime de propriedade que protege os direitos dos autores e dos editores. É essa relação que coloca em questão o mundo digital, que propõe textos brandos, ubíquos, palimpsestos.
Roger Chartier. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moreto.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 24-25 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
O autor do texto apresentado defende que os textos
eletrônicos têm propriedades singulares que conduzem a uma
revisão das fronteiras entre os diferentes tipos textuais, da
noção jurídica de propriedade e das leis referentes à
propriedade intelectual e ao copyright.
Um registro de mutações ligadas ao mundo eletrônico se refere ao que chamo de a ordem das propriedades, tanto em um sentido jurídico — o que fundamenta a propriedade literária e o copyright — quanto em um sentido textual — o que define as características ou propriedades dos textos.
O texto eletrônico, tal qual o conhecemos, é um texto móvel, maleável, aberto. O leitor pode intervir em seu próprio conteúdo, e não somente nos espaços deixados em branco pela composição tipográfica. Pode deslocar, recortar, estender, recompor as unidades textuais das quais se apodera. Nesse processo, desaparece a atribuição dos textos ao nome de seu autor, já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica.
Essa mobilidade lança um desafio aos critérios e às categorias que, pelo menos desde o século XVIII, identificam as obras com base na sua estabilidade, singularidade e originalidade. Há um estreito vínculo entre a identidade singular, estável, reproduzível dos textos e o regime de propriedade que protege os direitos dos autores e dos editores. É essa relação que coloca em questão o mundo digital, que propõe textos brandos, ubíquos, palimpsestos.
Roger Chartier. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moreto.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 24-25 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
O mundo digital coloca em xeque o conceito de texto como
se conhecia, bem como as tradicionais relações de autoria e
propriedade.
Um registro de mutações ligadas ao mundo eletrônico se refere ao que chamo de a ordem das propriedades, tanto em um sentido jurídico — o que fundamenta a propriedade literária e o copyright — quanto em um sentido textual — o que define as características ou propriedades dos textos.
O texto eletrônico, tal qual o conhecemos, é um texto móvel, maleável, aberto. O leitor pode intervir em seu próprio conteúdo, e não somente nos espaços deixados em branco pela composição tipográfica. Pode deslocar, recortar, estender, recompor as unidades textuais das quais se apodera. Nesse processo, desaparece a atribuição dos textos ao nome de seu autor, já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica.
Essa mobilidade lança um desafio aos critérios e às categorias que, pelo menos desde o século XVIII, identificam as obras com base na sua estabilidade, singularidade e originalidade. Há um estreito vínculo entre a identidade singular, estável, reproduzível dos textos e o regime de propriedade que protege os direitos dos autores e dos editores. É essa relação que coloca em questão o mundo digital, que propõe textos brandos, ubíquos, palimpsestos.
Roger Chartier. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moreto.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 24-25 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Nos textos eletrônicos, a interferência do leitor pode ir além
da sua forma e atingir, também, o seu conteúdo.
No contexto apresentado, o vocábulo que traz certa ambiguidade para a tirinha, ou seja, que apresenta duplicidade de sentidos, é:
Quando era criança, Louise Glück brincava de fazer concursos para eleger o poema mais bonito do mundo, mas sempre mudava de ideia. No discurso da cerimônia em que recebeu o Nobel de literatura, no ano passado, ela finalmente anunciou o vencedor: em sua opinião, é “O Garotinho Negro”, de William Blake. No mundo real, a americana é que levou o prêmio. Ela recebeu o Nobel “por sua voz poética inconfundível que, com austera beleza, transforma a existência individual em universal”, segundo a Academia Sueca. Foi apenas o ápice da carreira de uma autora agraciada com os principais prêmios do mundo, do Pulitzer ao National Book Award.
Felipe Machado. Revista IstoÉ. “Refinada poesia entre nós”. Adaptado. 18 de junho de 2021. Edição nº 2683.
I. São prêmios mencionados no texto o Nobel da Paz, o Pulitzer e o National Book Award.
II. Na frase Ela recebeu o Nobel, o pronome refere-se aos termos a americana.
III. O termo ápice poderia ser substituído, sem alterar o sentido expresso no texto, pelo termo auge.
Pode-se afirmar que:
Estão CORRETAS, apenas:
A afirmação contida na oração destacada exprime ideia de:
I. A frase Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas atesta que o texto está narrado em primeira pessoa.
II. Os elementos apresentados no texto indicam que a personagem é casada, possui filhos e que, ao longo de sua existência, teve uma vida sem grandes embaraços ou necessidades existenciais.
III. Há, no texto, muitos verbos conjugados no pretérito mais-que-perfeito, cuja utilização é muito limitada e, portanto, são verbos pouco utilizados na linguagem coloquial.
Pode-se afirmar que:

1. O autor conjectura sobre a origem do futebol, dizendo que pode ser uma purificação da guerra.
2. Parafraseando um versículo bíblico, o autor contrasta fortemente guerra e esporte.
3. Se no basquete excelentes jogadores são engendrados, no futebol essa habilidade é conatural.
4. O futebol, diferentemente do basquete, não precisa de muito investimento.
5. Todo pobre terá sua chance no futebol, já que craque nasce feito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Fonte: disponível em: <https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/15/8/breveestudo-sobre-lev-vygotsky-e-o-sociointeracionismo>. Acesso em: 25 out. 2021.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Fonte: disponível em: <https://www.construirnoticias.com.br/leitura-e-producaotextual-o-desafio-de-ensinar-a-ler-e-escrever-textos-naescola/>. Acesso em: 25 out. 2021.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
“A COVID-19 é uma doença causada por um vírus da família dos coronavírus e provoca sintomas como febre, tosse e dificuldade respiratória. Os primeiros casos da doença surgiram no final do ano de 2019, na China. No primeiro semestre de 2020, a doença já havia atingido todos os continentes, sendo classificada como uma pandemia.”
Fonte: disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/covid-19.htm>. Acesso em: 24 out. 2021.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Perfeito. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
entretanto, nós mesmos queremos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
contudo, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemos
de exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos especulativos.
Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos
ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se explicar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E percebemos que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos ambientes. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostra que somos tão importantes
quanto ao outro, e não mais importante do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Túlio – Entreatos – Páginas Editora)
Nos versos acima, foram destacados alguns elementos de articulação no texto. É correto afirmar que todos os elementos exprimem:
Perfeito. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
entretanto, nós mesmos queremos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
contudo, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemos
de exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos especulativos.
Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos
ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se explicar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E percebemos que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos ambientes. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostra que somos tão importantes
quanto ao outro, e não mais importante do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Túlio – Entreatos – Páginas Editora)
Perfeito. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
entretanto, nós mesmos queremos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
contudo, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemos
de exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos especulativos.
Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos
ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se explicar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E percebemos que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos ambientes. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostra que somos tão importantes
quanto ao outro, e não mais importante do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Túlio – Entreatos – Páginas Editora)